4 meses de Liz

Segunda filha os posts de mêsversário vem um ‘cadim atrasados. Estamos na metade já, mas vamos que vamos que todo dia tem uma novidade com esses nenéns!

Quatro meses de baby Liz no mundão e eu sigo apaixonaaaada por ela.
Tá pesadinha, a pessoa. As consultas estão meio desencontradas de quando ela completa o mês, mas enfim. Com menos de 4 meses ela já estava com 7,235kg e 62cm. E já cresceu mai. Ou seja. Haja braço. E haja roupa, porque perde muitooo rápido. Essa é a hora em que agradeço não ter feito enxoval enorme até 1 ano. Comprei o básico do básico e vou adquirindo mais conforme precisa. Tem sido muito bom, porque não perde muita roupinha sem usar e o que tem está sendo muito bem aproveitado também.

A parte não tão boa foi que ela teve impetigo há umas duas semanas.
Começou com uma picadinha de mosquito, eu acho. E inflamou, cresceu. Pensei que ela tivesse alergia a picada, sei lá. Não fiz nada, só observei. Uns dois dias depois, outras bolinhas apareceram, como picadas também. Até que surgiu uma bolha no bracinho, perto do pulso. Aí eu soube que não era só picada, porque aquilo não era uma, definitivamente. Consegui encaixe no pediatra no mesmo dia, graças a Deus, e ele passou a receita do antibiótico e da pomada. Resolveu só com a pomada, ainda bem.

A parte linda demais é que ela aprendeu a virar de bruços e tem praticado com afinco desde então. De vez em quando já desvira, dependendo de como ela estiver. E se movimenta um pouco no estilo minhocando, como diz a Agnes, hahaha.
Pega tudo que vê, já tira meus óculos, agarra as coisas e se eu deixar ou der mole, lá está uma mãozinha redonda tentando colocar a mão dentro do nosso copo. E pula! A gente a segura em pé e ela meeexe essas perninhas, muito animada! – é tão bonitinho de ver, gente! Isso quer dizer que ela ainda é uma pessoinha bem tranquila, na maior parte do tempo, mas tem descoberto mais do mundo e está animada com isso, rs.
Se passamos o dia fora de casa, quando chega o fim da tarde/começo da noite, aí ela reclama. Choraminga, só quer o meu colo, as vezes chora. E é curioso, porque quando anoitece, ela não quer mais ficar sozinha. Prefere o colo, ou que fiquemos com ela muito perto. Durante o dia é mais de boas.

Mãozinha na boca o tempo inteiro também. Às vezes, só um dedo. Às vezes, todos, hahah. Já ri com barulhinho, mas ainda não é gargalhada. Coisa mais fofa dessa vida. E é apaixonaaada pela Agnes. Das coisas que eu mais amo: o carinho que ela faz quando a gente aproxima o rosto dela. Ela fica olhando, estica as mãozinhas e fica pegando, sentindo… não tem como não parar um pouquinho e só aproveitar esse momento, sabe? É bom demais.

Tem sido uma delícia ser mãe dela! Tô feliz que ela esteja aqui com a gente!

 

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5 ANOS!!!

São Paulo, 15 de julho de 2019

Agnes,

hoje você completa 5 anos de vida, meu amor. E você está radiante com isso. Falou dessa data por meses, eu acho. Contou nos dedos os dias que faltavam. Muito bonito de ver a alegria brilhando em seus olhinhos por estar comemorando 5 anos hoje.

Tem uma coisa fofa que eu descobri: você achava que aniversário era mais sobre o parabéns do que sobre o dia específico. Como tem sempre um bolinho, mesmo que seja comprado de padaria e sem nenhuma firula além do parabéns, você associou aniversário a cantar parabéns. Por isso, quando te contei, em junho, que dia 23 era o aniversário do vovô, você perguntou: eu posso ir, mamãe? Já sabendo que a reposta óbvia e clara seria sim, mas o prazer de ouvir era maior que tudo, rs. Aí te expliquei que aniversário é quando celebramos o dia em que a pessoa nasceu, mesmo que não tenha festa (rs). Esse ano, por exemplo, a sua festa será dia 21, já que o seu aniversário caiu numa segunda e eu não quis comemorar antes. Ficou pro domingo seguinte. Você entendeu e já amou esse conceito. Mas pediu café na cama no seu dia. Justo e atendido com muito amor. Tem sido incrível te ver sendo irmã mais velha, aliás. Preciso te dizer isso. Caramba, filha! Quanta mudança aconteceu em um ano! Na sua festa de 4 anos, a exatamente 1 ano atrás, eu descobria que estava grávida. De lá pra cá foi mudança atrás de mudança. Seu pai no emprego novo, nossa família sempre se reestruturando, sua formatura no CEI, início das aulas em um escola, depois troca de escola, nascimento da Liz, mudança de apartamento, um quarto só pra você, seu primeiro corte de cabelo. Sinceramente, não sei se lidei bem com todas elas, provavelmente não. Peço desculpas pelos possíveis transtornos, mas a essa altura da vida, enquanto lê essa carta, espero que você já saiba que o movimento de transformação é combustível importante pra mim, eu me jogo mesmo. Dá uma bagunçada geral na sala e na vida, mas é um processo que aprendi a amar, mesmo. Vale cada minuto de terapia que você faz, acredite, rs.

Você está linda, filha. É sabido que não devemos elogiar apenas a beleza das pessoas, mas a lindeza a qual me refiro a você é integral. Você é uma pessoa linda. Delicada e forte na mesma medida. Quer dizer, na verdade a delicadeza também é uma força, mas eu quis dizer mais sobre energia mesmo: de força de ação e de gestos sutis. Inteligente, generosa, acolhedora, esperta, criativa. Amo seu sorriso, seu cabelo, seu olhar. Amo suas carinhas, amo suas palhaçadas, seu carinho, seu cuidado e sua fala. Minha pequena artista, mestra do meu caminho que tenho uma honra imensa de ser mãe. Parir você naquela madrugada fria de 2014 foi a maior revolução da minha vida. É uma força absurda que me assustou no início, mas você é muito boa em me mostrar que ela é nossa. E mesmo assim isso é apenas uma parte da história, da sua história. Conto aqui o meu ponto de vista, mas ainda existe uma vastidão, filha. Nós somos imensos. Acesse quando quiser. Se aproprie do que é seu.

Você me diz coisas maravilhosas, e principalmente agora nos últimos dias… Eu ouço como se estivesse ouvindo uma lição importante do caminhar, porque é. Até anoto com data e contexto pra não esquecer. Gratidão por isso e por tanto mais que somos juntas.

Minha menina.

Hoje eu só agradeço, agradeço, agradeço.
Pela sua vida.
Por ser você.

Um beijo enorme,
mamãe.

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3 meses de Liz

Dá pra acreditar, gente?
Minha pituquinha fez 3 meses dia 29/06 e eu tô é boba com esse tempo e com o desenvolvimento dos bebês.

Mal nascem e já estão aí virando de lado, olhando as mãozinhas com curiosidade, tocando os pés, segurando coisinhas e “conversando” em suas próprias línguas. Não é impressionante?

Tá a coisa mais fofa dessa vida, somos apaixonados por ela.

Liz é tranquila.
É meio complicado de explicar. Não é tranquila o sentido de mansa, calminha. Ela tem uma puta energia, mas é tranquila. Será que dá pra entender? rs

Quando chora, chora alto; e se perde o timing, ou seja, se demoramos pra atender por algum motivo, aí chooora por mais tempo. Mas isso é de vez em quando. Em geral ela é tranquila mesmo. Sorri feliz pra gente, é vidrada na Agnes, se estica toda pra ver a gente passando, fica de boas na dela no carrinho, na cama, no colo. Aliás, as vezes ela quer cama ao invés de colo. E tem dormido bem no berço. Eu, hein, nunca pensei que ia falar isso de uma filha minha. Justo eu, que crio só no colo, colocando mal costume desde o primeiro dia, aí vem a pessoinha e PÁ!, curte ficar esparramada no colchão. Hahahahaha. Mas né, não sou eu que vou reclamar.

Está pesando 7,235 kg e medindo 62cm. Registro aqui porque o blog é quase um diário, gosto da ideia de voltar aqui depois e lembrar essas coisinhas.

No mais é isso.

Tenho mil posts pra escrever, mas não está rolando no meu tempo desejado, então esperemos, né, rs.

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Cama na sala

É isso mesmo. No feriado que teve semana passada, dia 20/06, dormimos todos na sala.
Cleber chegou do trabalho as onze da noite e colocou nosso colchão de casal na sala, ao lado do colchão de solteiro da Agnes, que já estava ali. Ela estava esperando por isso, animada. Quando arrumamos tudo, ela era pura felicidade. Corria pela casa, ria, dizia que estava muito feliz. “Eu tô tão feliz que a gente vai dormir na sala, mamãe! Eu tô tão feliiiz!!!” e corria, e ria mais.

“Esse era o meu sonho, mamãe. Meu sonho foi realizado”

Gente, que emoção. Juro que eu quase chorei. Que coisa mais bonita de ver uma pessoa genuinamente feliz. E foi tão simples, sabe. Dormimos na sala da nossa casa. Cleber, Agnes, Liz e eu. Não gastamos um centavo, não precisamos arquitetar nada. Estava tudo pronto e dado, a nós coube apenas acertar o ponto de vista e arrastar um pouco a mesa da sala. Lá estava. Nosso acampamento particular. Nossa diversão.

Ouvir a Agnes falando em sonho realizado foi um quentinho no coração muito gostoso. Quando é que ficamos tão felizes assim? Quando é que nos permitimos sair correndo de alegria comemorando algo que queríamos muito? Quando é que colocamos os sonhos tão longe de nós, que complicamos as coisas? Quero me lembrar disso. Quero aprender com ela. A pedir o que quero. A esperar pelo dia com entusiasmo e alguma ansiedade. A festejar a conquista. A querer o que o meu coração pede – e que tantas e tantas vezes é muito mais simples do que parece, mas que tem uma força imensa que acende o farol interno e ilumina tudo até chegar aos olhos.

Confesso que dormi melhor que muitas noites, acho que mudar o visual por uma noite ajudou a relaxar, foi ótimo. Além do mais, realizar sonhos me deu uma leveza danada. E sonho de filha é sonho de mãe também. Descobri esses dias.

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O fogo e a baleia

Meu primeiro puerpério foi punk.

Lembro de falar pro Cleber que eu não queria ter outro filho porque não queria passar por essa fase de novo. Forte.

Eram muitas sombras e as vozes da minha mente não me animavam muito. Apesar de eu estar realizando um sonho de uma vida, com uma bebê saudável e linda nos braços, tendo tido parto natural e estar tudo bem na amamentação, eu não estava muito bem. E era difícil admitir isso. Nem todo mundo quer ouvir sobre essas coisas.

Quatro longos anos se passaram e eu ainda não cogitava engravidar de novo. A Liz teve que esperar um bocado, e mesmo assim chegou de mansinho dentro de mim. Passei a gravidez sem saber direito como seria dar conta de duas, emocionalmente falando. Mas não fiz nenhum plano, eu teria que esperar pra ver.

E ela chegou.

Parece que junto dela nasceu um amor transcendental, de tão grande. Acho que não estava preparada pra isso, mas que bom que foi assim. A melhor surpresa da vida, sem dúvidas. E a melhor parte dessa história, se é que tem só uma: estou vivendo um puerpério muito mais leve. Todo o caminho percorrido até aqui, não ter jogado nada pra baixo do tapete mas sim descartado os excessos, ter buscado equilíbrio e serenidade foi maravilhoso.

Tem sido incrível olhar pra vida com mais amor com duas mestras tão generosas.

A Agnes é o fogo que iluminou e transmutou o caminho que me levou pro fundo do mar. A Liz é força profunda e tranquila de uma baleia que me diz que é seguro e muito bom viver nas profundezas. É o nosso lugar. E eu amo que seja exatamente assim.

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Irmã mais velha, uma construção

Esse post está iniciado nos rascunhos desde que a Liz completou 2 meses. Pois bem, já comemoramos o quarto mêsversário e ainda não escrevi, rs.

Talvez seja uma questão de título. Pensando melhor sobre o que eu ia dizer, cheguei a conclusão de que não é exatamente “Irmã mais velha, uma construção”, e sim: pais de duas, uma construção. Porque as questões que tem aparecido por aqui são muito mais desse âmbito do que da Agnes propriamente dita.

A pergunta que eu mais ouço é: e aí, Má, a Agnes está com muito ciúme?
E a minha resposta é uma só: ela sentiu a chegada da irmã, sim. Ficou mais sensível, sim. Mas isso está muito mais direcionado para o Cleber e pra mim do que para a Liz, exatamente.

Com a Liz ela é amor, brincadeira, encantamento. Apaixonada por essa neném que chegou. Quando ela chegou na Casa Angela para nos ver, umas cinco horas depois do nascimento da irmã, Cleber e eu estávamos preparados para dar colo pra ela, mimar, aconchegar. Estávamos com saudade da Agnes. E qual foi a cena que aconteceu? A Liz estava dormindo no bercinho. Ela entrou e mal olhou pra nossa cara, foi direto lá pra ver o “pacotinho de neném”, e ainda quis saber por que ela não estava no meu colo, quase que levei uma bronca, hahahaha. Naquele dia ela já segurou a irmãzinha, passou a tarde inteira lá com a gente, brincou, esteve junto, foi muito gostoso.

Logo ela assimilou que aquela pessoinha precisava de mais atenção para tudo. E quando eu ia trocar, dar banho, essas coisas operacionais, ela entendia. O que não fez muito sentido, por assim dizer, foi a questão: por que  mamãe não está mais ao meu lado todo o tempo? Isso na minha interpretação, né. Ela ficou mais chorosa, ainda me queria perto na hora de dormir e não aceitava o pai, quis vestir as roupas da bebê. Mas sempre carinhosa com a Liz, sempre conversando e dando beijinho. Até que um dia ela falou: eu acho que vocês dão mais atenção pra ela do que pra mim. E lá vamos nós explicar, de novo, pela centésima vez, que a atenção chega diferente pra elas por conta da idade, que ela também já foi desse tamanhozinho, que era uma fase. Depois tivemos os dias em que validei o sentimento dela: “filha, você está com ciúme? Tudo bem sentir isso, eu te entendo” e seguiam os discursos todos de novo.

Não é que tenha sido uma surpresa, sabe. Cleber e eu conhecemos bem a nossa filha. Sabíamos que essas coisas estavam por vir. Acho que está sendo até melhorzinho do que pensamos. Existe também o fato de que num período de 03 meses aconteceram muitas coisa: nos mudamos de apartamento, ela ganhou uma quarto só pra si (no anterior era um quarto só, dormíamos todos juntos, então ainda teve essa adaptação: dormir no próprio quarto. Sim, ela ainda vem ora nossa cama e isso é normal). Além disso, começou uma escola nova com muito mais alunos, e daí veio a greve e tinha aula alguns poucos dias da semana. Aí pedimos sua transferência para uma escola mais perto de casa achando que demoraria meses, por motivo de: escola pública fila imprevisível, e a vaga saiu bem rápido. Ela começou na escola nova, de novo, 2 dias antes da Liz nascer. E o Cleber trabalhando fora numa escala 12×36 (dia sim, dia não). Ou seja. Só de escrever isso aqui agora já cansei e tive vontade de chorar, imagina ela, né? Foi uma mudança substancial no modo como ela vivia, em pouquíssimo tempo. Muito natural que tenha choro, sensibilidade, vontade de grudar na mãe.

Por falar em grudar na mãe, me lembro que já no fim da gestação eu não deitava mais com ela pra dormir, por conta da minha barriga, preferia ficar sentada. Aí veio o pós parto e ais repouso. E a Liz no colo o tempo todo. Um dia eu consegui deixar a neném no carrinho e deitei com ela pra fazê-la dormir. E ela disse: mamããee, você já pode deitar comigo! Tô tão feliiz!! A gente se abraçou  e aproveitou esse momento.

Mas claro que eu também chorei.

Não é mesmo fácil. Durante o primeiro mês e parte do segundo eu a fiz dormir com a Liz no colo. Tinha dias que era eu entrar no quarto e a Liz chorava muito, não se acalmava de nenhum jeito. Aí eu precisava sair do quarto, acalmar, andar pela casa, ligar chuveiro, ficar na bola. Acalmava. Voltava pro quarto e tudo de novo. Bagunçou bastante o horário do sono da Agnes. Não rolou isso de “manter a rotina dela igual”. Pois se nada mais era igual, como querer que os horários ficassem, né? Só teve umas duas vezes que ela disse, nesses momentos de choro a noite “queria que a Liz voltasse pra sua barriga”, hahaha. Quase que eu respondo: eu também, filha. Tem que rir pra não desesperar. Mas é porque a Agnes não curte muito barulho mesmo. Com certeza a hora do sono foi a que mais sentimos aqui.

O desafio é continuar brincando com ela. Puerpério é caverninha. E por mais que este esteja mais suave e iluminado, ainda é tempo de conexão máxima com o recém nascido, né. Eu não tenho mais o mesmo pique e a mesma vontade de sentar no chão pra brincar, inventar historinhas, ser didática e lúdica o tempo todo. Por um lado é bom porque ela tem aprendido a brincar sozinha de faz de conta, com os bichinhos e bonecas. Por outro lado, sim, é claro que tem momentos  que ela quer brincar especificamente comigo e eu não tô a fim. Estamos aprendendo a ceder, a respeitar nossos limites, a lidar com esses desconfortos… um dia de cada vez, aquele lema máximo das fases mais complicadinhas.

Todo mundo fala que quando nasce um bebê o mais velho cresce e é muito verdade. Impressionante. A Agnes cresceu, literalmente. Perdeu roupas, o cabelo cresceu, até engordou um pouquinho. Ver isso diretamente de dentro do pós parto ampliou tudo. Mas aí a gente fica achando que na cabecinha deles o crescimento foi ainda maior e, bem, não é assim, haha. Ela continua sendo uma criança de cinco anos (quatro quando a irmã chegou), mas não raro eu preciso voltar a me lembrar disso e dizer a mim mesma que cinco não é oito, rs. Espero que não esteja sendo tão traumático pra ela, rs.

Agora, a Liz com quatro meses, tá muuuito bonitinho de ver as duas brincando. A Liz é enlouquecida pela Agnes. Ela passa e a Liz fica vidrada. As vezes já começa a rir, e a Agnes nem tinha falado com ela, hahaha. E faz umas semanas que a Agnes descobriu que quando a Liz chora no carrinho, por exemplo, se ela começa a pular, a Liz para pra ficar olhando. Isso virou a sensação, haha. E a mãe faz o que? Agradece, né, manas. Que é bom demais ver essa interação das duas? É sim. Mas ter alguém pra distrair a bebê com disposição é bãããããooo demais da conta. Hahahah. Ter uma mais velha dá uma outra leveza pra maternagem, tô achando surreal.

Existem os desafios, existe a fase de adaptação de todos nós, existe um desconforto natural que as mudanças trazem. Mas ainda continuo enxergando o saldo muito positivo. Amo olhar a gente na sala de casa numa manhã de sábado, todo mundo de preguiça. Ou indo pro parque andar na grama, ou até na correria pra chegar a tempo na escola. Essa fase é intensa mas está deixando boas lembranças. Vou gostar de ter essas memórias quando o tempo passar.

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Liz – 2 meses

Nossa amada Liz fez 2 meses no dia 29 de maio.

Eu confesso que estou abismada com o tanto de amor que cabe num coração de mãe.

Ok. Na verdade, eu não tinha tanto aquela dúvida de “será que dá pra amar os dois, ou o segundo filho como o primeiro?”. Sei lá, eu sentia que ia rolar, com certeza. Minha dúvida sempre foi em relação à minha relação com a Agnes, na verdade, como é que seria afetada com a chegada de um baby – e sobre isso tem post sendo preparado já, com as vivências desses primeiros momentos. Mas enfim. Voltando ao amor pela Liz. É enorme, gente. Muito, muito grande mesmo, daqueles que não dá muito pra explicar, sabe assim?

Ela está uma fofura só.
Dá sorrisinhos muuito lindos e tem uma covinha de um lado só, perto da boca.
É uma neném muito tranquila, de modo geral. Sossegada, não costuma chorar muito, fica de boas no carrinho e na cama. Algo impensável na minha primeira experiência, aliás. Mas né, cada um é cada um real oficial. Mas tem seus momentos de choro, claro. Geralmente a noite, quando passa do limite do cansaço do dia. Ou outra coisa, sei lá. Não tem um padrão específico, haha. Aí é colo, ninar, ruído branco, bola e o implacável barulho do chuveiro. Muitas vezes é só assim que ela se acalma.

Algumas vezes já dormiu sem mamar, outra surpresa dessa segundinha.

Ela ama olhar pra Agnes! Fica olhando com aqueles olhinhos de admiração, coisa mais linda de ver. E dá muitos sorrisos pra ela. Eu e Cleber também ganhamos vários sorrisos, aliás. Sei lá, é muito doido, porque quando eu vejo o jeito que ela olha pra gente, me vem muito forte uma sensação de que ela tá adorando ter chegado aqui, finalmente. Estou escrevendo para não esquecer, inclusive. Essas percepções são tão legais, e dizem tanto de nós. É bom poder registrar isso assim, livre, como tem vindo.

Baby Liz também adora tomar banho. Já foi nas 3 modalidades: banheira, balde e chuveiro – esse último acontece quase que dia-sim dia-não. E quando a viramos de costas na banheira ela já mexe tanto as pernas que parece impulso, vê se pode! Rs

Muito gostoso esse processo de ir conhecendo um bebê, né? Eu adoro.

Agora vamos de fotos, porque tá demais essa carinha fofilda!
(fotos “de trás pra frente”: a primeira é do dia seguinte aos 2 meses, a última era bem pertinho de 1)

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Carta do dia: estou aprendendo

São Paulo, 23 de maio de 2019

Agnes,

eu ainda estou aprendendo, filha. A ser mãe. Não sei se um dia vou achar que estou suficientemente preparada para falar a frase: agora eu sei, é assim que é ser mãe. Talvez não. Porque a vida é esta constante mudança e as respostas de hoje viram memórias antigas amanhã. As certezas que penso encontrar agora se tornam poeira numa velocidade surpreendente – e ainda me pergunto o motivo de querermos certezas quando o sutil fala tão bem aos nossos ouvidos. 

É preciso ouvir, filha. E quero ouvir mais o que você diz. A sua voz importa. A sua história, as suas memórias, as vontades e quereres. Os sonhos importam. As ideias, as sinapses, as conexões que só o seu cérebro é capaz de fazer, porque é o seu ponto de vista.

Eu quero te ver. Olhar pra você e enxergar os seus traços que mudam a cada dia e que revelam mais e mais da sua vida. Eu te vejo, meu amor. Vejo seus movimentos, seus pedidos feitos com os olhinhos, sua imaginação trabalhando sem parar, seu coração gigante agindo através dos seus gestos. 

Eu não quero me esquecer, por isso tenho me lembrado de priorizar o sentir. O que é sentido fica registrado em nós. Em nossas células. Memória não é só na cabeça. Memória é no corpo todo. O abraço quando acorda e quando chega da escola, os beijos na mão antes de sair, pra você ter sempre um beijinho meu por perto, os carinhos a qualquer hora, dormir junto quando você vai pra nossa cama a noite porque diz não gostar de dormir sozinha. As músicas, oração e leitura antes de dormir. Cozinhar e lavar a louça junto. O café da manhã compartilhado. Compartilhar o silêncio. E enquanto eu escrevo esta carta, você faz penteados no meu cabelo. Verdades ditas de muitas formas, percebo agora.

Gostaria muito que você se lembrasse disso. E gosto de escrever também para visualizar que estamos indo bem, construindo nosso caminho e nossos dias. Filha, sua irmã nasceu a menos de dois meses e nesses dias todos estamos aprendendo a ser quatro. Você tem ouvido mais nãos, não tem meu colo e minha presença sempre que pede. Você nos vê mais cansados, nem sempre com tanta paciência e várias vezes já dormiu mais tarde que o habitual porque ela estava em crise de choro e eu não conseguia fazer sua rotina. Por vezes me questiono como essa fase está sendo internalizada por você – coisas de uma mãe detalhista e afetiva, você sabe. Será que tá tudo bem? Seu pai e eu conversamos constantemente sobre isso e pensamos juntos em formas de cuidar mais das nossas relações. e é nessas pequenices do cotidiano, as vezes um pouco por dia, menos do que eu gostaria, que temos feito isso. Espero que esteja dando certo.

É que eu estou aprendendo ainda, filha. Aprender tem dessas coisas mesmo, muitas vezes a gente se questiona. Te agradeço, de verdade, pela paciência, pela companhia e por não desistir da gente nem um dia sequer. Isso diz muito sobre você.

Te amo infinito, meu amor.

com muito amor,
mamãe.

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Há leveza no olho da tempestade

Acabou a quarentena.
Em quarenta dias de parida, eu já: fiquei vários dias em casa, chorei, dei uns gritos, recebi visita, recebi ajuda sem precisar pedir, mas pedi ajuda também. Fui na exposição de quadrinhos do MIS, fui ao cinema assistir Vingadores: Ultimato, fui na faculdade fazer prova. Sem contar as consultas de pós parto e pediatra. Saí pra almoçar aqui perto de casa, fui ao parquinho com as duas sozinha, carreguei bebê no sling, ninei na bola, em pé, sentada, na rua, na chuva, na fazenda e numa casinha de sapê. Tentei dar uma atenção pra mais velha pelo menos parecida com o jeito de antes e fracassei lindamente. Estamos nos conhecendo de novo – todos aqui de casa. Estamos muito juntos, mas ainda tem espaço para momentinhos de solitude também, porque gostamos assim. Entre várias outras coisas de todo dia. Os quarenta primeiros dias de recém nascida foram completados com sucesso e estou achando isso muito legal.

Estou escrevendo esse texto para celebrar, para registrar e para não esquecer que, sim, é possível.

Esse puerpério está sendo muito mais leve que o primeiro e, mesmo que eu não goste tanto de ficar comparando, é meio inevitável. Então quero escrever sobre isso.

Que eu não estou me sentindo afundada em nada, nem sufocada, ou submersa. Quer dizer, estou. Claro que estou submersa aqui nesse microcosmos de início de vida e tudo mais. Mas não me sinto ausente de mim, sabe? Na verdade, estou me sentindo mais perto de quem sou do que em vários momentos na vida. Fatos reais. O que não significa que eu esteja plena, cabelos ao vento, unha feita, roupa colorida, vivendo pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome. Mas eu sei que essa pessoa está aqui, coexistindo com a mesma que fica de pijama o dia inteiro, que tem cheiro de leite e que sente umas tonturas vez ou outra, quando fica em meio a várias pessoas ao mesmo tempo. Essa sou eu.

Além disso, do que é esperado e bem normal desse período, aconteceu uma coisa que eu não esperava: surgiu uma vontade de fazer mudanças na vida. Foi a Liz nascer e – plim! – parece que um botãozinho foi acionado e várias vontades, desejos e sonhos ressurgiram na minha mente, estão aqui em linha de frente mesmo. Mas sem muito desespero pra realizar. Tem sido mais um norte. Um lugar para o qual eu quero caminhar. E sei que não vai ser de uma hora pra outra, nem que vou “pegar essa estrada” já amanhã, até porque pegar estrada com uma bebezuca é cansativo demais. Estou aqui no meu ninho, vivendo os dias, trocando fraldas, dando banhos, tomando muita água e comendo (ô sede e fome que dá!). Olhando pra essa pessoinha que chegou, me apaixonando pelos seus movimentos e sons, me cansando nas noites de picos de choro, me emocionando vendo ela e a Agnes juntas, dando conta de lidar com os novos comportamentos da Agnes agora como irmã, comemorando quando tomo banho com calma e valorizando cada refeição. Mas sabendo também que daqui a pouco outros movimentos vão acontecer, de mudanças sobre trabalho, estilo de vida e tudo mais. Alguns planos eu faço, me empolgo conversando com o Cleber e não me aguento em não pensar nisso, óbvio. Está latente aqui. Mas tenho me lembrado que tudo tem seu tempo. É importante respeitar os processos e os ciclos.

Estou bem mais calma e isso me deixa feliz.

Acredito que a Agnes esteja me ajudando nisso, mesmo sem saber. Porque eu olho pra ela e vejo o futuro. Eu vejo que passa. Que o presente é poderoso mas que muda a todo instante. Ela tem 4 anos (quase 5, como gosta de dizer) e me ensina todo santo dia que o momento presente é sempre perfeito, afinal. Eu relutei a aceitar, me neguei a olhar e admitir, no começo. Mas ela segue me ensinando.
Talvez seja o tempo que fez os seus milagres e deu conta de suavizar essa intensidade toda dos dramas que sinto. Eles ainda existem, os dramas. Mas não na mesma carga de antes. E isso tem sido muito bom de descobrir.
Sinto que a terapia foi importante. Meus processos todos de autoconhecimento. E, com certeza, os círculos de mulheres, rituais de cura e trabalhos com feminino profundo têm papel fundamental nessa conquista.

Ver a minha relação com o Cleber ganhar novos contornos também tem sido gratificante. Depois de um período de crise e até separação, estamos bem. A simplicidade da frase carrega muita verdade. Estamos cocriando nosso mundinho dentro desse mundão doido de meu deus. Isso nem sempre é fácil de explicar, mas é simples pra nós. E isso basta, né? Vê-lo se tornar pai de duas tem sido muito legal.

Outra coisa que tem contribuído muito para esse puerpério mais tranquilo é o fato de eu estar respeitando mais os meus limites. Recebi poucas visitas no primeiro mês, não me obriguei a ir em lugar nenhum nem fazer nada só porque era esperado que eu fizesse, exerci meu direito de dizer não quando queria. E percebo que quando me irrito ou me estresso é quando esse limite foi ultrapassado. É um cuidado constante, ainda não é automático pra mim, mas estou praticando.

Enfim, muitas coisas. Tenho sentido o puerpério como uma terra fértil mesmo. Principalmente por ver os sonhos que acordaram, que é uma coisa boa que quero colocar energia, me dedicar. Que essa semente seja plantada, que não voe com o vento. E que as sombras, aquelas que existem também, não se tornem o principal foco. Que tenham o tamanho certo apenas para que eu perceba e integre essas partes em mim. E vamos avante!

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Só mais um dia

Segunda-feira, 29 de abril de 2019.

Hoje a Agnes não foi pra escola, simplesmente não deu para sairmos de casa. Não tinha almoço na hora certa, e nem depois disso. O macarrão já pronto que iria salvar a refeição estragou e não havia nada mais pronto pra comer, nem eu conseguia chegar perto da cozinha para improvisar qualquer coisa.

No dia em que completou um mês, Liz acordou com muita saudade da barriga, aparentemente. Só peito e colo dava jeito. E mesmo assim chorava. Quando não chorava, reclamava. Sono leve, irritada, sem muito espaço para fofuras. Demanda nível hard.

Eu só consegui fazer uma vitamina e cortar uma fruta quase quatro da tarde. Agnes, que tem pedido tanto pra faltar na escola, até disse que queria ter ido, por perceber que estava intenso por aqui. “Não deu, filha. Hoje a mamãe deixou você em casa porque a demanda mudou e, pra não sair correndo atrasada estressada, resolvi te deixar em casa pra gente ficar juntinha e entrar em outro ritmo, porque a Liz precisa de mais colo hoje”. Vimos muitos desenhos, fomos comendo quando dava e a bola de pilates me salvou de choros infinitos, mas quando chegou a noite eu não aguentava mais aquele balanço.

Quatro e meia minha mãe chegou. Liguei pedindo pra ela vir direto pra cá quando chegasse do trabalho. Deus abençoe as avós e toda rede de apoio que existe nesse mundo. Ela trouxe pão, fez janta, brincou com a Agnes, lavou a louça.

O cansaço físico é grande. O braço dói de segurar e ninar essa pequena bolinha o dia inteiro. Senti tontura de manhã, mas fui percebendo que estava começando a me estressar e relaxei. A melhor decisão foi ter ficado em casa mesmo. Suspende o dia e abre uma janela pra viver o “tempo fora do tempo”. É outro ritmo, outra vibe, totalmente. Aí relaxei. Ainda bem que consegui tomar banho numa pequenina brecha logo no início da tarde, isso também ajudou muito.

Hoje eu prefiro ser a mãe com a cabeça no lugar do que a mãe que quer dar conta de tudo.

Ninguém precisa dar conta de tudo.

Hoje foi assim. E quando chegou a noite, só nós três em casa de novo, mesmo com duas pra fazer dormir, ninar uma e fazer carinho na outra; balançar e contar história; deitar em silêncio e só esperar o sono chegar. Mesmo quando eu queria silêncio profundo e deitar sozinha na cama pra dormir por doze horas, eu sabia que ia passar. É só um dia em nossas vidas. Amanhã pode até ter choro e tudo de novo, mas é isso, vai ser outro dia. Fiquemos no hoje, por enquanto. Uma coisa de cada vez.

Não é preciso dar conta de sustentar tudo em funcionamento o tempo inteiro mesmo. Basta viver o que está sendo pedido, da forma que conseguir e puder. Não tem atalho nessa coisa de vida. Que eu me lembre disso pra seguir adiante, pois tudo é caminho e o andar importa mais que o destino.

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