Trago notícias daquela primeira vez

Hoje é segunda-feira, 13 de julho de 2020.
Há seis anos, eu sentia as primeiras dores do trabalho de parto. Ok, ainda não era trabalho de parto propriamente dito, mas pra mim era, e se tem uma coisa que a Agnes me ensina, dia após dia, é sustentar as minhas intuições e contar a história como sinto e vejo, não como dizem os livros ou qualquer teoria. De modo que, há seis anos, eu sentia as primeiras dores do nosso trabalho de parto. Era domingo, ela nasceu na madrugada de terça.

Senti muito medo, hoje eu vejo.
Na hora eu percebi também, claro, mas não falei. Dar voz ao abismo ainda era algo impensável pra mim. Não pensei, mas senti. Fundo.
É que eu havia perdido um bebê um ano antes, as dores começaram de um jeito muito parecido e eu, que achava que tinha superado a perda, me vi ali, às quatro da manhã, prestes a encerrar a segunda gestação ainda sentindo a presença da primeira.

Enquanto escrevo essa memória, Belchior canta que amar e mudar as coisas, me interessa mais. Sorrio e concordo. Nada é em vão ou por acaso debaixo desse céu.

A vida seguiu, os dias passaram. Agnes fez 1 ano, 2 anos, 3 anos, 4 anos. Aos 5 anos, chegou Liz, caçulinha. Algo na gestação na Liz me trouxe muito forte a lembrança daquela primeira vez. De novo? Também não falei nada, não contei pra ninguém, mal assumia pra mim mesma. Achava que já sabia falar das fendas e dos desertos internos, mas ainda faltava um bocado para chegar perto de conseguir assim com mais naturalidade.
É que esse negócio de encarar a morte dói demais, né? Porra, nem me fale! Achei que guardando comigo escondidinha dentro do bolso era um jeito de acolher sem ter que lidar de frente. Mas dentro costuma pesar mais. Essa alma segue em ensinando, afinal.

Até ontem, Agnes ainda não sabia da existência dessa primeira gestação. Ou melhor, não sabia de forma consciente, em algum lugar do seu ser ela sabia, sim. Tanto que há algumas semanas, me perguntou algo sobre um bebê antes dela, e foi tão natural, estávamos tão imersas ali, que nem me passou pela cabeça de contar. Na verdade, quando eu vi havia respondido que não, não tinha havido. Foi só quando falei que caiu a ficha: por que estou mentindo pra ela? Óbvio, não foi premeditado, não vou colocar um peso ad “mentira” como algo grande assim, eu realmente não esperava pela pergunta. Fiquei com isso na cabeça pra retomar num momento melhor. E senti que o momento foi ontem. Já era hoje, porque havia passado de meia noite.

Antes de dormir, nós duas no escurinho do quarto. Depois de rezar, depois de cantar, depois de conversar, simplesmente veio, decidi e foi.

-Filha, lembra que você me perguntou uma vez se eu já tinha ficado grávida antes de você nascer?

-Mamãe, eu me lembro de tudo do passado

(hahaha sim, ela fala isso!!)

-Pois é, meu amor. Teve, sim. Antes da mamãe ficar grávida de você, outro bebê morou aqui na minha barriga.

(carinha de interrogação)

-Esse bebê não estava pronto pra nascer, filha, então ele teve que ir embora. Voltou pro plano espiritual. O corpinho não cresceu até se transformar num neném quando nasce. Foi embora antes disso.

Ela fez algumas perguntas de ordem prática sobre crescimento de feto e tudo mais. E aí perguntou.

-Qual era o nome dela?

-Eu não soube se era menino ou menina, filha. Então não dei um nome. Mas se fosse menina iria se chamar Valentina, eu acho, porque eu gostava desse nome na época.

-Mamãe, se eu tivesse um irmão acho que o nome dele seria Miguel.

Sorri e me emocionei, concordei com ela que Miguel seria, sim, um lindo nome. A abracei e depois de um tempo ela dormiu. Não cheguei a contar pra ela que há algumas semanas, pouquinho tempo mesmo atrás, intuí fortemente que aquela alma seria um menino. E foi ela que me lembrou, na verdade, que naquele ano de 2013 Miguel era mesmo o nome mais cotado para o nosso bebê fonte de luz. Eu não disse, mas nem precisou. Ela sabe. Eu é que tenho que me lembrar que as coisas todas estão conectadas num tempo fora do tempo, num lugar onde tudo é Amor e Bem.

Que bom que os meus filhos são generosos comigo nessa caminhada e em compartilhar essas lições. Que bom.

Foto linda que eu amo, clicada pela fotógrafa Livia Krassuski

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10 meses de Liz

10 meses de baby Liz.
Dez meses, gente.
Todas as mães dizem isso em algum momento (ou sempre), porque é um sentimento real-oficial: como passou rápido!
Esse número, 10, despertou aqui no meu coração a perspectiva do tanto que caminhamos até aqui – e que é só o comecinho da estrada, claro, mas é que os primeiros meses do neném são um portal para a nova dimensão da vida.
Dez meses.
Ela está uma figura! É muito tranquila de lidar, de vez em quando engatinha pra todo lado e vem sentar no nosso colo, só pra ficar sentadinha balançando a perninha mesmo, de boas. Para logo depois sair desembestada casa afora, entrar no banheiro, entrar no armário da cozinha, tentar comer pedrinhas. Tudo normal, rs.
Brinca de cadê-achou, tem dado passinhos de lado apoiada nas coisas (cadeiras, sofá, rack), chama a gente em sua própria língua, ama laranja e tomate e abraça apertado. Tem 8 dentes, então não pode bobear se ela tentar morder – ela está avisando que chegou no limite da fome ou do sono. É apaixonada pela Agnes. Somos todos apaixonados por ela.
Dez meses de Lizoca bolota.
Eita mundão que gira e nos coloca exatamente onde precisamos estar. Ela está dormindo aqui no meu colo. Estou no meu lugar.

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Nota para mim mesma

Nota para mim mesma quando os pensamentos insistirem em mostrar apenas os meus possíveis erros como mãe:

Dê amor hoje, por hoje. Não pensando que é o melhor a longo prazo. Não porque existem estudos que comprovam que é revolucionário. Não porque o futuro precisa de pessoas com habilidades afetivas e inteligência emocional. Deixe as teorias e a razão para um outro instante, por hora.

Dê amor hoje, por hoje.

Porque este dia importa. Porque este momento é único. Porque a vida é uma teia, uma imensa teia que é criada a cada momento, a cada escolha.

Dê amor hoje porque é aqui que você está, que a sua criança existe desse tamanho, com essas características que provavelmente vão estar diferentes daqui um ano, ou duas semanas que seja.

Se estiver tendo uma semana difícil como mãe, dê amor por hoje. Não para resolver a vida do seu filho, nem a sua. Se estiver tendo um dia absolutamente desafiador, dê amor por esse minuto. Só esse. Dê amor por este minuto. Toda meia noite começa um novo dia, todo novo agora começa quando a gente diz sim à nossa verdade, independente do que o relógio diga. Ainda é escuro, mas já é bom dia. Apenas continue.

Gestos importam. O tecido do qual se forma a estrada da vida tem muito mais prática do que devaneios sobre probabilidades, mesmo que as notícias digam o contrário. E toda prática pode ser incorporada quando aceitamos seu convite. Então não se prenda ao que passou. Não se bloqueie diante do que pode vir a ser amanhã.

Dê amor hoje.

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Algo acontece no coração das mães

Estou olhando minha filha mais velha dormir e sentindo o coração se expandir em gratidão e amor pela cena que vejo.
Algo acontece no coração das mães quando contemplam suas crias dormindo. Comigo não seria diferente.
Tem algo de sagrado nisso. Um olhar silencioso e tranquilo. O tempo presente crescendo enquanto descansa, colocando cada coisa em seu devido lugar, dando a cada uma o tamanho exato que possui, abrindo espaço para que eu veja que bonito que é a vida e a força que tem quando me permito parar de querer acertar, de dar conta de seguir acordada fazendo, fazendo, fazendo, e apenas deixo que a natureza do meu corpo trabalhe pelo seu próprio equilíbrio, em silêncio, pelo tempo que for necessário e possível.
O sono da criança é tão genuíno que o equilíbrio me alcança. Faz lembrar que tudo sempre fica bem. E mesmo as coisas que ainda não estão também precisam de um espaço para reiniciar.
A vida tem seus próprios caminhos.
É só uma questão de pequenos ajustes para recordar.
Algo acontece no coração de uma mãe quando contempla sua cria dormindo.
É seguro estar entregue.
É seguro estar aqui.
Que coisa boa de sentir.

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carta do dia: reconheço você

Olhei essa foto, ainda agorinha quando sua dinda compartilhou, e me surpreendi de novo, filha. De onde a gente se conhece? Que lugar é esse que não me lembro com a consciência racional, mas que o meu coração sabe da existência quando olho pra você?

Hoje faz 7 meses que você nasceu. Sete meses que eu pari e, no segundo exato do seu nascimento, me dei conta de que estava com um medo imenso de te perder. Tive esse medo durante toda a gestação, aliás, mas era tão fundo que ninguém soube dele. Não falei pro seu pai, pra sua avó, nas rodas de mulheres, na terapia, pra doula, nem em nenhuma consulta. Nenhuma palavra foi dita e, segundos antes de você nascer, o medo veio para a superfície.

Aí você chegou.

Veio pro meu colo em silêncio e eu nem precisei ver todos os traços do seu rosto, foi a sua mão que eu focalizei primeiro. E quando eu vi seus dedinhos longos, suas unhas, eu pensei: “ah, que bom que é você.” Claro que era você.

Faz sete meses que estamos nos reconhecendo e relembrando quem somos juntas.
Hoje você dormiu no meu colo enquanto tomávamos banho. Como há sete meses, nós duas debaixo d’água descansando o coração e o respirar na calma de que estamos juntas há muito mais tempo do que conta o calendário e que isso é muito mais poderoso do que qualquer medo.
Reconheço você, meu amor.
Obrigada por ter vindo me entregar esse presente em mãos.

com amor,
mamãe.

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carta do dia: 6 meses de você

São Paulo, 11 de outubro de 2019

Liz,

você completou seis meses de vida e eu estou muito, mas muito mesmo, agradecida pela sua chegada.

Você é a calmaria mais determinada que eu conheço. E tenho cá pra mim que ver você se arrastar pelo chão ou pela cama até o seu objeto de desejo vai ser só o começo desta minha admiração. Você vai, filha. Se algum dia duvidar disso, se por acaso a vida te levar por caminhos estranhos ou se encontrar alguém que te diga o contrário, tome aqui este lembrete: você tem uma determinação muito marcante.  Fixa o olhar e vai. E consegue. E chora se te tiram do seu foco. E briga quando te impedem de chegar.

Isso me ensina muito.

Ver você crescendo tem sido um aprendizado atrás do outro.

E tem essa calma que é muito sua. Uma neném de boas, como eu e a Agnes gostamos de dizer. Nos observa, brinca com as coisas, se interessa pelo ambiente. Não é de chorar muito, mas não cala suas dores.

Uns dias antes de completar seis meses você chupou um rodela de laranja como se fizesse isso desde sempre. Chocante, rs. Até agora já comeu laranja, maçã, pêra, melancia, banana, cenoura, mandioca e couve. Estamos indo bem devagar, sem nenhuma pressa. É muito bonitinho de ver você interessada na comida e levando tudo pra boca – inclusive o prato, rs. Ainda está entendendo esse lance de beber água, mas é assim mesmo, experimentando a gente aprende.

Agora, enquanto escrevo, você está cochilando lá no quarto. Estamos sozinhas em casa. Você está resfriada, primeira vez. Nariz tapado, febrinha leve ontem a noite, resmungos, tosse. Mas está se recuperando. Meu peito voltou a até a vazar, de tanto mamá de ontem pra hoje, rs. Que bom. Nos nutrimos e nos fortalecemos em cuidado e presença. Tudo fica bem quando a gente fica junto e dá tempo pro corpo fazer o seu trabalho também.

Muito aprendizados, filha. Te agradeço por isso e por tanto mais que acordou junto com a sua chegada.

Vamos avante!

com amor,
mamãe

 

 

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Não atormente as mães

Esse não é um texto fofo.

Quem me acompanha desde o começo talvez ainda se lembre: a parte mais desafiadora do ser mãe, pra mim, é lidar com as outras pessoas. Isso me estressava muito. Porque todo mundo sabe mais que a mãe, se intromete, dá pitaco sem pedir com aquele risinho condescendente, e eu ainda tenho que sorrir e agradecer, porque “ah, eles só querem ajudar”, né?

Não. Assim simples. Não.

E quando eu me libertei de aceitar isso a coisa mudou muito, graças as deusas.

Ajudar não é colocar em prova a capacidade e intenção de uma mãe. Ajudar não é chegar falando demais e não ouvir nada. Ajudar não é fazer pela pessoa. Eu saio com a Liz na rua em dia frio pra buscar a Agnes na escola e ouço “tá muito frio pra ela, você é doida”. Sério, gente? Não me diga. Eu nunca saberia a temperatura se não me avisassem 😒. Isso com a bebê de touca, agasalho e cobertor.

Poderia fazer uma lista de frases inadequadas a noite inteira. Eu não me importo mais, apesar de não ter muita coragem de mandar pro inferno, sigo andando e deixo a pessoa falando sozinha, mas estou escrevendo porque quero falar uma coisa a essas pessoas: isso mexe com a mãe.

Uma mulher no puerpério é uma mulher fora do seu eixo habitual, se redescobrindo e tentando chegar ao fim do dia com os dentes escovados e de banho tomado. Ela pode estar leve, mas ela também pode estar perdida, insegura, aflita. Ouvir frases broxantes com tanta frequência mina o brilho da pessoa. Atrasa a vida. O pós parto seria um período bem mais suave se ouvíssemos coisas boas, elogios, incentivos sinceros, e se NOS ouvissem com mais empatia e menos soluções.

O que se fala importa, a maneira como se fala importa.

Por mais que você queira ajudar, presta atenção no seu dizer, porque se for muito cheio de certezas e opiniões atrapalha muito mais. Não seja a pessoa que atormenta as mãe. Deixa as mãe. Estou falando para quem está ao lado, mas tô falando da mãe que você vê andando na rua, no ônibus, na fila. Acredite: ela quer o melhor pro bebê infinitamente mais do que a sua boa vontade. Então não enche o saco. Leva um copo d’água, oferece um sorriso, manda marmita. Mas a boca, essa pode deixar quieta.

Estamos combinados?

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Meu contorno

A maternidade me dá contorno na vida.

Muito se fala nos limites que os pais precisam dar aos filhos. Particularmente, gosto da ideia de ser margem para que elas fluam livres, ao invés de muro de contenção.

Essa mesma ideia me veio esses dias, mas ao contrário: elas também me dão margem. Não me sinto limitada, apesar de não mais sair nos mesmos horários, nem andar na mesma velocidade de antes. Que bom. É um presente poder mudar o passo. Quem disse que só o meu jeito era o certo? Só porque sou adulta? Temos muito que aprender com as crianças. Reaprender, se pensarmos na nossa infância.

Minhas filhas me dão perspectiva.

Poder olhar de novo, mais devagar, com mais cuidado.
Tanto para o caminho de todo dia, as borboletas, pedrinhas, carros na rua, formigas, gravetos.
Também para o tempo. O valor de terminar de montar uma cabana antes de se arrumar pra escola – e respeitar esse tempo, segurar a língua para não apressar demais. Contemplar. O tempo da soneca no colo. Cafés da manhã e lanchinhos noturnos, ouvir com presença as palavras e as entrelinhas. Isso só é possível com os pés e o coração no tempo presente.

A agitação lá de fora, o “ter que” estar em vários lugares, dar conta de metas, isso não me permitia essa escuta antes. Aprendi com elas. Agora procuro reproduzir nos outros ambientes, com adultos, no trabalho, andando na rua. É um exercício legal. Gosto de andar por aí pensando que sou turista, não me identificando totalmente com o que vejo. É muito legal. Um jeito próprio de dançar com a vida, na música que tem despertado por aqui.

Com as meninas eu desço das minhas certezas, me abro para o que vier. É vida real intensa. Os caminhos estão sendo abertos na medida do fluir. Não penso mais no medo. Tenho margem pra seguir.

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5 meses de Liz

Cinco meses da fofolete mais fofolete dessa residência.

E acreditem: saiu 2 dentes nela um pouquinho antes de virar o quinto mês. Saiu os dois praticamente de uma vez e não deu muito trabalho, amém! Ela só estava coçando loucamente a gengiva, babando um pouquinho mais, mas até então eu nem estava me ligando muito. Não estava pronta para uma neném com dente aos 4 meses, hahah.

Vira e desvira numa boa, se locomove de barriga no chão e o tapete não é mais um limite aceitável – esses dias a peguei lambendo o chão. Céus, vê se pode uma coisa dessas, hahah. Agarra as coisas, quer pegar tudinho que vê pela frente. Tenho certeza que se eu deixasse, ela já avançaria no que é de comer – quer dizer, ela já avança, eu é que não a deixo concluir a missão, rs. Tudo a seu tempo, né. Deixa pelo menos aprender a sentar primeiro, antes de brincar com a comida 😉

Segue fofa, sorrindo, de boas. Fica mais agitada a noite e precisa me ter a vista, mas a preferência mesmo é o meu colo. Aí fica feliz da vida, rs. Gosta de dormir de bruços e se eu ajeito muito ela não gosta, dane-se as recomendações oficiais, né (é o que ela diz, no caso 😛 )

Tá pesando 8,450 kg e medindo 65cm. Roupinha de 6-9 ou 9-12 meses, dependendo do modelo.

Ela ama crianças e ri com muito mais facilidade pra elas do que pros adultos. Agnes é sua paixão, o priminho Beto também. Ela gargalha só de ver os dois brincando juntos, sério. É muito legal de ver, a pessoinha já querendo se enturmar com a galera dela, hahah

Enfim. Estamos indo bem. Muitas descobertas todo dia, os braços da mamãe doendo um bocado, mas nada que a mãe natureza sabiamente não suavize na memória diante dessas dobrinhas macias de apertar.

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4 meses de Liz

Segunda filha os posts de mêsversário vem um ‘cadim atrasados. Estamos na metade já, mas vamos que vamos que todo dia tem uma novidade com esses nenéns!

Quatro meses de baby Liz no mundão e eu sigo apaixonaaaada por ela.
Tá pesadinha, a pessoa. As consultas estão meio desencontradas de quando ela completa o mês, mas enfim. Com menos de 4 meses ela já estava com 7,235kg e 62cm. E já cresceu mai. Ou seja. Haja braço. E haja roupa, porque perde muitooo rápido. Essa é a hora em que agradeço não ter feito enxoval enorme até 1 ano. Comprei o básico do básico e vou adquirindo mais conforme precisa. Tem sido muito bom, porque não perde muita roupinha sem usar e o que tem está sendo muito bem aproveitado também.

A parte não tão boa foi que ela teve impetigo há umas duas semanas.
Começou com uma picadinha de mosquito, eu acho. E inflamou, cresceu. Pensei que ela tivesse alergia a picada, sei lá. Não fiz nada, só observei. Uns dois dias depois, outras bolinhas apareceram, como picadas também. Até que surgiu uma bolha no bracinho, perto do pulso. Aí eu soube que não era só picada, porque aquilo não era uma, definitivamente. Consegui encaixe no pediatra no mesmo dia, graças a Deus, e ele passou a receita do antibiótico e da pomada. Resolveu só com a pomada, ainda bem.

A parte linda demais é que ela aprendeu a virar de bruços e tem praticado com afinco desde então. De vez em quando já desvira, dependendo de como ela estiver. E se movimenta um pouco no estilo minhocando, como diz a Agnes, hahaha.
Pega tudo que vê, já tira meus óculos, agarra as coisas e se eu deixar ou der mole, lá está uma mãozinha redonda tentando colocar a mão dentro do nosso copo. E pula! A gente a segura em pé e ela meeexe essas perninhas, muito animada! – é tão bonitinho de ver, gente! Isso quer dizer que ela ainda é uma pessoinha bem tranquila, na maior parte do tempo, mas tem descoberto mais do mundo e está animada com isso, rs.
Se passamos o dia fora de casa, quando chega o fim da tarde/começo da noite, aí ela reclama. Choraminga, só quer o meu colo, as vezes chora. E é curioso, porque quando anoitece, ela não quer mais ficar sozinha. Prefere o colo, ou que fiquemos com ela muito perto. Durante o dia é mais de boas.

Mãozinha na boca o tempo inteiro também. Às vezes, só um dedo. Às vezes, todos, hahah. Já ri com barulhinho, mas ainda não é gargalhada. Coisa mais fofa dessa vida. E é apaixonaaada pela Agnes. Das coisas que eu mais amo: o carinho que ela faz quando a gente aproxima o rosto dela. Ela fica olhando, estica as mãozinhas e fica pegando, sentindo… não tem como não parar um pouquinho e só aproveitar esse momento, sabe? É bom demais.

Tem sido uma delícia ser mãe dela! Tô feliz que ela esteja aqui com a gente!

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