Arquivo do mês: maio 2013

A ficha que caiu, gente que não entende e a solução para evitar a fadiga

Semana passada, depois de uma conversa casual com uma pessoa bem próxima a mim, percebi uma coisa: eu sou a única pessoa que eu conheço, dentro de um perímetro curto de espaço, ou seja, na roda mais chegada mesmo, que tem certos princípios e opiniões dentro do mundo materno. 99.9% das outras pessoas se não pensam exatamente o contrário, estão bem perto disso, e eu sempre me senti meio isolada. Eu ia falar 100%, mas achei meio radical. E também não são todas que me enchem a paciência com discursos tortos, então relevei isso (marido não incluso na porcentagem, óbvio).
A única pessoa que eu conheço na minha vida fora do blog, quero dizer. Na verdade, o caminho contrário é exatamente inverso: aqui, com vocês, eu encontro uma identificação absurda. São muito mais pessoas que dividem os mesmos princípios que os meus, do que o contrário. Bem mais mesmo. E no começo, quando eu ainda não tinha meu próprio espaço aqui na blogosfera, cheguei até a me “assustar” com isso. Do tipo: jura que eu não estou errada em pensar X, ao invés de Y? Uma sensação de alívio e pertencimento, juntos.

Não que eu quisesse um reconhecimento, ou uma salva de palmas pelas minhas ideias. 
Mas eu preciso confessar uma coisa: já cheguei a pensar que, pelo menos de vez em quando, as minhas ideias seriam encaradas – quando eu deixo algo no ar, como quem não quer nada – como escolhas pessoais, apenas. E quem sabe daí poderia surgir uma conversa, uma curiosidade boa. Uma troca. Pelo menos por enquanto, não é bem isso que eu encontro. E depois que a ficha caiu, agora eu seguro a minha língua perto de algumas pessoas. Depois da conversa que mencionei no início do texto, percebi que não vale a pena. E veja só, eu nem estou dizendo que eu sou a chata que só fala de maternidade, não. Algumas vezes, o assunto nem é diretamente comigo, aliás, mas se eu solto uma micro opinião, ou se apenas pergunto a visão da pessoa sobre determinado assunto, a coisa fica feia demais. Tem também a versão “não levem o que ela fala a sério, deixa o bebê nascer que a gente conversa”. 
Às vezes, eu fico tão empolgada com as coisas que aprendo, que quero sair falando pra todo mundo, feito criança quando aprende alguma coisa nova na escola. Mas, em geral, eu recebo umas respostas tão broxantes que já cheguei a ficar mal mesmo, arrependida de ter começado a falar.

Eu não acho que todas as pessoas devam dançar conforme a mesma música (eu, por exemplo, não me imagino sendo uma exímia dançarina de tango; e é melhor eu nem tentar mesmo, porque né…). Já até falei disso lá na pracinhaEnfim. Gosto de deixar isso claro porque, quando eu falo das minhas opiniões, é com tanta convicção que isso pode ser confundido com outra coisa. Mas não é mesmo. 
Eu só fico feliz por ter me encontrado. Eu não me sentia confortável dentro dos conceitos do senso comum. Sentia-me incomodada em pensar que teria que agir de determinada maneira, quando o coração já me dizia exatamente o oposto. E, dentro desse incômodo, saí da inércia e fui em busca de informações válidas. De repente, não mais que de repente, descubro que muita coisa que, em mim, é instinto em estado bruto, é respaldado pela ciência. E que muito mais gente aplica isso em suas vidas. E tá todo mundo bem, saudável, feliz! O caminho foi exatamente esse: encontrei fora, tanto na teoria como na prática de muitas famílias, atitudes que eu sentia pulsar dentro de mim há muito tempo. 
A teoria, um abraço de pelúcia e meu pé grande.
E agora estou assim: no meu canto, com minhas leituras e a companhia da blogosfera. E com o meu instinto, que é a única razão que eu sei usar. Conversando com quem está interessado numa troca bacana. Quando Bolota nascer, vamos descobrir o que dá certo e o que não dá para a nossa família recém-nascida. Mas isso não impede que eu já tenha os meus próprios posicionamentos dentro da maternagem. Não tenho pressa e não tenho nada definido. A gente aprende é mesmo na prática.

Mas logo depois daquele papo, me peguei pensando: nossa!, jogo duro esse de ser a diferente. Porque muita gente fala que respeita a decisão do outro, é um discurso realmente lindo. Mas, quando todo mundo à sua volta pensa – e age – mais ou menos da mesma forma, a prática diminui e só ficam as palavras. E puta merda!, como a coisa aumenta quando o assunto é maternidade!

É inevitável pensar: se quando eu deixo solto algum pensamento no ar e tenho que ouvir tanta coisa de volta, como vai ser quando me virem colocar tudo em prática com o meu bebê-bolota? Como vai ser quando perceberem que eu pautarei as minhas atitudes levando em maior conta que aquele pacotinho redondo e macio no meu colo é uma pessoa, veja só que surpresa, e não um boneco? Que eu estarei interessada em cuidar, criar e amar, e não em adestrar ter um centro de treinamento intensivo dentro de casa? Não penso sofrendo, não. Ando meio sem tempo pra isso até.
Chega a ser engraçado tudo isso, tenho procurado rir mais das situações, pra ficar mais leve. Não vou me preocupar com o que não vale a pena. Até porque, questões existentes no outro, não é assunto meu – mesmo que respingue em mim; isso eu já entendi e deixa tudo mais leve.

Pensei (eu só penso, o tempo todo, em tudo, haha) em todas as indiretas – e as diretas ainda mais – que vão chegar (serão tentativas frustradas, já aviso, porque se eu já sou osso duro de roer, vocês ainda não conhecem o pai dessa criança). Sobretudo, pensei que eu não quero perder o meu precioso tempo gastando saliva à toa. Tenho muita preguiça disso. Meu foco estará em outro lugar, se é que me entendem. 
Mas como eu sou uma pessoa que gosta de ajudar os outros, matutei bem e cheguei numa conclusão genial (cof, cof). Vou compartilhar com vocês, é o seguinte: aos desavisados que não sabem dos meus posicionamentos e vierem proferir alguma asneira coisa infundada, ao invés de ficar brava, darei como presente um incrível, original, incomparável… Tamagotchi!!!
Google Imagens
Com uma mensagem carinhosa, numa letra bem bonita: “Cuide do seu bichinho virtual, que eu cuido do meu filho. Um beijo, mamãe”. 
Marido até disse que a pessoa vai poder escolher a cor! Somos muito legais mesmo, podem dizer.
Assim, evito maiores frustrações e ainda ajudo a diminuir a ansiedade da pessoa em tomar alguma atitude. (ou resolvo o problema de falta do que fazer, que só isso justifica (só que não) intromissão na vida alheia). Quer exercer as suas vontades em cima de outro ser? Que seja num virtual, então.

E com vocês, como é: tem gente linda, elegante e sincera que compartilha pensamentos, dores e delícias na vida fora dos blogs? Ou querem ir comigo comprar o estoque de tamagotchi? Tô querendo mesmo desvirtualizar vocês :))

Tem que rir, que a vida é curta e passa rápido!

ps: Oi, meu nome é Marina e preciso confessar: eu não sei escrever pouco. Era só pra falar da minha ideia de lembrancinha, mas eu sou uma matraca quando escrevo. Continuem me amando. Obrigado!

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Um passinho à frente…

Eu sei que já contei aqui sobre a minha sensibilidade a sangue. Que comigo não rola assistir filme de ação ou terror, que dirá passar por alguma situação que envolva o dito cujo. E a coisa tende a piorar consideravelmente quando preciso tomar soro, ou fazer exames. É um tormento mesmo! Eu sofro antes, durante e depois.

E então a pessoa fica grávida e precisa, obviamente, passar por uma bateria de exames de sangue… e pensa: pra que que fui inventar isso?
Me consultei na Casa de Parto no início do mês e ainda não havia feito os tais exames. Até hoje.
Claro que estava deixando pra depois. “Não precisa pressa mesmo, já que a próxima consulta é só mês que vem” (rs). Mas não ia dar para fugir pra sempre.

Breve flash back:
no final do ano passado, fiquei meio adoentada. Tudo indica que tenha sido stress e cansaço: estafei mesmo.
O médico pediu um exame de sangue para vermos se podia ser anemia – porque eu sentia muita fraqueza. Fui num laboratório que tem meio perto da minha casa. Lá, fiz como sempre faço: avisei à enfermeira pra não dizer nada sobre o procedimento e fiquei olhando pro outro lado, concentrada na parede. Como uma nova tática, peguei o celular e liguei pro Cleber, que estava trabalhando, afim de distrair minha mente. Mas não teve jeito. Quando terminou o exame, minha pressão foi caindo, caindo… e antes que eu caísse junto, me levaram pra outra sala, onde tinha uma maca. Fiquei lá uns minutos, com meu pai (nunca, em hipótese alguma, posso fazer esse exame desacompanhada). Então a moça disse: “da próxima vez, pode pedir pra colher deitada, não tem problema, assim você não passa mal”. Aahh, que linda! Adorei! (porque geralmente o que os profissionais fazem é: mas nem dói nada, blablabla #aiqueodioqueeufico). Pronto, já sabia: da próxima vez que tiver que sofrer  passar por isso de novo, será aqui.
Fim do flash back.

Pois bem. Ontem o Cleber foi até lá fazer um orçamento prévio pra mim. E aí “caiu minha ficha”: não tem jeito, vou ter que fazer. E, mesmo lembrando que fui bem tratada nesse laboratório, fiquei com medo. Porque gente, a coisa é difícil. É acordar sabendo que vou passar mal dali alguns instantes. E em jejum. E como sofrimento pouco é bobagem – e pegando carona na chuva de hormônios de que dominam – sabe o que eu fiz? Chorei. Muito. Ontem à noite, “sofrendo por antecipação”, como diz minha mãe, tive uma crise de choro. Depois passou, claro. Mas acho que foi até importante lavar o medo um dia antes, rs…
Meu marido lindo, maravilhoso e cheiroso pegou meu iphone e colocou umas músicas novas. Era a nova tática nascendo…

Comecei meu jejum ontem, para já ir logo cedo hoje. Estava bem cheio lá, e pela primeira vez, usufruí meu direito de atendimento preferencial!!! Uhuull!!! Graças a isso, não demorou tanto para eu ser atendida.
Várias crianças saindo de lá com aquele adesivinho-curativo no braço, super naturais, e eu sofrendo por eles, haha. E pensava: é agora que eu desmaio e essas crianças ainda vão rir de mim aqui, que vergonha, rs!
É engraçado como percebemos o mundo através das nossas experiências, né: não consigo mesmo compreender como as pessoas – crianças e adultos – passam por isso sem sentir nada demais, até olham a coisa toda acontecendo, acham natural – ou não acham nada!! Não sei o que é isso! Assim como essas pessoas não compreendem o que eu sinto. Divagações à parte, voltemos ao caso…
A enfermeira me chamou, marido entrou comigo e, por sorte, antes que pedisse, ela me levou para uma sala onde já tinha maca. Era a sala infantil (que fofo! haha), que estavam usando devido ao grande número de pessoas. Pedi pra colher deitada, ela arrumou tudo pra mim e deitei. Peguei o celular, coloquei o fone, aumentei o som. Estiquei o braço, fechei os olhos, cantarolando baixinho e dei a mão pro Cleber. E esperei… de olhos fechados e cantando. Mas claro que sentia e percebia o que estava acontecendo. A mão, super gelada, suava um pouco até! Senti quando começou e vou dizer… não foi indolor, não. Mas me mantive firme. De repente (que pra mim foi depois de 30 horas), ela soltou aquela mangueirinha que amarram no nosso braço, o Cleber ficou segurando o algodão e, quando percebi, fiimm!!, já tinha acabado! Perceberam que eu não relatei queda de pressão? Gen-te!! Não passei mal!!! Fiquei deitada mais uns breves minutinhos só para me certificar. Levantei (com o braço duro-esticado, isso ainda não superei – meu braço fica imóvel por pelo menos uns 30 ou 40 minutos depois que acaba). E fomos embora! Simples assim. Tinha levado algo para beliscar e quebrar o jejum e vim comendo no carro, até chegar em casa e comer algo decentemente.
Mal acreditei que passei por isso! Assim, a mão da enfermeira não era das mais leves – e posso dizer que ainda agora sinto uma leve dorzinha, mas nada grave. O que importa, e eu mal acredito ainda, por isso me permitam repetir: eu não passei mal!!! 

Estou orgulhosa de mim! Para mim, que sei o quanto isso é uma dificuldade, foi um passo importante. Pequeno, eu sei. Mas “só por hoje” minha pressão não caiu, à despeito da tensão que eu senti por ter percebido tudo que a enfermeira estava fazendo, do jejum que eu estava e tudo mais…

E sabem o que eu fiz, ainda lá deitada, quando percebi que tinha conseguido? Agradeci minha Bolota.
Falei pro Cleber: o bebê está me deixando mais forte!
E foi isso mesmo que senti. Porque foi só por saber que é extremamente importante cuidar de mim – para então cuidar e dar toda saúde que eu puder ao baby – que eu passei por isso.
Quando o Cleber e eu ficamos de mãos dadas na hora do exame, era bem em cima da minha barriga que elas estavam repousadas. A Bolota também estava na corrente para me passar força. E deu certo!
Um passinho à frente! E pra mim ele vale muito!

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Mais um capítulo da novela: "A vida de Bolota"

“No capítulo de hoje, a pequena Bolota decidiu que queria ensinar a mamãe algumas coisinhas desde já, para que ela esteja bem treinada acostumada quando a pequena resolver dar o ar de sua graça nesse mundão de meu Deus.

“Já que a mamãe fala tanto em empatia, que é importante se colocar no lugar no outro, acho que ela vai gostar de saber – ou melhor, relembrar – como é ser um recém-nascido”, foi o que decidiu a pequenina.
Começou aos pouquinhos, fazendo sua linda (cof, cof) mãe sentir fome fora de hora, só para bular os horários já estabelecidos (e mandar o “de 3 em 3 horas” às favas). Não era raro os dias em que a mulher podia ser encontrada saindo da cozinha com um prato de comida em mãos, antes de meio dia.
Depois, achou de bom tom lhe mostrar que, se ela achava que era chorona – e céus!, ela é sim! – isso ainda podia ser aumentado em alguns níveis. Porque uma coisa é chorar por qualquer motivo; outra, bem diferente, é chorar sem saber o motivo. E querer um colinho, um carinho, um aconchego nessas horas. Papai que o diga – ele também está incluso no treinamento da Bolota.

Mas hoje, 20 de maio, segunda-feira, foi o dia de aumentar a intensidade desse capítulo.
À noite, mamãe demorou bastante para dormir. De madrugada, acordou duas vezes – quase seguidas – para ir ao banheiro e, depois, beber água. (o primeiro, três horas depois de pesar o sono; a segunda vez, uma hora depois).
O relógio despertou no mesmo horário de sempre. 
Com um sono fora do comum, como se tivesse ficado as 24 horas direto na Virada Cultural (que ela nem foi), levantou – afinal, o café da manhã com papai é sagrado. 
Ele saiu. Ela ficou em casa, decidida a dormir mais. 
A cabeça doía. Mas não conseguiu voltar ao sono, estava tão cansada que até dormir estava difícil. De repente, começou a sentir uma dor horrível no estômago.”Só pode ser pelo suco que tomei no café da manhã”, pensou mamãe. E parece que era isso mesmo. Bolota odiou o suco e mandou seu recado.
A dor persistiu mesmo depois de copos d’água e bolachinhas de água e sal (ok, não era enjoo, mas mamãe acha que tudo se resolve assim). 
Deitou na cama, fingindo que ia ler um livro. A dor foi passando e a sono foi chegando. Conseguiu dormir. Durante o sono, sentiu uma proximidade muito grande com Bolota, uma presença mesmo. 
Acordou. Uma vontade incontrolável de ir ao banheiro. A soneca só durou 30 minutos.
A cabeça continuou doendo. O estômago idem. 
Resolveu almoçar. Passou.
Recebeu uma notícia que mudou todos os seus já poucos planos. Chorou. Ligou pro papai chorando. A voz do papai sempre a acalma.
Queria colo. Como não tinha, tomou sorvete (porque se a coisa não se resolve com água e bolachinha, resolve-se com sorvete, com certeza).
E estendeu-se a tarde. Mamãe comendo, querendo dormir, mas tendo que se levantar para ir ao banheiro. 
Desejando que papai chegue logo, e que a noite chegue logo, porque os benefícios da cama compartilhada ela já conhece bem.
E nesse looping sem fim – comer (em livre demanda), dormir, ir ao banheiro – mamãe relembrou, enfim, como é a vidinha de um recém-nascido. 

E dizem que com três meses passa.”

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Sobre o silêncio que veio junto com o positivo

Desde a semana que me descobri grávida, tenho sentido uma vontade muito grande de ficar quietinha, no meu canto. Uma fase de introspecção, eu acho.

Na primeira semana e numa parte da segunda, eu sentia muito cansaço. Era o meu único sintoma realmente aparente. Qualquer coisinha me deixava cansada, meu ritmo estava visivelmente mais lento. Óbvio que respeitei o pedido do meu corpo e não forcei nada. Com isso, a vontade de ficar no meu cantinho se instalou de vez. 
Então por isso o meu primeiro dia das mães com baby devidamente morando na barriga não foi totalmente animado. Foi delícia, sim, marido me encheu de beijos e chamegos logo cedinho. Dos meus pais, do meu irmão e até da minha afilhada de 4 anos recebi desejos animados de um feliz dia. O almoço estava marcado pra ser em família (do lado do meu pai – vó, tias, tio, primos, todo mundo) na casa de uma tia. Fomos, mas eu não queria muito aquela agitação, sabem? E aí fica chato, né?! Todo mundo ali feliz pra caramba (somos muito animados, rs), eu recebendo abraços de parabéns de quem eu ainda não havia visto pessoalmente, mas não me sentindo no meu maior ânimo para retribuir o que estava recebendo.

E uma coisa  a ser dita sobre mim: eu não sei fingir nada. Sou péssima nisso. Na verdade, nem me esforço muito, porque não me faz bem mesmo. Então forçar um sorrisão ali o dia inteiro não era uma opção, definitivamente. Eu só queria menos gente, só isso. O que nem sempre é entendido por todos, porque tem gente que prefere ver um problema ou um drama (ou achar que eu tenho um problema, sendo mais clara), quando na verdade é tudo muito simples.
O que eu fiz? Esperei a hora do almoço, comi e, depois de esperar mais um pouquinho, chamei o Cleber para sairmos, só nós dois.
Ahh, mas que coisa ótima! Fazia um tempinho que não tínhamos uma tarde inteira livre só pra nós dois. Sempre outros programas, ou dias que escolhíamos curtir a casa mesmo. Fomos ao shopping, conversamos,  namoramos, fomos ao cinema (sou apaixonada por cinema). Foi tão bom!! Me deu uma renovada, estava precisando!

Chameguinho bom…

O cansaço maior tinha passado há uns dias já. Ontem estive bem ocupada, de corpo e de mente, o dia inteirinho. Hoje o cansaço chegou como se nunca tivesse ido embora. Tirei o dia pra mim. Ainda nem consegui visitar todos os blogs que gostaria, estou atrasada nas leituras das amigas (mas já vou resolver isso, me aguardem, rs). Fiquei pensando se não era ruim querer tanto o meu cantinho – mas ó, preciso dizer que não é que eu esteja isolada do tudo e de todos, me recusando a viver em sociedade. É apenas um momento, onde estou priorizando o pedido do meu corpo e da minha mente.

O que acontece é que eu sempre fui extremamente conectada aos meus sentimentos, é da minha essência. Então acho que não é surpresa (pelo menos pra mim) que essa conexão esteja ainda mais apurada agora que estou grávida. Aconteceu naturalmente, como sempre é. E agora eu quero e busco esse cuidado com esse lado que sempre foi meu. É extremante importante para eu me conhecer ainda mais, importante para que eu (re)conheça tantas mudanças – físicas mas, sobretudo, emocionais e mentais – que meu corpo nunca tinha vivenciado antes. Afinal de contas, existe, nesse exato momento, uma outra pessoa crescendo dentro de mim, num ritmo mais frenético que a cidade de São Paulo. Se alimentando de todos os nutrientes que eu ingiro por nós dois. Sentindo as mesmas emoções que eu. Sendo oxigenado pelo ar que eu respiro. Uma outra pessoa que ainda é bem mini, mas será um indivíduo cheio de personalidade e quereres daqui a pouco.  Completo. E eu sou responsável por essa pessoa desde sempre. Meu corpo está completamente focado nessa função, por isso o cansaço. E eu não me importo, já sou mesmo toda dele*.

Mais do que nunca preciso ser fiel à minha intuição – ela sempre esteve do meu lado.
Então, se estou sentindo que devo ficar quieta agora, respeitarei o silêncio que está sendo pedido. Porque é preciso silêncio para melhor ouvir. E eu sempre vou querer ouvir o meu filho.

*ele ou ela, tanto faz, escolho um outro dependendo do ponto do texto, só para não perder o fio da meada mesmo.

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A história da pequena bolota

“Era uma vez uma fonte de luz. Uma fonte de luz cheia de vida, cheia de ginga, cheia de energia boa. Que vivia num lugar lindo, paradisíaco.
Certo dia, olhando outros seres que viviam em outro plano do planeta, ela viu uma pessoa. Uma mulher. Uma mulher bem decidida a produzir, criar, cuidar e amar um outro mundinho, a partir de si mesma.
Era bonito vê-la buscando tanta informação. E achava também meio divertido o fato de ela ler tanto sobre datas e métodos mundanos para produzir esse mundinho – mesmo que ela não os praticasse ativamente -como se isso lhe desse mais certeza da capacidade inata que o seu corpo possui para tal função. “Humanos e suas manias de controle”, era o que pensava, rindo, a pequena luz. Depois de muito observar, e sabendo que iria ser muito bem cuidada e muito amada por aquela família, resolveu – rapidamente – fazer parte daquilo tudo e ser o tal mundinho que o casal tanto queria. “Mas essa mulher vai precisar entender que não é sobre todas as variáveis que se pode ter controle. É preciso deixar o mistério acontecer sozinho”. Pensou isso e mergulhou no oceano que a levaria até o ventre da mulher, onde ela seria magicamente transformada numa pequenina – mas não menos forte – bolota.
Bolota tem uma presença forte. A mulher que a recebeu tem uma predisposição inata a perceber logo alguma mudança que ocorre em seu organismo (mesmo achando algumas vezes que ele pode falhar). E logo de cara, bem rápido, ela sentiu a presença de bolota. 
Pelos cálculos humanos – e segundo o que uma outra mulher, de jaleco branco, disse – bolota tinha a “idade gestacional” (que nome engraçado, pensava bolota dentro da barriga) de 6 semanas, no dia da consulta. No dia seguinte, a mulher foi a um outro consultório para tentar marcar uma teleconferência com bolota. Descobriu, ali naquela pequena recepção, que poderia entrar imediatamente para realizar a teleconferência, pois bolota já estava na linha aguardando – e o moço que faria a ligação também. Com um convite desses, a mulher não teve como recusar. Aceitou de pronto. Quando deitou para começarem a teleconferência, o moço diz pra mulher: “ainda não dá pra ver o embrião (e aqui uma pausa que durou até o natal daquele ano, tão longa que foi), você está de 4 semanas”. Enquanto a mulher-mamãe ficava muito confusa com essa informação, querendo saber se estava tudo bem, e enquanto o moço assegurava que “sim, está tudo bem, e olha só, está implantado no útero, certinho, volte daqui umas 2 semanas para fazermos de novo”, a pequena bolota apenas ria dentro da sua casinha aquática. “Eu estou aqui, não estou?! Porque eles tem que ser mais apegados a números do que ao fato de que estou bem? Tss tss, ainda tenho muito a ensinar à essa minha mamãe”.” Fim do primeiro episódio da novela: A vida de Bolota.
E aí, meninas, o que acharam da minha história? Completamente baseada em fatos reais, juro. O tal exame “surpresa” aconteceu na quinta-feira. E eu não sei mais se estou com 7 semanas (que eu faria ontem), ou se essa semana vou entrar na 5°. A sensação de “voltar no tempo”, assim bem literalmente, que me acometeu quando ouvi as palavras qua-tro-se-ma-nas foi surreal, vocês não imaginam o quanto. Deu até um medinho de algo estar errado, mas já passou.
Posso ter ovulado mais tarde e, por isso, estar de 4 semanas? Sim, posso. Meus ciclos sem o AC estavam em mais de 30 dias (o último tinha sido 34). Mas em abril eu nem menstruei. E depois, fiquei pensando: Meu Deus, como eu descobri tudo cedo então, né?! Se as contas do ultra estiverem certas, descobri com 3 semanas!! Que teste de farmácia poderoso esse, hahaha E o meu feeling apuradíssimo também, tenho que dizer.
Bom, não sei. Não sei se faço outra ultra antes da próxima consulta, ou se espero pra ver o que cada médica (a EO da Casa Angela e a outra médica que vou passar em paralelo) tem a dizer sobre isso. 
O que eu já tirei desse primeiro impasse foi: meu corpo realmente é poderoso, tô confiando nele! E essa minha mini bolota já apronta, né?! Como não amar, minha gente?
E enquanto bolota decide de são 7 ou se são 4 semanas, hoje eu fui ter a primeira conversa com a mulher que será a minha doula (quer dizer, agora já é! rs)! Linda, gente! A conversa durou pouco mais de 1 hora. Falamos de tanta coisa, foi muito bom!!! Como ainda estou muito no comecinho da gestação, não vamos entrar de cabeça nos atendimentos ainda. O próximo será mês que vem, e seguirá assim até a 20° semana, mais ou menos, que passará a ser quinzenal. E depois semanal. Estou feliz por tê-la comigo, vou me sentir muito mais segura durante toda a caminhada, tenho certeza.
E por aí, como andam as coisas? 
Volto em breve com mais papo – inclusive como (não) foi o dia da Mães por aqui.
E para cenas dos próximos capítulos da  minha novela, é só aguardar mesmo. 

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Primeira consulta

Pergunta básica: como faz para encontrar cada uma que deixou comentário ou só leu e mandou energia boa no post passado? Vocês são umas lindas mesmo, meninas. MUITO OBRIGADO!!
Depois de tanto carinho, claro que eu fiquei mais tranquila, sim. Foi mesmo bom ter dividido isso com vocês. Abraço de urso em cada uma, viu?!

Então que hoje foi o dia mais esperado por mim. Dia da primeira consulta do pré-natal!! \o/
Na hora certinha, Cleber e eu estávamos lá, só esperando nossa vez.
Cheguei lá muito animada, haha. Peso ok, pressão arterial linda, pulso idem, temperatura também. Então vamos começar a conversa logo, rs. A enfermeira obstétrica, Camila, uma fofa, fez aquelas milhares de perguntas de praxe sobre o nosso histórico de saúde e da família e tudo mais. Contei tudo sobre a minha trajetória, a minha última experiência traumática dentro de hospital, que fez com que eu corresse atrás de informação sobre formas respeitosas à mãe e ao bebê, e o quanto isso fez com que eu entrasse de cabeça no mundo dos partos fisiológicos. Ela achou lindo que estamos nessa preparação “do coração” (como ela disse) há bastante tempo.

Pela data da minha última menstruação, estou de 6 semanas e 3 dias (own!). Tecnicamente, completo 40 semanas exatamente no dia 31 de dezembro, ó que beleza, hahaha. Ela passou aquela lista de exames nada básica pra eu fazer, e o que eu mais queria em toda minha vida: o pedido do ultrassom obstétrico do 1° trimestre. Muita emoção! Vou ver se consigo fazer o quanto antes, saí de lá meio tarde, então não consegui marcar ainda, mas amanhã cedo resolvo isso!
Falou que seria bom se eu fizesse um pré-natal também com um médico (lá só tem enfermeiras obstétricas), por toda aquela precaução que eles tem e tudo mais. Já marquei uma consulta com aquela médica que eu passei em fevereiro. O valor do parto está acima do que eu tenho hoje? Sim! Mas é a que eu confio. E depois de muito pensar, resolvi marcar pelo menos essa consulta com ela, pra ver o que vai ser. Até porque é só uma retaguarda, não é mesmo? E se, porventura, for preciso na hora H, eu quero que seja alguém que eu confie. E gente, o meu coração grita pelo nome dela quando eu penso no assunto. É melhor ouvir, né?! O que tiver de ser, vai ser. Amém.

Ela falou muito sobre a importância de ouvir o meu corpo. Que se estou sentindo cansaço, é porque é para descansar, sim. Se estou querendo tal comida, é para comer, sim, e por aí vai. Resumindo: adeus comandos externos, agora quem manda aqui é o meu corpinho. Falou do quanto é importante marido e eu estarmos em sintonia e com a nossa relação bem saudável, próxima, ativa, pois o bebê sente tudo isso, ele sabe que veio do nosso amor e que sentir isso ao longo da gestação só faz bem para todos nós!

Fez uma examinação geral: desde os olhos, atéé… bem, vocês sabem onde, hahaha.
Disse que ela está ótima. Ou melhor, pelo que deu pra ver no geral, tá tudo mais que certo. Disse que meu colo do útero está lindo! Sim, ela usou a palavra lindo, rs. Que o tampão já está lá, cumprindo sua função de bloquear a entrada para o mundinho do bebê. Nessa hora, se ainda existia alguma dúvida escondida dentro de mim, foi-se para o espaço. Ainda perguntei brincando “então estou grávida mesmo, né?!”, e ela “Sim, grávida MESMO!”.

Sabe um coração batendo tranquilo e muito feliz, animado, cheio de esperanças e sonhos? É o meu! ^^
Nem sei como expressar isso para vocês direito, mas acho que já sentiram aí, né?!

E dentro de alguns dias vai ser o primeiro encontro com a minha doula! Conto tudo depois que acontecer!
E óbvio que venho correndo contar do ultra também!

Beijo, gente!! (e me contem de vocês!)

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Medos e insights

Esse negócio de gravidez mexe mesmo com a gente, né?!
É muito sentimento junto e misturado.

Acho que nem preciso dizer que eu quero ser mãe desde sempre, que é um desejo bem antigo e real e todas essas coisas.
Além dessa vontade toda, me apeguei à blogosfera materna há muito tempo, de forma que já li tantas experiências sobre dificuldade com amamentação, noites sem dormir, desfralde, escolarização, vínculo, criação com apego, e tantas outras coisas que, de alguma forma, eu não temo muito isso na minha vida. Veja bem, não estou falando que tenho a ilusão ou a pretensão de me sair perfeitamente bem em todas essas tarefas, ou que não terei medo de nada, nunca. Aliás, realmente acredito que vou querer fugir para as montanhas em vários momentos, sem saber o que fazer. Mas o fato de saber que o lado B existe em todos os lares parece que me dá uma espécie de “acalmada”, não sei. E acho mais, acho que não tenho medo disso ainda. 

Porque, agora, estou ocupada tendo outros medos.
Medos que eu desconhecia, que não me lembro de ter lido aos montes nos blogs por aí.

O primeiro é: tenho medo de não estar grávida! Escrevendo agora até parece engraçado, mas não riam, meninas, a coisa é séria. Eu fico pensando: e se der tudo errado agora no comecinho? Contei pra todo mundo e vou ter que descontar depois, vai que eu nem tô grávida. Como se a ausência da monstra, a vontade de comer toda hora, o cansaço, os seios maiores e dois testes positivos não fossem motivos reais e suficientes para me deixar sossegada. Vai entender.

Tem também a variação desse medo (não basta ter um medo, ele tem que aparecer com várias caras), que eu tenho até receio de falar, mas vamos lá: tenho medo de acontecer alguma coisa que me faça perder o bebê. É muito ruim sentir isso, mas tem acontecido, sim.
E acho que isso se dá pelo fato de que eu ainda não fiz nenhum exame, não fui examinada, nada. E se depois de amanhã (primeira consulta) descobrir que aconteceu algo ruim?

E aí bagunça tudo: se eu sinto uma dorzinha na barriga, acho que alguma coisa ruim pode acontecer. Se eu não sinto nada, acho que já aconteceu. Alguém me interna pelamordedeus que a insanidade aqui tá demais da conta!

cara de quem é estranhamente doida não tá entendendo nada. 

E o segundo medo está relacionado à Casa de Parto, porque eles frisaram tanto a parte de que a qualquer sinal de complicação transferem a parturiente para o hospital, que agora tô com medo de acontecer isso comigo. Porque não basta ser baixo risco, tudo ainda tem que correr perfeitamente dentro do contorno pra ter meu parto lá. Acho que é medo do que não posso controlar, né?! Fiquei insegura esses dias, já até chorei pensando nisso, porque sinceramente: pra que hospital vão me levar? Não lutei e me informei tanto para, na hora H, me ver num hospital qualquer, sendo atendida por quem eu nunca vi. Ok, ok, eu sei que sou eu que escolherei o hospital, que tudo já estará acertado, mas gente, posso falar? Que hospital eu escolho? Como eu vou saber que serei bem assistida lá? Tempo pra resolver isso e sanar minhas dúvidas eu tenho, e vou ter uma doula comigo, com certeza. Também fico pensando que se pensar nisso demais pode acabar atrapalhando e tal, mas sei lá, tenho medo.

É normal? Sou uma pessoa muito estranha? não respondam.

Parece que estou mudando de assunto, mas acompanhem, por favor: escrever é a atividade que mais me faz bem, acho que agora posso afirmar isso! É quando eu coloco tudo em perspectiva, penso no que estou escrevendo, no que estou vivendo e, muitas e muitas vezes, tenho insights maravilhosos exatamente enquanto escrevo, coisas que eu ainda não havia pensado, coisas que ainda não tinha visto por tal ou qual prisma. E acabou de acontecer. Explico.

Devo confessar que, sobre os primeiros medos, eu achava que o meu temor em não estar grávida se devia ao fato de que eu ainda não tinha um vínculo com essa pessoa que já mora aqui dentro. Me senti mal quando pensei isso. Poxa, desejei essa gravidez por tanto tempo e, quando acontece, eu não me apego? Cheguei a sentir certa culpa (oi, sentimento materno, precisava chegar tão cedo?). Mas escrevendo agora, me dei conta de que, não só o vínculo existe, mas eu já amo essa pessoa mais que tudo. Amo a ponto de temer muito que algo aconteça à sua tão pequena vida. E que eu sou capaz de qualquer sacrifício para garantir o seu bem-estar, se preciso for. Claro que posso estreitar ainda mais esse laço: tenho usado o momento do banho e a hora de passar óleo ou creme no corpo para ir me conectando mais com o bebê, passar uma segurança e, porque não, me sentir mais segura também.

Sobre o segundo medo, me dei conta agorinha mesmo (juro, gente, é incrível isso) de que eu vou ter tempo para me empoderar ainda mais, né?!, e isso de alguma forma fez sentido aqui dentro. Percebi que eu, que sempre fui toda coração (mesmo!), me vi só pensando com a razão, querendo calcular tudo. Acabei de confirmar que realmente esse não é o meu caminho, não é assim que funciona para mim. Eu sempre fui instinto, sempre agi pelas vontades que vêm diretamente do coração. Não posso ser diferente agora.
Porque também não adianta me cercar de todos os lados e achar que, por isso, estou “salva”.O que tiver que acontecer, vai acontecer. É preciso saber se entregar; e eu espero não me esquecer disso.

Nota mental: NUNCA me esquecer de seguir o meu caminho e não me deixar “encucar” por coisas externas, que não posso controlar.

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Sobre a primeira decisão sobre o parto e como tudo acontece na hora certa

Assim que eu descobri os positivos, mandei um e-mail pra médica. E o e-mail voltou imediatamente com uma notificação informando que ela estava (está ainda) viajando. E mesmo a Ana Cris dizendo para eu não ter pressa, porque estava tudo bem comigo (passei em consulta e fiz exames em fevereiro), e que eu só precisava começar a tomar o ácido fólico, ainda fiquei pensando que ainda estava muito longe da data de retorno da médica e queria agir, de alguma forma, antes disso.

Eu disse aqui que as coisas ainda não estavam 100% a favor do valor que eu teria que desembolsar (com a equipe que eu queria e com o hospital) e que isso me preocupava demais, sim. Naquele dia eu ainda não sabia que já estava grávida. Na verdade, eu nunca pensei que conseguiria de primeira, sério mesmo. Achei que daria tempo de juntar mais umas moedas, rs. E no último post eu comentei que, assim que eu contei à minha mãe que ela iria ser avó de novo (meu irmão já tem um filha), a primeira coisa que ela me perguntou foi: e o parto, vai ser aquele preço mesmo? Hahahaha, mães são ótimas! E eu, que sempre mostrei meu ponto de vista totalmente a favor do parto natural e sempre conversei abertamente com ela, explicando tudo, falei: então, mãe, tem a Casa de Parto, que é bem mais em conta etc e tal. E começamos a conversar sobre isso. Sim, somos as pessoas que, antes mesmo de saber com quantas semanas eu estou, já engatamos no assunto parto, rs.  Para ser sincera, eu nem tinha pensado em nada disso ainda, mas parece que o fato dela ter me perguntado abriu uma janela na minha mente e as coisas foram acontecendo. Foi uma luz!

Eu simplesmente abri o site da Casa Angela e comecei a explicar e ler pra ela o que era uma casa de parto, como funcionava, onde era. Tudo que eu consegui adiantar, expliquei. E à medida que eu ia dizendo, me familiarizava mais com a ideia. Porque sim, minha gente, eu ainda não tinha uma plena certeza se eu realmente gostaria de parir naquele local. Mas parecia que eu também estava lendo pra mim, sabem?!, foi realmente muito bom. Ela adorou a ideia e me incentivou a marcar uma visita. No dia seguinte, liguei e perguntei se teria a conversa de acolhimento naquela quarta, já que seria feriado, e a moça me disse que sim. Pensem como fiquei animada? Eu, que queria sentir que já estava agindo, iria começar no dia seguinte.
Pois bem, no dia seguinte estávamos lá: meu pai, minha mãe, marido e eu (eu disse que onde vai um, vai todos, haha). Mas pensem, meus pais estavam super curiosos pra saber o que era, afinal de contas, uma casa de parto. E eu sou daquelas que explica, mas prefiro mostrar. Então, vamo todo conhecer o lugar!
E lá funciona assim: toda quarta-feira, às 09:30 da manhã, tem um acolhimento para todas as pessoas que querem conhecer a casa. Antes da primeira consulta ali, é preciso passar por isso. 
Chegamos e ficamos ali na sala de espera uns minutos, ainda tinham poucas pessoas. Preenchi uma ficha de cadastro básica e, depois de um tempo, fomos chamados para começar a conversa. Numa sala bem ampla, com cadeiras em círculo, a Anke, coordenadora, e a Marina (!), obstetriz, sentaram-se também e começamos a conversar. Cada um se apresentou, dizendo como conheceu a casa, de quantas semanas gestacionais estava (ou se era acompanhante), idade, de onde vinha. Foi bem legal. Falei que tinha descoberto a gestação naquela semana e que já estava no mundo das pesquisas há mais de um ano (nesse momento, todos me olham com cara de: ela é louca mesmo, rs), falei das minhas vontades. Meus pais se empolgaram falando também (haha) e o Cleber disse que tudo que ele sabe sobre parto natural, aprendeu comigo (owwn, #todasachafofo!!!). Eu era a única em começo de gestação, todas as outras mulheres estavam entre 5 e 7 meses.
Depois, elas explicaram que só pode ter parto lá quem é de baixíssimo risco, e que quando chega às 37/38 semanas, a equipe analisa seus exames e vê se tem a possibilidade de você permanecer ali. Se não, é o caso de ir para o hospital mesmo. Disseram que o tempo de cada mãe e de cada bebê é respeitado e que não há intervenções desnecessárias. Mas se, durante o trabalho de parto, houver a iminência de uma complicação, eles transferem a gestante para um hospital que já estará pré-estabelecido entre as partes. 
Terminada a conversa, descemos para conhecer as dependências da casa. Duas salas de espera bem aconchegantes, cozinha, a garagem, onde estava a ambulância própria que eles possuem, sala onde acontecem as consultas (que não entramos, pois estava ocupada naquele momento) e finalmente, o corredor que mais nos interessava: das salas de parto. São 4 salas. Duas com banheira (sim, também tem a opção de parto na água), bolas, banquetas, a cama, cavalinho, barra, tudo aquilo que é necessário para um parto natural. Tem um corredor onde ficam só os chuveiros. A sala de reanimação neonatal, com uma incubadora, caso ocorra alguma emergência. Tem o alojamento conjunto, com camas de verdade, e não macas, e os bercinhos (daqueles de acrílico de hospital mesmo) ficam “disfarçados” dentro de um tipo de suporte de madeira, com mosqueteiros na cor nude e colchas de retalho. Coisa mais linda, gente! Tudo muito aconchegante mesmo. Tem também uma salinha de amamentação, onde você pode ir caso tenha alguma dificuldade em casa para receber orientação, ou para doar leite também. Dá pra ver as fotos das instalações aqui.
Depois disso, tomamos um belo lanche, conversando e interagindo mais. Descobri que lá tem oficinas para produzir o próprio sling (nessa hora eu vibrei de felicidade, rs), para produzir aqueles kits de algodão, cotonete, a própria almofada de amamentação, etc. Fora os cursos de preparação pro parto, fisioterapeutas, psicólogos. Enfim, tem muita coisa disponível. 
E vocês acham que acabou? Deixei a parte que, literalmente, quase me fez chorar, por último. No fim da conversa, a Anke entrou no assunto valores. Disse que, para as pessoas da “área de abrangência” da casa, eles atendem todo o pré-natal, parto e pós parto, de graça. Para as outras pessoas, é cobrado um pequeno valor, porque sabemos que a casa recebe doações de algumas fundações, mas nada do governo. E aí ela diz a coisa que nunca na minha vida pensei ouvir: meu bairro É SIM área de abrangência da Casa Angela!!! GENTE!! Vocês tem ideia do que significa isso? claro que sim, porque acabei de explicar! Eu não conseguia acreditar que teria todo atendimento gratuito, dava vontade de sair pulando de alegria! Demorou pra cair minha ficha, na verdade. Eu, que estava super hiper preocupada com essa questão, fui novamente surpreendida pela vida. 
E aí eu fico pensando: as coisas realmente acontecem quando tem que acontecer, né?! Tudo orquestrado para ser no tempo certo. Porque se eu não tivesse voltado a morar com os meus pais, teria que pagar, sim, o valor cobrado. Porque se a médica não tivesse viajado, talvez eu não teria ido conhecer a casa agora no começo. Porque se eu tivesse esperado ter todo o dinheiro, iria demorar uma vida toda  muito para conseguir o total, e eu não teria começado a tentar agora, e o bebê, talvez, não viesse de primeira. Deus é muito bom mesmo, minha gente! Tô muito feliz!
Saí de lá com a consulta marcada para a próxima quarta. E já estou contando os dias para chegar logo, e para chegar mais rápido ainda o dia do ultrassom.
Rezando muito para as coisas continuarem se acertando no tempo certo, amém.

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Contando a novidade (e como ela correu mais rápido do que o Papaléguas)

Oi, meninas, voltei! 🙂
Pensem numa pessoa MUITO feliz: essa que vos escreve!
Estou escrevendo tudo por partes porque é muita coisa mesmo.
Para vocês entenderem tudo que eu vou falar, sobre como foi dada a notícia pros meus pais (e como ela se espalhou), eu preciso contar um detalhe que até então não tinha mencionado aqui (e não por nenhum motivo específico, mas porque sempre iam surgindo outras coisas no meio do caminho mesmo).

O fato é: Cleber e eu moramos na mesma casa que os meus pais. Por N motivos. Mas o principal a ser dito aqui é que nós somos muito unidos. Eu sempre fui bem família, nunca fui de esconder nada dos meus pais; e eles, por sua vez, são os melhores do mundo: conversamos de tudo, deixaram eu trazer namorado pra dormir em casa, iam comigo pra balada (haha) e mais um monte de coisas. Família mineira é assim: unida. Aqui em casa cada um sempre teve o seu espaço, a privacidade é super mega blaster respeitada, mas gostamos de estar juntos. O Cleber chegou na família e super se adaptou ao nosso jeito, e a minha família também o adorou. Quando estávamos planejando o casório, meus pais iam com a gente visitar fornecedores, fazer degustação em buffet e todas essas coisas. Aliás, toda a decoração foi feita pelas nossas mãos. A gente brinca que onde vai um, vai todos, rs. E do mesmo jeito que marido e eu temos nossos momentos de casal, ou entre nossos amigos, meus pais também tem o deles. Mas almoço de domingo, por exemplo, todos juntos, e ainda com mais gente, se puder. E então nos casamos, nos mudamos para uma casa bem longe de tudo. E daí aconteceram muitas e muitas coisas não tão boas (outro dia eu conto, a história é bem longa e o nosso foco hoje é outro) e nós acabamos vindo pra cá. Pensamos sim em ter o nosso apê próprio muito em breve, mas é aqui que estamos agora, é aqui que tudo começou e somos todos bem felizes assim.

Dito isso, deixa eu retomar do ponto onde parei no post anterior. Vou contar de um gole só, assim como aconteceu, tá?!
Fui fazer o bendito exame e levei um livro pro banheiro, pra ajudar a espera dos intermináveis 5 minutos. Minha mãe estava no quarto dela, marido na sala e meu pai tinha saído. Esperei os minutos e quando olhei, vi aquela segunda listrinha mais clara que a primeira ali. Gente, cês não tem ideia da minha alegria. Eu sorria, olhava, sorria, me olhava no espelho, sorria, rezava agradecendo. Tava tremendo um pouquinho. Peguei o teste, saí do banheiro e vim até a sala e fiquei em pé ao lado do Cleber segurando o bendito. Eu não conseguia falar nada. Ele tirou os olhos da tela, olhou pro teste, olhou pra mim, voltou os olhos pra tela, como se estivesse super controlado (ele é o poço da calmaria). Perguntou “e aí?”, como se não soubesse do resultado, só pra me ouvir falar. Sinceramente, não me lembro exatamente o que balbuciei, só sei que depois nos abraçamos, sentamos no sofá bem pertinho, agarradinhos e ficamos assim… assimilando a novidade. Tipo conversando pelo olhar. Foi silencioso. Foi intenso. Depois começamos a já falar sobre algumas coisas, como a mudança do quarto (ansiedade, você veio pra ficar), sobre como veio rápido e sobre ele estar realizando meu maior sonho da vida toda.
Entrei na internet para mandar um e-mail para a minha médica e quando eu vejo… ela viajou no-mes-mo-mi-nu-to em que eu havia descoberto meu positivo. Ironias da vida, a gente vê por aqui. Ela só vai voltar dia 13 de maio, o que para mim é muito tempo (haha). Mas esperei o dia seguinte, porque seria o dia em que eu repetiria o exame com a primeira urina da manhã. Confesso que foi bem difícil dormir essa noite, queria logo que amanhecesse para eu confirmar (de novo). Super positivo, minha gente!! Eita felicidade!! Marido foi trabalhar, tentando fazer a ficha cair, mas muito feliz e eu fiquei o dia todo na companhia dessa novidade, sozinha, sem contar pra ninguém.

Mandei uma mensagem pra musa Ana Cristina Duarte, que sempre responde minhas dúvidas, e ela disse que se os testes haviam dado positivo, eu não precisaria de exame de sangue para confirmar. Disse também que não precisava de pressa para começar o pré-natal, pois o ultra, por exemplo, só será feito no fim desse mês. E também porque eu fiz exame preventivo e me consultei ainda esse ano, e já sabia que estava tudo bem. Por fim, me disse qual o nome e a quantidade do ácido fólico para eu comprar e já começar a tomar. Nessa parte fiquei mais calma, porque era mesmo o que eu queria fazer: começar a tomar o AF antes de qualquer coisa, para garantir mais saúde pro meu mini bebê 🙂

a notícia mais rápida do oeste


Minha mãe chegou do trabalho mais cedo, quase 16 horas, e eu já estava preparada para contar pra ela. Queria que ela fosse a primeira a saber (depois do marido, né!, haha). Eu a chamei no quarto e mostrei a mesma foto que postei aqui, do teste. E ela: “aahh! (tipo gritando), você tá grávida? (e daí me abraçando) parabéénss!!!”. A m.a.i.o.r alegria, a maior farra. Ela já sentou e começou a perguntar: e aí, como vamos mudar esse quarto?, mas e o parto? e infinitas perguntas. Uma linda! Me empolguei e liguei pro meu irmão, que vibrou de alegria (apesar de ter achado que eu estava tirando uma onda com a cara dele antes). Ainda comigo na linha ele ligou pra esposa e contou. Depois meu pai chegou e ela contou a novidade pra ele, daí ele veio me abraçar todo feliz e já queria ligar pra todo mundo na mesma hora. O clima na casa era de animação. De lá do trabalho, o Cleber ligou pra mãe dele contando, que contou pro irmão dele (que é o namorido da minha prima, somos muito família mesmo, haha). Ele viria aqui com um amigo trazer uns papeis do imposto de renda que meu pai ia fazer pra eles, então, antes que ele chegasse, liguei para minha prima e contei (eu ia contar pessoalmente no dia seguinte, mas eu sabia que se meu cunhado sabia, ia logo contar pra ela, daí tive que antecipar, rs). Ela tava no trem e começou a pular, rs. Meu pai, animado, ligou pra minha avó, que está no interior, e ela falou comigo, toda emocionada! Daí os meninos chegaram e acreditem, trouxeram um presentinho pro baby: um bodyzinho fofo, branco com um ursinho #todaschoradeemoção. Enquanto estava aquela farra de abraço-sorriso-abre presente, minha prima não aguentou e ligou pra mãe dela, que em seguida me ligou, óbvio. Mais farra. Enquanto isso, meu pai abriu um whisky pra tomar com os meninos. E eu atualizava o Cleber de toda farra que estava acontecendo. Daí só faltava avisar uma irmã do meu pai: mais felicitações. Ah, esqueci: depois que avisei meu irmão, contei para uma outra prima minha, lá de Minas. Ela não parava de gritar, rs. Quando ela chegou na casa dela, me ligou, daí também minha mãe falou com a mãe dela (são irmãs, e ela é minha madrinha). Depois, por fim, minha mãe ligou pra minha avó (a outra, rs), que também ficou toda emocionada. E também teve a parte que eu contei para vocês aqui no blog!

Ufa! Gente! Olha só como são as coisas: num momento, ninguém sabia, no outro, a família toda já estava informada da novidade. Eu até pensei em segurar a notícia por mais uns dias, mas tava tão bom ver a felicidade dos meus pais, a vontade deles em compartilhar com todo mundo, que os deixei serem felizes. E eu curti junto. Realmente foi uma felicidade só. E depois, por que não contar, né?! Foi tudo muito natural, sabem? Muito o nosso jeitinho mesmo. Não me arrependi, não.
Depois o Cleber chegou do trabalho, o irmão ainda estava o esperando aqui, minha mãe fez uns petiscos, comemos, rimos.
Tudo começou às 16:00 comigo contando pra minha mãe, e só acabou às 22:00!! Eu estava exausta, já me sentindo zonza. Mas valeu cada minuto.

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Volto já para contar sobre uma decisão que já tomei a respeito do parto.
Tô tentando seguir a ordem cronológica das coisas. Não quero esquecer de registrar nada aqui. E aconteceu tudo muito junto, então os posts vêm juntos também, rs. Vocês me esperam?
O que quiserem saber, vão perguntando que eu respondo 😉

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Os (des)sintomas

Meninas, queria agradecer o carinho de vocês em cada comentário no post anterior. Vocês são muito queridas por mim, saibam disso.

Não sei se vocês se lembram: eu estava realmente calma quanto a receber ou não o meu positivo nesse ciclo. Claro que teve o dia em que eu não entendi nada do que estava sentindo, mas foi só compartilhar aqui com vocês que eu fiquei mais tranquila de novo. Eu até cheguei a mencionar em alguns comentários que eu achava que não tinha sido esse mês e tal. E eu comentei isso porque eu achava que estaria arrancando os cabelos de ansiedade para fazer logo o teste caso eu realmente acreditasse que já era positivo. E não foi isso que aconteceu. Mas nesse mesmo post, eu tinha dito que estava sentindo um tipo novo de pressentimento.

Resolvi organizar os pré-(des)sintomas que senti aqui nesse primeiro post. (des)sintomas porque não foi enjoo, não foi tontura, ou seios sensíveis. Nada do que eu achei que seria, rs. Vamos a eles:

Primeiro sintoma: sensação real no corpo, na região do estômago, desde a metade do ciclo. Não era no ventre, era mais em cima. Mas era real. E eu nunca havia sentido nada parecido, mas também não me assustei. Eu rezava pedindo discernimento pra entender, porque até então nem pressentimento eu sabia que era. E marido falava: calma que na hora certa você descobre o que é.
Segundo sintoma: leve sensação de inchaço. Com essa eu desencanei e realmente fiquei uns 3 ou 4 dias achando que ia descer a qualquer momento, e não só na semana seguinte, como eu estava prevendo. Mas não desceu.
Terceiro sintoma: mudança sutil nos seios. Eles não doíam, os mamilos não ficaram mais escuros; mas eu sabia que estavam mudando, principalmente porque somente os bicos ficaram um pouquinho maiores. E depois, já perto da “data limite” que estipulei (que foi quanto tinha durado o último ciclo), aí sim os seios ficaram um pouquinho maiores, mas sensíveis não. Eu tenho os seis murchos pequenos, então eles não ficaram enormes, mas mais “gordinhos”, hahaha. (diferente de quando era só inchaço de tpm).
Quarto sintoma: chorar por nada. Veja bem, eu demorei pra entender que isso era um sintoma, simplesmente porque eu sou uma pessoa de choro fácil mesmo. Mas certo dia, meio irritada com umas coisas, passei o braço rápido num pacote de bolacha maizena que tinha acabado de abrir e caiu tudo espatifado no chão. O que eu fiz? Peguei uma vassoura  pra limpar e salvar as que ainda restaram dentro do pacote? Não, minhas caras. Eu comecei a chorar a bolacha derramada.
Eu até comentei aqui que estava mais sensível e achando que era tpm, doce ilusão, rs.

Ok, tudo isso aí em cima ainda estava sutil e espaçado. Eu notava, mas deixava rolar. Não dava pra assimilar tudo ainda. Quando foi na quinta-feira, dia 25 de abril, eu tive uma reunião à tarde e fiquei muito tempo sem comer. Fui de lá direto pra hidroginástica e, no fim da aula, eu era só fome. Comi um pão de queijo para aguentar chegar em casa. Cheguei, jantei… e a fome não passou.
E aqui entram, juntos, mais três sintomas: fome sem fim, salivação e sede, tudo à noite. Eu queria comer mais, mas queria uma coisa diferente que nem eu sabia o que era. Quando percebi, estava salivando muito, o que, depois, me provocava uma mega sede que só passava (e até hoje está assim) com água gelada.
De repente, pedi para minha mãe uma coisa, que seria o próximo sintoma: desejo de comer canjica (detalhe: era mais de 21 horas). Ela não fez e eu fiquei frustrada. Na sexta (que seria o dia que eu esperava que descesse), foi a mesma coisa da noite anterior. Muita salivação, sede e vontade de comer canjica. Ainda sobre os desejos, também aconteceu, no sábado, de eu querer sorvete de creme, com calda de caramelo e paçoca, mas tinha que ser na taça. Ainda tenho esse desejo de vez em quando, rs.
A partir da quinta-feira eu já comecei a ter certeza desconfiar que algo estava acontecendo dentro de mim. Sábado eu comprei dois testes, mas coloquei na cabeça que só os faria na segunda.
Domingo recebemos visita e ficamos o dia todo ocupados. Quando todos foram embora, a vontade de fazer logo o teste foi me dominando aos poucos e eu perguntei pro marido: que dia você acha que eu faço o teste? E ele: quando você quiser… tipo agora, que você está com muita vontade. (hahaha ele me conhece bem sim ou com certeza?)

Aí criei coragem e fui ao banheiro…
mas isso eu conto no próximo post 😉

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