Arquivo do mês: julho 2013

BC: ´´Como andam os preparativos pro quarto do bebê?“

É engraçado esse negócio de registrar os pensamentos, os desejos, os anseios e também o que acontece de fato. Porque em algum momento acontece o que aconteceu comigo: você escreve um post todo trabalhado nas boas ideias e soluções, tudo divino-maravilhoso, daí dois dias depois, acontecem coisas que te fazem perceber que não, aquele post-desejo não virará realidade neste momento. No futuro, sim. Agora não.

E estou falando justamente do post sobre o quarto compartilhado, em que eu falei sobre transformar esse cantinho em um lindo e aconchegante quarto montessoriano para adultos e criança. Todos dormiríamos no chão duro e gelado em camas no nível do chão e seríamos felizes para sempre, amém.
Ou não.
Na mesma semana (parece até que foi de propósito), tenho uma conversa com o meu excelentíssimo marido e percebo que eu não havia pensado num mero e pequeno detalhe #sóquenão. Ele não pode ter (ou fazer) movimentos bruscos ao levantar de manhã, sob o risco iminente de ter uma crise nos minutos seguintes. Parece pouca coisa, “ah é só levantar com cuidado”, mas não é bem assim. Dentro dos cinco anos em que estamos juntos, ele teve exatamente 5 crises, sendo que a última foi há um ano e meio. E dentro dessas 5, pelo menos duas a gente tem certeza absoluta que foi por privação parcial de sono + movimentos brusco em sequência. E se hoje, graças a Deus, está tudo controlado, é porque a gente cuida muito dessa parte também. Nem percebemos mais, na verdade, já incorporamos isso na nossa rotina. Tanto que eu quase me esqueci disso. Privação de sono – por causa do bebê – a gente já sabe que vai ter e não há como fugir, então é melhor cuidar das outras partes que temos um pouco de controle para continuar tudo bem. Né?

Né! Mas então, o que fazer?
Depois de uns minutos me sentindo #menas esposa, por não ter me atentado a isso, comecei a pensar numa solução. Porque continuo firme e irredutível em não ter berço, e assim sigo.
Pensei mesmo em comprar uma cama de solteiro e grudar na minha, pra virar uma big cama compartilhada, mas a ideia ainda não me soava tão boa assim.
E então há uns dias, mais ou menos, sem nem estar, de fato, procurando uma solução, cruzei com um daqueles “berços” que não tem uma das grades e grudam na cama, sabem? Como diz o site, é uma “cama auxiliar”. Gostei! Claro que eu já sabia que existia isso, mas nunca tinha visto pra vender, só mesmo em fotos gringas, e também não fazia a mínima ideia de que preço um marceneiro cobraria para fazer um sob medida. Mas quando vi que é acessível ao meu (furado) bolso, me animei! Mandei pro marido, ele aprovou, e agora é só esperar mais um pouquinho para comprarmos (lá pra outubro ou novembro, eu acho).

Pois bem, lugar de dormir “definido” (tudo pode mudar a qualquer momento), passei a pensar no que exatamente eu faria para colocar no “Cantinho de Bolota” – que no caso é a parede mais próxima de onde estará sua caminha. E, por enquanto, acho que vai ser:

– bandeirinhas de tecido;
– coisas de passarinho (tô doida com passarinho, rs) – que pode ser um quadrinho artesanal de papel, ou num bastidor de tecido, ou não sei em quê, haha
– tsurus (que eu tenho que aprender a fazer);
– Um móbile de nuvem, assim:

 

Não é lindo? Estou apaixonada por ele! Rs…
Tenho uma amiga que entende muito de costura e artesanatos em geral, e ela já se disponibilizou a me ajudar a fazer! Ai que feliz! Só falta marcarmos o dia – e quando tiver pronto eu volto pra mostrar!
(e quando eu definir todas as “coisas de passarinho” eu mostro também, rs)

Ah, e pro guardarroupa do baby, que será branco, de duas portas (ou algo parecido com isso), não ficar de fora do DIY, eu vou comprar papel contact (umas duas ou três cores) e fazer bolas grandes pra colar nas portas! (eu sei que parece doido, mas confiem em mim, vai ficar lindo, rs – e sim! eu adoro tudo colorido!).

E, por enquanto, acho que é isso!

Como vocês podem imaginar, tudo pode mudar a qualquer momento (a partir do instante em que eu clicar em “publicar”, rs), mas não tem problema. No futuro, Bolota vai ler, achar graça e entender porque os pais mudam tanto de ideia (fazemos isso o tempo todo, haha).

Anúncios

28 Comentários

Arquivado em acontece comigo, ajustando a vida, blogagem coletiva, bolota, buscando solução, quarto

Dia dos avós

Hoje, 26 de julho, comemora-se o dia dos avós.
Eu tive a sorte de conhecer e conviver com os meus 4 avós. Não morávamos na mesma cidade, mas sempre nos víamos quando eu morava em Minas. Os pais do meu pai moravam na roça – a gente não consegue usar outra palavra, nem sítio, nem fazenda: é roça mesmo -, a mesma casa onde meu pai nasceu, diga-se de passagem, rs, e os pais da minha mãe numa cidadezinha há uns 180 km, mais ou menos (e também perto da roça). Então vários fins de semana da minha infância foram com eles, vários mesmo – e mais as férias escolares, óbvio. Sem contar quando ficavam uns dias lá em casa também. Foi uma delícia conviver com eles sempre por perto; aquelas coisas que só eles faziam: arriar o cavalo pra eu andar (ai que saudade de andar à cavalo!), bolo, biscoitos em variadas formas (minha avó fazia em formas de bichos só pra mim, rs), fogão de lenha, as histórias do meu avô materno. São muitas lembranças, uma memória afetiva muito forte.
Em 2006, sofri minha primeira grande perda: meu avô paterno foi morar em outro plano. Foi bem difícil mesmo, pra todo mundo, ele era uma pessoa realmente incrível! Minha avó, então, veio morar aqui em Sampa, na casa da minha tia, e hoje alterna entre idas e vindas, da roça pra cá, de cá pra roça, dependendo das demandas que surgirem por lá. E também é ótimo tê-la aqui pertinho, a 30 minutos de distância, de carro. Meus avós maternos continuam na mesma casinha, na mesma cidade, e hoje eu os vejo bem menos, uma vez por ano. Meu avô perdeu a visão há uns anos, mas tem uma saúde ótima, e minha avó bambeia de vez em quando, mas a véia é dura na queda (e está boa o suficiente para inventar uns nomes bem ~diferentes~ para Bolota, haha).

E por falar em avós, eu não poderia deixar de falar dos avós de Bolota, meus pais.
(Quer dizer, também tem os pais do Cleber, que são ótimos também, claro. Eles são avós há quase dois anos e Bolota será o segundinh@. Mas hoje eu quero falar dos meus pais mesmo).

Meus pais também serão avós pela segunda vez. A primeira aconteceu há exatamente 5 anos atrás. Exatamente, minha afilhada nasceu no dia dos avós, olha que coisa mais legal, rs! Hoje ela comemora mais um ano de vida – e parece que foi semana passada que estávamos lá em Aracaju pro nascimento dela – e, só pra começar a ilustrar o quanto meus pais babam por um neto, meu pai pegou um avião ontem à noite, “só” para passar o aniversário com ela, e também porque todo ano tem uma festinha na escola em homenagem ao dia dos avós e, como eles nunca estão presentes, ela estava triste e disse que não ia participar. Pode isso? Derreteu o coração de todos nós do vovô (minha mãe só não foi por causa do trabalho) e hoje ele já ligou duas vezes só pra contar como andam as comemorações por lá ^^

Eles são o tipo de avós que… fazem tudo que a neta quer. Hahaha. Óbvio! Minha mãe diz que é ótimo, porque ela já criou dois, e agora pode mimar os netos à vontade. Mas assim, eu preciso dizer que minha mãe é uma das melhores pessoas que eu conheço para lidar com crianças. Ela tem uma super paciência (mega mesmo), senta no chão, brinca, canta, conta histórias. Sabe lidar com os pequenos como ninguém. Então assim, eles podem até fazer a maior parte das vontades das crianças, mas elas também fazem as vontades dos avós, entendem? Se estão correndo sem rumo, aprontando demais, ou entediados, logo minha mãe inventa uma brincadeira ou outra atividade para canalizar aquela energia toda para uma coisa legal. E eu não sei exatamente como ela faz isso, mas, como por um milagre, as crianças ficam bem calmas, mesmo os mais agitados. Acho isso incrível! (e preciso aprender, haha)
Meu pai já é de “mimar” mais, não gosta de ver chorando, logo quer saber o que pode fazer, dá várias guloseimas, deixa brincar com o celular e com a impressora (e acha lindo, haha), leva pra passear… essas coisas de avô, rs.

Eu fico muito feliz por saber que Bolota vai crescer perto deles. Logo teremos uma casa só nossa, se Deus quiser, mas meus pais serão muito presentes do mesmo jeito, tenho certeza.
E claro que eu já sei que alguns contratempos vão surgir, porque nós temos algumas diferenças nas questões de criação, mas já falo algumas coisas aqui em casa, para não os pegar desprevenidos, digamos assim, rs (mas esse também nem é o assunto agora, vamos focar na parte boa, rs). E eles são os avós, né?, já fizeram a parte difícil do processo, agora querem curtir, rs.

Minha mãe e Helena (foto de dezembro de 2012)

Meu pai com a netinha – o sorriso ~natural~ deve ser de família, rs.
(foto também de dezembro)

E vocês, têm boas lembranças dos seus avós?

8 Comentários

Arquivado em amor, avós, família, minha infância

BC: "Como os papais estão participando da gestação?"

Antes tarde do que mais tarde, né não? Demorei, mas cheguei!
Com esse frio glacial, eu estava sem coragem de sair debaixo das cobertas e meu cérebro – já lento – congelou de vez, confesso (e esqueci de deixar o post pronto antes), mas agora, depois de tomar um banho quente e comer uns bolinhos de chuva, me animei e cá estamos, para mais uma noite um dia-amor de blogagem coletiva!

A Loroca sugeriu que o tema  dessa semana fosse escrito pelos próprios papais em questão. Mas bem, o meu excelentíssimo marido não é muito chegado a escrever muitos textos (apesar de escrever versos lindos pra mim), ainda mais pra ser lido por tanta gente, então, gentilmente, ele deixou essa incumbência para a minha pessoa mesmo 😛

E eu posso dizer que ele já demonstra ser um pai e tanto!
O Cleber tem uma irmã de 8 anos. Ou seja, na adolescência ele convivia de (muito) perto com um bebê. E aprendeu a cuidar, né?! Claro que nessa época eu ainda não o conhecia, quando começamos a namorar ela tinha 4 aninhos.  Mas com 3 meses de namoro nós fomos pra Aracaju e lá, com a minha afilhada, que tinha 6 meses, já percebi que ele levava o maior jeito com criança. Me lembro que a gente chegou na casa (ele não conhecia pessoalmente ninguém ainda), sentamos no sofá e ela pulou imediatamente pro colo dele, foi muito fofo. E todas as vezes em que ela veio aqui, foi muito gostoso de ver eles brincando; nós dois sempre íamos com ela no parquinho aqui do condomínio e ela adorava que o “tio Quebe” a empurrasse no balanço. Com o nosso sobrinho (filho do irmão dele com a minha prima), é fofo de ver também. O Alberto adora o tio, sempre pergunta por ele (só que pra ele, o tio é “tio Tebe” – variações do bebezês, haha).
Apesar que é preciso dizer que ele não é aquela pessoa que acha tudo que as crianças fazem bonitinho ou coisa do tipo. Então ele fala sério, abaixa, explica e se mantem firme, sempre (o que eu acho ótimo, visto que o meu coração é um pouco mais mole, rs).

Agora, falando especificamente da nossa gestação.
Antes de eu engravidar, ele ficava pensando em qual seria o melhor momento para a chegada do bebê, financeiramente falando. Tanto que parei o anti em janeiro, mas só começamos a tentar em abril, porque ele queria mais esse tempinho pra acertarmos umas coisas. Fica pensando (e agindo) em como teremos toda a grana pra pagar o hospital e a médica, caso seja necessário, e já organizou um calendário das compras maiores pra chegada do bebê (ele é contador, gente, deixa ele, haha).

Logo que descobrimos o positivo, ele disse que “a ficha ainda estava caindo” (nas palavras dele), mas aos pouquinhos ele foi se familiarizando a novidade, digamos assim.
Foi comigo em todas as consultas na Casa de Parto até hoje. No primeiro ultrassom que fiz, que nem foi marcado nem nada, ele ficou meio assim porque eu não o esperei. Então vi que ele queria mesmo estar presente em todos os momentos que pudesse. E assim fizemos, nos dois outros utras que rolaram, ele foi e adorou! Fica todo bobo vendo Bolota se exibir na tela e ouvindo o coraçãozinho, rs.
Nos exames de sangue, ele não sai do meu lado nem um minuto, e sempre acaba fazendo o jejum junto comigo, porque eu como a última vez à noite e ele nunca toma o café da manhã, sempre me espera #todasmorredeamor.
E agora deu pra cuidar ainda mais da minha alimentação. Isso porque o exame da glicose deu ok, mas ele está empenhado! E está empenhado, inclusive, a não me deixar precisar fazer o exame horroroso da curva glicêmica. Então estamos inventando umas receitas aqui pra eu comer mais coisas que não sou muito fã e fica me lembrando de comer frutas.

Como eu já contei aqui num outro post, ele super defende as minhas ideias de parto humanizado – e como sabe que eu sou uma pessoa meio estressada com pitacos, cuida para que cheguem aos meus ouvidos cada vez menos. Claro que não dá pra blindar tudo, eu sei, mas as respostas que eu sempre quero dar e nunca tenho muita coragem, ele tem de sobra.
E eu adoro quando ele puxa algum assunto comigo relacionado a isso. Sobre aquele medo que falei aqui dia desses, ele super me incentiva a correr atrás do maior número de informações que eu puder, sempre.

Mas a parte mais linda, que eu deixei pro final e até já contei aqui antes, é o fato dele conversar com a minha barriga desde o comecinho. Altos papos ele tem com a Bolota, vocês precisam ver, rs. Eu não ouço a maioria deles, é papo só dos dois mesmo, só deixam eu ouvir quando estão me trollando, tipo “a mamãe é muito enrolada”, “o papai é mais legal”, ou coisa do tipo #todoscontramim, hahaha, mas é bem divertido. Faz carinho, beija e, nos poucos mal-estares que tive, conversa com o bebê, pra ele colaborar comigo, rs. Tem também os momentos em que ele me ajuda a passar os cremes – ainda mais nas costas, que eu não consigo espalhar direito e alguma massagem também 🙂

Enfim! Tenho certeza de que muito dessa calma que eu tenho hoje, em relação à gestação e tudo mais, vem da confiança que eu tenho no cara que divide a cama e os sonhos comigo, na segurança que ele me passa de que tudo vai dar certo e vamos dar conta, sim, do que vier pela frente.

Mamãe, Papai (sempre sério nas fotos, rs) e Bolota, disfarçada de luz do sol
Foto tirada por mim no último feriado.

6 Comentários

Arquivado em amor, blogagem coletiva, ser pai

Música para ouvir*

Eu sou uma pessoa completa e absolutamente apaixonada por música. Sempre tenho uma (várias) música para embalar os meus dias. Quando estou muito nervosa, ligo o som alto e apenas ouço as batidas da música (daquelas coisas que se aprende com o irmão mais velho; o meu me ensinou isso na adolescência; “abstrai” é o nome que damos ao momento). Quando estou muito feliz, também preciso de música. Pra faxina, pra cozinhar, algumas vezes até pra escrever (e pra fazer exame de sangue também, haha). Viajando de carro, então, é lei. E música nacional me prende ainda mais. Na verdade, é mais de 90% do que eu ouço, com certeza. Temos muita gente boa fazendo música aqui (gente que já se foi, gente que tá aqui faz tempo e gente que acabou de chegar), apesar dos piores serem mais divulgados na grande mídia, blah! E eu adoro saber mais da pessoa por trás do palco; algumas vezes admiro ainda mais o trabalho por saber um pouquinho quem ela é; adoro um making of. Adoro um show, adoro cantar (com a música, ninguém merece ouvir minha voz cantando sozinha), adoro dançar! Acho mesmo que a música tem um poder de nos deixar mais leves, mais conectados, mais felizes. Ano passado, inclusive, fiz amigos maravilhosos através da música, e somos um grupo grande e bem unido hoje em dia.

Então óbvio que com a gravidez não seria diferente. Tenho tido momentos muito gostosos com Bolota, ouvindo música. Em dias como hoje, que acordei com uma saudade danada desse bebê que ainda não nasceu (oi, meu nome é Marina e sinto saudade do que ainda não aconteceu), com uma pontadinha de aperto no coração, sentindo tanta coisa sem saber direito o quê, simplesmente faço dos canais dos artistas que mais gosto no youtube, ou dos meus dvds de shows (adoro!), ou do rádio, meus melhores amigos e, depois de uma hora ou duas, já estou me sentindo bem melhor, organizando mentalmente o que estava bagunçado. E como tenho ouvido muita música nos últimos dias, e como algumas delas já me ligam imediatamente ao meu bebê, quero registrar aqui apenas algumas que fazem sentido agora na minha vida, porque esse blog também é pra isso: depósito de memórias afetivas

“Pode ser um lapso do tempo
e a partir desse momento acabou-se solidão

Pinga gota a gota o sentimento

Que escorrega pela veia e vai bater no coração

Quando vê já foi pro pensamento

Já mexeu na sua vida, já varreu sua razão

Acelera a asa do sorriso
Muda o colorido, vira o ponto de visão”
(Música: Se não for amor, eu cegue)

Capa do cd é uma foto do netinho do Lenine dormindo sobre seu peito, como não amar?


“Talvez pelo buraquinho, invadiu-me a casa
me acordou na cama
Tomou o meu coração e sentou
na minha mão”
(Acabou chorare, versão Arnaldo Antunes)

para dias de saudade do que ainda não veio


“A Casa é Sua”, Arnaldo Antunes
penso que vou ouvir muito essa nas vésperas de parir, rs

“Alegria, Alegria”
porque é Caetano. Fim.



Todo o dvd Música de Brinquedo, do Pato Fu – que não é só para crianças. 
Gosto muito!



Ok, eu poderia ficar aqui por horas só colocando músicas que fazem parte da minha vida e que tenho ouvido agora, mas não ia acabar tão cedo e nem ninguém teria paciência – até porque, ninguém é obrigado a ter contato com o que eu gosto. Isso não é nem 1% do que ouço, mas por enquanto tá bom; talvez eu escolha um dia da semana para arquivar uma música aqui 😉 Memória afetiva preservada para Bolota ver no futuro, e depois vou acrescentando mais. 
* “Música para ouvir” é o nome de uma música do Arnaldo Antunes (sim, sou fã e ele é figurinha carimbada aqui em casa)

8 Comentários

Arquivado em acontece comigo, amor, bolota, música, sentindo

Antes que eu me esqueça

Gente linda! Obrigado mesmo pelo carinho no post passado, viu?! Acredito que colocar os medos pra fora faz com que eles fiquem menores, ou pelo menos mais fáceis de lidar. Estou muito confiante que tudo será exatamente da maneira como tem que ser, independente do que eu tema, ou não. Vocês são muito importantes nessa minha caminhada, saibam disso.

Dito isso, deixa eu registrar umas coisas antes que eu me esqueça. Tô naquelas de criar notas mentais pra não esquecer de fazer post depois, mas vocês sabem bem como é cabeça de grávida, né?! Melhor fazer logo antes que eu me esqueça disso também, hehe.
A fome monstro que eu senti no primeiro trimestre simplesmente foi embora, assim sem mais nem menos, sem ao menos avisar ou deixar um bilhetinho. Tanto que, dia desses, fui comer na mesma proporção e quase que não cabe, haha… ou seja, descobri na prática mesmo. A quantidade diminuiu e não tem mais aquele buraco negro no lugar do estômago. Mas isso não quer dizer que agora estou comendo menos vezes. Ok, dá pra atrasar um lanche ou outro, mas pular mesmo uma refeição, nem pensar. E se eu atrasar demais, ganho um gosto muito ruim na boca, que chega a me dar náuseas (senti algo parecido quando ainda nem sabia que estava grávida). Não é nada agradável e já entendi que Bolota é bem exigente quanto à horários de comer (o que me faz pensar: e quando essa criança nascer, meu Deus? Que a deusa das Divinas Tetas me abençoe, haha). Os desejos deram uma trégua boa também.
E eu li essa semana que o paladar do bebê está começando a se formar agora, que o que eu como interfere no gosto do líquido amniótico que o baby ingere, etc, etc. Eu, sinceramente, acho o contrário. O paladar do bebê é que está interferindo no meu. Gente! Quedê vontade de comer chocolate? Não digo todos os sabores doces, é chocolate mesmo, em barra, bombom, nutella… nenhuma vontade de comer, necas de pitibiribas, hunf! 
Ontem fomos à 25 de março fazer umas comprinhas – que não eram pra mim, rs – e aproveitei pra comprar um balde/ofurô. Só tinha rosa ou azul, fico ~impressionada~ com a diversidade dessas lojas infantis, viu! Comprei azul, porque era mais clarinho, porque eu amo azul e porque achei o rosa muito frufruzento. 
Aliás, essa saída provou mesmo que o meu cansaço ficou pra trás. Andamos bastante, fomos ao Mercado Municipal, andamos mais… e eu lá, toda serelepe, rs. Só a cabeça que ficou cansada, mas isso é normal naquele lugar, né?!

E eu já tô pensando em voltar em breve. Eu mesmo quero fazer o kit higiene (que eu me recuso a comprar e nem acho assim tão necessário, mas tô animada para produções manuais, então vou arriscar, rs), umas bandeirinhas pro quarto, uns quadrinhos pro cantinho da Bolota… várias coisinhas. Quando eu começar os trabalhos, mostro tudinho aqui pra vocês 🙂

Em plenas 15 semanas, senti algo ontem que eu posso jurar que era minha Bolota animada. Foi bem levinho, algo bem sutil mesmo, mas uma delícia sem fim. Minha doula disse que sentiu a filha dela mexer mais ou menos nessa época, mas como ainda não tenho uma super confirmação, não espalhei a notícia, rs. Mas que foi gostoso, isso foi!

Ainda acho minha barriga pequena. Apesar que a vi num espelho grande ontem e até que me convenceu, rs. Mas sei lá, ainda parece que eu engordei, e não que tem uma alguém aqui morando aqui dentro.
Hoje pedi pro marido tirar uma foto mais decente pra eu postar aqui e também pra começar a registrar a barriga direito, porque tô muito lerda nessa parte. E quando vi a foto, achei que até já cresceu, sim, eu que a percebo menor, sei lá.
Enfim, vejam vocês mesmas…

15 semanas e mamãe começando a virar Bolota também, hehe

5 Comentários

Arquivado em bolota, conversando, gestante, mudanças

O (velho) novo medo

Parece que a minha cabeça estava achando tudo calmo demais por essas bandas, tudo muito tranquilo, muito parado. Então, pra movimentar um pouco os neurônios, achou por bem que já estava na hora de eu ter um medo novo. Ou melhor, é um medo bem antigo, o mesmo que me fez correr atrás de tanta informação e mergulhar nesse mundo, mas ele apareceu de roupa nova, o danadinho.

Essa semana, me peguei pensando numa coisa: pode acontecer de eu precisar de intervenções durante o trabalho de parto, não tem jeito.
Mesmo eu tendo uma super mega equipe (Casa Angela + meu plano B + a doula), preciso aceitar o fato de que algum contratempo pode acontecer, sim. Eu já tive a fase de negação, já senti  ódio mortal raiva de quem colocasse isso como probabilidade, já negociei com a realidade, agora estou em fase de depressão e rumo à aceitação*.

Sou muito exigente quanto à equipe que me assistirá. Simplesmente preciso ter confiança total de que eles não vão indicar nada sem que tenha uma real necessidade, e isso me acalma muito. E essa exigência toda se dá não só porque eu quero um parto lindo e maravilhoso (no meu ponto de vista), mas também porque eu tenho total e completa aversão à acessos venosos. Eu fico paralisada, com o braço duro mesmo, pressão à níveis quase abaixo de zero; resumindo, é um completo tormento. E não é isso que eu quero no meu parto, claro que não. Já contei aqui o relato do dia em que fui pessimamente atendida num hospital perto da minha casa, em ocasião da última crise que meu marido teve de epilepsia e, de tanto ver cenas horríveis, somado à outros fatores (fome, calor infernal, descaso e a minha sensibilidade toda), desmaiei. Foi apenas o pior atendimento que já tive na vida, bem traumático mesmo. Eu sabia que estavam fazendo procedimentos em mim que não eram necessários, mas era como se eu fosse uma coisa, muda e amorfa. Saí de lá não só com um hematoma enorme no braço (por incompetência das enfermeiras, que acabaram com a minha veia e me deixaram toda suja), mas também com o coração apertado de medo e com a certeza de que não queria passar por coisa semelhante nunca mais na minha vida. E enquanto eu estava lá, chorando e olhando pra cima o tempo todo (pra não ver meu braço), eu só pensava no que poderia fazer para driblar esse sistema horrendo na hora do meu parto. Na época, acho que eu já lia alguma coisa, de vez em quando, sobre maternidade. Mas depois dessa, o aconteceu foi: eu mergulhei de cabeça nas pesquisas e, não me lembro como, cheguei nos partos humanizados, depois naturais, depois domiciliares, ou alguma ordem próxima a essa. Me joguei nos blogs também, e como vocês devem perceber, não saí mais desse mundo – e não tenho pretensão alguma de sair.

Nesse tempo todo, aprendi que é preciso acreditar na capacidade que o nosso corpo tem de parir. Que é fisiológico, a natureza trabalha pra isso desde todo o sempre, e se somos capazes de gestar, somos perfeitamente capazes de parir também. E que é claro que existem os casos em que cesáreas e intervenções são mesmo necessárias – e ainda bem que elas existem! -, mas que pode, sim, ser da forma mais natural possível. O caminho para isso é informação, informação, informação. Empoderamento. Eu me apeguei completamente à ideia de que eu consigo ter um parto sem intervenções desnecessárias, sem ocitocina sintética, sem anestesia, sem episiotomia. Não tenho medo da dor (post sobre isso em breve); tenho medo de ser desrespeitada. Todo esse tempo, com todos os vídeos que vi, os infinitos relatos que li, as informações que busquei, fui tendo uma espécie de certeza de que eu também conseguiria. Plantei essa semente na minha cabeça e a cultivei dia após dia, até que eu me “esquecesse” que um dia foi diferente. E, com isso, me dediquei a encontrar a equipe que entendesse e abraçasse a causa junto comigo. Por isso busquei uma doula antes mesmo de achar uma obstetra. Por isso estou indo na Casa de Parto, mas com um plano B igualmente humanizado, porque não quero depender da sorte em momento algum (e ainda há possibilidade do plano B virar plano A, post sobre isso também em breve, preciso elaborar melhor).

Aliás, no post passado, eu disse justamente o quanto estou ouvindo e confiando no meu corpo, na minha natureza; o quanto estou tranquila com tudo isso, e que essa calma e essa confiança tem me feito muito bem e me colocado ainda mais em sintonia com a Bolota.
Mas num papo com a minha mãe, e depois com a doula, caiu minha ficha: e se, mesmo cercada das pessoas mais feras do planeta, eu ainda precisar de alguma invasão no meu corpo? E se, mesmo com essa confiança toda que tenho em mim, eu realmente precisar passar por algo que eu não queira? Estou fazendo o que posso para minimizar essa probabilidade, mas preciso aceitar que pode acontecer, não é? Sim, preciso. Inclusive, para não esquecer de acrescentar isso no meu Plano de Parto (como eu quero que façam, que eu preciso estar deitada, sem olhar, de preferência ouvindo música, etc). No caso, os dois papos que citei serviram apenas para fazer a minha ficha cair, ainda não verbalizei (a não ser com o Cleber, ontem) o quanto isso mexeu comigo.

O que eu sei é que o psicológico influencia muito no trabalho de parto. Que pode dar uma estagnada no processo se eu estiver bloqueando inconscientemente. Por isso, quero por pra fora todos os medos e sombras que eu sentir no caminho, pra ver se ajuda. Talvez alguns apareçam só na hora, mas se outros já estão surgindo, não sou eu que vou jogar pra debaixo do tapete e deixar pra resolver só depois, né? Mesmo não sabendo o que fazer, ainda, só o fato de eu ter consciência da existência deles já me faz querer sair da inércia.
Também sei que a confiança na equipe e no ambiente é super importante pra eu conseguir me entregar à Partolândia, e já sei que não vou relaxar se não estiver segura em quem está comigo.
Lembrando que, como bem disse a Nana aqui, não dá pra se preparar totalmente para os imprevistos, porque, huum, veja bem… são imprevistos! Haha. E eu sei que sou perfeitamente capaz de lidar com o que não estava nos planos, mãs, diante do meu quadro de terror total, vou ter que elaborar uma aceitação aqui na caixola e deixar reservado, para usar em caso de necessidade.

Meu plano é discutir esse assunto com a EO da Casa Angela, com a Betina, com a doula, comigo, com o Cleber, com Deus, com quem mais quiser ouvir meus lamentos. Se eu souber – ouvindo da boca dos profissionais como eles costumam agir, e não só lendo na internet – quais situações eu não vou poder fugir de uma intervenção, eu trabalho isso na minha mente e fecho logo esse ciclo, pra daí focar, de novo e ainda mais, no “eu quero, eu posso, eu consigo”. Vou meditar e mentalizar (muito, muito, muito) que vai dar tudo mais que certo. Amém.

Amém?

* Baseado nos Cinco Estágios do Luto, do Modelo de Elisabeth Kübler-Ross.

18 Comentários

Arquivado em assunto delicado, buscando solução, coisa chata, como lidar?, medo

BC: "O que a gravidez já mudou na minha vida?"

Dia de blogagem coletiva é sempre legal!
E eu preciso registrar que está sendo muito bom mesmo participar disso. Porque nem sempre eu sei as respostas dos temas assim na ponta da língua, ou melhor, dos dedos. Daí eu paro pra pensar um tiquinho e acaba sendo um bom exercício (também de memória, porque né?!, grávida esquece tudo, haha).

Do alto das minhas 14 semanas e tanto, acho que o que a gravidez já mudou na minha vida foi a questão de ouvir mais meu próprio corpo. Tanto no sentido mais literal, descansando quando ele pede, comendo e tomando água quando ele avisa, indo mais rápido quando vejo que dá (ai como eu sou obediente, rs), quanto no sentido mais subjetivo, de confiar mesmo.
No comecinho, antes de fazer qualquer exame ou sequer ir à primeira consulta pré-natal, eu tinha algum medo. Medo de perder o bebê, medo de ser ovo cego, medo – veja só – de nem estar grávida. Apesar de já ter contado logo de cara pra todo mundo (a família estava em êxtase!), parece que eu não queria fazer festa a todo momento, com medo de acordar de um sonho, sabem? Eu tinha medo de dar “tudo errado” (e era um medo mesmo, não um receio leve) #dramamodeon
Fiz o primeiro ultrassom e, ao invés de confirmar que eu estaria de 6 semanas (de acordo com a DUM),   constatou-se que eu estava na semana 4! Não entendi lhufas (não da parte de ter ovulado mais tarde, só uma confusão momentânea mesmo) e até fiquei meio chateada, confusa. A confirmação que eu queria, ouvir o som do coraçãozinho batendo forte, não veio, na tela eu só vi o saco gestacional (e aí eu passei a chamar o bebê de Bolota, own!). Foi uma sensação estranha, de voltar no tempo e ter que viver tudo de novo: mais duas longas semanas pra chegar onde eu achava que já estava. O médico que fez o exame disse pra eu voltar dali duas semanas, pra ver a evolução e tal.

Depois de aceitar que tinha voltado duas casas no jogo, me atentei para uma coisa linda, acompanhem só: eu descobri a gravidez num domingo à noite, certo? E fiz o primeiro ultrassom na quinta-feira da semana seguinte, não da mesma em que descobri a novidade; ou seja, quase duas semanas de espera. Se no dia do ultrassom eu estava de 4 semanas, então descobri o positivo com 3 semanas (com alguns dias percentuais, para mais, ou para menos)!! Super cedo, na opinião geral do povo aqui de casa. Isso não é lindo demais da conta, uai?
E se levarmos em conta que eu já tinha uns “sintomas” e um pressentimento forte ainda antes disso, praticamente podemos dizer que meu corpo já me mandava sinais de que tinha um morador novo aqui desde que Bolota fez sua primeira multiplicação celular, haha. E se não é pra confiar com uma dessas, então não sei quando vai ser…

Com isso, passei a acreditar mesmo no meu corpo, no meu feeling, no poder natural mesmo que possuímos.
Depois, quando aconteceu aquele pouquinho de sangramento, eu queria muito, sim, ir ao médico. Mas confesso que, no fundo, estava até tranquila (em termos). Eu queria saber o porquê daquilo, claro, mas parece que já sentia que estava tudo bem com a minha Bolota, que ela é forte e bem saudável, e que está no lugar mais seguro que há. E que esse lugar sou eu, ou seja, algum poder o meu corpo possui pra dar conta do recado, né?! 😉 Eita, natureza linda, essa em que estamos inseridas.
Tanto que, depois que fiz o ultrassom que me confirmou 10 semanas (e foi ótimo, porque ainda não tinha ouvido o coraçãozinho, não quis voltar pra refazer o ultra com 6 semanas, estava deixando rolar, já no pensamento de acreditar mais em mim), tive sangramentos bem pequenos mais umas 2 ou 3 vezes, mas realmente não me preocupei em nada com eles. Eu apenas sabia que devia ter passado da conta no stress e cuidava mais de nós.

Agora, meu próximo encontro com baby pela telinha será só no finzinho de agosto, no morfológico do 2º trimestre. Dá uma saudadezinha de ver tudo ali em tempo real? Sim, claro! Mas eu sei que está tudo bem, aprendemos a nos conectar de outra maneira agora. Meu corpo vai me avisando sobre o que tem que ser feito e eu escolhi acreditar piamente nele.

13 Comentários

Arquivado em acontece comigo, blogagem coletiva, corpo, mudanças

Quarto compartilhado

Tô doida pra começar as mudanças no quarto, preparar o cantinho da Bolota… mas vou ter que esperar mais uns meses, porque a mudança de cenário vai ser grande, e só vamos realizá-la lá pra outubro ou novembro. Explico:

Antes mesmo de engravidar eu já tinha tomado uma decisão: não comprar berço pro bebê.
Dentro de tantas e tantas viagens na blogosfera, acabei cruzando com o quarto montessoriano e super me identifiquei. Um espaço realmente para a criança, em sua totalidade, e não para a comodidade do adulto.

Foto daqui

Na verdade, quando eu vejo berços em lojas, em fotos, em outras casas, acho lindo demais da conta, não tem jeito. É o cenário que está implantado na nossa mente, desde sempre. Mas pensando no dia-a-dia, comecei a não gostar muito da ideia. Detesto a ideia de “tem que ensinar o bebê a dormir no berço” e coisas afim. E, ao que tudo indica, bebês odeiam berços, haha. Sem contar que é um móvel caro, ninguém merece (o povo acha que só porque vamos ter um filho, estamos nadando em dinheiro, só pode), mesmo aqueles que viram caminhas depois, podendo ser usados por muito mais tempo… não sei, não conseguia pensar em um pro meu baby. E apesar da maioria dos quartos montessorianos que eu vejo serem de crianças de uns 2 anos ou mais, não fazia sentido algum comprar um berço já sabendo que iria me desfazer dele dali pouco tempo. Sem chance. Baby iria pro chão desde que nascesse e pronto.

Por outro lado, Bolota não terá, à princípio, um quarto inteiro pra chamar de seu. Moramos com meus pais, como vocês já sabem, e não tem um quarto disponível só pro baby aqui. Mesmo que tivesse, mesmo que fosse uma casa só minha e do marido, dormiríamos no mesmo quarto num primeiro momento, até pra facilitar a amamentação noturna. Entretanto, não acho que vai rolar cama compartilhada também, pelo menos não tão cedo. Porque o Cleber é bem espaçoso à noite, e precisa muito dormir bem, ainda mais por causa da epilepsia (que está controlada, amém!). Também não temos uma king size, e acho importante termos um bom espaço pra dormir, porque é uma coisa é gostar de dormir juntinho, outra é não ter opção, rs.

Minha dúvida, antes, era: mas se eu não quero berço, não vai rolar cama compartilhada e não tem espaço para um quarto montessoriano inteiro só pro bebê, como faz?
A resposta é muito simples, caras amigas: vamos todos dormir no chão!
Se tivesse um quarto a mais, aqui ou em outro lugar, faríamos um assim desde cedo, bem completo. Mas não temos, então vamos ter que adaptar tudo.

O primeiro impasse foi que eu não queria me desfazer da minha cama, que é nova e está em ótimo estado. E ela é box, sem chance de fazer com que ela chegasse ao nível do chão. Mas jamais, em hipótese alguma, eu dormiria lá no alto e meu bebê lá no baixo, no mesmo ambiente, não me sentiria bem assim. Depois de pensar em várias alternativas, vários planos mirabolantes, pensamos numa coisa bem mais simples: vamos trocar de cama com o meus pais! Às vezes, a resposta tá bem mais perto do que esperamos. A ideia, inclusive, veio da minha mãe – que no começo ficou meio em dúvida com essa ideia, achando que seria mais difícil eu, de barriga gigante e recém parida, dormindo no chão, mas agora já curte a ideia. Eles têm uma cama daquelas “tradicionais”, com cabeceira, etc. Vamos passar a nossa box pra eles, desmontar a deles, guardar a cabeceira e os pés e ficar só com o colchão e com o estrado. Êêê, todascomemora essa solução genial.
Mas e a cama da Bolota? Eu não queria um colchão direto no chão, porque fica mofado embaixo. Também não daria muito certo colocar sobre um tapete, porque a mamãe aqui é super alérgica. Pensamos em fazer um estrado de pallets ou mandar fazer uma base bem baixinha no marceneiro. Depois, navegando na internet (como sempre), cruzei com uma caminha infantil e fiquei apaixonada. Olha ela aí:

 Foto daqui

Atendia as minhas expectativas de ser baixíssima, mas não ficar diretamente no chão. E vai ficar mais ou menos na mesma altura que nós.
Ontem marido e eu fomos à Tok Stok ver a bendita ao vivo e à cores. Vai que era bem diferente do que eu imaginava, né?! Primeiramente, preciso dizer que adoro ir passear nessas lojas, mesmo não comprando um item sequer, haha. Era tanto quartinho infantil lindo que eu quase pirei, rs. Claro que tem uns bem forçados pro meu gosto, mas são tão pequeninos, os detalhes tão fofos…
Enfim! Acabei vendo mais umas duas caminhas que gostei também. Não têm essa “proteção” aí do lado, mas são lindas. Ao vivo é bem melhor que no site, nem se compara. Mas essa aí de cima, por enquanto, continua sendo a preferida.
Não vamos ficar como se fosse uma big cama, os espaços do baby e o nosso vão estar bem traçados – o que não impede que Bolota fique do nosso lado no meio da madruga, haha – mas acho que vai ficar bom de todo jeito.
Vamos pintar as paredes; na verdade, acasa toda, pra ficar novinha pra chegada do novo morador. O nosso armário dará lugar à outro, um pouco menor; e vamos comprar um pequenino, de duas portas, só pro baby. E na parede em que ficar a mini cama, vou fazer uns enfeites, uns móbiles, umas coisinhas decorativas só pra Bolota. Será o cantinho dela ^^

É isso!
Por enquanto apenas imaginando como ficará tudo daqui uns meses. E preciso decidir mesmo quais enfeites vou fazer, pra comprar os materiais e começar os trabalhos.

Estava aqui fazendo o post e pensando: mais fácil seria só comprar uma cama de solteiro e fazer uma extensão da minha. Mas pra quê simplificar quando podemos inovar os conceitos, não é mesmo? rs 😉
Não vejo a hora de mudar tudo!

17 Comentários

Arquivado em ajustando a vida, ansiedade, buscando solução, escolhas, quarto, quarto montessoriano, solução

A presença que eu sinto

Tenho me sentido muito próxima à Bolota. Mais do que nunca, eu acho.
É que eu ando sentindo muita coisa. Eu já sinto há muito tempo, na verdade, mas agora tá diferente. Passei a vida toda querendo decifrar umas coisas minhas, que me aconteceram bem lá atrás e que determinam muito quem eu sou hoje, de uma forma muito forte. Sempre tentei, mas nunca conseguia chegar aonde eu sabia que estava a resposta. Era como andar constantemente, mudar as rotas, refazer caminhos, quase chegar. Mas em algum momento eu me cansava ou me distraía, e parava. Depois tinha que recomeçar, e assim por diante. Até que eu engravidei. Foi como se, junto com o bebê, eu ganhasse uma percepção nova sobre coisas antigas. Eu sabia que mudaria, só não sabia que seria tanto, nem tão rápido.
Estou indo fundo em mim.
Eu achava que já estava começando esse caminho quando iniciei minhas leituras sobre maternidade ativa – e realmente estava, não posso negar -, mas só agora estou conseguindo acessar os lugares que eu não conseguia chegar antes. E eu preciso falar: tá sendo foda (não achei uma palavra equivalente, desculpem). Tanto no sentido de muito bom, quanto no sentido de muito difícil. Eu estou diante de uma porta e preciso abri-la. Estou tentando, mas ainda não consegui. Acho que sei como fazer, mas já entendi que algumas vezes é preciso mais do que saber o que fazer. Mas vou conseguir, e depois conto como foi.

O fato é que, se eu estou indo fundo em mim, no caminho eu cruzo sempre com a minha Bolotita. Neste momento, ela faz parte de um processo muito importante na minha vida. Não que eu esteja depositando num mini bebê a responsabilidade ou uma carga que ele não é capaz de carregar. Nada disso. É da certeza de um amor que eu estou falando. Se ela está em mim, literalmente, não tem como eu me conectar comigo e não me conectar com ela também. É inevitável.

E aí são duas coisas diferentes, mas igualmente intensas. Eu me descubro cada dia um pouquinho mais, e a sinto cada dia mais, também.
Temos tido momentos só nossos. Seja no banho, quando conversamos muito; ou quando coloco uma (sempre mais de uma, na verdade) música especialmente pra nós. Aliás, isso tem se tornado uma rotina muito agradável.
Sempre a incluo no que estou fazendo. Quando acordo mais cedo, com fome, viro pro marido e falo “amor, vamos levantar, a Bolota tá com fome”. Ou ao contrário, se quero dormir mais, digo que ela ainda não acordou. Reparei que não como mais chocolate nem muito doce como antes, acho o gosto mais doce do que eu posso suportar, e gosto de dizer que parece que a Bolota está puxando o pai, que não come chocolate quase nunca. Entre outras tantas coisas que gosto de inclui-la. É muito espontâneo, e tem sido bem divertido também.
E uma coisa muito louca no meio disso tudo que anda acontecendo: eu a sinto mesmo, aqui comigo. De uma forma bem mais ampla do que só sentir que tem alguém dentro da minha barriga. Acho que vocês entendem. Tenho sempre a sensação de tê-la no meu colo, ou perto de mim. Sempre. Já me peguei pensando – e acho que pra vocês posso dizer que até vejo a cena – várias vezes no pequeno bebê que estará aqui do lado de fora, em breve. Eu fecho os olhos e vejo. Uma pessoinha tão pequena a princípio, mas que eu respeito tanto, quero tanto, amo tanto. E aí é que eu chego a sentir o peso do seu corpinho no meu colo, de verdade. É tão real que até me arrepio quando penso nisso. Uma intensidade que eu ainda não havia experimentado. E como mãe é bicho bobo que só, sempre me emociono muito também. Várias vezes isso acontece, e em todas eu me surpreendo com a força desse sentimento. E sempre preciso agradecer a Deus por me permitir sentir tanto.

É… eu disse que estava indo fundo.
E daqui a pouco mudo o nome do blog pra “Travessia Materna”, porque é a palavra que chega mais perto do que ando vivendo.

Eu tô indo…
Foto: Arquivo pessoal
clicada pelo meu marido, em janeiro, lá em Aracaju.

ps: esse post faz parte da minha tentativa de abrir a porta que está prostrada na minha frente. 
Talvez surjam mais posts assim, ainda não sei. Só o que sei é que eu preciso escrever – e está sendo aqui porque me sinto muito à vontade com vocês. 

15 Comentários

Arquivado em acontece comigo, amor, autoconhecimento, bolota, filosofando, insight, sentimento, sentindo

BC: "Como foi a suspeita e a descoberta da gravidez?"

Hoje é dia de blogagem coletiva, ieba!

Em janeiro desse ano, parei de usar meu anticoncepcional, que era um adesivo transdérmico
Desde o ano passado, sentia uma vontade imensa de começar as tentativas, mas sabia que não era a melhor hora ainda.  Janeiro também não era a hora ideal, mas não aguentei, eu simplesmente sabia que tinha que parar logo. Usei todos os três adesivos, que acabaram lá pro meio do mês, eu acho, e não coloquei mais. Em fevereiro, fui à médica que eu queria muito que me acompanhasse na gestação e parto. Fiz um papa, estava ótimo e fiquei de voltar quando recebesse o positivo.
Só que, conversando melhor com marido, vimos que seria melhor se esperássemos ainda mais um pouco, até maio, talvez, para começarmos a tentar efetivamente. Voltar pro adesivo eu não iria, até porque meus ciclos deram uma bagunçada básica, não queria me frustrar com isso de novo, nem confundir meu organismo. Ficamos usando camisinha todo esse tempo.

Minha última menstruação veio no fim de março. Depois disso, conversamos de novo, eu não queria esperar até maio. “Ninguém garante que vou engravidar de primeira, amor, vamos parar com a camisinha logo, pra eu não ficar tão ansiosa”, foi o que eu disse pra ele. Ele concordou, mas disse que tinha chances de eu engravidar de primeira, sim!  Pois bem.

Liberamos geral, mas eu não controlei nada. Meus ciclos estavam em mais de 30 dias, nem sabia direito que dia era fértil ou não, nem procurei saber. Não medi temperatura, não verifiquei muco, não fiz absolutamente nada além do que tem que ser feito, haha.
Em meados de abril, teve uma festa de despedida de um amigo meu, que estava indo passar uma temporada na Austrália. Minha amiga e eu fizemos brigadeiro para a ocasião. E quando eu comi um pouquinho de leite condensado, simplesmente senti gosto de QUEIJO, e não comi mais, nem na festa! Na hora acendeu uma luzinha na minha cabeça ” Bebê a bordo”, mas estava muito cedo pra fazer um exame. Na verdade, pelas contas, eu deveria estar grávida de 1 semana, ou até menos, rs. Depois disso, segui a vida normal, mas tinha aquela sensação de ter sido mesmo.
Uma semana depois, comecei a sentir uma espécie de sensação no corpo, aqui perto do estômago, que eu nunca tinha sentido antes. Veja, não era no útero ou no baixo ventre, não tinha na da a ver; era em cima mesmo, abaixo do peito. É muito confuso tentar explicar isso. Sabe sensação de frio na barriga e borboletas no estômago? Uma mistura das duas coisas. Eu sabia que não era uma coisa física, mas um sentimento. Muito real. Depois, percebi que era um pressentimento bom, novo. Só o que eu podia fazer era esperar.
(mais sobre o que eu senti antes aqui).

No dia 28 de abril, um domingo, eu não aguentei e fiz o teste que tinha comprado na quinta-feira. Eu sentia uma fome descomunal, salivava muito à noite, que só passava com água gelada. E uma vontade doida de comer canjica às 21:00. Alguma coisa estava acontecendo, isso era fato.
Fiz o teste à noite, porque pra quê esperar a primeira urina do dia quando a gente já tem certeza, né?
Poucos minutos depois, estava lá a segunda listrinha, não muito forte, mas o suficiente pra eu saber que era a minha Bolota. Fiquei tão feliz e emocionada que fiquei muda, haha. Saí do banheiro, mostrei o teste pro marido. Nos abraçamos, curtimos aquele momento intenso. A gente se olhava e sabia que a partir dali nossa vida iria mudar. Na segunda de manhã, fiz mais um teste, só pra confirmar mesmo. À tarde, a notícia começou a se espalhar. Foi tudo muito rápido. E muito gostoso também. Receber carinho da família é sempre bom, mas nessa hora parece que é ainda melhor, rs.

Minha DUM não serve como referência para contar as semanas, porque engravidei depois mesmo; realmente meus ciclos estavam doidões. Mas o que importa é que Bolota tá aqui, tá bem e tá crescendo!

E foi isso! Agora é só alegria!

ps: quem é mesmo que vai falar o próximo tema? tô muito perdida no tempo e em todo o resto, rs; muitos beijos pra quem souber e me avisar 😛

14 Comentários

Arquivado em blogagem coletiva, comecinho, confirmação, felicidade, positivo