Arquivo do mês: dezembro 2013

Então é Natal . . .

Então eu sumi, né gente? Muito batido essa coisa de dizer que a culpa é da correria do final do ano… mas é a mais pura verdade. Acabei me desligando um pouco da internet porque o ritmo aqui desse lado estava bem intenso.

O fato é que eu adoro esse clima de Natal. Adoro as luzes na cidade e na minha árvore de natal. Adoro essa sensação de recomeço, de família junta, de confraternização entre quem a gente gosta, de férias, entre tantas outras coisas. A Dani escreveu um texto ótimo, dizendo que não acha legal deixar tudo pro outro ano, que sempre pode ser tempo de começar algo novo (entre outras coisas), e eu concordo super com ela! Começo e termino coisas o tempo todo, quando eu bem quero, ou não. Mesmo assim gosto muito do final do ano, da sensação de ter mais um ano todo em branco pela frente, pronto para ser pintado com as cores que eu quiser e que a vida me trouxer.

Eu cresci no interior de Minas Gerais e, numa fase bem difícil da nossa vida, as vacas não eram magras, eram anoréxicas! Meus pais cresceram na roça, literalmente, lá no meio do mato. Somos de origem simples mesmo. E, como já deu pra perceber por aqui, somos bem família. Então, pra nós, Natal significa exatamente isso: família junta. Ceia, sim, simples ou mais farta, família reunida, orações, abraços e, no fim, troca de presentes. Lá na minha infância, quando as coisas eram mais difíceis, meus pais conseguiram, não sei como, não deixar que meu irmão e eu sofrêssemos ou achássemos o fim da picada toda falta de grana. Tudo era simples, mas pra gente era normal ser daquele jeito. Não que a gente tivesse a ilusão de que dinheiro nascia em árvore, de uma certa forma eles deixavam claro que não era uma boa hora, mas o que eles valorizavam não era isso. Valores, não coisas. Se a gente ia a pé ao supermercado, era porque era legal, não porque não tinha verba pra passagem de todo mundo (nossa, são tantas histórias que ficaram gravadas pra mim como uma lembrança boa, não como um martírio, qualquer dia eu conto mais disso). Nós sabíamos que não dava pra ter tudo, e pra ser bem sincera, o consumo não era uma coisa presente no meu cotidiano, eu não ficava pedindo coisas freneticamente. Sim, a minha infância foi preservada e acho meus pais foda por isso (me refiro ao ano todo, não só ao natal).
Somos todos católicos (apesar de hoje eu ter uma relação muito particular com Deus), então sempre soube do porquê dessa comemoração, nunca foi coisa de papai noel e presentes. Eu sabia que tinha papai noel e essa lenda toda, mas não era o foco. Como bem disse minha mãe ontem quando relembrávamos isso: “você nunca deu muita bola pro papai noel” e acho que justamente pelo jeito que eles conduziram tudo. Não tinha essa coisa de se comportar pra ganhar presente, nunca teve. Não consigo me lembrar se em todos os natais eu ganhei presente, mas em todos estávamos juntos, vezes na família materna, vezes na paterna. Dos presentes que eu me lembro, só os abríamos exatamente no dia 25 de manhã. E era um presente só, nada de excessos. Hoje, que ficamos todos acordados até altas horas, é um pouco diferente, a troca acontece na noite do dia 24, mas só nesse dia, nunca antes (assim como até hoje eu só como ovo de páscoa no domingo de páscoa, nunca antes!! Não abro de jeito nenhum!) – e sempre depois que já rolou oração, ceia, conversas, risadas, enfim, o que realmente interessa (e hoje, se ganho mais de um presente é porque vêm de pessoas diferentes). O espírito natalino continua vivo em nós!

Mas por que eu tô contando tudo isso? Porque o que eu estive fazendo enquanto me ausentei, basicamente, foi comprando e embalando presentes. Muitos! Se eu chegasse aqui e escrevesse só isso não ia caber no contexto, não ia fazer sentido pro que vivemos desde sempre, partindo do pressuposto que eu moro na cidade mais consumista do país, em que o sentido de muita coisa já se perdeu em meio a tantos pacotes, ainda mais para as crianças. É tanto consumismo nessa época do ano que eu até me assusto. Mentira, eu me assusto o ano todo. Eu estava ali no meio em muitos momentos, vi de perto a loucura que é, mas tão em outra vibe, tão em conexão com as minhas origens, com o que eu cresci aprendendo, que não fui contaminada, ainda bem!

Estamos indo hoje (daqui a pouco, pra ser exata) viajar pra Minas, pra cidade onde a minha família materna mora. Meus parentes daqui, do lado paterno, também estão indo, porque temos uma rocinha lá (onde meu pai nasceu e cresceu, como eu disse ali em cima). Ou seja, vai ser um Natal animado, cheio de gente e de casas para visitar, de saudade pra apaziguar e de histórias pra contar depois. Para os sobrinhos que ainda são crianças, minha mãe sempre leva uma lembrancinha. Fomos à 25 de março comprar e, pasmem!, nem estava tão cheia assim (mas foi mais no início do mês). Pechinchamos um monte e deu pra levar tudo à vista e sem dar valor às vitrines e “modas” de itens caríssimos, nem personagens (detesto brinquedos de personagens). Como faz tempo que não vamos lá (não conseguimos ir esse ano nem uma vez, muito ruim), acabou que deu pra comprar também algum mimo para alguns adultos. Providenciamos papel de presente e embalei um por um, o que foi uma delícia, quase uma terapia, pra ser bem sincera. Antes do Ano Novo meus pais vão continuar a viagem até Aracaju, passar uns dias com meu irmão e sua família. Gente, foi tão gostoso escolher uma lembrancinha pra cada um, pensar no que cada um gosta! Eu adoro presentear, quando posso, mais pela escolha, pelo processo, do que pelo valor monetário em si. E quando já estava quase tudo prontinho, embalado, com nome, minha vó paterna (que já está lá na roça) liga e nos dá mais uma incumbência. Tem uma “vizinha” lá que tem, nada mais, nada menos, do que 9 filhos (o mais velho com 17 e a mais nova com 1 ano) e ainda cria mais dois sobrinhos, cujo a mãe foi embora e os deixou pra trás. 11 crianças crescendo na roça, assim como na época dos meus pais, super simples e humildes. Minha vó ligou pedindo pra gente comprar “uma coisinha” pra eles, pois nunca ganharam presentes de Natal (nem sei se em outra época). Nas palavras dela, podia ser só umas caixas de bombom, pra gente dividir entre eles quando chegássemos lá, nem era pra ser uma pra cada um. Quisemos fazer um pouquinho mais e ligamos perguntando nome e idade de cada um. Depois, minha mãe e eu íamos pensando, juntas, o que achávamos que eles gostariam de ganhar. Tudo simples, mas bem bonitinho, pensado neles mesmo. Meus dotes para empacotadora de presentes foram utilizados de novo e embalei tudinho com muito carinho.

E agora já está tudo pronto! Pra não dizer que foi tudo lindo, divino e maravilhoso, aconteceram algumas coisas, vindas de algumas pessoas, que me deixaram bem nervosa, estressada mesmo. Tô (ainda mais) sensível, choro à toa. Mas como eu estava ocupada embalando carinho e amor, e ainda cuidando do meu filhote, que não para de crescer, nem dei muita confiança, porque não vale a pena. Nessa última semana minha mãe já estava de férias e foi muito gostoso tê-la comigo, em tempo integral, nos últimos preparativos. Conversamos um monte, rimos um monte. É disso que eu me lembro quando penso nessas últimas semanas: conversas, risadas, descobertas, cumplicidade, amor, carinho, fortalecimento de vínculos, troca. Ou seja, seria muito mais correto eu afirmar que foi isso que me afastou da internet nesses últimos dias, não os presentes. Até aprendi outras coisas (parte do que me irritou), com pessoas que têm discursos floreados sobre esse clima todo, mas que na real são vazios, na prática só agridem verbalmente os outros.
Quis contar por esse ponto de vista dessa vez, porque foi a primeira vez na vida que compramos tanta coisa (mas não é exagero, é um presente só pra cada pessoa, e ainda ficou muita gente de fora). Mesmo assim, não nos sentimos parte do natal dos pacotes, tudo isso aqui dentro das sacolas são só um mero detalhe (e na parte prática, não tem nada que nos endividou ou que custou um carro). Está valendo a pena. Pacotes são só consequência, não o que realmente importa. Tudo que está em volta disso e tudo que acontece até chegar o momento de abri-los, vale infinitamente mais do que qualquer coisa. Na vida, não só no Natal.
Esse assunto rende tanto, isso aqui é só um resumo do resumo, queria escrever muito mais sobre muitas coisas que permeiam essa data, do meu ponto de vista, porque realmente muita coisa me irritou e muita coisa me conquistou, mas as malas já estão aqui na sala e precisamos sair.

Em tempo: com 9 semanas eu fiz um ultrassom e vi meu pinguinho de gente, todo serelepe se remexendo dentro da mamãe, com batimentos cardíacos a 174 por minuto. Vovó estava junto e se derreteu! Gente, pensem numa mãe completamente apaixonada? Eu. Nesse deu 9 semanas e 2 dias, ou seja, hoje eu estaria com 10 semanas e 2 dias, mas ainda conto pelo primeiro ultra, então hoje é o dia que completamos 10 semanas. De qualquer forma, estamos aqui crescendo e ficando fortes juntinhos. Meus exames deram tudo ok, tirando uma leve alteração na bactéria da listeriose, que é contraída principalmente através de laticínios não pasteurizados (depois escrevo mais sobre isso aqui, é bom saber sobre). Porra, fiquei arrasada!! Sou super chata com comida, não como nada de origem estranha, ou em locais em que não confio! Agora, então, tô quase neurótica. Mas a médica disse que está leve, que eu não preciso me preocupar, pois não está acima do que causa danos ao baby, tá leve, e já estou tomando remédio. De resto, tudo lindo, amém! Enjoos ainda aparecem, ainda mais se fico nervosa (hoje vomitei pela primeira vez). Muito sono, principalmente à tarde. E barriga crescendo (vou ficar devendo foto dessa vez)! Estou bem disposta, apesar da correria.

Quero desejar a todo mundo um Natal cheio de luz e de abraços verdadeiros e um Ano Novo com muitos bebês e recheado de amor! Estaremos juntos ano que vem, se Deus quiser, com muita história boa pra contar. Quero escrever um texto sobre esse ano, tudo que ganhei com ele, apesar dos momentos de tormenta, não sei se aqui ou no outro blog, mas talvez ele só venha ano que vem, porque meu acesso à internet vai ficar limitado nos próximos dias. Por isso já estou desejando meus melhores votos a cada um de vocês que vem aqui, que estiveram comigo em todos os momentos, e que ainda têm paciência de ler meus mega textos (rs).

Abraço de urso em cada uma!
E até ano que vem!

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8 semanas

E então sexta-feira completei 8 semanas.
Pra já abrir com chave de ouro #soquenao, resolvi que aquele era um bom dia para realizar todos os infinitos exames de sangue que a médica havia passado. Eu já contei aqui que a médica havia proposto que eu fizesse uns exames investigativos e eu topei. Só não contei que, ao todo, contando os exames já do pré-natal AND investigativos eram 27 exames. Vin-te-e-se-te. Meu convênio encrencou com 3 e só fiz 24 (ainda bem que só 1 era dos especiais, os outros 2 eu já tinha feito da outra vez, depois pego outra guai com a médica). Mesmo assim, minha gente, 24 tipos diferentes de exame de sangue não é brincadeira, não (e sim, só contei quantos eram depois que tudo passou, ainda bem). Como sempre, marido entrou comigo e pedi pra colher deitada. Coloquei o fone (a enfermeira achou genial, haha), estiquei o braço, olhei pro outro lado e comecei a cantarolar, concentrada em me manter distante.
A música acabou, o exame não. Aí eu me toquei que a coisa era séria, porque nunca dura tudo isso. Mais metade da outra música, aí acabou – ou seja, foi uns 5 minutos diretão. Mas o Cleber teve que ficar pressionando meu braço por eternos 2 cronometrados minutos e eu não podia mexer o braço, por mais não sei quanto tempo. Ok, eu estava mesmo meio tonta, tudo que eu queria era ficar deitada. Nos deixaram sozinhos no quarto e fui melhorando. Lentamente me levantei e fui fazer o desjejum, pra depois ainda colher urina.
Posso falar? Tudo que eu queria naquela hora era a minha mãe. Mas, como não dava, fui pra casa da minha prima e passei o dia lá. Só que eu ainda estava meio lenta, meio zonza, fraca e nem consegui me alimentar do jeito que deveria, mas à noite o Cleber preparou uma janta delícia.
À tarde, minha prima saiu e fiquei sozinha lá na casa dela. Ainda estava me sentindo fraca.
De repente, comecei a pensar que, se eu estava mal daquele jeito era porque o bebê não estava bem, porque (vai vendo a neura), como eu já disse outras vezes, a gestação me deixa mais forte pra essas coisas e eu passo por elas com menos “traumas”. Liguei pro Cleber e desabafei minha maluquice meu medo. Aí ele disse:
– Amor, foi um exame mais demorado, você tirou muito sangue.
– Ah é, né, amor? Pensando assim, eu até que fui forte, porque nem deu sensação de desmaio e depois ainda consegui descer bem as escadas do laboratório.
– Pois é, claro que você foi forte.
– Mas eu ainda tenho medo.
– Amor, deixa eu te contar, porque você não viu: a enfermeira tirou OITO ampolas de sangue. Quatro daquelas grandes e quatro das de tamanho normal. Depois ela orientou que você não mexesse o braço e eu tinha mesmo que pressionar, porque senão ia vazar tudo; e a agulha foi maior também. Foi sério.
– Ah, então eu tô ótima, sou muito forte, a maioral, super hiper mãezona
hahahaha

Só que no sábado eu ainda não estava 100%, provavelmente porque precisava comer mais (sim, não me matem, isso já estava sendo resolvido) e, à tarde, tive uma diarreia. Fui a banheiro, comecei a sentir um calor, minha barriga começou a doer muito. Na hora me veio na cabeça só uma coisa: fudeu, tá acontecendo de novo. Fiquei arrasada, achando que tava perdendo o baby, que tinha dado tudo errado. Demorou pra eu voltar a mim e perceber que tinha sido só pela diarreia mesmo. Domingo eu ainda estava neurótica, querendo ir ao médico. Só que não fui porque pronto socorro em fim de semana é triste, e como não tive sangramento em nenhum momento, nem nada mais, fiquei por aqui mesmo.

Decidi que vou fazer um ultra antes de viajar (vou viajar pras festas de fim de ano na semana que vem), só pra ir desencanada e tranquila mesmo. Só o fato de não ter ido hoje mesmo fazer já indica que estou mais tranquila. Realmente, acordei bem melhor – tirando os gases que resolveram dar às caras.

Barriga segue crescendo aos pouquinhos, mas ainda não tá completamente dura, acho que é normal.
Enjoos melhoraram consideravelmente. Ainda tem sonolência. Meu cabelo tem oscilado entre muito vassoura ou muito comercial de shampoo. Sem fome exagerada.

Ah, os resultados dos exames já começaram a sair, aos poucos, e até onde eu vi, está tudo bem, graças a Deus. Quando souber de tudo, volto pra contar. E conto sobre o ultra também.

Por enquanto, é isso. Rumo a mais uma semana. Que seja mais tranquila do que o meu fim de semana 🙂

juro, às vezes parece estar menor, mas o baby é aparecido pra foto, só pode. 

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Pra gente se desprender

Eu preciso escrever um post sobre o livro O Poder do Discurso Materno, da Laura Gutman, me lembrem. Mas antes vou falar de outra coisa. Que é pra deixar registrado e seguir adiante, do jeito que tem que ser.

Logo que eu me descobri grávida, senti muita vontade de não contar pra ninguém, como disse aqui. Não era exatamente um casulo, vontade de ficar isolada. Só de me manter em silêncio sobre isso, guardar esse segredo pra mim. Como se eu sentisse que o bebê precisasse desse tempo sem muitas energias voltadas pra ele. Mas, aos poucos, comecei a perceber que eu também estava com medo (o que não anula o outro sentimento que acabei de comentar, eles coexistiam, apenas). Medo de dar errado. Medo de me jogar e quebrar a cabeça no asfalto. Medo de me entregar. Eu estava curtindo os sintomas e as mudanças todas, mas ainda não era uma coisa total, confesso. Os enjoos iam se intensificando – porque sim, muitas vezes o enjoo tem fundo emocional. Foi o jeito do meu corpo me dizer que estava sendo diferente dessa vez (pelo menos agora no começo, eu ainda não ouso dizer que vai ser tudo lindo), que estava tudo bem lá dentro. Coincidentemente, depois da minha consulta com a Cátia, os enjoos diminuíram 90%, acho que agora é só sintoma normal mesmo, rs.

Mas enfim. Como comentei no post sobre as primeiras semanas, estava meio chorona. Daí comecei a achar que tanto choro só podia ser por isso também, mais uma face do medo. Nem era tanto, eu realmente estou mais sensível, mas normal, eu choro fácil mesmo. Mas enfim, coloquei na cabeça que estava demais, me incomodei. Como eu sempre disse: não queria transferir para esta gestação os receios da outra.

Certo dia, no banho, minha ficha caiu. Eu ainda pensava constantemente na bolota. (Aliás, lembram desse post? Eu já sabia que estava grávida nesse dia). Eu ainda me prendia a ela. E sabe o que eu fiz? Comecei a conversar com ela (acho que nunca contei aqui com todas as letras, mas apesar de não termos ficado sabendo o sexo do bebê, tínhamos uma clara sensação de ser uma menina). Falei que a amo muito, e sempre vai ser assim. Que o lugar que ela ocupa em mim, aqui dentro do peito, não vai ser de mais ninguém, é um quarto na casa só dela. Que eu estava com um pouquinho de medo, mas que eu precisava me libertar para viver essa nova etapa da minha vida – e ela a dela, seja lá onde estiver. Que ela podia ir, porque eu também estava indo. Era a hora. E que não ficasse com medo também, pois daria tudo certo. Seremos sempre uma da outra, mas agora de uma forma diferente, como diz a música num outro nível de vínculo. E tudo bem ser diferente. Que tinha uma outra vida dentro de mim, e que eu amo as duas, mas que eu precisava me dedicar um pouquinho à essa, agora. Essa vida que está crescendo aqui, irmx dela, precisa do meu amor tanto quanto ela precisou, até falei que não precisava de ciúmes, rs – e é bem estranho, mas eu sinto que são pessoas completamente diferentes, ou seja, são amores diferentes, exclusivos.
Conversei, expliquei, chorei. E aos poucos foi mesmo passando. Como se eu tivesse nos libertado do que quer que estivesse nos prendendo uma à outra. Ficou o amor, mas se foi uma espécie de peso que ainda existia.

E aí segui em frente. Acho que já faz uns 15 ou 20 dias, mais ou menos.
Ainda um dia de cada vez, mas realmente o que eu sentia antes, no comecinho, não sinto mais.

E ontem, escutando o novo disco do Jeneci, prestei atenção na letra de uma música. Eu estava pensando em outra coisa, então a princípio nem me liguei com nada. Mas a música me pegou, a melodia é divina. Ouvi de novo. E comecei a chorar. É muito o que aconteceu e que eu acabei de contar aqui. Então resolvi escrever esse post, pra registrar tudo, deixar a letra e a música pra vocês também e dizer, de novo, que a gente se desprendeu (Pra gente se desprender, é o nome da música). Acho que foi quando eu percebi que realmente tinha acontecido. Já ouvi a música de novo, mas não me fez mal, foi só um insight daquele momento. Quem tiver um tempinho, ouça a linda voz da Laura Lavieri cantando, faz diferença. Mas vou deixar a letra também.

Eu sinto o tempo pairando em outro tempo
Correndo bem lento nas asas de um beija-flor
Que espera a flor acordar enquanto o dia não vem
Geleiras vão desabar mudando a cor do mar
Imenso que leva abraços e esperas
Minutos são eras a cada passo pro fim
Se o universo girar pra gente se desprender
Te encontro em outro lugar em paz
Ou não ou nunca mais

Agora é hora da gente se esquecer
Que o tempo e o vento não vão parar de bater
E a cada ponto final a história vai repetir
A gente é mais que um plural e a vida é muito mais
Que a gente espera temendo a toda queda
Deixa a geleira cair e o beija-flor descansar
Um novo agora virá
Escute o som do mar

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