Arquivo do mês: maio 2014

Em fotos

Fizemos umas fotos há duas semanas para registrar a barriga e essa fase que é tão gostosa e que passa voando – sim, nem acabou e eu acho que passou rápido, sou dessas.

Numa manhã de sábado, fomos pro Centro Cultural da cidade brincar de tirar fotos. Sim, somos o casal que faz ensaios em lugares ~diferentes~ simplesmente porque sempre queremos algo com a nossa cara. Nunca é posadinho. E foi bem divertido, eu adoro fazer isso e sempre invento um motivo, hehe – apesar que dessa vez não precisei inventar nada, a Agnes já é motivo mais do suficiente 😉
Ainda não temos todas as fotos, mas vou compartilhar aqui algumas das que já chegaram em doses homeopáticas, para matar a curiosidade dessa gestante ansiosa, rs. 
Por trás das lentes, nossa amiga e fotógrafa Lilian Higa

19 Comentários

Arquivado em acontece comigo, amor, coisa linda, ensaio gestante, foto

Sobre o Epi-no

Então que estamos com 32 semanas e 4 dias e começamos ontem a usar o epi-no.

Para quem não conhece, ou tem dúvidas, o Epi-no é um dispositivo para exercícios da musculatura do assoalho pélvico. Indicado para as gestantes com o intuito de fortalecer e aumentar a flexibilidade da musculatura vaginal e do períneo. Também é usado no pós parto. 

“Características e Benefícios:
Epi-No consiste em um balão em silicone, conectado a um medidor de pressão através de um tubo em silicone, com bomba em elastômero termoplástico e válvula de liberação de ar. O medidor de pressão permite o monitoramento do desempenho do treinamento (biofeedback); 
– O Epi-No deve ser utilizado sob indicação de um médico;
– Desenvolvido com o auxílio de ginecologistas, fisioterapeutas e pacientes;
– Através do estiramento e do fortalecimento gradual da musculatura e tecidos, todo o assoalho pélvico se tornará mais forte e elástico. Isso reduz a chance de episiotomia (corte na região entre o ânus e a vagina) durante o parto.* 
– Como o períneo permanecerá ileso, a musculatura e tecidos podem recuperar-se mais facilmente após o parto;
– Auxilia na extensibilidade do períneo no pré-parto;
– Comodidade: a mulher escolhe o melhor horário, local e tipo de exercício a ser realizado, de acordo com sua rotina e disponibilidade;
– Parto menos estressante para a mãe e o bebê;
– Programa de treinamento pós parto.
fonte aqui.
* Retirei essas informações do site do aparelho, mas quero ressaltar que estou usando este dispositivo com o intuito de me preparar e me ajudar a prevenir uma laceração (quando a musculatura do períneo se rompe de forma natural, sem incisões) de qualquer grau, visto que a episiotomia é uma prática usada de rotina pela maioria dos médicos, sem a mínima necessidade – NUNCA é necessário, vale repetir exaustivamente, como diz a Melania Amorim, médica obstetra, professora, PhD (e muito mais, o currículo da mulher é imenso) que há 12 anos não realiza uma única episio sequer. A episio eu nego – e já registrei no meu plano de parto – e os profissionais que me assistirão no parto não a realizam.


Pois então. Começamos ontem a usar o dito cujo.
A minha obstetra disse que geralmente recomenda começar o uso com 34 semanas de gestação (no site do aparelho diz “3 semanas antes do parto”, mas como eu não sei que dia vai ser o parto, não dá pra seguir essa dica, rs). Até me passou o cartão de uma fisioterapeuta que aluga o aparelho e que dá todas as instruções pro uso. Porque sim, só pode ser feito depois de uma boa orientação e “treinamento” com um profissional, já que se trata de um aparelho sério, que você precisa colocar no local exato e usar do jeito exato também, para não se machucar. 
Como eu dizia, a Cátia recomenda começar com 34 semanas. Porém, a minha doula (tenho uma doula pré-parto, provavelmente não será ela que estará comigo no dia, mas essa é outra história) recomenda com 32 semanas. Ela é fera no assunto educação perineal, estuda sempre, está atualizada e super apta a dar esse treinamento. Ela me disse que recomenda o início com essa idade gestacional porque no começo a gente precisa mesmo de um tempo para se adaptar. Cada dia a gente vai adaptando um pouquinho, no tempo de cada um, até chegar num ponto confortável (leia-se: achar posição ideal sua e do marido, que tem que manter o braço firme por um tempo, melhor horário, etc) e aí sim a coisa fluir da forma como tem que ser. Esses ajustes podem durar uma semana, então quando chega 33/34 semanas, o casal já está no ponto de começar pra valer, digamos assim. Com isso, escolhi começar com 32 semanas mesmo e achei ótimo. 
Como o aparelho é caro para ser comprado aqui no Brasil, a maioria das gestantes aluga um. Ou com profissionais, ou com uma gestante/mamãe que tenha optado por comprar o seu e depois passa a alugar para terceiros. Ele é usado com preservativo (não lubrificado, igual aos que os médicos usam pra ultra transvaginal), super higiênico, sem risco de contaminação. Eu aluguei o meu. O da minha doula já estava alugado, mas consegui um com uma moça de um grupo do face.
Como eu mencionei ali em cima, é uma consulta que o marido precisa estar presente. É bem difícil fazer sozinha, até por conta da barriga grande e tudo mais. Vou contar em detalhes como foi a consulta, até para ajudar quem não conhece ou está buscando mais informações sobre isso (eu achei muito pouca coisa quando procurei).
Chegamos lá ontem prontos para aprender juntos mais essa novidade. Eu não criei grandes expectativas, pra não atrapalhar o processo, mas tinha receio de ser super dolorido e bem chato de fazer. Primeiro a gente conversou, demos risadas, relaxamos. Depois de uns bons minutos de papo, ela começou a nos explicar como o aparelho funciona, da massagem que é feita antes, etc e tal. Depois disso, deitei na cama, apoiada numa almofada retangular (que coisa ótima essa almofada, dá um bom suporte mesmo) e ela e o Cleber sentaram num nível mais baixo que a cama (sim, do mesmo jeito de quando você é examinada pelo gineco, rs). Fez a massagem perineal – usamos óleo de gergelim aquecido, que tem ações terapêuticas na musculatura, além, claro, de ajudar na lubrificação – ensinando passo-a-passo pra ele como se fazia, o tempo e tudo mais. Ainda ganhei elogio porque minha musculatura está ótima (dos elogios que a gente nunca achou que fosse receber, e ainda ficar feliz por ele, rs). Depois foi a vez do marido fazer, pra ver se tinha aprendido. Até aí tudo fácil, eu só precisava ficar lá deitada/apoiada e relaxar. A massagem não doeu nada em mim, mas ele disse que “dá uma forçada” nos dedos, rs. Quando acabou, era a hora de colocar o epi-no. Coloca-se o preservativo no “balão azul” e se introduz até um ponto específico (que eu não sei qual é porque não vi, rs). A função do marido é ficar segurando por essa mangueirinha pra ele não sair do lugar e desandar tudo – pois a medida que ele vai inflando, o períneo faz a pressão pra expulsar, por isso eu disse da firmeza no braço. A minha função é ir apertando a bombinha pra ele ir crescendo e crescendo. Eu apertava um pouco, via como era a sensação, daí apertava de novo e assim por diante. E posso falar? É uma sensação mutcho doida. Dá pra sentir a musculatura se abrindo mesmo, bem legal. Tem horas que a gente aperta e parece que chegou no limite, incomoda. Daí ela me lembrava de relaxar, respirar (do jeito que vou respirar no expulsivo, olha que treinamento legal!), visualizar a pequena nascendo, e depois eu apertava de novo e assim fomos. Chega um momento em que você sabe que realmente chegou no seu limite por aquele dia. Quando chega nesse ponto, conta-se 10 minutos, marido firme e forte lá segurando o aparelho, e você relaxando. Deu uma sensação de bastante ardor nessa hora, que ela disse que é a versão minimizada do círculo de fogo, rs. Só que isso foi passando devagar a medida em que eu ia respirando e me soltando. Aliás, a questão é justamente essa: conseguir relaxar os músculos mesmo com dor, e não tensionar ainda mais, como fazemos meio inconscientemente nessas horas. Com o músculo relaxado, dá pra inflar mais e você não sente dor. Ela disse que se eu quisesse podia apertar mais. Apertei pra ver qual era e vi que conseguia mais um pouquinho. Quando, por fim, acabou os 10 minutos, era hora da “expulsão”, que basicamente acontece sozinha, pois o músculo faz isso por você. Marido foi soltando a força bem devagar e suave, e o balão foi saindo. Eu sentia uma ardência, mas menos do que senti antes, uma sensação que deve mesmo ser parecida com um baby nascendo, rs. E fim.
Depois marido mediu a circunferência pra ver quanto tinha dado e anotamos num papel. A intenção é ir anotando dia-a-dia pra ver a evolução. O intuito é chegar a 30cm, tamanho médio da cabeça do bebê. 
A minha ontem deu 20cm, até que não fui tão mal assim na primeira vez, rs. 
Ah, eu tinha receio também de como seria o “depois”, se eu andaria feito uma pata me sentiria incomodada ou com dor para andar, ou algo assim. Pelo menos aqui não rolou isso, foi tranquilo, ainda bem.
Então, em resumo, o que eu posso dizer é: claro que incomoda um pouco, não quero romantizar e falar que é tão bom quanto comer brigadeiro. Ainda mais na primeira vez, porque é uma sensação completamente nova, você está alongando, trabalhando, sentindo músculos que até então não tinham sido estimulados dessa forma tão específica. Dor, dor mesmo eu não senti. Mas também fiz no meu ritmo, pra ver como era, sentindo tudo. Não dá pra ir inflando como se tivesse enchendo uma bexiga ou um colchão inflável, rs.
Achei ótimo ter essa oportunidade, adorei. A gente vai criando uma consciência corporal incrível, que eu considero muito importante, tanto pro parto, como pra vida. O corpo é nosso e conhecê-lo ainda melhor ajuda no nosso empoderamento, com certeza. Essa foi a impressão que eu tive, pelo menos. (E por falar em consciência corporal, recomendo fortemente a leitura do livro Quando o corpo consente. Perfeito!).
Agora é seguir fazendo todos os dias, até a pequena dar ponto de nascer.

7 Comentários

Arquivado em consulta, doula, epi-no, gestante, informação, parto natural, terceiro trimestre

É… esqueci!

– de tirar a carne do congelador a tempo;
– de responder os comentários das últimas postagens no blog;
– de responder o e-mail de uma amiga;
– de tirar foto do meu momento mais feliz do dia pro #100happydays, no instagram;
– do dia exato de uma consulta na Casa Angela (liguei remarcando o dia porque marido iria comigo. Pensei que a consulta fosse no dia seguinte, eu queria remarcar pra outra semana. O dia da consulta já tinha passado – e a louca aqui só percebeu depois que remarcou!!!);
– de guardar o cartão de crédito da minha mãe na carteira (sim, perdi o cartão da minha mãe!!!);
– de fazer os posts semanais da barriga;
– de tomar a vitamina na hora certa;
– de conferir se a carteirinha do convênio estava mesmo na carteira (e ter que voltar do meio do caminho quando descobri que não estava, atrasar 1 hora do horário marcado e ficar ainda mais tempo em jejum);
– de tirar alguma dúvida na consulta;
– de anotar a dúvida para não esquecer de perguntar na consulta;
– de mais coisas para citar nesse “pseudo-post” (sério, juro que tinha pensado mais coisas hoje de manhã e quando sentei aqui não lembrava mais);

Sem contar as inúmeras vezes em que alguém me diz uma coisa e NO SEGUNDO SEGUINTE não me lembro mais as palavras que ela usou.

Sério.
Eu não estou uma pessoa muito confiável ultimamente.
E dizem que não passa tão cedo, né?! Oh, God!

Brilho eterno de uma mente sem lembranças – esse cara sou eu!

20 Comentários

Arquivado em acontece comigo, como lidar?, gestante, terceiro trimestre

31 semanas!

Trinta e uma semanas de Agnes crescendo, linda e serelepe, aqui na pancinha. Ai que amor, gente!!
Tô num love total com a barriga, essa fase é muito gostosa.

Ontem tivemos consulta na Casa Angela e foi bem ótima. Tudo se encaminhando pro parto ser lá mesmo, se Deus quiser. Andei bem confusa quanto a isso, na verdade. Na consulta do mês passado, não curti muito o atendimento, o clima, sei lá, eu não estava na vibe deles. Cheguei a afirmar por semanas que não seria ali que a Agnes nasceria. Daí muita coisa aconteceu, tive uma boa conversa com a Cátia, depois com o Cleber, e por fim com a doula – sem contar todas as sessões de autoanálise que fiz – e fui tentar mais uma vez. Na verdade verdadeira, eu revi e relembrei alguns pontos que pra mim são fundamentais e mudei a perspectiva de alguns fatos. Ajustei a minha ideia de “ideal” com o que me é possível no momento. Deu trabalho, mas estamos caminhando, agora mais leves e mais decididos, ainda bem.
Mas então, como eu ia dizendo, a consulta foi bem legal. Marido estava comigo, fez mil perguntas, participou super. A EO esclareceu tudinho, se mostrou disponível. Enfim, saímos satisfeitos. Meu peso e minha pressão estão ok e Agnes fofinha está linda, cefálica e mexendo bem. Era a EO apalpando a barriga de cá e ela respondendo de lá, haha. Ah, e senti a cabecinha dela apalpando também, depois as costinhas e o bumbum. Pense numa mãe derretida? Fui eu! ❤
Agora as consultas lá serão quinzenais, ai que frio na barriga, rs.

Ah, estamos – marido e eu – trabalhando firme no nosso plano de parto, finalmente! Levaremos já na próxima consulta. Tenho passado várias informações pra ele, que quer estar por dentro de tudo, sabendo todos os limites, nomenclaturas, procedimentos e a coisa toda. Sábado agora começaremos a frequentar os encontros da Casa, cada sábado é um tema. Acho que vai ser bom pra ele também, se envolver nessa parte. Estamos bem unidos e sintonizados, e isso tem sido fundamental pra mim.

De incômodos, o que temos na conta são:
– A digestão a noite está mais lenta. Eu como a mesma quantidade no jantar e parece que comi uma panela de feijoada. O estômago pesa e daí eu fico andando pela casa, pra aliviar, rs. Agora tô aprendendo a comer menos, que é mais fácil, haha.
– O enjoo do café voltou um pouquinho. Tudo indica que café com leite não seja a bebida preferida da Agnes mesmo. Eu ainda tomo, mas bem pouquinho.
– O sono do primeiro trimestre voltou com tudo!! Céus! Eu preciso de uma soneca a tarde para sobreviver. Nem sempre é possível, claro, mas o sono é constante.
– Quando ando muito a barriga pesa, bem embaixo (o famoso “pé da barriga”, rs), junto com um incômodo na lombar. Quando acontece isso é que cai a ficha que realmente minha barriga está grande e que o terceiro trimestre chegou pra ficar, rs.
E é isso. Escrevendo pareceu muito, mas na verdade eu tenho me sentido muito bem. São só coisinhas que vão surgindo mesmo de vez em quando, mas dou um jeito de lidar bem com elas, não forçar, driblar e tudo mais.
Ainda não me sinto imensa, nem muito pesada, dormir também está sendo tranquilo, não estou inchada, nem com azia e, apesar de ir ao banheiro 200 vezes durante o dia, ainda não acordo de madrugada pra isso. Acho que não posso reclamar muito por enquanto, né? Rs…

Fiz o kit higiene dela \o/
Ok, ok. Falta comprar a garrafa térmica, mas isso é bem fácil de resolver, rs. O restante foi tudo reutilizado. Dois vidros de conserva ganharam roupa nova e viraram potinhos para algodão e cotonete, a bandeja eu já tinha, comprei pra minha festa de casamento, depois guardava uns papéis e agora tem outra função, rs.
Fiquei tão feliz. Não tenho foto do conjunto montado bonitinho, mas olha só como ficou o vidrinho de cotonete:

                                        
misturando estampas 

Tenho tido uma constante felicidade em estar grávida. Claro, desde o começo eu fiquei feliz. Mas a sensação (meio doida) que eu tenho, é que parece que vai ficando cada vez mais real com o passar do tempo. Agora que a pequena está maiorzinha, os movimentos mudam e os sinto de um jeito diferente também. Ela está mais presente, digamos assim. E é muito delícia acompanhar e viver isso *—*
Nós conversamos todo dia e está uma lindeza ver como ela curte a presença do pai também.

E claro, junto com isso vem um caso sério de amor pela pança propriamente dita. Na verdade, a minha barriga sempre foi uma das partes do meu corpo que eu mais gosto (as costas também) e agora, que ela está com uma forma redondamente diferente do que sempre foi, continuo in love com ela. Não tive ainda uma fase de me achar diva-linda-maravilhosa-a-mais-mais-de-todas nessa gravidez, mas estou em paz com meu corpo, o que é muito bom também! 😀

E amanhã é dia de registrar essa fase linda, yeees! Quando eu receber as fotos, com certeza venho aqui mostrar pra vocês \o/
Mas, enquanto as fotos profissionais não chegam, fiquemos com uma caseira mesmo 😛

                     
31 semanas de amor ❤

8 Comentários

Arquivado em acontece comigo, barriga, Casa Angela, conversando, foto, gestante, terceiro trimestre

Meu segundo dia das mães

Era pra eu ter vindo postar ontem, mas ontem nem o computador eu liguei, acompanhei pouca coisa pelo celular e só. Tive uma semana intensa – de pensamentos, reflexões, revisões e decisões – e tudo que eu queria era ficar na minha, curtindo minha barriga e meu marido, ficando na paz.

Ontem acordei com um abraço gostoso do Cleber, me desejando um feliz dia das mães. Foi uma delícia, como se ele estivesse falando também pela Agnes – e acredito que tenha sido também, porque a sintonia deles é bem bonita de ver. Do lado de dentro, ela dava seus chutinhos, soquinhos e remexidinhas, me lembrando que a vida está acontecendo dentro de mim há meses, ficando cada vez maior e que daqui a pouco passaremos para um outro estágio: a prática, a vivência.

Por enquanto, a experiência que tenho é outra. A teoria.
Esse é o segundo ano consecutivo em que estou grávida no dia das mães. Ano passado eu estava com poucas semanas, nem barriga tinha, era tudo muito teórico mesmo. Naquela época, obviamente, eu pensava que esse ano estaria com a bolota aqui do lado de fora da pancinha. Mas as coisas mudaram de rumo e, ao invés de vir aqui pra fora, ela foi ainda mais pra dentro de mim, num nível diferente. Com ela eu aprendi que o tempo é um senhor de barba branca que gosta de nos pregar umas peças, mas que sempre ajeita tudo também. Que não temos controle algum sobre a vida, nem ao que nos acontece. Isso é assustador, sim, mas facilita quando a gente aceita essa verdade de coração aberto. Com ela eu aprendi que eu não preciso ver o amor pra saber o seu tamanho. Que o meu corpo funciona maravilhosamente bem – ainda mais quando eu deixo as coisas fluírem de acordo com o meu instinto e a minha natureza. Me ensinou a me ouvir ainda mais. Me mostrou o quanto eu e o Cleber podemos nos unir. E o quanto a minha família faz por mim também. Me ensinou a chorar e tomar decisões importantes ao mesmo tempo. A respeitar o tempo da natureza. Ela me ensinou a ressignificar a dor, o sofrimento, a saudade. E eu fiz o meu possível para retribuir tudo que ela foi e fez pra mim.
Não foi nenhum ensinamento fácil de viver, mas hoje eles já estão em mim, mesmo quando a pressa da rotina me faz esquecê-los, ou não colocá-los em prática.

Hoje eu sei que ela veio me preparar.

Porque com a sincronia e a sapequice que só os irmãos tem entre si (ainda mais quando querem “pregar peças” nas mães, rs), dois meses depois de todo acontecido, a pequena Agnes chegou. Chegou chegando, aliás, que desde o início eu soube que ela estava aqui. São gestações absurdamente diferentes. São pessoas diferentes. Ela está se revelando aos poucos, no seu tempo. E ao mesmo tempo em que temos uma forte ligação, sei que ainda temos muito a construir juntas. Aqui fora.

                           
Ganhei flores do meu pai ❤

Nesse segundo dia das mães, junto da Agnes, já tenho na bagagem o frio na barriga da espera pelos ultrassons. A força adquirida diante de um exame de sangue. A encarar minha própria sombra, pra tentar ser uma pessoa melhor; por mim, por ela. A pensar e repensar mil vezes uma decisão, só porque ela também está envolvida, e eu não quero nada menos do que o melhor pra ela. Já tenho a felicidade sem tamanho de ver a barriga crescer, crescer… até que todo mundo saiba de longe que tá chegando uma grávida, rs. De sentir o amor crescer na mesma – ou até em maior – proporção. E de sentir a vida nadando e se comunicando comigo através de movimentos – vezes sutis, vezes totalmente descarados. A capacidade de conversar com a barriga e saber que está sendo entendida. A fazer malabarismo com as contas pra caber tudo que falta. E ao mesmo tempo achar que não falta nada, só que ela esteja aqui logo. Ficar com um sorriso bobo por ver seu corpinho perfeito no ultrassom 3D – e comemorar a existência de dois rins, bexiga e estômago funcionando lindamente, quarto câmaras no coração, face fechada sem fissuras. Mas também se derreter com uma boquinha perfeita, igual a do pai. Já tenho a satisfação de imaginar um corpinho pequeno dentro de cada roupinha que eu comprei pensando nela. E adorar fazer suas coisinhas com minhas próprias mãos. Também trouxe a tona um Cleber ainda mais especial, de um jeito que ainda não tinha rolado, apenas porque é o jeito do pai dela. E estou encantada por imaginar nós 3 como família, vivendo a vida real, daqui uns meses. Não vejo a hora. Mas ainda a quero aqui dentro mais um pouquinho, rs.

                           
E também ganhei uma foto da minha pequena Agnes. Absolutamente apaixonada, apenas ❤

É tanta coisa pra falar. É tanta coisa que tenho sentido.
O terceiro trimestre chegou e já estou me sentindo em clima de reta final. Ainda falta tempo, eu sei.  O restante de maio e junho inteiro. Boa parte de julho, ninguém sabe quanto. Não estou sentindo que cheguei ao fim, com um ar nostálgico. Estou sentindo que entrei agora na última etapa, rumo a uma vida nova.
Uma nova etapa com ainda mais experiências para compartilhar. Vivências. Prática. O que eu acho que estou esperando e o que eu nunca poderia imaginar que fosse acontecer. Ainda mais amor na bagagem. Carregando as duas filhas ao mesmo tempo. Uma no colo, outra no coração. Porque eu sou mãe – e sempre vou querê-las perto de mim.

6 Comentários

Arquivado em acontece comigo, amor, aprender, bolota, dia das mães, gestante, sentimento, ser mãe, ser pai

29 semanas, a ficha que cai… e outras coisinhas mais

Hoje é dia 04 de maio. Ou seja, temos o mês de maio todo pra viver. Depois todo o mês de junho.

Quando julho chegar, a pequena Agnes vai chegar também. Em qualquer dia do mês, no tempo dela.

2 meses para entrar “a termo”. DOIS meses.
O que eu falei nos últimos posts mesmo? Que o tempo tem voado, passado muito rápido, escorrido entre os dedos, como areia. Agora ninguém pode falar que eu estou exagerando.
Céus! O frio na barriga tá começando a aparecer por aqui. A ficha de que um bebê ~de verdade~ vai chegar demorou quase 30 semanas pra cair. Sim, lerdeza gravídica, eu sei, mas precisava de tanto? 
Estou mais introspectiva esses dias. Claro, ainda tem coisas a serem feitas, mas estou preferindo ficar mais na minha sempre que possível, curtindo a barriga e querendo guardar todas as sensações num potinho. É uma delícia estar grávida, estou amando, de verdade! Muito feliz em estar vivendo essa fase, do jeito que está sendo. A pequena mexendo, a barriga crescendo num ritmo tão perfeito, que é como se ela sempre estivesse aqui – tanto que até me assusto quando me vejo no espelho ou em fotos, rs. 
Hoje fui ao açougue com marido, caminhando. Coisa simples, mas não é do ladinho de casa, não, dá uns 15 minutos na ida e mais 15 na volta. Aí percebi que, por mais que eu ache que a barriga não esteja pesada, ela tá, sim. No meio do caminho comecei a sentir a diferença. Um leve incômodo na lombar, um pesinho no pé da barriga. Mas aguentei ir e voltar, normal, só decidimos que vamos sair logo pra comprar o que estiver faltando, coisas que eu estava deixando mais pro fim, mas como não quero forçar nada nem ir as compras me sentindo pesada, então que se resolva logo tudo. 
Também tenho sentido muito menos vontade de ir pros exercícios de gestante. Algo a ver com querer estar mais focada em mim e na Agnes, e não em “fazer social”, cara de alface e sorrir pros papos que rolam lá, duas vezes por semana, se é que me entendem. Tô pensando em comprar uma bola de pilates e seguir fazendo alguns exercícios e alongamentos aqui mesmo, além de caminhadas leves no condomínio. Coisa meio instintiva mesmo, sem grandes explicações de livros ou manuais, só mesmo intuição de mãe.
Só comecei a sentir as contrações de treinamento há poucas semanas. Ou sentia e não percebia, não sei. Só sei que agora elas aparecem por aqui, umas 2 ou 3 vezes por dia, dependendo do esforço que faço. Não consigo medir o tempo direito, acho que porque estão leves ainda, mas é curioso sentir isso, né?! A barriga endurece mas não dói nadinha de nada, rs. 
Ah, percebi que a Agnes tem mexido bem menos, hoje mesmo foi bem sutil, de vez em quando. Já tinha lido que seria normal a partir de agora, mas não deixei de me assustar. Fiquei meio encucada, mas acho que o espaço tá começando a ficar pequeno pra tanta animação que ela tinha.
A parte chatinha é que apareceu umas micro bolinhas na minha barriga, que coçam muito! Pensei que fosse sinal de que as estrias estivessem chegando, mas até agora nada. Depois percebi que tem no seio também, tipo umas manchas vermelhas (na barriga também fica vermelho), então tô achando que pode ser alergia de alguma coisa. Não comi nada de diferente esses dias e por via das dúvidas suspendi um creme anti-estrias que usava vez ou outra. No mais, tudo normal na rotina. Ainda não passou e de noite parece que coça mais, é péssimo. Mas tenho consulta com a Catia na próxima terça, daí vou ver com ela direitinho o que pode ser. Mas torcendo para não ser nada demais. 
Na prática, falta pouca coisa pra poder dizer que está tudo pronto pra chegada da pequena. Alguns poucos itens de enxoval dela e algumas coisas pra mim, que também tô nesse jogo né não?! Quase esqueci que também estava na lista, haha. Já compramos o bercinho estilo co-sleeper, mas ainda não chegou. Já comecei a fazer o enfeite de porta pra ela (aquele da nuvem com chuva colorida ❤ ). E estávamos prestes a sair pra comprar a cômoda, mas decidimos que vamos reformar, nós mesmos, uma que já temos em casa. Pais possuídos pelo espírito DYI, a gente vê por aqui, hahaha \o/. Nada muito elaborado, porque nunca fizemos isso, mas assim que ficar pronto eu mostro, com certeza. No mínimo, vai ser divertido, rs. 
Esse mês vai rolar um ensaio da pancinha, eeeee \o/ Se tudo der certo vai ser dia 17, tomara que esteja um dia bem bonito 🙂
E entrei em maio mudando o visual, cortei o cabelo curto de novo. Ele cresceu rápido e, como tenho bastante cabelo, estava pesado, sem corte. Resolvi isso ontem e agora me sinto bem melhor – adoro cortar a juba, hehe.
                               

E adivinhem com quem eu estive esse fim de semana? Sim, a Louca do Bebê mais querida da blogosfera! \o/ Eu já fui na Bahia, agora foi a vez dela vir em Sampa me ver, hahaha. Brincadeira, foi um encontro bem rápido dessa vez, mas valeu super pra matar a saudade, conversar e dar abraço barriga com barriga, rs. 
Adoro esses abraços, já rola sempre com a Dani, amiga amada, mas ainda não temos registros – vamos resolver isso em breve, né, Dani? – E agora foi com a Nana. Muito legal essa energia gravídica junta ❤
À propósito, ela está linda e Landinha está crescendo e aparecendo lindamente. 
Nana, amei te ver de novo, sempre muito bom conversar contigo. Certeza que no próximo encontro vamos slingar juntas, haha”
Barrigando em São Paulo
E é isso, meu povo. 
Essa semana tem doula, tem consulta, tem encontro com minha parceira de devaneios, conversas, equipe pré-natal e tudo mais, e com certeza deve ter mais alguma coisa que não estou lembrando, rs.
Passo aqui pra atualizar em breve.
Beijo e uma semana linda pra todo mundo o//

9 Comentários

Arquivado em barriga, bem estar, conversando, corpo, DYI, encontro, gestante, instinto, sentimento, sentindo, sintomas, tempo