Arquivo do mês: janeiro 2015

Carta do dia: 6 meses!

São Paulo, 15 de janeiro de 2015. 

Filha,
hoje você completa 6 meses de vida fora da minha barriga. Pode até ser “só mais um” mesversário, mas não pra mim.
Para mim, é um marco. Há 6 meses você nasceu, filha! Há 6 meses você saiu de mim e voltou imediatamente pro meu colo, de onde não sai com facilidade. Há 6 meses você só se alimenta do meu leite, amor líquido que te faz crescer, engordar na sua medida e se desenvolver lindamente. Você está hoje com 8,120kg e 68cm, meu amor! Uma fofura em forma de bebê. Você está sentando (ok, por vezes ainda tomba pros lados, e nem tem muita paciência de permanecer assim, mas não tem medo de se jogar pra alcançar o que você quer) e está se locomovendo muito bem – e rápido! – de barriga no chão. Quer dizer, essa semana começou a ensaiar a posição de engatinhar, se levanta apoiando nos bracinhos, balança pra frente, mas cai e vai de barriga mesmo. Rola pra lá e pra cá, agora não dá mais pra te deixar sozinha na cama nem por um minuto, rs! E conversa. Você gosta muito de conversar com a gente, sempre gostou. Tem uma língua própria do seu mundo, mas adoro te ouvir. E esses dias você balbuciou algo que parecia claramente com mamãe. JURO! Aliás, seus avós que ficaram alucinados, dizendo que você já fala, hahaha. Eles são uma figura, você sabe. E no seu vocabulário também tem “baaa” “bbbbaa baaa”, que eu digo que é papai, porque coincidentemente você diz isso olhando pra ele muitas vezes. Você ainda não tem dente, mas tem babado muito e chupado as mãozinhas ou os dedos com mais frequência. Todo mundo diz que pode ser um deles chegando por aí (mas ó, dizem isso desde que você tem 4 meses e meio, então desencana e segue a vida, hehe). Você não se importa de ir em outros colos, até gosta, mas quando quer o meu, aí não dá pra esperar. E quando, por acaso, você está no colo de alguém, me chama e eu não posso atender na hora (lavando a louça, por exemplo), você fica me olhando com uma carinha desconsolada e resmungando um pouquinho, depois sorri feliz quando eu finalmente te pego. Ah, você também faz desse jeito que contei quando quer ir pra casa. Pois é, filha. Você tem só 6 meses mas já diz o que quer. Chega o fim do dia, perto do horário do seu banho, e você “pede” pra ir embora. Quando eu anuncio “tô indo embora pra casa”, ou quando pego sua mochila, ninguém mais consegue te tirar do meu colo, é impressionante de ver. Você adora passear, mas prefere mil vezes um lugar a céu aberto, shopping não é a sua praia, não, te irrita – e eu entendo, aquele tanto de estímulo visual e tanto barulho não é nada legal mesmo. Por falar em praia, ainda não te levei pra conhecer o mar, mas vou fazer isso em breve, tomara que você goste. Mas esses dias você se refrescou na piscininha de plástico do seu primo, adorou brincar na água. Já fomos a parques, a praças, pequenas viagens de carro, casa de família, casa de amigas, exposições e até no Pico do Jaraguá. Minha pequena passeadeira. Enfim. Muita coisa já vivemos nesses 6 meses. E tem ainda uma vida inteira por vir. Hoje entramos juntas numa nova fase. Você vai começar a se alimentar de outras coisas, junto com o meu leite. Frutas, legumes, verduras… um mundo de cores e sabores pra você conhecer, se lambuzar e se deliciar. Não tenho um plano certo ainda pra isso, mas vou deixar fluir naturalmente, como sempre faço. Depois te conto como foi essa experiência, pra você não esquecer. 
Vamos juntas, minha pequena. A caminhada com você está me fazendo muito feliz. Mais uma vez, obrigada por ter vindo. 

Te amo.

um xêro,
mamãe.

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Para 2015: leveza

Ok. Este deveria ser o primeiro post do ano, aquele que a gente escreve no calor do momento, logo após a virada, quando os planos e os sonhos estão a todo vapor, não é mesmo? Mas como eu sou meio ~tortinha~ mesmo, só vim agora.

2014 foi um ano fortíssimo, como eu já mencionei aqui. E teve mais acontecimentos do que eu escrevi, claro, mas me abstive em comentar apenas alguns. Em particular, o fim da gravidez, o parto e o pós parto imediato foram muito intensos pra mim. Falando claramente: não foi fichinha, não. Tem toda a poesia do momento, eu realmente adorei passar por tudo, mas se tem uma coisa que não foi, foi fácil. Talvez ainda falte digerir algumas coisas, mas deixe que tudo aconteça no seu tempo, não tô mais olhando só pra isso. E sem contar os mil e um probleminhas e problemões que teve na família. Enfim. Não foi fácil.

Então, diante de tudo, eu resolvi, ainda no passado, ainda quando eu estava dentro do furacão, que eu queria ser uma pessoa mais leve. Levar a vida de uma forma mais branda, talvez, ainda não sei bem que palavra usar. Ou tentar, pelo menos. Decidi isso por mim, mas também pela Agnes. Por mim, que mereço uma vida “menos dramática”, curtindo o presente, sabendo respirar. Pela Agnes, que merece uma mãe mais calma, inteira, plena. Leve.

Sem contar que a palavra leveza soa muito bem aos meus ouvidos. Apesar de que o dicionário descreve leveza também como “ligeireza”, “levianidade”, pra mim, o que conta, e que descreve melhor o que estou buscando, é o “qualidade do que é leve”, “pouco peso”. Pouco peso… isso é ótimo! Apenas o que importa, apenas o que é fundamental.

Creio que não será a mais fácil das tarefas. Mas tudo bem também, não era isso que eu esperava. Não é uma coisa que eu já tenha incorporada e que estarei usufruindo a partir de hoje. É busca. É me lembrar, quando a cabeça estiver pesada de tantos pensamentos, “opa! peraí, não foi isso que a gente combinou, agora vamos por outro caminho, lembra?”. Tampouco espero que, lá no dia 31 de dezembro, quando a gente faz aquele balanço do que foi e do que ficou, eu declare: pronto, cumpri minha meta, consegui ser uma pessoa leve. Não é bem assim que estou imaginando. Penso que seria uma coisa pra vida mesmo, não pra esse ano, só. Até porque eu ainda nem sei direito como é que se fica leve assim, de um ano pro outro. Vai ser um processo, né. Um exercício mesmo. Um passo de cada vez. Ah, um passo de cada vez acho que me soa mais familiar, acho que vou começar por aí, então…

E você, qual a sua escolha para este ano? Vamos juntas? o//

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Olá!! :D

Então que faz um tempo que eu não passo aqui pra jogar conversa fora, né gente?! Ano novo, vamos colocar o papo em dia…

As coisas por aqui estão indo bem, obrigada. Minha sobrinha/afilhada está passando as férias aqui, como em janeiro do ano passado, e a responsabilidade por cuidar dela em horário comercial é minha, pois minha mãe já voltou ao trabalho. Ou seja, estou estagiando no setor: como é ter duas filhas. Como está sendo? Bem, não pretendo ter outro bebê tão cedo, hahahaha. Mas sério, é cansativo. São duas atenções diferentes, visto que uma tem 6 anos e a outra ainda nem completou 6 meses. Mas também não é a coisa mais difícil do mundo, calma. Elas se dão bem, é uma gracinha de ver. A Agnes chora e a Helena começa a pular, e não é que a pequena ri? Muito fofas! Existe umas pequenas demonstrações de ciúmes, mas nada grave, não. E haja repertório de atividades para janeiro inteiro!

E agora eu tenho meu apê, aqui do ladinho (é, tô escrevendo da casa da mami, pois concentramos os cuidados com a pequena aqui – e lá ainda não tenho internet, hehe), tá bem legal. Adoro ter um cantinho pra chamar de meu, um lugar sossegado pra chegar no fim do dia. É quase um refúgio. Até porque lá não tem tevê. Quer dizer, tem uma televisão, mas não tem antena. O prédio é novo, nós somos as primeiras pessoas a morar no apartamento, então ainda não tem antena coletiva nem nada. Estamos enrolando há muitos dias pra comprar, já que não queremos tv a cabo por enquanto. E não é que estou gostando de não ter tevê? Eu já não assistia muito mesmo, mas realmente não estou sentindo tanta falta, não. Quanto a internet, essa eu quero colocar logo, porque faz falta, sim.

E a Agnes também ama chegar em casa. Na verdade, quando vai chegando a noite, ela vai ficando meio brava, só serve se for o meu colo etc e tal. E aí quando eu falo que estamos indo pra casa parece que ela até se acalma, é impressionante. É como se ela pedisse mesmo pra ir embora. E só dorme pra valer, o sonão da noite, se for lá. Fiquei receosa quanto a isso no Natal, porque dormimos fora uma noite, mas até que foi tranquilo. Conversei com ela, expliquei que só voltaríamos pra casa no dia seguinte e deu certo (sim, eu acredito muito nessa coisa de ser honesta e jogo aberto com as quiança). Mas no fim do dia 25 ela só sossegou mesmo quando chegamos, ainda mais que pegamos um trânsito – e ela detesta o bebê (des)conforto.

E por falar em festas de fim de ano, nunca é tarde pra contar, né, haha. Não viajamos dessa vez. Pra mim essa decisão já estava tomada desde muito tempo, mas mesmo assim quando foi chegando o fim do ano ainda ponderei mais um pouco, mas não fomos. Meus pais foram pra Minas, passar o Natal por lá, e depois subiram de carro até Aracaju, pro Ano Novo. Obviamente, iríamos até Minas, sem condições ir até Aracaju de carro com uma bebê fofucha na bagagem no banco de trás. Muito muito cansativo; até em Minas seria longe, na verdade, mas comparando ao outro destino, é metade do caminho, rs. Ficamos aqui em Sampa mesmo. A noite de Natal passamos com a família do Cleber, em Ibiuna. A Agnes se divertiu com as outras crianças (todas bem maiores que ela, haha); é da farra, essa minha menina. Dia 25 fomos na casa de um tio meu, em Boituva. O ano novo foi na casa de uma tia minha aqui na cidade mesmo, bem legal. E todos os outros dias nós, os 3 mosqueteiros. Ficamos juntos, fazendo os nossos horários, as coisas que queríamos, do nosso jeito. Muito bom! Teve um piquenique ótimo com amigos também, a pequena até pegou num cachorro pela primeira vez, hehe. Enfim, foram dias muito proveitosos.

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Bom, ficamos por aqui, por enquanto.
Nem vou falar que prometi que em 2015 vou aparecer mais por aqui, por que né? Não quero enganar ninguém. Quero aparecer mais, claro, mas sem promessas que podem não ser cumpridas.
Mas ó, essa semana ainda a Agnes faz 6 meses. Ou seja. Muito em breve nos vemos de novo 😉

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