Arquivo do mês: fevereiro 2015

Nossa viagem pra Minas

Voltamos de viagem!!
Que beleza chegar em casa, né?! É um paradoxo engraçado: amo viajar, mas amo chegar em casa também.

Saímos daqui de São Paulo no sábado passado, às 14:30 da tarde. Risos, muitos risos pra quem pensava que viajaria de madrugada ou a noite, hahaha. Mas estávamos bem tranquilos, sem pressa alguma. Arrumamos tudo com calma, fomos almoçar no shopping, meu pai ainda resolveu comprar mais umas coisinhas e só depois seguimos rumo à Fernão Dias. A Agnes dormiu sua soneca da tarde e quando pensamos que iríamos aumentar a velocidade, demos de cara com um trânsito, rs. Um caminhão de fraldas havia tombado na rodovia e parou tudo. Ainda bem que a pequena dormiu boa parte desse tempo em que estivemos parados. Enfim, depois de mais de 1 hora a coisa fluiu, mas já era fim de tarde. Rodamos mais um pouco, paramos pra esticar as pernas, trocar a fralda dela e tudo mais. Daí meu pai trocou de lugar com o Cleber, que assumiu a direção, rodamos mais umas 2 ou 3 horas, e paramos de novo. Já era bem tarde, entrando a madrugada, mas resolvemos seguir mais um pouco. Avançamos até às 3 da manhã e resolvemos parar numa pousada pra dormir e seguir quando amanhecesse. Até porque a pequena já estava cansada, não conseguia dormir direito, toda hora acordando e reclamando. Dormimos até às 8! Rs. Pensa num povo que não tinha pressa nenhuma, né?! rs. Ah, estávamos curtindo a viagem, foi legal! Tomamos café na pousada e seguimos. A Agnes dormiu de novo quando entrou no carro e aí meu pai correu mais um pouco. Quando ela acordou, mais de 1 hora depois, nem reclamou de estar no bebê conforto. Fizemos mais 1 parada até o destino, só. Deu quase 24 horas de viagem, mas só porque paramos mesmo pra dormir sossegados.

Chegando lá e a pequena ficou feliz a beça. Sorriu pras pessoas, foi no colo, uma lindeza sem fim. Nem ficou enjoada pela distância ou demonstrando dor no corpo.

No decorrer dos dias foi tudo de bom. Todo mundo ficou encantado com ela, com suas gracinhas e sorrisinhos. Ela aceitou bem outros colos, apesar de ainda não poder me perder muito de vista. Continuou dormindo bem a noite, comigo, e até seguiu relativamente bem  sua rotininha diária. Achei inclusive que passou a comer um pouco mais, aceitou melhor o almoço (todas comemora! \o/); e até experimentou umbu, e aprovou! Deixei tomar uns golinhos de suco e também gostou.
Conheceu muita gente, andou a cavalo comigo, tomou banho no tanque e na bacia. E adorou a rede. Caso de amor mesmo, rs. Eu a fazia dormir sempre lá, foi muito gostoso (e agora quero uma rede aqui em casa – só não sei onde vou colocar, se meu apê é do tamanho de uma caixa de fósforo, mas isso é outro assunto, rs).

Enfim, foi muito gostosa essa viagem.

Na volta pra casa, saímos de uma outra cidade, da casa de uma tia. Partimos às 4 da manhã e chegamos em casa 19:00. Fluiu super bem, nós achamos. Acho que porque a estrada estava vazia, então conseguimos andar bem, porque no quesito paradas foi maior, a pequena estava mais irritada, chorando mais, com certeza já cansada dos dias movimentados. Foi cansativo pra mim também, que não dormi em nenhum trecho do caminho, atenta a ela. Na hora do almoço eu já não aguentava mais, fiquei meio nervosa, querendo minha cama, mas fizemos uma parada mais longa e deu pra dar uma espairecida.

Ah, muito obrigada pelas dicas todas, foram bem úteis. Levei brinquedos (os já conhecidos e comprei 1 novo), frutas, água e isso ajudou muuuito a distraí-la em vários momentos. Comprei também daquelas almofadinhas de apoiar o pescoço, do tamanho certo pra ela (mini, muito fofa!), pra quando ela dormisse, e adorei, ela ficou mais aconchegada. Fui atrás com ela, sim, mas isso eu já faço desde que ela nasceu, mesmo quando o banco do passageiro na frente está vazio, hehe.

E foi isso. Aproveitamos muito, curtimos muito. Os momentos de caos absoluto choro e cansaço no carro fizeram parte da aventura, mas não foram unânimes. O saldo foi positivo, com certeza.

E que venham mais viagens!! \o/

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7 meses!

7 meses de Agnes.
E posso falar? Estou apaixonada pela minha filha. Eu sempre lia sobre essa tal de paixão, as mães dizendo que é uma coisa de doido mesmo, e acho que não conseguia mensurar muito bem (e realmente, não dá pra mensurar). Mas ah gente! Eu tô apaixonada por ela. A amo faz tempo, sabe. Mas parece que a medida que a relação vai sendo construída, em que o tempo vai passando, as coisas vão fazendo muito mais sentido aqui. Algumas vezes ela me olha de um jeito TÃO lindo e tão intenso… e ali eu vejo que sim, tinha que ser ela. Não havia outra forma de ser. E eu realmente sou muito feliz com ela. Ai como eu tô sentimental, rs. Mas eu sou mesmo assim, né? Vocês já sabem. E gosto de registrar tudo, acho importante e divertido pra ler no futuro 😀

Por falar em registro, deixa eu contar o que ela anda fazendo por aqui. Tá uma danadinha linda, essa minha pequena (eu nunca disse, acho que vocês devem saber, mas vou escrever dessa vez: essas coisas que escrevo é pura e simplesmente para guardar lembranças dela para posteridade, nunca para mostrar o que ela faz ou não comparando com outros bebês. O tempo é um fanfarrão e as vezes esconde minha memória, então faço minha parte para alguma eventualidade 😉 ). Enfim, vamos lá:

– não sei peso nem tamanho. #menas Mas creio que não engordou muito do mês passado pra cá, coisa de poucas gramas, eu acho.
– fica sentada de boas; inclusive consegue se equilibrar e voltar pro eixo quando vai tombar, mas claro que ainda rola umas quedinhas vez ou outra;
– tá indo da posição sentada para de engatinhar;
– e da de engatinhar (ou barriga pra baixo) ela tá quaaase conseguindo voltar pra ficar sentada, mas ainda fica meio torta, rs (edição: Conseguiuu ficar sentada exatamente ontem, no dia que fez 7 meses, hahahaha);
– e sobre o engatinhar de fato, ela fica na posição e indo pra frente e pra trás, se balançando sem sair do lugar, aí estica o braço pra alcançar o que quer e se joga pra frente num impulso e assim por diante; é assim que ela chega em todos os lugares, hahaha;
– faz barulho de beijo, mas sem o biquinho, sabem? Morro de amor quando ela faz isso!! (não é sempre)
– continua amando que pulemos com ela, animadíssima, essa minha filha;
– tem dias que tá mais meu grudinho do que outros;
– tem um sorriso delicioso, mas só às vezes é que gargalha;
– faz umas carinhas e expressões muito fofas;
– adora uma farra;
– mas quando chega num lugar novo, ou quando vê alguém que não conhece ou vê pouco, é (bem) séria;
– dorme com música;
– mama pegando no meu rosto e no meu nariz ❤ ;
– a introdução alimentar está indo a passos lentos, mas tá indo. Ela parece aceitar mais as frutas do que a comida;
– tem 2 dentes em baixo. Uau, quase me esqueci de contar essa! Rs. Foram alguns dias de muito choro, irritação, colo e mão na boca. E daí saíram os dois ao mesmo tempo.

Muita coisa. Tenho certeza que devo estar esquecendo várias coisas, mas como estamos viajando, depois eu atualizo – e depois volto pra contar como foi.

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Arquivado em Agnes, desenvolvimento

E lá vamos nós . . .

Nas festas de fim de ano eu decidi que não iríamos viajar. Não iríamos viajar pra longe, quero dizer, até porque fomos pra Ibiúna e pra Boituva, que é aqui do lado, mas já é uma mini viagem. Decidi por alguns motivos, mas o principal deles foi porque não queria expor a Agnes a um longo período dentro do carro, ainda mais com estrada cheia, calor, chuvas, etc. Ela não gosta de ficar no bebê conforto. Se ela falasse, tenho certeza que o chamaria de bebê desconforto. Ela chora chora chora. Grita. Griiiita. Enfim, reivindica do jeito dela, né. Eu não queria aquele stress naquele momento.

Pois bem.

Pouco tempo se passou, está chegando o carnaval e venho dizer que… estamos indo viajar.
Pra longe. 1.200 km de chão rumo a Minas Gerias, meu estado do coração. De carro.

Pausa pra eu rir de nervoso.
Hahahahahahahahaha.
Despausa.

Ué, e todo aquele papo de não expor a bebê ao stress e etc e tal? Ainda tá aqui, minha gente, acreditem. Mas em algum momento teríamos que ir, não é mesmo? Lá, naquela pequenina cidade que eu conheço desde que nasci, estão pessoas muito importantes da minha família. Inclusive os bisos da pequena. Ela só tem 1 bisavô vivo, que é o pai da minha mãe, e estou indo levá-la principalmente para conhecê-los. Mas não só, claro. Tem minha prima, que será sua madrinha. E todas as outras primas e primos. Crianças e adultos. Tias, tios. Parentes de todos os jeitos. Tem o rio São Francisco. Tem a roça onde meu pai nasceu e cresceu (sim, ele nasceu na roça, rs), lugar lindo lindo. Enfim. Muitos bons motivos.

Tenho certeza que será muito legal e bem animado.
Só não dá pra saber como será o caminho até lá. Amo viajar de carro, de verdade. Vou torcer pra ela ter puxado pelo menos um pouquinho dessa minha paixão.

Volto pra contar como foi em breve. Enquanto isso, mandem boas vibrações, hehe.

Bom carnaval pra todo mundo! o//

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Arquivado em Agnes, conversando

“Da próxima vez…”

Tenho pensado em parto esses dias. Elena nasceu – parabéns, Nivea querida!! Que emoção ler o seu relato!! A Nana também escreveu o dela, e hoje postou sobre o chá de bençãos (que ela não teve, rs). Fora as outras amigas que pariram no último ano. Eita coisa mais gostosa! Inclusive, sobre o chá de bençãos, me peguei pensando que “da próxima vez vou fazer um pra mim”.

Opa! Alguma coisa aconteceu. Acho que vejo uma pontinha de querer ali escondida, se remexendo na moita, cansada de ficar escondida.

Quando eu pari a Agnes, nos dias que se seguiram eu tinha certeza que não daria conta de passar por um puerpério de novo. “Posso parir mais 10 vezes, mas passar por isso é horrível, não quero mais não!” No auge do meu cansaço eu falei isso. Foi pesado, gente. Abalou as estruturas mesmo. Definitivamente, não me sinto a mesma depois de tudo que passou. E ainda bem, né. Quer dizer. Agora, mais de 6 meses depois, tenho coragem de falar “ainda bem”, óbvio (essa é a primeira vez que penso assim, aliás, rs). Antes era “ainda bem? Cê tá louco? Ainda bem é o caral***”. Sem contar que durante um tempo eu tinha cer-te-za que nunca daria conta de duas crianças. Imagina que louco dar conta de dois, jesuis! Não, obrigada. Então tá, a Agnes vai ser filha única, tá decidido. Decidido. Ouviu?

Mas aí os dias foram passando e o tempo, esse fanfarrão, foi fazendo o seu trabalho. Muito devagar, que foi pra eu não perceber e sair correndo. Ele ainda está fazendo, na verdade, não terminou, não. Ainda sinto um arrepio de pensar no assunto. Mas se eu já consigo vislumbrar uma próxima vez, é porque a roda tá girando.

Minha sobrinha ficou aqui em janeiro e eu disse que estava fazendo estágio pra ser mãe de duas. Quase surtei em vários momentos, mas não foi o caos nos 30 dias, não. só em 29. Era muito fofo ver as duas brincar juntas, interagindo. E ela me ajudou com a Agnes nos momentos de choro no bebê conforto (já contei que ela simplesmente odeia aquela cadeira vermelha? Pois é.), fazia palhaçada pra ela rir… e funcionava!! Aí eu vi vantagem! Aí eu gostei demais, hahaha.

Enfim. Um dia de cada vez, não é? Ainda não estou planejando o próximo bebê, calma. Minha fofolete ocupa minha cabeça – meu tempo, minha vida – em tempo mais do que integral. Não tenho tempo nem de arrumar a casa, imagina de pensar em outro bebê? Mas há vislumbre. Um horizonte. Um arco-íris. Ali adiante. Não dá pra dizer onde, só dá pra saber que ainda tá longe, mas já começo a ver.

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introdução alimentar da (nossa) vida real

Eu queria vir aqui relatar sobre a introdução alimentar da Agnes. Sobre como eu sou uma mãe cuidadosa, zelosa, eficiente, dedicada, incrível, entre outros mil predicados.
Eu queria contar dos artigos que li, com mais de 1 mês de antecedência, sobre qual a melhor forma de oferecer os alimentos. Quais são eles, suas quantidades, onde vivem, como se reproduzem, o que estão achando da crise hídrica. Além de mostrar todos os utensílios lindos, novos e caros que eu comprei para esse momento tão especial e esperado na vidinha da minha filha.
Eu queria vir aqui contar que no dia 15/01/2015, dia em que a Agnes completou 6 meses, eu a sentei num cadeirão especial, coloquei na sua frente uma papa bem deliciosa que eu mesma preparei, com tudo orgânico e natural e ela abriu o bocão e comeu. Como rimos felizes das gracinhas que ela fez quando experimentou pela primeira vez, achando tudo muito estranho, mas devorando no final. Mamãe oferecendo, papai fotografando, e vice-versa. Uma família feliz. Unida. Equilibrada.

Aí eu acordei.
E caí da cama.

Não foi nada assim. Nada.

A primeira coisa além do meu leite que ela experimentou foi melão. Foi assim: uns dias antes dela fazer 6 meses, estávamos comendo melão. Ela quis muito pegar, muito mesmo. Aí nós deixamos. Ela lambeu, uma vez. Fim. Um dia antes da marca oficial, o Cleber ofereceu outro pedaço e ela lambeu mais, gostou. E foi isso. No nosso colo mesmo, direto da nossa mão.
No dia 15 teve consulta com o pediatra. Eu sempre gostei dele, mas não curti a orientação de começar com suquinho de laranja lima. Poxa, como assim ele ainda não se atualizou sobre as novas orientações de não oferecer sucos antes de 1 ano? Enfim. Não obedeci pediatra nenhum e segui, aos trancos e barrancos, juntando as milhões de informações com o meu instinto e a curiosidade dela. Salada mista total.

Nesse primeiro momento foi tudo muito lento, muito pouco. Minha afilhada passou janeiro todinho aqui com a gente, ou seja, eu quase não fiquei em casa. Comecei com as frutas, que são mais práticas #prontofalei. Deixo ela pegar em tudo, faz uma lambança infinitamente maior do que de fato come, mas é assim que é no começo, imagino. Mais experiência, menos refeição. A banana eu amasso e dou na colher (tento, pelo menos), mas aí entramos num impasse: ela é a proprietária da colher, não sossega enquanto não a tem nas mãos. Justo, né, visto que quem vai comer é ela, rs. Às vezes, eu deixo meter a mão no prato e aí é bom que tenha um lençol por baixo – que vai direto pro tanque depois. Às vezes, eu vou no modelo mais “tradicional”, digamos assim. Com tudo isso, o que ela mais ingere, de fato, é o que dou em pedaços: melancia, manga. Adora! Manga tem sido a preferida, por enquanto. Chupar a laranja também curte.

Ah, sem contar que demorou um pouco pra ela entender como é que se engole algo que não seja leite, rs. Agora é que tá pegando o jeito da coisa. Nisso eu aprendi e entendi o que o BLW fala: confia, eles não engasgam. E não mesmo! O reflexo é muito perfeito. Perfeito até demais, haha. Põe pra fora até o que poderia engolir, mas tudo bem.
Por falar em método, tô indo naquele meu de sempre, que comentei ali em cima: salada mista mutcho lôca. Na maior parte do tempo é blw, sim, porque é o que dá mais resultado aqui, pelo que percebo. Já ofereci dos dois jeitos, porque né, quem sabe o melhor pra ela é só ela mesmo. Mas a gente dando nunca dá tão certo, e eu percebo que é quando rola uma frustração também. Porque claro, se a gente tá oferecendo, queremos que eles aceitem. Quando ela come sozinha (ou mesmo que eu esteja segurando, mas o pedaço inteiro, e não a colher), flui bem melhor.

Sobre a parte salgada da história ainda não tenho muito o que contar. Começamos essa semana. Pra ser mais exata, ontem. Ontem foi pedaço, hoje amassei. Dos dois jeitos foi lento, ainda vou observar mais pra poder contar minhas impressões.

Água ela adora. Começou lambendo (haha), agora já até aprendeu a sugar o canudinho, coisa mais linda!! E deixei ela lamber um suco de laranja (sem açucar) esses dias no restaurante, porque a bichinha abriu a boquinha tão linda quando viu o copo, mas foi bem pouco, tô evitando os sucos agora no começo.

Até uns dias atrás ela ainda não tinha nem um copo pra chamar de seu. Troféu MENAS pra mim, hahahaha. Agora já tem umas coisinhas. E comprei uma cadeira daquelas portáteis, pra ela ficar na mesa junto com a gente, mas ainda não chegou. Essa eu fiz questão, porque comer é relação. Comer se aprende comendo AND observando. Quero que ela participe e esteja presente com a gente nas refeições. Ela já fica desde sempre, na verdade, mas agora vai ganhar um lugarzinho especial.

Ai, é isso.
Resumindo, estamos indo. Devagar e sempre. Do nosso jeitinho, no nosso tempo.
Ainda bem (super ainda bem!!!) que eu sei que até 1 ano o leite materno continua sendo a principal fonte de nutrição, e que a alimentação é complementar, e não ao contrário. Ela ainda come, de fato, muito pouquinho, nem sei dizer quantidades, na verdade. Mas está sendo apresentada ao mundo dos sabores e texturas. Temos um longo caminho pela frente. Estamos no começo, mas estamos indo.

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