Crise existencial… bloguística

Tenho pensado tanto no blog. Que eu queria estar escrevendo mais, compartilhando mais, inventando mais assuntos pra contar. Estar mais presente aqui, afinal. Eu podia culpar a falta de tempo, mas nem sempre essa desculpa cola. De vez em quando eu abro essa página, vejo o espaço em branco e penso em mil possibilidades, mas não consigo começar nada. Ou começo, mas não termino. Ai o telefone toca, a bebê chama, chora, puxa o fio do carregador, me puxa pra junto de si. Aí é hora de comer, de tomar banho, de cozinhar, de limpar… de (tentar) descansar. E o texto se perde no limbo dos rascunhos e dos pensamentos inacabados.

O fato é que eu tenho sentido falta e ando querendo mudar isso. Acho que todo mundo passa por isso vez ou outra, quando se tem um blog, né? Quase uma crise existencial bloguística, rs. A internet tem tanto conteúdo, tanta informação, será que não vou escrever mais do mesmo? Será que tô me expondo demais? Expondo minha filha mais do que o necessário? O quanto é necessário – acho que nem é essa a palavra adequada, mas enfim.

Quando a Agnes nasceu, mal ia no colo de outra pessoas. Até hoje é meio assim, mas já mudou bastante. Mas naquela época eu sentia que ela não queria muitos olhares pra si, muita gente, muita energia. Eu também não queria. Mal postei foto dela aqui, só comecei a colocar algumas depois de uns meses, porque não fazia sentido me recolher com as pessoas e mostrar tudo nas telas. No face diminuí muito também, muito. Só sobrou o instagram. Lá eu posto com mais frequência, mas obviamente que nem tudo e nem todo dia. Tenho até escrito algumas coisas curtinhas por lá recentemente, tem sido um bom exercício. A vontade de escrever sobre esse nosso mundo materno tem surgido de novo e escolhi começar por lá, que é mais rápido, eu acho.

Também tem o fato de que me vi meio afastada das teorias todas. Sem querer ler sobre o ter que fazer de tal ou qual jeito. Então acabei não escrevendo sobre os meus meios e escolhas também. Sobre isso sairia um texto inteiro, e vou escrever. Mas não era sobre os outros, sabem, sobre o “não sou #menasmais por isso, isso e isso outro”, justificativas e tudo mais; era mais sobre mim, mesmo. Uma ruptura entre a teoria e a prática, entre todos os textos que eu li e sobre a vida real aqui da minha casa. Eu precisava de tempo e espaço. E me dei isso. Sobretudo eu não queria que nada soasse como justificativa, explicações, talvez eu tenha lido em grupos e em outros lugares muita coisa nesse tom, ou reflexões sobre esse assunto, ou tenha sentido isso em algumas pessoas, ou de tudo um pouquinho. Só sei que preferi muitas vezes o silêncio do que a palavra. Na dúvida, achei melhor esperar.

Mas agora eu quero voltar. Escrever sempre foi a minha melhor ferramenta para lidar com o mundo. Sempre fez parte da minha vida e não quero perder isso agora. Eu poderia escrever em outro lugar, não publicar, achar outros jeitos, mas gosto muito daqui. Gosto do que construí, das pessoas que conheci através do blog, do carinho, da troca, de tudo. E isso me basta. Se tornou um lugar especial pra mim, que quero continuar cultivando.

E é isso. Vou tentar ir voltando aos poucos, no ritmo que as coisas forem acontecendo do lado de cá.

Beijo nosso

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11 Comentários

Arquivado em acontece comigo, blog

11 Respostas para “Crise existencial… bloguística

  1. Oi. Marina

    Acompanho seu blog há muito tempo, sabe porque? Exatamente por você ser você, não fica se apegando em teorias, segue como seu coração manda, não é focada no comercial. É só você vivendo. Amo isso, pois assim somos.
    Por favor, continue :-))

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  2. Nelise de Córdova

    Adoro seu blog!

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  3. Entendo 100% o que você disse! Senti e sinto o mesmo, com muita frequência. Mas agora, que meu blog não “bomba” mais, parece que só passa por lá mesmo quem gosta do que eu escrevo, eu tenho usado o espaço como um depósito de memórias, retornando ao “conceito” inicial de blog: um diário virtual mesmo, escrito para mim, por mim.

    Só para dizer que gosto muito do seu blog e que, mesmo de longe, sem comentar, depois de tanto tempo “sumida”, eu fico feliz com as coisas boas acontecendo por aí. Me identifico com muitos aspectos da sua maternagem e torço, de verdade, de coração, para que a vida de vocês seja sempre positiva e repleta de conquistas.

    Beijos grandes da sumidona aqui
    =*

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  4. Camila

    Oi Ma… Te reencontrei pelo seu blog e te digo, pode ser até mais do mesmo, o que vc escreve, mas é sob uma ótica só sua é de verdade, vc tem muitíssimo talento com as palavras. Amo entrar no meu face e ver que tem uma atualização no Travessia. Beijos em vocês

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  5. Volta! Volta! Volta!!!

    Vire e mexe passo pela mesmo crise existencial bloguistica…rs Acho que faz parte, significa que estamos fazendo algo ativamente e pensando e refletindo sobre esse algo (principalmente pq falamos muito diretamente sobre outra(s) pessoas, ne?!)
    Enfim… Pensar e fazer pausas é importante, mas voltar é ainda melhor!
    Sorte de nós, suas leitoras! 😉

    Beijos!!

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  6. Luciene Asta

    Eu venho sempre tá? Já te falei que seu modo de escrever me passa ternura, imagino voce uma menina doce ao falar. Estarei sempre que possível aqui acompanhando essa delícia crescendo. Beijos nas duas !

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