Lá no instagram

Como eu disse no outro post (aliás, super obrigada pelo carinho, suas lindas! Beijo babado da Agnes em todo mundo), às vezes escrevo umas notas curtinhas no instagram. Pensamentos, sentimentos do momento, essas coisas todas da nossa vida de mãe. Daí que resolvi colocar as que já escrevi aqui no blog, pra guardar e ficar o registro pra quem não me segue por lá. À medida que for juntando mais, vou trazendo pra cá.

Existiu um bebê antes da Agnes. Um bebê que só morou dentro de mim por 17 semanas, depois voltou pro céu dos anjos de luz. Eu aprendi muito com aquela gestação. Mesmo tendo sido breve, mesmo que o final não tenha sido o esperado. Me disseram que a dor ia diminuir com o passar do tempo e que quando eu engravidasse de novo ia ficar mais fácil, que o novo bebê ocuparia minha mente e meus dias. Não deixa de ser verdade, mas não é sempre assim. As vezes, ainda bate uma saudade – como tem sido nós últimos dias. Uma dor estranha, daquilo que não foi, mesmo tendo sido. O espaço que seria dela continua aqui. Em contrapartida, olho pra minha filha aqui do meu lado e sei, em algum lugar aqui dentro, que as coisas acontecem realmente como tem que acontecer. Tinha de ser a Agnes aqui agora, desse exato jeitinho. E isso traz uma espécie de calma pro meu caos. Um descanso. E então eu agradeço. Por tudo que aprendi e aprendo com as minhas filhas. Pelos mistérios da vida. E por me permitir viver o que vier. (7 de abril de 2015)

*******************************

8 meses e meio e estamos no auge do brincar no chão. Ela pede pra ir, quando está no colo. Engatinha a mil, se levanta no que estiver na frente, inclusive nas nossas pernas. Os dias estão muito animados por aqui – além de uma loucura e de nada no lugar, claro. To falando tudo isso só pra pontuar uma coisa: não existe essa de que colo estraga, que deixa mal acostumado. Se assim fosse, ela não estaria tão segura em busca da própria autonomia. Agnes ganha colo todas as vezes que pede, desde que nasceu. Passou o primeiro mês de vida quase todo nos meus braços. E agora ta aí, aumentando a bagagem do seu mundinho, cada dia aprendendo um tanto de coisas. E me ensinando mais. (31 de março de 2015)

 ***********************************

Ano passado, do alto das minhas 35 semanas de gestação, ele saiu do emprego fixo e decidimos, juntos, que ele trabalharia em casa para – entre outros motivos – estar perto da gente e estar mais ativo nos cuidados com a pequena. E olha, nem sempre é fácil. Tem os dias difíceis, tem a grana incerta, tem os olhares tortos pras nossas escolhas. Mas também tem os dias como hoje, em que eu vejo essa cena bem aqui na minha frente. Ele nina e ela dorme em 3 minutos, adora o colo do pai. Ver a relação deles sendo construída é lindo e são esses momentos que me lembram que vale a pena, sim, super. Por que ninguém disse que seria fácil, né?! Ainda bem que ninguém disse, aliás. Mas eu digo: vale a pena todos os dias. Muito. (9 de março de 2015)

**********************************

Depois de um dia cinzento – lá fora e aqui dentro – ela tinha dormido e eu aproveitei para tomar um banho relaxante. Marido preparando algo pra comer, eu já ia escolher um filme para vermos juntos, tudo se encaixando… Até eu ouvir alguém chamando no quarto e encontrar esse sorriso. Ontem esse plano funcionou, vimos “as vantagens de ser invisível” e foi ótimo; mas como todos sabem: nenhum dia é igual ao outro quando temos filhos, ta lá no contrato, a quem eu queria enganar? Então vamos para o plano B: desapegar de planos e curtir o que vier. Amém? (28 de fevereiro de 2015)

 **************************

Existem dias difíceis, dias bagunçados, dias furacão. E existe hoje, todos eles juntos num só. Não dormi direito, não almocei. Eu respirei? Mas vamo que vamo, que eu só sentei pra fazer a baby dormir. Enquanto ela descansa, tenho roupa pra estender, louça pra lavar, banheiro pra faxinar, janta pra pensar, e-mail pra responder, texto pra escrever e ainda recolher brinquedos e meias que os duendes espalham pela casa. Já chamei Caetano pra me ajudar. Vai dar tempo. Fui! (24 de fevereiro de 2015)

Anúncios

2 Comentários

Arquivado em dia a dia, instagram

2 Respostas para “Lá no instagram

  1. Eu entendo a perda.
    E entendo sempre haver um “lutinho “.
    Nunca fica mais fácil, sempre vai existir aquela lembrança de “como poderia ter sido se tivesse vindo a termo”.
    Mas a vida segue, e ficaremos sempre na saudade do que nunca tivemos.
    E que aproveitemos nossas crias.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s