Arquivo do mês: junho 2015

O começo do fim

Algumas pessoas dizem que o puerpério é mais aquele momento do pós parto imediato, até uns 3 meses, mais ou menos. Realmente, ali a coisa é intensa, é quando estamos tateando nessa novidade de ser mãe e tudo mais.
Outras, dizem que ele perdura até os 2 anos. Que é quando o bebê já está maior, a fusão emocional já não é a mesma, enfim.
Ainda tem aquelas que acham que o dito cujo acaba quando voltamos a menstruar. Que é o sinal do nosso organismo que estamos pronta para outra fase.

Não sei.
Tem mulheres que não amamentam e voltam a ter ciclos logo, e também aquelas que mesmo amamentando voltam cedo. Eu ainda não voltei. Tem quem ache 2 anos tempo demais – ou de menos. Que dirá 3 meses.

Sei que o puerpério é uma fase bem delicada e deve ser tratada com carinho.
E cada mulher tem o seu tempo de vivê-lo. Um tempo próprio, como em muito da vida.

Pra mim, é o tempo de imersão total, de fusão, de simbiose completa. É o tempo em que olhamos pro espelho procurando encontrar alguma semelhança com aquela que éramos até pouco tempo atrás, e que parece ter ido para não voltar. O tempo de adaptação. De ressignificação. Do reencontro. O tempo em que queremos ficar coladas dia e noite na cria. É um tempo de reconhecimento. Reconhecimento mútuo. Com quem parimos e com quem pariu.

Eu vivi isso na pele desde o dia que a Agnes nasceu, como era de se esperar. E agora, quase um ano depois, acho que esse período está chegando ao fim. Ou pode ser que seja o começo do fim, sei lá.
Em setembro do ano passado, 2 meses depois que ela nasceu, experimentei pela primeira vez a sensação de que “oh, existe vida depois do puerpério!”. Foi quando eu fui me acostumando com a nova intensidade e vislumbrei outras coisas. Até escrevi algo sobre isso. Foi muito bom. Foi ali, aliás, que eu tentei um trabalho em home office, que acabou não rolando, porque realmente era muito cedo, mas valeu o aprendizado.

Essa semana experimentei essa sensação de novo. Sensação de que existe vida pra mim em algum lugar fora da bolha materna. Que eu sei falar de outros assuntos, me interessar por outros casos. Quem diria (rs). E resolvi encarar isso como um sinal de que estamos mesmo chegando numa nova esquina. Que eu quero inventar um projeto, exercitar mais essa mente. Não que eu vá começar a me ausentar da vida da Agnes ou algo do tipo. Na verdade, ainda nem existe algo concreto, só o sentimento. Mas se antes eu nem imaginava outros afazeres, nem conseguia, agora as coisas parecem estar voltando para o seus (novos) lugares. A disponibilidade para outras coisas do meu mundo – que antes era zero – agora está surgindo.

Me sinto bem. E pronta para descobrir e testar alguns jeitos de fazer isso acontecer. De ser uma mãe inteira para minha menina, sem deixar de contemplar outras vontades minhas, que possam (re)aparecer pelo caminho. Porque só assim mesmo é que somos inteiras, né. Não tem como ser uma mãe inteira se estivermos com a sensação de falta em outro lugar. É preciso ouvir o que sentimos e encontrar formas de abraçar essas vontades, de fazer caber nessa vida doida nossa de cada dia. É o que eu vou fazer nesse próximo ano, já decidi. Mas calma, deixa eu curtir meus últimos dias antes do primeiro aniversário. Não preciso da pressa agora, basta-me organizar algumas ideias. Tá muito gostosa essa fase e eu quero mais é aproveitar!

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Momento instagram

Lá vem eu, nessa tarde de domingo, registrar aqui também umas fotos e palavras que postei lá no instagram (@marinammatos). Por ordem cronológica 🙂

19 de maio de 2015

Ela já caiu umas cinco vezes hoje, machucou com uma caixa de brinquedo, tem dente nascendo, muito irritada, mordendo, sem poder me perder de vista nem por um segundo. Não é fácil ser bebê, é o que eu digo nessas horas. O primeiro ano de vida de uma pessoa é muito intenso, é muita informação. Tem horas que a cabeça dá uma pirada mesmo. Isso pra mim, né, que sou adulta e tenho ferramentas para lidar com isso. Imagina pra ela, que ainda ta entendendo que nem somos a mesma pessoa, entre outros detalhes meramente ilustrativos. Nessas horas a gente fica bem juntinha, liga o som e dança em cima do que insiste em nos afligir. Dai dorme para recuperar as energias (ela) e come um doce (eu). E depois estaremos prontas para dominar o mundo, que ninguém tá aqui a passeio, não!


3 de junho de 2015 Às vezes, eu venho aqui contar dos dias de bagunça, de cansaço, de caos. Eles existem e é importante que a gente fale deles também, porque dividir faz parte da busca pela leveza e porque romantizar a vida real nunca esteve nos planos. Mas a verdade é que eu amo essa vida. E vim aqui hoje só registrar isso, assim com todas as letras: é muito mais legal do que difícil. Ser mãe está me abrindo muitas janelas. Está me dando novos olhares, conceitos e perspectivas. É demais ir aprendendo um monte de coisas enquanto vejo – e ajudo – outra pessoa se desenvolver. Uma puta oportunidade, que eu não quero nem vou deixar passar. Estou aberta para acolher o que vier. Estou feliz por estar exatamente aqui. E imensamente grata pela parceira de jornada que eu tenho comigo.


27 de junho de 2015

Quase um ano maternando dia e noite sem parar. Ontem eu disse para alguém que ser mãe era o que eu buscava. Sempre foi. Realizei meu sonho de uma vida aos 24 anos. Mergulhei fundo nisso, passei em cima de algumas “regras” sociais e tratei de realizar o que o meu coração mandava. Porque o safado sabe que manda, né, as vezes até exagera. Enfim. Fui fundo. E como é bom esse sentimento de pertencimento que eu vivo com a maternidade. Sossegou uma inquietude que eu tinha. Mas agora parece que estou entrando numa outra fase; está surgindo espaço e disponibilidade para outros quereres também. Coisa que eu não experimentava há tempos. Acho que é o fim do puerpério. Ou o começo do fim, que seja. Agora sim eu me sinto renascendo. E que venha as novas descobertas.

E sobre esta última foto eu volto essa semana para contar mais ❤

Beijo, gente.
Boa semana pra todo mundo.

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O primeiro ano como mãe

O que você fez no último ano?
Eu fui mãe.
Orgulhosamente mãe. Diariamente mãe.

Eu sempre sonhei com esse momento. Desde muito nova eu já tinha dentro de mim que um dia iria viver a maternidade. Brincar de boneca foi a coisa que eu mais fiz na infância, até uns 11 ou 12 anos. Eu pensava como seria, como eu agiria, no jeito do bebê. Enfim, eu sonhava mesmo, não tem outra palavra. Tanto que esse sentimento me acompanhou sempre, quase como um norte. E em algum momento ali naquele limbo do começo da vida adulta eu decidi que seria mãe antes de ter uma profissão. Assunto complexo, eu sei, mas foi o que eu fiz por mim e não me arrependo. A minha história de vida caminhou para isso e eu tomei esta decisão com consciência e alguma clareza.
Então de repente me vi estudando assuntos que não aprendi na escola. Sobre desenvolvimento infantil, sobre parto e sobre todo esse universo único que tanto me encanta. Isso antes de engravidar.
Eu me descobri. Acalmei algumas inquietações que me atingiam. Entendi algumas dores, dei nome a elas. Falar disso renderia linhas e linhas aqui, quem sabe eu não conte aos poucos, em outros causos.

Quando eu engravidei da Agnes, sabia que queria ficar com ela em tempo integral por tempo indeterminado. Simplesmente porque eu não sei fazer de outro jeito. E assim foi.
Daqui há alguns dias ela completa seu primeiro ano de vida. E eu completo meu primeiro ano sendo mãe.
E o que eu posso dizer é que foi uma experiência incrível. Está sendo. Sim, tudo indica que vai ser sempre.
Eu cheirei muito, abracei, beijei. Eu chorei. Fui lá no fundo do puerpério e acho que só agora é que estou voltando.
Eu mergulhei fundo nesse mar. E ainda estou lá dentro. Porque na verdade eu mal comecei, né. A jornada é contínua, é todo dia. Um ano do ponto de vista de uma vida inteira pode ser até pouco. Mas é uma vida, sim. Muita vida.

O primeiro ano de vida é quando a gente mais aprende, mais que em todos os outros, eu acho.
Penso na Agnes recém nascida, molinha e melecada ali no meu colo logo que nasceu.
Penso nela hoje, toda serelepe e atenta a tudo que acontece ao seu redor.
Por isso tenho essa sensação de “putz! como passou rápido”, mesmo que talvez nem tenha passado, mesmo que nem seja tanto tempo assim. Mas é que olhando pro desenvolvimento do corpo e tudo mais, muita coisa aconteceu com ela.
Eu comemorei cada uma delas.
Quando ela virava a cabeça meio que procurando a voz de quem estava falando no quarto. Quando sorriu. Quando aprendeu a estalar a língua. Quando aprendeu a virar de lado, depois de bruços. Depois rolar. Quando falava “angu”. Quando eu percebia que perdia roupas. Enfim, todas as conquistas e descobertas, no tempinho dela.
Está sendo assim. Essa semana mesmo eu estalei o dedo e depois ela tentou repetir, com aqueles mini dedinhos me imitando. Não conseguiu estalar, mas eu fiquei boba com a percepção dela.

Foi um ano inteiro de pequenas descobertas.
Sobre ela, seus choros, barulhinhos, expressões faciais, gestos, gostos. Entre tantas outras nuances e detalhes.
Sobre mim, que me vi numa cena completamente nova. Muito idealizada, desejada, e agora real. Teve essa parte também, de desconstruir o imaginário para dar conta do que estava acontecendo em volta. Muitas vezes não consegui parar para escrever e botar as ideias no lugar, como gosto (e preciso) tanto de fazer. A vida foi acontecendo num fôlego só e eu acompanhei. Às vezes bem mais ou menos, mas acompanhei.

Eu aprendi muito.
Aprendi a cuidar de outra pessoa. A me doar. Aprendi sobre os meus limites. E a superá-los. Aprendi a guardar a minha dor no bolso para dar amor pra minha filha. A escrever sobre coisas que eu queria gritar e não mostrar pra ninguém, só para extravasar a energia. Aprendi sobre escolher batalhas. Sobre respirar fundo. Sobre acolher. Aprendi que mesmo que aprenda um monte, ainda vai ter outro tanto bem grande para entrar na lista, todo dia.
E o melhor de tudo é saber que isso vai continuar sempre, em todas as fases.

Que venha mais um ano cheio de amor para nós.

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11 meses

Então aqui estamos. 11 meses de Agnes, que coisa mais linda!

Pausa para respirar um pouco, pensar no que já vivemos até aqui.
Eu estou super nostálgica com essa coisa de aniversariar a filha, pensando em como estávamos há 1 ano atrás e tudo que se desenrolou desde então. Estava lendo uns posts do rascunho (também conhecido como limbo eterno, rs), do esboço do relato de parto, dos últimos dias de gravidez e tudo mais. Nossa, que saudade! Nem pensei que eu fosse dizer que sentiria saudade, porque foi tudo tão intenso e forte. Os hormônios me deixaram louca! Eu chorava, me descabelava, achava que tudo sairia dos trilhos. E muitas vezes saiu mesmo, mas me surpreendi muito também, tive boas surpresas em relação a um tanto de coisas que eu sofri por antecipação e, quando chegou na hora, foi bem melhor. Ufa! Eu gosto bastante desse exercício de olhar pra trás, ganhar perspectiva sobre os acontecimentos, ver as coisas por um outro prisma. E sim, acho que tá batendo uma saudadinha de tudo aquilo.

Pronto. Chega de falar do passado, que renderia um post inteiro. Vamos falar sobre a fofolete mais fofolete da paróquia ❤

11 meses de muita energia e disposição! rs.
Agnes está linda, serelepe, apaixonante.

Foi um mês bem intenso, eu diria.
O sono desregulou. Ela geralmente dorme por volta das 20:30. Pois bem, ela dormia essa hora, normal. Só que acordava lá pras 23:00 e só  voltava a dormir 1 da manhã, toda trabalhada na animação. Não tinha meia-luz, música ou mamá que desse jeito. Só esperar. E ela engatinhava, conversava, mamava, batucava no banco da sala, brincava. Chegava um momento que eu já estava bem cansada e queria colocar ordem no coreto. Pegava no colo, embalava, dançava. Ela relutava ao máximo, chorava. Nossa, difícil. Acho que foi uma semana assim, mas enfim passou. Quer dizer, andou indo dormir bem tarde esses dias aí atrás também, mas nada tão intenso quanto antes. Ou eu que me acostumei, vai saber.

Dois dentes nasceram ao mesmo tempo e já tem mais um rasgando. Juntando isso com o fato dela estar com o nariz bem congestionado e um pouco de tosse (tem gente que diz que dente nascendo faz o nariz ficar entupido, não sei se procede), está comendo pouquíssimo. Quer dizer, nunca foi uma Magali da vida, mas agora está realmente uma passarinha. Beliscando aqui e ali. Tem dias que só come algo mesmo lá pras 16:00, não quer nem saber de comer fruta ou qualquer outra coisa de manhã. O almoço, então, vai tudo pro chão. O que ela aceita melhor é a janta, nos dias bons. Nessas horas eu tento trancafiar lá no porão a minha neurose e ser uma mãe zen, mas nem sempre dá certo. Dou umas choradinhas básicas, já acho que ela “emagreceu”, mas fico repetindo à exaustão que ela está bem, alegre, se movimentando por tudo que é lado, pulando, dançando, virando de ponta cabeça e do avesso. Ou seja, doente ela não está. Né?

Também percebo que ela está “ensaiando” pra andar. Já fica em pé em tudo faz tempo, já contei aqui. Empurra o pufe aqui de casa pra lá e pra cá, a fruteira também. Agora ela arrisca alguns segundos sem se apoiar em nada. Está ficando mais confiante nesse aspecto, parece. Mas tudo ainda bem primitivo. Nos dias que ela se aventura mais assim, fica mais irritada, grita. Sem dúvidas é um salto de desenvolvimento, dá quase pra ouvir as engrenagens da cabecinha dela trabalhando, rs. E talvez isso explique também o sono agitado e a falta de apetite. Só algumas hipóteses de uma mãe curiosa.

Com tudo isso, tem mamado bastante. Tanto que até tenho sentido mais fome e mais sede.

Ela aprendeu a apontar o dedinho pras coisas, tão fofo!!
E dança ao som de qualquer música que escutar por aí.
Fala mamã/mama pra mim ou pra mamar (sou uma teta ambulante, haha) e dadá pro Cleber. Faz tempo que ela o chama de dadá. Mas tem usado agora também pra chamar alguém (ou eu, ou meus pais, enfim).
Faz carinho na gente quando acorda e adora brincar de “montinho”, fazendo farra na cama.
Às vezes faz um riso ~meio sem vontade~ tipo imitando a gente, hahaha. Comédia pura!
É muito contente, a minha menina.
E gosta de brincar colocando um objeto menor dentro de um maior. Tira e põe, tira e põe. Se tiver alguém ao lado dela, fica um bom tempo concentrada brincando. Agora, se eu a deixo lá e vou lavar a louça, por exemplo, a brincadeira perde a graça e ela vai atrás de mim, rs. Aí arruma alguma coisa (leia-se: panelas e potes mil) e fica lá batucando e ~organizando~ tudo do jeito dela.

E ontem, 1 dia antes de completar 11 meses, ficamos separadas por mais de 1 hora pela primeira vez desde que nasceu. A casa estava precisando de uma mega faxina e resolvemos fazer isso neste domingo, assim que acordamos. Depois do café da manhã – que foi praticamente na hora do almoço, acordamos todos bem tarde – começamos a arrumação. Numa certa altura, ou eu continuava arrumando, ou impedia que ela invadisse o banheiro que o Cleber estava limpando, haha. Ela queria ajudar, ué. Mas o dia estava lindo lá fora, e cheiro de produto de limpeza aqui dentro. Ou seja, não muito bom pra ela. Liguei pra minha mãe, que chegou aqui rapidinho. Levou a pequena pra brincar no parquinho. Conversei com ela, avisei que ficaríamos separadas. Funcionou. Deu pra organizar tudo por aqui, mas falei pro marido que estava “fácil” demais, haha. A casa fica muito vazia sem ela, não gostei. Enfim. Quando nos vimos, só chamego e muito mamá.

E é isso.
Bora lá viver esse mês que nos levará à nossa primeira volta completa ao redor do sol.
Já estou emocionada só de pensar.

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Pausa

Ela dormiu no meu colo ao som de uma música legal. O quarto estava escuro, só nós duas ali.
A bateria do celular acabou. A música parou.
Não dava pra chamar ninguém, ou sair do quarto,
senão ela acordaria.
Se eu a colocasse na cama, acordaria.
Nem precisava tentar pra saber.
Conheço bem a filha que tenho.
Sentei na cama e fiquei ali naquele escuro, naquele silêncio.
Olhei pra ela, dormindo tranquila no meu colo.
Entregue.
Que bonita essa confiança.
Que seja sempre assim entre nós duas, pensei.
Os minutos foram passando.
A sensação de fazer nada rondou.
Ócio, é você? Quanto tempo!
Será que alguém vai vir ver como estou?
Mas para que a pressa?
Para que querer acabar logo com esse momento?
Querer estar conectada.
Com quem?
O presente estava bem ali naquele quarto escuro.
E eu resolvi aproveitar.
Respirei fundo.
Pensei nas coisas que ainda quero mostrar pra ela.
Na viagem de nós três que quero que aconteça.
Em possíveis cenas de um futuro próximo.
Fui tomada por uma sensação deliciosa.
Um bem querer.
Uma leveza.
Depois ganhei café com pão.
Comi em silêncio, com ela no colo.
Como era quando éramos recém-nascidas.
É, estamos crescendo…
Nostalgia.
Quase 1 hora depois, voltamos pro mundo lá fora.
Mas essa sensação que ficou… essa continua.

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Sendo uma mãe prática (e o meu limite)

Eu me considero uma mãe prática.
Não gosto de muitas regras, detalhes, frufrus… Vou desenrolando o cotidiano da forma que fluir melhor para ambas as partes. Tanto eu quanto a pequena temos que estar minimamente bem e confortáveis com as coisas básicas do dia, porque eu simplesmente não dou conta de choro e ranger de dentes todo-dia-o-dia-todo (sim, tô sabendo que há fases e fases, que tudo pode mudar, que vai chegar a adolescência, hahaha, mas sigamos assim enquanto há tempo, sim?).

Então, quis vir aqui hoje compartilhar com vocês as minhas praticidades do dia-a-dia.

Cama compartilhada
Eu não comprei berço, e ainda bem. Gente, quer coisa mais prática do que não precisar levantar de madrugada para atender o bebê, porque ele simplesmente já está ao seu lado? É só botar as teta de fora e todos dormem felizes para sempre. Ô delícia!

Amamentação
Aliás, eu fiquei #arrasada com o fim do aleitamento exclusivo no sexto mês, porque né? Cabô vida de resolver tudo com mamá. Todas chora!

Banho compartilhado
Entramos juntas no chuveiro e já dou o banho nela primeiro. Enquanto isso, vai enchendo o balde/bacia dentro do box. Coloco ela sentada lá, brincando. Tomo meu banho, lavo o cabelo, tudo tranquilamente até que ela resolve levantar na borda do balde. Quando marido ou minha mãe estão por aqui, eles a pegam e vão secando enquanto me visto. Quando é assim, algumas vezes não rola nem balde. Se não, me seco rapidinho, enrolo no roupão (ou não), e cuido dela primeiro, depois de duas horas me visto.

Comer com a mão
Se com blw vai tudo pro chão e quando vê a colher não abre a boca por nada, é com a minha mão que eu ofereço a comida, e funciona super bem.

Comida da casa
Acho que com 6 meses, bem no início da introdução alimentar, eu amassava os alimentos pra ela, daquele jeitinho tradicional. Durou bem pouco, porque ela simplesmente fazia cara de nojo, não queria nem ver o que eu tinha a oferecer. Um dia, dei a nossa comida pra ela, que aceitou feliz da vida. E assim somos desde então. A comida dela é sempre o que estamos comendo – já que usamos pouco tempero e tudo mais. Na mesma textura e apresentação, inclusive. Só muda quando vamos comer algo mais trash ou que tenha leite no preparo, mas em geral é a mesma coisa. Praticidade total.

Máquina de lavar
porque sim, eu sou a mãe que lava todas as roupinhas do bebê na máquina e nunca na mão.

Cama no chão
tirei meu box do quarto, joguei meu colchão no chão e ainda coloquei um colchão de solteiro do lado. Agora tenho uma king size gigante, minha filha desce da cama tranquilamente e eu não surto com medo dela cair. Fim.

Maaaas … é claro que toda regra tem sua exceção.
Sou prática em muitos aspectos, mas na hora de sair de casa, minha gente, eu não levo uma simples bolsinha. Eu levo uma mochila enorme cheia de coisas. Fraldas, lencinho, troca de roupa, meia, blusa de frio, cobertinha, petiscos, etc. O que eu até consideraria como prático também, porque tenho de tudo ali dentro, a própria bolsinha do gato Félix, rs. E porque aqui somos uma família que vive mudando a rota. Saímos de casa achando que voltamos em meia hora, mas normal se só retornarmos no fim do dia. Então, me sinto melhor estando preparada, rs. Maaas, carregar mochila pra todo lado não é exatamente a imagem ideal de praticidade, né. Dizem que é coisa de mãe de primeira viagem, vamos ver como será no próximo filho.

a praticidade bate na mochila e volta correndo sem olhar pra trás 😛

E vocês, o que fazem para serem mais práticas no dia-a-dia?

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