Arquivo do mês: setembro 2015

bye bye, setembro!

Última postagem de setembro, que bacana. Adorei a experiência de aparecer por aqui dia-sim dia-não, apesar de ter esquecido um, mas compensei depois, haha.
Acabei não programando nada pra hoje, porque a vida, essa danada, está nos dando um baile nesse 2015. Mas hoje não quero reclamar nem lamentar nada. Resolvi repostar um texto que escrevi esses dias no outro blog e volto em breve com palavras inéditas por aqui, prometo. Não sei como vai ficar a frequência de outubro, mas prometo não sumir.

**

Fotografia

Ela estava muito brava.
Me mordia, dava uns gritos, chorava. Estava visivelmente chateada e irritada.
Nós estávamos vendo algo no computador, provavelmente o capítulo do dia da novela das seis, que gostamos muito.
Diante da revolta da pequena integrante da família, demos pause no vídeo e eu me sentei no chão, ficando na sua altura. Ela continuou chorando, me olhou, viu que eu estava disponível e veio até mim. Mamou bastante e conseguiu se acalmar. Depois de alguns minutos assim, com ela ainda mamando, continuamos de onde paramos. Eu ali sentada no chão ainda. Terminou o capítulo, ela saiu do meu colo, deitou a cabeça na almofada que estava no chão e ficou. O pai, vendo a cena inusitada, deitou ao seu lado e fez um carinho. Os dois se olhando. Eu olhando os dois. Silêncio na casa. Eles ficaram assim por um tempo infinito. Achei que ela fosse dormir. Achei que éramos uma fotografia num álbum de família.
Ele disse coisas lindas pra ela. Ela ouviu tudo, estava atenta a tudo que ele dizia, com a tranquilidade de quem vive aquilo que muito se esperou. Ele ia falando baixinho, fazendo carinho em sua cabeça e eu apenas olhando, feliz por presenciar uma cena assim. Por testemunhar essa construção deles dois. E da nossa família. Acho que a nossa missão é ser família, cheguei a dizer em algum momento. Chorei. Pequenas e silenciosas lágrimas que não conseguiram se conter e transbordaram.
Ela se levantou e pegou o livro preferido, o único que tem paciência de ouvir e que pede ao pai para ler todos os dias, várias vezes. Ele leu. Ela sorriu. Me levantei e deixei os dois ali no tapete. Ela veio, trouxe o livro até mim e depois voltou para onde estavam. Era um pedido para eu me juntar a eles. Deitei ao lado dele, ela ficou entre nós e ele leu mais uma vez. Sorrimos. Toda irritação havia se dissipado. Entre livros, brinquedos e almofadas, embolados no chão da sala numa noite de quinta-feira, éramos uma fotografia que ninguém tirou. Mas que eu nunca vou me esquecer.

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Só pensando

Mal eu disse que a nuvem de tempestade que cobria meu puerpério foi embora, finalmente, deixando as coisas mais leves e frescas, já estou aqui pensando quando o baby 2 dará as caras nesse mundo.

Hahahahahahahahaha!!!!!

Veja bem, eu nunca pensei em ter um filho só.
Mas confesso que quando a Agnes nasceu cheguei a dizer que já tava bom, já, obrigada, passar pelas chatices de novo eu dispenso. Sério, eu sou uma velha ranzinza, a quem eu quero enganar? Só que joguei essa rabugice debaixo do tapete e voltei a pensar numa família maior, eeeeee!!

Não. Não faço a mínima ideia de quando vou engravidar de novo. Como eu já comentei aqui outras vezes, não sei seguir nem o cardápio semanal, imagina plano de médio e longo prazo? Sem chance. Sei que não dá pra engravidar agora, já, hoje, 2015. Apenas porque estamos numa fase da vida que olha, vou nem comentar, crise é apelido. Quero pelo menos dar uma amenizada na coisa antes de trazer mais gente pro mundo.

Às vezes acho que minha relação com a Agnes ainda é muito simbiótica, que não dou conta de outra disposição e entrega emocional assim. Tô confiando nas amigas que já passaram por isso e disseram que tudo vai se ajeitando. Sei que amor tem de sobra pra todo mundo, mas essa coisa de estar disponível 100% nos primeiros meses já vai ser diferente, né. Penso em como lidar com essas novas demandas etc e tal. São questões. Nada que o tempo e mais algum amadurecimento (meu e da pequena) não resolvam. assim espero

Porém, nada disso não me impede de pensar, né não?
No parto domiciliar que eu quero. Nas quiança brincando junto. Eu e a Agnes pintando a barriga (oiin!). Roupinhas pequetitas. A gente sendo uma família de 4 integrantes. Só lindezas ❤

A dúvida da diferença das idades já desencanei de responder, apenas porque descobri que não existe resposta ideal mesmo. Sempre haverá prós e contras, de todos os lados. Eu só não queria que tivesse acontecido de engravidar antes dela fazer 1 ano, por toda bagagem emocional mesmo, como acabei de dizer, e como não aconteceu, tudo bem. Se fosse para escolher realmente, talvez eu escolhesse quando ela já tivesse desfraldado e desmamado, bem aquela coisa de “deixar de ser bebê”, mas nunca cheguei a fechar como uma certeza aqui dentro. Só pensando.

Esse texto é todo um pensamento geral, na realidade.
Não existe data, não existe plano, sequer existe tentativas. Apenas uma nova ideia para matutar. Coisa que adoro fazer, inclusive. O baby 2 sabe bem a hora de vir, eles sempre sabem. A nós cabe apenas ouvir, e deixar vir.

Beijo especial para minha querida Romana Naruna, que está grávida do bebe2 e escreveu um texto que me emocionou muito. Vida longa e farta a vocês, amiga. Que bom que, diante de tanta coisa que desaba, vocês escolheram construir e ser amor. 

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dente: aquilo que dá trabalho antes mesmo de nascer

Já vi muita coisa dar trabalho nessa vida bandida, mas igual dente, tá pra nascer, viu.
Tá pra nascer faz um tempo já, na verdade. Pelo menos uns 15 dias que eu vi a gengiva inferior dela muito inchada, dos dois lados.
Daí essa semana resolveram (tentar) desencantar. Começou uma irritação, uns gritos sem mais nem porquê, um apetite diferente. Tem dente chegando, pensei. E o pensamento se tornou certeza quando a coisa foi se agravando. Muitos cocôs, assadura, nada de comer, dedo na boca. Esses dentes “lá de trás” dão mais trabalho pra nascer. Também, sem ponta, todo grosso, vem sem dó.

Com dó fico eu, porque minha passarinha tá sofrendo dessa vez.

Exatamente agora ela está dormindo, mas teve uma crise de choro antes que só o bom e velho pele a pele e um mamá resolveram. Tive que colocar uma musiquinha, ficar bem grudadinha nela, fui dançando e ela relaxou e depois dormiu.
Ontem aconteceu também. Ela começou a me morder. Falei que a gente não morde as pessoas, que machuca, que é só beijinho, mas ela queria morder. Foi ficando brava, puta da vida, aí paramos tudo, sentei no chão e fiquei só ali, esperando e vendo o que ia acontecer. Ela veio, mamou, depois deitou a cabeça na almofada e ficamos juntos, nós três por um tempo. Essa semana toda está sendo toda assim, com muitas cenas semelhantes a essas. Com muita presença, muito colo, muito mamá, muitas fraldas trocadas. Pouco apetite, pouca roupa (por causa do calor), pouco sono.

Tudo isso pra rasgar um. Ainda tem mais pra chegar.

Que a fada do dente nos proteja, amém.

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Sobre o tempo e seus milagres

“Recém nascido é muito bom! Muito gostosa essa fase, que saudade

A frase acima foi proferida por mim e pelo meu marido exatamente ontem de manhã, enquanto conversávamos com uma amiga que está grávida.

Fiquei tão atônita quando caiu minha ficha pelo que tinha dito que tive que vir aqui escrever. Contar que o tempo opera milagres, se soubermos esperar. E se não soubermos também, porque não podemos fazer nada em relação a isso, só mesmo aguardar que ele chegue e faça o seu trabalho.

Por que estou falando isso?
Pelo simples motivo de que o meu pós parto foi pesado. Meus ombros doíam, literalmente. Eu achava que era por dormir mal ou posições erradas na hora de amamentar, mas na verdade era o peso que eu insistia em carregar que me doía o corpo todo. A Agnes era mesmo uma delicinha de bebê, claro. Mas o peso do turbilhão de hormônios e sentimentos que tomaram conta de mim me fizeram achar, na época, que aquilo não estava sendo tão legal. Que bem podia ser de outro jeito, que algo estava fora do lugar. Sim, estava mesmo fora do lugar. Não dá pra parir um bebê e sair imune disso. Nem só do parto estou falando, mas do todo. É novidade em todos os níveis possíveis. Tem gente que passa por isso de forma mais leve e serena. Pra mim foi intenso. E de tão intenso cheguei a achar que estava ruim. E cheguei a achar que por mais que o tempo passasse, eu ainda me lembraria do incômodo que sentia.

Aí sim, fomos surpreendidos novamente.

Agora é a hora que eu digo, tão espantada quanto poderia estar, que aconteceu. Eu não me lembro mais exatamente das chatices que senti no puerpério. Não de imediato. Eu sei que foi tenso, que foi custoso, que precisei lidar com uma catarse doida que eu achei que fosse me acompanhar até daqui umas duas vidas. Mas passou. Oi? Alguém me belisca pra eu ter certeza? PASSOU!!! A ficha caiu completamente hoje, nessa conversa com minha amiga. Marido e eu falando que era uma fase gostosa, que era muito bom etc e tal. Aura de nostalgia no ar. Só lembrança boa.

Como boa amiga que sou, não romantizei tudo. Falei que é intenso, sim, que o primeiro mês é o mais punk, de adaptação de todo mundo, só que também tem sua beleza e sua alegria.

Estaria mentindo se dissesse que já esperava por isso. Como disse, meio que me acostumei a sentir aquilo, a viver assim. Depois que o puerpério passou ficou tudo mais suave, claro. Só não pensei que chegaria o dia em que eu só me lembraria da parte boa. Do cheirinho de rn, de como é gostoso aquele pacotinho no colo, dos barulhinhos, de ficar com ela no colo o dia todo, de boas no sofá, amamentando de um lado e comendo do outro. Era muito legal, gente!
Mesmo estando aqui hoje, com essa sensação boa, não me arrependo de como foi, não sou dessas. Senti tudo que me cabia, tudo que veio, o combo completo. Agora estamos em outra fase, que também abraço inteira. E assim será sempre, se depender de mim.

Contudo, não deixo de agradecer ao Sr. Tempo, de novo e sempre, por me ensinar que ele sempre está a nosso favor e sempre fará o seu trabalho. Só é preciso lembrar que ele só trabalha em silêncio, e não na nossa pressa. Ele está sempre no horário. Ainda bem.

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Agnes e a comida

Uma das coisas que mais mexe com uma mãe é a introdução alimentar. São muitas dúvidas, muitas questões, muitos pormenores. Quando começar? O que oferecer primeiro, fruta ou comida? Papinha ou blw? Em que panela cozinhar? Que utensílios são os melhores? Sim, migas, eu disse que eram muitas questões. Tantas que a gente fica doidinha, sem saber pra onde fugir por onde começar.

Quando começamos a introdução alimentar da pequena Agnes, eu fiquei meio perdida também. Ela fez 6 meses e nem um copo eu tinha providenciado ainda. Fato é que eu não sou de seguir muitas regras, por isso não quis ler muita coisa. O único texto que li foi esse aqui, da Faiolla Duarte, que faz um trabalho bem legal sobre alimentação e tudo mais: Introdução de alimentos sólidos passo-a-passo. Li quando a Agnes tinha 5 meses. E lá está escrito que alguns bebês demonstram interesse antes na comida, que é legal deixá-los livres para explorar e ter acesso à refeição da família. Tudo muito legal, fez muito sentido pra mim. Só que a minha pequena já demonstrava interesse, ou pelo menos curiosidade pelo que comíamos e eu ainda não havia liberado nada. Matutei um pouco e, uns dias depois, comendo melão, deixei que ela colocasse na boca. Ela lambeu e ficou por isso mesmo. Pra mim era importante a coisa oficial dos 6 meses, então dei uma segurada. Mas foi tranquilo esse primeiro contato. E resolvi deixar porque pensei justamente na relação que ela começaria, já ali, a desenvolver com a comida. Como assim ela demonstra interesse pelo que estamos comendo e eu não deixo ela comer, mas depois vou implorar por “só mais uma colherada”? Não faz sentido, né. E realmente ela só lambeu e se deu por satisfeita, só queria conhecer o que tanto a gente pegava ali naquela noite.

Fato é que o começo da comilança por aqui foi lento. Muito lento. Durante duas semanas foram só frutinhas. Tinha dia que eu dava inteiro na mão dela, tinha dia que eu amassava com o garfo e oferecia. Ela colocava tudo pra fora. O reflexo que não deixa engasgar funcionou tão bem que ela não engolia nada, hahaha. Muito aos poucos ela foi entendendo o que era pra fazer com aquilo. Fui deixando a coisa rolar meio solta – na verdade, eu estava aprendendo junto com ela, não sabia direito como proceder. Com a comida foi mais difícil. Ela recusava veementemente toda e qualquer papa que eu oferecesse. Mesmo que fosse só amassado, nunca bati nada, mas ela não gostava. Pedaço inteiro ela jogava longe. Frustrante, mas era o que tinha pra época. Um dia, cansada de fazer coisa que ela não aceitava, botei arroz e feijão no prato, o mesmo que a gente come todo dia, coloquei ela no meu colo e dei. Ela abriu a boca, comeu e não cuspiu. Adorou o arroz, até mastigava, rs. Foi a primeira vez que deu certo, ela já tinha quase 8 meses. A partir de então eu assumi meu completo fracasso em preparar coisas específicas para bebê e me joguei na vida prática de quem oferece a mesma comida da casa desde sempre. Sim, mesmo tempero e mesma consistência, e ela nunca engasgou.

Daí em diante fomos progredindo cada dia um pouco mais. Logo veio mais dente, daí já parou de comer de novo. Certo dia resolvi fazer polenta, ela devorou. É a unica coisa “mole” que ela come, vai entender. É a comida oficial da época chata do nascimento dos dentinhos, inclusive.

Lá pruns 9 meses ela comia sempre com as mãozinhas, fazia a maior lambança. Mas depois passou a aceitar que eu oferecesse e seguimos assim ainda hoje. Tem coisa que ela quer pegar, tipo carne, e tem acesso irrestrito, outras eu ofereço e assim vamos. Mas tudo na consistência normal, o prato dela é igualzinho ao nosso. E quantidade ela come pouco, já entendi isso. Minha passarinha, como costumo dizer. Mas, por algum motivo desconhecido, sempre coloco muito no prato, tipo pra uma criança de 3 anos, hahaha. Fruta ela come melhor com as mãozinhas, vezes dou inteira, vezes corto em pedacinhos.

Até 1 ano eu procurei não oferecer nada processado/empacotado pra ela. Era comida e nos lanches sempre fruta. Um dia ela alcançou meu pacote de biscoito de arroz e comeu um inteiro, devia ter uns 9 meses, por ai. Umas amigas me lembraram que é super natureba, então passei a oferecer de vez em quando. E pão francês liberei antes de 1 ano também, ela curte mais a parte com casca, não só do miolo, e come um pedaço muito pequeno. Pão de forma industrializado só experimentou uma vez, que meu sogro deu e eu não quis interferir (por milagre, rs), mas ela deu uma mordida e jogou fora.

Aliás, em relação aos outros, até que não tenho sofrido tanto. Aprendi a dizer não e me manter calma, até sorrindo, quando perguntam se podem oferecer bala/gelatina/chocolate/fritura/salgadinho/bolacha pra ela e assim vamos. O fato de me perguntarem ajuda muito, me sinto respeitada e isso é ótimo. Acho que se chegassem já dando na boca dela ia ser bem diferente, hehe.

Eu já tinha escrito dois posts sobre comidas por aqui, um sobre a introdução alimentar e outro sobre os meus mantras quando o assunto é alimentação. Escrevi este hoje porque uma amiga pediu, pois está às voltas com esse assunto. Força aí, Rany, que tudo se ajeita. Sempre se ajeita.

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Faz de conta que é 19

Então que hoje é dia 20 e eu tinha certeza absoluta que era dia 19.
Esse mês decidi postar dia-sim dia-não, o que acabou sendo em todos os dias ímpares, já que comecei dia 01, né. Estava toda feliz e satisfeita pensando no que escrever quando “descobri” que hoje era dia 20. Um dia inteiro se passou e eu nem me dei conta, pra vocês verem o tamanho do meu cansaço, ou da minha (falta de) atenção, como queiram.

Vamos fazer de conta que eu vim no dia certo, sim? Que tudo estava friamente calculado desde o começo, claro, como não.

E do que vamos falar hoje? Não faço ideia, minha gente!
Alguém tem alguma sugestão do que eu posso escrever nesse humilde espaço materno-reflexivo? O que vocês gostariam que eu contasse que, por acaso, eu ainda não tenha contado?

Está sendo muito legal escrever aqui com mais frequência. Mesmo que as vezes eu me veja completamente sem saber o que dizer, como hoje, é bom vir assim mesmo, naquele tom de conversa e bate papo que algumas vezes acaba ficando meio de lado, eu acho. Sem contar que continua sendo um exercício. Quanto mais eu escrevo, mais vai surgindo o que contar. Quando fico esperando muito pelo assunto ideal, pelo momento ideal, pela inspiração ideal obviamente não sai nem uma linha sequer, porque todos sabemos que o ideal não mora neste mundo. Ainda mais no mundo materno, né colegas.

Enfins. Post enchendo linguiça em pleno domingo, porque esse dia da semana é muito propício pra isso, afinal de contas.
Prometo que volto com mais qualidade amanhã, já que é o dia “certo” da postagem, né? hahaha

E sim, estou esperando sugestões, ideias, planos infalíveis ou o que vocês quiserem dizer, hehe.
Beijo nosso. E boa semana pra nós!

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14 meses de Agnes

Dia 15 minha pequena moça completou 14 meses de vida, que delícia!
E aqui eu abro um parênteses para dizer que eu nunca havia entendido o real motivo de algumas mães continuarem falando a idade dos bebês em meses, mesmo depois de já terem completado 1 ano. Agora eu sei. É porque assim ainda se parece mais com bebezinhos, uai. 1 ano e 2 meses me faz parecer mais criança, mais crescida. NÃO. Minha fofolete ainda é uma bebê de colo muito pequena e dependente e simbiótica e…

Ok, vocês venceram.
Não é mais uma bebê tãão pequena assim, vai. E nem totalmente de colo. Porque a pessoa descobriu as maravilhas que andar com as próprias pernas proporciona e está usando muito esse novo artifício.
Ela deu os primeiros passinhos com 1 ano e 4 dias, exatamente. Dava 4 passos pro Cleber, o abraçava, fazíamos festa. 4 passos pra mim, nos abraçávamos, fazíamos festa. E assim foi uns minutos, nós 3 aqui em casa a noite. Mas ela não saiu andando depois disso, não. Ficava só nos 4 passinhos mesmo, de boas, resolvendo maiores distâncias com o bom e velho engatinhar. Umas duas semanas depois é que foi se soltando mais, dando mais passos, arriscando maiores distâncias. Com 1 ano e 1 mês já estava mais desenvolta. E agora já quase corre. Vejam só:

  
Que fase mais delícia, né gente? Eu sei. Eu sei que falei isso em todas as fases, mas ah!, que culpa tenho eu se curto mesmo essa coisa de ser mãe e ver de camarote uma pessoa se desenvolver desde o princípio? Amo mesmo, não nego, tenho outro quando puder. (Calma, ainda sem planos pro segundinho, era só pra frase ficar legal, rs).

Ela entende tudo que a gente diz. Claro que a gente sabe que eles entendem, já lemos em mil lugares e tal, mas constatar assim, dentro de casa, no dia-a-dia é muito legal. Ela pega algumas coisas que a gente pede, procura, aponta. Coisa mais fofa! Isso dela entender tudo tem me feito pensar mais no que dizemos na sua frente. Porque né? Ela ainda é muito bebê, não tem filtro. Não tem como eu achar bonitinho ela entender que eu pedi a bola e achar que não vai nem ligar se me ouvir falar de problemas ou coisas mais sérias. Uma coisa que não gosto é falar dela com os outros como se ela não estivesse presente. Isso é muito comum, pelo menos por onde ando, e nunca achei saudável. Agora é trabalhar isso (principalmente nos avós), para deixar de ser trivial.

Tem se mostrado assustada em ambientes com muita gente, não é uma bebê toda dada não. Ainda permanece séria no começo, primeiro observa tudo e só depois interage e explora o lugar. Tem dias que está mais grudada comigo, tem dias que não, mas sempre fomos assim por aqui, normal.

Está com a gengiva muito inchada na parte de trás, logo logo vem mais dentes por aí. Por enquanto, continua com os 8 que já tinha antes de 1 ano. Ela já coça, já está meio irritada, mas ainda não rasgaram. Que lamento essa demora!

“má”, que todo entende como “mãe”, é usado pra minha mãe quase sempre. Mas pode ser para qualquer pessoa que ela queira chamar ou mostrar alguma coisa.
Pra mim é sempre “mamã/mamá”.
O pai continua sendo “dadá/tatá”, as vezes “baba”.
“Bobô”
para vovô e bobó para vovó.
Áu-a” é água.
teté” é tchau – com mãozinha e tudo.
au-au” é cachorro. Ela aprendeu ouvindo os latidos, não fui eu que ensinou assim, rs.

Aliás, como ela gosta de cachorro. E de pombos. Pira quando vê algum pela rua, é muito bonitinho.

Está aprendendo a chutar bola, mas ainda prefere trazer e jogar pra gente com a mão, haha.
Aprendeu a abraçar uma bonequinha que ela ganhou recentemente. E as vezes anda com ela pela casa segurando na mão. Muito amô!!
Quase não tem brinquedos. Eu não compro e não ganhamos muito, por incrível que pareça. Acho que ela tem mais livrinhos do que brinquedo mesmo, ou pelo menos um número bem próximo das duas coisas. Mas o que inventamos de brincadeira não está escrito. Sempre uma novidade pela casa.

Continua adorando tomar banho. Agora já até toma em pé comigo no box, fora da banheira, hehe. Mas não é sempre, não, ela gosta de brincar na água.
Come feito passarinho, pequenas quantidades. Mas come, pelo menos isso. Quanto a isso estou tranquila. Já introduzi algumas coisas com leite e derivados e está tudo bem, graças a Deus. Já percebi que ainda existe uma sensibilidade, não dá para oferecer vitamina todo dia, por exemplo. Ou mesmo muito em um dia só, porque o intestino fica mais solto. Mas pão de queijo ela adora e nunca deu nada. O jeito é ir observando e indo devagar mesmo, sem pressa.

Ai, muita coisa.
Como eu disse, estou amando essa fase. Muitas descobertas, muito aprendizado, muita farra.
Queria guardar tudo num potinho mágico. Ter filhos é muito bom!

  

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Carta do dia: o tudo que eu não quero

São Paulo, 13 de setembro de 2015.

Filha,
hoje acordei pensando na época que vivemos quando você nasceu.

Me levantei da cama às 6:30 da manhã para irmos à missa. Com o movimento e minha voz pelo quarto, você acordou e, percebendo que eu já estava de pé, veio até mim, pediu colo, virou pro seu pai e deu um tchauzinho. Você já acorda pronta pro mundo, diferente de mim, que demoro uns minutos para me situar no universo. É lindo de ver a sua disposição e o seu sorriso logo ao abrir os olhos.
Me lembrei de quando você tinha 1 mês e pouco, por aí. Foi quando você já conhecia um pouco o ritmo da casa, agora do lado de fora da barriga, e ficava mais segura para dormir por mais horas, sempre encostada em mim, sentindo meu cheiro. Acho que nunca me senti tão poderosa quanto nesses momentos. O poder de acalmar seu medo, aquietar o seu choro e te fazer dormir apenas por estar perto de mim, num vínculo só nosso, mesmo que tivessem outros olhos a nos vigiar. Até hoje é um pouco assim, aliás. Só que hoje você tem ainda mais segurança para se afastar de mim, me perder de vista, ir além de onde possa me ver. Você vai, explora, conhece, e sempre volta pro colo e pede um abraço ou um mamá. Como uma confirmação que ainda somos nós, que ainda estou aqui para você.
Sim, meu amor. Sempre estarei aqui para você. Para o que der e vier.
Sabe, filha. O tempo passa rápido. Toda mulher ouve isso quando está prestes a ter um bebê. “Aproveita, porque passa rápido. Quando você piscar, já vai estar correndo por aí”. E sim, é verdade.
O mundo anda apressado. A vida lá fora sempre é mais urgente do que questões internas. Passamos por cima de limites físicos, esticamos prazos, inventamos novos padrões para conseguir dar conta de tudo. Tudo. Uma palavra tão ampla, que abriga tanta coisa. Chega a ser vaga. Precisamos ter cuidado, filha. Não há razões para darmos conta desse tudo. Muito menos ao mesmo tempo. No que diz respeito ao cuidado com os bebês, já invetaram muitas coisas para nos fazer “dar conta”. Muita coisa que nos afasta das nossas pequenas pessoas. Na verdade, bastaria que ficássemos com elas no colo, vivendo um momento de cada vez e já estaria tudo bem. Exatamente porque é tudo muito rápido. Não vê você,, tem pouco mais de 1 ano e já mudou tanto em algumas coisas.
Sabe o que eu acredito, de verdade? Que os bebês e as crianças é que deveriam nos ensinar a gerir o nosso tempo, não o contrário. Eu vivi intensamente o seu tempo quando nascemos. Agora estou tendo que equilibrar outros pratos, mas ainda tenho conseguido não apressar seus passos recém conquistados. Quero aprender contigo a ir num novo tempo. Vocês é que sabem – e querem nos mostrar, todo dia – o que realmente importa na vida. Quem tem olhos para ver, que veja. É o que eu desejo e quero. Obrigada por me ensinar. 

com amor,
mamãe.

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Sobre imprevistos e reflexões

Ontem eu escrevi uma carta pra Agnes, ia ser o post do dia.
Faltavam algumas finalizações, editar e pronto, já estaria postada, como eu tinha planejado.
Só que saímos de casa cedinho para ir na missa, depois fomos à feira, depois emendamos uma visita na minha avó e depois na minha sogra. Quando chegamos em casa, no começo da noite, marido sentiu um mal-estar e achamos melhor ir ao pronto socorro. De modo que meu pai foi com ele, enquanto minha mãe ficava comigo e com a Agnes, de companhia. Tentei escrever enquanto isso, mas simplesmente não rolou. Eu estava bem preocupada.
Ele sentia uma “dor” perto do peito, que ia pro braço. Sentia o braço fraco.
Na hora pensamos que não era um bom sinal, que era melhor verificar como estava a pressão, o coração, só por via das dúvidas, né. Pra quem não sabe, não faz nem 1 mês que o pai dele faleceu de uma parada cardiorrespiratória, que aconteceu numa manhã de terça e não deu tempo de fazer absolutamente nada. E que surgiu do mais completo nada.
Não tinha como não temermos quando ele sentiu essas coisas ontem.
Mas enfim, a médica achou que era stress, que era emocional. Fez exames, medicou e ele voltou pra casa, meia noite. Eu já tinha rezado mais do que o normal, gastado vários assuntos com a minha mãe, brincado com a pequena. E pensado muito na vida. Que não está sendo nada fácil nos últimos meses. Pensei que precisamos mesmo colocar alguns planos em prática e levarmos uma vida mais calma, por fora e por dentro. Não está fazendo sentido querer dar conta de tanta coisa como estamos querendo. Quer dizer, nem estamos abraçando tanto assim, talvez estejamos tentando nos encaixar em algo que não nos caiba, simplesmente. E acho que demorou para notarmos, mas finalmente estamos começando a enxergar novos horizontes. Enfim. Muitas reflexões numa noite só. Tenho a impressão de estar enxergando as coisas com novas lentes, de um jeito todo novo. Que nem cabem num post só.

Quando ele chegou eu apenas o abracei forte, preparei um lanche rapidinho pra ele comer e fomos deitar, cansados. Nem lembrei mais de post algum, a carta eu posto amanhã, não tem problema.
Hoje ele acordou melhor e até já saiu para resolver algumas coisas, desobedecendo a minha ordem de ficar em repouso no dia de hoje, rs. Mas está num ritmo mais lento, respeitando o corpo, ainda bem.

Coincidência ou não, a carta que eu escrevi pra Agnes, antes disso acontecer, cabe um pouquinho nisso tudo que refleti ontem. E antes ainda, na sexta, eu havia postado no instagram que esperava uma luz do fim de semana, porque a coisa tava braba mermo. Não foi exatamente a luz que eu tinha em mente, mas veio. Parece que a vida está mesmo querendo nos falar algo. E eu vou ouvir.

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Quando o limite bate na porta

Tem dias que os dias são corridos. Tem dias que são uma zona. E tem dias que são o apocalipse zumbi acontecendo bem no meio da minha sala.

São os dias em que tá tudo virado, literal e metaforicamente. Não consigo me desconectar, não consigo focar, não consigo dar atenção efetiva para minha pequena moça. Pequena moça, aliás, que pode ser confundida com uma anteninha, sempre captando todas as energias que circulam pela casa, principalmente as que vem da minha pessoa. Ou seja, nunca o dia estressante e cansativo será o dia em que ela dorme às 20:00 em ponto. É o dia em que ela está acordando da  soneca às 20:00, olha só que maravilha.

Por que, né gente? Por que será que não conseguimos perceber que estamos numa espiral e apenas paramos tudo para respirar fundo e tentar acalmar? Realmente, pensando aqui com meus botões, o texto que postei esses dias é super verdadeiro: voltamos para o sistema límbico em situações difíceis. Às vezes, regredimos até pro reptiliano. E aja oxigênio para dar conta de suprir e fazer funcionar esse neocórtex.

Aqui em casa, quando percebo que já estou chegando no meu limite de cansaço, stress, exaustão, tento fazer algumas coisas para ajudar a seguir firme na jornada. Me refiro a quando tudo parece nos irritar e incomodar tanto e tal ponto que já estamos quase colocando a culpa disso num bebê de quase 14 meses. É grave, eu sei. Por isso desenvolvi umas técnicas nada inovadoras, mas é o que tem pra hoje e resolvi compartilhar hoje.

Desligar o computador e deixar o celular longe
Porque vício a gente controla é não vendo, hahah.
Mas falando sério. Às vezes, estou lendo/escrevendo/vendo qualquer coisa nas telas e o caos começa a reinar. Em geral, dá pra conciliar e vamos seguindo a vida. Dou uma parada, depois volto (na soneca dela), e assim vai. Só que em momentos críticos, a medida precisa ser drástica. Ontem, por exemplo, não vi nada de nada durante a tarde. Nem uma espiadinha pelo celular. É uma coisa que preciso melhorar muito ainda, mas que realmente funciona.

Fugir pro outro cômodo e respirar e contar até 10 e dar uma choradinha.
Maturidade, a gente vê por aqui, migues.
Só faço assim quando tem outra pessoa para acolher o choro dela, que com certeza vai surgir quando aquela porta se fechar atrás de mim. Mas são 60 segundos que fazem diferença.

Tomar banho.
Com certeza minha opção preferida. Largar tudo e ir tomar banho é vida, minha gente. Adoro, principalmente antes de dormir. Eu cansada, querendo relaxar e a Agnes zanzando de um lado pro outro fugindo do sono loucamente. Já tentei várias coisas, inclusive ir brincar junto, cantar, dançar, pular de um pé só. Nada funcionou e estou me estressando? Tchau, vou tomar banho. Pode ser que ela reclame, pode ser que mal note minha ausência. Quando volto, 10 minutos depois, ela costuma dormir muito rápido, mamando. Chego a pensar que essa ausência é efetiva. Ou talvez seja só a minha mente mais relaxada depois de uma ducha quente nas costas. Sei que o banho opera milagres aqui em casa.

É só aqui que rola essas técnicas? Qual é a sua?

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