Arquivo do mês: outubro 2015

Mais do que real

Das coisas boas que esse blog já me trouxe, sem sombras de dúvidas posso dizer: conhecer gente linda, elegante e sincera. Quem diria, né? Um espaço virtual, que além de abrigar meus relatos e doidices sobre maternidade, ainda me deu de presente a oportunidade de conhecer pessoas que hoje eu posso chamar de amigas. Abraçar, estar junto, almoçar, conversar. Uma delícia sem fim!!

Com certeza uma das pessoas mais especiais é a Dani, que se tornou uma amiga querida do coração.
Ainda me lembro a primeira vez que nos falamos, por e-mail, depois de um post que ela fez sobre a Laura e eu me identifiquei muito com a pequena. Porque sim, eu lia o Viagens há tempos já, hehe!!
Nos conhecemos pessoalmente ainda em 2013, quando estava grávida da Bolota, e de lá pra cá já passamos por bastante coisa juntas. Ela estava aqui quando aconteceu a perda, esteve disponível sempre que precisei. E como era bom nossos almoços, lembra, chuchu? Ficávamos mais de 1 hora conversando sobre tudo e sobre nada, muito legal. Eu sempre ia embora com uma sensação boa. Daí que engravidamos praticamente juntas, fizemos pré-natal com a mesma médica, chegamos a nos encontrar na sala de espera certa vez. Ela foi uma das primeiras pessoas para quem eu avisei do nascimento da Agnes. Acompanhei todo seu empoderamento em busca de um parto humanizado, trocamos mensagens quando suas contrações começaram. Fomos juntas ao cinematerna. Enfim, muitas ocasiões compartilhadas, que só foram fortalecendo nossa amizade.

Esse ano praticamente não nos encontramos, mais por causa da vida nossa de cada dia que anda uma loucura completa do que outra coisa (eu disse que essa cidade muitas vezes afasta as pessoas), mas não deixo de pensar nela sempre e de nos falarmos também.

É uma pessoa que eu quero muito bem, sempre. Que só tenho os melhores desejos. Uma mulher incrível, de uma força sem tamanho e com um coração lindo. Essa é a Dani.

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nosso primeiro almoço, lá em 2013.

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Eu, Dani e Frida com nossas bichinhas ❤

Desvirtualizar é bom demais, gente, recomendo!
É quando temos certeza de que aquele carinho todo que recebemos por aqui existe mesmo, é real, tem nome, sobrenome, endereço, cpf.
Além da Dani eu conheço a Nana (ai que saudade de Salvador), a Carol – que também fez pré-natal com a Cátia, a Gabi e a linda Cecília. Comentando apenas algumas que eu conheci por causa do blog, isso sem contar quem eu já conheci através de grupos do face e tudo mais.
Minhas próximas metas de trazer queridas pra vida (e pro abraço) real é conhecer a Nicole, uma pessoa que admiro e gosto muito, a Morgana, que eu queria que fosse minha vizinha, a Luciene, queridíssima, a Carol Pacheco, a Carol Pizzini a Nivea e mais um montão de gente.
O céu é o limite! haha

( e Dani, vamos melhorar nossa frequência de encontros pra logo, sim? beijo, querida!! ❤ )

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15 meses

Semana passada fofolete completou 1 ano e 3 meses e, já do primeiro para o segundo dia, senti uma diferença.
Fiquei pensando se existe algum salto de desenvolvimento mais punk nessa fase, cheguei a dar uma procurada, mas tudo por alto, porque realmente não tive tempo nem muita disposição, confesso. Pode ser que muitas pessoas não tenham voltado para contar história, mas eu digo: ele existe.

Há um ano atrás vivíamos o salto dos 3 meses, tão falado na roda materna, tão temido. Realmente, ela demandou muito na época, mas o tempo ameniza tudo, não é mesmo? Um ano depois estamos aqui na mesma vibe, só que com o adicional da pequena pessoa já andar e demonstrar com mais clareza suas vontades.

A primeira coisa que mudou foi o sono.
Agnes dorme bem de noite. Pode me dar um baile e brigar para dormir, mas quando apaga não desperta mais, só pra mamar 1 ou 2 vezes (ou 3 ou 4, hahah), dependendo do dia, mas não chega a acordar, já que dormimos juntas. Foi só completar 15 meses que ficou com o sono super agitado, resmungando, chamando mamã-mamã-mamã num looping sem fim, só que dormindo. Teve dias que até acordou (ontem, por exemplo) e só dormiu depois de umas duas horas. Teve um dia que só dormiu quando o Cleber deitou com ela na cama, abraçado. Sem contar que com essa mudança, vários ela só está fazendo 1 única soneca durante o dia, o que acho pouco pra ela ainda. Mas ela não dorme, não tem jeito, é uma só e pronto. Quando o sono altera assim, sei que vem coisa nova pela frente.

E está vindo mesmo, cada dia parece que ela aprende uma coisa nova, uma riqueza só. Já consegue falar o som do v, e ela mesma fala quando acaba a comida do prato ou a água do copo: vira as mãozinhas pra fora e diz “abôôô”. Se recosta no sofá 2 minutos, tipo descansando, depois desce e vai pro mundo de novo. Está com um entendimento bem grande do que a gente fala pra ela. Do tipo: filha, leva essa sacolinha pro papai. E ela pega a sacolinha e leva pra ele. E vai mostrar a roupa pra ele quando eu a troco, ou vice-versa. Pede pra colocar o sapato quando quer sair. Tem tentado falar várias coisas, repetindo a gente. Espeta as frutas com o garfo (comigo ajudando) e come sozinha.

Cheguei a ler em um grupo esses dias que é por essa idade que tem um salto em relação a memória deles. Não sei explicar (hahaha), parece ter algo a ver com memória implícita e explícita, só sei que hoje saímos marido, meu pai, Agnes e eu. Depois, deixamos meu pai no trabalho e viemos pra casa, ela dormiu no caminho e acordou só bem depois, quando já estávamos em casa. Ficou a tarde toda chamando vovô, como se tivesse lembrando que ele estava com a gente antes. Não sei se faz total sentido, vou procurar mais sobre o assunto, mas deve ter mesmo muita coisa acontecendo dentro da cabecinha dela, há que se ter muita paciência e dar o espaço necessário para esse bando de informação se acomodar lá dentro.

Além disso, tem descoberto, ainda mais, que existe um tal de limite que atrapalha muito suas vontades, rs. Aí, quando contrariada, abaixa no chão e grita ou chora. Quando está cansada, chega a deitar no chão. Bem aquela cena que a gente nunca quer que os filhos façam, sabem? Fica realmente muito chateada, e desde já temos desenvolvido nossas “técnicas” e jeitos de lidar com isso. O legal é que eu já conheço seus sinais, então se ela puxa o cabelo de alguém (meu, da minha mãe), sei que está com sono. Se grita mais ou se estressa, pode muito bem ser fome.

E assim vamos, um dia de cada vez.

Mais alguém sentiu uma virada com os pequenos nessa mesma fase?
Venham, vamos todas nos abraçar!! \oooooo/

 

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Perfis legais do instagram

A rede social que mais uso ultimamente é o instagram. Adoro. Adoro ver as fotos, adoro as legendas, adoro o clima de vida real com foto bonita. Porque no fundo é isso, né. A gente adora uma foto bonita, mas preza muito pela vida real, de todo dia, também, com todas aquelas coisas que nem com filtro resolve. Lá eu encontro um bom equilíbrio nisso tudo. O facebook já me cansou, sinceramente. Estou namorando a ideia de desativar minha conta, mas acabo adiando e adiando. Fato é que quase não uso mais. Então é no instagram que é mais fácil me achar.

Então resolvi compartilhar aqui os perfis “maternos” que eu mais curto. Daquelas mulheres que quero ser amiga e sentar na sombra enquanto as quiança tudo brinca correndo no parque. Não que eu ache que vocês já não conheçam essas pessoas, é mais para compartilhar mesmo.

Lua Fonseca @luabfonseca
É musa, é diva, é linda. Tem 3 filhos, pariu depois de 2 cesáreas eletivas, ainda amamenta a caçula de 1 ano e 9 meses e é uma mãe sem drama. Tanto que criou a série #nodramamom, onde conta suas descobertas e reflexões acerca dos assuntos maternos. Tive o prazer de encontrar pessoalmente com ela em seus últimos dias em São Paulo (agora a família está morando em Minas Gerais) e, mesmo tendo sido 5 minutos, literalmente, eu adorei – e a Agnes ganhou uma sacolada de roupas que foram das meninas, que estão sendo muito bem usadas por aqui. Ela tem um abraço bom (adoro gente que abraça apertado!), uma energia muito gostosa – o que deve ser de família, porque Pedrinho, seu marido, é uma pessoa muito do bem também, e também escreve sobre filhos e esse amor todo que a gente sente, no Do seu pai. Apenas lindos.

Roberta Ferec @piscardeolhos
Quem não conhece a Roberta, né gente? Ela escrevia o blog Piscar de olhos e está no insta com um perfil de mesmo nome. Sem contar a pracinha mais badalada da internet, o Minha Mãe que Disse, que tinha os melhores vídeos.
Enfim, voltando à Roberta. O mesmo espírito, o mesmo humor, as mesmas lindezas e palavras do blog, só que em rede social. Adoro. Dou várias gargalhadas e gosto muito do que ela escreve. Fala de alimentação saudável, fala de vida em comunidade, fala de como se vira com os 3 e de como essa nada mole vida é linda e vale a pena registrar e compartilhar tudo cazamiga, sim. Também tem 3 filhos, cada um nascido em um continente e todos umas figurinhas.

Tati Sabadini @familiamoderna
A Tati, do blog Manual da Família Moderna, é uma pessoa que eu queria conhecer. Mãe de gêmeas e do caçula, Francisco, ela escreve sobre o cotidiano materno. 100% vida real. A correria, os dias que não saem como esperado, os choros e também todas as belezas e fofuras que nos acontecem a cada dia. Adoro. Me ajuda muito a ver a vida de um jeito mais leve, com certeza. Sem contar as comidas e bolos que ela faz, que são de dar água na boca e que super me inspiram a fazer algo semelhante por aqui. Planos, planos…

A verdade é que todas elas me ajudam a ver a vida mais leve e colorida. Ainda mais nesse ano em que resolvi trazer a palavra leveza pra prática, tê-las na minha tela todo dia é muito bom. Vários aprendizados e muita beleza compartilhada.
E gente, cês repararam que todas tem 3 filhos? Seria um sinal? Hahahahaha. São questões.

E vocês, quais perfis adoram lá no instagram?

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Carta do dia: declaração de amor

Filha,

esta é uma declaração escancarada de amor.
Estou apaixonada por você.
Veja bem, isso não chega a ser uma novidade. Faz tempo que digo essa frase, desde que você ainda ficava aninhada perfeitamente entre minha mão e meu cotovelo quando mamava. Mas tudo indica que a paixão vai se transformando com o passar dos meses e, em alguns momentos, parece que chega a ter picos de intensidade – ou algo assim.
Pensei em dizer que você está numa fase muito gostosa, mas isso eu também falo desde muito tempo.
Fato é que te ver crescer está sendo maravilhoso. Não pensei que fosse assim tão legal – e que bom que não pensei, porque ser surpreendida faz parte da magia. Te ver adquirindo novas habilidades a cada dia, aprendendo trejeitos, imitando o que a gente faz, entendendo o que a gente fala. Nossa, essa parte do entendimento é das coisas mais lindas dessa vida. Tendo paciência e presença para te explicar as coisas, você internaliza muito rápido. De não poder colocar a mão no forno quando tem bolo, até quantas vezes será lido o seu livro preferido na hora de dormir. Você entende, filha. E eu não quero perder isso. Quero sempre me lembrar disso que estamos construindo e vivendo juntos, como família. Sabe, em alguns dias eu e o papai estamos mais cansados e parece que falta força para te explicar algumas coisas, o que também é sentido por você rapidamente. Já percebi que nesses dias é mais fácil perder o tom e ficarmos todos exaustos depois de horas lutando contra sentimentos e vontades. Estamos aprendendo a equilibrar tudo isso. Estamos aprendendo a ceder, um pouquinho cada um, para que todos fiquemos bem. O grande truque é sempre estar presente para o outro, acolher, respeitar. Na dúvida, abrace. Se não entendeu, silencie a mente e escute com carinho. No fim do dia, quando te vejo dormindo, é sempre bom relembrar que nosso dia foi produtivo, e não estressante. Que você aprendeu mais um limite (mesmo que eu tenha repetir de novo e de novo amanhã), e não que eu gritei e chorei. Tem funcionado. Sério, não tem como não achar demais.

Estou amando ser sua mãe.
Estou amando aprender tanta coisa e ver tanta vida acontecendo bem diante dos meus olhos.
Estou amando ver nós três sendo uma equipe, um time, uma família. Crescendo e andando juntos, na alegria e na tristeza.

Obrigada por te vindo, filha. De novo e sempre. Obrigada.
Estou apaixonada por você. É um estado de alma, uma constatação. Certeza mesmo. 

Abraço de urso,
mamãe.

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Dorme bem, meu bem

Uma das coisas que mais gosto na prática diária da maternidade é fazer minha filha dormir.
Dar mamá, embalar, dançar, cantar… Olhar seus olhinhos, que também me olham. E de repente eles vão ficando longe, indo pra outro lugar e depois se fechando, entregando-se ao sono e relaxando o corpinho no meu colo.

Não raro sou invadida por um sentimento muito bom quando estamos assim, nesse processo. Uma espécie de plenitude. Mesmo nos dias mais bagunçados, não importa. Ajudá-la a pegar no sono é uma das melhores coisas pra mim, sempre gostei.

Já teve vezes dela, de noite, ir pro cantinho dela no colchão e ficar lá até dormir, sozinha. Acho que aconteceu uma ou duas vezes. Geralmente ela mama e depois, já dormindo, vira pro seu lado da cama. Esses dias ela mamava, daí ia e deitava mais longe de mim. Depois voltava, mamava mais, e assim por diante. Me peguei pensando que logo ela vai aprender a dormir sozinha. O que vejo é um movimento primitivo desse processo na cabecinha dela. Pode demorar anos ainda, eu sei. Mas vai acontecer.

A infância é muito curta. E também por isso muito rara. Logo a gente pisca e o tempo já passou, e eles já cresceram, e já têm seus próprios compromissos e a roda viva gira e estamos num outro patamar de relação. Pode até soar piegas, que seja. É assim que eu sinto. Até por isso não tenho metodologia nenhuma para ensiná-la a dormir. Temos nosso ritmo diário que nos leva, naturalmente, à hora do sono, tanto de dia quanto de noite. Pode ser que ela adormeça no colo e fique nele durante toda a soneca. Adoro, aliás, sempre tiro esse tempo para ler alguma coisa, escrever. Um momento só meu, e também atendendo uma necessidade dela, uma delícia. Pode ser que só vá dormir de noite quando eu e o pai dela também formos nos deitar. Tudo depende de como foi o dia, de como ela está. Mas ela já sabe dos pequenos rituais. Trocar a fralda, colocar o pijama e escovar os dentes significa que está na hora de relaxar. Talvez o papai leia uma história, talvez mamãe coloque música. De qualquer forma, a hora de dormir se aproxima. Bom, pensando bem, talvez essa seja a metodologia. Que não é rígida, nem sempre igual. Só o que fica é o acolhimento, o colo, o mamá, as palavras. Uma forma de ensinar mais ampla.

Quanto a mim, vou é tratar de aproveitar cada segundinho dela no meu colo enquanto pega no sono. Teremos novos laços, mas esse vai passar. E vai deixar saudade.

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Arquivado em Agnes, coisa linda