Arquivo do mês: novembro 2015

Tchau, pão de queijo!

Contei o causo tragicômico e não vim contar sobre a diarreia da pequena. Nunca antes na história dessa família se viu algo daquele jeito. Nem vou entrar em muitos detalhes, na verdade. Quando começou, achei que fosse dente, até porque ela andava irritada e sem apetite. Teve um dia que ela não aceitou comer nada. Fomos caminhar no parque e ela nem conseguia brincar, tadinha. Acho que estava fraca. Não quis nem o açaí, o que é muito muito raro de acontecer. Depois desse dia foram mais 2 de intestino completamente solto. Não consegui encaixe com a pediatra dela, então levei no pediatra do meu sobrinho, que eu já conheço também e tinha uma vaguinha pra nós. Felizmente as coisas já estavam melhorando. Ele disse que não era dente coisa nenhuma, provavelmente foi algo que comeu. E aí chegamos no que eu não queria.

A antiga dúvida sobre a sensibilidade dela ao leite de vaca.

Vamos voltar um pouco para contextualizar.
Quando tinha 2 meses, Agnes apresentou uns sintomas que não gostei, que são associados à aplv (alergia da proteína do leite de vaca). Muito muco e rajadinhas de sangue nas fezes. Além de golfar demais. Cortei toda e qualquer coisa com leite, derivados e traços da minha dieta, emagreci quase 10 quilos e seguimos a vida. Ela melhorou completamente. Aos seis meses, conversando com o pediatra, decidi que ia comer uma coisinha ou outra e ir observando como ela reagia. Aos poucos, voltei a consumir tudo, sem demais reações da pequena, o que me deu um baita alívio. Ufa, passou. Mesmo assim, já acostumada a buscar outras opções e receitas sem leite, não voltei a consumir na quantidade de antes. Pra ela, até 1 ano, o único contato que teve com o dito cujo foi através do pão de queijo, que a minha sogra ofereceu a ela quando tinha uns 10 meses, eu acho. Ela não teve anda demais e eu liberava de vez em quando. E como gostou do pão de queijo. Depois de 1 ano, veio a liberação para oferecer derivados. Para receitas, o pediatra disse que poderia ser leite tipo A mesmo, não precisava ser fórmula. Ela não toma nenhum outro leite, além do materno, e assim seguimos.

Então teve um dia que deixei ela comer um pedacinho de bolo de fubá (com leite), que minha mãe havia feito. E no outro dia estava com o intestino solto. Só um pedacinho mesmo, mas foi o suficiente. Deixei passar. Tempos depois, eu estava comendo iogurte natural com fruta, ela quis e eu dei. Soltou o intestino de novo. Duas vezes depois, a mesma coisa. Parei de oferecer. Qualquer coisa com leite na receita, também evitava ao máximo que ela comesse.  Um dia comeu biscoito de polvilho e no dia seguinte lá estava a fralda carregada. Quando vi, tinha soro de leite nos ingredientes, que raiva.

A única coisa que parecia não afetar seu intestino era o tal do pão de queijo. Até deixei ela comer o próprio queijo, quente, em alguns dias. Com isso, a dúvida passava longe da minha cabeça. Ué, se aceita pão de queijo, se não tem mais sintomas, então não é aplv, certo?

Chegamos ao tempo presente.
No fim de semana que antecedeu a diarreia, ela comeu bolo na casa da minha tia. Descuido meu não ter procurado saber os ingredientes todos, mas foi o que aconteceu. Com certeza tinha leite, tinha manteiga, tinha uma vaca inteira naquele bolo. Contei isso ao médico e ele disse que provavelmente ela tem alguma intolerância, sim. Acreditamos não ser uma alergia totalmente, mas claramente existe alguma coisa.

E sabem o que mais?
Apareceu uma dermatite no pescoço dela. Já faz quase 1 mês que ela tá com isso. Pequeno, parece não coçar muito, tem dia que quase some. Mas está lá. Me disseram que era do calor, mas já teve dias mais amenos e continuou a mesma coisa. E eu sou a mãe zen que não encana logo de cara, vou observando primeiro pra ver no que vai dar. Ela não reclamava de nada e não tinha nenhum outro sinal de algo fora do padrão, então seguimos.

QUEDIZÊ.
Escrevendo agora fica muito claro na minha cabeça que ela nunca esteve totalmente curada. Que tapei muito sol com peneiras fazendo pose de mãe hippie-desencanada. Mas enfim, é o que temos pra hoje. Ela parou de reagir através do meu leite, não reagiu ao pão de queijo e dei o assunto por encerrado. Só depois da consulta foi que caiu minha ficha: a coisa estranha do pescoço dela surgiu mais ou menos na semana que ela comeu só o queijo. E a certeza veio quando, num dia muito quente, meu pai ofereceu sorvete a ela, que acordou com o pescoço todo vermelho e irritado no dia seguinte. E eu, que já tinha ficado brava quando vi, me emputeci mais ainda e tratei e mostrar o resultado pra ele. Hunf!

Agora estou esperando sumir totalmente a alergia do pescoço. Ela está bem, o intestino também voltou ao normal e já recuperou o peso que tinha perdido naqueles dias. Cortei o acesso que ela tinha aos poucos derivados (alô família, cabô festerê) e, até que tudo se estabilize, nada de potenciais inimigos. Nem o tal do pão de queijo.

2 Comentários

Arquivado em Agnes, alergia, Sem categoria

Causo tragicômico

Agnes estava ~ruinzinha~ esses dias. Sem apetite, brava e depois veio uma diarreia monstro, nunca antes vista por essas terras aqui.

Como ela ficou uns três dias sem muito ânimo, quando demonstrou que queria sair de casa e aceitou andar, fui feliz com ela pro parquinho. As coisas estava melhorando, afinal.

Chegando lá, só nós duas no local.
Andou, correu, pegou pedrinhas, sentou na gangorra.
Aí fomos escorregar. É um escorrega grandão, de cimento, com uns 3 lugares pra escorregar, sabem como é?
Pois bem. Subi com ela pra ir junto. Nunca tinha feito isso. Cleber sempre vai, minha prima, minha cunhada. Eu sempre ajudava de outro jeito. Aquele dia resolvi me jogar e aproveitar o momento também. Descemos várias vezes, apesar de eu ter achado meio áspero aquele “chão”.

Depois fomos pra casa (que no caso era o apê dos meus pais).
Ainda passei pelo caminho mais longo, pra ver se a gente encontrava o gatinho que ela gosta de ver.
Passei por pessoas, pelos moços que estavam fazendo uma obra no corredor.

Chegando em casa, veio outra bomba na fralda, tão grande que foi direto pro banho.
Tô eu lá limpando e impedindo que a pessoa coma sabonete, acabei molhando a blusa toda, depois ela ainda escorregou no chão molhado.
Eu estava preocupada com a situação, rezando pra passar logo, várias coisas na cabeça.
Cleber olha pra mim com uma cara engraçada e aponta pras minhas costas.

-Eu sei. Molhei a blusa toda, tive que fechar o chuveiro rápido.

-Amor, não é é isso.

-Ah, é a calça que molhou também. Vai, amor, traz logo a toalha dela.

E ele, quase explodindo numa gargalhada sem fim.

-Amor, escuta. Sua calça. Passa a mão na sua calça.

Passei a mão de qualquer jeito, do lado, atrás…

E então o mundo parou. Porque eu senti.

Minha calça legging.

Rasgada.

Na costura.

Um perfeito furo enorme no meio do meu traseiro.

As cenas do parquinho e da caminhada de volta pra casa foram passando em câmera lenta na cabeça.

Me perdi entre o riso e o pânico.

E tratei de ir logo vestir minha filha.
Que pior que um furo na bunda, só uma lambança no chão depois do banho.

A maternidade. Ela traz perspectiva.

Fim.

9 Comentários

Arquivado em Sem categoria