Viajar com bebê é tudo de bom

Esta semana estava lendo uma matéria com dicas da família Nalu sobre viajar com crianças. Eu adorava assistir ao programa uns anos atrás, ficava pensando como seria incrível viver viajando, levando criança junto e tudo mais. Eu gosto de estar em movimento, me identifico, em algumas partes, com pessoas nômades – apesar de não viajar quase nada, se comparadas a elas. Enfim. Li a matéria e lembrei da aventura que fizemos no final do ano passado, quando fomos até o nordeste de carro com uma bebê de 16 meses. Bateu uma super saudade e resolvi vir aqui escrever mais um ‘cadim sobre isso.

A verdade é que, se eu pudesse ($), viajaria sempre, todos os meses, para todos os cantos, principalmente aqui dentro do país mesmo, pois são muitos os lugares que ainda quero conhecer. Adoro viajar, adoro pensar na viagem, fazer listas, comprar coisinhas especiais para botar na mala, adoro fazer as malas. E viajar de carro é especialmente bom, uma experiência a mais. Talvez porque foi assim que viajei na maior parte da vida, mas não vejo problema em ir por vias terrestres para qualquer lugar – a primeira vez que viajei de avião eu tinha exatamente 19 anos, então carro e ônibus são super tranquilos pra mim.

E é claro que eu não deixaria de viajar com a minha pequena companheira de aventuras. Quer dizer, em algum momento devo ter pensado se os contras não seriam maiores que os prós, mas resolvi encarar, de qualquer modo. Incluir os filhos na vida que temos e tanto gostamos é parte fundamental da caminhada, não acham?

Mas assim, também não tinha como achar que, com essa história de incluir, as coisas seriam como eram antes. Nem pensar. Ajustar minhas expectativas foi a primeira coisa que fiz desde que engravidei. Não daria para querer percorrer os mesmos km na mesma quantidade de tempo com um bebê a bordo. Me preparei mentalmente para paradas maiores, para não ter pressa, para lidar com possíveis crises de choro, entre outros imprevistos que pudessem surgir pelo caminho.

Já tínhamos viajado uma longa distância de carro com antes, quando ela tinha 7 meses. Daquela vez confesso que fiquei mais apreensiva, mas acabou sendo mais tranquilo do que o esperado, ainda bem. Acho que por isso me animei a esticar o caminho e ir pra Aracaju no fim do ano, rs. Com a diferença de que, desta vez, ela já estaria comendo normalmente (da primeira era comecinho da introdução alimentar, ela praticamente só mamou mesmo), lembrando que ela não consome nada com leite ou derivados, então teria essa preocupação a mais. O que fizemos foi levar muitos petiscos e opções de lanche para não depender apenas do que encontrássemos na estrada – até porque em alguns lugares “opção” não é uma palavra muito ampla, sem contar os trechos em que não tem nada a não ser mato e montanhas e árvores e carros. Acho que depois faço um post só sobre como foi a alimentação, porque o assunto rende bastante.

No quesito distração dentro do carro (mais conhecido como: mantendo a quiança na cadeirinha sem muito choro), tínhamos música, livros, bichinhos de pelúcia, brinquedinhos novos, nós mesmos, os quitutes disponíveis, bolsa da vovó, óculos de sol que estivesse dando sopa por ali, mostrar as nuvens no céu, batom. Pois é, até o batom entrou na roda. Numa momento crítico, minha mãe entregou um batom na mão dela, com o intuito que ela ficasse só no “tampa-destampa”, mas aí ela abriu, gostou, botou o dedo, passou na perna (e nos pés, e na cadeirinha, e em nós) e ficou nisso por preciosos minutos de paz. Nada que os versáteis lencinhos umedecidos não resolvessem depois. Ou seja, em algum momento é preciso desapegar. Costuma render boas risadas, recomendo. Ah, outra coisa que foi a sensação do entretenimento: uma caixa de canudos. De última hora comprei uma caixa de canudinhos, pra facilitar na hora de tomar os muitos sucos que fizemos e levei do jeito que comprei mesmo, na caixa. Ainda brincamos que era exagero. Mas não é que a Agnes amou ficar tirando os canudos e depois encaixando de volta no buraquinho? Foi uma boa surpresa. A caixa acompanhou o percurso todo, tanto na ida quanto na volta – e ainda sobrou canudo, hehe.

E no fim eu só falei de coisas que nem são exclusivas de viagens longas. Essas são minhas dicas da vida prática mesmo, apenas adaptadas para o momento. É assim que tento ser no dia a dia. Sempre buscando ser mais leve, estar mais presente, lembrando de respirar e acolher o que vier.

A verdade é que não vale a pena focar só no stress que vai surgir. Porque vai, simplesmente vai. Tem cansaço, tem trânsito, tem vontade de ficar sozinha, tem um monte de coisas chatinhas, mas também tem uma porção de momentos que estão sendo construídos com risadas, empolgação e até mesmo alguma calma. Consegui ler e escrever alguns rascunhos no carro, nos momentos que ela dormia e eu estava disposta, a despeito de todas as dúvidas se isso seria mesmo possível. É muito mais proveitoso quando nos abrimos para viver o que vier, seja onde for. No fim, é tudo memória. Tenho lembranças muito boas dessa viagem e não vejo a hora de vir a próxima.

Ah sim, ainda volto para falar de mais causos que adorei ter vivido e sobre como foi a alimentação da pequena na estrada. Me aguardem.

2 Comentários

Arquivado em acontece comigo, viagem

2 Respostas para “Viajar com bebê é tudo de bom

  1. Apesar de ser mais cansativo também amo viajar com o Anthony, mesmo que vá em lugares onde já estive antes é tudo novo, a alegria que ele sente é contagiante, a ânsia por descobrir o novo que fazem os olhinhos deles brilharem aquece nossos corações.

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