Assim caminha a maternidade

Dois anos é uma data bem importante dentro da “maternidade teórica”. Assim como os seis meses, eu acho. É tanta coisa que sabemos que é melhor evitar antes dos dois anos que olha, melhor pregar a lista na porta da geladeira para não esquecer.

Ou você pode fazer como eu. Usar esses indicativos todos apenas como uma espécie de referência e ir adaptando à sua realidade. Tentando não extrapolar demais, mas também tentando não surtar no meio da rotina nossa de cada dia. Porque a verdade é que a gente já tem muita coisa pra pensar e pra fazer, não é mesmo?

Então, esse é o momento em que eu exponho publicamente as duas maiores teorias que eu ignorei solenemente para o bom andamento desta casa.

Telas: acho que até 1 ano a Agnes não assistiu tevê. Quer dizer. Não que ela não soubesse o que era aquilo, nunca tivesse visto uma ligada ou coisa assim. Só não parava ali pra ver. A gente assistia série com ela na sala, brincando, então sim, ela foi exposta às telas desde muito pequena, mas foi só por volta de 1 ano que passou a se interessar por alguma coisa que estivesse acontecendo ali. Em algum momento depois disso, um dia, muito cansada, eu coloquei um desenho pra ela ver no netflix. Ela gostou – gosta até hoje, e o desenho é Sid, o Cientista. Assistimos juntas os 5 primeiros minutos depois ela dispersou. Não temos tv a cabo, mas de vez em quando ela assiste Cultura. Hoje ela já reconhece alguns desenhos, mas o tempo é bem limitado, até porque eu percebo que quando a tevê fica ligada demais ela se irrita com mais facilidade. Na tevê ela assiste: Thomas e seus amigos, Moranguinho e Patrulha Canina, na Cultura. Na casa dos meus pais, onde tem tv a cabo, ela assiste Masha e o Urso. No netflix tem Sid. O celular ela só pega pra brincar que tá ligando pra alguém, pra ver foto – e brincar de tirar selfie, rs. Sem desenhos, por enquanto. Joguinho ela não sabe o que é. E assim vamos.

Açúcar: ai, meu calcanhar de aquiles. Queria muito que ela não tivesse consumido açúcar nesses primeiros 24 meses, mas não deu. E o motivo principal é que ela consome as mesmas comidas e bebidas que a gente, na esmagadora maioria das vezes, então em algum momento eu acabei deixando e assim seguimos. Até 1 ano tentei evitar ao máximo, se ela consumiu foi realmente muito pouco. Mas agora os sucos já são adoçados (aqui fazemos com água, não puro) e os bolos caseiros também. Mas bala, pirulito, docinhos, bolacha recheada e refrigerante estão fora do hábito, amém! (teve um dia que ela comeu uma única bolacha, na verdade, que uma menininha deu pra ela num evento que estávamos, rs). Por conta da restrição ao leite fica mais fácil barrar algumas coisas e as pessoas respeitam. É mais complicado quando estamos em família com outras crianças, imagino que a partir de agora vai ainda mais difícil de controlar, porque ela tá pedindo tudo que estamos comendo. Suco de caixinha, por exemplo, só se estamos na casa de alguém e não tiver outra opção. Picolé também já liberei desde o verão, açaí então, nem se fala (ela ama!).

A verdade é que eu vou fazendo o que a minha realidade permite. Meio óbvio, eu sei, mas é sempre bom lembrar (para nós mesmas), para evitar qualquer tipo de comparação com a coleguinha ao lado. Se algum dia eu acordo incomodada com algumas atitudes que estou tendo no momento, tento buscar formas de melhorar o que dá, do jeito que dá. Se não é possível ainda, é abraçar a imperfeição e seguir assim mesmo. Melhor minha filha ter uma mãe possível e presente do que uma mãe sempre frustrada. Porque o que ela vê é o que está acontecendo, literal e inteiramente, e não o que está dentro da minha imaginação e dos meus sonhos. Ou de algum manual (que não existe e nunca existirá, aleluia).

E assim caminha a maternidade, com os passos que eu posso dar e que não me canse ainda mais as pernas ou a vontade.

E por aí, como foram os primeiros 2 anos?

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1 comentário

Arquivado em ajustando a vida, vida real

Uma resposta para “Assim caminha a maternidade

  1. Bom, não estamos nos 2 anos ainda, mas estamos no processo (1 ano e 5 meses).
    Bom, nem devo ter mais língua de tanto que já mordi a que eu tinha, mas tendo fazer como você: Adaptar com muito bom senso a rotina do meu filho com a rotina e realidade da família e assim vamos seguindo.
    Telas são um problema porque até 1 ano o Miguel não assistia TV, mas agora já é bem seletivo e AMA assistir O show da Luna, a Peppa, o Pocoyo e a Palavra Cantada. Não sou eu quem cuida dele na parte da manhã, ele fica com a babá e ela deixa a TV ligada o tempo inteiro mesmo eu pedindo para isso não acontecer. Paciência, não posso controlar tudo. A tarde e a noite, limitamos ao período de no máximo 1h a tarde e 1h a noite depois do jantar. O restante do tempo não ligo e tento faze-lo brincar mas ele fica me pedindo para ligar o tempo todo e as vezes acabo cedendo e me sinto péssima por isso.
    Açúcar ele ingere mas como vocês, no suco, bolo, yogurte. Nunca comer doce tipo bala e bolacha recheada e nem bebeu refrigerantes, mas quer o que comemos e as vezes escapa uma colherada no curau, pudim, etc. Mas são episódios isolados.
    Mas a vida é assim, não poderia haver manuais porque cada criança é uma criança e cada família tem sua rotina, modo de ver as coisas, etc. Só queremos o bem das crias e nesse processo acertos e erros surgirão e com isso vamos todos aprendendo né?
    Beijos em você e na Agnes.

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