Café de supermercado

Estou sentada num café. Já comi uma torta de frango com requeijão, tomei suco. Estou ouvindo música. Mas não está tudo bem. Tô aqui com o coração apertado num café de supermercado, a menos de 1 km da escola da minha filha, que hoje ficou chorando sentida, e eu acho que descobri o motivo, mas não é disso que vou falar agora. Vou falar que tá doendo em mim. Não está doendo mais em mim do que nela – eu odeio essa frase, uma tremenda falta de consideração com a dor do outro. Está doendo em mim E nela também. Provavelmente de tamanhos e intensidades diferentes, já que somos pessoas diferentes. Estou aqui porque não consegui ir embora. Porque quero sentir que estou mais perto, e dentro em breve vou lá buscá-la, porque sim. Eu tenho uma ferida muito feia e grande e doída a respeito desse assunto, da minha infância. Ainda vou escrever sobre isso. E tô achando muito simbólico eu estar aqui, como o meu irmão ficava do outro lado da rua da minha escola quando eu tinha 3 anos. Tem um dedo nessa minha ferida agora e tá doendo. Justo agora que pensei que estava sarando. Ta doendo pra caralho. Mas ela vai ser curada. Ah se vai! E aí quem sabe eu poderei ser uma mãe mais inteira também. Enquanto isso eu e minha pequena gigante vamos nos apoiando. É o que tem pra hoje. Que bom que a gente se tem 

E eu, que nem vim escrever post sobre a decisão de colocar a pequena na escolinha, nem post de adaptação, já venho com um desabafo desse. Mas logo eu volto e conto a história toda, ô se volto!

 

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