O nascimento da Liz

Madrugada. Sexta-feira, 29 de março de 2019. Senti seu corpinho saindo de dentro de mim. Não sei se eu estava de olhos abertos ou fechados, mas não era aquele quarto que eu via. Estava em outro lugar. Parece que demorou até ela vir pra mim, mas foram segundos, apenas o tempo de desenrolarem o cordão do seu pescoço e da sua barriga e aí, sim, ela estava aqui, em meus braços. Abri os olhos e a vi pela primeira vez. Passou um pensamento tão rápido como uma estrela cadente. Estava tudo bem com ela. Ouvi sua respiração. Respirei também pela primeira vez. Disse muita coisas pra ela ali, simplesmente precisava dizer. Eu me sentia morrendo e nascendo ao mesmo tempo e não havia mais diferença entre as duas coisas. Estávamos juntas. Cinco e nove da manhã. O dia amanhecia em São Paulo. Era o começo da vida.

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