Arquivo do mês: janeiro 2020

10 meses de Liz

10 meses de baby Liz.
Dez meses, gente.
Todas as mães dizem isso em algum momento (ou sempre), porque é um sentimento real-oficial: como passou rápido!
Esse número, 10, despertou aqui no meu coração a perspectiva do tanto que caminhamos até aqui – e que é só o comecinho da estrada, claro, mas é que os primeiros meses do neném são um portal para a nova dimensão da vida.
Dez meses.
Ela está uma figura! É muito tranquila de lidar, de vez em quando engatinha pra todo lado e vem sentar no nosso colo, só pra ficar sentadinha balançando a perninha mesmo, de boas. Para logo depois sair desembestada casa afora, entrar no banheiro, entrar no armário da cozinha, tentar comer pedrinhas. Tudo normal, rs.
Brinca de cadê-achou, tem dado passinhos de lado apoiada nas coisas (cadeiras, sofá, rack), chama a gente em sua própria língua, ama laranja e tomate e abraça apertado. Tem 8 dentes, então não pode bobear se ela tentar morder – ela está avisando que chegou no limite da fome ou do sono. É apaixonada pela Agnes. Somos todos apaixonados por ela.
Dez meses de Lizoca bolota.
Eita mundão que gira e nos coloca exatamente onde precisamos estar. Ela está dormindo aqui no meu colo. Estou no meu lugar.

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Nota para mim mesma

Nota para mim mesma quando os pensamentos insistirem em mostrar apenas os meus possíveis erros como mãe:

Dê amor hoje, por hoje. Não pensando que é o melhor a longo prazo. Não porque existem estudos que comprovam que é revolucionário. Não porque o futuro precisa de pessoas com habilidades afetivas e inteligência emocional. Deixe as teorias e a razão para um outro instante, por hora.

Dê amor hoje, por hoje.

Porque este dia importa. Porque este momento é único. Porque a vida é uma teia, uma imensa teia que é criada a cada momento, a cada escolha.

Dê amor hoje porque é aqui que você está, que a sua criança existe desse tamanho, com essas características que provavelmente vão estar diferentes daqui um ano, ou duas semanas que seja.

Se estiver tendo uma semana difícil como mãe, dê amor por hoje. Não para resolver a vida do seu filho, nem a sua. Se estiver tendo um dia absolutamente desafiador, dê amor por esse minuto. Só esse. Dê amor por este minuto. Toda meia noite começa um novo dia, todo novo agora começa quando a gente diz sim à nossa verdade, independente do que o relógio diga. Ainda é escuro, mas já é bom dia. Apenas continue.

Gestos importam. O tecido do qual se forma a estrada da vida tem muito mais prática do que devaneios sobre probabilidades, mesmo que as notícias digam o contrário. E toda prática pode ser incorporada quando aceitamos seu convite. Então não se prenda ao que passou. Não se bloqueie diante do que pode vir a ser amanhã.

Dê amor hoje.

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Algo acontece no coração das mães

Estou olhando minha filha mais velha dormir e sentindo o coração se expandir em gratidão e amor pela cena que vejo.
Algo acontece no coração das mães quando contemplam suas crias dormindo. Comigo não seria diferente.
Tem algo de sagrado nisso. Um olhar silencioso e tranquilo. O tempo presente crescendo enquanto descansa, colocando cada coisa em seu devido lugar, dando a cada uma o tamanho exato que possui, abrindo espaço para que eu veja que bonito que é a vida e a força que tem quando me permito parar de querer acertar, de dar conta de seguir acordada fazendo, fazendo, fazendo, e apenas deixo que a natureza do meu corpo trabalhe pelo seu próprio equilíbrio, em silêncio, pelo tempo que for necessário e possível.
O sono da criança é tão genuíno que o equilíbrio me alcança. Faz lembrar que tudo sempre fica bem. E mesmo as coisas que ainda não estão também precisam de um espaço para reiniciar.
A vida tem seus próprios caminhos.
É só uma questão de pequenos ajustes para recordar.
Algo acontece no coração de uma mãe quando contempla sua cria dormindo.
É seguro estar entregue.
É seguro estar aqui.
Que coisa boa de sentir.

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