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Continue a nadar…

Nem sempre eu consigo ser a mãe que eu gostaria. Acho que acontece com todo mundo, né? Para vários papeis, aliás. Nem sempre conseguimos ser quem gostaríamos de ser. Como você lida com isso? Algumas vezes eu relaxo, algumas vezes eu choro, entro numa concha e só quero sair de lá quando tudo estiver resolvido. Como é que as coisas vão se resolver se eu não estou lá pra fazer isso? São questões. Ainda bem que logo eu me lembro disso e saio do limbo pra tentar me mexer, nem que seja um pouquinho.

Ficar pensando em tudo que gostaríamos que fosse nos tira do presente, que é o lugar onde tudo acontece. Essa manhã foi assim. Poxa, por que é tão difícil as vezes? Enquanto eu pensava nisso, minha casa continuava de cabeça pra baixo, a louça estava na pia, não tive paciência de ficar muito tempo brincando lá fora e ainda soltei uns dois gritos, que me fizeram chorar um pouco. Tudo isso porque eu não estava conseguindo fincar meus pés aqui nesse hoje e fazer o que eu pudesse para alterar o quadro.

Quando acontece isso, de eu perceber que estou numa espiral, deixo pra lá qualquer coisa que eu “tivesse” que fazer. Coloquei uma música e dancei e cantei com a pequena na sala. Não foi muito, sabe? Mas ajuda bastante a me dar um novo fôlego. Agora, sim, posso ir arrumar a zona, já tem um pouco mais de energia circulando pelo meu corpo, e não estagnada.

Existe os dias em que eu queria uma escola pra ela meio período, queria que ela dormisse, queria distância. Sim, é necessário, pra nós duas. Mas eu não posso me esquecer que a companhia dela me coloca em constante movimento, todo dia. Que as coisas que ela fala me fazem rir. Que o olhar que ela tem sobre a vida me traz uma leveza gostosa. Que foi por esse tempo presente que eu fiz muitas escolhas lá atrás. A realidade que tenho foi muito desejada. Não quero mudar tuuuudo, só alguns ajustes aqui ou acolá. E ter isso em mente me tranquiliza. Não é preciso mudar tudo, afinal.

Ufa.

Está tudo bem em rir da bagunça da minha casa. Tá tudo bem ficar no whats com o marido planejando uma mudança e deixando a filha mandar áudios pra ele. Tá tudo bem ir na página do meu próprio projeto ler umas mensagens que eu mesma escrevi, mas ao que tudo indica, já esqueci.  Ou fazer pipoca antes da faxina. E sentar pra ver desenho com a filha, mesmo que eu esteja na batalha pra diminuir a tevê. Nem sempre a maternidade vai fazer sentido. Mas aonde é que só existe isso? A gente pode mudar nossas próprias regras, nem que seja por um dia só. Na vida nada é, tudo está. As coisas não são tão definitivas quanto a gente pensa. Continuemos a nadar, e logo estaremos em outro lugar. Eu acredito nisso. Ser uma mãe possível é muito melhor do que viver sofrendo pelas expectativas não alcançadas. Sejamos.

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O meu tipo de mãe

Esses dias vi algumas queridas escrevendo sobre o “tipo” de mães que elas eram e achei bem legal. Porque, né, é sempre bom recordar que não existe modelo perfeito, o ideal morre pra nascer a realidade e nem sempre a realidade é o que ouvimos ou vemos ou acreditamos ser até o dia que chega a nossa vez. Então, para me lembrar disso e incrementar essa corrente divertida, também vou brincar, vamos lá.

Eu sou a mãe que não tem rotina definida com a filha.
Que liberou a tevê sem culpa depois dos dois anos (porque antes era com um pouquinho de culpa, na verdade, rs), mas alguns desenhos seguem sem o conhecimento da pequena. Que assiste série com o marido enquanto ela brinca pela sala.
Eu sou a mãe que quer um quintal e mora num apartamento de 35 m². Que tem que sair pra respirar, porque ficar o dia inteiro aqui dentro enlouquece.
Eu sou a mãe que ainda não colocou a filha na escola, mas que também não faz mil e uma atividades lúdico-pedagógicas-sustentáveis. E tampouco sigo disponível para brincadeiras o dia inteiro, porque de vez em quando a prioridade sou eu. E que bom que existem os avós pra dividir a atenção e salvar o fim do dia.
Eu sou a mãe que leva a pequena pra brincar lá fora num pedacinho de grama e terra e aproveita pra ficar descalça também, porque é o jeito que eu me sinto bem e mais presente. Que deixa a filha pintar com guache no corpo (seu e dela), que larga tudo pra dar colo quando a coisa aperta e que tenta se lembrar de respirar fundo pra não gritar. Mas que já gritou também.
Eu sou a mãe que levou a filha de 2 anos numa pré-estreia de cinema, numa sessão que começava meia noite, porque sabia que seria melhor ficarmos juntos (pai, mãe e bebê). E foi incrível porque ela correu todo o tempo em que estávamos lá fora e dormiu assim que o filme começou. Porque eu sou a mãe que tenta conciliar as demandas da pequena com as próprias vontades. Tem sido assim e a gente até que tem encontrado algum equilíbrio e leveza pelo caminho.
Eu sou a mãe que de vez em quando cisma que tá fazendo tudo errado e tem vontade de mudar de casa, de cidade, de estado. Que chora quando ela dorme pensando que podia ter sido melhor. E que no dia seguinte se entrega um pouquinho mais, e assim descobre que a balança é muito difícil de se manter equilibrada, puta merda.
Eu sou a mãe que leu todas as teorias antes de engravidar e que guardou a maioria delas na gaveta depois que pariu, porque foi percebendo que a coisa mais eficaz é investir na relação, e isso a gente faz no cotidiano e os livros não dão conta da complexidade e imensidão que é uma vida com uma pessoinha ao lado. (e quem disse isso é a mãe que está se descobrindo escritora e tá aqui praticamente falando mal dos livros, vão vendo a loucura dessa mãe).

E tanto mais. Céus. Eu sou a mãe que descobriu que tem muitos interesses e paixões, para além do mundo infantil, que sempre fez (e faz) tanto sentido pra mim. E que ainda não sabe muito bem o que fazer com tudo isso, como encaixar tudo dentro de uma mesma vida. Mas que segue tentando. Ressignificando. Cuidando de quem é. Porque é disso que a travessia é feita. Pelo menos é o que ela acha.

E você, como se vê na maternidade?

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O que eu aprendi ao não postar todos os dias em agosto

Eu queria ter conseguido postar aqui no blog todos os dias durante o mês de agosto. Queria fazer parte dessa brincadeira (BEDA), porque gosto muito de acompanhar também. Mas a verdade é que não rolou do jeito que eu pensei que fosse rolar.

E eu nem vou culpar a maternidade ou a falta de tempo. Tem tudo isso e mais, claro, mas não foi isso que percebi nesses dias que fiquei sem postar. O que eu percebi, ou melhor, confirmei, foi que a palavra escrita pra mim tem muita força. Eu escrevo para além de um passatempo, sabe? É uma espécie de caminho que eu escolhi trilhar. Então, mesmo tendo assuntos e sugestões e ideias (que eu tenho aqui anotado e ainda virarão texto, podem esperar), algumas vezes faltava uma espécie de vontade mesmo. Vontade para desenvolver aquele assunto, para falar da minha experiência, para falar com as pessoas sobre aquela coisa. E então eu não aparecia. Não quis preencher as lacunas com assuntos que não me interessavam no dia, ou que estivessem aqui só para dizer que postei. Eu quis ser leal ao que estava sentindo, entender mais, saber o que aquilo dizia a meu respeito.

Quer dizer, existe uma verdade no meio criativo/literário/algo do gênero, que diz que a gente não pode ficar esperando a inspiração chegar, que o hábito é o que realmente importa. Precisamos trabalhar todo dia, faça chuva ou faça sol, e é só então que a coisa flui com vontade e as coisas acontecem. Eu sei. Inclusive já comprovei isso outras vezes (muitas vezes). Mas, como eu disse ali em cima, a minha relação com a escrita é além de um trabalho. Por mais que exista o exercício e tudo mais, também existe um outro lado, o lado mais abstrato, que não obedece muitas regras. Que precisa transgredir algumas verdades para continuar respirando com tranquilidade. E tudo bem. Eu aprendi a aceitar essa dualidade, estou aprendendo.

Eu quero vir aqui compartilhar minhas histórias e ideias quando eu realmente tiver algo pra contar, e não para preencher um espaço com mais do mesmo. Precisa me fazer bem. Precisa fazer sentido do lugar de onde eu olho.

A vida acontece em várias frentes ao mesmo tempo e eu tenho tentado atender a tudo que consigo, mas um de cada vez. Tentando praticar mais o mindfulness e estar presente na vida. No fim das contas, meu computador queimou o HD, perdi absolutamente todas as minhas fotos, arquivos, programas e etc. Entendi que era preciso dar uma pausa mesmo. Que existiam outras prioridades. Hoje estou aqui escrevendo nele de novo, já reformado (e zerado), e é isso. Um passo de cada vez, vamos lá.

Estaremos juntas no caminho e eu prometo aparecer sempre. Sempre que tiver alguma coisa bem legal pra contar, pode deixar.

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O céu está mais limpo

A vida parece que está entrando nos eixos.

Desde que a gente se mudou para este apartamento, em dezembro de 2014, as coisas andam bem bagunçadas por aqui. Quer dizer. Parece que estávamos num momento total de transição, nos adaptando a sermos nós três, a sermos nós três sozinhos em casa, a ser casal de novo, a delimitar alguns espaços, a encontrar novas formas de trabalho e cumpri-las todos os dias. De onde eu olhava, só via uma montanha de bagunça, papeis e louça pra lavar.

Houve briga, houve lágrimas, houve medo. Se já é complicado se adaptar à vida de mãe, imagina somar a isso todo o combo que veio junto. (Só para ilustrar: marido saiu do trabalho para ser autônomo + bebê novo + puerpério + mudança de casa + lutos + falta de grana, sem contar as pendências do cotidiano). Foram tempos conturbados, preciso confessar. Mas, como tudo na vida, passou.

Entrei em 2016 com o sentimento que esse ano pegaria mais leve com a gente. E assim tem sido, até então. Não está tudo como uma brisa suave do campo. Temos agido muito, trabalhado bastante. Tem bastante movimento por aqui. Mas está bom. Eu estou sentindo a roda girar, sabe como? É por isso que não tenho do que reclamar. Se antes eu sentia que a  gente estava numa espécie de limbo, agora pegamos o ritmo novamente e estamos indo.

É tão bom ir!

Estou conseguindo escrever com mais frequência, estou aprendendo a fazer encadernação manual (me aguardem!), sendo mãe e, ainda por cima, vou voltar a estudar. Marido está trabalhando legal também. Estamos para mudar de apê de novo. Enfim, as coisas estão acontecendo, graças a Deus.

É difícil acreditar que tudo vai se acalmar quando estamos no meio da tempestade. A impressão que dá é a de que o céu nunca ficará limpo de novo, as nuvens seguirão pesadas por um longo longo tempo. Dei uma ou duas surtadas no meio do caminho. Mas aí eu aprendi a respirar. Comecei a colocar em prática aquela velha tática de ir vivendo um dia de cada vez. E de agradecer pelo que eu já tinha. Essa parte foi fundamental, na verdade. E aí, pouco a pouco, assim de um jeito meio tímido, as nuvens foram se dissipando e agora só chove de vez em quando aqui nas nossas cabeças. Já dá pra sair de casa e enfrentar a vida.

É o que temos feito nesse ano e eu tô feliz por isso.

E que este segundo semestre seja bom e seja alegre. Para todos nós.

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Assim caminha a maternidade

Dois anos é uma data bem importante dentro da “maternidade teórica”. Assim como os seis meses, eu acho. É tanta coisa que sabemos que é melhor evitar antes dos dois anos que olha, melhor pregar a lista na porta da geladeira para não esquecer.

Ou você pode fazer como eu. Usar esses indicativos todos apenas como uma espécie de referência e ir adaptando à sua realidade. Tentando não extrapolar demais, mas também tentando não surtar no meio da rotina nossa de cada dia. Porque a verdade é que a gente já tem muita coisa pra pensar e pra fazer, não é mesmo?

Então, esse é o momento em que eu exponho publicamente as duas maiores teorias que eu ignorei solenemente para o bom andamento desta casa.

Telas: acho que até 1 ano a Agnes não assistiu tevê. Quer dizer. Não que ela não soubesse o que era aquilo, nunca tivesse visto uma ligada ou coisa assim. Só não parava ali pra ver. A gente assistia série com ela na sala, brincando, então sim, ela foi exposta às telas desde muito pequena, mas foi só por volta de 1 ano que passou a se interessar por alguma coisa que estivesse acontecendo ali. Em algum momento depois disso, um dia, muito cansada, eu coloquei um desenho pra ela ver no netflix. Ela gostou – gosta até hoje, e o desenho é Sid, o Cientista. Assistimos juntas os 5 primeiros minutos depois ela dispersou. Não temos tv a cabo, mas de vez em quando ela assiste Cultura. Hoje ela já reconhece alguns desenhos, mas o tempo é bem limitado, até porque eu percebo que quando a tevê fica ligada demais ela se irrita com mais facilidade. Na tevê ela assiste: Thomas e seus amigos, Moranguinho e Patrulha Canina, na Cultura. Na casa dos meus pais, onde tem tv a cabo, ela assiste Masha e o Urso. No netflix tem Sid. O celular ela só pega pra brincar que tá ligando pra alguém, pra ver foto – e brincar de tirar selfie, rs. Sem desenhos, por enquanto. Joguinho ela não sabe o que é. E assim vamos.

Açúcar: ai, meu calcanhar de aquiles. Queria muito que ela não tivesse consumido açúcar nesses primeiros 24 meses, mas não deu. E o motivo principal é que ela consome as mesmas comidas e bebidas que a gente, na esmagadora maioria das vezes, então em algum momento eu acabei deixando e assim seguimos. Até 1 ano tentei evitar ao máximo, se ela consumiu foi realmente muito pouco. Mas agora os sucos já são adoçados (aqui fazemos com água, não puro) e os bolos caseiros também. Mas bala, pirulito, docinhos, bolacha recheada e refrigerante estão fora do hábito, amém! (teve um dia que ela comeu uma única bolacha, na verdade, que uma menininha deu pra ela num evento que estávamos, rs). Por conta da restrição ao leite fica mais fácil barrar algumas coisas e as pessoas respeitam. É mais complicado quando estamos em família com outras crianças, imagino que a partir de agora vai ainda mais difícil de controlar, porque ela tá pedindo tudo que estamos comendo. Suco de caixinha, por exemplo, só se estamos na casa de alguém e não tiver outra opção. Picolé também já liberei desde o verão, açaí então, nem se fala (ela ama!).

A verdade é que eu vou fazendo o que a minha realidade permite. Meio óbvio, eu sei, mas é sempre bom lembrar (para nós mesmas), para evitar qualquer tipo de comparação com a coleguinha ao lado. Se algum dia eu acordo incomodada com algumas atitudes que estou tendo no momento, tento buscar formas de melhorar o que dá, do jeito que dá. Se não é possível ainda, é abraçar a imperfeição e seguir assim mesmo. Melhor minha filha ter uma mãe possível e presente do que uma mãe sempre frustrada. Porque o que ela vê é o que está acontecendo, literal e inteiramente, e não o que está dentro da minha imaginação e dos meus sonhos. Ou de algum manual (que não existe e nunca existirá, aleluia).

E assim caminha a maternidade, com os passos que eu posso dar e que não me canse ainda mais as pernas ou a vontade.

E por aí, como foram os primeiros 2 anos?

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Só pensando

Mal eu disse que a nuvem de tempestade que cobria meu puerpério foi embora, finalmente, deixando as coisas mais leves e frescas, já estou aqui pensando quando o baby 2 dará as caras nesse mundo.

Hahahahahahahahaha!!!!!

Veja bem, eu nunca pensei em ter um filho só.
Mas confesso que quando a Agnes nasceu cheguei a dizer que já tava bom, já, obrigada, passar pelas chatices de novo eu dispenso. Sério, eu sou uma velha ranzinza, a quem eu quero enganar? Só que joguei essa rabugice debaixo do tapete e voltei a pensar numa família maior, eeeeee!!

Não. Não faço a mínima ideia de quando vou engravidar de novo. Como eu já comentei aqui outras vezes, não sei seguir nem o cardápio semanal, imagina plano de médio e longo prazo? Sem chance. Sei que não dá pra engravidar agora, já, hoje, 2015. Apenas porque estamos numa fase da vida que olha, vou nem comentar, crise é apelido. Quero pelo menos dar uma amenizada na coisa antes de trazer mais gente pro mundo.

Às vezes acho que minha relação com a Agnes ainda é muito simbiótica, que não dou conta de outra disposição e entrega emocional assim. Tô confiando nas amigas que já passaram por isso e disseram que tudo vai se ajeitando. Sei que amor tem de sobra pra todo mundo, mas essa coisa de estar disponível 100% nos primeiros meses já vai ser diferente, né. Penso em como lidar com essas novas demandas etc e tal. São questões. Nada que o tempo e mais algum amadurecimento (meu e da pequena) não resolvam. assim espero

Porém, nada disso não me impede de pensar, né não?
No parto domiciliar que eu quero. Nas quiança brincando junto. Eu e a Agnes pintando a barriga (oiin!). Roupinhas pequetitas. A gente sendo uma família de 4 integrantes. Só lindezas ❤

A dúvida da diferença das idades já desencanei de responder, apenas porque descobri que não existe resposta ideal mesmo. Sempre haverá prós e contras, de todos os lados. Eu só não queria que tivesse acontecido de engravidar antes dela fazer 1 ano, por toda bagagem emocional mesmo, como acabei de dizer, e como não aconteceu, tudo bem. Se fosse para escolher realmente, talvez eu escolhesse quando ela já tivesse desfraldado e desmamado, bem aquela coisa de “deixar de ser bebê”, mas nunca cheguei a fechar como uma certeza aqui dentro. Só pensando.

Esse texto é todo um pensamento geral, na realidade.
Não existe data, não existe plano, sequer existe tentativas. Apenas uma nova ideia para matutar. Coisa que adoro fazer, inclusive. O baby 2 sabe bem a hora de vir, eles sempre sabem. A nós cabe apenas ouvir, e deixar vir.

Beijo especial para minha querida Romana Naruna, que está grávida do bebe2 e escreveu um texto que me emocionou muito. Vida longa e farta a vocês, amiga. Que bom que, diante de tanta coisa que desaba, vocês escolheram construir e ser amor. 

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Eu quero uma casa no campo

Esses dias eu vim aqui contar sobre a solidão que surge em alguns dias nessa travessia.
Falei que aqui nessa cidade tudo é longe. As pessoas ficam envolvidas com suas rotinas e afazeres e é difícil marcar alguma coisa de uma hora pra outra. E não estou reclamando das pessoas, cada um vai se virando como pode, eu sei. Tô reclamando é da dinâmica da cidade mesmo. Acho que estou em crise com São Paulo.

Quando eu era criança e morava em Minas, dizia que um dia viria pra cá. Nem demorou tanto assim, com 11 anos meu pai veio trabalhar aqui e voltamos novamente à terra da garoa. Para ser sincera, adorei. Não sei, mas morar em São Paulo fazia muito sentido na minha cabeça, não dava para ser de outro jeito. Eu gosto daqui. Gosto do que a cidade me oferece. Cultura, shows, livrarias lindas, a Avenida Paulista, que eu simplesmente amo, a Vila Madalena, parques… tem tanto lugar legal aqui. E aí vieram as pessoas. A melhor amiga da escola que até hoje está na minha vida, outros tantos amigos, de tantas épocas, de vários lugares, pessoas que eu admiro, pessoas em quem eu me inspiro, sem contar todas as outras pessoas interessantes que eu nunca nem troquei um oi, mas sei que estão aqui, cruzando comigo na rua, fazendo parte desse cenário doido e intenso. Além do meu marido, que conheci aqui. Além de uma parte da família, que sempre esteve aqui. São Paulo tem tudo, né. Tem escola tradicional e escola alternativa. Tem hospital particular cesarista e tem casa de parto. E tem equipes de parto domiciliar. Tem carro e (agora) tem bicicleta. Tem prédio e tem parque. Até a distância sempre me pareceu algo positivo, porque eu adoro descobrir caminhos novos por aqui (gosto que compartilho com o Cleber, aliás, só ele sabe o quanto já andamos a pé e de ônibus por essa cidade). Por mais que eu nunca tenha almejado um cargo importante numa multinacional (que aqui tem aos montes), por mais que o meu corpo sempre tenha trabalhado num ritmo um pouco menos frenético, eu me sentia bem aqui. Em casa. Talvez porque aqui caiba tantas singularidades. Abrace tantos estilos.

E você que está aí me lendo agora pode pensar que eu sou romântica demais. Que essa cidade é um caos. Que o trânsito é um inferno. Que as pessoas são mal educadas, são egoístas, só pensam em dinheiro. Que a violência está em toda parte, não dá para descuidar. Eu sei. Eu sei que pessoas ruins e egoístas estão em todo lugar, e por morar numa cidade grande, muitas delas estão mesmo aqui. De qualquer forma eu gostava e focava mais no lado bom do que no ruim. Porque é assim que eu olho pro mundo.

Só que alguma coisa mudou.
O estopim pode ter sido o nascimento da Agnes, mas não começou aí. Também não sei quando foi. O fato é que, se antes eu queria vir pra cá e amava voltar depois de cada uma das férias, pelo tamanho e o tanto de possibilidades que eu tinha aqui, de repente eu queria ir para um lugar onde tivesse menos. Menos barulho, menos pessoas, menos interferência. Talvez eu tenha mudado. Não tem me apetecido mais essa distância. Para levar minha filha para pisar numa simples grama eu preciso arrumar uma mochila com roupa de outra estação, pegar o carro ou transporte público, talvez enfrentar lentidão, ficar lá pouco tempo pra voltar antes da hora de pico. Dela e da cidade. Desanima todo esse ritual e preparação todo dia. Óbvio que eu podia pensar diferente se eu morasse ao lado do Villa Lobos, só descer o elevador e pronto. Ou numa casa com quintal legal. Não é a minha realidade. Eu não tenho nem uma pracinha perto de casa, que dirá um parque. Moro em condomínio, mas a área social é uma vergonha de tão pequena. Não tem nem balanço. Sério, como uma criança cresce sem balanço? Fora que a ideia de me contentar em viver dentro dos limites do portão do prédio passa muito longe do meu conceito de liberdade. Que é a palavra chave para uma infância mais plena e feliz. E é aqui que eu paro. Antes, quando tudo era só belezas na minha visão, eu não tinha uma pessoinha em casa. Os planos da chegada dela ainda eram distantes. Comecei a mudar de opinião quando percebi que a cidade não é amigável com as crianças. Tem quem tente, tem que arrume um jeito, quem crie suas vilas e redes de compartilhamento, mas não é tão comum.

Quando eu comecei a estudar sobre o parto humanizado, caí também nas questões da infância e tudo mais sobre esse universo. Juntando isso com a infância que eu tive, que foi das melhores que se pode imaginar em termos de liberdade, brincar na rua, contato com a natureza, etc – e que eu sempre desejei para os meus filhos também – a ficha foi caindo que não ia rolar bonito aqui em São Paulo. E realmente não está rolando. Por isso eu tô em crise. Sou hippie, quero comer orgânico, quero liberdade, quero árvore, quero segurança e tranquilidade na rua, quero muita coisa que aqui não tá tendo, não. Não pra todo mundo que quer. Muita gente tem pegado o caminho contrário e ido para outras cidades. Nossa, muita gente que eu acompanho tem feito isso nos últimos tempos. Tô doida pra fazer isso também. Mas ainda não dá, não é a nossa hora. Não temos planos concretos de nada, na verdade, só vontade.

O que eu sei é que não dá pra continuar como está. Vou começar um projeto sobre os lugares legais (que não são meus vizinhos, nem de bairro) que tem aqui na cidade para levar as crianças. Projeto é só uma forma bonita de dizer que vou me obrigar a enfrentar o lado ruim e ficar firme na proposta. Com o único objetivo de me fazer continuar gostando daqui um pouquinho. E não entrar em depressão com as coisas ruins. E me dar força para continuar até achar um lugar melhor para morar. E oferecer, por enquanto, pelo menos uma vez por semana, um pouco mais de qualidade de vida para minha pequena. Ou eu vou ter motivos para sair daqui de vez, ou vou conseguir encontrar um jeito de ressignificar minha relação com a cidade. Só sei que do jeito que está não quero continuar.

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15 dias depois…

Hoje minha pequena Agnes faz 15 dias de vida . . .

E esse negócio de puerpério é mesmo uma loucura, nossa senhora!!
Porque ao mesmo tempo que parece que ela está aqui com a gente há muito tempo – bem mais do que 15 dias – também parece (e é, obviamente) que o caminho que percorreremos juntas ainda nem começou. É uma sensação única, gente.

Só agora consegui voltar aqui pra registrar alguma coisa. Só agora (percebam o “só”, como se há 2 anos eu não aparecesse por essas bandas bloguísticas) consigo me sentar em frente ao computador e raciocinar – e formular, e digitar – minimamente como antes.
Eu sei. Nada mais será como antes.

Esses primeiros 15 dias passaram como um verdadeiro vendaval na minha vida.
Eu já disse que esse negócio de puerpério é uma loucura?
Tudo que eu fiz foi: amamentar, comer, dormir 1 hora por vez e me sentir super descansada com isso – porque no pós parto imediato nem sei como sobrevivi sem dormir, só pode ter sido ocitocina mesmo – e sim, sofri muito com a privação de sono. Tomava banho bem a noite, quando me lembrava que eu também precisava disso. E amamentava. E de novo. E dava colo. Amamentava. E chorava. E morria de amores pelo meu pinguinho de gente. E virei bicho e quis minha cria só pra mim (ok, essa parte já sei que não vai passar). Assim bem confuso mesmo. E intenso. E desorganizado. Eu mal via os dias passando, porque não tinha tempo pra isso. Não tive aquele pensamento de que “isso nunca vai passar?”, porque eu não pensava direito, então pulei essa parte.

É que assim: desde o primeiro dia de vida – desde a primeira hora de vida! – dona Agnes mama (graças a Deus! Não reclamo disso nem por um minuto, e tô adorando amamentar!). Ela nasceu sabendo, a danada. Como diziam as enfermeiras da Casa Angela: ela é mamona, uma bebê sugadora.
Sugadora. Essa palavra traduz a primeira semana. Fui sugada por ela. Era essa a sensação clara que eu tinha: ela mamava e sugava aqueles pensamentos que nos levam pra longe, sabem? Minha cabeça sempre funcionou a milhão, penso mil coisas ao mesmo tempo, converso com você, prestando mesmo atenção, mas imaginando outras nuances. Isso acabou na primeira semana depois que pari. Eu tentava e ficava tonta. Literalmente tonta. Receber as visitas estava difícil, porque não conseguia conversar direito.
Como eu disse, pra traduzir o que estava sentindo: minha filha tem uma válvula que me trouxe realmente pra viver o presente, integralmente.

É, eu disse que foi intenso . . .

Por falar em Agnes, o que posso falar dela? É linda. Adora seu mamazinho. Adora o pai. Já dormiu 5 horas seguidas na noite – a mesma noite em que ficou puta da vida por algum motivo que ainda não sei ao certo qual e se acalmou feito mágica com o banho de balde, foi apenas lin-do de ver. Ainda não usa fralda de pano porque tem as perninhas finas e todas ficam grandes, haha – mas percebo que acertei na escolha e que bom que logo vai servir, porque a pele dela é muito sensível e eu já detesto as fraldas descartáveis por isso. Ah, tenho muita coisa pra contar dela, mas faço isso num post exclusivo 😉

Exatamente hoje eu percebi que já estou bem melhor, bem mais sociável, digamos assim. Já não choro por qualquer motivo, já consigo ver filme (com ela no colo, claro!), consigo ligar o computador, já consigo me manter acordada quando ela dorme sem que isso represente eu amamentando a noite e caindo pro lado num piscar de olhos. Não estou 100% ainda – e confesso que não sei o que é estar, visto que é tudo muito novo pra mim também. Mas estou voltando pra dizer que: SIM, há vida no puerpério, minha gente!! \o/

Obviamente, ainda não fiz o meu relato de parto. Eu nem conseguia pensar em como iria começar esse registro, porque simplesmente minha cabeça não processava tal informação, como podem imaginar, pelo que contei ali em cima, e eu digo porquê: não dava pra parar para registrar algo forte vivendo outro ~algo~ com uma força também daquelas. Viver integralmente, e literalmente, o presente, como eu disse. E minha pequena Agnes é o meu presente desde então.
Sábado passado minha doula veio aqui, pra visita de pós parto, e trouxe as fotos que ela gentilmente fez do parto e Uau!! que delícia que foi ver aqueles clicks. Aliás, foi ali que eu percebi que estava ficando pronta pra vir contar como tudo se deu. Ainda não comecei a escrever porque o tempo continua escasso (essa é a primeira vez que me sento pra escrever algo), mas estou me organizando pra isso. Adianto que foi longo, que precisei vencer uns fantasmas e que, no fim, foi muito diferente, e muito MUITO melhor do que eu um dia poderia imaginar que seria.

Tenho a “vaga impressão” de que ainda tenho muito o que dizer sobre isso. Espero mesmo conseguir.
Esse foi um post pra fazer um apanhado geral, simplesmente senti vontade de escrever, ela estava dormindo aqui do meu lado, abri a página e fui digitando do jeito que me vinha na cabeça.
Ainda quero vir contar com mais detalhes como passei por esses 15 dias iniciais – do apoio que recebi, do meu acolhimento ao que senti, essas coisas todas. Quero vir falar só da Agnes, essa delícia deliciosa que eu tenho (aqui no meu colo agora, inclusive!). Falar o quanto meu marido tem sido fenomenal. Do quanto estou amando me descobrir mãe e o quanto estou amando essa coisa de ter uma recém nascida pra chamar de minha. Enfim, quero contar como tem sido e o que tenho achado. Torçam para dar certo!
O relato sai em breve, acreditem.

Fotos da pequena, pra voltar em grande estilo

      
                          

 

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Notícias do lado de cá

Então eu sumi, né gente?
Tanta coisa aconteceu que eu nem sei por onde começar os registros e devaneios… Fiquei aqui pensando em assuntos que cabiam num post, aquela coisa bem organizada e leanda, mas como nunca começo – o tempo tá complicado aqui – vamos fazer um apanhado geral de como andam as coisas por essas bandas de cá o//

– 25 semanas e 5 dias de gestação. CÉUS! Esse timer aí do lado me diz que, exatamente hoje, faltam 100 dias para a minha DPP. Gente, 100 dias é amanhã! Onde eu estava que não vi esse tempo passar? rs. Não estou ansiosa em relação as compras e arrumações que ainda faltam, vai dar tempo de tudo, com certeza. E outra, o essencial ela já tem: mamãe (ou seja, muito colo e leite), papai e fraldinhas lindas para usar. Mas fico pensando que daqui a pouquinho ela vai estar desse nosso lado do mundo, tudo vai ser tão novo, tão intenso, e juro pra vocês: às vezes parece que a ficha ainda não caiu (oi, lerdeza, haha).

– Quer dizer, se eu tivesse escrito isso no fim de semana talvez eu estivesse ansiosa, sim. No sábado saímos, minha mãe, marido e eu, para darmos um up no enxoval da pequena. Compramos roupinhas, cobertor, meias, toalha, uma lindeza sem fim. Aí fiquei pensando em tudo que ainda falta e nossa! a minha constatação é de que: o mundo capitalista vai engolir todos nós. Você vai entrando na onda, vendo tudo que supostamente vai precisar, vendo quanto custa cada item e quando vê já está doidinha com esse mar de coisas. A sensação que eu tive, no sábado, foi de que não daria tempo de conseguir tudo. E isso porque eu já sei de muita coisa que não quero, pelo menos por enquanto. Se eu fosse seguir uma lista pronta, estava ferrada – e falida! Mas já passou, já voltei a mim e tá tudo bem de novo, hehe.

                                             
parte das peças da pequena: por um mundo infantil bem colorido e confortável \o/

mas pra não dizer que é tudo unissex, temos umas peças beeem menininha 😛
fraldas de pano: a coleção tá crescendo 😀

– Por falar em enxoval e preocupações, lembrei dazamiga tudo linda e empoderada que estão totalmente alheias a essas coisas de consumo, focadas no parto, no corpo, no ato lindo de gestar, parir e amamentar. Divas! Eu, que sou uma pessoa bem bagunçada, estou vivendo um pouco dos dois lados, hahaha. Na verdade é assim, não estou com os dois pés enterrados nas compras, por motivos de 1) não tenho paciência de comprar tudo só pra falar que comprei, ainda mais com alguns pensamentos que tenho, 2) sim, estou pensando super no parto; meu foco, inclusive financeiro, sempre foi esse, desde o começo, e 3) não tenho verba nem espaço para tudo isso (em outras palavras, minha casa não é depósito, rs). Mas preciso dizer também que pensar nas coisinhas dela está sendo uma parte bem gostosa da gestação, sem contar que é uma fase né?! Quero viver tudo, pacote completo. No começo eu não estava nem aí, achando cedo demais pra qualquer coisa. Mas agora as coisas estão fluindo e tá muito bom. No momento estou num dilema pra saber qual carrinho comprar, visto que não quero um duro (Cleber e eu sempre achamos os carrinhos e bebês confortos duros demais, veja só que paradoxo, rs), mas também não pode ser mais caro do que o meu parto, né?! Quanto mais eu pesquiso, mais confusa fico, porque são trocentas mil opções, então estou aceitando indicações 🙂

– Sobre os meus sentimentos em relação ao parto, muita coisa tá mudando e pretendo escrever um post só sobre isso, até pra me ajudar a ver tudo em perspectiva. O que já digo desde já é: está tudo lindo e decidido, só que mais ou menos. Algumas mudanças estão começando a acontecer, e com certeza isso é um reflexo da mudança que também ocorre aqui dentro. Percebi que algumas coisas estavam meio automáticas e não estavam me agradando mais – e ainda bem que estou sempre atenta a alguns sinais, porque deixar as coisas rolarem em vão, ao sabor do vento, não é muito a minha praia, preciso eu mesma trilhar o meu caminho. Ou seja, hora de rever alguns pontos. Pra que deixar tudo como está se podemos melhorar, não é  mesmo? E já descobri, agora mais do que nunca: a busca por um parto respeitoso e natural passa dentro do caminho do autoconhecimento. Não é fácil, mas vale muito a pena.

– Fisicamente está tudo bem. Tô fazendo os exercícios duas vezes por semana, ou melhor, alguns dias eu faltei, mas tô persistindo. A barriga deu uma crescidinha e já sinto o pesinho dela mais pra cima também. Minha pele está fazendo com que eu me sinta com 13 anos, esses hormônios estão mesmo uma loucura, mas é o que tem pra hoje, então vambora. Dei uma derrapada na alimentação esses dias, mas já tô voltando pros eixos, ou pelo menos tentando, porque a balança já sentiu um pouquinho disso, haha. Devo repetir os exames do segundo tri em breve, dedos cruzados para estar tudo em ordem 🙂

– Tá tudo lindo com a Agnes, graças a Deus. Ela se mexe bastante e, pasmem, em alguns momentos já dá pra ver só de olhar pra barriga, sem precisar colocar a mão. Eita menina animada! rs. Fica especialmente feliz depois que eu como e bem animada a noite também. Como pode, né?! Tão pequenininhos, esses bebês, ainda em desenvolvimento, e já tão amados e serelepes. É uma delícia interagir com ela, muito amor por essa fase em que estamos! ❤

Olhem só como estamos crescendo *–*

Ufa, acho que por enquanto é isso. Vou tentar escrever com mais frequência de novo, porque me faz bem.
Sorry por não ter respondido os últimos comentários, as coisas andaram conturbadas (e se der, depois eu conto o que houve). Mas vamos voltar ao normal, ieba!!

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21 semanas com algumas novidades

Hoje completamos 21 semanas de bebê sendo fabricado na barriga \o/
Se chegarmos até 42 semanas, estamos bem na metade, né?! Como é só ela que sabe a data, me contento em apenas me preparar ao máximo possível e deixar tudo arrumadinho (ou quase isso, rs). O resto vai ser na emoção mesmo, rs.
Mas não, ainda não temos tudo arrumado. Na verdade, quase nada! haha. Na minha cabeça ainda estava cedo, vê se pode! Agora acho que já posso começar a me mexer, rs. As mudanças no quarto acontecerão aos poucos, ainda não defini exatamente onde ela vai dormir e o enxoval ainda precisa engordar um bocado. Mas também prefiro que tudo se ajeite assim, no seu tempo. Já estamos conversando e decidindo alguns detalhes… Tô curtindo essa preparação.

E finalmente começarei meus exercícios tão sonhados!! #todascomemora que agora não serei assim tão menas, haha. Mas falando sério, fiz um repouso maior nessa gestação, tanto pela minha perda anterior, quanto por sentir que precisava ficar mais quietinha mesmo. Há umas semanas atrás me peguei querendo muito fazer algum exercício, mexer mais esse corpinho, mas aí foi difícil achar uma vaga, num lugar que eu pudesse pagar. Porque tudo pra gestante é mais caro, né?! rs. Eu sempre frequento a rede Sesc e ano passado fazia yoga e hidro lá, mas com tanto repouso que fiz na outra gestação, acabei perdendo a vaga (mas eram cursos “normais”, sem ser direcionado às gestantes especificamente). Como é muito concorrido, achei que não fosse conseguir dessa vez, já tinha até tentado, inclusive, e estava mesmo tudo esgotado. Mas aí, resolvi tentar mais uma vez e descobri um Programa de Gestantes, duas vezes por semana. Num dia é voltado pro yoga, algumas coisinhas básicas de pilates, alongamentos, respiração, etc. Em outro dia, exercícios na água. Tudo que eu queria! rs. Começo hoje, depois volto pra contar como está sendo.

Outra novidade…
ontem passei em consulta na Casa Angela. Sim, voltei às origens, rs. Até então eu não tinha ido, porque como me dou realmente bem com a minha médica, estava deixando as coisas rolarem. Na consulta de fevereiro conversei com ela, falamos muito sobre parto, e resolvi que iria voltar lá, pelo menos para ver o que meu coração me dizia. Como eu quero um parto com o mínimo de intervenções possíveis, num local acolhedor, com pessoas do bem ao meu redor, a Casa Angela é um lugar bem indicado mesmo. Não tem clima de hospital, é realmente uma “casa”. E como moro dentro do limite deles, mesmo não sendo no mesmo bairro, o atendimento pré-natal, parto e pós parto pra mim sai de graça. Ou seja, uma ótima pedida, rs.
Adorei a consulta, como sempre. Foi com uma EO que eu ainda não conhecia (acho que ela não trabalhava lá ainda, “na minha época”), super gente boa. Acho que a consulta durou mais de uma hora, foi bem completinha. Conversamos bastante e fiquei bem satisfeita. E na hora de ouvir os batimentos da mocinha, quem disse que ela parava quieta? haha. Começávamos a ouvir e ela mudava de lugar, uma danadinha mesmo, hehe. Mas sim, com a gente está tudo ótimo, graças a Deus.
E agora seguiremos com dois pré-natais, rs. A casa de parto está como plano A, por enquanto, mas se no final eu sentir que quero a Cátia comigo, por qualquer motivo meu, iremos pro hospital, sem problemas. Mas isso ainda veremos, na hora certa. Estou me sentindo bem tranquila com as duas opções, por me darem a segurança e o respeito que eu preciso.

Ah, sobre o último post, valeu mesmo a força, gente! Eu sou meio revoltada com gente que se mete além da conta onde não deve, apesar de sempre fazer minha cara de paisagem do windows, haha. Mas escrever sempre me relaxa, e acabei fazendo isso aqui no blog. Só vocês mesmo pra me aguentarem e ainda rirem comigo, rs. Estou numa boa agora, amém.
Semana que vem é dia de morfológica, aí volto pra contar se a Agnes continua sendo Agnes, se passou a ser AgnOs, ou se colocou uma plaquinha de “volte mais tarde, estamos em reunião decidindo alguns detalhes técnicos”, hahaha.

E claro, vamos a foto do dia (relevam a cara de sono da pessoa, ok? obrigada, rs).

21 semanas de amor bem crescente 🙂

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