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Continue a nadar…

Nem sempre eu consigo ser a mãe que eu gostaria. Acho que acontece com todo mundo, né? Para vários papeis, aliás. Nem sempre conseguimos ser quem gostaríamos de ser. Como você lida com isso? Algumas vezes eu relaxo, algumas vezes eu choro, entro numa concha e só quero sair de lá quando tudo estiver resolvido. Como é que as coisas vão se resolver se eu não estou lá pra fazer isso? São questões. Ainda bem que logo eu me lembro disso e saio do limbo pra tentar me mexer, nem que seja um pouquinho.

Ficar pensando em tudo que gostaríamos que fosse nos tira do presente, que é o lugar onde tudo acontece. Essa manhã foi assim. Poxa, por que é tão difícil as vezes? Enquanto eu pensava nisso, minha casa continuava de cabeça pra baixo, a louça estava na pia, não tive paciência de ficar muito tempo brincando lá fora e ainda soltei uns dois gritos, que me fizeram chorar um pouco. Tudo isso porque eu não estava conseguindo fincar meus pés aqui nesse hoje e fazer o que eu pudesse para alterar o quadro.

Quando acontece isso, de eu perceber que estou numa espiral, deixo pra lá qualquer coisa que eu “tivesse” que fazer. Coloquei uma música e dancei e cantei com a pequena na sala. Não foi muito, sabe? Mas ajuda bastante a me dar um novo fôlego. Agora, sim, posso ir arrumar a zona, já tem um pouco mais de energia circulando pelo meu corpo, e não estagnada.

Existe os dias em que eu queria uma escola pra ela meio período, queria que ela dormisse, queria distância. Sim, é necessário, pra nós duas. Mas eu não posso me esquecer que a companhia dela me coloca em constante movimento, todo dia. Que as coisas que ela fala me fazem rir. Que o olhar que ela tem sobre a vida me traz uma leveza gostosa. Que foi por esse tempo presente que eu fiz muitas escolhas lá atrás. A realidade que tenho foi muito desejada. Não quero mudar tuuuudo, só alguns ajustes aqui ou acolá. E ter isso em mente me tranquiliza. Não é preciso mudar tudo, afinal.

Ufa.

Está tudo bem em rir da bagunça da minha casa. Tá tudo bem ficar no whats com o marido planejando uma mudança e deixando a filha mandar áudios pra ele. Tá tudo bem ir na página do meu próprio projeto ler umas mensagens que eu mesma escrevi, mas ao que tudo indica, já esqueci.  Ou fazer pipoca antes da faxina. E sentar pra ver desenho com a filha, mesmo que eu esteja na batalha pra diminuir a tevê. Nem sempre a maternidade vai fazer sentido. Mas aonde é que só existe isso? A gente pode mudar nossas próprias regras, nem que seja por um dia só. Na vida nada é, tudo está. As coisas não são tão definitivas quanto a gente pensa. Continuemos a nadar, e logo estaremos em outro lugar. Eu acredito nisso. Ser uma mãe possível é muito melhor do que viver sofrendo pelas expectativas não alcançadas. Sejamos.

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A timidez, a sapequice e a criança que eu fui

Depois do post das belezas e do encantamento pelos 2 anos e meio, vieram dias de alguns paradoxos pro aqui. Ah, maternidade. Nada é, tudo está.

A pequena anda tímida. Quer dizer, pensando bem, ela nunca foi a mais sociável dos bebês, de ir em colos alheios de cara, numa boa. Só mesmo com quem ela conhece bem. Mas agora, quando chegamos em ambientes com mais gente, quando as pessoas vem falar com ela, cumprimentar, brincar, ela abaixa a cabeça e põe a mão na boca. Fica um tempo assim, caladinha, por vezes se encolhendo um pouco. Pra se soltar, só depois de algum tempo, mais do que nunca.

É fase, será? É genético? É a personalidade dela? São os astros?

Eu fui uma criança bem tímida. Ainda hoje eu sou, apesar de já saber – e conseguir – domar e agir de outras formas. Mas a criança tímida que eu fui ainda existe aqui em algum lugar, sei que sim. E podem até dizer que isso nela é um reflexo meu. Sombras, ou algo assim. Em relação a isso, eu observo mais o meu sentimento quando a vejo assim. O que reverbera aqui dentro pode ser mais exagerado, o que nasce quando a vejo colocando as mãos na boca e enterrando o rosto no meu pescoço pode fazer reviver um monstrinho que vivia comigo lá atrás. É a minha história. E aí, pra não projetar os medos todos, ou seja, para não agir com ela baseada no que eu sentia há mil anos atrás, e não pelo presente, há que se ter muita análise e algum tempo mesmo. Fico repetindo isso pra mim, prestando atenção. Somos pessoas diferentes, com histórias diferentes, sentimentos diferentes. Mesmo que algumas reações sejam parecidas, não quer dizer que ela está sentindo a MESMA coisa que eu. Essas coisas básicas de uma pessoa que faz autoanálise a maior parte do tempo. Tô acostumada, rs. Acaba que pra mim é até melhor, me faz bem. Mas a verdade é que na maioria das vezes, quando acontece, não sei direito o que fazer. Não a forço falar com ninguém, mas não sei se tô acolhendo o tanto que “deveria”. Sinceramente, não sei.

E aí, quando chega em casa (e na casa dos avós, que é uma extensão da nossa, só que com mais “coisas permitidas”, se é que me entendem), a pessoinha pega fogo. Sobe, desce, pula, canta, conversa. Muito. Começou esses dias a ter mais enfrentamento dos limites. A gente fala não e ela fica parada, meio olhando de lado, calada, com aquela carinha de “estou te ouvindo, mas tô fingindo que não”, sabe assim? E continua fazendo. Ou então grita. Eu desligo a televisão pra refeição ou alguma outra coisa, ela vai e liga de novo, olhando pra mim. Olha, não é fácil. Essas coisas também fazem nascer sentimentos antigos, né. Dá vontade de dá uns gritos, de fazer a pessoinha entender que não é assim, que não dá pra ser tudo no seu tempo, que é preciso respeitar. Tanta coisa. Vários conceitos a gente quer que eles entendam num olhar – como muitas vezes foi com a gente. “Minha mãe olhava pra mim e eu já sabia que tinha ido longe demais”. Muitas vezes, é com a criança que um dia fomos que nos relacionamos, não com nossos filhos.

Tenho andando cansada esses dias. Emocionalmente cansada. E com uma intuição de que preciso alterar algumas coisinhas aqui na nossa rotina. Estar mais perto, brincar mais lá fora. Ficar mais tempo só nós duas.

Nada é, tudo está, repito de novo. Daqui a pouco os dias passam, as fases mudam e essa página já estará virada. Que eu saiba o que registrar nela, então. Pelo menos na maioria das linhas.

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Seja você o limite do seu filho

Uma coisa que eu aprendi quando a Agnes tinha 1 ano, numa consulta de rotina com uma pediatra que, infelizmente, só vimos essa única vez, mas que me ajudou muito. Não sei se já falei disso aqui, mas acho que sempre vale o reforço, né.

Por volta de 1 ano começa aquela fase em que o bebê está mais do que disposto a explorar tudo, mexer em tudo, destruir tudo. Pode começar antes, verdade, desde que vão aprendendo a se locomver sozinhos, mas com 1 ano digamos que eles já ganharam um pouco mais confiança. E, quando a gente vê, está falando “não” o dia inteiro. Não pode mexer no lixo! Não pode ir pra escada! Não pode sentar na mesa! Não pode colocar o dedo na tomada! Não pode comer farelo do chão! Entre tantos outros exemplos inspirados em casos reais.

Se você é como eu, que lê muita coisa pela internet afora, certamente sabe que falar “não” o tempo todo não só não adianta como faz com que o feitiço se volte contra você num futuro breve, porque uma vez que eles aprendem a falar o não, tudo é negado nesta vida, até o que estão querendo, hahaha. Existem muitos textos que falam para não usarmos essa palavra, para usar outras que tem melhores efeitos e etc e tal. A bem da verdade, eu até concordo, mas não segui muito, quando via já estava soltando alguns nãos pelo caminho, simplesmente acontecia. Mesmo que eu tentasse usar outras formas de falar, não me sentia muito eficiente em passar a mensagem, digamos assim.

E então chegou a consulta de 1 ano e fomos lá conhecer essa pediatra bem legal. Em determinado momento, Agnes desce do meu colo e começa explorar o ambiente, que é o jeito bacana de dizer que ela começou a mexer nas coisas tudo. Inclusive abriu uma porta de armário que tinha vários frascos de remédio bem ali, a dois dedinhos de distância. Eu, mais do que depressa, falei que não podia mexer. Fiz o não com o dedo, ela repetiu o gesto, riu e continuou. Foi aí que a médica disse que, nesta idade, o cérebro da criança ainda não processa a palavra falada da mesma forma que a gente, que somos muito mais eficazes quando mostramos com o nosso corpo o que pode e o que não pode. Até 3 anos, mais ou menos, eles entendem pelos gestos, pelo contato. A pequena seguiu abrindo o armário e ela me mostrou um outro jeito de lidar com a situação:

Ela, que estava atrás da pequena, se inclinou na direção da Agnes, colocou o braço na frente do seu corpinho e impediu que ela prosseguisse com o que estava fazendo. Ela não disse nada, nem foi rude, nada. Ela apenas colocou o seu braço a frente do seu corpinho (de um jeito mais “vertical”, do ombrinho pra cintura, e não só pela barriga. Deu pra visualizar?). Ela disse que esses limites físicos são muito importantes para a formação deles como indivíduos, por dois motivos. Primeiro para ela entender que existe uma ordem a ser seguida no ambiente, que ela precisa respeitar aquele espaço. E segundo, se fosse uma coisa que ela quisesse muito fazer, ela poderia tentar mais, descobrir outros jeitos, o que incentiva a perseverança e também a ultrapassar esses limites, quando é possível (isso, do ponto de vista de tudo que ela ainda passará na vida, é um aprendizado e tanto, né).

Cara, isso foi um divisor de águas na minha vida.
Ela fez umas duas vezes pra me mostrar e aí a Agnes ficou brava com aquele impedimento, óbvio. Abaixou no chão, chorou, deu uns gritos. A médica disse que era isso mesmo que aconteceria. Que eu poderia então me abaixar e acolher o choro dela. E é o que eu tenho feito desde então. E vou falar uma coisa pra vocês: é muito eficiente esse método. Claro que eles seguem testando os limites e fazendo coisas que não podem, até porque são muito bebês ainda, né, é o esperado para a idade e para o desenvolvimento deles enquanto pessoas mesmo, mas as famigeradas birras diminuem exponencialmente quando a gente age assim.

Sem contar que assim a gente age com mais presença também, realmente entra em contato com eles, e não apenas solta umas ordens no meio da ação esperando que eles nos entendam e parem imediatamente o que estão fazendo. Somos nós que estamos auxiliando o crescimento deles, e não eles que têm que fazer o que queremos nesses momentos-chave. Gosto de pensar nisso quando a coisa aperta por aqui, rs.

Bom, acho que é isso. Me contem se testarem e gostarem.
E por aí, como foi esse momento?

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Notícias do lado de cá

Então eu sumi, né gente?
Tanta coisa aconteceu que eu nem sei por onde começar os registros e devaneios… Fiquei aqui pensando em assuntos que cabiam num post, aquela coisa bem organizada e leanda, mas como nunca começo – o tempo tá complicado aqui – vamos fazer um apanhado geral de como andam as coisas por essas bandas de cá o//

– 25 semanas e 5 dias de gestação. CÉUS! Esse timer aí do lado me diz que, exatamente hoje, faltam 100 dias para a minha DPP. Gente, 100 dias é amanhã! Onde eu estava que não vi esse tempo passar? rs. Não estou ansiosa em relação as compras e arrumações que ainda faltam, vai dar tempo de tudo, com certeza. E outra, o essencial ela já tem: mamãe (ou seja, muito colo e leite), papai e fraldinhas lindas para usar. Mas fico pensando que daqui a pouquinho ela vai estar desse nosso lado do mundo, tudo vai ser tão novo, tão intenso, e juro pra vocês: às vezes parece que a ficha ainda não caiu (oi, lerdeza, haha).

– Quer dizer, se eu tivesse escrito isso no fim de semana talvez eu estivesse ansiosa, sim. No sábado saímos, minha mãe, marido e eu, para darmos um up no enxoval da pequena. Compramos roupinhas, cobertor, meias, toalha, uma lindeza sem fim. Aí fiquei pensando em tudo que ainda falta e nossa! a minha constatação é de que: o mundo capitalista vai engolir todos nós. Você vai entrando na onda, vendo tudo que supostamente vai precisar, vendo quanto custa cada item e quando vê já está doidinha com esse mar de coisas. A sensação que eu tive, no sábado, foi de que não daria tempo de conseguir tudo. E isso porque eu já sei de muita coisa que não quero, pelo menos por enquanto. Se eu fosse seguir uma lista pronta, estava ferrada – e falida! Mas já passou, já voltei a mim e tá tudo bem de novo, hehe.

                                             
parte das peças da pequena: por um mundo infantil bem colorido e confortável \o/

mas pra não dizer que é tudo unissex, temos umas peças beeem menininha 😛
fraldas de pano: a coleção tá crescendo 😀

– Por falar em enxoval e preocupações, lembrei dazamiga tudo linda e empoderada que estão totalmente alheias a essas coisas de consumo, focadas no parto, no corpo, no ato lindo de gestar, parir e amamentar. Divas! Eu, que sou uma pessoa bem bagunçada, estou vivendo um pouco dos dois lados, hahaha. Na verdade é assim, não estou com os dois pés enterrados nas compras, por motivos de 1) não tenho paciência de comprar tudo só pra falar que comprei, ainda mais com alguns pensamentos que tenho, 2) sim, estou pensando super no parto; meu foco, inclusive financeiro, sempre foi esse, desde o começo, e 3) não tenho verba nem espaço para tudo isso (em outras palavras, minha casa não é depósito, rs). Mas preciso dizer também que pensar nas coisinhas dela está sendo uma parte bem gostosa da gestação, sem contar que é uma fase né?! Quero viver tudo, pacote completo. No começo eu não estava nem aí, achando cedo demais pra qualquer coisa. Mas agora as coisas estão fluindo e tá muito bom. No momento estou num dilema pra saber qual carrinho comprar, visto que não quero um duro (Cleber e eu sempre achamos os carrinhos e bebês confortos duros demais, veja só que paradoxo, rs), mas também não pode ser mais caro do que o meu parto, né?! Quanto mais eu pesquiso, mais confusa fico, porque são trocentas mil opções, então estou aceitando indicações 🙂

– Sobre os meus sentimentos em relação ao parto, muita coisa tá mudando e pretendo escrever um post só sobre isso, até pra me ajudar a ver tudo em perspectiva. O que já digo desde já é: está tudo lindo e decidido, só que mais ou menos. Algumas mudanças estão começando a acontecer, e com certeza isso é um reflexo da mudança que também ocorre aqui dentro. Percebi que algumas coisas estavam meio automáticas e não estavam me agradando mais – e ainda bem que estou sempre atenta a alguns sinais, porque deixar as coisas rolarem em vão, ao sabor do vento, não é muito a minha praia, preciso eu mesma trilhar o meu caminho. Ou seja, hora de rever alguns pontos. Pra que deixar tudo como está se podemos melhorar, não é  mesmo? E já descobri, agora mais do que nunca: a busca por um parto respeitoso e natural passa dentro do caminho do autoconhecimento. Não é fácil, mas vale muito a pena.

– Fisicamente está tudo bem. Tô fazendo os exercícios duas vezes por semana, ou melhor, alguns dias eu faltei, mas tô persistindo. A barriga deu uma crescidinha e já sinto o pesinho dela mais pra cima também. Minha pele está fazendo com que eu me sinta com 13 anos, esses hormônios estão mesmo uma loucura, mas é o que tem pra hoje, então vambora. Dei uma derrapada na alimentação esses dias, mas já tô voltando pros eixos, ou pelo menos tentando, porque a balança já sentiu um pouquinho disso, haha. Devo repetir os exames do segundo tri em breve, dedos cruzados para estar tudo em ordem 🙂

– Tá tudo lindo com a Agnes, graças a Deus. Ela se mexe bastante e, pasmem, em alguns momentos já dá pra ver só de olhar pra barriga, sem precisar colocar a mão. Eita menina animada! rs. Fica especialmente feliz depois que eu como e bem animada a noite também. Como pode, né?! Tão pequenininhos, esses bebês, ainda em desenvolvimento, e já tão amados e serelepes. É uma delícia interagir com ela, muito amor por essa fase em que estamos! ❤

Olhem só como estamos crescendo *–*

Ufa, acho que por enquanto é isso. Vou tentar escrever com mais frequência de novo, porque me faz bem.
Sorry por não ter respondido os últimos comentários, as coisas andaram conturbadas (e se der, depois eu conto o que houve). Mas vamos voltar ao normal, ieba!!

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A base que construiremos juntos

Escrevi um texto sobre algumas escolhas que fiz e os motivos que me levaram a não realizar um chá de bebê. Na verdade, aquele era um texto mais sobre o chá de bebê, sobre um recorte do meu mundo, sobre o fato de eu conhecer os meus convidados e, por isso, optar por não fazer essa festinha, e menos – bem menos – sobre o meu poder de decisão de certas coisas na maternidade.
Simplesmente porque não podemos prever tudo. Ou quase nada.

Eu quero muito amamentar. Acho importantíssimo, em vários aspectos, e quero que faça parte da minha nova rotina logo após o nascimento da pequena. Quero me dedicar, me esforçar e me entregar, pois sei que não é fácil no começo. Por esse motivo, não quero estar aberta a ter estoques de substitutos ao meu seio na minha casa, desde já. Pode acontecer alguma coisa séria – fisiológica ou psicológica – que mude meus planos e me faça recorrer às fórmulas? Com certeza pode. Pode acontecer de um tudo. (Claro que vou chorar ou ficar chateada por precisar recorrer a algo que eu não queria, mas saberei que fiz e fui até onde pude). Diante disso, e depois de orientação dos profissionais competentes, faço as compras necessárias e adapto meus planos à nova realidade. Mas agora, não. Agora eu estou lendo muito, tanto a teoria quanto os mais diferentes relatos, exatamente pra ver que em cada casa – ou melhor, com cada filho – é diferente, e (tentar) preparar minha mente pra isso. Agora eu estou indo atrás de informações de onde tem bancos de leite próximos a mim e também pessoas capacitadas para me orientar diante de alguma dificuldade. E muito em breve passarei pro papel uma lista com alguns telefones, ou e-mails, de pessoas que sei que me darão real apoio (e não pitacos), que são a favor da amamentação e que me darão forças para seguir em frente. Agora estou me preparando ao máximo para bancar a minha escolha.

E esse foi só um exemplo. O mesmo pode-se aplicar para o não uso do berço, para as fraldas de pano e assim por diante. São escolhas iniciais, que eu fiz porque tenho valores semelhantes aos propostos, que tomei depois de um certo tempo pesquisando, pensando e conversando, e também por achar que vai facilitar meu dia-dia como mãe, por que não? 😉
Mas tudo isso ainda está no plano das ideias, eu só vou saber o que acontecerá de verdade em julho (ou agosto) e nos meses seguintes, depois que a Agnes nascer e eu ver como vai ficar a nossa rotina juntas. São apenas um norte, para que eu não me sinta perdida – e porque algumas decisões práticas, como o caso das fraldas, tem que ser resolvidas (compradas) desde já.
(obs: isso também não quer dizer que mudarei de ideia e de prática a cada manhã, vamos com calma. É só que eu entendo que existem surpresas no caminho, coisas que não esperávamos (não falo de algo específico, realmente não sei a que me refiro; é isso que caracteriza a surpresa), e que podem mudar um pouquinho os passos da dança).

Eu não sei como será minha vida depois que ela chegar. Nunca fui mãe, estou diante do desconhecido mesmo. Por mais que eu tenha alguma experiência prática com bebês, sei que é muito mais. Pressinto que vai me transformar numa pessoa nova – é o que dizem por aí. Imagino que não será muito fácil, mas que será absolutamente importante para todos nós; que será lindo, claro, dentre outras tantas coisas que ainda não parei pra pensar.

Estou muito aberta a aprender com tudo que vier. Viver a maternagem integralmente é uma espécie de sonho de consumo que estou realizando. Viver a maternagem integralmente, e não projetar um tipo desenhado de sucesso em cima dos pequeninos ombros da minha filha, que fique claro – disso eu quero passar longe.
Na minha visão é um ato valiosíssimo: gerar, gestar, parir, alimentar, amar, ensinar valores, cuidar, acalentar, mostrar limites, apresentar o mundo… aprender ou reaprender a voltar o nosso olhar para o belo, enxergar o mundo de uma maneira diferente, perceber novas nuances e emoções também está no pacote, porque toda relação é via de mão dupla e esses pequenos tem um tipo de saber que é só deles. E estou aqui, inteira, para viver cada um desses dias.

Hoje o Pedro Fonseca escreveu uma carta pro seu filho, sempre linda, que me fez pensar. Nisso e em outras coisas também.

Eu estou seguindo o meu coração e completamente ciente de que essa pessoa que hoje depende de mim para crescer e sobreviver, daqui a pouco vai estar aqui no mundão, no meu colo e segurando minha mão, até que possa dar seus próprios passos e trilhar seu próprio caminho. Um de cada vez, que é pra gente ir se acostumando. Uma conquista e uma escolha por vez, porque nada é pra já. Até lá, me esforçarei ao máximo para preservar sua essência e respeitar suas particularidades, fazendo as melhores escolhas que eu puder fazer por nós, mantendo o que nos é fundamental, como família e como pessoas, porque uma boa base é essencial para se construir o que quer que queiramos construir.
Então saiba, filha, que construiremos juntos a sua base. O caminho trilhado a partir daí será seu. Só seu.

Uma pessoa completamente nova – e paradoxalmente já pronta – entrará na minha vida em breve.
Para que eu possa cuidar e também para me ensinar. Para que eu possa levar, mas pronta para me mostrar a melhor direção.
Para fazer parte do meu caminho, para construir e trilhar o dela. Do jeito que melhor lhe parecer.
Não tem como não ser especial.
Não tem como ser muito planejado. Amém.

Mais uma vez, Steve Hanks ilustrando minhas palavras, só porque eu acho uma lindeza só.

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Utilidade pública – para quem vai parir em breve

Eu estava aqui começando um próximo texto pra esse bloguinho, quando dou uma pausa para ler o post fresquinho que a Gabi Sallit – aquela linda de tudo que escreve no Dadadá – acabou de publicar. Como eu acho que é de utilidade pública e que informação nunca é demais, resolvi vir aqui rapidinho dar essa dica e compartilhar o link com vocês.

A gente sabe o quanto é importante – fundamental, eu diria – que nós e nossos bebês tenhamos um atendimento respeitoso na hora do parto. Que ter uma doula é importante. Que o atendimento humanizado e respeitoso deveria ser regra, não exceção. Por outro lado, também sabemos que nem todo mundo pode pagar uma equipe particular e terão seus partos com equipe plantonista. Mais ainda, em alguns lugares desse nosso país enorme, alguns profissionais de saúde nunca ouviram falar em humanização do parto – e tem os que já ouviram falar, mas não praticam, por qualquer motivo que seja.
Mas isso não significa que esteja tudo perdido, minha gente! Nananinanão!!

Aqui nesse post, a Gabi, que é advogada, explica como você pode estabelecer um diálogo com o hospital que vai te atender no parto. Atitudes que você pode tomar para resguardar os seus direitos, como ter acompanhante e ter um plano de parto.
E hoje ela publicou (agora há pouco, na verdade, rs) um modelo de Notificação Extrajudicial para Protocolo de Plano de Parto – para você entregar para a Direção do hospital – de preferência meses antes da sua DPP – junto com o seu modelo de plano de parto, o documento que registra todos os procedimentos que você autoriza, ou não, que façam com você e seu filho, as suas vontades e o que você não quer de jeito nenhum.

Os posts estão SUPER bem explicadinhos, até eu que não entendo lhufas de Direito, notificações etc entendi e achei demais. Ou seja, vale muito a pena ler, se informar, se informar, se informar, sempre.

Como a própria Gabi diz: Quanto mais preparadas estamos, menos chance de sofrer violência obstétrica”.


Resolvi compartilhar isso aqui porque acho que quanto mais gente souber, quanto mais mulheres lutarem por seus direitos, mais o cenário tende a mudar, mais as instituições terão que se adequar às evidências científicas e teremos todas o parto e o atendimento que merecemos.
Espero ter ajudado!

ps que não tem a ver com o post, rs: agradeci lá na fanpage, mas como não sei se todas viram, fica aqui também o meu agradecimento por tanto carinho que recebi no post passado. Vocês são incríveis, gente, sério! ❤
Amanhã eu volto com mais trololó. Beijo! 🙂

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Página no facebook

Eu leio muitos textos sobre maternidade e afins, todos os dias. Muitos mesmo. Sobre isso, nenhuma novidade aqui entre nós, não é mesmo? Acontece que muitas vezes eu sinto vontade de compartilhar alguns pensamentos sobre o que leio, exteriorizar, passar pra frente. Nem sempre cabe certos links e blogs na minha timeline pessoal (porque muita gente não entende, porque não quero ouvir pitaco de graça, porque não dá pra ficar monotemática ali, que tem tanta gente de tantos outros mundos, porque não quero me expor ainda sobre isso, etc etc etc – sei que vocês entendem), e algumas vezes também quero compartilhar só um pensamento solto que me ocorreu sobre esses nossos assuntos, ou algo do tipo que não dá pra fazer um post inteiro, sabem?

Pois bem. Diante disso, resolvi criar uma página do blog lá no facebook, pra comportar todas essas coisas. Vai ser um puxadinho do blog. Sem contar que agora, que estou no limbo entre a espera e o início das novas tentativas de fato, nem sempre tenho assunto para posts – mas sim, continuarei aqui firme e forte, com textos sobre mim e sobre opiniões minhas -, mas não quero de jeito nenhum demorar para escrever ou perder o contato com vocês – lá dá pra interagir mais.
O que acham?

Apareçam por lá, não me deixem só! rs

Beijo em todo mundo!

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BC: ´´Como andam os preparativos pro quarto do bebê?“

É engraçado esse negócio de registrar os pensamentos, os desejos, os anseios e também o que acontece de fato. Porque em algum momento acontece o que aconteceu comigo: você escreve um post todo trabalhado nas boas ideias e soluções, tudo divino-maravilhoso, daí dois dias depois, acontecem coisas que te fazem perceber que não, aquele post-desejo não virará realidade neste momento. No futuro, sim. Agora não.

E estou falando justamente do post sobre o quarto compartilhado, em que eu falei sobre transformar esse cantinho em um lindo e aconchegante quarto montessoriano para adultos e criança. Todos dormiríamos no chão duro e gelado em camas no nível do chão e seríamos felizes para sempre, amém.
Ou não.
Na mesma semana (parece até que foi de propósito), tenho uma conversa com o meu excelentíssimo marido e percebo que eu não havia pensado num mero e pequeno detalhe #sóquenão. Ele não pode ter (ou fazer) movimentos bruscos ao levantar de manhã, sob o risco iminente de ter uma crise nos minutos seguintes. Parece pouca coisa, “ah é só levantar com cuidado”, mas não é bem assim. Dentro dos cinco anos em que estamos juntos, ele teve exatamente 5 crises, sendo que a última foi há um ano e meio. E dentro dessas 5, pelo menos duas a gente tem certeza absoluta que foi por privação parcial de sono + movimentos brusco em sequência. E se hoje, graças a Deus, está tudo controlado, é porque a gente cuida muito dessa parte também. Nem percebemos mais, na verdade, já incorporamos isso na nossa rotina. Tanto que eu quase me esqueci disso. Privação de sono – por causa do bebê – a gente já sabe que vai ter e não há como fugir, então é melhor cuidar das outras partes que temos um pouco de controle para continuar tudo bem. Né?

Né! Mas então, o que fazer?
Depois de uns minutos me sentindo #menas esposa, por não ter me atentado a isso, comecei a pensar numa solução. Porque continuo firme e irredutível em não ter berço, e assim sigo.
Pensei mesmo em comprar uma cama de solteiro e grudar na minha, pra virar uma big cama compartilhada, mas a ideia ainda não me soava tão boa assim.
E então há uns dias, mais ou menos, sem nem estar, de fato, procurando uma solução, cruzei com um daqueles “berços” que não tem uma das grades e grudam na cama, sabem? Como diz o site, é uma “cama auxiliar”. Gostei! Claro que eu já sabia que existia isso, mas nunca tinha visto pra vender, só mesmo em fotos gringas, e também não fazia a mínima ideia de que preço um marceneiro cobraria para fazer um sob medida. Mas quando vi que é acessível ao meu (furado) bolso, me animei! Mandei pro marido, ele aprovou, e agora é só esperar mais um pouquinho para comprarmos (lá pra outubro ou novembro, eu acho).

Pois bem, lugar de dormir “definido” (tudo pode mudar a qualquer momento), passei a pensar no que exatamente eu faria para colocar no “Cantinho de Bolota” – que no caso é a parede mais próxima de onde estará sua caminha. E, por enquanto, acho que vai ser:

– bandeirinhas de tecido;
– coisas de passarinho (tô doida com passarinho, rs) – que pode ser um quadrinho artesanal de papel, ou num bastidor de tecido, ou não sei em quê, haha
– tsurus (que eu tenho que aprender a fazer);
– Um móbile de nuvem, assim:

 

Não é lindo? Estou apaixonada por ele! Rs…
Tenho uma amiga que entende muito de costura e artesanatos em geral, e ela já se disponibilizou a me ajudar a fazer! Ai que feliz! Só falta marcarmos o dia – e quando tiver pronto eu volto pra mostrar!
(e quando eu definir todas as “coisas de passarinho” eu mostro também, rs)

Ah, e pro guardarroupa do baby, que será branco, de duas portas (ou algo parecido com isso), não ficar de fora do DIY, eu vou comprar papel contact (umas duas ou três cores) e fazer bolas grandes pra colar nas portas! (eu sei que parece doido, mas confiem em mim, vai ficar lindo, rs – e sim! eu adoro tudo colorido!).

E, por enquanto, acho que é isso!

Como vocês podem imaginar, tudo pode mudar a qualquer momento (a partir do instante em que eu clicar em “publicar”, rs), mas não tem problema. No futuro, Bolota vai ler, achar graça e entender porque os pais mudam tanto de ideia (fazemos isso o tempo todo, haha).

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O (velho) novo medo

Parece que a minha cabeça estava achando tudo calmo demais por essas bandas, tudo muito tranquilo, muito parado. Então, pra movimentar um pouco os neurônios, achou por bem que já estava na hora de eu ter um medo novo. Ou melhor, é um medo bem antigo, o mesmo que me fez correr atrás de tanta informação e mergulhar nesse mundo, mas ele apareceu de roupa nova, o danadinho.

Essa semana, me peguei pensando numa coisa: pode acontecer de eu precisar de intervenções durante o trabalho de parto, não tem jeito.
Mesmo eu tendo uma super mega equipe (Casa Angela + meu plano B + a doula), preciso aceitar o fato de que algum contratempo pode acontecer, sim. Eu já tive a fase de negação, já senti  ódio mortal raiva de quem colocasse isso como probabilidade, já negociei com a realidade, agora estou em fase de depressão e rumo à aceitação*.

Sou muito exigente quanto à equipe que me assistirá. Simplesmente preciso ter confiança total de que eles não vão indicar nada sem que tenha uma real necessidade, e isso me acalma muito. E essa exigência toda se dá não só porque eu quero um parto lindo e maravilhoso (no meu ponto de vista), mas também porque eu tenho total e completa aversão à acessos venosos. Eu fico paralisada, com o braço duro mesmo, pressão à níveis quase abaixo de zero; resumindo, é um completo tormento. E não é isso que eu quero no meu parto, claro que não. Já contei aqui o relato do dia em que fui pessimamente atendida num hospital perto da minha casa, em ocasião da última crise que meu marido teve de epilepsia e, de tanto ver cenas horríveis, somado à outros fatores (fome, calor infernal, descaso e a minha sensibilidade toda), desmaiei. Foi apenas o pior atendimento que já tive na vida, bem traumático mesmo. Eu sabia que estavam fazendo procedimentos em mim que não eram necessários, mas era como se eu fosse uma coisa, muda e amorfa. Saí de lá não só com um hematoma enorme no braço (por incompetência das enfermeiras, que acabaram com a minha veia e me deixaram toda suja), mas também com o coração apertado de medo e com a certeza de que não queria passar por coisa semelhante nunca mais na minha vida. E enquanto eu estava lá, chorando e olhando pra cima o tempo todo (pra não ver meu braço), eu só pensava no que poderia fazer para driblar esse sistema horrendo na hora do meu parto. Na época, acho que eu já lia alguma coisa, de vez em quando, sobre maternidade. Mas depois dessa, o aconteceu foi: eu mergulhei de cabeça nas pesquisas e, não me lembro como, cheguei nos partos humanizados, depois naturais, depois domiciliares, ou alguma ordem próxima a essa. Me joguei nos blogs também, e como vocês devem perceber, não saí mais desse mundo – e não tenho pretensão alguma de sair.

Nesse tempo todo, aprendi que é preciso acreditar na capacidade que o nosso corpo tem de parir. Que é fisiológico, a natureza trabalha pra isso desde todo o sempre, e se somos capazes de gestar, somos perfeitamente capazes de parir também. E que é claro que existem os casos em que cesáreas e intervenções são mesmo necessárias – e ainda bem que elas existem! -, mas que pode, sim, ser da forma mais natural possível. O caminho para isso é informação, informação, informação. Empoderamento. Eu me apeguei completamente à ideia de que eu consigo ter um parto sem intervenções desnecessárias, sem ocitocina sintética, sem anestesia, sem episiotomia. Não tenho medo da dor (post sobre isso em breve); tenho medo de ser desrespeitada. Todo esse tempo, com todos os vídeos que vi, os infinitos relatos que li, as informações que busquei, fui tendo uma espécie de certeza de que eu também conseguiria. Plantei essa semente na minha cabeça e a cultivei dia após dia, até que eu me “esquecesse” que um dia foi diferente. E, com isso, me dediquei a encontrar a equipe que entendesse e abraçasse a causa junto comigo. Por isso busquei uma doula antes mesmo de achar uma obstetra. Por isso estou indo na Casa de Parto, mas com um plano B igualmente humanizado, porque não quero depender da sorte em momento algum (e ainda há possibilidade do plano B virar plano A, post sobre isso também em breve, preciso elaborar melhor).

Aliás, no post passado, eu disse justamente o quanto estou ouvindo e confiando no meu corpo, na minha natureza; o quanto estou tranquila com tudo isso, e que essa calma e essa confiança tem me feito muito bem e me colocado ainda mais em sintonia com a Bolota.
Mas num papo com a minha mãe, e depois com a doula, caiu minha ficha: e se, mesmo cercada das pessoas mais feras do planeta, eu ainda precisar de alguma invasão no meu corpo? E se, mesmo com essa confiança toda que tenho em mim, eu realmente precisar passar por algo que eu não queira? Estou fazendo o que posso para minimizar essa probabilidade, mas preciso aceitar que pode acontecer, não é? Sim, preciso. Inclusive, para não esquecer de acrescentar isso no meu Plano de Parto (como eu quero que façam, que eu preciso estar deitada, sem olhar, de preferência ouvindo música, etc). No caso, os dois papos que citei serviram apenas para fazer a minha ficha cair, ainda não verbalizei (a não ser com o Cleber, ontem) o quanto isso mexeu comigo.

O que eu sei é que o psicológico influencia muito no trabalho de parto. Que pode dar uma estagnada no processo se eu estiver bloqueando inconscientemente. Por isso, quero por pra fora todos os medos e sombras que eu sentir no caminho, pra ver se ajuda. Talvez alguns apareçam só na hora, mas se outros já estão surgindo, não sou eu que vou jogar pra debaixo do tapete e deixar pra resolver só depois, né? Mesmo não sabendo o que fazer, ainda, só o fato de eu ter consciência da existência deles já me faz querer sair da inércia.
Também sei que a confiança na equipe e no ambiente é super importante pra eu conseguir me entregar à Partolândia, e já sei que não vou relaxar se não estiver segura em quem está comigo.
Lembrando que, como bem disse a Nana aqui, não dá pra se preparar totalmente para os imprevistos, porque, huum, veja bem… são imprevistos! Haha. E eu sei que sou perfeitamente capaz de lidar com o que não estava nos planos, mãs, diante do meu quadro de terror total, vou ter que elaborar uma aceitação aqui na caixola e deixar reservado, para usar em caso de necessidade.

Meu plano é discutir esse assunto com a EO da Casa Angela, com a Betina, com a doula, comigo, com o Cleber, com Deus, com quem mais quiser ouvir meus lamentos. Se eu souber – ouvindo da boca dos profissionais como eles costumam agir, e não só lendo na internet – quais situações eu não vou poder fugir de uma intervenção, eu trabalho isso na minha mente e fecho logo esse ciclo, pra daí focar, de novo e ainda mais, no “eu quero, eu posso, eu consigo”. Vou meditar e mentalizar (muito, muito, muito) que vai dar tudo mais que certo. Amém.

Amém?

* Baseado nos Cinco Estágios do Luto, do Modelo de Elisabeth Kübler-Ross.

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Quarto compartilhado

Tô doida pra começar as mudanças no quarto, preparar o cantinho da Bolota… mas vou ter que esperar mais uns meses, porque a mudança de cenário vai ser grande, e só vamos realizá-la lá pra outubro ou novembro. Explico:

Antes mesmo de engravidar eu já tinha tomado uma decisão: não comprar berço pro bebê.
Dentro de tantas e tantas viagens na blogosfera, acabei cruzando com o quarto montessoriano e super me identifiquei. Um espaço realmente para a criança, em sua totalidade, e não para a comodidade do adulto.

Foto daqui

Na verdade, quando eu vejo berços em lojas, em fotos, em outras casas, acho lindo demais da conta, não tem jeito. É o cenário que está implantado na nossa mente, desde sempre. Mas pensando no dia-a-dia, comecei a não gostar muito da ideia. Detesto a ideia de “tem que ensinar o bebê a dormir no berço” e coisas afim. E, ao que tudo indica, bebês odeiam berços, haha. Sem contar que é um móvel caro, ninguém merece (o povo acha que só porque vamos ter um filho, estamos nadando em dinheiro, só pode), mesmo aqueles que viram caminhas depois, podendo ser usados por muito mais tempo… não sei, não conseguia pensar em um pro meu baby. E apesar da maioria dos quartos montessorianos que eu vejo serem de crianças de uns 2 anos ou mais, não fazia sentido algum comprar um berço já sabendo que iria me desfazer dele dali pouco tempo. Sem chance. Baby iria pro chão desde que nascesse e pronto.

Por outro lado, Bolota não terá, à princípio, um quarto inteiro pra chamar de seu. Moramos com meus pais, como vocês já sabem, e não tem um quarto disponível só pro baby aqui. Mesmo que tivesse, mesmo que fosse uma casa só minha e do marido, dormiríamos no mesmo quarto num primeiro momento, até pra facilitar a amamentação noturna. Entretanto, não acho que vai rolar cama compartilhada também, pelo menos não tão cedo. Porque o Cleber é bem espaçoso à noite, e precisa muito dormir bem, ainda mais por causa da epilepsia (que está controlada, amém!). Também não temos uma king size, e acho importante termos um bom espaço pra dormir, porque é uma coisa é gostar de dormir juntinho, outra é não ter opção, rs.

Minha dúvida, antes, era: mas se eu não quero berço, não vai rolar cama compartilhada e não tem espaço para um quarto montessoriano inteiro só pro bebê, como faz?
A resposta é muito simples, caras amigas: vamos todos dormir no chão!
Se tivesse um quarto a mais, aqui ou em outro lugar, faríamos um assim desde cedo, bem completo. Mas não temos, então vamos ter que adaptar tudo.

O primeiro impasse foi que eu não queria me desfazer da minha cama, que é nova e está em ótimo estado. E ela é box, sem chance de fazer com que ela chegasse ao nível do chão. Mas jamais, em hipótese alguma, eu dormiria lá no alto e meu bebê lá no baixo, no mesmo ambiente, não me sentiria bem assim. Depois de pensar em várias alternativas, vários planos mirabolantes, pensamos numa coisa bem mais simples: vamos trocar de cama com o meus pais! Às vezes, a resposta tá bem mais perto do que esperamos. A ideia, inclusive, veio da minha mãe – que no começo ficou meio em dúvida com essa ideia, achando que seria mais difícil eu, de barriga gigante e recém parida, dormindo no chão, mas agora já curte a ideia. Eles têm uma cama daquelas “tradicionais”, com cabeceira, etc. Vamos passar a nossa box pra eles, desmontar a deles, guardar a cabeceira e os pés e ficar só com o colchão e com o estrado. Êêê, todascomemora essa solução genial.
Mas e a cama da Bolota? Eu não queria um colchão direto no chão, porque fica mofado embaixo. Também não daria muito certo colocar sobre um tapete, porque a mamãe aqui é super alérgica. Pensamos em fazer um estrado de pallets ou mandar fazer uma base bem baixinha no marceneiro. Depois, navegando na internet (como sempre), cruzei com uma caminha infantil e fiquei apaixonada. Olha ela aí:

 Foto daqui

Atendia as minhas expectativas de ser baixíssima, mas não ficar diretamente no chão. E vai ficar mais ou menos na mesma altura que nós.
Ontem marido e eu fomos à Tok Stok ver a bendita ao vivo e à cores. Vai que era bem diferente do que eu imaginava, né?! Primeiramente, preciso dizer que adoro ir passear nessas lojas, mesmo não comprando um item sequer, haha. Era tanto quartinho infantil lindo que eu quase pirei, rs. Claro que tem uns bem forçados pro meu gosto, mas são tão pequeninos, os detalhes tão fofos…
Enfim! Acabei vendo mais umas duas caminhas que gostei também. Não têm essa “proteção” aí do lado, mas são lindas. Ao vivo é bem melhor que no site, nem se compara. Mas essa aí de cima, por enquanto, continua sendo a preferida.
Não vamos ficar como se fosse uma big cama, os espaços do baby e o nosso vão estar bem traçados – o que não impede que Bolota fique do nosso lado no meio da madruga, haha – mas acho que vai ficar bom de todo jeito.
Vamos pintar as paredes; na verdade, acasa toda, pra ficar novinha pra chegada do novo morador. O nosso armário dará lugar à outro, um pouco menor; e vamos comprar um pequenino, de duas portas, só pro baby. E na parede em que ficar a mini cama, vou fazer uns enfeites, uns móbiles, umas coisinhas decorativas só pra Bolota. Será o cantinho dela ^^

É isso!
Por enquanto apenas imaginando como ficará tudo daqui uns meses. E preciso decidir mesmo quais enfeites vou fazer, pra comprar os materiais e começar os trabalhos.

Estava aqui fazendo o post e pensando: mais fácil seria só comprar uma cama de solteiro e fazer uma extensão da minha. Mas pra quê simplificar quando podemos inovar os conceitos, não é mesmo? rs 😉
Não vejo a hora de mudar tudo!

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