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Notícias do lado de cá

Então eu sumi, né gente?
Tanta coisa aconteceu que eu nem sei por onde começar os registros e devaneios… Fiquei aqui pensando em assuntos que cabiam num post, aquela coisa bem organizada e leanda, mas como nunca começo – o tempo tá complicado aqui – vamos fazer um apanhado geral de como andam as coisas por essas bandas de cá o//

– 25 semanas e 5 dias de gestação. CÉUS! Esse timer aí do lado me diz que, exatamente hoje, faltam 100 dias para a minha DPP. Gente, 100 dias é amanhã! Onde eu estava que não vi esse tempo passar? rs. Não estou ansiosa em relação as compras e arrumações que ainda faltam, vai dar tempo de tudo, com certeza. E outra, o essencial ela já tem: mamãe (ou seja, muito colo e leite), papai e fraldinhas lindas para usar. Mas fico pensando que daqui a pouquinho ela vai estar desse nosso lado do mundo, tudo vai ser tão novo, tão intenso, e juro pra vocês: às vezes parece que a ficha ainda não caiu (oi, lerdeza, haha).

– Quer dizer, se eu tivesse escrito isso no fim de semana talvez eu estivesse ansiosa, sim. No sábado saímos, minha mãe, marido e eu, para darmos um up no enxoval da pequena. Compramos roupinhas, cobertor, meias, toalha, uma lindeza sem fim. Aí fiquei pensando em tudo que ainda falta e nossa! a minha constatação é de que: o mundo capitalista vai engolir todos nós. Você vai entrando na onda, vendo tudo que supostamente vai precisar, vendo quanto custa cada item e quando vê já está doidinha com esse mar de coisas. A sensação que eu tive, no sábado, foi de que não daria tempo de conseguir tudo. E isso porque eu já sei de muita coisa que não quero, pelo menos por enquanto. Se eu fosse seguir uma lista pronta, estava ferrada – e falida! Mas já passou, já voltei a mim e tá tudo bem de novo, hehe.

                                             
parte das peças da pequena: por um mundo infantil bem colorido e confortável \o/

mas pra não dizer que é tudo unissex, temos umas peças beeem menininha 😛
fraldas de pano: a coleção tá crescendo 😀

– Por falar em enxoval e preocupações, lembrei dazamiga tudo linda e empoderada que estão totalmente alheias a essas coisas de consumo, focadas no parto, no corpo, no ato lindo de gestar, parir e amamentar. Divas! Eu, que sou uma pessoa bem bagunçada, estou vivendo um pouco dos dois lados, hahaha. Na verdade é assim, não estou com os dois pés enterrados nas compras, por motivos de 1) não tenho paciência de comprar tudo só pra falar que comprei, ainda mais com alguns pensamentos que tenho, 2) sim, estou pensando super no parto; meu foco, inclusive financeiro, sempre foi esse, desde o começo, e 3) não tenho verba nem espaço para tudo isso (em outras palavras, minha casa não é depósito, rs). Mas preciso dizer também que pensar nas coisinhas dela está sendo uma parte bem gostosa da gestação, sem contar que é uma fase né?! Quero viver tudo, pacote completo. No começo eu não estava nem aí, achando cedo demais pra qualquer coisa. Mas agora as coisas estão fluindo e tá muito bom. No momento estou num dilema pra saber qual carrinho comprar, visto que não quero um duro (Cleber e eu sempre achamos os carrinhos e bebês confortos duros demais, veja só que paradoxo, rs), mas também não pode ser mais caro do que o meu parto, né?! Quanto mais eu pesquiso, mais confusa fico, porque são trocentas mil opções, então estou aceitando indicações 🙂

– Sobre os meus sentimentos em relação ao parto, muita coisa tá mudando e pretendo escrever um post só sobre isso, até pra me ajudar a ver tudo em perspectiva. O que já digo desde já é: está tudo lindo e decidido, só que mais ou menos. Algumas mudanças estão começando a acontecer, e com certeza isso é um reflexo da mudança que também ocorre aqui dentro. Percebi que algumas coisas estavam meio automáticas e não estavam me agradando mais – e ainda bem que estou sempre atenta a alguns sinais, porque deixar as coisas rolarem em vão, ao sabor do vento, não é muito a minha praia, preciso eu mesma trilhar o meu caminho. Ou seja, hora de rever alguns pontos. Pra que deixar tudo como está se podemos melhorar, não é  mesmo? E já descobri, agora mais do que nunca: a busca por um parto respeitoso e natural passa dentro do caminho do autoconhecimento. Não é fácil, mas vale muito a pena.

– Fisicamente está tudo bem. Tô fazendo os exercícios duas vezes por semana, ou melhor, alguns dias eu faltei, mas tô persistindo. A barriga deu uma crescidinha e já sinto o pesinho dela mais pra cima também. Minha pele está fazendo com que eu me sinta com 13 anos, esses hormônios estão mesmo uma loucura, mas é o que tem pra hoje, então vambora. Dei uma derrapada na alimentação esses dias, mas já tô voltando pros eixos, ou pelo menos tentando, porque a balança já sentiu um pouquinho disso, haha. Devo repetir os exames do segundo tri em breve, dedos cruzados para estar tudo em ordem 🙂

– Tá tudo lindo com a Agnes, graças a Deus. Ela se mexe bastante e, pasmem, em alguns momentos já dá pra ver só de olhar pra barriga, sem precisar colocar a mão. Eita menina animada! rs. Fica especialmente feliz depois que eu como e bem animada a noite também. Como pode, né?! Tão pequenininhos, esses bebês, ainda em desenvolvimento, e já tão amados e serelepes. É uma delícia interagir com ela, muito amor por essa fase em que estamos! ❤

Olhem só como estamos crescendo *–*

Ufa, acho que por enquanto é isso. Vou tentar escrever com mais frequência de novo, porque me faz bem.
Sorry por não ter respondido os últimos comentários, as coisas andaram conturbadas (e se der, depois eu conto o que houve). Mas vamos voltar ao normal, ieba!!

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Sobre a expectativa que eu não tenho

Eu não nutro expectativas em relação ao bebê que cresce aqui na minha barriga.
Existe amor, certa ansiedade para conhecê-lo aqui fora na hora certa – que só ele mesmo pra saber, algum medo do desconhecido e também alguma curiosidade. Nestas semanas em que estamos juntos, já estabelecemos alguma conexão, que vem se fortalecendo pouco a pouco, no nosso próprio ritmo nesse momento. E acho que isso só tende a crescer. Essa conexão eu nutro com muita alegria e com muito cuidado, faço questão. Mas expectativa sobre algum comportamento qualquer, não tenho.
Sei que essa é uma afirmação curiosa, ainda mais vinda de uma gestante, mas é a verdade mesmo.

Segundo o dicionário, a palavra expectativa significa: 
1 Situação de quem espera uma probabilidade ou uma realização em tempo anunciado ou conhecido2 Esperança, baseada em supostos direitos, probabilidades ou promessas.”

Ou seja, só pela descrição já podemos concluir que não é um bom negócio criar expectativas em relação a um bebê. Nem a ninguém, convenhamos. E não dá certo por um motivo que muitas vezes nos esquecemos: criando expectativas, estarei levando em conta apenas o meu desejo. E tudo que eu não quero é anular ou reprimir os desejos, as preferências e as necessidades do meu filho. Não podemos nos esquecer de que é uma relação que estará se estabelecendo – e toda relação é via de mão dupla. É uma troca.

Não tem como eu determinar, hoje e  desde já, qual ritual de sono seguirei, ou quantos minutos meu bebê poderá mamar, ou criar fantasias de como espero que ele reaja diante de tanta novidade que acontecerá em sua vida – em qualquer estágio dela. E não tem jeito por uma razão até simples: eu ainda não sei quem será esta pessoa que cresce aqui dentro. Não sei se será brava, como eu fui, ou bem calmo, como o pai. Provavelmente uma mistura de nós dois e com outras muitas características únicas, novinhas em folha, prontas para serem usadas e descobertas. Se chorará com facilidade, ou se terá o riso solto sempre. Muito menos como lidará ou interpretará o que a vida lhe oferecer. Como criar expectativas assim?

Não sei, mas na minha opinião, se preocupar muito com “prazos e metas” deve ser muito desgastante, tanto pra mãe, quanto pra criança. Pensar que o filho tem que dormir a noite toda aos 3 meses, chorar só de fome ou frio, comer toda a comida do prato, andar até um ano, ler aos 4 anos, não fazer birra em público, nem gritar, estudar na melhor escola, falar 8 línguas, passar no vestibular. É muita pressão para uma pessoa de meio metro de altura (e pra qualquer outra também). Isso é criar expectativas que serão, em sua maioria, frustradas, essa é a verdade. Porque a expectativa geralmente é idealizada. E não vivemos nesse mundo, não é mesmo? Além do mais, partindo da ideia de que não existe um certo e um errado absolutos – e sim as necessidades de cada família e suas histórias de vida- não tem muita lógica se prender a isso, que, vamos combinar, vem muito mais de fora, da observação da grama do vizinho, do que das particularidades de cada criança.

Partindo desse pressuposto, também não dá para criar expectativas sobre como eu reagirei frente a tanta mudança. Ser mãe é o meu maior projeto, quero isso desde muito tempo, e estou simplesmente adorando que eu já esteja na fase de execução, mas não tenho a ilusão de que saberei lidar com tudo o tempo todo. Isso é quase impossível, eu diria. O que faço (há bastante tempo, aliás) é ler, me informar, me inteirar sobre esse fantástico mundo que me será apresentado daqui uns meses. Leio mil coisas por dia, a fim de estar um pouco mais segura e mais consciente das minhas escolhas, até porque, sei que virão “pitacos” de todos os cantos. Teorias e experiências de outras mães foram e estão sendo minhas maiores fontes de pesquisa e referência até agora. Mas daqui a pouco isso vai mudar e vai ser a minha vez de entrar em campo. Porque por mais que eu tenha experiência prática em algumas coisas, como trocar fralda, dar banho, colocar roupinha, dar comida, por pra dormir, o exercício da maternidade é diferente. Diferente de quando é com um sobrinho ou um vizinho. Eu simplesmente amo esse mundo e escolhi me dedicar a ele integralmente quando acontecesse comigo (pelo menos até quando eu sentir que é a hora de mudar). Só que isso não significa que eu não terei dificuldades pelo caminho. Não tenho essa fantasia.

Na verdade, estou mais interessada em conhecer essa pessoinha que eu já amo tanto. Saber de suas preferências, de seus desgostos. Se vai gostar de dormir com o bracinho pra cima, ou espalhado na cama. Se vai ter cócegas. Se vai se irritar com pessoas desconhecidas, ou mostrará o sorriso banguela até pra quem passar de cara fechada na rua. Se vai chorar num cantinho, ou ir logo dizer na cara de quem seja que não gostou do que ouviu ou viveu.
Eu fico pensando na beleza que é descobrir o mundo, ter a capacidade de se encantar com todas as coisas que, para nós adultos, já passam batidas. Quero estar perto quando isso acontecer. Penso como deve ser difícil ter que se comunicar só com o choro, não entender a maioria das coisas que as pessoas te dizem, mas mesmo assim sorrir pra elas. Quero estar disponível para ajudá-lo a lidar com as coisas que nos irritam, ajudar a entender que tem coisa que é difícil mesmo, mas com o apoio e um cafuné de quem amamos, as coisas costumam ficar um pouquinho mais leves. E sempre pode existir um lado positivo, mesmo quando estamos cansadas demais para procurar.

Por fim, penso o quão sortuda e abençoada eu sou, por ter a oportunidade de ver todo esse mundo novo bem debaixo do meu teto, daqui uns meses. Do equilíbrio para sentar, aos desengonçados e animados primeiros passos. Os meus e os dele. Nós vamos aprender juntos, dia após dia. 
O prazer da descoberta, como uma relação, será uma via de mão dupla.

Imagem daqui

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Morfológico do 1º trimestre

Voltei, gente! \o/

Hoje foi o dia de encontrar, mais uma vez, meu baby-baby na telinha. E aquele frio na barriga de nervosinho que dá antes desses exames? Ontem à noite eu andava pra lá e pra cá, lavando louça onze da noite, hahaha. Mas nem era medo nem nada ruim, só uma coisinha boa mesmo, que fazia um tempo que eu não sentia.
Marido foi comigo, sempre bom a companhia dele.
O exame estava marcado para 11:30 e eu fui atendida uns 40 minutos depois. Pra que manter o horário, né, minha gente? Esses laboratórios me irritam, mas ok.

Entrei na sala, deitei e adivinhem só: senti minha barriga muito mais dura do que de costume. Tipo mais aparente, sabem? Não que ela não ficasse antes, não que eu não sentisse meu útero antes, sentia sim, sempre tive essa sensibilidade com meu corpo. Mas dessa vez foi diferente – e justamente numa sala de exame, rs. Eu nem precisava tocar nem olhar, sabia direitinho onde estava o útero, assim que deitei até comentei com marido. Coloquei a mão e foi muito louco, aquela parte durinha, toda aparente, dava mesmo pra ver abaixo do umbigo mais estufadinho. Foi tão gostoso, parecia que o bebê já estava esperando pelo exame, haha.

E dito e feito. O médico mal colocou o aparelho na pança e logo o baby apareceu na tela, todo lindo e grande. Como crescem, né gente? 81mm de pura gostosura, rs. Todo formadinho já, lindo de ver. Vimos tudo separadinho – e aquele monte de costelinhas, meu Deus? Como pode, né?! Coraçãozinho a todo vapor, TN normal (ao que tudo indica), medidas e circulação sanguínea também normais. Ele disse que minha placenta já está “bem formada”, pensa numa mãe que ficou se achando? haha. Tudo dentro do esperado e desejado, graças a Deus.

Pelas minhas contas (que são baseadas no primeiro ultrassom que fiz, com 5 semanas e 5 dias, visto que meus ciclos são maiores, ovulo “mais tarde” e, por isso, a idade gestacional não bate com a DUM), hoje estou com 13 semanas e 4 dias. Pelas medidas da anatomia do baby, o médico disse que são compatíveis com 14 semanas. Espichado que só vendo, rs. Continuo contando pelo primeiro ultra, porque a partir de agora cada bebê tem seu ritmo de crescimento e podem ocorrer pequenos erros mesmo.

Baby está sentado na barriga da mamãe, de boa na lagoa, e o médico não conseguiu pegar um bom ângulo para vermos um possível palpite do sexo. Eu perguntei, mas também não insisti. Engraçado que antes eu tava toda curiosa pra saber, agora nem tô mais, apesar de ainda pensar em quem será que me habita. Não sei se espero o próximo morfológico ou não, nem vou decidir isso pra já. Na outra gestação eu estava mesmo toda tranquilona, quase querendo esperar o nascimento, rs, mas nessa realmente não tô planejando, tô tranquila mesmo.
Muitos ultrassons podem mais agoniar do que tranquilizar, isso eu sei muito bem, por isso nem pretendo fazer milhões. Confio no meu corpo e na natureza. Conheço as evidências científicas sobre o assunto. E, também importante, confio na minha médica – que não vai me empurrar uma cesárea por bebê grande, circular de cordão ou qualquer baboseira que inventam toda hora. Se eu estiver nesse ritmo que estou hoje, toda calma e feliz, espero tranquilamente; se não, não. Vamos aguardar o próximo episódio…

Mas agora deixa eu postar uma foto do ultra, pra vocês comprovarem como eu ando comprometida com esse negócio de fabricar gente fofa.

e eu sempre acho que a imagem no papel é diferente da que vejo na telinha; o ao vivo é bem mais legal, né?! rsrs…


Ah, só para registrar: de ontem pra hoje tive um sonho muito delícia, com um bebê bochechudo e com dobrinhas todo grudado em mim. Não tem como não ficar toda bobinha, com um sorriso no rosto, né?!
Beijos e boa noite, gente linda. Nos falamos nos comentários o//

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Coisas boas

Meninas, como vocês são lindas, hein?! Esse meu puxadinho aqui só me enche de amor – e sim, vocês são responsáveis por isso. Obrigada pelo apoio no post de ontem.
Mas aí fiquei achando que, nessa gestação, tenho escrito muito sobre o medo e pouco sobre todo o resto. Na verdade, tenho escrito pouco sobre tudo, no quesito quantidade e frequência dos textos mesmo. Vamos ver se a gente muda isso de lugar.

Vai parecer contraditório, mas essa gestação está bem mais tranquila. Eu tenho (tive, vamos deixar no pasado, rs) os picos de medo, que aconteceram, de forma maior, umas duas vezes, mas no restante do tempo tem sido bem legal.

No começo, não quis contar pra ninguém porque precisava desse tempinho. Aos poucos, a família e alguns poucos amigos foram sabendo e ficaram todos super felizes. Mas assim, eu não saí ligando pras pessoas pra contar, foi tudo de uma forma natural, digamos assim. Tanto que grande parte da minha família de Minas só soube quando cheguei lá, agora pro Natal. E, não me perguntem como estou conseguindo, mas ainda não divulguei no meu perfil do face a notícia do ano. Fui deixando pra postar depois, depois… e até hoje não mencionei nada. Então tem gente que ainda nem sabe, ou só desconfia. Daqui a pouco vou compartilhar, até porque com a pança crescendo não tem jeito, haha. E nem é porque tô com medo ou coisa assim. Tá gostoso mesmo essa coisa mais nossa, mais íntima. Eu adoro as torcidas e os bons desejos que vem de todos os lados, adoro! Mas menos perguntas nesse primeiro trimestre foi fundamental. Eu me permiti sentir medo quando ele veio, assisti pela janela ele indo embora – como ontem ele foi, e assim seguimos com os outros sentimentos também.

Estou aprendendo, ainda mais, a confiar no meu corpo, que já o sei incrível e capaz. Constatar isso a cada coisinha que acontece é ainda melhor. Estou me conectando mais comigo, pra não precisar que aparatos externos me digam que está tudo bem. Como eu disse ontem, não quero correr prum ultra a cada suspiro que eu der. Pontadinhas, sensações, sonhos, pensamentos e, principalmente, a minha intuição, tudo me leva prum caminho de autoconhecimento que é só meu.

De uma certa forma, não existe uma ansiedade gigante de que o mundo saiba a revolução que está acontecendo aqui dentro. Eu estou mais calma e tá muito gostoso assim. Eu faço massagem na barriga, passo óleo, cremes, converso com a barriga. É tão bom! É ainda a mesma sensação de quando eu decidi não contar pra ninguém logo de cara. Um coisa meio doida, como se eu sentisse que o bebê precisasse mais do meu tempo dedicado a ele, olhando pra dentro (e, portanto, pra ele), do que contando pro mundo e olhando pra fora. Uma coisa nossa, no nosso atual ritmo. Vai chegar esse momento, de anunciar pra cidade toda (tá chegando, na verdade!), e vou aproveitar também, ô se vou! rs; curtir cada momento do jeito que eu sinto que tem que ser é delícia.

Uma das melhores partes é a minha disposição. Estou super bem disposta pra andar, fazer coisas e tudo mais. Acho que mais do que quando eu não estava grávida, mas essa parte a gente abafa, haha. Ainda não estou me exercitando regularmente, porque a Cátia disse que íamos avaliar isso na próxima consulta. Mas não vejo a hora de ser liberada oficialmente e voltar pras atividades. Nesse dezembro eu andei pra caramba (teve um dia que quase desmaiei no ônibus, por causa do calor imenso, mas mami estava comigo e me socorreu), lá em Minas fizemos um dia uma caminhada muito boa também, na nossa roça. Ar puro é outra coisa, né minha gente?

Marido tá um lindo, como sempre. Super paciente e carinhoso, além de bem presente sempre. Esse apoio e essa parceria são fundamentais pra mim. Os momentos dele com a barriga são muito fofos.
Já comprei algumas poucas coisinhas, mas essas vou deixar pra contar em outro post, que aí coloco fotos também. Minha mãe deu um macacãozinho lindo, todo pequenininho, uma fofura. Tenho pensado em algumas coisas do quartinho e já já eu começo a colocar a mão na massa.

E é isso, por enquanto. Em breve volto com mais novidades 🙂

nossa tradicional caminhada 

trilha com estilo 😛

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Das coisas que aprendi

Ontem eu escrevi um textono meu outro blog, sobre uma “teoria de vida” que eu tenho: tudo em nossas vidas acontece por uma razão. Eu acredito nisso e me apeguei ainda mais a essa ideia agora, nessa tempestade que passei.
Claro que eu não posso afirmar com categoria “esse bebê veio pra isso, isso e aquilo outro”. Assim eu estaria, no mínimo, sendo prepotente. Além de estar diminuindo a grande missão daquela alma. Algumas coisas, com certeza, estão além do que supõe a minha vã filosofia – e eu também reverencio e admiro esse mistério divino. Mas eu acredito, também, que muita coisa que aprendi e vivi nesse tempinho se deu por sua presença aqui em mim. Disso eu posso falar. Porque eu percebo que algumas peças mudaram de lugar no meu tabuleiro, que algumas dúvidas e neuras que eu tinha, hoje ou não existem mais, ou estão em processo ativo de ser resolvido. E eu não posso simplesmente guardar isso, eu preciso registrar, porque além de ser ferramenta da memória, a escrita é minha aliada em muitas outras coisas. E eu vou fazer isso já, antes que eu me esqueça de alguns pormenores. Algumas coisas eu percebi durante a gestação e, por incrível que pareça, outras constatações vieram com a perda. Pois é, esta sou eu querendo encontrar algo positivo em meio a tanta dor.

Das coisas que me aconteceram durante a gestação:
Hoje eu sou uma pessoa muito mais calma do que antes. Já até citei isso aqui no blog quando percebi. E sim, isso me surpreende, porque antes de engravidar eu era uma pessoa muito (muito!!) ansiosa, afobada, que fazia coisas por impulso e que sofria por antecipação. [Pra falar a verdade, isso era mil vezes mais frequente em mim antes de conhecer o Cleber – todo o processo de “sossega, Marina” (nome que eu acabei de inventar, rs) começou quando o conheci, não posso deixar de dar os créditos também a ele – mas desde que me descobri grávida passei a me sentir ainda mais calma pra lidar com algumas coisas do que antes]. Sendo sincera, não sei porque isso aconteceu, talvez tenha sido um amadurecimento mesmo, ou a minha forma de encarar certas coisas tenha mudado. Hoje eu consigo focar mais no que me faz bem e isso deve ajudar também. Só sei que até o meu irmão, que mora há mais 2.000 km de distância, disse que percebeu que eu mudei, que até o meu jeito de falar mudou – e ele disse isso alguns dias depois da perda- e isso só me mostra que o negócio pegou mesmo em mim, já que consegui permanecer assim, dentro do possível, até para encarar tudo que aconteceu de um jeito diferente.

Eu falei naquela blogagem coletiva que passei a confiar de verdade no meu corpo e em seus sinais, isso também foi algo que mudou. Aliás, acabei de ler o post de novo e me lembrei que eu tinha um medo real de algo dar errado. Naquela época, meus medos giravam em torno de uma gravidez anembrionária, ou de perder o bebê no comecinho – nunca nem pensei em algo dar errado com 17 semanas, mas enfim, aconteceu e agora estou aqui tentando colar os caquinhos. Mas o que quero dizer, além de tudo que citei lá no outro texto, é que ainda confio no meu corpo, sim. Eu poderia pensar que tem algo errado em mim (ou no marido, sei lá), mas esta nunca foi uma opção. Eu não sei o momento exato em que a vida do bebê se encerrou, só sei que eu tinha uma pulga atrás da orelha e isso me diz que sim, o meu feeling ainda funciona – e espero que continue assim por muito tempo – e o meu corpo trabalhou perfeitamente bem desde sempre, não há como negar. Também não me arrependo do fato de ter optado por fazer menos ultrassons (eu poderia ter feito um na semana anterior para tentar descobrir o sexo, mas não fiz), porque o fato de eu descobrir algo antes não ia mudar o desfecho da história – tudo acontece quando tem que acontecer, é o mantra que ecoo sempre, para me lembrar disso.

Sobre o tempo, eu poderia deixar para falar no post que vou fazer sobre as coisas que aprendi com a perda, mas aconteceu também durante, então vou citar nos dois. O que aconteceu foi que o meu ritmo diminuiu muito no tempo em que estive grávida. Eu fiquei mais introspectiva, não fui em shows, tive zero vontade de me exercitar. E eu respeitei isso, não tentei ir contra, não. Simplesmente porque acho que as coisas têm que ser vividas em sua totalidade (na medida do possível, claro). Foi um tempo fundamental para outra coisa que veio junto: a minha conexão comigo mesma (e, obviamente, com o bebê). Peguei mais leve fisicamente, mas emocional e psicologicamente foi intenso. Foi um tempo meu, em que me permiti viajar um pouco e que também veio à tona muitas respostas (com a ajuda do meu marido lindo, tenho que dizer, rs).

Não sei, tenho a impressão de que essas são só algumas coisas. É como se eu tivesse esquecido algo, ou talvez elas estejam relacionadas ao que citei aqui. Pode ser que algumas eu só descubra com o passar do tempo, quem sabe. Só sei que tenho uma sensação forte de que a minha fonte de luz me fez muito bem e que, entre outras coisas, ela veio para me ensinar mais sobre mim, sobre nós, sobre a vida.

Imagem: We Heart It

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BC: "O que ninguém me contou sobre a gravidez!!"

Tô adorando esses dias de blogagem coletiva, meninas!! Muito bom mesmo! 🙂

Então vamos lá. O tema de hoje – o que ninguém me contou sobre a gravidez – me pegou desprevenida. Eu leio tanto, há tanto tempo, e ainda acompanhei de perto a gestação da minha prima há uns anos atrás, sem falar no que minha mãe sempre dizia, que parece que a gente já sabe um monte de coisas que “pode vir” a acontecer.
Eu sabia que eu poderia ter um monte de enjoos – e não tive!
Eu sabia que eu podia sentir muito sono – e ele veio misturado ao cansaço.
Eu sabia que poderia me tornar mais sensível (ainda) – e me tornei mesmo.
Eu sabia das mudanças corporais – e elas estão chegando cada uma em seu tempo.
Olfato e paladar alterados, fome monstro, todum leque de coisas possíveis e imagináveis.

 Mas duas coisas eu não sabia. Ou melhor, não esperava que acontecesse comigo.

Primeiro – e que eu até já citei aqui algumas vezes: a minha calma com a gestação.
Eu achava que seria aquelas grávidas que querem fazer um ultrassom por mês, checar tudo, contar todos os minutos, sabem como? Pois me enganei. Tô tipo grávida zen. Mesmo! O que é uma baita de uma novidade, porque eu sou um ser ansioso de nascença.
Mas a parte em negrito é para frisar que é só com a gestação mesmo.
Tenho alterado momentos de total calma – quando o assunto sou eu e Bolota (desde seu desenvolvimento aqui dentro, até os preparativos práticos da sua chegada) – até momentos em que arquiteto planos mirabolantes de como dominar o mundo exterminar todas as pessoas que perdem seu glorioso tempo me dizendo o que devo, ou não, fazer ou saber. A minha paciência tá chegando a zero – e depois eu venho contar mais disso.

A outra coisa, principal de to-das, campeã de audiência nessas quase 18 semanas é… a minha LERDEZA!
Isso eu posso dizer que ninguém me contou. Até já tinha lido que as grávidas ficam mais avoadas, mais lerdinhas mesmo. Mas gente! Nin-guém falou do tanto que era isso. Tipo… muito mesmo. E como eu sou uma pessoa que gosta de ilustrar os causos, então vai um fresquinho pra vocês, aconteceu ontem.

Minha mãe está viajando, então eu me sinto a própria dona de casa em sua ausência (quando ela está aqui eu também faço as coisas, mas é mais dividido). O plano do dia era lavar pelo menos duas máquinas de roupa, pra não acumular mais do que já estava. Já começa que esqueci essa parte – que eu tinha verbalizado pro meu pai na hora do almoço!!! No finzinho da tarde que eu lembrei da bendita roupa. Ok, ainda dá tempo de lavar uma, vamos lá. Separei tudo bonitinho, coloquei na máquina, botei sabão e amaciante em seus respectivos recipientes e, voilà!, pelo menos eu tinha sido só um pouquinho lerda, não perdi o dia. Eu tava sisintindo A mais esperta da cidade. Pois bem.
O Cleber chegou do trabalho e fomos fazer a janta. Tudo muito lindo, eu fazia uma coisa, ele fazia outra, até que eu me lembro:
– A máquina já parou de bater, né? Não posso esquecer de estender a roupa, pra colocar mais amanhã.
– Não ouvi a máquina, não, amor.
– Ah, então é porque já parou mesmo.
Depois de jantar, lá vou eu – super produtiva – estender a roupa. Abro a máquina e vejo um pouquinho de sabão numa calça social.
– Ah, que saco! Essa merda de recipiente não tá funcionando! Por isso que minha mãe coloca o sabão direto na roupa! Não acredito que vou ter que lavar de novo.
Aí eu tenho a brihante ideia de pegar na calça e nas outras roupas.
E descubro que estão secas.
Porque eu esqueci.
De ligar a máquina.

Fim!

(quem é mesmo que vai indicar o próximo tema?
eu disse que tava lerda…)

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11 semanas e a alimentação

Pela contagem do ultrassom, ontem eu completei 11 semanas! Yeaaah! #todascomemora
O cansaço que eu sentia não existe mais, amém! Em contrapartida, agora tenho que ficar de repouso, ó céus! Porque o cansaço não veio agora, né?! Seria mais fácil, haha Mas estou vendo bastante filme, lendo  livros, relaxando, tudo certinho. Simplesmente consegui, de alguma forma que não faço a mínima ideia, não me estressar demais com qualquer coisa. Acho que ver o baby me fez tão bem que eu acabei desencanando de tudo e entrei no “mundo gestante” de uma vez por todas. E dele só pretendo sair para ir direto pro mundo “mãe-bebê”.

Na mini-consulta que tive sábado na Casa Angela, aproveitei para perguntar sobre o resultado do meu exame de glicose, ter uma segunda opinião e tal. A Andreza (EO) disse que o exame da curva glicêmica só é feito mais pra frente mesmo, e que antes se repetiria o de glicemia de jejum mais uma vez, pra tirar a dúvida, até me deu uma guia. E disse pra eu cumprir as 12 horas certinhas e não beber nem água (no outro eu bebi, disseram que podia). Disse para uns dias antes também evitar doce e carboidrato, principalmente à noite. Vamos ver se vai dar certo, tô torcendo por isso!
Então, diante desse fato, estou cuidando ainda mais da alimentação e pretendo fazer algumas adaptações no cardápio (ainda falta comprar umas coisas), para ficar mais saudável. E depois, se eu sentir muita necessidade, procuro um nutricionista (porque não tô podendo pagar um agora, rs).
Segundo os profissionais que já me atenderam, não engordei além do que deveria, mas me preocupo agora com a questão de controlar mais os carboidratos. Já me disseram (lá na Casa) para eu não encanar com a questão do peso e essas coisas, e sinceramente, não estou preocupada mesmo.
Eu sou a pessoa que nunca fez regime na vida. Sempre fui magra (não mega magra, assim eu só fui na infância até os 15, 16 anos, depois fiquei só magra mesmo, haha), mas mesmo há uns 3 anos atrás, quando tomei um AC que me inchou de-mais e as pessoas começaram a mandar umas indiretas, não me importei. Sinceramente, não tenho paciência alguma com isso. Ou seja, também nunca fui a pessoa que deixa de comer alguma coisa “porque vai engordar”. Eu comia, sim, o que eu quisesse; mas acho que a diferença é que eu sempre tive moderação, nunca fui de comer em excesso. E também nunca senti culpa. E como já disse em outro post, almoço e janta pra mim é comida mesmo. Com verdura, legume, etc. Suco é natural é feito na hora e, dependendo do sabor, sem açúcar. Depois de um tempo eu cortei totalmente o refrigerante, porque me fazia muito mal, uma dor sem fim na barriga, e não me faz falta alguma, ainda bem.

Mas confesso que, mesmo tendo essa consciência e sendo super bem resolvida, depois que vi o resultado do exame, entrei em parafuso, pensando que estava fazendo tudo errado e que tinha que mudar tudo. Ô drama! rs. Comecei a me achar gorda e toda errada. Marido fala “tá gorda nada, é a Bolota crescendo”, rs. E como eu disse ali em cima, na infância e começo da adolescência eu era mega magra mesmo. Mas o fato é que tenho a estrutura um pouco grande. Tenho 1,67 e quadril largo, bunda grande (haha, isso desde sempre) e essas coisas, sabem? Não dá pra eu querer pesar 50 e pouquinhos quilos (esse é o peso da minha mãe, pasmem, rs! Que é um pouco mais baixa que eu e beeem mais magra). É a minha estrutura corporal mesmo. Então tô tentando desencanar de novo, que nunca fez parte de mim e não tô gostando desses pensamentos.
E também tem o fato de, desde o começo até hoje, eu não senti um mísero enjoo, nem vomitei, nem tive náuseas, nem ânsias, nem absolutamente nada referente a isso. O que eu sinto é fome, rs. Agora menos, tá mais controlado, eu acho, mas no começo eu sentia mesmo muita fome, então acho que é inevitável que os quilos já comecem a dar dar às caras. Em toda consulta a Camila faz aquele gráfico de peso e medida (aquele do IMC, eu acho, rs), e eu estou super dentro do “normal”, então pronto. E eu li muito, textos de profissionais que eu confio, e fui ficando mais calma.

Para tirar a dúvida se eu estava mesmo fazendo “tudo errado”, escrevi as horas em que costumo comer. Até porque no fim da tarde eu me perdia um pouco na hora e estava achando bem bagunçado. Descobri que como, sim, a cada 3 horas (mas como todo mundo, às vezes acontece da fome vir um pouco antes, ou um pouco depois). Meu lanche da manhã é sempre fruta; e pela hora em que eu janto, à tarde preciso de 2 lanches pequenos (ou teria que fazer um depois da janta, se jantasse mais cedo, o que eu não quero). À tarde eu como outra fruta e depois mais alguma coisa, que pode ser bolacha com geléia natural, ou um pedaço de bolo, por exemplo. Mas tô pensando em trocar e colocar a fruta no segundo lanche, pra não comer nenhum carboidrato depois das 16:00. E a minha janta não é pesada. E nos intervalos de tudo, água!
Agora diminuiu muito a minha vontade de comer doce, chocolate; só como muuuito de vez em quando, e só um pouquinho. Pizza (que só consigo comer um pedaço), sanduíche (tipo x-salada, porque desses fast food não como há muito tempo), ou outras coisas desse tipo, tenho evitado; mas se como é só uma vez em algum fim de semana.  Sei lá, não acho que esteja tão ruim assim a minha alimentação. Ainda preciso de ajustes, comer mais salada, mais ingredientes integrais, e não sou radical com nada. Estamos no caminho, espero…

Gente! Não é pra seguir isso aqui, hein! Tudo da minha experiência. É o que funciona aqui e eu não sou profissional de nada de saúde, pelo amor de Deus, rs. Só coloquei mesmo pra eu não me esquecer que estou me alimentando direitinho e que não sou a monstra que pensei que eu fosse, haha.

E até hoje não comecei a fotografar a evolução da barriga, que vergonha! Justo eu, que sou tão apaixonada por fotografia. Mas enfim, já que fiz esse post, queria muito colocar uma fotinho pra vocês verem e palpitarem se minha pança condiz com 11 semanas, ou não. Peguei minha câmera e fiz um improviso, porque estava com preguiça de montar uma produção com tripé, luz melhor e tudo direitinho, então não ficou nada bom, mas prometo que as próximas serão melhores, com ajuda do meu super marido, rs.

               
de um lado e do outro e a bunda grande hahhaha

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