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O (velho) novo medo

Parece que a minha cabeça estava achando tudo calmo demais por essas bandas, tudo muito tranquilo, muito parado. Então, pra movimentar um pouco os neurônios, achou por bem que já estava na hora de eu ter um medo novo. Ou melhor, é um medo bem antigo, o mesmo que me fez correr atrás de tanta informação e mergulhar nesse mundo, mas ele apareceu de roupa nova, o danadinho.

Essa semana, me peguei pensando numa coisa: pode acontecer de eu precisar de intervenções durante o trabalho de parto, não tem jeito.
Mesmo eu tendo uma super mega equipe (Casa Angela + meu plano B + a doula), preciso aceitar o fato de que algum contratempo pode acontecer, sim. Eu já tive a fase de negação, já senti  ódio mortal raiva de quem colocasse isso como probabilidade, já negociei com a realidade, agora estou em fase de depressão e rumo à aceitação*.

Sou muito exigente quanto à equipe que me assistirá. Simplesmente preciso ter confiança total de que eles não vão indicar nada sem que tenha uma real necessidade, e isso me acalma muito. E essa exigência toda se dá não só porque eu quero um parto lindo e maravilhoso (no meu ponto de vista), mas também porque eu tenho total e completa aversão à acessos venosos. Eu fico paralisada, com o braço duro mesmo, pressão à níveis quase abaixo de zero; resumindo, é um completo tormento. E não é isso que eu quero no meu parto, claro que não. Já contei aqui o relato do dia em que fui pessimamente atendida num hospital perto da minha casa, em ocasião da última crise que meu marido teve de epilepsia e, de tanto ver cenas horríveis, somado à outros fatores (fome, calor infernal, descaso e a minha sensibilidade toda), desmaiei. Foi apenas o pior atendimento que já tive na vida, bem traumático mesmo. Eu sabia que estavam fazendo procedimentos em mim que não eram necessários, mas era como se eu fosse uma coisa, muda e amorfa. Saí de lá não só com um hematoma enorme no braço (por incompetência das enfermeiras, que acabaram com a minha veia e me deixaram toda suja), mas também com o coração apertado de medo e com a certeza de que não queria passar por coisa semelhante nunca mais na minha vida. E enquanto eu estava lá, chorando e olhando pra cima o tempo todo (pra não ver meu braço), eu só pensava no que poderia fazer para driblar esse sistema horrendo na hora do meu parto. Na época, acho que eu já lia alguma coisa, de vez em quando, sobre maternidade. Mas depois dessa, o aconteceu foi: eu mergulhei de cabeça nas pesquisas e, não me lembro como, cheguei nos partos humanizados, depois naturais, depois domiciliares, ou alguma ordem próxima a essa. Me joguei nos blogs também, e como vocês devem perceber, não saí mais desse mundo – e não tenho pretensão alguma de sair.

Nesse tempo todo, aprendi que é preciso acreditar na capacidade que o nosso corpo tem de parir. Que é fisiológico, a natureza trabalha pra isso desde todo o sempre, e se somos capazes de gestar, somos perfeitamente capazes de parir também. E que é claro que existem os casos em que cesáreas e intervenções são mesmo necessárias – e ainda bem que elas existem! -, mas que pode, sim, ser da forma mais natural possível. O caminho para isso é informação, informação, informação. Empoderamento. Eu me apeguei completamente à ideia de que eu consigo ter um parto sem intervenções desnecessárias, sem ocitocina sintética, sem anestesia, sem episiotomia. Não tenho medo da dor (post sobre isso em breve); tenho medo de ser desrespeitada. Todo esse tempo, com todos os vídeos que vi, os infinitos relatos que li, as informações que busquei, fui tendo uma espécie de certeza de que eu também conseguiria. Plantei essa semente na minha cabeça e a cultivei dia após dia, até que eu me “esquecesse” que um dia foi diferente. E, com isso, me dediquei a encontrar a equipe que entendesse e abraçasse a causa junto comigo. Por isso busquei uma doula antes mesmo de achar uma obstetra. Por isso estou indo na Casa de Parto, mas com um plano B igualmente humanizado, porque não quero depender da sorte em momento algum (e ainda há possibilidade do plano B virar plano A, post sobre isso também em breve, preciso elaborar melhor).

Aliás, no post passado, eu disse justamente o quanto estou ouvindo e confiando no meu corpo, na minha natureza; o quanto estou tranquila com tudo isso, e que essa calma e essa confiança tem me feito muito bem e me colocado ainda mais em sintonia com a Bolota.
Mas num papo com a minha mãe, e depois com a doula, caiu minha ficha: e se, mesmo cercada das pessoas mais feras do planeta, eu ainda precisar de alguma invasão no meu corpo? E se, mesmo com essa confiança toda que tenho em mim, eu realmente precisar passar por algo que eu não queira? Estou fazendo o que posso para minimizar essa probabilidade, mas preciso aceitar que pode acontecer, não é? Sim, preciso. Inclusive, para não esquecer de acrescentar isso no meu Plano de Parto (como eu quero que façam, que eu preciso estar deitada, sem olhar, de preferência ouvindo música, etc). No caso, os dois papos que citei serviram apenas para fazer a minha ficha cair, ainda não verbalizei (a não ser com o Cleber, ontem) o quanto isso mexeu comigo.

O que eu sei é que o psicológico influencia muito no trabalho de parto. Que pode dar uma estagnada no processo se eu estiver bloqueando inconscientemente. Por isso, quero por pra fora todos os medos e sombras que eu sentir no caminho, pra ver se ajuda. Talvez alguns apareçam só na hora, mas se outros já estão surgindo, não sou eu que vou jogar pra debaixo do tapete e deixar pra resolver só depois, né? Mesmo não sabendo o que fazer, ainda, só o fato de eu ter consciência da existência deles já me faz querer sair da inércia.
Também sei que a confiança na equipe e no ambiente é super importante pra eu conseguir me entregar à Partolândia, e já sei que não vou relaxar se não estiver segura em quem está comigo.
Lembrando que, como bem disse a Nana aqui, não dá pra se preparar totalmente para os imprevistos, porque, huum, veja bem… são imprevistos! Haha. E eu sei que sou perfeitamente capaz de lidar com o que não estava nos planos, mãs, diante do meu quadro de terror total, vou ter que elaborar uma aceitação aqui na caixola e deixar reservado, para usar em caso de necessidade.

Meu plano é discutir esse assunto com a EO da Casa Angela, com a Betina, com a doula, comigo, com o Cleber, com Deus, com quem mais quiser ouvir meus lamentos. Se eu souber – ouvindo da boca dos profissionais como eles costumam agir, e não só lendo na internet – quais situações eu não vou poder fugir de uma intervenção, eu trabalho isso na minha mente e fecho logo esse ciclo, pra daí focar, de novo e ainda mais, no “eu quero, eu posso, eu consigo”. Vou meditar e mentalizar (muito, muito, muito) que vai dar tudo mais que certo. Amém.

Amém?

* Baseado nos Cinco Estágios do Luto, do Modelo de Elisabeth Kübler-Ross.

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O som mais lindo que já ouvi (a parte II)

(continuação desse post…)

Na sexta, dia 14 (ontem, rs), Cleber se arrumando pra ir trabalhar, resolvemos que seria bom ir ao médico, sim. Eu estava preocupada, queria ter certeza que estava tudo bem.

E então ele me levou em um hospital público (maternidade). Chegando lá, já odiei porque o Cleber não poderia subir comigo, nem na sala de espera!!! E bem, sentada ali com outras mães gestantes, pertinho da ala onde ficam as que já tiveram seus bebês, ouvindo chorinhos recém-nascidos, também ouvi muito absurdo (que rende um post à parte). E era um lugar quente.  E eu com fome. E pensando na banana que tinha na mochila, só que com o Cleber, lá embaixo. Ouvindo coisas ruins, dentro de um ambiente péssimo, minha pressão me deu um sinal de que, se eu ficasse ali mais uns minutos, ela iria cair. E eu sabia que se ela caísse, eles iam querem me jogar no soro. Levantei e desci, rumo a minha banana. Marido resolveu que iríamos em outro médico, já que não tinha nem sinal de que eu seria atendida nas próximas horas. Percebemos, porém, que minha carteirinha de gestante tinha ficado retida junto com a minha ficha, e sem ela eu não posso ficar. Como eu estava tomando um ar, ele foi ao resgate pra mim. A moça não quis dar a bendita carteirinha pra ele, que contou o que eu tinha tido (ninguém tinha perguntado, nem na triagem, pasmem), então ela disse que eu subisse que seria atendida imediatamente. Melhor que não tivesse subido. Quando eu entrei, sozinha, na sala do médico, já senti que não ia render boa coisa.
Segue o diálogo:

– Então, eu tive um sangramento ontem à noite, mas foi bem pouco e…
– Quantas semanas?
– pela DUM, 11. Pelo ultrassom, 9. Olha aqui o ultrassom.
– ah, você tá de 9 semanas (em tom de voz que não tinha ouvido o que eu havia acabado de falar)
– Tira a calcinha e deita ali.
como ele continuou escrevendo e nem sinal de levantar, permaneci sentada
– Por que será que aconteceu isso?
escrevendo… – Tira a calcinha e deita ali.
Lá vai eu pra trás do biombo, tiro a parte de baixo da roupa, descubro que não tem onde pendurar, e me deito segurando as calças.

Quando ele coloca as luvas, eu coloco meu pés naqueles estribos horríveis e vejo que quase na minha frente tem uma porta aberta. Ele coloca as luvas e enfia, sem a mínima cerimônia ou jeito, doi dedos bem dentro de mim. E gira. E dói. Bastante. Isso em pé mesmo. Tirou, viu que não tinha sangue algum, me mostrou os dedos e voltou pra sua mesa.
 – Não tem mais sangramento.
– Nossa, que bom! Mas por que será que aconteceu isso?
nenhuma resposta audível.
– Se sentir dor, toma paracetamol. Se voltar a ter sangramento, volta quando estiver acontecendo.
(Porra, paracetamol, cara? Cê tá de brincadeira comigo!!! Só faltou ele falar, próóximoo.) Lamentável!
Saí de lá com vontade de fazer um barraco naquele hospital de meia tigela. Mas marido me conteve. O foco era me manter calma.
Fomos a outro hospital, particular dessa vez. Depois de esperar pouco mais de uma hora pra ser atendida, finalmente chegou minha vez.
A médica me examinou direitinho e disse que realmente não tinha mais sangramento, mas que meu colo do útero estava bem sensível, quase como se tivesse um machucadinho. Até desenhou. Disse que não tinha vindo de dentro do útero, ou seja, não tinha comprometido o bebê. E que por isso eu não precisava fazer um ultrassom com urgência. Mas recomendou um super repouso. 
Gostei dela, foi satisfatória. Marido, que também estava preocupado, ouviu tudo junto comigo. 
Ele seguiu pro trabalho (já passava das 13:00) e eu vim pra casa. Fiquei pensando que eu queria, sim, ter feito um ultrassom, pra ver minha Bolotinha, ter certeza que estava tudo bem.
Então hoje nós dois tínhamos aula de yoga na Casa Angela. Era o que eu queria. Não a yoga, e sim a Casa.
Meu pai nos emprestou o carro e lá fomos nós a mais uma consulta (sem marcar). Cheguei, a minha EO não estava lá, então comecei a explicar o que aconteceu a outra, a Andreza, e não poderia ter sido melhor. Ela me explicou um monte de coisas, também desenhou pra mim. E me passou um pedido de ultrassom, para que eu ficasse calma, pra ter certeza que o baby estava mesmo bem e aproveitar pra confirmar de quantas semanas eu estava. 
Saímos de lá direto pra clínica. É uma clínica conveniada com a Casa (eu ia pagar menos, yes!), que não precisava marcar horário e estava funcionando hoje. Tudo que eu queria, de novo, rs.
Fiquei bem nervosa na ida, por causa do trânsito. Os carros decidiram que hoje era o dia de sijogar em cima de quem estivesse perto, daquele jeito horrível. Direção defensiva, nesse caso, nos salvou várias vezes.
Chegamos, enfim. Esperamos um pouquinho e fomos chamados.
Na espera, aquele medo de sempre. E se não tiver nada? (isso porque eu já tinha visto, vamos abafar essa parte). E se não tiver se desenvolvido? E se eu tiver feito mal pro bebê? Fui cortada de meus devaneios medísticos quando ouvi meu nome.
Falei que não sabia ao certo quantas eram as semanas, mas disse a DUM e contei do ultra das 4 semanas. Deitei, recebi gel gelado na pança. E esperamos. De repente, não mais que de repente, uma imagem tomou conta da sala – e de mim: a minha Bolota não é mais uma bolota, estava claro e nítido naquela imagem cinza. É agora uma pessoa. E a médica: “olha aqui o seu bebezinho”. E eu: “amor, olha como a Bolota cresceu”, e a médica achando que eu estava falando que era uma menina, haha. Explicamos e ela entendeu. “Vou colocar o som do coração”.
TUM TUM TUM TUM TUM TUM 
Xenti!!!
É o som mais lindo que eu já ouvi em toda minha vida! Música para os meus ouvidos.
E o meu sorriso já passando das orelhas.
A médica: – Olha aqui, duas perninhas, dois bracinhos. Tá vendo?
– Sim, tô vendo. E tá tudo bem com ele?
– Sim, tudo ótimo!
(quase dei um beijo nela)
E marido lá sentado, olhando pra tela, emocionado. Coisa mais linda.
– Vamos medir o tamanho do seu bebezinho, pra ver de quantas semanas está (pausa para medir). Sim, você está de 10 semanas (e 4 dias, tá escrito no laudo). Confirmado. E a data provável do parto então fica pra 11/01.

Oi, pessoal!, eu sou a Bolota! (a barriguinha é uma bolotinha sim ou com certeza?)
E aí depois de uns minutos, cabô exame. 
Esperamos a impressão do laudo. Os mais bobinhos da recepção. Marido até calado, de tanta emoção. E eu tagarela. Ambos de sorrisão no rosto. Os mais bobinhos, já falei?
Quando chegamos em casa, vi que tinha um pouquinho de nada de sangue, de novo. Medo. Mas alívio, porque tinha acabado de ver (e ouvir) que estava tudo bem com baby. E eu confirmei internamente: é o stress que faz isso comigo. Preciso, urgentemente, relaxar. A Andreza suspendeu a yoga, por enquanto. É repouso mesmo, nem namorar podemos. Estamos pensando aqui no que fazer para me manter em paz, calma. Eu queria viajar pra um lugar bem calmo, mas agora não dá mesmo. Tô pensando em fazer umas coisinhas pro baby. Para preencher mais meu tempo. Origami também. Só preciso que alguém compre as coisas pra mim, já que enfrentar a 25 de março não é uma opção. Ver filmes à tarde, relaxar mesmo. Eu vou conseguir. Conversando sempre com Bolota (não consigo arrumar outro nome, rs). Vou cantar pra ela, mostrar umas músicas que eu gosto e tal. Meditar em casa mesmo. 
O importante é que eu consiga.
E nós vamos conseguir 🙂

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A semana mais difícil (parte I)

Hoje é sábado, faz um dia cinza em São Paulo, e até um friozinho também.
Mas é um dia lindo, maravilhoso, tudo de bom. Não vou me esquecer dele tão cedo.

Corta!!
Vamos começar do começo.

Parte I – a montanha russa de sensações

Oficialmente, essa deve ter sido – se não a mais – uma das semanas mais estressantes da minha vida inteira. Não foi fácil, não foi divertido, não foi legal.
Porque não basta ser uma pessoa intensa, é preciso que essa intensidade seja possuída pelo ritmo ragatanga agora que estou em estado interessante e enlouqueça de vez. Meus hormônios decidiram, assim numa reunião de última hora e sem aviso prévio, que essa seria a semana ideal para surtar a mamãe aqui. Eles montaram uma montanha russa de responsa em algum lugar entre a minha cabeça e meus pés, e começaram a diversão (eu já contei que tenho medo e pavor de altura?)
E como eu disse no post de segunda, já estava pensando em muitas coisas novas, que ainda precisavam ser um pouquinho mais sentidas. E tudo indica, percebi, que as sombras (aquelas da Gutman) chegam antes do bebê nascer. Como um baby blues adiantado. E sabe do que mais? Até pensei que podia ser uma boa, porque melhor tomar consciência e elaborar tudo agora e deixar só um restinho, ou nada, para janeiro, do que ter que dividir tempo entre minha Bolota e a bendita sombra. Encarei como exercício de autoconhecimento mesmo – e estou em processo de reflexão e elaboração.
Pois bem. Somado a isso, temos problemas de cunho mais sociais, digamos. Estatuto do Nasciturno. Manifestações tomando proporções estratosféricas em São Paulo, e a polícia tendo lapsos de memória (oi, ironia) e tendo certeza absolta que voltamos uns anos no calendário e caímos direto na Ditadura Militar. Vocês não tem ideia do que sucedeu-se em mim: me tornei uma rede de eletricidade. Era muita energia. E muita raiva. E muita raiva. Não tava dando pra conversar muito tempo sobre esses assuntos sem que eu não me estressasse. E para não entrar em contato com nada disso? Só se eu fosse pra Marte. Mas se eu fosse, minhas sombras iam junto, gente linda. Não tinha pra onde correr, não.

E o que o ser gravídico faz quando muita coisa acontece, dentro e fora dela? Chora, minhas amigas.
Chora porque sentimentos antigos voltam à tona. Chora porque tem uns problemas acontecendo, com você, e só de pensar na pessoa você já tem vontade de chorar. Chora porque esse mundo tá todo errado e você está fabricando uma nova pessoa nesse exato instante, e tem medo do que pode acontecer. Porque quando você vira fábrica de pessoas, os problemas do mundo tendem a ganhar uma nova ótica, e você só se dá conta disso quando já está chorando pela coisa. E chora.
A Luíza, mãe da Bebê da Cabeça Quadrada e do Menino que não Sabia Chorar, escreveu lindamente aqui sobre isso.
(ok, essa é a parte que eu paro de falar porque já chorei, apesar de achar que faltaram algumas coisas, senão o post fica só sobre isso – e corre o risco d’eu chorar de novo. Sigamos)

Então. Quinta-feira, 13 de junho. Acordei não muito bem. E as horas foram passando e a minha animação acabando. Eu ainda não posso falar claramente aqui o porquê, desculpem, mas eu chorei. Sozinha em casa, sem ninguém pra ver, eu chorei muito. Sentia um peso no peito. Não tinha muito o que fazer. Foi o dia mais difícil de todos. Coincidentemente, ou não, foi o dia que o bicho pegou pra valer aqui em Sampa. Quer dizer, ainda ia pegar. Do-la-do de onde o Cleber trabalha. Ele trabalha na República, muito pertinho mesmo de onde o pessoal começou a se reunir. Graças a Deus eles foram liberados mais cedo, mas fiquei um pouco tensa mesmo assim. Aliás, na hora em que ele saiu do trabalho eu já estava mais calma, não estava mais chorando. Porque resolvi tomar um banho, para acalmar. Passar um óleo com calma, lavar os cabelos.
Não foi na quinta, foi na terça, mas cabe aqui então vou contar: tive uma conversa muito linda com a Bolota. Disse pra ela desculpar mamãe, que nada do que eu estava sentindo era sua culpa; expliquei o que era, contei mais umas coisas legais. Tudo fazendo massagem na barriga, no banho. Foi lindo e forte.
Na quinta eu rezei. Pedi à Deus e ao meu anjo da guarda que me acalmassem, porque podia fazer mal pro bebê. Pedi ajuda. Com muita fé e muita vontade. E quando o banho acabou, tudo tinha passado como num passe de mágica. A água levou embora as minhas dores.

Por volta das 16 e pouco, fui ao banheiro e vi que havia ali, no papel que tinha acabado de usar, um leve sangramento. O tempo deve ter parado, ou foi meu coração, não sei. Só sei que me assustei. Não era muito. Na verdade, era bem pouco, e eu não tinha dor alguma, então raciocinei que não devia ser algo de gravidade extrema. Fiquei esperando pra ver, sentadinha, descansando. No fim do dia não tinha mais nada, por isso decidi que não iria ao hospital, mesmo porque já era noite (e a coisa tava feia na cidade).


(continua…)

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adeus, plataforma chata! (Assunto rápido para explicação)

GENTE!!!

Assunto chatinho: eu tinha acrescentado aqui aquele botão de também comentar pelo Google+, mas não havia entendido que tudo seria unificado e não daria mais para comentar somente aqui pelo blog, pensei que ficaria os dois, sabe?, igual quando dá pra comentar pela conta do face e pelo blog, por exemplo. Só vi hoje quando as meninas comentaram e a notificação chegou no meu e-mail diferente. Fui tentar tirar e os comentários feitos hoje, por essa nova plataforma, simplesmente sumiram. Voltei com eles, porque não quero ficar sem os comentários tão queridos aqui. Daí que eu vi em algum lugar não muito visível que, além de estar unificado, só pode comentar quem tiver conta no Google+. Ah não! Aí já é demais!! Isso não é justo com o pessoal que não tem a conta, não acho certo de forma alguma.
Retirei essa opção e tudo voltou a ser como era antes. Mas fiquei sem alguns comentários aqui #todaschora :(((
maaas, pelo menos tenho cada um que chegou hoje no meu e-mail, na notificação de entrega, não apaguei nada. Acho que vou eu mesma copiar e colar em seus respectivos posts. Então Dani, Mayara e Julie, recolocarei seus comentários creditados aqui de novo, viu?! Adorei cada um deles, obrigado!

Só queria mesmo explicar isso, e dizer que tudo voltou a ser o que era! o/
O espaço dos comentários está aberto para todas as pessoas, óbvio. Isso de segmentar a coisa não é nada democrático e precisa ser prático e funcional, primeiramente, para vocês, que são as pessoas que utilizam.

Por último, mas não menos importante, obrigado a todo mundo que leu e comentou lá no MMqD hoje. Vocês são umas lindas mesmo e sempre animam o meu dia, por mais corrido que esteja 😀

Beijos!
volto amanhã ou depois com algum assunto legal para superarmos essa parte chata do caminho.

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