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Sobre as primeiras semanas

Hoje completamos 7 semanas de gestação. \o/
E eu vou dizer uma coisa pra vocês, colegas, anota aí pra não esquecer: cada gravidez é diferente da outra. Deve existir, em algum lugar da galáxia, mulheres que gestam 7 vezes e todas são iguais – meus parabéns pra vocês. Mas, pelo menos comigo, não está sendo assim. Tá tudo diferente. Tudo. Quer dizer, pra não dizer que nada foi igual, a única coisa idêntica foi a descoberta do positivo super cedo, com pouco mais que 3 semanas. Mas dessa vez eu “já sabia” desde muuuito antes, o que não teve da outra vez. Vamos listar o que já me acontece nessas primeiras semanas:

Enjoos: surgiram aqui desde o comecinho e ainda reinam. Não tá fácil. Não cheguei a vomitar ainda (e espero que não aconteça), mas as náuseas estão presentes sempre, em alguns horários com muita intensidade mesmo. Um pouco antes do positivo eu já passei a não tomar café, porque não descia mesmo, e depois foi só piorando. Não posso nem sentir o cheiro, a coisa tá nesse nível. No café da manhã só suco natural que desce. Aliás, durante vários e intermináveis dias, o café da manhã era a refeição mais difícil pra mim. Muitas náuseas, falta de apetite… só comia mesmo porque preciso e porque quanto mais tempo sem comer, mais náuseas, mas era bem pouquinho. No começo desta semana mudou. O enjoo tá fazendo rodízio, rs. Nem senti muita coisa de manhã e fiquei feliz achando que estava passando, mas aí chegou a noite e vi que tinha mudado de horário. Agora o jantar é a refeição mais difícil do dia. Mas assim, não que nos outros horários eu passe ilesa, vez por outra vem uma “bolinho” na garganta, um gosto ruim na boca. Aliás, esses dias acordei de madrugada super enjoada, tive que levantar pra tomar água gelada e comer uma bolachinha salgada; fora outros episódios – não vou narrar tudo porque senão o post fica só sobre isso. Enfim, péssimo; porém, necessário, rs.

Sonolência e lerdeza: na parte da tarde eu sinto um soninho… mas nem sempre eu durmo. Na verdade, é bem raro isso acontecer, acho que só cochilei à tarde umas 2 vezes. Hoje eu me permiti acordar mais tarde, porque estava mais cansada. Que coisa maravilhosa! rs. E estou mais lerdinha também – até por isso os posts mais espaçados esses dias. Eu leio tudo, mas a concentração pra escrever está bem baixa.

Emoção e chatice: muito chorona. Essa semana deu uma minimizada, mas antes estava demais. Se eu estava com fome e não conseguia comer por causa do enjoo: chorava. Se eu sentia uma coisa e não conseguia interpretar: chorava. Se o vento soprasse pro leste, e não pro oeste: chorava. Um saco! Muito cansativo. Eu estava super sensível e me senti um recém nascido, sinceramente. Ainda bem que eu tenho um marido incrível que está super presente e paciente, porque às vezes nem eu tô dando conta, rs.

Barriguinha: temos! Eu sinto minha barriga diferente desde o começo, tipo mais durinha mesmo. E isso continua até hoje. Uns dias mais, outros menos, mas continua. Eu li esses dias, num desses textos informativos das semanas da gestação (que não estou lendo sempre, aliás), que ainda é cedo e que não há mudanças externas visíveis no corpo da gestante. Querem saber? Danem-se esses textos!! Não dou a mínima importância! Tenho barriga sim, e não é um texto pronto que vai me fazer mudar de ideia. Fim.

Ácido Fólico e Progesterona: desde antes de engravidar eu já tomava o ácido fólico, mas só 2 vezes na semana. Depois, quando meu sexto sentido apontou uma gestação adiante, passei a tomar todo dia, e assim estamos até hoje. Aí que lá no dia 12 de novembro eu andei muito e no dia seguinte acordei com uma dorzinha chata na virilha, como se fosse uma cólica fora de lugar. Medo, né gente? Qualquer dor estranha já me deixa tensa. Mandei e-mail pra médica e ela pediu pra eu ir usando Utrogestan até nos vermos, pelo menos (beijo pra médica que responde e-mail e ainda mais antes da consulta!). Já nos vimos e, pelo menos por enquanto, vamos prosseguir com ele.

Ultrassom: aí que eu só tinha consulta marcada pro dia 27/11 e já queria ver meu pinguinho de gente. Até pra confirmar a idade gestacional, porque eu já estava ciente que não ia bater com a DUM, como sempre, porque ovulo mais tarde mesmo. No dia 20, em pleno feriado, achei uma clínica que estava aberta e não exigia pedido médico (as ansiosa tudo pira, haha) e lá fomos nós, marido e eu, para a salinha escura. Quando o médico colocou a imagem na tela, aquele pontinho lindo piscando pra nós. Ah, que momento lindo! Estávamos com 5 semanas e 5 dias e já conseguimos ouvir o coraçãozinho do pinguinho de gente. Muito amor!

Consulta médica: nessa gestação eu escolhi a Dra Catia como minha obstetra, ao invés de continuar com a Betina. Porque na realidade eu já queria a Catia da outra vez, já tinha passado em consulta com ela em fevereiro, pra fazer preventivo e tudo, só não continuamos porque minha DPP seria nas férias dela. (aliás, eu adoro ter filho que possa nascer em férias escolares, hein?! antes era janeiro, agora julho, haha). Pois bem, marquei no início do mês e só tinha vaga pro dia 27/11, essa quarta que passou. Minha prima foi comigo, pois marido não podia se ausentar do trabalho. Gente, foi lindo. Conversamos um monte! Contei tudo pra ela sobre a perda e ela achou melhor eu fazer uns exames investigativos, para descartar qualquer coisa que possa estar oculta no meu organismo e, caso tenha (não vai ter, rezem pra mim!) para cuidarmos dessa gestação com mais cuidado. Geralmente esses exames só são feitos depois de 2 ou mais perdas, mas como a minha foi tardia, não muito comum, vamos antecipar isso. Ela propôs e eu aceitei. Muitos exames de sangue pela frente, mas tenho fé que dará tudo certo. No mais, estamos bem. Pressão ok, colo do útero ok, essas coisas todas. Não gostei muito do meu peso, mas não está totalmente acima do esperado, eu só queria que estivesse menos mesmo, rs. Mas isso também se deve ao inchaço por causa do intestino preso, super normal (o que também não tive da outra vez, inclusive). E por enquanto nada de exercícios físicos, vamos deixar isso para mais adiante. Ela ainda me passou dois remedinhos naturais que vou mandar manipular na Weleda: um para o enjoo, outro para acalmar o coração dessa mãe, que mesmo tentando ficar calma, ainda sente uns medos às vezes. E próxima consulta só em janeiro, depois do morfológico do 1º trimestre.

Ufa, tanto tempo sem atualizar que ficou enorme (ok, é sempre enorme, vocês já sabem, rs).
Vou tentar voltar com mais frequência agora :))

pelo ângulo parece um pouquinho maior, mas ela já está presente \o/

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Crônica de uma gestação anunciada

Foi dia 06 de outubro  (08DC) que senti algo diferente pela primeira vez. Sonhei com um bebê lindo, com os olhos mais lindos ainda. Depois senti medo de estar totalmente iludida, mas ainda era bom. Nos dois dias seguintes tive uma sensação bem real no meu corpo, uma coisa bem nova. Os dias foram passando e continuei sentindo coisinhas esporádicas, aqui e ali.

Eu tinha um pressentimento forte que ficaria grávida em breve. Na verdade, algumas vezes eu sentia como se já estivesse, mesmo que ainda não tivesse ovulado. Até perguntei no grupo das Tentantes Empoderadas se existe ovulação precoce (e a minha sempre foi tardia), porque eu tinha quase uma certeza mesmo.
Desde o dia 15 (17DC) eu já sentia meus seios diferentes. Doíam, estavam um pouco maiores. Deve ter sido por essa data a ovulação, mas pra mim já era a dor do resultado dela, rs. Uns dias depois doía tanto que parecia queimar, de tão intenso.

Dia 17 eu acordei com a certeza de que estava grávida. Era uma coisa muito doida. Fiquei toda feliz, de verdade. Tomei banho, cuidei da casa, escrevi, fiz todos os afazeres… feliz. Eu nunca tinha sentido isso antes, da outra vez não foi assim, essa certeza toda. Achava que isso era lenda urbana, rs. Tanto é que mais tarde eu voltei pra Terra e fiquei achando que estava surtada, que não podia ser real, que tudo isso ia acabar em um ciclo menor.

Depois ainda teve o dia em que passei mal na rua, voltei pra casa e dormi a tarde toda. Meus pés resolveram que era ok inchar depois de uma caminhadinha. Uma lerdeza sem fim. E a queimação, de vez em quando, nos seios.

Dia 21 eu senti uma cólica e fiquei arrasada. Achei que já tava chegando o dia, que o ciclo ia acabar justamente quando eu estivesse na Bahia, porque essas cólicas só vêm quando está mesmo pra descer. Dois dias depois fui com o Cleber comprar um biquíni e me senti péssima. Eu estava muito inchada, me sentindo feia, e ainda as benditas cólicas. Só que, quando eu cheguei em casa e fui experimentar minhas comprinhas de novo, senti uma baita diferença na minha barriga. Não dá pra explicar. Não que estivesse diferente de horas atrás, quando estava no provador do shopping, eu é que não tinha reparado mesmo, pensando demais nos outros sintomas.

Dia 25 (27DC) chegou e era o dia de ir pra Bahia. Mesma coisa dos outros dias, minha barriga estava mesmo diferente. Ainda por cima, ao acordar, me lembrei que sonhei com a minha mãe dizendo que eu estava grávida, sim, já até podia fazer o teste. Motivo de sobra pra eu ter mais uma pontinha de esperança. Lanchamos no aeroporto, porque eu estava com muita fome. No voo, não foi tão tranquilo. Eu tenho um pouco de medo de voar, minha pressão deve ter baixado, me senti fraca. Foi bem ruim. 
Lá não teve grandes mudanças. Não teve grandes mudanças se eu não mencionar que estava a Dona Redonda, toda inchada, literalmente da cabeça (rosto) aos pés. No domingo eu não almocei direito porque o peixe não desceu bem e, mais tarde, quando estávamos no Museu Náutico, senti uma baita tontura e fui lá pra fora tomar um ar. A Nana até comentou:

– Ih, dona Má, esses enjoos, essa tontura, sei não hein! Ai ai… – Nem me fale… ai ai!

Não sei como consegui subir (e principalmente descer!!) aquela escada até chegar lá em cima no Farol, rs. 
Na volta pra casa, quando o avião decolou, eu simplesmente comecei a chorar. Assim, sem mais nem menos. Chorei por uns 10 minutos, pensando zilhões de coisas ao mesmo tempo. Marido foi um lindo e me acolheu, mesmo sem entender direito o que se passava.

A semana transcorreu mais ou menos do mesmo jeito. No dia 02/11 (teoricamente o 35DC) fiz um teste, mas não com a primeira urina do dia, e a segunda linha apareceu, mas tão tão tão fraca que eu não consegui pular de alegria. Marido também viu e não quis comemorar. Mostrei pra Nana e ela achou que era positivo, sim. Mostrei pra Dani, a mesma coisa. Ficaram muito animadas! Por mais que tivesse sentido um mês inteiro que algo iria acontecer, eu não conseguia comemorar. Esperei o dia seguinte e fiz outro teste, dessa vez com a primeira urina do dia. A mesma coisa. Tão clara que parecia alucinação. Uma alucinação coletiva, porque todo mundo viu de novo, inclusive a Ju, super entendida de linhas claras, haha. Acabou minha paciência e fomos ao pronto socorro fazer um beta. Chegando ao hospital, quem eu encontro? A Isa, minha doula!! “Nada acontece por acaso”, foi o que o Cleber disse. Não senti uma vertigem sequer de tirar sangue (mas fiz todos os meus procedimentos de segurança). Nessa hora eu já estava acreditando mesmo no positivo, porque só não passei mal com isso na outra gravidez. Duas eternas horas depois, o resultado saiu. Super baixinho, mas já era positivo! Fiquei tão feliz!! Nos abraçamos (depois de sair do hospital), a Dani me ligou para comemorarmos, me disse umas coisas lindas, foi uma festa só.
Chegando em casa, contei pros meus pais e pedi segredo (o que meu pai cumpriu até o último feriado, um marco pra ele, que não esconde nada das irmãs, rs). Meu irmão só soube essa semana. Os pais do Cleber nem devem saber ainda, eu acho, mas contaremos em breve. Poucas amigas sabem. E agora aqui no blog. As coisas estão acontecendo cada uma no seu tempo. E tá sendo muito gostoso. Ainda tento viver um dia de cada vez, ainda bate um medinho, mas vamos sempre em frente, que é onde as coisas acontecem.

Já tinha uma micro pessoa passeando em Salvador. Ou, as bochechas gigantes da mamãe.

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Sei lá, coisa de mãe

(post escrito há mais ou menos uns 10 dias atrás)

Sinceramente, estou gostando de manter essa gestação mais resguardada agora no comecinho. Ainda não contamos para muita gente, praticamente a família inteira ainda não sabe, e só algumas poucas amigas já estão cientes. Não tive um motivo específico para isso. Até achei que seria bem difícil manter segredo por enquanto. Mas, passados os primeirinhos dias, gostei da coisa. Ainda nem fui ao médico, nem fiz um ultrassom, nada. Já está marcada a consulta, mas só pro fim do mês. Então decidi que só vou contar quando fizer o primeiro ultra. E vai ser aos poucos.

Esperar as 17 semanas para abrir o jogo não está em cogitação, não estou guardando isso pra mim por causa disso (só um pouquinho, talvez). Quero menos olhares, conversas, planos e expectativas em cima dessa gestação agora. Sei lá, coisa de mãe. Em contrapartida, não estou num casulo, como da primeira vez. Não é vontade de ficar quietinha no meu canto. Estou super bem disposta (apesar dos enjoos), querendo sair, caminhar, fazer coisas. Só estou deixando esse bebezinho chegar de mansinho, sem alarde, no tempo dele. Deixa ele conhecer e se entender com o lugar onde será sua casinha por umas 40 semanas, sem que depositemos nele uma ideia de perfeição que não existe. Não estou tentando entender como tudo será, tô deixando-o quietinho, mas amparado, cuidado, amado.

Talvez eu tenha aprendido a viver mesmo um dia de cada vez. Está sendo natural, uma coisa que simplesmente aconteceu. Mesmo com todos os sintomas que marcam presença em mim diariamente, não penso o tempo inteiro que estou grávida, que tem mesmo uma explosão de vida acontecendo aqui dentro, agora, literalmente. Não quero ficar controlando isso. Não estou nem lendo aqueles textos informativos sobre o que acontece em cada semana. Vai mudar o que? Se eu não me conectar comigo, respirar fundo, deixar as coisas acontecerem, de nada adiantará, não estaria colocando em prática o que entendi (ou que acho que entendi) depois de tudo. O milagre acontece em silêncio, sozinho. A minha parte já fiz e o que me cabe, agora, é pouco diante da grandeza do ato. Preciso de um pouco de humildade para entender que não está em minhas mãos. Preciso abrir o caminho para o que está por vir. O caminho, a mente e o coração.

Dizem que as maiores mudanças acontecem de dentro pra fora. Nunca acreditei tanto nisso. E quando acontecem dentro, inundam também o que está fora. Mas só se tivermos paciência de esperar o copo encher.


o caminho das pedras vai dar no mar . . .

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Spoiler – um milhão de borboletas no estômago

O amor vai te contar um segredo
Não precisa ter medo
Nem sair correndo
O amor nasce pequeno
Cresce, fica estupendo
Às vezes o amor está ali
Você nem tá sabendo
O amor tem formas, formas, aromas,
Vozes, causas, sintomas
O amor…

É mãe, é filho, é amigo,
Às vezes num canto esquecido existe amor
Antigo, antigo
O amor que cuida, parte e assusta
Que erra e pede desculpas
Às vezes o amor quer ferir
E se cura doendo

O amor tem formas, formas, aromas,
Vozes, causas, sintomas
O amor…

É pausa, silêncio, refrão
E explode nessa canção
O amor vai te contar

Um segredo, fica atento, repara bem
Que o meu amor é todo seu
Antigo.



A primeira vez que eu vislumbrei a esperança de uma nova gestação foi ouvindo essa música, quando ouvir música não era mais uma tortura pra mim. Foi a primeira vez que eu realmente prestei atenção na letra, e amei. Foi a primeira vez que pensei no futuro bebê. Volta e meia colocava ela pra tocar, com a clara intenção de criar borboletas no estômago.
Pois bem, as borboletas no estômago não só surgiram mesmo, como se multiplicaram, porque tenho a sensação que há um milhão delas voando aqui dentro agora, que venho dividir com vocês essa novidade:
O mês de novembro é lindo e me deu um positivo de presente!!!


Na verdade, eu já sei disso desde o dia 02/11, quando fiz o primeiro teste de farmácia – que eu me recusei a acreditar logo de cara, porque a segunda linha estava tão clara que eu estava com medo de ser coisa da minha cabeça. Aí mostrei pra Nana, pra Julia e pra Dani e todas viram e ficaram animadíssimas (a Dani inclusive me ligou pra dar uma força. Valeu, amiga!). Marido também viu. Ou seja, se fosse alucinação, era coletiva, hahaha. Fiz um beta no dia seguinte e deu baixo, mas já foi o suficiente pra eu acreditar e ficar feliz. Nem repeti depois, nem pretendo.
Não comentei nada aqui antes pois estava curtindo a notícia e deixando tudo mais resguardado, digamos assim. Aliás, eu só ia contar mesmo quando fizesse o primeiro ultra, que será mais pro fi do mês, eu acho, até pra confirmar a idade gestacional e tudo mais, mas enfim, as coisas mudaram de lugar e senti vontade de dividir isso aqui agora. Esse é um post breve, depois volto com calma para contar tim-tim por tim-tim de como foi e, princialmente, como está sendo essas primeiras semanas (que foi o que me fez contar logo também, pois estão nascendo alguns textos que quero dividir logo, enquanto os sinto).
E é isso!
A novidade do momento é essa: tem bebê novo a caminho!!!
[ps: para as meninas que me tem adicionada no facebook, peço a gentileza de não comentarem nada por lá ainda, tá?! Ainda tá super cedo e quero deixar assim como está por enquanto. Obrigada!]

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Página no facebook

Eu leio muitos textos sobre maternidade e afins, todos os dias. Muitos mesmo. Sobre isso, nenhuma novidade aqui entre nós, não é mesmo? Acontece que muitas vezes eu sinto vontade de compartilhar alguns pensamentos sobre o que leio, exteriorizar, passar pra frente. Nem sempre cabe certos links e blogs na minha timeline pessoal (porque muita gente não entende, porque não quero ouvir pitaco de graça, porque não dá pra ficar monotemática ali, que tem tanta gente de tantos outros mundos, porque não quero me expor ainda sobre isso, etc etc etc – sei que vocês entendem), e algumas vezes também quero compartilhar só um pensamento solto que me ocorreu sobre esses nossos assuntos, ou algo do tipo que não dá pra fazer um post inteiro, sabem?

Pois bem. Diante disso, resolvi criar uma página do blog lá no facebook, pra comportar todas essas coisas. Vai ser um puxadinho do blog. Sem contar que agora, que estou no limbo entre a espera e o início das novas tentativas de fato, nem sempre tenho assunto para posts – mas sim, continuarei aqui firme e forte, com textos sobre mim e sobre opiniões minhas -, mas não quero de jeito nenhum demorar para escrever ou perder o contato com vocês – lá dá pra interagir mais.
O que acham?

Apareçam por lá, não me deixem só! rs

Beijo em todo mundo!

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BC: "Como foi a suspeita e a descoberta da gravidez?"

Hoje é dia de blogagem coletiva, ieba!

Em janeiro desse ano, parei de usar meu anticoncepcional, que era um adesivo transdérmico
Desde o ano passado, sentia uma vontade imensa de começar as tentativas, mas sabia que não era a melhor hora ainda.  Janeiro também não era a hora ideal, mas não aguentei, eu simplesmente sabia que tinha que parar logo. Usei todos os três adesivos, que acabaram lá pro meio do mês, eu acho, e não coloquei mais. Em fevereiro, fui à médica que eu queria muito que me acompanhasse na gestação e parto. Fiz um papa, estava ótimo e fiquei de voltar quando recebesse o positivo.
Só que, conversando melhor com marido, vimos que seria melhor se esperássemos ainda mais um pouco, até maio, talvez, para começarmos a tentar efetivamente. Voltar pro adesivo eu não iria, até porque meus ciclos deram uma bagunçada básica, não queria me frustrar com isso de novo, nem confundir meu organismo. Ficamos usando camisinha todo esse tempo.

Minha última menstruação veio no fim de março. Depois disso, conversamos de novo, eu não queria esperar até maio. “Ninguém garante que vou engravidar de primeira, amor, vamos parar com a camisinha logo, pra eu não ficar tão ansiosa”, foi o que eu disse pra ele. Ele concordou, mas disse que tinha chances de eu engravidar de primeira, sim!  Pois bem.

Liberamos geral, mas eu não controlei nada. Meus ciclos estavam em mais de 30 dias, nem sabia direito que dia era fértil ou não, nem procurei saber. Não medi temperatura, não verifiquei muco, não fiz absolutamente nada além do que tem que ser feito, haha.
Em meados de abril, teve uma festa de despedida de um amigo meu, que estava indo passar uma temporada na Austrália. Minha amiga e eu fizemos brigadeiro para a ocasião. E quando eu comi um pouquinho de leite condensado, simplesmente senti gosto de QUEIJO, e não comi mais, nem na festa! Na hora acendeu uma luzinha na minha cabeça ” Bebê a bordo”, mas estava muito cedo pra fazer um exame. Na verdade, pelas contas, eu deveria estar grávida de 1 semana, ou até menos, rs. Depois disso, segui a vida normal, mas tinha aquela sensação de ter sido mesmo.
Uma semana depois, comecei a sentir uma espécie de sensação no corpo, aqui perto do estômago, que eu nunca tinha sentido antes. Veja, não era no útero ou no baixo ventre, não tinha na da a ver; era em cima mesmo, abaixo do peito. É muito confuso tentar explicar isso. Sabe sensação de frio na barriga e borboletas no estômago? Uma mistura das duas coisas. Eu sabia que não era uma coisa física, mas um sentimento. Muito real. Depois, percebi que era um pressentimento bom, novo. Só o que eu podia fazer era esperar.
(mais sobre o que eu senti antes aqui).

No dia 28 de abril, um domingo, eu não aguentei e fiz o teste que tinha comprado na quinta-feira. Eu sentia uma fome descomunal, salivava muito à noite, que só passava com água gelada. E uma vontade doida de comer canjica às 21:00. Alguma coisa estava acontecendo, isso era fato.
Fiz o teste à noite, porque pra quê esperar a primeira urina do dia quando a gente já tem certeza, né?
Poucos minutos depois, estava lá a segunda listrinha, não muito forte, mas o suficiente pra eu saber que era a minha Bolota. Fiquei tão feliz e emocionada que fiquei muda, haha. Saí do banheiro, mostrei o teste pro marido. Nos abraçamos, curtimos aquele momento intenso. A gente se olhava e sabia que a partir dali nossa vida iria mudar. Na segunda de manhã, fiz mais um teste, só pra confirmar mesmo. À tarde, a notícia começou a se espalhar. Foi tudo muito rápido. E muito gostoso também. Receber carinho da família é sempre bom, mas nessa hora parece que é ainda melhor, rs.

Minha DUM não serve como referência para contar as semanas, porque engravidei depois mesmo; realmente meus ciclos estavam doidões. Mas o que importa é que Bolota tá aqui, tá bem e tá crescendo!

E foi isso! Agora é só alegria!

ps: quem é mesmo que vai falar o próximo tema? tô muito perdida no tempo e em todo o resto, rs; muitos beijos pra quem souber e me avisar 😛

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Doula: empoderamento com amor

A palavra doula vem do grego e significa: mulher que serve.

Durante a gestação, ela tem o papel fundamental de preparar o casal para o trabalho de parto e o parto em si. Conversas, massagens, posições para lidar com a dor e para ter o bebê, dicas de profissionais alinhados às suas expectativas, desmitificação dos mitos que rondam a gravidez e o parto e mais um monte de coisas. 
Isso tudo era o que eu lia nos blogs, nos relatos, nos sites.
Sabia também que muitas mulheres só a procuram lá pela metade da gestação, ou no final mesmo.

Mas se eu comecei a pesquisar sobre parto natural e humanizado bem mais de um ano antes de começar a tentar engravidar, e mergulhei nesse mundo totalmente, então não é surpresa o fato de que, logo depois de confirmar o positivo, eu já marcasse logo uma conversa com aquela que viria a ser a minha doula.
E como assim “viria a ser”, alguém pode pensar, você já não tinha escolhido? Explico (o meu ponto de vista). Se com a equipe médica você tem que ter uma afinidade e uma confiança, com a doula é ainda mais, eu acho. Você estará escolhendo aquela pessoa para te dar suporte emocional em um dos momentos – se não o mais – mais fortes e marcantes da sua vida. Tem de ser aquela relação construída, recíproca. É preciso (muita) confiança, empatia, simpatia. E a gente sabe que isso não acontece com todo mundo. Mesmo que você saiba que aquela é uma profissional-dos-sonhos, se não acontecer aquele feeling, não vai rolar. Tem que ser natural. Sempre acreditei muito nisso.
Aliás, é principalmente para isso o primeiro encontro.
E para ele eu fui ciente dessas coisas. Apesar que é bem difícil eu me enganar assim, ainda mais em alguns casos específicos, se me permitem dizer. Já sentia que daria certo, mas também não podia cantar vitória antes do tempo.

E não me enganei mesmo.
Quando comecei a pensar em quem poderia ser, super levei em conta esses meus pensamentos.
E assim como acontece muito (também em outras áreas) na minha vida, acabei chegando na pessoa certa. Porque sim, eu pesquiso muito, muito, muito. Mas também me deixo ir levando. Não fico muito só na teoria, só na razão. Em algum momento dentro das minhas buscas, me deixo a ir a lugares, links e pessoas que não estavam tão à mostra no início, mas que – depois eu descubro – se tornam essenciais no meu caminho. E assim, meio “no faro”, cheguei até à Isadora Canto.
Muito provavelmente vocês já a conhecem. Ela canta músicas muito lindas (vide CD Vida de Bebê – e parece que tem um novo vindo por aí), tem o Projeto Acalanto, que dizem ser lindo e intenso – e eu vou fazer mais pra frente, o Materna em Canto,  o coral de mães. Isso eu já conhecia, porque quem está nesse mundo materno já escutou, pelo menos uma vez, sua voz (linda, diga-se de passagem).

Mas eu não sabia que ela era doula.
E descobrir isso acendeu aquela luzinha em mim. Por vários motivos – daqueles que a gente sente, não explica. E ainda com o bônus de que eu sou uma pessoa extremamente musical. Música é fundamental na minha vida. E aí pronto, já estava sentido. Só precisaria encontrá-la.

O nosso primeiro encontro foi mês passado, pouco depois da minha primeira consulta na Casa Angela.
Ela atende num lugar lindo, delícia, super aconchegante, que é a Casa Curumim. 
Conversamos por mais de uma hora, eu acho. Foi muito bom! Uma salinha pequena, mas aconchegante, com sofá e almofadas lindas. A conversa fluiu, tanto que nem percebi o tempo passar.
Saí de lá com aquela sensação de quero mais, sabem?
Depois, acertamos alguns detalhes da parte financeira. Achei o preço super justo. Não sou de pedir desconto para alguns profissionais (e doula com certeza, está entre eles), porque gosto de valorizar. É uma profissão de extrema dedicação e entrega, penso muito nisso. E o valor do todo é, com certeza, bem maior que o preço. É a minha postura, não julgo outras. Mas também nunca estive não estou em épocas de vacas gordas (como dizem alguns lá em Minas, rs), então ajustamos alguns pontos, ela super flexibilizou as condições e vivemos felizes para sempre, rs.

O segundo encontro foi hoje. Dessa vez, em outra sala. Com tatame, ambas sentadas em futtons no chão, e almofadas coloridas. Mais conversa. E como conversamos.
E o que eu achava antes, confirmei mais uma vez hoje. A relação que será construída ao longo (no meu caso) de toda gestação, é de muita confiança. É como se fosse uma super amiga, daquelas que você pode contar tudo. Vários pontos da vida são abertos ali, talvez algum assunto mais delicado. Não: com certeza os assuntos delicados virão.
Hoje a Isa me pediu pra contar um pouco da minha história de vida. Ela disse que, na hora do parto, quando estamos lá na Partolândia, no lugar mais interno – e mais longe de tudo e de todos – que vamos chegar, muita coisa do nosso passado pode vir à tona. Porque a gente vai fundo mesmo. E se ela souber da minha história, se falarmos dela algumas vezes, com certeza ela conduzirá melhor lá na frente.
E aí não pode ser aquela coisa morna-entrevista-de-emprego, né?! Falei de tudo, num apanhado geral, mas incluindo os pontos que mais me marcaram. Algumas coisas que mexem comigo até hoje, mesmo tendo acontecido há muitos anos. E posso falar? Foi tão bom!! Saber que é importante falar quem eu sou e que tem alguém ali disposta a me ouvir integralmente, com certeza ajuda a fortalecer a minha autoconfiança.
Depois ainda vimos um vídeo, falamos mais um pouquinho, e terminou – por hoje (mas sim, ela está disponível 24 horas por dia, se eu precisar de alguma coisa).

E se eu puder te dizer uma coisa, eu digo: tenha uma doula.
E agora eu acrescento mais uma definição àquela lá do início do texto. Doula, palavra que vem do amor e significa: empoderamento. Palavra que, mesmo vindo do outro, significa autoconhecimento.

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Sobre o silêncio que veio junto com o positivo

Desde a semana que me descobri grávida, tenho sentido uma vontade muito grande de ficar quietinha, no meu canto. Uma fase de introspecção, eu acho.

Na primeira semana e numa parte da segunda, eu sentia muito cansaço. Era o meu único sintoma realmente aparente. Qualquer coisinha me deixava cansada, meu ritmo estava visivelmente mais lento. Óbvio que respeitei o pedido do meu corpo e não forcei nada. Com isso, a vontade de ficar no meu cantinho se instalou de vez. 
Então por isso o meu primeiro dia das mães com baby devidamente morando na barriga não foi totalmente animado. Foi delícia, sim, marido me encheu de beijos e chamegos logo cedinho. Dos meus pais, do meu irmão e até da minha afilhada de 4 anos recebi desejos animados de um feliz dia. O almoço estava marcado pra ser em família (do lado do meu pai – vó, tias, tio, primos, todo mundo) na casa de uma tia. Fomos, mas eu não queria muito aquela agitação, sabem? E aí fica chato, né?! Todo mundo ali feliz pra caramba (somos muito animados, rs), eu recebendo abraços de parabéns de quem eu ainda não havia visto pessoalmente, mas não me sentindo no meu maior ânimo para retribuir o que estava recebendo.

E uma coisa  a ser dita sobre mim: eu não sei fingir nada. Sou péssima nisso. Na verdade, nem me esforço muito, porque não me faz bem mesmo. Então forçar um sorrisão ali o dia inteiro não era uma opção, definitivamente. Eu só queria menos gente, só isso. O que nem sempre é entendido por todos, porque tem gente que prefere ver um problema ou um drama (ou achar que eu tenho um problema, sendo mais clara), quando na verdade é tudo muito simples.
O que eu fiz? Esperei a hora do almoço, comi e, depois de esperar mais um pouquinho, chamei o Cleber para sairmos, só nós dois.
Ahh, mas que coisa ótima! Fazia um tempinho que não tínhamos uma tarde inteira livre só pra nós dois. Sempre outros programas, ou dias que escolhíamos curtir a casa mesmo. Fomos ao shopping, conversamos,  namoramos, fomos ao cinema (sou apaixonada por cinema). Foi tão bom!! Me deu uma renovada, estava precisando!

Chameguinho bom…

O cansaço maior tinha passado há uns dias já. Ontem estive bem ocupada, de corpo e de mente, o dia inteirinho. Hoje o cansaço chegou como se nunca tivesse ido embora. Tirei o dia pra mim. Ainda nem consegui visitar todos os blogs que gostaria, estou atrasada nas leituras das amigas (mas já vou resolver isso, me aguardem, rs). Fiquei pensando se não era ruim querer tanto o meu cantinho – mas ó, preciso dizer que não é que eu esteja isolada do tudo e de todos, me recusando a viver em sociedade. É apenas um momento, onde estou priorizando o pedido do meu corpo e da minha mente.

O que acontece é que eu sempre fui extremamente conectada aos meus sentimentos, é da minha essência. Então acho que não é surpresa (pelo menos pra mim) que essa conexão esteja ainda mais apurada agora que estou grávida. Aconteceu naturalmente, como sempre é. E agora eu quero e busco esse cuidado com esse lado que sempre foi meu. É extremante importante para eu me conhecer ainda mais, importante para que eu (re)conheça tantas mudanças – físicas mas, sobretudo, emocionais e mentais – que meu corpo nunca tinha vivenciado antes. Afinal de contas, existe, nesse exato momento, uma outra pessoa crescendo dentro de mim, num ritmo mais frenético que a cidade de São Paulo. Se alimentando de todos os nutrientes que eu ingiro por nós dois. Sentindo as mesmas emoções que eu. Sendo oxigenado pelo ar que eu respiro. Uma outra pessoa que ainda é bem mini, mas será um indivíduo cheio de personalidade e quereres daqui a pouco.  Completo. E eu sou responsável por essa pessoa desde sempre. Meu corpo está completamente focado nessa função, por isso o cansaço. E eu não me importo, já sou mesmo toda dele*.

Mais do que nunca preciso ser fiel à minha intuição – ela sempre esteve do meu lado.
Então, se estou sentindo que devo ficar quieta agora, respeitarei o silêncio que está sendo pedido. Porque é preciso silêncio para melhor ouvir. E eu sempre vou querer ouvir o meu filho.

*ele ou ela, tanto faz, escolho um outro dependendo do ponto do texto, só para não perder o fio da meada mesmo.

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Primeira consulta

Pergunta básica: como faz para encontrar cada uma que deixou comentário ou só leu e mandou energia boa no post passado? Vocês são umas lindas mesmo, meninas. MUITO OBRIGADO!!
Depois de tanto carinho, claro que eu fiquei mais tranquila, sim. Foi mesmo bom ter dividido isso com vocês. Abraço de urso em cada uma, viu?!

Então que hoje foi o dia mais esperado por mim. Dia da primeira consulta do pré-natal!! \o/
Na hora certinha, Cleber e eu estávamos lá, só esperando nossa vez.
Cheguei lá muito animada, haha. Peso ok, pressão arterial linda, pulso idem, temperatura também. Então vamos começar a conversa logo, rs. A enfermeira obstétrica, Camila, uma fofa, fez aquelas milhares de perguntas de praxe sobre o nosso histórico de saúde e da família e tudo mais. Contei tudo sobre a minha trajetória, a minha última experiência traumática dentro de hospital, que fez com que eu corresse atrás de informação sobre formas respeitosas à mãe e ao bebê, e o quanto isso fez com que eu entrasse de cabeça no mundo dos partos fisiológicos. Ela achou lindo que estamos nessa preparação “do coração” (como ela disse) há bastante tempo.

Pela data da minha última menstruação, estou de 6 semanas e 3 dias (own!). Tecnicamente, completo 40 semanas exatamente no dia 31 de dezembro, ó que beleza, hahaha. Ela passou aquela lista de exames nada básica pra eu fazer, e o que eu mais queria em toda minha vida: o pedido do ultrassom obstétrico do 1° trimestre. Muita emoção! Vou ver se consigo fazer o quanto antes, saí de lá meio tarde, então não consegui marcar ainda, mas amanhã cedo resolvo isso!
Falou que seria bom se eu fizesse um pré-natal também com um médico (lá só tem enfermeiras obstétricas), por toda aquela precaução que eles tem e tudo mais. Já marquei uma consulta com aquela médica que eu passei em fevereiro. O valor do parto está acima do que eu tenho hoje? Sim! Mas é a que eu confio. E depois de muito pensar, resolvi marcar pelo menos essa consulta com ela, pra ver o que vai ser. Até porque é só uma retaguarda, não é mesmo? E se, porventura, for preciso na hora H, eu quero que seja alguém que eu confie. E gente, o meu coração grita pelo nome dela quando eu penso no assunto. É melhor ouvir, né?! O que tiver de ser, vai ser. Amém.

Ela falou muito sobre a importância de ouvir o meu corpo. Que se estou sentindo cansaço, é porque é para descansar, sim. Se estou querendo tal comida, é para comer, sim, e por aí vai. Resumindo: adeus comandos externos, agora quem manda aqui é o meu corpinho. Falou do quanto é importante marido e eu estarmos em sintonia e com a nossa relação bem saudável, próxima, ativa, pois o bebê sente tudo isso, ele sabe que veio do nosso amor e que sentir isso ao longo da gestação só faz bem para todos nós!

Fez uma examinação geral: desde os olhos, atéé… bem, vocês sabem onde, hahaha.
Disse que ela está ótima. Ou melhor, pelo que deu pra ver no geral, tá tudo mais que certo. Disse que meu colo do útero está lindo! Sim, ela usou a palavra lindo, rs. Que o tampão já está lá, cumprindo sua função de bloquear a entrada para o mundinho do bebê. Nessa hora, se ainda existia alguma dúvida escondida dentro de mim, foi-se para o espaço. Ainda perguntei brincando “então estou grávida mesmo, né?!”, e ela “Sim, grávida MESMO!”.

Sabe um coração batendo tranquilo e muito feliz, animado, cheio de esperanças e sonhos? É o meu! ^^
Nem sei como expressar isso para vocês direito, mas acho que já sentiram aí, né?!

E dentro de alguns dias vai ser o primeiro encontro com a minha doula! Conto tudo depois que acontecer!
E óbvio que venho correndo contar do ultra também!

Beijo, gente!! (e me contem de vocês!)

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Sobre a primeira decisão sobre o parto e como tudo acontece na hora certa

Assim que eu descobri os positivos, mandei um e-mail pra médica. E o e-mail voltou imediatamente com uma notificação informando que ela estava (está ainda) viajando. E mesmo a Ana Cris dizendo para eu não ter pressa, porque estava tudo bem comigo (passei em consulta e fiz exames em fevereiro), e que eu só precisava começar a tomar o ácido fólico, ainda fiquei pensando que ainda estava muito longe da data de retorno da médica e queria agir, de alguma forma, antes disso.

Eu disse aqui que as coisas ainda não estavam 100% a favor do valor que eu teria que desembolsar (com a equipe que eu queria e com o hospital) e que isso me preocupava demais, sim. Naquele dia eu ainda não sabia que já estava grávida. Na verdade, eu nunca pensei que conseguiria de primeira, sério mesmo. Achei que daria tempo de juntar mais umas moedas, rs. E no último post eu comentei que, assim que eu contei à minha mãe que ela iria ser avó de novo (meu irmão já tem um filha), a primeira coisa que ela me perguntou foi: e o parto, vai ser aquele preço mesmo? Hahahaha, mães são ótimas! E eu, que sempre mostrei meu ponto de vista totalmente a favor do parto natural e sempre conversei abertamente com ela, explicando tudo, falei: então, mãe, tem a Casa de Parto, que é bem mais em conta etc e tal. E começamos a conversar sobre isso. Sim, somos as pessoas que, antes mesmo de saber com quantas semanas eu estou, já engatamos no assunto parto, rs.  Para ser sincera, eu nem tinha pensado em nada disso ainda, mas parece que o fato dela ter me perguntado abriu uma janela na minha mente e as coisas foram acontecendo. Foi uma luz!

Eu simplesmente abri o site da Casa Angela e comecei a explicar e ler pra ela o que era uma casa de parto, como funcionava, onde era. Tudo que eu consegui adiantar, expliquei. E à medida que eu ia dizendo, me familiarizava mais com a ideia. Porque sim, minha gente, eu ainda não tinha uma plena certeza se eu realmente gostaria de parir naquele local. Mas parecia que eu também estava lendo pra mim, sabem?!, foi realmente muito bom. Ela adorou a ideia e me incentivou a marcar uma visita. No dia seguinte, liguei e perguntei se teria a conversa de acolhimento naquela quarta, já que seria feriado, e a moça me disse que sim. Pensem como fiquei animada? Eu, que queria sentir que já estava agindo, iria começar no dia seguinte.
Pois bem, no dia seguinte estávamos lá: meu pai, minha mãe, marido e eu (eu disse que onde vai um, vai todos, haha). Mas pensem, meus pais estavam super curiosos pra saber o que era, afinal de contas, uma casa de parto. E eu sou daquelas que explica, mas prefiro mostrar. Então, vamo todo conhecer o lugar!
E lá funciona assim: toda quarta-feira, às 09:30 da manhã, tem um acolhimento para todas as pessoas que querem conhecer a casa. Antes da primeira consulta ali, é preciso passar por isso. 
Chegamos e ficamos ali na sala de espera uns minutos, ainda tinham poucas pessoas. Preenchi uma ficha de cadastro básica e, depois de um tempo, fomos chamados para começar a conversa. Numa sala bem ampla, com cadeiras em círculo, a Anke, coordenadora, e a Marina (!), obstetriz, sentaram-se também e começamos a conversar. Cada um se apresentou, dizendo como conheceu a casa, de quantas semanas gestacionais estava (ou se era acompanhante), idade, de onde vinha. Foi bem legal. Falei que tinha descoberto a gestação naquela semana e que já estava no mundo das pesquisas há mais de um ano (nesse momento, todos me olham com cara de: ela é louca mesmo, rs), falei das minhas vontades. Meus pais se empolgaram falando também (haha) e o Cleber disse que tudo que ele sabe sobre parto natural, aprendeu comigo (owwn, #todasachafofo!!!). Eu era a única em começo de gestação, todas as outras mulheres estavam entre 5 e 7 meses.
Depois, elas explicaram que só pode ter parto lá quem é de baixíssimo risco, e que quando chega às 37/38 semanas, a equipe analisa seus exames e vê se tem a possibilidade de você permanecer ali. Se não, é o caso de ir para o hospital mesmo. Disseram que o tempo de cada mãe e de cada bebê é respeitado e que não há intervenções desnecessárias. Mas se, durante o trabalho de parto, houver a iminência de uma complicação, eles transferem a gestante para um hospital que já estará pré-estabelecido entre as partes. 
Terminada a conversa, descemos para conhecer as dependências da casa. Duas salas de espera bem aconchegantes, cozinha, a garagem, onde estava a ambulância própria que eles possuem, sala onde acontecem as consultas (que não entramos, pois estava ocupada naquele momento) e finalmente, o corredor que mais nos interessava: das salas de parto. São 4 salas. Duas com banheira (sim, também tem a opção de parto na água), bolas, banquetas, a cama, cavalinho, barra, tudo aquilo que é necessário para um parto natural. Tem um corredor onde ficam só os chuveiros. A sala de reanimação neonatal, com uma incubadora, caso ocorra alguma emergência. Tem o alojamento conjunto, com camas de verdade, e não macas, e os bercinhos (daqueles de acrílico de hospital mesmo) ficam “disfarçados” dentro de um tipo de suporte de madeira, com mosqueteiros na cor nude e colchas de retalho. Coisa mais linda, gente! Tudo muito aconchegante mesmo. Tem também uma salinha de amamentação, onde você pode ir caso tenha alguma dificuldade em casa para receber orientação, ou para doar leite também. Dá pra ver as fotos das instalações aqui.
Depois disso, tomamos um belo lanche, conversando e interagindo mais. Descobri que lá tem oficinas para produzir o próprio sling (nessa hora eu vibrei de felicidade, rs), para produzir aqueles kits de algodão, cotonete, a própria almofada de amamentação, etc. Fora os cursos de preparação pro parto, fisioterapeutas, psicólogos. Enfim, tem muita coisa disponível. 
E vocês acham que acabou? Deixei a parte que, literalmente, quase me fez chorar, por último. No fim da conversa, a Anke entrou no assunto valores. Disse que, para as pessoas da “área de abrangência” da casa, eles atendem todo o pré-natal, parto e pós parto, de graça. Para as outras pessoas, é cobrado um pequeno valor, porque sabemos que a casa recebe doações de algumas fundações, mas nada do governo. E aí ela diz a coisa que nunca na minha vida pensei ouvir: meu bairro É SIM área de abrangência da Casa Angela!!! GENTE!! Vocês tem ideia do que significa isso? claro que sim, porque acabei de explicar! Eu não conseguia acreditar que teria todo atendimento gratuito, dava vontade de sair pulando de alegria! Demorou pra cair minha ficha, na verdade. Eu, que estava super hiper preocupada com essa questão, fui novamente surpreendida pela vida. 
E aí eu fico pensando: as coisas realmente acontecem quando tem que acontecer, né?! Tudo orquestrado para ser no tempo certo. Porque se eu não tivesse voltado a morar com os meus pais, teria que pagar, sim, o valor cobrado. Porque se a médica não tivesse viajado, talvez eu não teria ido conhecer a casa agora no começo. Porque se eu tivesse esperado ter todo o dinheiro, iria demorar uma vida toda  muito para conseguir o total, e eu não teria começado a tentar agora, e o bebê, talvez, não viesse de primeira. Deus é muito bom mesmo, minha gente! Tô muito feliz!
Saí de lá com a consulta marcada para a próxima quarta. E já estou contando os dias para chegar logo, e para chegar mais rápido ainda o dia do ultrassom.
Rezando muito para as coisas continuarem se acertando no tempo certo, amém.

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