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Um novo tempo

Domingo, 21 de maio, Agnes mamou quando acordou. Tomamos café da manhã, ficamos por aqui e depois saímos pra almoçar. Depois fomos ao shopping e ela ficou brava por algum motivo – que, na verdade, era sono. Ninei e disse que ela ia dormir sem mamar, só com carinho e colo, ela perguntou porque, eu disse que o mamá estava acabando. Ela aceitou, fiz carinho na barriga, com ela no colo e então ela dormiu.

Já faz dias que estou falando que o mamá está acabando. Não digo que já acabou, porque não quero mentir. Mas estava conduzindo assim rumo ao fim. Tinha dias que ela aceitava mais, outras menos. Teve um dia, alguns dias antes disso, que ela ficou o dia sem mamá e depois teve 2 escapes de xixi, achei que estava indo rápido demais. Mas a verdade é que pra mim já tinha chegado num limite. Eu não estava mais tão confortável em amamentar, ela mamava de fato muito pouco, ficava mais com o peito na boca, isso quando não prendia o dente e depois ficava até marcado, doía muito. Não estava mais prazeroso, era mais uma comodidade nossa, coisa que não sabíamos direito como mudar por nunca termos nos relacionado sem isso.

No dia seguinte, segunda-feira, ela mamou um pouquinho só de manhã quando ainda estávamos dormindo. Essa é a mamada mais difícil de tirar, eu acho, porque ela mama ainda sonolenta, eu também estou mais dormindo do que acordada. Mais difícil tirar essa do que a da hora de dormir, na minha opinião. Aliás, já consiguia fazer ela dormir sem mamá há alguns meses. Não era todo dia, mas rolava tranquilamente. Enfim. Ela mamou um pouquinho e depois eu tirei, ela reclamou um pouco mas logo disse “eu não mamo mais? Agora só carinho e abraço?”. Eu concordei, ela me abraçou e assim dormimos mais 1 hora.

O dia todo ela nem tocou no assunto. Quer dizer, quando saí do banho, ela me viu colando a blusa e disse de novo: eu não mamo mais, né, mamãe? Sim, filha. Você está crescendo e agora estamos descobrindo novas formas de chamego. A mamãe foi muito feliz em te amamentar por todo esse tempo, mas agora é uma nova fase. Você sempre vai ter o carinho e o colo da mamãe, do papai. E ela completou: e da vovó e do vovô. Sim, filha, deles também.

E foi isso.

A noite ela acordou chorando e dei um pouco só, porque ela pediu, tipo um minutinho, depois tirei e fiz carinho. Terça não mamou nada. Quarta só colocou a boca no peito de manhãzinha por um minutinho de novo. De vez em quando ela pede, tipo quando tá com sono, mas é só eu lembrar do carinho que ela aceita tranquila e logo dorme.

E foi assim que eu fui percebendo que nosso tempo havia chegado, que um ciclo estava se encerrando para iniciar outro, ainda desconhecido por nós.

Desde janeiro eu estou “ensaiando” começar esse processo, porque realmente estava cansada – não era um cansaço físico da rotina, era do ato mesmo. Mas fui aos poucos, sem pressa. Comecei a falar pra ela que em algum tempo o mamá iria acabar, que ela estava crescendo, que iríamos chamegar e estar juntinhas de outras formas. Conversava muito com ela, mas não estabeleci limite, nada. Fui apenas sentindo. Há 1 mês, mais ou menos, comecei a ser mais constante no processo, falei várias vezes pra ela, mas horas depois ela pedia pra mamar de novo e eu dava, porque percebia que ainda não era o momento. Não era todo dia que eu fazia isso, não estava “empenhada” em desmamar, mas sabia que tinha que ir falando com ela, com a gente é tudo na base da conversa, sempre foi, e eu sabia que em algum momento ela entenderia e aceitaria. Domingo eu fiz o que fazia antes e ela aceitou tranquilamente, então acredito que foi o tempo dela também.

Hoje é quinta-feira, o quinto dia que ela não mama mais. Ainda estamos nos adaptando, mas acho que já posso dizer que sim, um novo tempo começou aqui nós. Foram 2 anos e 10 meses de aleitamento materno, 6 meses de forma exclusiva, quase dois anos de livre demanda total. E eu sou muito, muito, muito feliz e me sinto muito grata por ter vivido isso com ela.

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Minha bela novidade

A frase que vem norteando minha mente e meu coração nessa gestação é: siga seu coração. Mais do nunca, isso tem feito muito sentido pra mim, desde o começo. Desde que eu soube eu aquele seria “o” mês. Desde que eu soube que meus pés inchados não eram calor, mesmo que ainda não houvesse tempo hábil para sintomas. Desde que eu confirmei e não quis espalhar a notícia logo de cara, porque precisava de um tempo só nosso, particular.

Mas às vezes, diante de uma situação nova ou não planejada, eu tento buscar uma explicação mais elaborada para estar sendo daquele jeito. Porque não é fácil tomar uma decisão e simplesmente dizer a quem quer que seja “tô fazendo isso porque eu senti que deveria”. Soa lindo em alguns momentos, mas em outros, nem tanto. Então, para não causar taquicardia nos outros, nem me desgastar com opiniões que não me apeteciam, eu tinha outras cartas na manga. Tentei não criar falsas expectativas naquele que seria “o” mês, nem sequer comentei com ninguém. Falei que o calor estava inchando meus pés (e me deixando tonta, e com moleza). Falei que precisava de um tempo pra mim antes que soltar a notícia. Nesse não menti. Eu disse, não é sempre que preciso inventar alternativas. Teve gente que acreditou ser só pelo fato do que aconteceu antes – e foi, também – mas não ia ser algo só nesse nível, não pra mim (até porque, se fosse isso, eu só soltaria a notícia sexta passada, quando completei 17 semanas). Eu não queria todas as energias voltadas pra nós naquele momento, senti mesmo que esse serzinho precisava de tempo para se desenvolver do jeito que a natureza mandou.
A verdade é que essas respostas sempre foram pros outros. Eu sempre senti o que deveria ser feito (troque o sentir por instinto, se quiser; aqui eles têm o mesmo significado), o que se passava aqui dentro, mesmo que não fizesse sentido algum pra mais ninguém. E agora, nesta gestação, isso tem se acentuado um tantinho mais.

E quando eu não entendo muito bem – às vezes por estar com os ouvidos no que se passa lá fora, ao invés de aqui dentro – eu paro. Para ouvir, para sentir, e daí então pensar e decidir o que fazer.
Aconteceu há pouco tempo.
Eu comecei a sentir um comichão de ansiedade para saber se quem me habita agora é um menino ou uma menina. Não havia tido, até então, grandes pressentimentos. Uma coisa completamente nova pra mim, devo dizer. Mas não era por isso a vontade de saber logo. Eu só queria. Não havia um motivo aparente, e me custou um pouco de tempo entender o que se passava. O ultrassom morfológico será lá pro fim de março, mais ou menos, mas eu sabia que até lá eu já queria saber. Não queria admitir e pedir uma guia extra pra médica, tanto que saí da última consulta sem guia nenhum.
Mas os dias foram passando e a vontade, que oscilava em alguns dias, começou a vir com mais frequência. E vinha muitas e muitas vezes quando eu estava a conversar com a barriga. Teve um dia que eu simplesmente senti. Quase ouvi o “plim” do instinto quando me dei conta. Estava na hora. Como numa conversa só nossa, eu entendi que podia dar mais esse passo para frente, que já podia conhecer um pouquinho mais de quem era essa pessoa, que se manteve quietinha durante todas essas semanas, e que eu respeitei. Vi que não precisava me sentir menas “culpada” por fazer um exame só pra constatar algo que podia muito bem esperar, aos olhos dos outros. Mas aos nossos, não. A nossa relação vem sendo construída lentamente, com um passo de cada vez. O próximo passo chegou e era agora. Não era em março, nem no momento do parto, assim como não foi nas primeiras semanas, diante da possibilidade de fazer uma sexagem fetal. Me despindo do que a minha razão me dizia (que seria um ultra “desnecessário”), ou do que alguns enxergavam (só ansiedade, nada mais), eu segui em frente. Mandei um e-mail pra médica, que na mesma semana deixou uma guia na recepção pra mim. E então eu marquei o exame.

E o exame foi ontem, às 13:00.
Sem planejar, nem me dar conta, foi na 17° semana. O número que marca minhas gestações.

Não fiz muuuitas brincadeiras de adivinhar o sexo, não. A maioria deu que seria um menino, inclusive a tabela chinesa e a calculadora dos batimentos cardíacos fetais. A grande maioria das amigas companheiras de luta, aqui da blogosfera, achavam ser menina.
Uma mulher que diz sempre acertar o sexo dos bebês na barriga, me disse há uma semana atrás que era menino. Outras pessoas também cogitaram o mesmo. Minha mãe também palpitou isso, apesar de nos últimos dias me perguntar que nome eu daria se fosse menina, disse pra eu pensar. Minha afilhada e minha cunhadinha, juntamente com uma prima de Minas, disseram ser menina.
Cleber não tinha nenhum pressentimento também, e estava tão tranquilo que se fosse pra saber o sexo só no parto, assim seria. Mas não deixou de me acompanhar no exame – e de ficar todo bobo com a novidade.
Eu, apesar de não ter tido nenhum pressentimento forte, passei as primeiras semanas achando ser uma coisa, depois mudei pra outra, e por fim fiquei confusa. Sonhei com ambos os sexos. Eram só achismos. Mas aconteceu um fato engraçado: diante da minha incapacidade de escolher o nome de um dos sexos, eu travei. E fiquei triste por isso, de verdade. Não sosseguei enquanto não coloquei tudo em seu devido lugar. Isso foi há umas duas semanas atrás e, depois de tudo acertado, fiquei mais aliviada e também com uma luzinha acesa na caixola.

E provavelmente esse deve ter sido o maior texto que vocês já leram para anunciar esse tipo de notícia.
Uma das notícias mais lindas de my life.
Que me fez ficar toda emocionada na sala do exame.
E depois sair ligando pra todo mundo. Além de abraçar marido a cada 5 minutos.
Mas que também me fez sentir #menasmãe, porque não consegui identificar direito o que o médico mostrava. E depois sentir raiva daquela imagem ser tão ruim (não, a culpa não foi da minha emoção, cof cof) e com receio dele ter me falado errado.
Ok, sobre bipolaridade na gestação a gente conversa depois.
Agora vocês só tem que saber:

I’ve got sunshine on a cloudy day
When it’s cold outside
I’ve got the month of May
I guess you’ll say
What can make me feel this way
My girl (my girl, my girl)
Talking about my girl (my girl)

                            

E aqui fica uma foto de nós duas, com esse vestido que eu adoro mas que já não fecha mais em mim, mas quem se importa, né?! Importante é que minha menina está bem acomodada em sua casinha.
Ah, sim, o anúncio do nome da bela moça vem em sequência, aguentem só mais um pouquinho aí que eu juro que conto – e esse recado é pro mundo virtual and pro real também, contarei para todos tão logo acertar uns detalhes aqui com meu excelentíssimo marido.

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Spoiler – um milhão de borboletas no estômago

O amor vai te contar um segredo
Não precisa ter medo
Nem sair correndo
O amor nasce pequeno
Cresce, fica estupendo
Às vezes o amor está ali
Você nem tá sabendo
O amor tem formas, formas, aromas,
Vozes, causas, sintomas
O amor…

É mãe, é filho, é amigo,
Às vezes num canto esquecido existe amor
Antigo, antigo
O amor que cuida, parte e assusta
Que erra e pede desculpas
Às vezes o amor quer ferir
E se cura doendo

O amor tem formas, formas, aromas,
Vozes, causas, sintomas
O amor…

É pausa, silêncio, refrão
E explode nessa canção
O amor vai te contar

Um segredo, fica atento, repara bem
Que o meu amor é todo seu
Antigo.



A primeira vez que eu vislumbrei a esperança de uma nova gestação foi ouvindo essa música, quando ouvir música não era mais uma tortura pra mim. Foi a primeira vez que eu realmente prestei atenção na letra, e amei. Foi a primeira vez que pensei no futuro bebê. Volta e meia colocava ela pra tocar, com a clara intenção de criar borboletas no estômago.
Pois bem, as borboletas no estômago não só surgiram mesmo, como se multiplicaram, porque tenho a sensação que há um milhão delas voando aqui dentro agora, que venho dividir com vocês essa novidade:
O mês de novembro é lindo e me deu um positivo de presente!!!


Na verdade, eu já sei disso desde o dia 02/11, quando fiz o primeiro teste de farmácia – que eu me recusei a acreditar logo de cara, porque a segunda linha estava tão clara que eu estava com medo de ser coisa da minha cabeça. Aí mostrei pra Nana, pra Julia e pra Dani e todas viram e ficaram animadíssimas (a Dani inclusive me ligou pra dar uma força. Valeu, amiga!). Marido também viu. Ou seja, se fosse alucinação, era coletiva, hahaha. Fiz um beta no dia seguinte e deu baixo, mas já foi o suficiente pra eu acreditar e ficar feliz. Nem repeti depois, nem pretendo.
Não comentei nada aqui antes pois estava curtindo a notícia e deixando tudo mais resguardado, digamos assim. Aliás, eu só ia contar mesmo quando fizesse o primeiro ultra, que será mais pro fi do mês, eu acho, até pra confirmar a idade gestacional e tudo mais, mas enfim, as coisas mudaram de lugar e senti vontade de dividir isso aqui agora. Esse é um post breve, depois volto com calma para contar tim-tim por tim-tim de como foi e, princialmente, como está sendo essas primeiras semanas (que foi o que me fez contar logo também, pois estão nascendo alguns textos que quero dividir logo, enquanto os sinto).
E é isso!
A novidade do momento é essa: tem bebê novo a caminho!!!
[ps: para as meninas que me tem adicionada no facebook, peço a gentileza de não comentarem nada por lá ainda, tá?! Ainda tá super cedo e quero deixar assim como está por enquanto. Obrigada!]

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BC: "Como foi a suspeita e a descoberta da gravidez?"

Hoje é dia de blogagem coletiva, ieba!

Em janeiro desse ano, parei de usar meu anticoncepcional, que era um adesivo transdérmico
Desde o ano passado, sentia uma vontade imensa de começar as tentativas, mas sabia que não era a melhor hora ainda.  Janeiro também não era a hora ideal, mas não aguentei, eu simplesmente sabia que tinha que parar logo. Usei todos os três adesivos, que acabaram lá pro meio do mês, eu acho, e não coloquei mais. Em fevereiro, fui à médica que eu queria muito que me acompanhasse na gestação e parto. Fiz um papa, estava ótimo e fiquei de voltar quando recebesse o positivo.
Só que, conversando melhor com marido, vimos que seria melhor se esperássemos ainda mais um pouco, até maio, talvez, para começarmos a tentar efetivamente. Voltar pro adesivo eu não iria, até porque meus ciclos deram uma bagunçada básica, não queria me frustrar com isso de novo, nem confundir meu organismo. Ficamos usando camisinha todo esse tempo.

Minha última menstruação veio no fim de março. Depois disso, conversamos de novo, eu não queria esperar até maio. “Ninguém garante que vou engravidar de primeira, amor, vamos parar com a camisinha logo, pra eu não ficar tão ansiosa”, foi o que eu disse pra ele. Ele concordou, mas disse que tinha chances de eu engravidar de primeira, sim!  Pois bem.

Liberamos geral, mas eu não controlei nada. Meus ciclos estavam em mais de 30 dias, nem sabia direito que dia era fértil ou não, nem procurei saber. Não medi temperatura, não verifiquei muco, não fiz absolutamente nada além do que tem que ser feito, haha.
Em meados de abril, teve uma festa de despedida de um amigo meu, que estava indo passar uma temporada na Austrália. Minha amiga e eu fizemos brigadeiro para a ocasião. E quando eu comi um pouquinho de leite condensado, simplesmente senti gosto de QUEIJO, e não comi mais, nem na festa! Na hora acendeu uma luzinha na minha cabeça ” Bebê a bordo”, mas estava muito cedo pra fazer um exame. Na verdade, pelas contas, eu deveria estar grávida de 1 semana, ou até menos, rs. Depois disso, segui a vida normal, mas tinha aquela sensação de ter sido mesmo.
Uma semana depois, comecei a sentir uma espécie de sensação no corpo, aqui perto do estômago, que eu nunca tinha sentido antes. Veja, não era no útero ou no baixo ventre, não tinha na da a ver; era em cima mesmo, abaixo do peito. É muito confuso tentar explicar isso. Sabe sensação de frio na barriga e borboletas no estômago? Uma mistura das duas coisas. Eu sabia que não era uma coisa física, mas um sentimento. Muito real. Depois, percebi que era um pressentimento bom, novo. Só o que eu podia fazer era esperar.
(mais sobre o que eu senti antes aqui).

No dia 28 de abril, um domingo, eu não aguentei e fiz o teste que tinha comprado na quinta-feira. Eu sentia uma fome descomunal, salivava muito à noite, que só passava com água gelada. E uma vontade doida de comer canjica às 21:00. Alguma coisa estava acontecendo, isso era fato.
Fiz o teste à noite, porque pra quê esperar a primeira urina do dia quando a gente já tem certeza, né?
Poucos minutos depois, estava lá a segunda listrinha, não muito forte, mas o suficiente pra eu saber que era a minha Bolota. Fiquei tão feliz e emocionada que fiquei muda, haha. Saí do banheiro, mostrei o teste pro marido. Nos abraçamos, curtimos aquele momento intenso. A gente se olhava e sabia que a partir dali nossa vida iria mudar. Na segunda de manhã, fiz mais um teste, só pra confirmar mesmo. À tarde, a notícia começou a se espalhar. Foi tudo muito rápido. E muito gostoso também. Receber carinho da família é sempre bom, mas nessa hora parece que é ainda melhor, rs.

Minha DUM não serve como referência para contar as semanas, porque engravidei depois mesmo; realmente meus ciclos estavam doidões. Mas o que importa é que Bolota tá aqui, tá bem e tá crescendo!

E foi isso! Agora é só alegria!

ps: quem é mesmo que vai falar o próximo tema? tô muito perdida no tempo e em todo o resto, rs; muitos beijos pra quem souber e me avisar 😛

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Contando a novidade (e como ela correu mais rápido do que o Papaléguas)

Oi, meninas, voltei! 🙂
Pensem numa pessoa MUITO feliz: essa que vos escreve!
Estou escrevendo tudo por partes porque é muita coisa mesmo.
Para vocês entenderem tudo que eu vou falar, sobre como foi dada a notícia pros meus pais (e como ela se espalhou), eu preciso contar um detalhe que até então não tinha mencionado aqui (e não por nenhum motivo específico, mas porque sempre iam surgindo outras coisas no meio do caminho mesmo).

O fato é: Cleber e eu moramos na mesma casa que os meus pais. Por N motivos. Mas o principal a ser dito aqui é que nós somos muito unidos. Eu sempre fui bem família, nunca fui de esconder nada dos meus pais; e eles, por sua vez, são os melhores do mundo: conversamos de tudo, deixaram eu trazer namorado pra dormir em casa, iam comigo pra balada (haha) e mais um monte de coisas. Família mineira é assim: unida. Aqui em casa cada um sempre teve o seu espaço, a privacidade é super mega blaster respeitada, mas gostamos de estar juntos. O Cleber chegou na família e super se adaptou ao nosso jeito, e a minha família também o adorou. Quando estávamos planejando o casório, meus pais iam com a gente visitar fornecedores, fazer degustação em buffet e todas essas coisas. Aliás, toda a decoração foi feita pelas nossas mãos. A gente brinca que onde vai um, vai todos, rs. E do mesmo jeito que marido e eu temos nossos momentos de casal, ou entre nossos amigos, meus pais também tem o deles. Mas almoço de domingo, por exemplo, todos juntos, e ainda com mais gente, se puder. E então nos casamos, nos mudamos para uma casa bem longe de tudo. E daí aconteceram muitas e muitas coisas não tão boas (outro dia eu conto, a história é bem longa e o nosso foco hoje é outro) e nós acabamos vindo pra cá. Pensamos sim em ter o nosso apê próprio muito em breve, mas é aqui que estamos agora, é aqui que tudo começou e somos todos bem felizes assim.

Dito isso, deixa eu retomar do ponto onde parei no post anterior. Vou contar de um gole só, assim como aconteceu, tá?!
Fui fazer o bendito exame e levei um livro pro banheiro, pra ajudar a espera dos intermináveis 5 minutos. Minha mãe estava no quarto dela, marido na sala e meu pai tinha saído. Esperei os minutos e quando olhei, vi aquela segunda listrinha mais clara que a primeira ali. Gente, cês não tem ideia da minha alegria. Eu sorria, olhava, sorria, me olhava no espelho, sorria, rezava agradecendo. Tava tremendo um pouquinho. Peguei o teste, saí do banheiro e vim até a sala e fiquei em pé ao lado do Cleber segurando o bendito. Eu não conseguia falar nada. Ele tirou os olhos da tela, olhou pro teste, olhou pra mim, voltou os olhos pra tela, como se estivesse super controlado (ele é o poço da calmaria). Perguntou “e aí?”, como se não soubesse do resultado, só pra me ouvir falar. Sinceramente, não me lembro exatamente o que balbuciei, só sei que depois nos abraçamos, sentamos no sofá bem pertinho, agarradinhos e ficamos assim… assimilando a novidade. Tipo conversando pelo olhar. Foi silencioso. Foi intenso. Depois começamos a já falar sobre algumas coisas, como a mudança do quarto (ansiedade, você veio pra ficar), sobre como veio rápido e sobre ele estar realizando meu maior sonho da vida toda.
Entrei na internet para mandar um e-mail para a minha médica e quando eu vejo… ela viajou no-mes-mo-mi-nu-to em que eu havia descoberto meu positivo. Ironias da vida, a gente vê por aqui. Ela só vai voltar dia 13 de maio, o que para mim é muito tempo (haha). Mas esperei o dia seguinte, porque seria o dia em que eu repetiria o exame com a primeira urina da manhã. Confesso que foi bem difícil dormir essa noite, queria logo que amanhecesse para eu confirmar (de novo). Super positivo, minha gente!! Eita felicidade!! Marido foi trabalhar, tentando fazer a ficha cair, mas muito feliz e eu fiquei o dia todo na companhia dessa novidade, sozinha, sem contar pra ninguém.

Mandei uma mensagem pra musa Ana Cristina Duarte, que sempre responde minhas dúvidas, e ela disse que se os testes haviam dado positivo, eu não precisaria de exame de sangue para confirmar. Disse também que não precisava de pressa para começar o pré-natal, pois o ultra, por exemplo, só será feito no fim desse mês. E também porque eu fiz exame preventivo e me consultei ainda esse ano, e já sabia que estava tudo bem. Por fim, me disse qual o nome e a quantidade do ácido fólico para eu comprar e já começar a tomar. Nessa parte fiquei mais calma, porque era mesmo o que eu queria fazer: começar a tomar o AF antes de qualquer coisa, para garantir mais saúde pro meu mini bebê 🙂

a notícia mais rápida do oeste


Minha mãe chegou do trabalho mais cedo, quase 16 horas, e eu já estava preparada para contar pra ela. Queria que ela fosse a primeira a saber (depois do marido, né!, haha). Eu a chamei no quarto e mostrei a mesma foto que postei aqui, do teste. E ela: “aahh! (tipo gritando), você tá grávida? (e daí me abraçando) parabéénss!!!”. A m.a.i.o.r alegria, a maior farra. Ela já sentou e começou a perguntar: e aí, como vamos mudar esse quarto?, mas e o parto? e infinitas perguntas. Uma linda! Me empolguei e liguei pro meu irmão, que vibrou de alegria (apesar de ter achado que eu estava tirando uma onda com a cara dele antes). Ainda comigo na linha ele ligou pra esposa e contou. Depois meu pai chegou e ela contou a novidade pra ele, daí ele veio me abraçar todo feliz e já queria ligar pra todo mundo na mesma hora. O clima na casa era de animação. De lá do trabalho, o Cleber ligou pra mãe dele contando, que contou pro irmão dele (que é o namorido da minha prima, somos muito família mesmo, haha). Ele viria aqui com um amigo trazer uns papeis do imposto de renda que meu pai ia fazer pra eles, então, antes que ele chegasse, liguei para minha prima e contei (eu ia contar pessoalmente no dia seguinte, mas eu sabia que se meu cunhado sabia, ia logo contar pra ela, daí tive que antecipar, rs). Ela tava no trem e começou a pular, rs. Meu pai, animado, ligou pra minha avó, que está no interior, e ela falou comigo, toda emocionada! Daí os meninos chegaram e acreditem, trouxeram um presentinho pro baby: um bodyzinho fofo, branco com um ursinho #todaschoradeemoção. Enquanto estava aquela farra de abraço-sorriso-abre presente, minha prima não aguentou e ligou pra mãe dela, que em seguida me ligou, óbvio. Mais farra. Enquanto isso, meu pai abriu um whisky pra tomar com os meninos. E eu atualizava o Cleber de toda farra que estava acontecendo. Daí só faltava avisar uma irmã do meu pai: mais felicitações. Ah, esqueci: depois que avisei meu irmão, contei para uma outra prima minha, lá de Minas. Ela não parava de gritar, rs. Quando ela chegou na casa dela, me ligou, daí também minha mãe falou com a mãe dela (são irmãs, e ela é minha madrinha). Depois, por fim, minha mãe ligou pra minha avó (a outra, rs), que também ficou toda emocionada. E também teve a parte que eu contei para vocês aqui no blog!

Ufa! Gente! Olha só como são as coisas: num momento, ninguém sabia, no outro, a família toda já estava informada da novidade. Eu até pensei em segurar a notícia por mais uns dias, mas tava tão bom ver a felicidade dos meus pais, a vontade deles em compartilhar com todo mundo, que os deixei serem felizes. E eu curti junto. Realmente foi uma felicidade só. E depois, por que não contar, né?! Foi tudo muito natural, sabem? Muito o nosso jeitinho mesmo. Não me arrependi, não.
Depois o Cleber chegou do trabalho, o irmão ainda estava o esperando aqui, minha mãe fez uns petiscos, comemos, rimos.
Tudo começou às 16:00 comigo contando pra minha mãe, e só acabou às 22:00!! Eu estava exausta, já me sentindo zonza. Mas valeu cada minuto.

—-

Volto já para contar sobre uma decisão que já tomei a respeito do parto.
Tô tentando seguir a ordem cronológica das coisas. Não quero esquecer de registrar nada aqui. E aconteceu tudo muito junto, então os posts vêm juntos também, rs. Vocês me esperam?
O que quiserem saber, vão perguntando que eu respondo 😉

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É!!!

“Pelo nosso amor em movimento
Pode ser
E é”

Música da diva Tulipa Ruiz, que eu sempre soube que seria a música que eu usaria 
para dar a notícia mais esperada da minha vida. Tem tudo a ver com a gente.
Só não sabia que seria assim tão rápido, rs.
E eu confirmei o que o meu coração me disse baixinho dia desses: aquela sensação que eu sentia no corpo, feito borboletas no estômago, era mesmo um pressentimento.
Vejam a foto vocês mesmas:
dá pra ver o resultado, né?! tá mais nítido ao vivo (fiz dois testes) mas como essa é a foto da foto, ficou assim, rs.
Precisava muito contar pra vocês.
Volto ainda essa semana para dar mais detalhes de tudo, prometo!
Por enquanto estamos, marido e eu, curtindo essa novidade e contando pra família.
Beijo meninas! de nós três ^^

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