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Sobre o Epi-no

Então que estamos com 32 semanas e 4 dias e começamos ontem a usar o epi-no.

Para quem não conhece, ou tem dúvidas, o Epi-no é um dispositivo para exercícios da musculatura do assoalho pélvico. Indicado para as gestantes com o intuito de fortalecer e aumentar a flexibilidade da musculatura vaginal e do períneo. Também é usado no pós parto. 

“Características e Benefícios:
Epi-No consiste em um balão em silicone, conectado a um medidor de pressão através de um tubo em silicone, com bomba em elastômero termoplástico e válvula de liberação de ar. O medidor de pressão permite o monitoramento do desempenho do treinamento (biofeedback); 
– O Epi-No deve ser utilizado sob indicação de um médico;
– Desenvolvido com o auxílio de ginecologistas, fisioterapeutas e pacientes;
– Através do estiramento e do fortalecimento gradual da musculatura e tecidos, todo o assoalho pélvico se tornará mais forte e elástico. Isso reduz a chance de episiotomia (corte na região entre o ânus e a vagina) durante o parto.* 
– Como o períneo permanecerá ileso, a musculatura e tecidos podem recuperar-se mais facilmente após o parto;
– Auxilia na extensibilidade do períneo no pré-parto;
– Comodidade: a mulher escolhe o melhor horário, local e tipo de exercício a ser realizado, de acordo com sua rotina e disponibilidade;
– Parto menos estressante para a mãe e o bebê;
– Programa de treinamento pós parto.
fonte aqui.
* Retirei essas informações do site do aparelho, mas quero ressaltar que estou usando este dispositivo com o intuito de me preparar e me ajudar a prevenir uma laceração (quando a musculatura do períneo se rompe de forma natural, sem incisões) de qualquer grau, visto que a episiotomia é uma prática usada de rotina pela maioria dos médicos, sem a mínima necessidade – NUNCA é necessário, vale repetir exaustivamente, como diz a Melania Amorim, médica obstetra, professora, PhD (e muito mais, o currículo da mulher é imenso) que há 12 anos não realiza uma única episio sequer. A episio eu nego – e já registrei no meu plano de parto – e os profissionais que me assistirão no parto não a realizam.


Pois então. Começamos ontem a usar o dito cujo.
A minha obstetra disse que geralmente recomenda começar o uso com 34 semanas de gestação (no site do aparelho diz “3 semanas antes do parto”, mas como eu não sei que dia vai ser o parto, não dá pra seguir essa dica, rs). Até me passou o cartão de uma fisioterapeuta que aluga o aparelho e que dá todas as instruções pro uso. Porque sim, só pode ser feito depois de uma boa orientação e “treinamento” com um profissional, já que se trata de um aparelho sério, que você precisa colocar no local exato e usar do jeito exato também, para não se machucar. 
Como eu dizia, a Cátia recomenda começar com 34 semanas. Porém, a minha doula (tenho uma doula pré-parto, provavelmente não será ela que estará comigo no dia, mas essa é outra história) recomenda com 32 semanas. Ela é fera no assunto educação perineal, estuda sempre, está atualizada e super apta a dar esse treinamento. Ela me disse que recomenda o início com essa idade gestacional porque no começo a gente precisa mesmo de um tempo para se adaptar. Cada dia a gente vai adaptando um pouquinho, no tempo de cada um, até chegar num ponto confortável (leia-se: achar posição ideal sua e do marido, que tem que manter o braço firme por um tempo, melhor horário, etc) e aí sim a coisa fluir da forma como tem que ser. Esses ajustes podem durar uma semana, então quando chega 33/34 semanas, o casal já está no ponto de começar pra valer, digamos assim. Com isso, escolhi começar com 32 semanas mesmo e achei ótimo. 
Como o aparelho é caro para ser comprado aqui no Brasil, a maioria das gestantes aluga um. Ou com profissionais, ou com uma gestante/mamãe que tenha optado por comprar o seu e depois passa a alugar para terceiros. Ele é usado com preservativo (não lubrificado, igual aos que os médicos usam pra ultra transvaginal), super higiênico, sem risco de contaminação. Eu aluguei o meu. O da minha doula já estava alugado, mas consegui um com uma moça de um grupo do face.
Como eu mencionei ali em cima, é uma consulta que o marido precisa estar presente. É bem difícil fazer sozinha, até por conta da barriga grande e tudo mais. Vou contar em detalhes como foi a consulta, até para ajudar quem não conhece ou está buscando mais informações sobre isso (eu achei muito pouca coisa quando procurei).
Chegamos lá ontem prontos para aprender juntos mais essa novidade. Eu não criei grandes expectativas, pra não atrapalhar o processo, mas tinha receio de ser super dolorido e bem chato de fazer. Primeiro a gente conversou, demos risadas, relaxamos. Depois de uns bons minutos de papo, ela começou a nos explicar como o aparelho funciona, da massagem que é feita antes, etc e tal. Depois disso, deitei na cama, apoiada numa almofada retangular (que coisa ótima essa almofada, dá um bom suporte mesmo) e ela e o Cleber sentaram num nível mais baixo que a cama (sim, do mesmo jeito de quando você é examinada pelo gineco, rs). Fez a massagem perineal – usamos óleo de gergelim aquecido, que tem ações terapêuticas na musculatura, além, claro, de ajudar na lubrificação – ensinando passo-a-passo pra ele como se fazia, o tempo e tudo mais. Ainda ganhei elogio porque minha musculatura está ótima (dos elogios que a gente nunca achou que fosse receber, e ainda ficar feliz por ele, rs). Depois foi a vez do marido fazer, pra ver se tinha aprendido. Até aí tudo fácil, eu só precisava ficar lá deitada/apoiada e relaxar. A massagem não doeu nada em mim, mas ele disse que “dá uma forçada” nos dedos, rs. Quando acabou, era a hora de colocar o epi-no. Coloca-se o preservativo no “balão azul” e se introduz até um ponto específico (que eu não sei qual é porque não vi, rs). A função do marido é ficar segurando por essa mangueirinha pra ele não sair do lugar e desandar tudo – pois a medida que ele vai inflando, o períneo faz a pressão pra expulsar, por isso eu disse da firmeza no braço. A minha função é ir apertando a bombinha pra ele ir crescendo e crescendo. Eu apertava um pouco, via como era a sensação, daí apertava de novo e assim por diante. E posso falar? É uma sensação mutcho doida. Dá pra sentir a musculatura se abrindo mesmo, bem legal. Tem horas que a gente aperta e parece que chegou no limite, incomoda. Daí ela me lembrava de relaxar, respirar (do jeito que vou respirar no expulsivo, olha que treinamento legal!), visualizar a pequena nascendo, e depois eu apertava de novo e assim fomos. Chega um momento em que você sabe que realmente chegou no seu limite por aquele dia. Quando chega nesse ponto, conta-se 10 minutos, marido firme e forte lá segurando o aparelho, e você relaxando. Deu uma sensação de bastante ardor nessa hora, que ela disse que é a versão minimizada do círculo de fogo, rs. Só que isso foi passando devagar a medida em que eu ia respirando e me soltando. Aliás, a questão é justamente essa: conseguir relaxar os músculos mesmo com dor, e não tensionar ainda mais, como fazemos meio inconscientemente nessas horas. Com o músculo relaxado, dá pra inflar mais e você não sente dor. Ela disse que se eu quisesse podia apertar mais. Apertei pra ver qual era e vi que conseguia mais um pouquinho. Quando, por fim, acabou os 10 minutos, era hora da “expulsão”, que basicamente acontece sozinha, pois o músculo faz isso por você. Marido foi soltando a força bem devagar e suave, e o balão foi saindo. Eu sentia uma ardência, mas menos do que senti antes, uma sensação que deve mesmo ser parecida com um baby nascendo, rs. E fim.
Depois marido mediu a circunferência pra ver quanto tinha dado e anotamos num papel. A intenção é ir anotando dia-a-dia pra ver a evolução. O intuito é chegar a 30cm, tamanho médio da cabeça do bebê. 
A minha ontem deu 20cm, até que não fui tão mal assim na primeira vez, rs. 
Ah, eu tinha receio também de como seria o “depois”, se eu andaria feito uma pata me sentiria incomodada ou com dor para andar, ou algo assim. Pelo menos aqui não rolou isso, foi tranquilo, ainda bem.
Então, em resumo, o que eu posso dizer é: claro que incomoda um pouco, não quero romantizar e falar que é tão bom quanto comer brigadeiro. Ainda mais na primeira vez, porque é uma sensação completamente nova, você está alongando, trabalhando, sentindo músculos que até então não tinham sido estimulados dessa forma tão específica. Dor, dor mesmo eu não senti. Mas também fiz no meu ritmo, pra ver como era, sentindo tudo. Não dá pra ir inflando como se tivesse enchendo uma bexiga ou um colchão inflável, rs.
Achei ótimo ter essa oportunidade, adorei. A gente vai criando uma consciência corporal incrível, que eu considero muito importante, tanto pro parto, como pra vida. O corpo é nosso e conhecê-lo ainda melhor ajuda no nosso empoderamento, com certeza. Essa foi a impressão que eu tive, pelo menos. (E por falar em consciência corporal, recomendo fortemente a leitura do livro Quando o corpo consente. Perfeito!).
Agora é seguir fazendo todos os dias, até a pequena dar ponto de nascer.
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19 semanas de nós duas

Oi, gente linda!
Hoje completamos 19 semanas. Uau, já é quase metade do caminho, né?! Ao mesmo tempo em que acho que está passando rápido, está dando pra curtir bastante a pancinha.
Agora minha moça se manifesta sempre, que delícia deliciosa sentir eles brincando dentro da gente, né?! Ainda não dá pra saber se são chutes, socos ou cambalhotas, mas sei que tem horas que a coisa fica divertida aqui dentro, haha.
Minha barriga resolveu que estava tudo muito fácil pra mim e agora coça muito. Não é o dia inteiro, mas incomoda um bocado. Não estou passando as unhas – o milagre do autocontrole, não sei como estou conseguindo, rs. Besunto creme e rezo um terço para que as estrias sejam carinhosas comigo e, se aparecerem, que sejam poucas e discretas, pelo amor de Allah (porque pedir pra não aparecer ia ser demais, né?! Apesar que não custa tentar, hehe).

E hoje também foi dia de consulta \o/
Marido foi comigo dessa vez, muito bom quando ele pode ir junto.
Nossa, gente, como é bom ter um atendimento humanizado. Eu sei que eu já disse isso em outros posts, mas vou repetir sempre: faz muita diferença. Já ouvi muita gente falar que vale por uma sessão na terapia e olha, não posso discordar, agora entendo totalmente. Falamos sobre parto, sobre escolhas, sobre empoderamento, e ouvi muita coisa que eu precisava nesse momento. Saí de lá com várias ideias e planos na cabeça, sem contar a força e o incentivo que recebi dela (e do marido também, claro, rs). Foi bem importante e é por isso que eu digo que faz diferença. Um atendimento onde a sua história de vida é respeitada e que o poder das escolhas e das decisões estão realmente com a mulher, sempre.
Sobre termos práticos: finalmente saí do peso em que estava quando engravidei, mas nada preocupante também. Barriga crescendo bem, pressão linda, coração da moça a todo vapor. Beleza pura de resultados. Em breve tem ultrassom morfológico, ieba!

Estamos pensando na configuração do nosso quarto compartilhado e… toda hora temos uma ideia diferente. Ok, admito, toda hora eu tenho uma ideia diferente. Mas como só vamos mudar os móveis lá pra abril/maio/junho/quando ela tiver 15 anos, dá tempo de mudar de ideia mil vezes pensar mais um pouquinho.
Já tenho algumas coisas para repaginar (mãos à obra!), e tenho pensado nas lembrancinhas de nascimento também, que vou encomendar com uma amiga.

Quero ver se retomo logo a yoga, que me faz muito bem, e estou combinando uns horários com minha mãe para fazermos caminhadas juntas, não todo dia, porque meu pé dói muito, por conta de um ossinho chato que tenho aqui, mas pelo menos 2 ou 3 vezes na semana acho que rola (eu já ando pra lá e pra cá, mas quero uma coisa mais regrada, digamos assim). Tô me sentindo uma #menasgestante por não estar praticando nada com regularidade ainda, mas as coisas vão mudar, torçam aí pra dar certo…

E é isso, por enquanto. Provavelmente na segunda eu volto com novidades \o/

a gente tá crescendo 😀

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14 semanas e a consulta médica

Ontem foi dia de consulta com a obstetra. E só quando você tem uma profissional muito afinada com a sua história de vida e realmente interessada em te ouvir que você entende porque algumas pessoas (eu, eu!) saem tão animadas da consulta. Uma hora de conversa, de atenção, de dúvidas sanadas e também de risadas. Muito bom poder confiar em quem estará com você durante toda a gestação e parto. Dessa vez minha mãe foi comigo, porque marido não poderia se ausentar do trabalho, mas na próxima ele estará lá.

Mas vamos aos fatos:
Minha primeira consulta com ela nesse pré-natal foi no fim de novembro. Em dezembro não nos vimos (só nos falamos por e-mail), e agora voltei quase no fim de janeiro. Eu já tinha mandado os resultados dos exames de sangue pra ela, mas levei nessa consulta também. Tudo bem com a minha saúde; e repetiremos o exame da listeriose mais adiante, para controle mesmo, já que já tomei o antibiótico.
Mostrei o ultra que fiz semana passada, tudo lindo com baby-baby também, graças a Deus.
Suspendemos o ácido fólico e agora seguiremos com vitamina e um cálcio (que tenho que mandar manipular). Nenhum exame para esse mês.

Quando foi a hora de ouvir os batimentos cardíacos do bebê deu aquele friozinho na barriga. Não muuuito, porque já estava relaxada com o nosso papo, mas como eu não soube o que é passar por isso na gestação passada, foi mais aquela coisa de primeira vez mesmo. Deitei na cama, medimos altura uterina, depois ela colocou aquele gelzinho básico e, assim que encostou o sonar, o som mais lindo do mundo preencheu a sala. Aahhh, que coisa mais deliciosa, minha gente! Aquele tum-tum-tum debaixo d’água – e algumas vezes dava umas “ondulações”, que ela disse serem os movimentos fetais, que o sonar também capta. E tava animada, a pessoa aqui dentro, viu?! Mexendo bastante, rs.
Em seguida, medimos minha pressão, que está igual, como sempre.
E depois era hora de pesar. Em dezembro eu nem pesei, sinceramente. Quer dizer, acho que subi uma vez numa balança lá em Aracaju, mas só por curiosidade mesmo. E ontem, quando eu vejo: MESMO peso da consulta de novembro! Yeaah! Pensem como fiquei animada, hahaha.

E foi isso.
Próximo encontro daqui um mês.
Aqui seguimos com 14 semanas e 5 dias hoje. E preciso criar vergonha na cara e tirar mais fotos da pança, me lembrem! (minha memória anda péssima, pode culpar os hormônios? haha).

o único aplicativo que tenho de gestação: Alô Mamãe, do pessoal do Mundo Ovo.
Todo dia o bebê te manda uma mensagem, haha. 


Só pra não dizer que não postei foto da barriga, aqui uma da minha afilhada, semana passada, fazendo carinho no bebê ❤

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Sobre as primeiras semanas

Hoje completamos 7 semanas de gestação. \o/
E eu vou dizer uma coisa pra vocês, colegas, anota aí pra não esquecer: cada gravidez é diferente da outra. Deve existir, em algum lugar da galáxia, mulheres que gestam 7 vezes e todas são iguais – meus parabéns pra vocês. Mas, pelo menos comigo, não está sendo assim. Tá tudo diferente. Tudo. Quer dizer, pra não dizer que nada foi igual, a única coisa idêntica foi a descoberta do positivo super cedo, com pouco mais que 3 semanas. Mas dessa vez eu “já sabia” desde muuuito antes, o que não teve da outra vez. Vamos listar o que já me acontece nessas primeiras semanas:

Enjoos: surgiram aqui desde o comecinho e ainda reinam. Não tá fácil. Não cheguei a vomitar ainda (e espero que não aconteça), mas as náuseas estão presentes sempre, em alguns horários com muita intensidade mesmo. Um pouco antes do positivo eu já passei a não tomar café, porque não descia mesmo, e depois foi só piorando. Não posso nem sentir o cheiro, a coisa tá nesse nível. No café da manhã só suco natural que desce. Aliás, durante vários e intermináveis dias, o café da manhã era a refeição mais difícil pra mim. Muitas náuseas, falta de apetite… só comia mesmo porque preciso e porque quanto mais tempo sem comer, mais náuseas, mas era bem pouquinho. No começo desta semana mudou. O enjoo tá fazendo rodízio, rs. Nem senti muita coisa de manhã e fiquei feliz achando que estava passando, mas aí chegou a noite e vi que tinha mudado de horário. Agora o jantar é a refeição mais difícil do dia. Mas assim, não que nos outros horários eu passe ilesa, vez por outra vem uma “bolinho” na garganta, um gosto ruim na boca. Aliás, esses dias acordei de madrugada super enjoada, tive que levantar pra tomar água gelada e comer uma bolachinha salgada; fora outros episódios – não vou narrar tudo porque senão o post fica só sobre isso. Enfim, péssimo; porém, necessário, rs.

Sonolência e lerdeza: na parte da tarde eu sinto um soninho… mas nem sempre eu durmo. Na verdade, é bem raro isso acontecer, acho que só cochilei à tarde umas 2 vezes. Hoje eu me permiti acordar mais tarde, porque estava mais cansada. Que coisa maravilhosa! rs. E estou mais lerdinha também – até por isso os posts mais espaçados esses dias. Eu leio tudo, mas a concentração pra escrever está bem baixa.

Emoção e chatice: muito chorona. Essa semana deu uma minimizada, mas antes estava demais. Se eu estava com fome e não conseguia comer por causa do enjoo: chorava. Se eu sentia uma coisa e não conseguia interpretar: chorava. Se o vento soprasse pro leste, e não pro oeste: chorava. Um saco! Muito cansativo. Eu estava super sensível e me senti um recém nascido, sinceramente. Ainda bem que eu tenho um marido incrível que está super presente e paciente, porque às vezes nem eu tô dando conta, rs.

Barriguinha: temos! Eu sinto minha barriga diferente desde o começo, tipo mais durinha mesmo. E isso continua até hoje. Uns dias mais, outros menos, mas continua. Eu li esses dias, num desses textos informativos das semanas da gestação (que não estou lendo sempre, aliás), que ainda é cedo e que não há mudanças externas visíveis no corpo da gestante. Querem saber? Danem-se esses textos!! Não dou a mínima importância! Tenho barriga sim, e não é um texto pronto que vai me fazer mudar de ideia. Fim.

Ácido Fólico e Progesterona: desde antes de engravidar eu já tomava o ácido fólico, mas só 2 vezes na semana. Depois, quando meu sexto sentido apontou uma gestação adiante, passei a tomar todo dia, e assim estamos até hoje. Aí que lá no dia 12 de novembro eu andei muito e no dia seguinte acordei com uma dorzinha chata na virilha, como se fosse uma cólica fora de lugar. Medo, né gente? Qualquer dor estranha já me deixa tensa. Mandei e-mail pra médica e ela pediu pra eu ir usando Utrogestan até nos vermos, pelo menos (beijo pra médica que responde e-mail e ainda mais antes da consulta!). Já nos vimos e, pelo menos por enquanto, vamos prosseguir com ele.

Ultrassom: aí que eu só tinha consulta marcada pro dia 27/11 e já queria ver meu pinguinho de gente. Até pra confirmar a idade gestacional, porque eu já estava ciente que não ia bater com a DUM, como sempre, porque ovulo mais tarde mesmo. No dia 20, em pleno feriado, achei uma clínica que estava aberta e não exigia pedido médico (as ansiosa tudo pira, haha) e lá fomos nós, marido e eu, para a salinha escura. Quando o médico colocou a imagem na tela, aquele pontinho lindo piscando pra nós. Ah, que momento lindo! Estávamos com 5 semanas e 5 dias e já conseguimos ouvir o coraçãozinho do pinguinho de gente. Muito amor!

Consulta médica: nessa gestação eu escolhi a Dra Catia como minha obstetra, ao invés de continuar com a Betina. Porque na realidade eu já queria a Catia da outra vez, já tinha passado em consulta com ela em fevereiro, pra fazer preventivo e tudo, só não continuamos porque minha DPP seria nas férias dela. (aliás, eu adoro ter filho que possa nascer em férias escolares, hein?! antes era janeiro, agora julho, haha). Pois bem, marquei no início do mês e só tinha vaga pro dia 27/11, essa quarta que passou. Minha prima foi comigo, pois marido não podia se ausentar do trabalho. Gente, foi lindo. Conversamos um monte! Contei tudo pra ela sobre a perda e ela achou melhor eu fazer uns exames investigativos, para descartar qualquer coisa que possa estar oculta no meu organismo e, caso tenha (não vai ter, rezem pra mim!) para cuidarmos dessa gestação com mais cuidado. Geralmente esses exames só são feitos depois de 2 ou mais perdas, mas como a minha foi tardia, não muito comum, vamos antecipar isso. Ela propôs e eu aceitei. Muitos exames de sangue pela frente, mas tenho fé que dará tudo certo. No mais, estamos bem. Pressão ok, colo do útero ok, essas coisas todas. Não gostei muito do meu peso, mas não está totalmente acima do esperado, eu só queria que estivesse menos mesmo, rs. Mas isso também se deve ao inchaço por causa do intestino preso, super normal (o que também não tive da outra vez, inclusive). E por enquanto nada de exercícios físicos, vamos deixar isso para mais adiante. Ela ainda me passou dois remedinhos naturais que vou mandar manipular na Weleda: um para o enjoo, outro para acalmar o coração dessa mãe, que mesmo tentando ficar calma, ainda sente uns medos às vezes. E próxima consulta só em janeiro, depois do morfológico do 1º trimestre.

Ufa, tanto tempo sem atualizar que ficou enorme (ok, é sempre enorme, vocês já sabem, rs).
Vou tentar voltar com mais frequência agora :))

pelo ângulo parece um pouquinho maior, mas ela já está presente \o/

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Arquivado em acontece comigo, chorar, comecinho, como lidar?, consulta, conversando, enjoos, primeiro trimestre, sintomas

O relato que eu não queria fazer, nunca – o dia.

Post longo, que terá que ser dividido em duas partes (a segunda sai ainda hoje também), e que foi revisado entre lágrimas. Ou seja, é favor perdoar algum erro ou repetição.
Este é o relato de como eu descobri a perda do meu bebê.
Sinta-se à vontade para não ler, qualquer que seja o seu motivo. 

Quinta-feira, 08 de agosto de 2013.
Marido e eu saímos cedo, porque era dia de consulta pré-natal na Casa Angela. Desta vez, fomos atendidos pela Fran, uma EO que ainda não conhecíamos (pois seu plantão era à noite). Conversamos bastante, falei como me sentia – essas coisas todas de consulta – e chegou o momento de ouvir os batimentos cardíacos do bebê. Me deitei na cama/maca, levantei o vestido e esperei. Ela ainda disse “esse sonar é antigo, então faz um chiado”. E realmente fazia, como um radinho fora da estação. Ela procurou, procurou, procurou… e não conseguia ouvir o coração do bebê. Saiu sala, pegou outro sonar – mais novo, que eles usam durante o trabalho de parto – e foi tentar de novo. Tentou muito, em vários pontos da minha barriga, e nada. Conseguiu pegar a minha frequência cardíaca, mas nada do bebê. Ela conversou com ele, apalpou a minha barriga, como se fosse uma massagem, e tentou de novo. Nada. Absolutamente nenhum sinal. Eu, que já estava com medo, comecei a me apavorar. Ela ainda disse que ele poderia estar escondido, sei lá, mas eu sabia que com 17 semanas era difícil se esconder. Ela me deu uma guia de ultrassom pra eu fazer caso me sentisse muito angustiada, pois ainda faltava quase um mês pro morfológico do 2º tri. Saímos do consultório e, na sala de espera, demos de cara com duas famílias, com seus mini bebês fofinhos. Meu coração ficou apertado, senti um peso no peito. Bebi água e fomos embora.
Chegando no metrô, eu falo pro Cleber (que estava o tempo todo tentando me acalmar): “eu queria muito ir fazer esse exame agora, não vou aguentar esperar até sábado” (sábado seria o dia que ele poderia ir comigo). Ao que ele disse “tá bom vai, vamos lá fazer o exame, eu vou com você”. No caminho, eu disse pra ele: “a maternidade é mesmo um eterno cuspir pra cima e cair na testa; eu estava toda confiante, querendo fazer o mínimo de ultrassons, e agora tô aqui, indo fazer um toda ansiosa”.

Parece que demorou três anos até chamarem meu nome. Minha mão já suava, fria. Quando finalmente fui chamada, o Cleber entrou comigo, mas não ficou do meu lado, pela posição do aparelho e de onde estava a médica. E aí aconteceu o que, na minha visão, foi o mais duro de tudo. A médica colocou a imagem na tela e eu logo falei: “você tá vendo alguma coisa?”, e ela balançou a cabeça dizendo que não. Acho que posso afirmar que uma cratera se abriu no meu peito naquele instante. E eu perguntei aquilo porque, quando olhei a imagem, não foi o meu bebê que eu vi. Não era a minha Bolota ali, em preto e branco. Eu sabia que ela já tinha ido embora. A médica tirou o aparelho e colocou na minha barriga de novo, e eu realmente não conseguia identificar – literalmente – o que a imagem mostrava. Eu devo ter falado mais alguma coisa, mas era mais silêncio que tinha na sala. Eu ainda não chorava. Chamei pelo Cleber, precisava ouvir sua voz. Chegou um outro médico – devia ser especialista, não sei, e conversaram alguns minutos, e ele confirmou, em termos técnicos que não me lembro, o que tinha acontecido.
Acho que foi nesse momento que ela disse, com uma voz baixa e bem suave: “olha, o seu bebê parou de se desenvolver”. Hoje eu agradeço pelo jeito que ela disse, foi super delicada mesmo. Me mostrou o que ela e o médico disseram, que a cabecinha estava bem maior do que as perninhas, tanto que chamava até atenção. Por isso eu não conseguia identificar nada. Não tinha movimentos, não tinha barulho, não tinha batimentos cardíacos. Nada. Ainda perguntei se eu havia feito alguma coisa errada, e ela me me disse que não, que muito provavelmente era uma falha genética mesmo, e que a natureza é sábia. Não sei mais o que falamos. Aí eu perguntei “e agora?”, e ela disse pra eu ir no hospital. “Agora?”, “é, acabar logo com isso, né?”, foi o que ela me disse. Ainda me ajudou a levantar e aí eu desabei. Ainda sentada, chorei, muito. O Cleber veio me abraçar – o primeiro de muitos nesses dias. Deixaram que ficássemos ali uns minutos. Meu coração ardia de dor. Coloquei os óculos escuros mesmo a sala estando na penumbra e ainda consegui dizer que daria tudo certo.

Sentamos pra esperar o resultado, e eu chorava mais. Grudei no Cleber e só chorava. Depois eu soube que ele esteve à beira das lágrimas também, mas segurou firme, por mim. Preciso me lembrar de me casar com esse homem de novo. Ele dizia que me amava, que estava comigo, que não tinha sido minha culpa, que iria cuidar de mim sempre, que o tempo de Deus é o certo. Eu me lembro de agradecer todas essas palavras, balançar a cabeça que sim, eu acreditava nele, tentar afirmar que tinha que ser assim e falar que o nosso bebê tinha ido morar no céu.
O laudo chegou e eu não sabia o que fazer. O Cleber tentou ligar pro meu pai, desligado. Liguei pra minha mãe, chorando: “mãe, não tem mais bebê”, e ela ficou totalmente abalada – devo ter explicado mais ou menos o que houve, e ela disse que ia dar um jeito de achar meu pai, mas não precisou, porque nesse instante o Cleber conseguiu falar com ele, e ele disse que estava indo nos buscar.
Lembrei que não tinha plano de saúde e que não queria me internar em qualquer hospital. Falei que eu não tinha nem médico, e me lembrei que tinha, sim, a Betina. Fui sendo invadida por uma certeza de que eu precisava fazer alguma coisa, agir. Mas ainda chorava. O Cleber ligou pra Betina e conseguiu um encaixe pra mesma tarde – ela disse que tinha que me ver antes de falar o que era pra ser feito. Mandei uma mensagem pra Isa, ela me ligou, disse que iria onde eu estivesse, que ficaria comigo caso eu precisasse passar por um trabalho de parto no hospital, ou qualquer coisa assim. Minha mãe ligou de novo, eu contei que ia na Betina e ela disse que ia dar um jeito de chegar lá também. O Cleber avisou no trabalho que não iria mais e, quando disse o motivo, o chefe deu o dia seguinte de folga também. A gente ainda estava no laboratório, era por volta de 13: 30 da tarde. Eu olhava a rua, enxergava todo mundo em câmera lenta. Abraçava o Cleber, chorava mais. Eu não sabia o que ia acontecer. Eu não sentia fome. Eu tinha medo.

Aos poucos o choro cessou e fui ficando anestesiada. Eu só esperava o próximo passo – que naquele momento era esperar a chegada do meu pai. Ele chegou e decidimos que iríamos buscar minha mãe no trabalho, e depois ir direto pro consultório da médica. Quando finalmente chegamos, meu pai ficou no carro e subimos nós três pra consulta. A Betina viu o ultrassom, mas aí eu disparei a contar o dia e ela só leu a parte que o desenvolvimento do feto estava muito abaixo do normal, não leu tudo porque parou pra me ouvir. Ela achou que ainda tinha chances. Mas aí mostramos as últimas frases e ela entendeu. Pediu muitas desculpas pelo mal entendido. E disse que eu podia esperar, que meu corpo ia agir. Eu ainda estava na vibe do “tenho que agir agora” e pensei mesmo que teria que ir direto pro hospital, meio que me preparei pra isso. Minha mãe fez mil perguntas. A Betina disse que eu poderia escolher, que se eu esperasse meu corpo agiria, sim, mas que se fosse emocionalmente muito pesado pra mim, eu podia ir pro hospital induzir, e ainda disse que eu entraria em trabalho de parto, que ia doer bastante e que ia ficar sangrando mais que uma menstruação. Minha mãe perguntou o que ela achava melhor. E eu disse: “ela acha melhor esperar. Né?” “É, na minha opinião é melhor esperar”. Foi aí que me lembrei. Eu prezo pelo natural. Pelo fisiológico, pelo tempo da natureza. E foi por isso que eu havia escolhido aquela médica. Eu perguntei do chá de canela, ela confirmou que era bom, e que o de gengibre também. Disse que a decisão era minha, mas que eu podia pensar mais um pouco, em casa. Que se acontecesse em casa, talvez eu nem precisasse de hospital depois, mas que se sangrasse demais, eu tinha que ir. O meu medo era ter que olhar pro que ia sair de dentro de mim, essa é a verdade. Eu não fazia a mínima ideia de como seria. Eu não estava preparada.

Chegamos em casa, e aqui eu não sei mais o que escrever. Não me lembro. Lembro que eu não chorava, que sentia uma tristeza imensa. Não queria conversar sobre isso. Sentia umas cólicas leves. Devo ter comido alguma coisa, não faço ideia de quê. Só me lembro que eu estava sentada no sofá, o Cleber do meu lado, a tevê ligada.

(continua…)

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Como estamos

Em primeiríssimo lugar, eu gostaria de agradecer imensamente a cada uma que leu meu último post e não só me entenderam, como deixaram comentários lindos e cheios de amor para essa gestante que surtou de vez. Obrigado mesmo por terem entendido o meu lado e não terem saído correndo três dias sem olhar pra trás diante do meu ataque de sincericídio. De vez em quando eu preciso disso pra exorcizar o assunto. Agora tá tudo ótimo com isso e vocês têm parcela nisso, suas lindas. 


Pois bem. Deixa eu atualizar a quantas estamos hoje, porque nem só de lamúrias vive esse blog, rs.
Sábado, repeti o exame de glicemia de jejum. Desta vez, em outro laboratório, como a Betina me orientou. Fui bem cedinho, mentindo pra mim mesma que estava calma dessa vez. Escolhi um laboratório “melhor” (mais bem indicado, digamos) e nossa, como fez diferença! Pedi pra colher o exame deitada, como sempre, o que foi prontamente atendido. Fui muito bem tratada desde a recepção. Foi rápido a parte que me deixa mal (ou seja, o exame em si, haha), mas mesmo assim quando levantei, senti uma tontura leve. Tava calor, uma salinha fechada e eu há quase 14 horas de jejum, mais o nervoso, deve ter sido isso. A enfermeira me fez deitar de novo, me deixou com os pés pra cima, trouxe um copo d’água e veio uma médica medir minha pressão. Todas muito cuidadosas, nem riram da minha cara, rs (às vezes acontece). Fiquei uns minutinhos deitada e depois elas me indicaram a sala do café, pro desjejum. Eu tinha levado uma banana, né, porque esses serviços são sempre um pacotinho com duas bolachinhas água e sal e um copinho de café. Mas não nesse. É tipo uma lanchonete mesmo: eu podia escolher 1 bebida (cafés, chocolates ou sucos), um sanduíche (tinha uns três sabores diferentes), croissant ou biscoitinhos e mais uma fruta (tinha mamão, maçã e banana); e o Cleber também ganhou (ele faz jejum comigo, tadinho, rs). Foi lindo, gente! Só quero fazer esses exames sofridos lá agora, rsrs…
Antes do prazo previsto para a liberação do resultado, consultei o site e já estava pronto. Realmente, consideravelmente mais baixo que o primeiro. E o alívio que me deu? Mesmo assim, não está baixíssimo como eu queria, e eu já estava para ficar neurótica de novo, mas aí…
Hoje, tive mais uma consulta na Casa Angela. Fui atendida pela Andreza de novo, como da vez em que fui lá quando tive sangramento, numa mini-consulta. 
Foi ótimo, como sempre é. Só de sentir cheirinho de bolo no forno num dia frio, como está hoje em São Paulo, já é uma delícia e já nos deixa com uma sensação de estarmos chegando em casa, literalmente. 
Ela viu meus dois ultras, disse que está tudo lindo (como eu já sabia, rs). Viu o resultado da glicemia e disse que está bom, sim. Disse até que existe umas controvérsias entre alguns profissionais sobre isso, que tem uns que pedem a curva glicêmica mesmo quando os valores estão bem baixos. O Ministério da Saúde tem valores diferentes para gestantes, isso é fato, mas mesmo assim não preciso me preocupar com isso agora. Só mesmo manter minha alimentação o mais saudável que eu puder, algum exercício físico e levar a vida normalmente, sem neuras. Devo ter que repetir o exame mais frente, mas bem melhor ele do que o outro (que dura umas 3 horas, Deus me livre).
Quanto ao meu peso, está tudo às mil maravilhas, haha. Eu queria muito saber quanto eu estava me pesando mesmo na minha primeira consulta, no mês de Maio. Porque da primeira pra segunda, segundo a balança da Casa (e quando eu ainda não tinha outro pré-natal), tecnicamente tinha engordado 500g. Na consulta com a Betina, semana passada, baseado nesse peso anterior, eu havia emagrecido, só que lá eu me pesei seminua, né, então considerei que era meu peso mesmo. Gente, era o mesmo peso da primeira consulta na Casa! Hoje deu só 200g a mais do que semana passada (então, menos do que mês passado de novo, acho que eu tava com uma roupa mais pesada), mas eu estava de meia grossa e tal, então acho que o peso ainda é o mesmo. Resumindo, não sei quanto engordei do início até agora, haha. Tudo indica que não foi muito, e eu prefiro acreditar nisso, rs.
Não foi pedido nenhum exame dessa vez. Só vou mesmo descobrir se Bolota é ele ou ela lá pro fim do mês que vem, porque não vou fazer um ultrassom antes do morfológico do segundo trimestre só pra saber isso. Vamos exercitar a paciência e a expectativa até lá.
Amanhã é feriado em São Paulo e desde hoje marido não trabalha. Ontem estava um dia lindo, um céu azul e um sol delícia e fomos ao parque. Estava lotado, óbvio, mas não foi menos bom por isso. Eu tava mesmo precisando respirar um pouquinho. E ainda bem que fomos, porque hoje o dia amanheceu exatamente o oposto! Aproveitamos que não saímos e fizemos uma mudança total no nosso quarto. Eu queria mudar a cama de lugar, porque tava ruim levantar à noite pra ir ao banheiro, e hoje foi o dia escolhido, sem planejamento, como sempre, rs. Como teríamos que esvaziar parte do guarda-roupa, pra ficar mais leve e mudar de lugar, fiz uma revolução e separei muuuita coisa pra doar! Roupa, bolsa, sapato… Pensem numa bagunça? rs… E pensar que daqui há uns meses vai ser tudo bagunçado de novo, porque vamos mudar todos os móveis…
E por falar nisso, preciso ir terminar de arrumar umas últimas gavetas, já que tivemos que parar pra ir à Casa. Marido já está lá, todo animado…
Bolota e eu, no banco do parque ontem, vendo todo tipo de gente e de cachorros passar por nós, enquanto conversávamos sobre tudo e sobre nada com o papai.
Estamos crescendo, não estamos? ^^


E vocês, como estão?
Boa semana pra nós! 

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O plano B – agora vai!

Essa manhã fui na consulta com a médica obstetra que, teoricamente, será meu plano B.

Não sei se já escrevi aqui detalhadamente sobre isso (oi, amnésia e lerdeza gravídica), então vou falar de novo: a Casa de Parto pede que eu tenha um pré-natal também com um GO, porque lá só tem enfermeiras e obstetrizes. Pro caso de precisar de um exame que só o médico pode pedir, alguma outra avaliação e um acompanhamento mais completo também. Ok, super entendo e acho que é isso mesmo, agora vamos às minhas questões.
Primeira coisa: eu não tenho plano de saúde há quase um ano; e não, não vou fazer um por agora.
Segunda coisa: é fundamental, pra mim, que o GO seja completamente pró-humanização, que respeite a fisiologia do parto, o tempo de cada mulher e de cada bebê e que não me enquadre em rotinas e números. Nesse ponto eu sou taxativa: sem meio termo, eu não quero contar com a sorte!

Em fevereiro, fui conhecer a Dra. Catia Chuba, uma médica antroposófica ótima, linda, simpática, com a pele tudo de bom. Amei muito, óbvio! Me consultei normal, conversamos muito e fiquei de voltar quando recebesse o positivo. O positivo chegou no mesmo dia em que ela embarcou numa viagem internacional. Com a ausência dela e a minha vontade de começar já um pré-natal, fui conhecer a Casa Angela e por lá fiquei. Quando a Catia voltou, antes de me consultar com ela, resolvi perguntar se ela estaria disponível na minha DPP. E ela disse que não. À essa altura eu já tinha feito mil planos, e saber que ela não estaria disponível me deixou bem chateada.
Conversei com a minha doula e ela me acalmou, dizendo que ainda tínhamos muito tempo e que conseguiríamos um médico ótimo pra mim. Então, fiquei esses três meses sem médico e tudo bem – eu sabia que ia aparecer na hora certa.
A Camila, minha EO, vendo que eu queria profissionais bem específicos, me indicou alguns nomes, e eu pesquisei a “reputação” de todos com a doula, rs. Dentre esses nomes, estava um, de uma profissional que eu já tinha ouvido falar muito bem, mas que, por falta de informação mesmo, não me lembrei antes: Betina Bittar. A Isa me confirmou que ela é mesmo uma linda e tudo de ótimo, e lá fui eu, marcar a consulta. Só consegui uma vaga pra quase um mês depois. E o dia foi hoje.

Um frio danado, uma garoa fina chegando com um ventinho e lá fomos nós, marido, Bolota e eu rumo à consulta com ela. Chegamos na hora exata. Uma vilazinha linda já me deixou previamente apaixonada. A casa onde é o consultório, muito aconchegante: tapetes fofinhos, sofá e futtons no chão e lanterna japonesa – tudo isso é a sala de espera. Sala essa que eu nem usufruí, pois antes mesmo que eu me sentasse, a própria Betina apareceu, nos deu um abraço e disse que já ia nos atender – era só o tempo da secretária fazer a minha ficha. Subindo pro consultório, mais uma dose de lindeza: o lugar é muito lindo, gente! Tem cantinho pra criança, com uma almofadas coloridas lindas, tem tapete muito fofo embaixo da mesa (e ela anda só de meia pelo ambiente, morri de amor), tem objetos de decoração lindos e livros de homeopatia. Pra resumir, tem um clima de paz. E me diz, do que mais uma gestante precisa?

Ela tem uma voz calma e sorri com olhos. Não costumo ver muitas pessoas por aí que sorriem com os olhos. Conversamos, contei que já estou em pré-natal na Casa, mostrei todos os exames. Ela disse que estamos ótimos, baby e eu. Pediu mesmo pra eu repetir o exame de glicose, em outro laboratório, pois ela já teve casos de resultados alterados nesse laboratório, e disse que caso eu precise fazer mesmo o exame pra ver a questão da diabetes gestacional, vai ser outro “menos pior” que o da curva glicêmica.
Acho que a médica do ultrassom me falou as semanas errado da primeira vez, porque vou entrar na 13° no final dessa, e não hoje, como achei. Mas, definitivamente, não tô ligando muito pra isso, não. Hoje ou amanhã, não importa. Importa é que Bolota e eu estejamos bem e saudáveis. Fim.
Ela me liberou do repouso, suspendeu o ácido fólico e disse que posso voltar pro yoga, yes!
E me deu já um guia pro morfológico do segundo trimestre, porque vou intercalar as consultas com ela e com a Casa, então só voltarei em setembro. “Mas vai demorar tudo isso pra eu saber o sexo do bebê?”, haha mãe ansiosa, a gente vê por aqui. Ela perguntou se eu queria outra guia pra antes, mas eu não quis e marido muito menos. Se eu quiser saber antes, peço lá na Casa e tá tudo certo.

Outra novidade: parece que meu peso diminuiu do mês passado pra esse. “O queee? Mas como assim? Comendo tanto e ainda de repouso, como conseguiu essa proeza?”, alguns perguntam, incrédulos (lê-se: eu)! Vamos reformular a frase, então: eu detesto ter que me pesar com muita roupa! Lá na Casa Angela, essa é uma coisa que eu não gosto: a balança é no corredor, ou seja, sem chance de pesar com pouca – ou nenhuma – roupa. Hoje, mesmo com a minha blusa bem grossinha (só tirei a parte de baixo pra ser examinada, por causa do frio), meu peso tá lindo, leve e solto, igual ao primeiro mês que me consultei na Casa, acho. Ou seja: mais um motivo pra eu não me preocupar com a quantidade que estou comendo. Tudo indo pro seu devido lugar!

E é isso! Continuarei passando com ela, até o final. Lá pro fim do ano, eu sei que eu vou saber se chuto o balde, transformo o plano B em plano A e fico só com ela, ou se fico na Casa mesmo e a deixo de sobreaviso para qualquer eventualidade. Por enquanto, estou apenas curtindo a calma que senti quando saí de lá. Eu estava mesmo precisando dessa segurança e dessa paz!

tô tão zen… parece até que vi o mar. 
Foto: Rodrigo Zapico; arquivo pessoal.

No mais, é aquele velho lema que eu sempre tento colocar em prática: Confie, na hora certa, tudo se acerta!
(tem funcionado – então eu recomendo!)

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Tanta coisa…

Tenho sentido uma intensidade diferente esses dias.
Quer dizer, intensa sempre fui. Sinto demais, penso demais, quero demais, sonho demais. Mesmo!
Mas tenho pensado algumas coisas novas. E mais, ando sentindo mesmo, além do pensar, algumas coisas que ainda não consigo explicar, nem colocar no papel. Ou seja, a coisa tá bruta ainda, preciso de mais um tempinho.

Quinta-feira foi a segunda consulta na Casa Angela. Chegamos lá, Cleber e eu, uns vinte minutos antes do horário marcado. Tinha uma moça e o marido, com o nenenzinho deles, de 26 dias. Coisa mais fofa, gente. Estavam lá porque ela tinha consulta pós-parto, e o bebê também (bebê que nasce na Casa Angela – ou que a mãe teve acompanhamento todo lá, mas não nasceu lá porque não dava mesmo – tem consultas pediátricas com eles até os 40 dias, ou até 1 ano, como a mãe preferir). Ele não nasceu lá, teve que ser cesárea mesmo, mas todos passavam bem. A mãe muito bem, animadíssima!!! Conversamos bastante. O pai também, super participativo. E eu pensando, depois: essa interação é que faz a diferença. A gente chega, tem uma mesa delícia com bolachinhas, frutas, suco, chá; ali mesmo, na espera, a interação entre as mães é muito natural. A mãe me dizendo que, no final da sua gravidez, tinha dias que passava o dia todo na Casa, só pela companhia e pelo astral; que fez todos os cursos (tem muita coisa disponível); muito legal mesmo. Até as enfermeiras entram na conversa. Rimos muito. Todo mundo gosta de estar ali. Não é aquela coisa fria, sem graça.
Pois bem. Chegou a nossa vez. Estamos muito bem, obrigado. A consulta foi ótima, conversamos bastante, como sempre. Exames todos feitos já, e tudo dentro do esperado. A não ser o de glicose, que não está alterado, mas porque sou gestante, o valor tinha que ter sido um pouquinho menor. Então a Camila (EO) já pediu aquele exame de curva glicêmica (e sim, já estou sofrendo-chorando-rezando três terços para conseguir sobreviver à ele). Apesar de depois eu ter lido que esse exame só é feito lá pelas 24 semanas, mas enfim.
E por falar em semanas, lembram da minha confusão pra contar o tempo, né?! Pela DUM, ontem eu completei 11 semanas. Pelo ultrassom (que eu não repeti depois, ficou só aquele mesmo), eu estaria completando 9 em algum momento dessa semana (e eu estava considerando essa idade). Mas a Camila disse que como não deu pra ver o bebê, ela ainda está considerando a DUM, porque é pelo tamanho do baby que calculamos a idade gestacional. Fiquei confusa de novo, rs.
Ela tentou ouvir o coração da Bolota, mas ainda não deu.

Sobre o exame que terei que fazer, só tenho a dizer que fiquei arrasada, me sentindo péssima e culpada. Muito. Fim. Em contrapartida, tenho total consciência de que a minha alimentação está boa, sim. Já faz bastante tempo que não exagero em nada (há mais tempo do que tenho de grávida, quero dizer). E agora com a gravidez, então, meu paladar mudou consideravelmente. Nem se eu quiser eu consigo comer muita coisa, além de frutas e coisas salgadas. Aliás, tenho sentido desejo de bolo (caseiro, comum, sem calda, só bolo), mas também não como uma quantidade grande, entendem como é? (e óbvio que não como todo dia também, haha). Definitivamente, não consigo ser radical em nada. Bom senso e moderação são meus aliados na alimentação, sempre foram. (mas depois vejo se faço um post à parte sobre alimentação).
Tem também meus exercícios. Próximo sábado começo a yoga na Casa Angela (junto com o Cleber, tudo lá o acompanhante está incluso). Tinha parado um pouco antes de ficar grávida, porque o local que eu fazia entrou em reforma e precisamos dar um pausa. Já a hidro, parei por conta própria, porque antes eu sentia muito cansaço; e depois veio aquela onda de gripe e São Paulo foi a cidade que mais registrou casos, e muito idoso junto, vestiário muito cheio, chão sempre molhado… eu senti mesmo que deveria dar um tempo. E dei. Mas daqui a pouco eu volto, numa unidade mais perto da minha casa, porque a que eu fazia era muito longe – e o ônibus muito cheio. Então o tempo que fiquei sem praticar alguma coisa não foi muito, estou tranquila mesmo. Mas com medo. Tudo junto.

Próximo ultrassom provavelmente na semana que vem, êêêê!!! Mas só se eu achar um laboratório que aceite o pedido do ultra com carimbo de enfermeira, porque o que tentei marcar só aceita o de médico.
Marquei consulta com a médica que, muito provavelmente, será meu plano B, caso, por algum motivo, não dê certo na Casa. Só consegui pro dia 01/07, mas já é um começo, rs.

Ontem dei uma surtadinha, querendo ver minha Bolota logo. Ainda tá passando.

E parece que ainda tenho um monte de coisa pra escrever, mas preciso sentir mais.

E vocês, como estão?
Boa semana pra nós 🙂

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Primeira consulta

Pergunta básica: como faz para encontrar cada uma que deixou comentário ou só leu e mandou energia boa no post passado? Vocês são umas lindas mesmo, meninas. MUITO OBRIGADO!!
Depois de tanto carinho, claro que eu fiquei mais tranquila, sim. Foi mesmo bom ter dividido isso com vocês. Abraço de urso em cada uma, viu?!

Então que hoje foi o dia mais esperado por mim. Dia da primeira consulta do pré-natal!! \o/
Na hora certinha, Cleber e eu estávamos lá, só esperando nossa vez.
Cheguei lá muito animada, haha. Peso ok, pressão arterial linda, pulso idem, temperatura também. Então vamos começar a conversa logo, rs. A enfermeira obstétrica, Camila, uma fofa, fez aquelas milhares de perguntas de praxe sobre o nosso histórico de saúde e da família e tudo mais. Contei tudo sobre a minha trajetória, a minha última experiência traumática dentro de hospital, que fez com que eu corresse atrás de informação sobre formas respeitosas à mãe e ao bebê, e o quanto isso fez com que eu entrasse de cabeça no mundo dos partos fisiológicos. Ela achou lindo que estamos nessa preparação “do coração” (como ela disse) há bastante tempo.

Pela data da minha última menstruação, estou de 6 semanas e 3 dias (own!). Tecnicamente, completo 40 semanas exatamente no dia 31 de dezembro, ó que beleza, hahaha. Ela passou aquela lista de exames nada básica pra eu fazer, e o que eu mais queria em toda minha vida: o pedido do ultrassom obstétrico do 1° trimestre. Muita emoção! Vou ver se consigo fazer o quanto antes, saí de lá meio tarde, então não consegui marcar ainda, mas amanhã cedo resolvo isso!
Falou que seria bom se eu fizesse um pré-natal também com um médico (lá só tem enfermeiras obstétricas), por toda aquela precaução que eles tem e tudo mais. Já marquei uma consulta com aquela médica que eu passei em fevereiro. O valor do parto está acima do que eu tenho hoje? Sim! Mas é a que eu confio. E depois de muito pensar, resolvi marcar pelo menos essa consulta com ela, pra ver o que vai ser. Até porque é só uma retaguarda, não é mesmo? E se, porventura, for preciso na hora H, eu quero que seja alguém que eu confie. E gente, o meu coração grita pelo nome dela quando eu penso no assunto. É melhor ouvir, né?! O que tiver de ser, vai ser. Amém.

Ela falou muito sobre a importância de ouvir o meu corpo. Que se estou sentindo cansaço, é porque é para descansar, sim. Se estou querendo tal comida, é para comer, sim, e por aí vai. Resumindo: adeus comandos externos, agora quem manda aqui é o meu corpinho. Falou do quanto é importante marido e eu estarmos em sintonia e com a nossa relação bem saudável, próxima, ativa, pois o bebê sente tudo isso, ele sabe que veio do nosso amor e que sentir isso ao longo da gestação só faz bem para todos nós!

Fez uma examinação geral: desde os olhos, atéé… bem, vocês sabem onde, hahaha.
Disse que ela está ótima. Ou melhor, pelo que deu pra ver no geral, tá tudo mais que certo. Disse que meu colo do útero está lindo! Sim, ela usou a palavra lindo, rs. Que o tampão já está lá, cumprindo sua função de bloquear a entrada para o mundinho do bebê. Nessa hora, se ainda existia alguma dúvida escondida dentro de mim, foi-se para o espaço. Ainda perguntei brincando “então estou grávida mesmo, né?!”, e ela “Sim, grávida MESMO!”.

Sabe um coração batendo tranquilo e muito feliz, animado, cheio de esperanças e sonhos? É o meu! ^^
Nem sei como expressar isso para vocês direito, mas acho que já sentiram aí, né?!

E dentro de alguns dias vai ser o primeiro encontro com a minha doula! Conto tudo depois que acontecer!
E óbvio que venho correndo contar do ultra também!

Beijo, gente!! (e me contem de vocês!)

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