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Um novo tempo

Domingo, 21 de maio, Agnes mamou quando acordou. Tomamos café da manhã, ficamos por aqui e depois saímos pra almoçar. Depois fomos ao shopping e ela ficou brava por algum motivo – que, na verdade, era sono. Ninei e disse que ela ia dormir sem mamar, só com carinho e colo, ela perguntou porque, eu disse que o mamá estava acabando. Ela aceitou, fiz carinho na barriga, com ela no colo e então ela dormiu.

Já faz dias que estou falando que o mamá está acabando. Não digo que já acabou, porque não quero mentir. Mas estava conduzindo assim rumo ao fim. Tinha dias que ela aceitava mais, outras menos. Teve um dia, alguns dias antes disso, que ela ficou o dia sem mamá e depois teve 2 escapes de xixi, achei que estava indo rápido demais. Mas a verdade é que pra mim já tinha chegado num limite. Eu não estava mais tão confortável em amamentar, ela mamava de fato muito pouco, ficava mais com o peito na boca, isso quando não prendia o dente e depois ficava até marcado, doía muito. Não estava mais prazeroso, era mais uma comodidade nossa, coisa que não sabíamos direito como mudar por nunca termos nos relacionado sem isso.

No dia seguinte, segunda-feira, ela mamou um pouquinho só de manhã quando ainda estávamos dormindo. Essa é a mamada mais difícil de tirar, eu acho, porque ela mama ainda sonolenta, eu também estou mais dormindo do que acordada. Mais difícil tirar essa do que a da hora de dormir, na minha opinião. Aliás, já consiguia fazer ela dormir sem mamá há alguns meses. Não era todo dia, mas rolava tranquilamente. Enfim. Ela mamou um pouquinho e depois eu tirei, ela reclamou um pouco mas logo disse “eu não mamo mais? Agora só carinho e abraço?”. Eu concordei, ela me abraçou e assim dormimos mais 1 hora.

O dia todo ela nem tocou no assunto. Quer dizer, quando saí do banho, ela me viu colando a blusa e disse de novo: eu não mamo mais, né, mamãe? Sim, filha. Você está crescendo e agora estamos descobrindo novas formas de chamego. A mamãe foi muito feliz em te amamentar por todo esse tempo, mas agora é uma nova fase. Você sempre vai ter o carinho e o colo da mamãe, do papai. E ela completou: e da vovó e do vovô. Sim, filha, deles também.

E foi isso.

A noite ela acordou chorando e dei um pouco só, porque ela pediu, tipo um minutinho, depois tirei e fiz carinho. Terça não mamou nada. Quarta só colocou a boca no peito de manhãzinha por um minutinho de novo. De vez em quando ela pede, tipo quando tá com sono, mas é só eu lembrar do carinho que ela aceita tranquila e logo dorme.

E foi assim que eu fui percebendo que nosso tempo havia chegado, que um ciclo estava se encerrando para iniciar outro, ainda desconhecido por nós.

Desde janeiro eu estou “ensaiando” começar esse processo, porque realmente estava cansada – não era um cansaço físico da rotina, era do ato mesmo. Mas fui aos poucos, sem pressa. Comecei a falar pra ela que em algum tempo o mamá iria acabar, que ela estava crescendo, que iríamos chamegar e estar juntinhas de outras formas. Conversava muito com ela, mas não estabeleci limite, nada. Fui apenas sentindo. Há 1 mês, mais ou menos, comecei a ser mais constante no processo, falei várias vezes pra ela, mas horas depois ela pedia pra mamar de novo e eu dava, porque percebia que ainda não era o momento. Não era todo dia que eu fazia isso, não estava “empenhada” em desmamar, mas sabia que tinha que ir falando com ela, com a gente é tudo na base da conversa, sempre foi, e eu sabia que em algum momento ela entenderia e aceitaria. Domingo eu fiz o que fazia antes e ela aceitou tranquilamente, então acredito que foi o tempo dela também.

Hoje é quinta-feira, o quinto dia que ela não mama mais. Ainda estamos nos adaptando, mas acho que já posso dizer que sim, um novo tempo começou aqui nós. Foram 2 anos e 10 meses de aleitamento materno, 6 meses de forma exclusiva, quase dois anos de livre demanda total. E eu sou muito, muito, muito feliz e me sinto muito grata por ter vivido isso com ela.

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Breve relato de um desfralde (quase) relâmpago

Coisas acontecem, amigas.

Numa manhã de sábado, eu levantei cedo, me arrumei, comi umas bolachinhas, peguei minha bolsa e saí, rumo a uma aula experimental de yoga. Deixei Agnes e Cleber dormindo. Tudo isso antes das 8 da manhã. Andei até o metrô (quase 2 km), cheguei lá, fiz a aula, adorei, voltei comendo uma maçã, andei o mesmo tanto e, quando cheguei em casa, minha filha estava desfraldada.

Ok, quando eu cheguei, ainda não sabia do fato. Ela adorou que eu voltei, mamou, me contou que foi brincar no parquinho com o papai, o que comeu e tal. E aí me contaram que ela estava sem fralda. A manhã toda de calcinha. Deixamos o restante do dia, sucesso absoluto, sem escapes.

Nos animamos e mantemos o pacto de tirar a fralda de vez, não tinha como voltar atrás. Eu já tinha tentado antes, mas acho que nem ela e muito menos eu estávamos na vibe. Comprei um assento redutor recentemente, pra ver se ela animava, porque tinha medo antes de sentar no vaso sem nada e eu não gosto de penico, mas ela sempre dizia que queria a fralda e eu não insistia. Ou até ficava a manhã sem fralda, por exemplo, mas era como se fosse uma brincadeira, quando íamos sair, eu colocava a fralda e voltávamos à estaca zero. O Cleber tem uma abordagem mais direta, digamos assim, haha. Na troca daquela manhã tirou a fralda e conversou com ela, dizendo que iria ficar de calcinha, que não iria mais usar fralda e sim o banheiro, igual a gente blablabla. Ela até disse que queria a fralda, mas como ele conversou de novo e se manteve firme, ela aceitou e assim foi. Comprei umas calcinhas novas, porque ela tinha pouquinhas, e ela adorou a novidade.

Colocávamos a fralda só pra dormir a noite e tirava logo que acordava. No primeiro dia, a fralda acordou encharcada. Nos dias seguintes, não. Acontecia um ou outro escape durante o dia, lidamos tranquilamente e seguíamos o dia. Em casa, de calcinha. No parquinho, de calcinha. Pra sair, de calcinha. Soneca da tarde, de calcinha.

Mas depois de uma semana, mais ou menos, parecia que ela não estava mais tão satisfeita com essa nova dinâmica. Teve um dia que ficou sem fazer cocô, porque não queria ir ao banheiro. Ela dizia que queria, a gente tentava, mas ela não fazia. No dia seguinte, chorou querendo a fralda, que estava em cima da cama. E não estávamos tratando diferente, não demos bronca, nada. Durou uns três dias essa insatisfação até que, numa conversa, Cleber e eu chegamos a conclusão que ela estava ficando confusa por colocar a fralda de noite. Não estava funcionando. Como estava acordando sempre seca, resolvemos bancar a escolha e tirar de vez. Tiramos. E desde então, há quase duas semanas, só tivemos um xixi na cama (ontem, e acredito que porque fomos numa festa de aniversário e ela tomou muito líquido). Teve até um dia que ela me acordou 5:40 pedindo pra ir ao banheiro, tão linda, rs.

E essa é a breve história do desfralde total da Agnes, aos 2 anos e 7 meses.

Como eu disse, coisas acontecem. Eu já tinha tentado, mas sinceramente não tive firmeza nenhuma, ao menor sinal de resistência dela eu voltava atrás. E é claro que isso não ajuda muito, né. A segurança do pai foi um pontapé fundamental nesse processo.

Que bom que eu acordei cedo e saí de casa naquele sábado.

Quero ver agora qual vai ser o milagre que vai acontecer pra termos o desmame, mas vamos com calma, né. Um dia acontece (oremos! 😛 )

 

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Para Cuidar de Mim

Queria contar que tô com um projetinho novo lá no instagram: o Para Cuidar de Mim.

Há tempos venho querendo fazer algo do tipo, mas nunca sabia muito bem por onde começar, pra onde ir. Depois de muito pensar, percebi que o negócio era falar sobre aquela coisa que a gente nem sempre faz com a frequência que gostaria: cuidar da gente mesmo.
Eu gosto de cuidar de mim. Gosto de me dar esse tempo, de me dar esse olhar, essa oportunidade.

Não falo de um coisa só. Falo do que anda fazendo sentido na minha caminhada. Dos meus processos de autoconhecimento, de respirar, de estar presente, de conviver bem com quem somos – e de um chocolatinho de vez em quando também, porque sim.

Vou deixar aqui o textinho que escrevi de apresentação e o convite para você vir conhecer e me fazer companhia, se quiser.

“Toda vez que eu vejo alguém dizer que está sem tempo pra nada, com a cabeça cheia, atolado em trabalho, tenho vontade de marcar uma horinha em sua agenda, só pra ela conseguir relaxar um pouco. Sim, eu sou essa pessoa que quer que ou outros descansem, que parem um pouquinho o ritmo frenético e olhem um pouco para si mesmos. Sabe assim, uma tarde tranquila, conversa fiada, ficar sentado na sorveteria vendo a vida lá fora? Gosto dessa ideia. Gosto de poder parar o tempo um pouquinho, tomar suas rédeas pra mim, pelo menos por duas horas numa semana bem corrida. Só não sigo em frente marcando o tal horário, porque aí seria mais uma coisa que ela teria que fazer, e não algo próprio, de dentro pra fora É tão importante a gente cuidar de quem somos. É tão importante ser gentil com o que sentimos, respeitar nosso corpo, nossos sentimentos. Inclusive, acho que é só assim que a gente consegue ser melhor pro mundo também. E o mundo anda precisando demais de calma, de respiro, de carinho, né? O Para Cuidar de Mim nasceu da minha vontade de espalhar a ideia do cuidado próprio por aí. Vou falar muito dos meus processos, das minhas memórias e dos caminhos que tenho andado, porque acredito que falando de como é aqui pode ser o começo de um diálogo entre a gente. O Para Cuidar de Mim é um projeto, em primeiro lugar, de autoajuda: as coisas que eu faço para me ajudar a estar bem na minha pele. Vai ter palavras-pensamentos e palavras-ações. Reflexões e também práticas cotidianas. Não é pra ter seguidores, só para ter companhia mesmo.”

Você pode acessar a página clicando aqui.

Ah, o Travessia segue normalmente. Sei que as postagens andam escassas, mas esse espaço ainda é o meu potinho de boas recordações e reflexões maternas. Estou sempre aqui, mesmo quando parece que não. Se precisarem de qualquer coisa ou só dar um oi, me escrevam: marina.matos03@gmail.com.

Vamos juntas?

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Carta do dia: você

Filha,
a vida é muito engraçada. No começo da gravidez, eu não tinha palpite algum a respeito de quem estava dentro de mim. Se era uma menina ou um menino, não passava pela minha cabeça. Eu estava tão feliz de te ter aqui que essa parte passou meio batida. Sem contar que você tem um tempo que é só seu, né, isso foi fácil perceber, e como eu o respeito muito, não invadi seu espaço para tentar saber antes da hora o que seria revelado apenas quando você quisesse. Curiosidade eu tive, mas soube lidar bem com ela.
De repente, como se alguém tivesse apertado um botão dentro de mim (foi você, né sua danadinha?!), eu quis muito saber. Sentia uma vontade louca de descobrir logo e a coisa aumentava principalmente aos domingos. Comecei a chamar os episódios de “fadiga de domingo”. Durou uns 2 ou 3 fins de semana. Enrolei o quanto pude, tentei esperar o próximo ultrassom necessário, mas como não estava funcionando, marquei logo o nosso encontro pela telinha.

Alguns dias antes de sabermos que era você, entrei numa mini-crise por não conseguir escolher nenhum nome de menina. Veja bem, eu não tinha palpite nem pressentimento (um milagre, filha!), mas pirei por conta do nome. Qualquer um poderia dizer que já era um sinal, menos eu, que estava surtada demais pra me dar conta disso. Fiquei triste, matutando esse sentimento por uns dias, tentando entender o que se passava. E olha só que curioso, ao mesmo tempo em que pensava nisso, um único nome não me saía da cabeça. Tentei escolher outros, falava em voz alta e conversava com seu pai, mas nenhum se encaixava. A não ser aquele. 


Percebemos que já estava escolhido há mais tempo do que imaginávamos, e assim ficou. Só que resolvemos não anunciá-lo imediatamente, apesar de nos perguntarem todo dia se já havíamos decidido. Ainda não era a hora – pois é, parece que essa questão de tempo e respeito estará ainda mais presente agora com a sua chegada, né?! Que bom. 
Seu pai foi firme nessa decisão de manter o silêncio, apesar de eu quase ter deixado escapar algumas vezes. Já tivemos uma experiência não tão boa a respeito de nomes no passado (depois te conto essa história); ele queria me proteger e, consequentemente, proteger você também. O foco está sempre em nos mantermos unidos como família e com a mente arejada, relaxada. Tomamos essa decisão porque o principal nem é sanar a curiosidade das pessoas, mas construirmos nossa base – a sua base – de forma sólida e com muito amor. Queríamos também viver essa fase sem nenhum tipo de contratempo, só curtição, afagos e delícias. Então, resolvemos esperar, viver esse momento só entre a gente, até para que ficássemos mais fortes, que é o que acontece por estarmos juntos. Foi uma delícia, não foi? 
E agora que já “voltamos” do nosso mundinho particular, revigorados, por assim dizer, podemos dizer. Dizer o seu nome pra todo mundo, filha.

O nome que já estava presente desde que sua irmã estava aqui, inclusive, mas que nunca cogitamos colocar nela, porque bem, era seu. O nome que seu pai sugeriu há muitos meses atrás, e que pra ele já estava resolvido. Um nome lindo, que me disseram esses dias ser doce.
Seu nome vem do grego e significa pura, honesta. Assim como desejamos que sejam os seus sentimentos em relação a tudo que te coloque em movimento. 
Seu padrinho e sua bisavó disseram que significa pássaro de fogo (estou checando essa informação) e amamos igualmente. Um nome forte, é o que dizem quando ouvem pela primeira vez.
Cinco letras. Seu nome é seu e não poderíamos estar mais felizes. 
Agnes, nossa pequena, linda e única Agnes.
Obrigada por estar aqui. 


Com amor, 
mamãe.


“ainda descobrimos que tem uma personagem muito fofa com o seu nome, filha; daqui uns anos a mamãe e o papai te mostram esse desenho.”

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Minha bela novidade

A frase que vem norteando minha mente e meu coração nessa gestação é: siga seu coração. Mais do nunca, isso tem feito muito sentido pra mim, desde o começo. Desde que eu soube eu aquele seria “o” mês. Desde que eu soube que meus pés inchados não eram calor, mesmo que ainda não houvesse tempo hábil para sintomas. Desde que eu confirmei e não quis espalhar a notícia logo de cara, porque precisava de um tempo só nosso, particular.

Mas às vezes, diante de uma situação nova ou não planejada, eu tento buscar uma explicação mais elaborada para estar sendo daquele jeito. Porque não é fácil tomar uma decisão e simplesmente dizer a quem quer que seja “tô fazendo isso porque eu senti que deveria”. Soa lindo em alguns momentos, mas em outros, nem tanto. Então, para não causar taquicardia nos outros, nem me desgastar com opiniões que não me apeteciam, eu tinha outras cartas na manga. Tentei não criar falsas expectativas naquele que seria “o” mês, nem sequer comentei com ninguém. Falei que o calor estava inchando meus pés (e me deixando tonta, e com moleza). Falei que precisava de um tempo pra mim antes que soltar a notícia. Nesse não menti. Eu disse, não é sempre que preciso inventar alternativas. Teve gente que acreditou ser só pelo fato do que aconteceu antes – e foi, também – mas não ia ser algo só nesse nível, não pra mim (até porque, se fosse isso, eu só soltaria a notícia sexta passada, quando completei 17 semanas). Eu não queria todas as energias voltadas pra nós naquele momento, senti mesmo que esse serzinho precisava de tempo para se desenvolver do jeito que a natureza mandou.
A verdade é que essas respostas sempre foram pros outros. Eu sempre senti o que deveria ser feito (troque o sentir por instinto, se quiser; aqui eles têm o mesmo significado), o que se passava aqui dentro, mesmo que não fizesse sentido algum pra mais ninguém. E agora, nesta gestação, isso tem se acentuado um tantinho mais.

E quando eu não entendo muito bem – às vezes por estar com os ouvidos no que se passa lá fora, ao invés de aqui dentro – eu paro. Para ouvir, para sentir, e daí então pensar e decidir o que fazer.
Aconteceu há pouco tempo.
Eu comecei a sentir um comichão de ansiedade para saber se quem me habita agora é um menino ou uma menina. Não havia tido, até então, grandes pressentimentos. Uma coisa completamente nova pra mim, devo dizer. Mas não era por isso a vontade de saber logo. Eu só queria. Não havia um motivo aparente, e me custou um pouco de tempo entender o que se passava. O ultrassom morfológico será lá pro fim de março, mais ou menos, mas eu sabia que até lá eu já queria saber. Não queria admitir e pedir uma guia extra pra médica, tanto que saí da última consulta sem guia nenhum.
Mas os dias foram passando e a vontade, que oscilava em alguns dias, começou a vir com mais frequência. E vinha muitas e muitas vezes quando eu estava a conversar com a barriga. Teve um dia que eu simplesmente senti. Quase ouvi o “plim” do instinto quando me dei conta. Estava na hora. Como numa conversa só nossa, eu entendi que podia dar mais esse passo para frente, que já podia conhecer um pouquinho mais de quem era essa pessoa, que se manteve quietinha durante todas essas semanas, e que eu respeitei. Vi que não precisava me sentir menas “culpada” por fazer um exame só pra constatar algo que podia muito bem esperar, aos olhos dos outros. Mas aos nossos, não. A nossa relação vem sendo construída lentamente, com um passo de cada vez. O próximo passo chegou e era agora. Não era em março, nem no momento do parto, assim como não foi nas primeiras semanas, diante da possibilidade de fazer uma sexagem fetal. Me despindo do que a minha razão me dizia (que seria um ultra “desnecessário”), ou do que alguns enxergavam (só ansiedade, nada mais), eu segui em frente. Mandei um e-mail pra médica, que na mesma semana deixou uma guia na recepção pra mim. E então eu marquei o exame.

E o exame foi ontem, às 13:00.
Sem planejar, nem me dar conta, foi na 17° semana. O número que marca minhas gestações.

Não fiz muuuitas brincadeiras de adivinhar o sexo, não. A maioria deu que seria um menino, inclusive a tabela chinesa e a calculadora dos batimentos cardíacos fetais. A grande maioria das amigas companheiras de luta, aqui da blogosfera, achavam ser menina.
Uma mulher que diz sempre acertar o sexo dos bebês na barriga, me disse há uma semana atrás que era menino. Outras pessoas também cogitaram o mesmo. Minha mãe também palpitou isso, apesar de nos últimos dias me perguntar que nome eu daria se fosse menina, disse pra eu pensar. Minha afilhada e minha cunhadinha, juntamente com uma prima de Minas, disseram ser menina.
Cleber não tinha nenhum pressentimento também, e estava tão tranquilo que se fosse pra saber o sexo só no parto, assim seria. Mas não deixou de me acompanhar no exame – e de ficar todo bobo com a novidade.
Eu, apesar de não ter tido nenhum pressentimento forte, passei as primeiras semanas achando ser uma coisa, depois mudei pra outra, e por fim fiquei confusa. Sonhei com ambos os sexos. Eram só achismos. Mas aconteceu um fato engraçado: diante da minha incapacidade de escolher o nome de um dos sexos, eu travei. E fiquei triste por isso, de verdade. Não sosseguei enquanto não coloquei tudo em seu devido lugar. Isso foi há umas duas semanas atrás e, depois de tudo acertado, fiquei mais aliviada e também com uma luzinha acesa na caixola.

E provavelmente esse deve ter sido o maior texto que vocês já leram para anunciar esse tipo de notícia.
Uma das notícias mais lindas de my life.
Que me fez ficar toda emocionada na sala do exame.
E depois sair ligando pra todo mundo. Além de abraçar marido a cada 5 minutos.
Mas que também me fez sentir #menasmãe, porque não consegui identificar direito o que o médico mostrava. E depois sentir raiva daquela imagem ser tão ruim (não, a culpa não foi da minha emoção, cof cof) e com receio dele ter me falado errado.
Ok, sobre bipolaridade na gestação a gente conversa depois.
Agora vocês só tem que saber:

I’ve got sunshine on a cloudy day
When it’s cold outside
I’ve got the month of May
I guess you’ll say
What can make me feel this way
My girl (my girl, my girl)
Talking about my girl (my girl)

                            

E aqui fica uma foto de nós duas, com esse vestido que eu adoro mas que já não fecha mais em mim, mas quem se importa, né?! Importante é que minha menina está bem acomodada em sua casinha.
Ah, sim, o anúncio do nome da bela moça vem em sequência, aguentem só mais um pouquinho aí que eu juro que conto – e esse recado é pro mundo virtual and pro real também, contarei para todos tão logo acertar uns detalhes aqui com meu excelentíssimo marido.

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Spoiler – um milhão de borboletas no estômago

O amor vai te contar um segredo
Não precisa ter medo
Nem sair correndo
O amor nasce pequeno
Cresce, fica estupendo
Às vezes o amor está ali
Você nem tá sabendo
O amor tem formas, formas, aromas,
Vozes, causas, sintomas
O amor…

É mãe, é filho, é amigo,
Às vezes num canto esquecido existe amor
Antigo, antigo
O amor que cuida, parte e assusta
Que erra e pede desculpas
Às vezes o amor quer ferir
E se cura doendo

O amor tem formas, formas, aromas,
Vozes, causas, sintomas
O amor…

É pausa, silêncio, refrão
E explode nessa canção
O amor vai te contar

Um segredo, fica atento, repara bem
Que o meu amor é todo seu
Antigo.



A primeira vez que eu vislumbrei a esperança de uma nova gestação foi ouvindo essa música, quando ouvir música não era mais uma tortura pra mim. Foi a primeira vez que eu realmente prestei atenção na letra, e amei. Foi a primeira vez que pensei no futuro bebê. Volta e meia colocava ela pra tocar, com a clara intenção de criar borboletas no estômago.
Pois bem, as borboletas no estômago não só surgiram mesmo, como se multiplicaram, porque tenho a sensação que há um milhão delas voando aqui dentro agora, que venho dividir com vocês essa novidade:
O mês de novembro é lindo e me deu um positivo de presente!!!


Na verdade, eu já sei disso desde o dia 02/11, quando fiz o primeiro teste de farmácia – que eu me recusei a acreditar logo de cara, porque a segunda linha estava tão clara que eu estava com medo de ser coisa da minha cabeça. Aí mostrei pra Nana, pra Julia e pra Dani e todas viram e ficaram animadíssimas (a Dani inclusive me ligou pra dar uma força. Valeu, amiga!). Marido também viu. Ou seja, se fosse alucinação, era coletiva, hahaha. Fiz um beta no dia seguinte e deu baixo, mas já foi o suficiente pra eu acreditar e ficar feliz. Nem repeti depois, nem pretendo.
Não comentei nada aqui antes pois estava curtindo a notícia e deixando tudo mais resguardado, digamos assim. Aliás, eu só ia contar mesmo quando fizesse o primeiro ultra, que será mais pro fi do mês, eu acho, até pra confirmar a idade gestacional e tudo mais, mas enfim, as coisas mudaram de lugar e senti vontade de dividir isso aqui agora. Esse é um post breve, depois volto com calma para contar tim-tim por tim-tim de como foi e, princialmente, como está sendo essas primeiras semanas (que foi o que me fez contar logo também, pois estão nascendo alguns textos que quero dividir logo, enquanto os sinto).
E é isso!
A novidade do momento é essa: tem bebê novo a caminho!!!
[ps: para as meninas que me tem adicionada no facebook, peço a gentileza de não comentarem nada por lá ainda, tá?! Ainda tá super cedo e quero deixar assim como está por enquanto. Obrigada!]

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Grande encontro

O encontro mais maravilhoso do ano aconteceu nesse último fim de semana: conheci, pessoalmente, a amada, salve-salve: Nana, a Louca do Bebê \o/
Gente, cêis num tem noção do quanto foi lindo, mágico, purpurinas por todos os lados. Quer dizer, vão ter noção, sim, agorinha mesmo, porque vamos contar tudinho (postando ao mesmo tempo, para não sermos influenciadas pelo texto uma da outra, né amiga? haha).

Das coisas que bolota me ensinou: a amizade transcende o mundo virtual.
Tudo isso aqui que a gente chama de blogosfera e redes sociais são muito reais, sim, e pode nos trazer surpresas deliciosas.
A Nana acompanha a minha história desde o começo, foi inspirada nela, inclusive, que criei esse puxadinho aqui. Nos aproximamos bastante, conversamos muito, nossos papos são sempre construtivos pra mim. Ela é uma boa amiga, daquelas que a gente pode contar sempre, na alegria e na tristeza, e eu confio muito nela. E então, lá em agosto, quando soube do ocorrido, ela me ligou e, dentre outras coisas, convidou Cleber e eu para irmos passar uns dias em sua casa. Gente, que coisa mais linda essa! Fiquei emocionada quando ela me fez o convite, de verdade. Um gesto tão lindo de amizade, de confiança, de tanta coisa. Na época, tudo o que eu queria, realmente, era viajar, espairecer, respirar outros ares, mas não dava para ser de imediato, pois meu repouso não permitiu – o que não me impediu de não só aceitar o convite, como ficar pensando sempre nisso. Depois de algum tempo, decidimos ir agora em outubro. Dia 28, segunda, foi dia do funcionário público (leia-se: ponto facultativo) e, apesar de não ser um efetivamente, marido trabalha prestando serviço pro Estado, então teria essa folguinha. Compramos as passagens de avião, acertamos tudo com ela, e aí foi só esperar o dia chegar. E vou contar uma coisa pra vocês: fazia um tempinho que eu não sentia uma ansiedade assim por uma viagem. Ficava pensando mil coisas, como seriam nossos dias e tal. E foi tudo melhor do que o imaginado, se me permitem dizer.

Chegamos em Salvador na sexta à noite, e ela estava lá, nos esperando no desembarque. “Ela existe mesmo!” foi a frase que saiu de nossas bocas assim que nos abraçamos. Pense numa pessoa feliz por estar ali? Eu! \o/ Comemos um cachorro quente delícia já em sua casa e ficamos, nós três (o marido dela está viajando) conversando até altas horas, já era madrugada quando fomos todos dormir.
Aqui devo dizer que a Nana é uma super mega blaster anfitriã. Nos recebeu muitíssimo bem, fez com que nos sentíssemos realmente em casa. E uma guia turística de primeira, também. Fizemos um roteiro intenso, digamos assim, conhecemos praticamente tudo nos 2 dias e meio que ficamos lá.
Por ordem cronológica: Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, com direito a rezar juntas e amarrar fitinhas na grade juntas. Almoço num lugar super gostosinho que esqueci o nome, com vista pro mar – ou, o dia em que comi moqueca de camarão pela primeira vez e amei. Sorvete da Ribeira – delicioso mesmo, preciso dizer. Mercado Modelo, que eu acabei nem voltando depois para falir o meu bolso comprando tudo que achasse pela frente fazer mais comprinhas; ou seja, mais um motivo pra voltar depois, hehe. Elevador Lacerda. Pelourinho, lindo, animado, colorido, com uma energia incrível. Fundação Casa de Jorge Amado – apenas amei esse lugar. Teve uma visita numa galeria de fotografia no Pelourinho também, bem linda. Pôr do Sol no Solar do Unhão, maravilhoso, com show de jazz depois, muuuito bom. Isso no primeiro dia. No domingo, Dique do Tororó, sentados na grama e depois indo atrás de um saco de pipoca, que eu não descansei enquanto não comi, haha. Depois andamos pela praia da Barra, lotada, almoçamos num outro restaurante com vista pro mar (pense como tava ficando chato? rs), fomos ao Museu Náutico que tem no Farol, muito legal, e também subimos lá em cima e assistimos um pôr do sol de aplaudir (literalmente) depois – ou, o dia em que eu morri de medo de descer aquela escadaria porque tenho medo de altura e os degraus são pequenos, haha. À noite, ida estratégica ao bairro Rio Vermelho para comer acarajé a abará, também pela primeira vez (e gostei mais de acarajé, a quem interessar possa, rs). Tudo isso com aulas de história e conhecimentos gerais, porque a baiana em questão sabe tudo, minha gente. Na segunda ela tinha que ir trabalhar, então marido e eu fomos à praia e almoçamos sozinhos. À tarde, aeroporto, e casa.

E eu não sei como, mas fizemos tudo isso sem correria, nem confusão. Simplesmente os dias foram fluindo. Deve ser efeito da Bahia, o tempo rende por lá. Porque nesses intervalos ainda teve cafés da manhã conversando tranquilamente – sobre parto, escolhas, empoderamento, rá! rs. Boas noites de sono. Filme, beijinho (que minha mãe fez e levei pra ela), abraços, histórias, músicas no carro, muitas risadas. Ai, tanta coisa. Foi tãããooo bom! Escrevendo esse texto e editando as fotos deu uma saudade danada.

E sim, gente, ela é real. Linda, elegante, inteligente, boa pessoa… Tá, falando assim parece que não é real, mas juro que é, haha. Fizemos fotos das nossas pernocas pra dividir especialmente com vocês (marido foi nosso fotógrafo oficial). Sabe tudo isso que ela é no blog, no face, no e-mail? Querida, atenciosa, bem humorada, e mais todas as coisas que a gente já sabe? Então. Existe mesmo, numa pessoa de carne, osso e dedicação. Resumindo muito resumidamente: é daquelas pessoas que a gente quer ter sempre por perto, sério mesmo. Não queria falar demais, pra não ficar puxando o saco, rs, mas é que realmente foi um presente conhecê-la “no mundo real”.

E só umas palavrinhas pra ela, antes das fotos…

Nana,
não tenho palavras para agradecer os dias lindos que você nos proporcionou aí em sua casa. Eu ainda não sei descrever (mas quando souber vai nascer outro texto, aguarde) o bem que essa viagem me fez. Sei que foi grande, que foi importante, que mudou alguma coisa de lugar aqui dentro – ou melhor, colocou alguma coisa em seu devido lugar aqui dentro. Você pode nem saber, mas aprendi muito nesses dias aí na Bahia. Poder te conhecer de pertinho me fez te admirar ainda mais, saiba disso (ainda mais que era fim de ciclo, e o jeito que você lidou com isso só me fez pensar que você está no caminho certo, já deu certo!, porque tudo isso é parte do caminho, e você o está trilhando lindamente). E me fez entender e gostar ainda mais dessa coisa de ser quem a gente é. Com controle, com entrega, com ansiedade, com sentimento – e tô falando de nós duas em todos os itens, cada uma à sua maneira. Não é fácil, mas vale a pena, ô se vale!
E em caso de incêndio ou ansiedade exacerbada, é só lembrar: continue a nadar, continue a nadar…

Obrigada, mais uma vez, por tudo. 
Nossa amizade agora está no mundo real, ainda bem.
Já estamos com saudade e queremos voltar em breve (o Cleber te adorou (quem não, né?), também amou tudo e está animado para uma próxima vez, rs).

Beijo e abraço apertado,
Má e Cleber

Igreja do Bonfim

Pernocas das moças

Amarrando fitinhas juntas

 Sorvete delícia da Ribeira

 Lá no alto do Elevador Lacerda
Comprinhas e outras coisas mais na Casa Jorge Amado 

Pôr do Sol no Solar do Unhão 

Andando no Dique do Tororó
nem tava cheia…

Lá no alto do Farol

Segunda linda na praia

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Eu leio muitos textos sobre maternidade e afins, todos os dias. Muitos mesmo. Sobre isso, nenhuma novidade aqui entre nós, não é mesmo? Acontece que muitas vezes eu sinto vontade de compartilhar alguns pensamentos sobre o que leio, exteriorizar, passar pra frente. Nem sempre cabe certos links e blogs na minha timeline pessoal (porque muita gente não entende, porque não quero ouvir pitaco de graça, porque não dá pra ficar monotemática ali, que tem tanta gente de tantos outros mundos, porque não quero me expor ainda sobre isso, etc etc etc – sei que vocês entendem), e algumas vezes também quero compartilhar só um pensamento solto que me ocorreu sobre esses nossos assuntos, ou algo do tipo que não dá pra fazer um post inteiro, sabem?

Pois bem. Diante disso, resolvi criar uma página do blog lá no facebook, pra comportar todas essas coisas. Vai ser um puxadinho do blog. Sem contar que agora, que estou no limbo entre a espera e o início das novas tentativas de fato, nem sempre tenho assunto para posts – mas sim, continuarei aqui firme e forte, com textos sobre mim e sobre opiniões minhas -, mas não quero de jeito nenhum demorar para escrever ou perder o contato com vocês – lá dá pra interagir mais.
O que acham?

Apareçam por lá, não me deixem só! rs

Beijo em todo mundo!

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Contando a novidade (e como ela correu mais rápido do que o Papaléguas)

Oi, meninas, voltei! 🙂
Pensem numa pessoa MUITO feliz: essa que vos escreve!
Estou escrevendo tudo por partes porque é muita coisa mesmo.
Para vocês entenderem tudo que eu vou falar, sobre como foi dada a notícia pros meus pais (e como ela se espalhou), eu preciso contar um detalhe que até então não tinha mencionado aqui (e não por nenhum motivo específico, mas porque sempre iam surgindo outras coisas no meio do caminho mesmo).

O fato é: Cleber e eu moramos na mesma casa que os meus pais. Por N motivos. Mas o principal a ser dito aqui é que nós somos muito unidos. Eu sempre fui bem família, nunca fui de esconder nada dos meus pais; e eles, por sua vez, são os melhores do mundo: conversamos de tudo, deixaram eu trazer namorado pra dormir em casa, iam comigo pra balada (haha) e mais um monte de coisas. Família mineira é assim: unida. Aqui em casa cada um sempre teve o seu espaço, a privacidade é super mega blaster respeitada, mas gostamos de estar juntos. O Cleber chegou na família e super se adaptou ao nosso jeito, e a minha família também o adorou. Quando estávamos planejando o casório, meus pais iam com a gente visitar fornecedores, fazer degustação em buffet e todas essas coisas. Aliás, toda a decoração foi feita pelas nossas mãos. A gente brinca que onde vai um, vai todos, rs. E do mesmo jeito que marido e eu temos nossos momentos de casal, ou entre nossos amigos, meus pais também tem o deles. Mas almoço de domingo, por exemplo, todos juntos, e ainda com mais gente, se puder. E então nos casamos, nos mudamos para uma casa bem longe de tudo. E daí aconteceram muitas e muitas coisas não tão boas (outro dia eu conto, a história é bem longa e o nosso foco hoje é outro) e nós acabamos vindo pra cá. Pensamos sim em ter o nosso apê próprio muito em breve, mas é aqui que estamos agora, é aqui que tudo começou e somos todos bem felizes assim.

Dito isso, deixa eu retomar do ponto onde parei no post anterior. Vou contar de um gole só, assim como aconteceu, tá?!
Fui fazer o bendito exame e levei um livro pro banheiro, pra ajudar a espera dos intermináveis 5 minutos. Minha mãe estava no quarto dela, marido na sala e meu pai tinha saído. Esperei os minutos e quando olhei, vi aquela segunda listrinha mais clara que a primeira ali. Gente, cês não tem ideia da minha alegria. Eu sorria, olhava, sorria, me olhava no espelho, sorria, rezava agradecendo. Tava tremendo um pouquinho. Peguei o teste, saí do banheiro e vim até a sala e fiquei em pé ao lado do Cleber segurando o bendito. Eu não conseguia falar nada. Ele tirou os olhos da tela, olhou pro teste, olhou pra mim, voltou os olhos pra tela, como se estivesse super controlado (ele é o poço da calmaria). Perguntou “e aí?”, como se não soubesse do resultado, só pra me ouvir falar. Sinceramente, não me lembro exatamente o que balbuciei, só sei que depois nos abraçamos, sentamos no sofá bem pertinho, agarradinhos e ficamos assim… assimilando a novidade. Tipo conversando pelo olhar. Foi silencioso. Foi intenso. Depois começamos a já falar sobre algumas coisas, como a mudança do quarto (ansiedade, você veio pra ficar), sobre como veio rápido e sobre ele estar realizando meu maior sonho da vida toda.
Entrei na internet para mandar um e-mail para a minha médica e quando eu vejo… ela viajou no-mes-mo-mi-nu-to em que eu havia descoberto meu positivo. Ironias da vida, a gente vê por aqui. Ela só vai voltar dia 13 de maio, o que para mim é muito tempo (haha). Mas esperei o dia seguinte, porque seria o dia em que eu repetiria o exame com a primeira urina da manhã. Confesso que foi bem difícil dormir essa noite, queria logo que amanhecesse para eu confirmar (de novo). Super positivo, minha gente!! Eita felicidade!! Marido foi trabalhar, tentando fazer a ficha cair, mas muito feliz e eu fiquei o dia todo na companhia dessa novidade, sozinha, sem contar pra ninguém.

Mandei uma mensagem pra musa Ana Cristina Duarte, que sempre responde minhas dúvidas, e ela disse que se os testes haviam dado positivo, eu não precisaria de exame de sangue para confirmar. Disse também que não precisava de pressa para começar o pré-natal, pois o ultra, por exemplo, só será feito no fim desse mês. E também porque eu fiz exame preventivo e me consultei ainda esse ano, e já sabia que estava tudo bem. Por fim, me disse qual o nome e a quantidade do ácido fólico para eu comprar e já começar a tomar. Nessa parte fiquei mais calma, porque era mesmo o que eu queria fazer: começar a tomar o AF antes de qualquer coisa, para garantir mais saúde pro meu mini bebê 🙂

a notícia mais rápida do oeste


Minha mãe chegou do trabalho mais cedo, quase 16 horas, e eu já estava preparada para contar pra ela. Queria que ela fosse a primeira a saber (depois do marido, né!, haha). Eu a chamei no quarto e mostrei a mesma foto que postei aqui, do teste. E ela: “aahh! (tipo gritando), você tá grávida? (e daí me abraçando) parabéénss!!!”. A m.a.i.o.r alegria, a maior farra. Ela já sentou e começou a perguntar: e aí, como vamos mudar esse quarto?, mas e o parto? e infinitas perguntas. Uma linda! Me empolguei e liguei pro meu irmão, que vibrou de alegria (apesar de ter achado que eu estava tirando uma onda com a cara dele antes). Ainda comigo na linha ele ligou pra esposa e contou. Depois meu pai chegou e ela contou a novidade pra ele, daí ele veio me abraçar todo feliz e já queria ligar pra todo mundo na mesma hora. O clima na casa era de animação. De lá do trabalho, o Cleber ligou pra mãe dele contando, que contou pro irmão dele (que é o namorido da minha prima, somos muito família mesmo, haha). Ele viria aqui com um amigo trazer uns papeis do imposto de renda que meu pai ia fazer pra eles, então, antes que ele chegasse, liguei para minha prima e contei (eu ia contar pessoalmente no dia seguinte, mas eu sabia que se meu cunhado sabia, ia logo contar pra ela, daí tive que antecipar, rs). Ela tava no trem e começou a pular, rs. Meu pai, animado, ligou pra minha avó, que está no interior, e ela falou comigo, toda emocionada! Daí os meninos chegaram e acreditem, trouxeram um presentinho pro baby: um bodyzinho fofo, branco com um ursinho #todaschoradeemoção. Enquanto estava aquela farra de abraço-sorriso-abre presente, minha prima não aguentou e ligou pra mãe dela, que em seguida me ligou, óbvio. Mais farra. Enquanto isso, meu pai abriu um whisky pra tomar com os meninos. E eu atualizava o Cleber de toda farra que estava acontecendo. Daí só faltava avisar uma irmã do meu pai: mais felicitações. Ah, esqueci: depois que avisei meu irmão, contei para uma outra prima minha, lá de Minas. Ela não parava de gritar, rs. Quando ela chegou na casa dela, me ligou, daí também minha mãe falou com a mãe dela (são irmãs, e ela é minha madrinha). Depois, por fim, minha mãe ligou pra minha avó (a outra, rs), que também ficou toda emocionada. E também teve a parte que eu contei para vocês aqui no blog!

Ufa! Gente! Olha só como são as coisas: num momento, ninguém sabia, no outro, a família toda já estava informada da novidade. Eu até pensei em segurar a notícia por mais uns dias, mas tava tão bom ver a felicidade dos meus pais, a vontade deles em compartilhar com todo mundo, que os deixei serem felizes. E eu curti junto. Realmente foi uma felicidade só. E depois, por que não contar, né?! Foi tudo muito natural, sabem? Muito o nosso jeitinho mesmo. Não me arrependi, não.
Depois o Cleber chegou do trabalho, o irmão ainda estava o esperando aqui, minha mãe fez uns petiscos, comemos, rimos.
Tudo começou às 16:00 comigo contando pra minha mãe, e só acabou às 22:00!! Eu estava exausta, já me sentindo zonza. Mas valeu cada minuto.

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Volto já para contar sobre uma decisão que já tomei a respeito do parto.
Tô tentando seguir a ordem cronológica das coisas. Não quero esquecer de registrar nada aqui. E aconteceu tudo muito junto, então os posts vêm juntos também, rs. Vocês me esperam?
O que quiserem saber, vão perguntando que eu respondo 😉

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