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Aos 2 anos e 3 meses

Aos 2 anos e 3 meses, a criança está em pleno processo de transformação e crescimento. A busca por autonomia e pelo próprio espaço é constante e ininterrupta. O que fica bonito escrito assim, mas na prática significa que:

ela chora muito;
quer comer sozinha;
quer escolher as roupas que vão ser usadas no dia – as dela e as suas também;
quer colocar a roupa sozinha – inclusive e principalmente aquelas que ela ainda não consegue;
colocar o tênis sozinha;
calçar a meia sozinha;
chorar porque não consegue calçar a meia;
deitar no chão porque está chorando;
mudar de assunto imediatamente depois que você tenta argumentar e oferecer ajuda.
ela imita tudo que você faz;
repete conversas que você achava que ela não tinha ouvido;
canta, dança e interpreta.
e chora.
não podemos esquecer do choro.
que pode começar por qualquer motivo que você possa imaginar – e seguir pelos que você jamais pensaria.

É meio enlouquecedor, sabe. Ao mesmo tempo que achamos lindo todo esse desenvolvimento, também acontece de rolar umas surtadas de vez em quando.
A gente vai a extremos de amor e de loucura. No mesmo dia.
Até poque ela também abraça quando percebe que estou triste ou nervosa;
dá um bom dia muito fofo e de bem com a vida;
diz que vai meditar;
se alonga junto quando me vê fazendo isso.

Além de várias outros momentos.Para ilustrar, uma cena de dias atrás:

No café da manhã:
-Mamãe, eu téo (quero) tomer (comer) manteiga. Pode?
-Não, filha. Só na bolacha ou no pão.
-Eu vou comer no tarto (quarto).

Isso porque dias atrás eu apenas ouvi a porta do quarto fechando e, quando fui ver, a senhorita (de quinze anos, aparentemente) estava com o pote de manteiga lá, comendo de boas (ainda bem que foi muito pouco).

E esse é o breve resumo da nossa atual fase.

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Algo está certo

Uma das partes mais difíceis em educar um filho é quando o assunto é educação emocional.

A gente tem que lidar com muita bagagem – a nossa, a do pai, a dos avós, da sociedade, etc etc etc. E ainda conseguir amparar uma pequena pessoa em plena formação e transformação (eles mudam o tempo todo!), sem projetar, mas também sem fingir que não está vendo.

Definitivamente, não é fácil.

E haja jogo de cintura. E uma corridinha no banheiro pra chorar e respirar fundo. Ou dar risada do que ouviu.

Alguns dias eu tenho certeza que tá tudo errado. Que esse negócio de educar ainda vai dar merda.

Fecho a cara, fico na minha, não respondo gracinhas.

E aí eu ouço:

-Papai, a mamãe tá bava. Putê você tá bava, mãe? Deixa eu te dá um abaço.

E vem me dar um abraço. E um beijo.

E ainda fala “ponto”. Pronto. Do mesmo jeito que o meu beijo no machucado faz parar de doer. Assim simples.

Aí o mundo dá reset e a gente começa de novo, né. Com mais fé que alguma coisa deve estar sendo feita do jeito certo, afinal de contas. Ainda bem.

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Receita amiga: “risotinho” salva-vidas

Sabe aquele dia que você passa horas fora de casa, volta bem na hora da comida e não tem nada pronto? Eu sei bem como é, não é raro acontecer aqui, já que sempre saímos e também porque sempre preferimos comida fresquinha, não temos o hábito de congelar (mas nada contra, só não temos o hábito mesmo).

Mas quando se tem um bebê, não dá pra chegar 19:0o em casa e ainda colocar o feijão no fogo, né. E aí, como faz? Depois de pensarmos em algumas soluções, um dia marido fez o que apelidamos carinhosamente de “risotinho da Agnes” (mas não é um risoto, hahaha). Fica pronto em 5 minutos, sem brincadeira. E foi isso que vim fazer aqui hoje, compartilhar essa receita salva-vidas com vocês.

Essas quantidades são pequenas porque geralmente fazemos só pra Agnes mesmo, tipo um prato único.

Ingredientes:

  • Um punhado de arroz (meça na mão mesmo);
  • meia cenoura, 1 pedaço de chuchu, 2 ou 3 vagens, 1 folha de couve (pode ser qualquer legume e verdura que você tiver na geladeira, use umas 2 ou 3 opções, pelo menos);
  • Azeite;
  • Temperos de sua preferência (sal, orégano, coentro, cebola, alho, etc);
  • carne, se quiser (bife mesmo);
  • 300ml de água

 

Modo de preparo:

Corte os legumes em pedaços bem pequenos.
Na panela de pressão, refogue a cebola e o alho e já pode acrescentar os outros temperos. Coloque a carne, em pedacinhos, e em seguida já acrescente os legumes e o arroz. Mexa um pouquinho e acrescente a água. Tampe a panela e, quando pegar pressão, conte 3 minutos. Sim, três minutos e está pronto.

Sirva para a pequena pessoa com fome e veja seu filho comer tudo – incluindo coisas que não dá muita bola normalmente. Só vantagens, hehe.

Fim!

Não disse que era rápido? Fica um prato com alguma variedade, pronto em 5 minutos. Rapidinho dá pra cortar e separar tudo. Panela de pressão salvadora, adoro!

À propósito, apelidamos de risotinho porque a água seca, mas ainda fica molhadinho, sabe? Por isso não pode colocar muita, para não ficar como uma sopa (a não ser que você queira uma sopa, haha).

Por aqui é sucesso!
Se fizerem, me contem como foi?
Espero que gostem!

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Rumo aos 2 anos e a entrega nossa de cada dia

Daqui a duas semanas, meu pequeno lírio completará 2 anos.

Abre parênteses. Incrível como a gente gasta tanto tempo pensando em que nome dar a um filho e, depois, com a pessoa já registrada e tudo, vem uma avalanche de apelidos, né? Isso porque, entre outros motivos, escolhemos Agnes exatamente porque não dava margem para muitas mudanças. Mas aí a gente foi inventando. Lírio. Pequeno lírio. Lili (???), pequena moça, amor da mamãe, fofolete e assim vai. Humanos, tão esquisitos… Fecha parênteses.

E como faz tempo que não falo dela por aqui, resolvi vir aqui hoje pra isso.

Contar que ela está uma lindeza sem tamanho. Falando absolutamente tudo, repetindo tudo, formando frases e criando seu próprio jeitinho de falar. Gente, sério. Que coisa MARAVILHOSA que é ver uma pessoa se formando, né? As carinhas que ela faz, o jeitinho que ela anda, a forma como brinca e interage (ou não) com as outras pessoas. Tudo que é tão novo e, ao mesmo tempo, tão dela. Eu me encanto, sim, me encanto muito, inclusive.

Não que tudo seja fácil e indolor. Óbvio que existe choro, que existem gritos, cansaço, testes de limites e muito jogo de cintura. Para nós duas, aliás. Está no pacote de crescimento e não tem como não vivê-lo. Mas mesmo assim, não tem um só dia em que eu não a olhe dormindo a noite e não pense que tudo está em seu lugar de novo. Que vale a pena abraçar totalmente o caos quando o caminho é tão cheio de belezas e boas surpresas também. É essa mistura de acontecimentos que vai moldando quem a gente é.

E que é bonito que é poder ser, né?
Assim, total mesmo.

Não tem forma melhor (na minha humilde opinião) de contemplar o que é pleno do que observar uma criança vivendo. Elas tem os dois pés fincados com muita certeza no presente, ao mesmo tempo em que se permitem. O que bem quiserem. Elas vão. Elas são. Nem sempre com um intuito, apenas porque querem. Apenas porque sim. Porque o movimento é que é a diversão. Sabe? Isso pra mim é um presente imenso. Uma aula. Não tem escola no mundo que nos dê isso dessa forma.

Claro, não vou mentir. Eu não consigo estar com essa visão e essa entrega em 100% do tempo. Ainda não consigo. As vezes eu choro. As vezes me cobro mais. Tem as coisas que eu queria que fossem diferentes. Tem dias que eu só queria ficar sozinha. Não tem perfeição aqui, nem eu nunca quis, para ser bem sincera. A perfeição tem um peso que eu não me comprometo em carregar. Mas eu tento. Todos os dias eu tento. Enxergar o mundo pelos olhos dela. Me encantar com o que a encanta. Esperar seu tempo. Me abaixar na altura de seus olhos para convesar. Acolher. Abraçar. Dizer a verdade. Deitar ao lado. Ser a mãe que eu consigo ser.

Estamos caminhando para os dois anos com uma convivência muito forte. Literalmente. O máximo que já fiquei longe da Agnes, até hoje, foram 4 horas – horas essas que ela passou com o pai, perto do lugar onde eu estava. Nós somos essas pessoas que, por enquanto, precisam disso. Dessa concretude. E gosto de poder ser quem a gente precisa ser também. É uma liberdade que tem nos feito muito bem, enquanto pessoas e enquanto família. Sem uma ansiedade de ter que fazer de um jeito agora porque depois vai ser daquele outro. Aqui a gente vivendo conforme o que sentimos e o que podemos e o que recebemos da vida também. E tudo bem.

Daqui a pouco faremos dois anos. Que venha muita vida e muita estrada pra gente poder desbravar. Amém.

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Exame, jejum e o mamá nosso de cada dia

Hoje a Agnes fez exame de sangue pela primeira vez na vida.
Tão cedo, acho eu. Mas acharia cedo na idade que fosse, levando em consideração que eu não lido bem com esse tipo de procedimento. Enfim.

O motivo do exame é mesmo para ver se está tudo bem e para dar uma checada naquelas questões misteriosas da restrição ao leite que ela tem – reage a algumas coisas, outras passam batido. Passei ela em consulta no posto de saúde aqui do bairro, vamos ver se agora sossego com essa pediatra, rs. Até 1 ano ela passou com o pediatra da Casa Angela, depois que acabou ficamos meio perdidos, nunca conseguimos um médico que eu realmente quisesse chamar de nosso. Quer dizer, até achei, na Associação que a casa de parto faz parte, a pediatra é uma linda, mas é sempre tão chatinho de achar vaga, entre outras coisas que sempre apareciam no caminho, sei lá, acho que não era pra ser mesmo, pelo menos por agora. Como me recusava a pagar um preço “mais ou menos” por um pediatra ~mediano~ (não temos convênio médico) e como os bons pediatras cobram um valor salgadinho pro meu bolso, parti pro SUS mesmo e é isso. A médica a viu mamando e não mandou desmamar, examinou direitinho, não foi corrido, achei uma consulta bem boa. Já conhecíamos o posto, porque é lá que a levo para vacinar, agora vamos também para consultas.

Mas voltando ao exame. A recomendação era aquela de sempre, jejum de 8 horas, coisa e tal. Péra, jejum de 8 horas para minha pequena bebê de 22 meses? Jejum-jejum, até de mamá? Ai, meu Deus, isso não vai ser fácil.
Ontem falei pra ela que a noite não ia ter mamá, que ela faria exame no dia seguinte e tudo mais. Ela ficou repetindo “exame, exame”, me olhando com uma carinha de dúvida e seguimos o dia. Eu queria que ela tivesse dormido na hora de sempre, umas 21:00 e pronto, ia ser ótimo, mamava para dormir e depois eu me virava ninando se ela acordasse a noite. O exame seria as 7 da manhã. Só que ela não dormiu. Na verdade, ela anda comendo super bem a noite, sempre quer fruta e algo mais que pintar pelo caminho, mesmo depois da janta. Deu 22:30, deitamos todos, mas nada dela dormir, ligadíssima. Passou das 23:10 e expliquei que não dava mais pra dar mamá e todo discurso. Cleber abraçou. Ela começou a chorar. Chorou, chorou, chorou. Peguei no colo, levantei da cama, liguei música. Ela tentava mamar, eu explicava que não podia. Ficamos nesse looping por muito tempo. Ela deitada no meu ombro, quase dormia… e acordava pedindo “ôta mamá”. As vezes ia pedir e parava a frase no meio, deitava no ombro de novo, ficava com a mão no meu peito. Gente, como ser adulta e não desabar chorando? Eu nunca neguei mamá pra ela, foi muito difícil. Eu conversava, explicava, falava que não tinha mamá, mas tinha colo, carinho, que estávamos juntas. Por fim ela dormiu. Acordou no meio da madrugada chorando muito querendo, mas dormiu logo. De manhã, a mesma coisa. Na hora do exame, entrei com ela na sala, foi difícil achar a veia, ela já começou com as lágrimas desde que deitou na maca. Pelo menos não passei mal, vejam só que vitória, rs. No fim, mamou, mas percebi que estava meio chateada comigo. Não me olhou muito, quis ficar em outros colos. Isso acontece, tanto comigo quanto com o Cleber, quando fazemos algo com ela que não a agrada (tipo limpar o nariz com soro e essas coisas chatas, rs). Dei espaço, né. Mas sempre ali olhando pra ela. Mamou muito durante o dia. Dormiu bastante quando chegamos em casa.

E eu, que achava que poderia começar a pensar em limitar a livre demanda, ou fazer novos arranjos, conduzindo e diminuindo o processo, que a vi dormir a soneca da tarde essa semana abraçada com o pai, que gosta de carinho na barriga pra dormir e nem sempre tem pedido o mamá como primeira opção nessas horas, o que me fez pensar que estávamos caminhando para outras fases, descobri que ainda não é hora. Que ainda precisamos do nosso mamá. Somos dependentes dele ainda, nós duas somos. Uma coisa é ir descobrindo novos formatos aos pouquinhos, outra, bem diferente, é não poder ter aquilo que está tão perto e sempre esteve tão disponível. Foram as 8 horas mais longas das nossas vidas até agora #exageradafeelings.

Quem sabe daqui uns 17 anos eu volte a pensar nisso, né. Desmame, agora, nem pensar.

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o começo das frases

Esses dias a Agnes falou pra mim, à noite:
– mamãe, to sono.

Meu pai trouxe um vidro de mel pra ela, porque andou muito gripada. Toda vez que ela vê o potinho, diz:
– touxe méio vovô (o vovô trouxe mel).

Hoje ela queria entrar no banho com o pai, mas ele ia sair rápido para trabalhar e não deixou, falou pra ela ficar comigo. Ela veio até mim e disse:
– mamãe, chatiada papai.  – e ainda me abraçou.

Gente, posso com uma coisa dessas? Quase derreto de tanta fofura! Ainda ontem era um mini bebê que dormia em cima de mim, agora já está começando a estruturar frases.
Ela está aprendendo a identificar e verbalizar o que está sentindo. Tão lindo isso, tão importante!

A gente sempre tenta nomear as coisas que ela está vivendo. Frustração, medo, alegria, sono, fome. A gente vai conduzindo e falando o que está acontecendo, desde sempre. Muito legal acompanhar esse desenvolvimento, esse aprendizado. Ver que realmente ela entende o que dizemos e que está encontrando também os seus processos para reconhecer o que sente.

1 ano e quase 10 meses de aprendizados diários. Pra ela e pra mim.

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pequena matraca

Agnes está uma lindeza, minha gente! Eu sei que sou suspeita, que sou mãe coruja assumida, mas essa fase está muito legal. Sim, tem choro e ranger de dentes, de todas as partes envolvidas. Sim, tem gritos, testes de paciência (alguns concluídos com sucesso, outros tantos se autodestruindo no instante seguinte) e uma menininha com muitas vontades, sabendo muito bem o que quer e o que não quer – e pais descobrindo que isso pode ser tão lindo quanto desesperador. Tem tudo isso e muito mais. Prometo voltar para contar só sobre como anda a nossa vida real em outro momento. Por hoje, quero contar do que tem me encantado por demais nos últimos tempos: a aquisição da fala.

Ela simplesmente repete tudo que a gente diz. Ou quase tudo, vai. Mas tem desenvolvido a fala com uma velocidade doida. Algumas coisas fala certinho, como papai, mamãe, vovô, vovó, amanhã, descer, maçã, mamão (mamaum), pão (paum), neném, oi, tudo, moço, amor, entre outras. Mas para a maioria ainda é daquele jeitinho que eu acho muito fofo. Já fiz um dicionário Agnês, mas quis vir registrar mais para não esquecer.

Ela não diz o som o C, para algumas palavras ela exclui essa letra, simples assim, para outras ela substitui por t
Aba-a-te = abacate
ô-ô = cocô / e quando ela começa a falar “ô-ô ssissi, ô-ô ssissi num looping sem fim é porque a fralda está carregada;
topo = copo
to-uo = colo

maissi = mais

dato = gato
munhau = miau
au au= cachorro
pada = o panda de pelúcia
mumosa = mimosa, a girafa de pelúcia
to-u-ja = coruja
fante = elefante
pato

aoiz = arroz
suto = suco
bochacha = bolacha
putota = pipoca
epoio = repolho
buiaba = goiaba
manda = manga

Uua = lua (adora a lua!)
avaão = avião (é doida num avião também)

baiá = trabalhar
tóio = escritório (se referindo ao trabalho do papai)
dáia = sandália
entá = sentar (quando ela quer que eu sente pra brincar ou pra ela mamar)

bidada = obrigada
fu favô = por favor

fufa = chuva
fofá =sofá

abaço/abassar = abraço/abraçar

dodói
sauô = sarou (o dodói, no caso, hahah)

tau = tchau

e assim, praticamente tudo que a gente fala, ela tenta repetir. Tanto que esses dias minha mãe falou “chatice” perto dela e logo ela tava falando “tatice” por aí. Chegou a época do cuidado redobrado, hahah.

e conta! segue diálogo ilustrativo
Eu: Um!
Agnes: dôs
Eu: três (ela diz tês)
Agnes: cato
Eu: cinco
Agnes: ses
Eu: sete
Agnes: otcho
Eu: nove
Agnes: ez
Resumindo: até os 4 ela vai seguindo “certo” sempre falando os números pares, eu falo e ela completa; depois repete o que a gente fala. Não estou ensinando ela a contar ainda, calma, foi só uma brincadeira esses dias, e porque ela sempre gosta de ir vendo os números mudando no elevador.

Ai, é muita coisa. Cada hora tem uma palavra nova, um jeito novo de falar. Muito gostosa essa fase, minha gente!

comendo “buiaba”, uma das frutas preferidas ❤

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Menos uma.

Então que chegou o dia. Desativei minha conta do facebook por tempo indeterminado. Eu já queria fazer isso há tempos, já até tinha comentado aqui no blog também. Mas ia adiando, deixando pra lá, entrando menos. Cheguei até a apagar o aplicativo do celular e foi uma boa experiência. Acontece que a comodidade acabou falando mais alto e instalei de novo.

Só que agora eu cansei mesmo. Eu, que tenho buscado uma vida mais leve, escolhendo minhas batalhas, vivendo um dia de cada vez, acho que já não ando cabendo mais por lá. Tá chato, não estou me sentindo a vontade para compartilhar o que quero. Então é melhor me afastar por uns tempos para desanuviar, receber menos informações (necessárias ou não). Fazer um detox mesmo. Depois, quem sabe, eu volte.

O ruim é que a página do blog também foi desativada, porque não queria entrar só para isso, não ia fazer sentido. Para quem quiser outra rede social para acompanhar as peraltices da pequena, o instagram é bem mais útil, podem vir que a porta está aberta. E as postagens por aqui também continuarão firmes e fortes, com certeza.

Fora isso, tudo certo por essas bandas de cá. Agnes fez 1 ano e 7 meses e eu esqueci de vir fazer o post, ó céus! Está repetindo (quase) tudo que falamos, uma graça! Depois venho contar com mais calma.

Por enquanto, é isso. Menos uma rede social para acompanhar, por um tempo. Vai ser melhor assim.

E vocês, tudo bem? Me contem as novidades!

Beijas!

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Faz de conta que é 19

Então que hoje é dia 20 e eu tinha certeza absoluta que era dia 19.
Esse mês decidi postar dia-sim dia-não, o que acabou sendo em todos os dias ímpares, já que comecei dia 01, né. Estava toda feliz e satisfeita pensando no que escrever quando “descobri” que hoje era dia 20. Um dia inteiro se passou e eu nem me dei conta, pra vocês verem o tamanho do meu cansaço, ou da minha (falta de) atenção, como queiram.

Vamos fazer de conta que eu vim no dia certo, sim? Que tudo estava friamente calculado desde o começo, claro, como não.

E do que vamos falar hoje? Não faço ideia, minha gente!
Alguém tem alguma sugestão do que eu posso escrever nesse humilde espaço materno-reflexivo? O que vocês gostariam que eu contasse que, por acaso, eu ainda não tenha contado?

Está sendo muito legal escrever aqui com mais frequência. Mesmo que as vezes eu me veja completamente sem saber o que dizer, como hoje, é bom vir assim mesmo, naquele tom de conversa e bate papo que algumas vezes acaba ficando meio de lado, eu acho. Sem contar que continua sendo um exercício. Quanto mais eu escrevo, mais vai surgindo o que contar. Quando fico esperando muito pelo assunto ideal, pelo momento ideal, pela inspiração ideal obviamente não sai nem uma linha sequer, porque todos sabemos que o ideal não mora neste mundo. Ainda mais no mundo materno, né colegas.

Enfins. Post enchendo linguiça em pleno domingo, porque esse dia da semana é muito propício pra isso, afinal de contas.
Prometo que volto com mais qualidade amanhã, já que é o dia “certo” da postagem, né? hahaha

E sim, estou esperando sugestões, ideias, planos infalíveis ou o que vocês quiserem dizer, hehe.
Beijo nosso. E boa semana pra nós!

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E lá vamos nós . . .

Nas festas de fim de ano eu decidi que não iríamos viajar. Não iríamos viajar pra longe, quero dizer, até porque fomos pra Ibiúna e pra Boituva, que é aqui do lado, mas já é uma mini viagem. Decidi por alguns motivos, mas o principal deles foi porque não queria expor a Agnes a um longo período dentro do carro, ainda mais com estrada cheia, calor, chuvas, etc. Ela não gosta de ficar no bebê conforto. Se ela falasse, tenho certeza que o chamaria de bebê desconforto. Ela chora chora chora. Grita. Griiiita. Enfim, reivindica do jeito dela, né. Eu não queria aquele stress naquele momento.

Pois bem.

Pouco tempo se passou, está chegando o carnaval e venho dizer que… estamos indo viajar.
Pra longe. 1.200 km de chão rumo a Minas Gerias, meu estado do coração. De carro.

Pausa pra eu rir de nervoso.
Hahahahahahahahaha.
Despausa.

Ué, e todo aquele papo de não expor a bebê ao stress e etc e tal? Ainda tá aqui, minha gente, acreditem. Mas em algum momento teríamos que ir, não é mesmo? Lá, naquela pequenina cidade que eu conheço desde que nasci, estão pessoas muito importantes da minha família. Inclusive os bisos da pequena. Ela só tem 1 bisavô vivo, que é o pai da minha mãe, e estou indo levá-la principalmente para conhecê-los. Mas não só, claro. Tem minha prima, que será sua madrinha. E todas as outras primas e primos. Crianças e adultos. Tias, tios. Parentes de todos os jeitos. Tem o rio São Francisco. Tem a roça onde meu pai nasceu e cresceu (sim, ele nasceu na roça, rs), lugar lindo lindo. Enfim. Muitos bons motivos.

Tenho certeza que será muito legal e bem animado.
Só não dá pra saber como será o caminho até lá. Amo viajar de carro, de verdade. Vou torcer pra ela ter puxado pelo menos um pouquinho dessa minha paixão.

Volto pra contar como foi em breve. Enquanto isso, mandem boas vibrações, hehe.

Bom carnaval pra todo mundo! o//

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