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4 ANOS!

Gente amiga, vocês acreditam que a minha pequena moça vai completar quatro anos no próximo domingo?

Quatro anos.
4 anos.

Não que eu tivesse alguma dúvida, mas é oficial: cabô bebê!
A pessoa é 100% criança. E eu sigo achando esse Sr. Tempo muito fanfarrão.

Estava aqui pensando no que vou escrever na carta deste ano e, nossa, tanta coisa.
Tanto aconteceu nesse último ano, tanto que ela cresceu, se desenvolveu, aprendeu. Pra mim também foi assim, com certeza.
O que eu sei é que está linda demais essa fase. Ir conhecendo cada dia mais a pessoinha que ela já é – isso é muito legal!

Ela faz tudo sozinha… menos comer, hahaha. Quer dizer, ela come sozinha na escola, claro, mas aqui em casa faz um charme imenso, rs. Aí em casa eu digo que vou colocar o meu almoço pra gente comer juntas e geralmente funciona bem, mas tem vezes que ainda prefere que a gente dê – e sabe, eu nem tô sofrendo com isso porque ando sem tempo, kkkkk. De resto, não posso nem chegar perto. Tomar banho, escovar os dentes, ir ao banheiro, vestir a roupa, colocar a mesa pro café da manhã, calçar o tênis, correr na rua (socorro, hahaha).

E as conversas, gente? De vez em quando tem umas frases muito maravilhosas, tipo essa semana que ela disse: eu não consigo deitar em mim mesma (!)
Tem o temperamento super forte, sabe o que quer.
Que as deusas conservem isso.

Brinca bem sozinha quando está em casa, inventa música e reproduz uns diálogos da escola – e eu só “de longe” ouvindo, hehe.
Ainda fica tímida quando chega em lugares novos, com mais pessoas e tal. Quer ficar perto de mim ou um pouco mais afastada da geral. Aos poucos vai se soltando e inventando o próprio jeito de ficar bem no ambiente E é engraçado de ver, porque ela raramente dá “oi” quando chega, abraço e beijo, então, só pros íntimos. Mas o tchau sempre rola mais suave e natural, rs. Ela realmente precisa de um tempo e gosto de respeitar isso.

É muito carinhosa, muito amorosa e gosta de ficar em família
#cancerianatotal

E eu sigo uma mãe babona, como vocês podem constatar, rs.

E é isso, vida seguindo no compasso – ora suave, ora doidão – e a gente aprendendo a dançar conforme a música. Ainda bem que música é mesmo uma constante aqui em casa.

Volto domingo com a carta e mais amor pra derramar por aí.

Beijo em todo mundo e até já.

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13 semanas e uma afilhada linda

Completamos 13 semanas de amor!
Posso dizer que essa semana os incômodos praticamente sumiram #todascomemora. Quase nadica de nada de enjoos – só aparecem de vez em quando pra me lembrar quem é que manda aqui, haha.
O calor que faz nessa cidade (no país, em todo lugar) está demaaais da conta. Fico imaginando que pras grávidas de barrigão não deve tá nada fácil – pra mim, pelo menos, com uma mini-barriga, não está, rs. Apesar disso, até que meus pés não tem inchado, o que já é bem bom.

Aquilo que eu senti no fim de semana realmente foi embora. Tanto que nem pensei mais em antecipar o ultrassom nesses dias e me surpreendi quando me dei conta de que o exame “já é” na próxima terça. Se fosse pra esperar mais seria tranquilo. Vai entender a cabeça de uma gestante… rs. Mas é na terça mesmo, não tem como ser depois porque eu já vou estar no limite do que pedem, então, depois disso com certeza venho aqui contar como foi o nosso encontro pela telinha.

Como eu comentei em outro post, minha afilhada, que tem 5 anos, está passando uns dias aqui em casa (serão 15 dias, no total) e está indo tudo bem. Bem cansativo. Ela é uma criança tranquila no quesito ficar longe dos pais, mesmo sendo a primeira vez que isso acontece na vidinha dela, não está dando trabalho nenhum. É muito carinhosa. Beija, abraça, quer – e faz – carinho. E adora fazer cócegas na minha barriga e dizer que “a priminha” está rindo e gostando. Ain, morro de amor! rs. Ela conversa com o bebê, faz perguntas. Na sexta eu contei pra ela que o bebê tá dentro d’água, se refrescando nesse calor, e ela ficou surpresa mas logo concluiu que “a bolha” no qual o bebê está dentro é pra proteger. E acredita que tudo que eu como vai direto pro bebê (meio que literalmente, no caso, porque ela descreve o bebê mastigando e gostando, haha).
Fala mais do que uma matraquinha, tem um “causo” pra tudo e pra nada (no caso do nada, é pra tentar te enrolar quando quer ganhar um tempinho mesmo, rs). E um sotaque nordestino que eu adoro!
Mas não se deixem enganar pela carinha de anjo e vozinha fina, viu? A criança é fogo, minha gente. Fogo na roupa, na casa, nos cabelos, no prédio. Tem que ter uma dose extra de paciência – o que me falta, algumas vezes, porque os hormônios estão em ebulição aqui dentro, uma loucura total.
Por causa desse ritmo mais frenético, juntando com o calor que fez essa semana, chega o fim do dia eu quero mais é cair na cama e por lá ficar – de preferência com um ventilador na minha cara. Vocês fazem isso? Nem eu, hahaha. De noite a menina pega fogo, ainda tô procurando o botãozinho que desliga essa máquina. Haja imaginação pra entreter e depois desacelerar esses pequenos!…
Então assim, nem sempre é fácil, mas posso dizer que é beem gostoso. Vou sentir falta quando ela for embora.

Helena e eu. Dizem que é a minha cara, rs…
E a pança? Continua crescendo, firme e forte, haha. Quer dizer, não acho que esteja enooorme, mas já dá pra aparecer um pouquinho – embora não o suficiente pra me fazer pegar as filas preferencias, ainda, haha. 
Eu a sinto durinha desde o início, no baixo ventre. Mas só agora tá ficando mais redondinha, com carinha de barriga de grávida mesmo; e o peso vai mudando também. E sinto que ela fica maiorzinha e (ainda) mais dura/firme no final da tarde, é uma delícia! 
Olhem só como estamos…
Estamos crescendo, gente! \o/
E é isso, minha gente. Na terça (ou na quarta) eu volto com notícias do ultrassom. 
Uma semana linda pra nós \o/

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um segredo

Deixa eu contar uma coisa pra vocês: eu não gosto quando os adultos tratam as crianças como se elas não soubessem e não entendessem nada do que se passa ao seu redor. Não gosto quando falam mentiras pra elas. Não suporto quando riem com sarcasmo (e não porque acharam bonitinho ou algo assim) de suas frases ou atitudes. Não gosto quando as pessoas projetam nas crianças o que elas não foram. Não gosto quando decidem que tipo de futuro a criança vai ter, como se só houvesse uma única escolha. Não gosto quando as pessoas definem que sabem o que a criança está sentindo a partir dos seus achismos de que todas são iguais, e não por suas particularidades. Não gosto mesmo, de jeito nenhum. Não gosto que insistam em padronizá-las. Simplesmente não suporto quando falam que as crianças, desde bebês, têm que passar por coisas ruins e difíceis para aprender que o mundo não é bom. Poderia repetir essa última frase mais quinhentas vezes, apenas para frisar o quanto eu não a suporto. Não gosto quando enganam os pequenos, como se eles não percebessem o ato. Não gosto de gente que acha que criança é manipuladora. Não gosto de gente que acha que criança é bobo da corte pros adultos. Não gosto quando mentem pra elas. Sim, sei que já escrevi isso, mas estou repetindo, porque simplesmente não gosto quando mentem pra elas. Não gosto que batam nelas. Não gosto que ignorem seus sentimentos. Não gosto quando não dão ouvidos ao que dizem, porque acham que “é coisa de criança/ não entendem nada/ logo vai passar”. Não gosto quando acham que as crianças não sentem tristeza ou mágoa ou raiva ou qualquer sentimento inerente ao ser humano. Não gosto quando percebem que elas estão tristes, mas acham que é algum tipo de frescura ou manha. Não gosto quando diminuem seu sentimento. Mais uma vez, não gosto de gente que não acredita no que as crianças dizem só porque acham que “elas não sabem o que falam”.

Não gosto é só pra ilustrar. Eu tenho vontade de chorar quando vejo essas cenas se repetirem, dia após dia, para quase todos os lados que eu olho. Às vezes eu choro.
É difícil sentir uma coisa muito específica e dizerem que não, você está errado, não tá sentindo isso, é coisa da sua cabeça.
É muito difícil aprender desde cedo que não adianta falar certas coisas, porque não vão acreditar em você.
É muito difícil passar por situações que você não se sente preparado, mas determinaram que você está – e ainda ouvindo que é para o seu bem. E você não consegue entender como que “bem” pode vir de algo que te apavora sobremaneira.
É muito difícil chorar pensando em todas as coisas que você gostaria de falar, mas não consegue.
É difícil crescer sentindo medo.
É ainda mais difícil crescer acreditando que o que você sente é errado.
Alguma hora vai passar, dizem, você vai aprender. Mas não passa.

Você tem amor, você tem brinquedos, você tem uma família que te ama, e que você também ama, e alguns poucos amigos.
Mas ainda falta algo. Uma confiança, talvez. Você não sabe, ainda não descobriu o que é confiança.
Quando descobrir, vai perceber que mesmo dentro daquela casa grande, e tendo um quarto só seu, e tendo tido uma infância também feliz e com boas memórias, existe um sentimento que não orna com tudo aquilo. Um sentimento que só a pouco tempo você soube nomear, mas não tem coragem nem de falar, porque sabe que vão dizer, ainda hoje, você adulta, que não foi nada disso, você entendeu tudo errado. Talvez seja mesmo só coisa da sua cabeça. Mas talvez não.

E é ainda mais difícil, muito mais difícil, lembrar de tudo isso, ainda hoje, muitos anos depois, quando o seu inconsciente já deveria ter trabalhado para varrer tudo pra debaixo do tapete e te fazer esquecer. Talvez ficasse uma ou duas sequelas, sintomas e sinais de que ali aconteceu alguma coisa, mas você não se lembraria, e daria um jeito de conviver com tudo aquilo de alguma maneira, e estaria tudo bem.
É assim que acham que vai acontecer com todas as crianças. Que elas esquecem, não entendem, jamais vão se lembrar daquilo um dia. Realmente acontece com algumas, claro, não posso jamais dizer que não.
Mas chega aqui pertinho, deixa eu contar uma coisa pra vocês: o inconsciente de algumas crianças simplesmente esquecem de cumprir o seu papel com excelência, e essas pessoas crescem com uma consciência absurda de tudo que sentiram desde, sei lá, dois ou três anos de idade.
Chega mais pertinho, pra ninguém ouvir: muito prazer, eu sou essa criança.

imagem daqui

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Aprendendo com as crianças

Particularmente, acredito que mais do que ensinar às crianças coisas sobre a vida – do fundamental ao subjetivo – podemos aprender muito com elas também. A simplicidade na maneira de olhar o mundo, a capacidade de reparar nos detalhes que nos passam despercebidos e os questionamentos e respostas que, muitas vezes, só tem lógica dentro da cabecinha deles, me encantam demais.

Esta semana li um texto e gostei muito: Dez atitudes que devemos aprender com as crianças, do blog SimplificandoCheguei até ele através de um compartilhamento no facebook. É de um blog/site voltado para a vida sustentável, bem legal, mas a lista não se limita; são atitudes para todos nós. Ande mais de bicicleta, raspe o prato, acredite num futuro melhor, são algumas atitudes sugeridas. E não para por aí. Aqui em baixo transcrevo um item que acredito muito:

“Tenha a mente aberta para o novo
Uma criança é como um papel em branco que vai sendo preenchido com as referências e experiências que ela adquire ao longo da vida. Em certo ponto, porém, nos tornamos céticos e definimos nossas verdades como únicas, bloqueando qualquer tipo de novo ponto de vista ou forma de pensar. Apesar da aparente segurança, essa atitude nos cega, nos para no tempo e impede que a gente evolua. Não deixe isso acontecer com você! Abra sua mente e deixe seu papel em branco se transformar em um quadro rico, cheio de cores e desenhos diferentes!”

Vale a pena ler e ver se tem algo ali que se encaixa na sua vida. Lendo essa lista e pensando no que os pequenos tem a nos ensinar, me lembrei de um outro texto que gosto muito e fez sucesso nas redes sociais: O dia em que parei de mandar minha filha andar logo. Que lindo ver como essa mãe se permitiu olhar a filha – e a vida – de uma maneira diferente, respeitando a essência da menina e aprendendo um novo jeito de lidar com o cotidiano.

E claro que a lista de textos e exemplos são infinitas.
Aliás, muitas vezes nós já sabemos de tudo isso (ou de boa parte, pelo menos), pois também as praticamos quando éramos pequenos. Mas, em algum momento entre as vergonhas adolescentes e a correria da vida adulta, perdemos isso de vista. Nos esquecemos mesmo. Ou, quando nos lembramos, vamos postergando e colocando outras coisas como prioridade, ou seja, de uma maneira ou de outra, deixamos de fazer. E é aí que entram os nossos mini mestres. Conviver com uma criança e permitir verdadeiramente que ela explore e viva todas as suas possibilidades e criatividade – e não podar seus atos e transformá-los em mini adultos (assunto pra outro post) – garante à elas uma construção forte e verdadeira do ‘eu’ de cada uma, e ainda por cima nos permite relembrar e aprender algumas coisas fundamentais. É só observar e sentir.

E você, tem se permitido aprender com seus filhos ou crianças próximas?

Pintura hiperrealista de Steve Hanks

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Mais empatia com os pequenos

Uma verdade sobre mim: eu fui apaixonada pela minha infância.

Nasci aqui em São Paulo, mas com apenas 3 meses minha família se mudou pruma cidade lá do norte de Minas. Fui criada livre, brincando na rua, descalça, ralando o joelho, andando de bicicleta. Assistia tevê o mínimo do meu tempo, eu era muito ocupada, rs. Além de estudar, eu dançava, pulava corda e amarelinha. Brincava de boneca, montando uma casa inteira pra mim, às vezes. Também tinha meu próprio restaurante, com “bifes” de folha, pedras e cascas de banana no menu; adorava quando minha mãe me dava punhadinhos pequenos de arroz, feijão, macarrão, pó de café e maizena (pra misturar com água e virar leite) e eu podia incrementar a brincadeira. Escolinha também estava na lista, assim como banco (meu pai trabalhava em um, rs) e várias outras infinitas brincadeiras que eu literalmente inventava, sozinha ou acompanhada. Brinquei até hoje os 12 anos, quando algumas meninas já não faziam isso por se autodenominarem “mocinhas”, rs 
Não que eu não tenha sofrido nenhuma dor ou trauma. Mas eu aproveitei muito aqueles anos, e como aproveitei. 
Depois que cresci continuei encantada pelo universo infantil. E, mais ainda, pela mente das crianças. Porque eu me lembro como foi a minha. Porque eu me lembro como eram algumas coisas. E não tinha coisa mais chata do que eu estar sentindo alguma coisa e um adulto achar que eu estava sentindo outra coisa, totalmente diferente. Existia momentos em que eu não sabia transmitir o que me apetecia, tinha dúvidas que não eram respondidas de forma esclarecedora. Confesso que não é pela fala que eu melhor me expresso, por isso também a paixão pela escrita. 
A insistência em tentar entender meus sentimentos e reações frente a alguma situação é uma característica minha, que trago desde essa época. E se eu sinto, pode ser que aconteça com mais alguém também, né?!
Então, quando eu estou lidando com uma criança, eu me pergunto: eu passei por algo parecido na minha infância? Como eu me senti? O tratamento que recebi me fez bem, ou fiquei com a sensação de que não entenderam nada? Não que todas as pessoas passem pelas mesmas coisas, mas essa prática pode, pelo menos, apontar uma luz para nortear as minhas ações e, assim, eu ajo com mais cuidado, pois diante de mim tem uma pessoinha que pode estar tão perdido quanto eu.

                            
Para ilustrar o post e ficar fofo, uma foto minha com a minha afilhada, há 4 anos atrás. E uma do Cleber, com o nosso sobrinho, há 1 mês atrás.
A verdade é que muitos adultos tem uma espécie de mania de achar que as crianças fazem determinadas coisas apenas para irrita-los, testar sua paciência, ou algo do tipo. Não que isso não ocorra em alguma situação específica da infância, claro. Mas francamente? Achar que todas as vezes o motivo é mais você do que seu filho é um tanto egoísta, eu acho. 
Se até nós, adultos, com uma mente perfeitamente capaz de entender coisas subjetivas e abstratas, muitas vezes sentimos algo que não sabemos explicar, porque exigir isso de uma mente ainda em formação, né?!  Algumas vezes, tudo que precisamos, adultos e crianças, é só de um pouco de empatia.

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