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O não saber

Eu queria descobrir a próxima gestação só com umas 20 semanas. Não que se tiver de acontecer alguma coisa ruim (bate na madeira 50 vezes) será antes disso, mas perece que a marca das 17 semanas não me larga, por mais que eu procure não pensar nisso, por mais que eu nem tenha um positivo em mãos ainda.
Eu queria que alguém me garantisse que daria tudo certo da próxima vez.

Em contrapartida, eu gosto do não saber. Pois é só dessa forma que posso me entregar. É chato saber exatamente o que, quando, como e porquê as coisas acontecem, pelo menos eu acho. O não saber permite que eu me conecte mais comigo mesma (ou tente, pelo menos), que eu tente entender de onde vem esse tanto de vozes, quais estão vindo do instinto, do coração, e quais aparecem para me confundir, ou, mais provavelmente, autoenganar por medo do sofrimento.

Seria bom ter pelo menos uma garantia, por menor que fosse? Seria lindo, seria demais, seria tudo! Mas não tenho. Não existe garantia. Tudo pode acontecer, o tempo todo, com todo mundo. Não que estejamos todos condenados. Mas também não estamos imunes.

Penso que tudo isso pode ser só o prenúncio do que é a vida com filhos. Não estou falando de fatalidades aqui, não sou tão pessimista, muito pelo contrário, vivo vendo o lado bom das coisas. Mas também não dá pra pensar que só dentro da barriga coisas ruins acontecem (que é o meu atual medo). Não é o lugar mais seguro? Quando querem proteger do mundo, algumas mães dizem que queriam que os filhos voltassem pra barriga. Então também não posso pensar: nasceu, cabô. Não dá pra pensar que aqui fora as coisas serão tão diferentes assim. Acho que o medo não vai nos abandonar. O medo da febre, o medo da convulsão, o medo da gripe virar outra coisa mais séria. O medo de não comer e ficar doente. O medo de comer demais e ficar doente. O medo de machucar. O medo de não saber entender o choro. O medo de deixar cair. O medo de fazer mal mesmo tendo certeza que está fazendo o bem. Medo do desconhecido.

A questão, penso, não é a garantia ou não, o medo grande ou não. A questão é seguir em frente dando o nosso melhor. Sempre. A minha vontade de ter um filho é infinitamente maior do que o medo que sinto, não tem nem medida de comparação. Hoje eu sinto medo, claro, porque passei por um baque grande, porque “eu nunca pensei que uma coisa dessa fosse acontecer comigo”, e aconteceu, porque temo que aconteça novamente. Mas não dá pra parar a vida. Não dá pra deixar que isso me conduza. Assim como não dá pra evitar que o bebê chore, só pelo receio de não saber interpretar, ou que ele tenha qualquer outra experiência, só por um sentimento que nos paralisa. É simplesmente incoerente e sem nenhum sentido. Simplesmente não dá. Os dias continuam a passar, coisas continuam a acontecer. Não é o meu medo que protegerá a minha gestação e, depois, a integridade física e psicológica do meu filho. Eu não acredito nisso. Haverá cuidados, haverá amor, haverá afeto. Todo do mundo que eu puder dar.

Eu amei a bolota desde sempre, me conectei com ela de uma forma ímpar, e isso não impediu que ela se fosse. E eu não me arrependo de ter me entregado daquela maneira. Sei que é meio pesado afirmar isso, mas estou escrevendo pra mim mesma, para que eu enxergue esse fato e acalme meu coração. Sessão de autoanálise aberta, é isso que esse texto é pra mim. Prosseguindo. Eu não me arrependo e não vou fazer diferente da próxima vez. Eu acredito no amor, acredito na conexão, acredito nos instintos e no que sinto. Nos últimos dias, confesso, tentei fugir disso. Tentei não me conectar, tentei não ouvir, não falar e muito menos ver. Por medo de quebrar a cara de novo. Mas me diz, e se eu quebrar? Vai valer alguma coisa ter demandado tanta energia para tentar ser o que não sou? Não. Também tive medo de estar errada quanto ao que eu senti esses dias (porque foi assim: quanto mais tentei me fazer de desentendida, mais escancarado ficava). Mas eu preciso entender que eu não estava errada da outra vez. Ela existiu de verdade e todo amor que dedicamos à ela foi real e também necessário. O amor, a entrega, a conexão saudáveis e naturais nunca serão ruins ou prejudiciais. O medo, sim. Sei que o medo também é instinto de sobrevivência, mas nesse meu caso, não. Me escondi atrás dele, o usei como escudo. Mas foi só pra ver que não funciona pra mim. Eu preciso me entregar. Para tudo que está por vir, para a vida que, sinto, vai chegar, na hora que tiver que chegar. Acho que a palavra do momento é: confiar. Confiar que meu instinto está funcionando direitinho. Que se ele falhar haverá tempo para buscar outras alternativas. Que estou minimamente preparada (nunca estamos completamente, nem quero estar, porque é na caminhada que as coisas acontecem, e não antes de começar) para o que tiver de ser.

Preciso confiar que vou conseguir e continuar andando ao lado do não saber. Ele me acompanhará por longos anos, precisamos saber respeitar um ao outro; parada é que não dá pra ficar. Mesmo porque o estar parado é uma ilusão. Ou a gente vai pelas próprias pernas, ou somos levados pela correnteza. Eu prefiro ir, detesto receber ordens. Não há garantias. Há vida. Há mais.

foto totalmente desconfigurada, (pelo Blogger, porque no meu computador tá normal), na verdade a cor dela é diferente e está parecendo estragada, desculpem por isso. Mas é ela que eu quero aqui, pra me lembrar de fechar os olhos, respirar, e ir. 
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a divagação que levou à decisão

Já faz uns dias que ando pensando numa coisa. Pensando não, me incomodando. Mas eu não sabia que era um incômodo propriamente dito, só percebi, como sempre, depois de uma conversa com marido.
O fato é que eu já consigo me imaginar grávida novamente. Até aí, ótimo, tudo lindo, divino e maravilhoso. Todos se abraçam felizes, por eu já ter superado o medo, festejam e fazem um brinde. Mas, de repente, todos os olhares se voltam para mim e surge aquela perguntinha básica: quando voltarão a tentar? É uma pergunta natural, eu sei. E acredite, eu também me fazia a mesma indagação, sempre que me via desejando um bebê logo. Mas antes de eu começar minhas divagações filosóficas (cof, cof), vamos recapitular algumas coisas.
Há algumas semanas atrás, quando eu ainda estava no meu processo de recolhimento, chegamos – marido e eu – ao consenso de que seria melhor esperar uns meses para começar a tentar de novo. Porque eu não conseguia muito pensar no assunto, porque estava (está) muito recente, porque foi tudo muito intenso, porque eu não queria transferir os sentimentos, medos e possíveis angústias da última gestação para a próxima, queria elaborar tudo o que eu pudesse antes de decidir partir pra próxima. Como bem disse o Cleber “precisamos fechar esse ciclo”.
E também tem uma questão prática: eu fiz um plano de saúde pra mim depois do que ocorreu. Eu não tinha um e nem pretendia ter, porque eu sou rebelde não vou fazer pré-natal e nem parto com ele, mas depois do susto que levei, com a possibilidade de ter que ficar internada batendo na porta, senti falta dessa segurança. Se eu tivesse tido que ficar internada, não sei como seria; provavelmente eu faria de tudo pra ficar no hospital que a minha GO atende, pela segurança que ela me passa e tal, mas é mega caro e seria um sacrifício enorme pro nosso bolso. Então, pensando mesmo nessa parte, logo em seguida fizemos um plano de saúde que cobre esse hospital e me dá algum reembolso das consultas particulares e também da equipe médica do parto. Pois bem, convênio novo significa carências. 300 dias para partos a termo, ou seja: não era uma boa ideia começar as tentativas já, levando em consideração que uma gestação tem, em média, 280 dias (sim, os convênios são filhosdaputa e te ferram por míseros 20 dias, mas esse é outro papo, pra outro dia).
Com esse detalhe prático e o pensamento de que era bom nos darmos esse tempo tanto para elaborar o que ficou, quanto para fazer outras coisas só pra nós dois, ficou meio acertado que voltaríamos à ativa em dezembro. E se déssemos sorte de ser de primeira, como foi em abril, o bebê ainda podia nascer em setembro, que é o nosso mês, ai que lindo!
Fim da recapitulação, chegamos ao tempo presente.
Aos pouquinhos, o céu foi ficando mais limpo e mais azul, fui me sentindo mais leve e a vontade, que antes era quase zero, começou a aparecer para me fazer companhia nas tardes de fim de inverno. Ela chegava e ficava, cada dia um pouquinho mais. Senti vontade de antecipar a data. Ainda pensava que não era agora, mas também não era dezembro. “Amor, e se a gente voltar a tentar em outubro?”. Vezes ele concordava, vezes ele achava que dezembro ainda era uma boa pedida. Comecei a achar dezembro longe, por outro lado tinha consciência de que talvez ele estivesse precisando de mais um tempinho. Eu não queria passar por cima dos sentimentos dele. 
Os dias foram passando e eu sentindo tudo que me acontecia. Porque eu sou uma pessoa chegada nas sensações, já repararam, né? Sou meio espiritualizada mesmo – é assim que funciona pra mim, é assim pela minha história de vida e, muito provavelmente, pela minha essência. Pois bem. Eu senti e pressenti muita coisa nas últimas semanas, só que agora não é hora de falar sobre isso, preciso de mais um tempo. 
Mas se tem uma coisa que eu sinto é que haverá, sim, uma próxima vez, e que não está muito longe, não. Sinto uma alegriazinha de expectativa quando penso nisso. E sinto que o bebê 2 é bem diferente da bolota. Mas mesmo sentindo essas coisas, e essa expectativa, e essa vontade, alguma coisa me incomodava. “Quando voltaremos a tentar?”. A frase ecoava com alguma insistência na minha cabeça. 
Sábado eu e marido conversamos bastante, sobre um monte de coisas, e inevitavelmente chegamos no tópico mês de retorno das tentativas. Eu não me sentia bem falando nenhuma data, tava ficando estranho. 
“Qual mês seria melhor?”. Era isso que me incomodava – não a vontade de começar logo, e sim ter que decidir um mês ideal para isso. E não que eu tivesse ou quisesse decidir e bater o martelo de forma definitiva, tudo pode mudar a qualquer momento, eu sou a mestra em mudar os planos, mas o incômodo existia e eu não sabia o porquê. Eu não estava me sentindo bem com esses pensamentos.
Depois de um tempo, nós já calados, as peças foram se encaixando. E o insight maior foi: eu não quero começar a tentar.

Todas as vezes em que eu pensava em qual mês seria, ou não, bom para um possível começo, eu estava pensando somente na minha vida. Qual mês eu teria menos dívidas, qual mês eu teria mais chances do bebê nascer na data tal, depois de qual mês eu já teria feito isso ou aquilo. Eu, eu, eu. E o bebê? Eu pensei nele em algum momento? Não diretamente, mas esse incômodo me fazia lembrar que a equação não era tão simples assim. Eu sou uma pessoa de muita fé, então penso sempre por esse lado. E, sim, eu pensei: e se eu voltar a tentar em outubro, mas por ansiedade? E se fosse pra ser só em dezembro? Não que o positivo seja garantido de primeira, me referia às tentativas em si, e não ao resultado. E se esse bebê quiser chegar só daqui um ano? E se ele quiser chegar exatamente agora? Por que estou pensando nas minhas variáveis e não estou levando em consideração que não estou sozinha nessa? 
Talvez já seja a minha relação com esse serzinho que eu não faço a mínima ideia de quando pintará por aqui, mas sei que certamente virá. É respeito pelo seu tempo, mesmo que agora ele seja somente um desejo. 
Talvez seja uma parte nova da passagem de bolota na minha vida se revelando. Depois dela eu fiquei mais leve, mais ligada a detalhes que eu nem sabia que existiam antes. 
Eu não estava me sentindo nada bem em marcar um dia para dizer “pronto, a partir de hoje você pode chegar”. Não é justo. Não me sinto apta para determinar um dia, um mês, um momento para que a porta seja aberta. Não é assim que vai funcionar. É uma relação, via de mão dupla.
Consegui elaborar tudo isso depois de uns minutos calada, e foi um pouco difícil até pra falar, mas marido entendeu o que eu estava querendo dizer, me ajudou a verbalizar alguns pontos e chegamos, finalmente, num consenso. 
E então é isso. Eu já me imagino grávida novamente, mas não vou determinar nada, pelo menos até segunda ordem. Não sei se me fiz entender, se consegui passar a complexidade do que senti, mas não me prolongarei mais, porque vai ficar repetitivo. Eu sinto que dessa vez tem que ser  suave, o momento pede por isso. Não haverá tentativas, por isso não haverá posts especificamente sobre os meus ciclos. A engrenagem da vida tá rodando, naturalmente, e no momento exato – nem um minuto a mais, nem a menos – vai acontecer. Eu não faço ideia de quando vai ser. Mas é mesmo para ser assim.
Arquivo pessoal

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De repente…

E então você vive o luto e, aos poucos, a nuvem densa que pairava sobre a sua cabeça vai se dissipando.
Setembro chega e, com ele, você começa a viver dias mais felizes. Mais leves. Com mais sorrisos. Presença dos seus amigos. Piquenique. Cafés e sorvetes. Cinema. Namorando muito. Escrevendo alguns rascunhos. Saindo mais de casa. Até comprou umas roupas novas, coisa que não fazia há tempos. Até resolveu ficar por uns tempos sem comer carne, e está se sentindo muito mais leve assim. Feliz. 
Você começa a perceber que alguma coisa mudou em você. Se antes – antes mesmo, desde o ano passado – você preferia ficar em casa, numa imersão total, agora parece que aquele ciclo finalmente está se encerrando. Naturalmente, a vontade de sair, de viver novas coisas, chegou. E é isso que você tem procurado fazer, dia após dia. E mesmo quando fica em casa, está diferente. A energia mudou. Novos planos. Novas atitudes. Mais contato com a natureza. Viagem programada para breve. Pensando em detalhes das festas de fim de ano. Interagindo muito mais com aqueles que lhe fazem bem. Inventando um projeto novo. Muita coisa. Ao mesmo tempo. Apesar de agitada e em constante movimento, sua cabeça está leve.
Você ainda está se acostumando a esse ritmo novo, que chegou meio sem avisar. Percebe que é preciso – que você realmente quer – fazer certas coisas antes da próxima gestação. Já está fazendo, aliás. É tempo de ação, não mais de recolhimento. Você desenha uma nova rotina, com alguma flexibilidade. Finalmente, vislumbra algo que parece um caminho. Ou ao menos um atalho. Sensação de estar adentrando um novo terreno, em que a terra lhe parece muito favorável ao que você quer plantar. 
E então resolveu, junto com seu marido, que as tentativas só começariam em alguns meses…
Aí, numa segunda-feira, você acorda e, entre uma tarefa e outra, sente uma vontade absurda de ter um filho. Dentro de você. Fora de você. Consigo. Já. É  uma vontade tão real que é quase palpável. A pauta do texto que você começou a escrever horas antes fica sem sentido e você mal sabe o que fazer com esse sentimento. E resolve, então, escrever um outro texto.
E de repente, não mais que de repente, você se dá conta. 
Não importa o quanto você tenha mudado e quais são seus planos e ações. A sua essência sempre vai te lembrar os motivos que fazem seu coração bater mais forte e querer ir além. A maternidade é uma caixinha de surpresas, linda e intensa, e um filho nunca segue o que você determina como ideal. E, sim, eles te mostram isso a partir do momento em que se tornam desejados. 
Que bom que você está agora num caminho novo, com a cabeça mais leve e o coração mais tranquilo. Terra nova, e fértil, será mesmo necessária pra tanta novidade que está por vir. Quanto aos planos… ah, você já está acostumada a mudá-los a todo momento mesmo. Não vai ser novidade se fizerem isso dessa vez.
Arquivo pessoal. Foto de Lilian Higa, minha amiga e fotógrafa incrível

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Primeiros ajustes

Eu sou uma pessoa ansiosa desde que nasci.

História de bastidores: minha mãe conta que chegou na maternidade com contração às 2 e tanto da manhã e quando foi 6:20 eu nasci (e nem foi cesárea, haha). Ou seja, sou ansiosa desde antes de nascer!

Isso é um fato concreto na minha vida e eu não quero arrancá-lo de mim, não; só o que eu faço é moldar e direcionar (pelo menos tento) essa ansiedade para alguma coisa produtiva e, assim, tentar ir me equilibrando.
Pois bem, ainda não sou uma tentante ativa, mas já estou me adequando a esse mundo. Porque, confesso, nunca fui a pessoa mais adepta à atividade física no mundo. Aliás, eu detesto academia. Mas também não sou de todo sedentária. Não tenho preguiça de caminhar, não; dou uma voltinhas de bicicleta de vez em quando no parque; há um tempo atrás eu dançava todo final de semana. Enfim, eu me exercitava de vários jeitos, mas não uma coisa regular, entendem?
Mas aí a pessoa decide que quer uma gestação e um parto completamente naturais. Ou seja, preciso de algum preparo físico pra coisa. Em janeiro desse ano me matriculei na yoga e na hidroginástica, na rede Sesc, que preciso dizer, sempre salva o meu bolso, rs. Escolhi yoga porque além de ser bom para o corpo, auxilia muito a mente também, o que para uma pessoa ansiosa como eu é de grande ajuda. A hidro eu escolhi porque tenho um probleminha no osso do pé que não me permite muito esforço físico em solo, o pé fica inchado, doi, é uma saco. Na água o atrito é bem menor e tá tudo certo. Por último, mas não menos importante, óbvio que escolhi esses dois por serem atividades que eu vou poder fazer durante toda a gestação (apesar que nas duas turmas o que mais tem são idosas, hehe). E nossa, como é bom quando nos exercitamos com coisas que nos fazem bem, né! Estou bem mais calma desde que comecei, e o corpo já agradece, pernas e bumbum mais durinhos, ô beleza! rs…
Em relação a alimentação eu mudei pouco. Dieta restritiva eu não faço a mínima ideia do que seja. Sempre comi de tudo. Mas é assim, almoço e janta é comida mesmo, arroz, feijão, carne, salada, verdura, massa, o que for, mas tem que ser comida. Frutas, muitas. E também nunca me liguei nessa coisa de light e e diet, ou arroz, pão e tudo integral. É tudo caseiro, como sempre foi desde criança. E pão eu como sim, chocolate eu como sim, doces eu como sim, sanduíche eu como, sim. A única coisa que não sou totalmente fã são folhas, só alface mesmo e olhe lá. 
O que eu mudei foi a questão do refrigerante, mas nem foi pensando numa futura gestação, é simplesmente pelo fato de eu sentir uma dor enorme na barriga quando abuso do dito cujo, ou seja, foi bem mais fácil parar de tomar do que lidar com as dores; mas se estou em algum lugar que não tem suco, eu bebo um pouquinho só e não me martirizo também. E de uns tempos pra cá meu paladar simplesmente mudou em relação a carne vermelha. Eu não consigo mais comer sempre, sinto um gosto diferente, mesmo que o tempero seja o mesmo, é difícil até de explicar como é; ou seja, carne vermelha agora só como poucas vezes na semana. Até perguntei pro médico se tinha algum problema, mas como eu como feijão todos os dias, verduras, legumes, ovo, peixe, etc, ele disse que não tem muito problema não (e os meus exames também não deram nada alterado, como anemia, por exemplo, ufa).
Exame ginecológico está em dia também. Estive, em fevereiro, numa consulta com a médica que eu quero que me acompanhe no pré-natal e já verificamos que está tudo certo nesse quesito também. Vacinas também, tudo ok!
Só falta fazer uma visitinha ao dentista, mas ainda tenho algum tempo pra ver isso direitinho. 
Apesar de já ter me ajustado em algumas coisas, o que pode levar alguém a pensar se isso não aumenta minhas expectativas, preciso dizer que essas coisas só têm me ajudado a combater a tal da ansiedade, principalmente as atividades físicas. Me sinto realmente mais calma depois de cada aula, com a mente bem mais leve mesmo. Mas claro que de vez em quando a coisa aperta e eu quero acordar no dia seguinte já com um positivo em mãos. Nessas horas eu preciso inventar meios de lidar com a fadiga (rs), mas isso eu conto em outro post.
Imagem: encontrei nesse blog, que tio Google indicou.

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E agora?

Então é isso, gente. Resolvi, assim meio do nada, que já era de ter meu blog de assuntos mamãezísticos, já que o próprio bebê ainda não está a caminho. Pensei que só fosse criá-lo quando já estivesse grávida, mas não aguentei, rs.

Os dois últimos posts é sobre uma questãozinha que eu tenho e que foi foi o início da minha entrada nesse mundo de blogs. Por querer encontrar uma solução, me vi imersa por muitos blogs, que me ajudaram (e ainda ajudam) muito mesmo. Mas também me vi envolvida por todos os assuntos do meio, as rotinas, as dúvidas, as alegrias e as ansiedades, então leio de tudo, rs… essa rede de apoio e de troca é muito bacana mesmo. Se antes era uma forma de me encontrar, agora já me achei e não saí de mim nunca mais…

O baby ainda não foi encomendado por questão de finanças mesmo. Desde que eu percebi que não é tão simples assim ter um parto da forma como deve ser, resolvi esperar mais um pouquinho para conseguir pagar uma equipe bacana. Tem dias que eu quero jogar tudo pra cima e ter um filho logo, mas estou conseguindo segurar as pontas por enquanto, rs… acho que o maior período já passou, espero muito conseguir engravidar ainda esse ano.

Ainda não sei exatamente sobre o que vou postar até lá, mas eu invento (haha)
Talvez sobre algumas coisas que eu vejo acontecer e ainda não entendo completamente por simplesmente não tê-las vivido ainda. Sobre as minhas expectativas e novidades vocês saberão também, com certeza.

Vou deixar as coisas irem acontecendo por aqui pra ver o que sai, rs…

Sintam-se todas(os) muito bem-vindas(os) e devidamente abraçadas (porque eu adoro um abraço) ao meu cantinho virtual! Vai ser muito bom poder ter todo mundo aqui comigo e agora prometo comentar nos blogs que eu leio, porque até então eu era daquelas bem caladinhas, rs e assim a gente vai somando e se divertindo,  né?!  :))

Só pra não ficar um post sem foto (como os outros aí de baixo), fica uma minha e do marido, no escurinho do cinema ;))

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Começando do começo

Algumas pessoas sabem desde bem pequenas “o que vão ser quando crescer”. De médico à astronauta, os sonhos infantis não têm limites. Há quem siga esses sonhos. Outros acabam em caminhos distintos, seja por terem mudado de ideia, ou por qualquer outro motivo.

Eu já quis ser artista plástica, empresária, jornalista, oceanógrafa, psicóloga, fotógrafa e escritora. Podemos dizer que os dois últimos estão em andamento, e que mesmo que não virem profissão, vou fazê-los por prazer até quando Deus quiser. No entanto, do alto dos meus 23 anos – muito bem vividos, por sinal – não tenho uma profissão para chamar de minha, nem um diploma na parede. E não, isso não me preocupa mais (nem significa que eu viva à toa por aí, vagando pelas ruas ou pelo facebook sem rumo e sem limite, rs). 
Confesso que, depois de casada, busquei muito alguma coisa que preenchesse meu tempo e meu bolso de forma satisfatória. Me dediquei a algumas coisas, trabalhei, aprendi muito. E no final do dia (ou a qualquer hora dele), eu sempre estava pensando como seria minha vida quando eu tivesse um filho.
Esse é mesmo um sentimento inato em mim. Não sei explicar quando ou onde ele surgiu. Sei que é uma vontade muito forte, que só fez crescer depois que me casei – e para minha felicidade, o pai em questão é super a favor do assunto também. Além de todas as pesquisas que eu faço sobre assuntos mais sérios (que falarei no próximo post), ainda leio vários blogs maternos, muito conteúdo mais leve, digamos assim, mas não menos importante. Gosto muito de ler as experiências de cada uma. Também não me lembro por qual comecei, mas um foi me levando a outro e a outro e hoje esse é um assunto muito recorrente pra mim, já faz parte da minha rotina.
Ainda não sou nem tentante oficialmente, e achei que só fosse criar um blog quando estivesse grávida. Como podem ver, não aguentei, rs… Tanto pelo fato de querer registrar esse momento, mas também porque aqui sei que não estou sozinha. Eu nunca fui de comentar muito nos blogs, era daquelas leitoras caladinhas mesmo, mas comecei a me sentir muito fora dessa roda e resolvi entrar nessa dança também. 
A maternidade está presente nos meus planos desde sempre, eu acho. Puxando aqui pela memória, sempre afirmei que seria mãe. Brincar de boneca foi o que eu mais fiz durante a minha infância. Eu conversava tanto com as bonecas, que minha mãe dizia que esperava o dia em que elas fossem responder, rs.
É…pensando bem, eu também sei desde criança o que eu sempre quis ser quando crescesse. 

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