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O meu tipo de mãe

Esses dias vi algumas queridas escrevendo sobre o “tipo” de mães que elas eram e achei bem legal. Porque, né, é sempre bom recordar que não existe modelo perfeito, o ideal morre pra nascer a realidade e nem sempre a realidade é o que ouvimos ou vemos ou acreditamos ser até o dia que chega a nossa vez. Então, para me lembrar disso e incrementar essa corrente divertida, também vou brincar, vamos lá.

Eu sou a mãe que não tem rotina definida com a filha.
Que liberou a tevê sem culpa depois dos dois anos (porque antes era com um pouquinho de culpa, na verdade, rs), mas alguns desenhos seguem sem o conhecimento da pequena. Que assiste série com o marido enquanto ela brinca pela sala.
Eu sou a mãe que quer um quintal e mora num apartamento de 35 m². Que tem que sair pra respirar, porque ficar o dia inteiro aqui dentro enlouquece.
Eu sou a mãe que ainda não colocou a filha na escola, mas que também não faz mil e uma atividades lúdico-pedagógicas-sustentáveis. E tampouco sigo disponível para brincadeiras o dia inteiro, porque de vez em quando a prioridade sou eu. E que bom que existem os avós pra dividir a atenção e salvar o fim do dia.
Eu sou a mãe que leva a pequena pra brincar lá fora num pedacinho de grama e terra e aproveita pra ficar descalça também, porque é o jeito que eu me sinto bem e mais presente. Que deixa a filha pintar com guache no corpo (seu e dela), que larga tudo pra dar colo quando a coisa aperta e que tenta se lembrar de respirar fundo pra não gritar. Mas que já gritou também.
Eu sou a mãe que levou a filha de 2 anos numa pré-estreia de cinema, numa sessão que começava meia noite, porque sabia que seria melhor ficarmos juntos (pai, mãe e bebê). E foi incrível porque ela correu todo o tempo em que estávamos lá fora e dormiu assim que o filme começou. Porque eu sou a mãe que tenta conciliar as demandas da pequena com as próprias vontades. Tem sido assim e a gente até que tem encontrado algum equilíbrio e leveza pelo caminho.
Eu sou a mãe que de vez em quando cisma que tá fazendo tudo errado e tem vontade de mudar de casa, de cidade, de estado. Que chora quando ela dorme pensando que podia ter sido melhor. E que no dia seguinte se entrega um pouquinho mais, e assim descobre que a balança é muito difícil de se manter equilibrada, puta merda.
Eu sou a mãe que leu todas as teorias antes de engravidar e que guardou a maioria delas na gaveta depois que pariu, porque foi percebendo que a coisa mais eficaz é investir na relação, e isso a gente faz no cotidiano e os livros não dão conta da complexidade e imensidão que é uma vida com uma pessoinha ao lado. (e quem disse isso é a mãe que está se descobrindo escritora e tá aqui praticamente falando mal dos livros, vão vendo a loucura dessa mãe).

E tanto mais. Céus. Eu sou a mãe que descobriu que tem muitos interesses e paixões, para além do mundo infantil, que sempre fez (e faz) tanto sentido pra mim. E que ainda não sabe muito bem o que fazer com tudo isso, como encaixar tudo dentro de uma mesma vida. Mas que segue tentando. Ressignificando. Cuidando de quem é. Porque é disso que a travessia é feita. Pelo menos é o que ela acha.

E você, como se vê na maternidade?

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Aos 2 anos e 3 meses

Aos 2 anos e 3 meses, a criança está em pleno processo de transformação e crescimento. A busca por autonomia e pelo próprio espaço é constante e ininterrupta. O que fica bonito escrito assim, mas na prática significa que:

ela chora muito;
quer comer sozinha;
quer escolher as roupas que vão ser usadas no dia – as dela e as suas também;
quer colocar a roupa sozinha – inclusive e principalmente aquelas que ela ainda não consegue;
colocar o tênis sozinha;
calçar a meia sozinha;
chorar porque não consegue calçar a meia;
deitar no chão porque está chorando;
mudar de assunto imediatamente depois que você tenta argumentar e oferecer ajuda.
ela imita tudo que você faz;
repete conversas que você achava que ela não tinha ouvido;
canta, dança e interpreta.
e chora.
não podemos esquecer do choro.
que pode começar por qualquer motivo que você possa imaginar – e seguir pelos que você jamais pensaria.

É meio enlouquecedor, sabe. Ao mesmo tempo que achamos lindo todo esse desenvolvimento, também acontece de rolar umas surtadas de vez em quando.
A gente vai a extremos de amor e de loucura. No mesmo dia.
Até poque ela também abraça quando percebe que estou triste ou nervosa;
dá um bom dia muito fofo e de bem com a vida;
diz que vai meditar;
se alonga junto quando me vê fazendo isso.

Além de várias outros momentos.Para ilustrar, uma cena de dias atrás:

No café da manhã:
-Mamãe, eu téo (quero) tomer (comer) manteiga. Pode?
-Não, filha. Só na bolacha ou no pão.
-Eu vou comer no tarto (quarto).

Isso porque dias atrás eu apenas ouvi a porta do quarto fechando e, quando fui ver, a senhorita (de quinze anos, aparentemente) estava com o pote de manteiga lá, comendo de boas (ainda bem que foi muito pouco).

E esse é o breve resumo da nossa atual fase.

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De quando eu me vi nela

Ela pedia pra mamar, mas eu não queria naquele momento.
Na verdade, estava pedindo muito, toda hora. Mamou muito durante a noite (mas também deve ser pelo calor que fez, eu sei).
O fato é que estávamos em momentos diferentes ali naquela tarde.
Ela queria. Pedia. Chorava. Ôta mamá! Ôta mamá! É como ela fala.
Eu queria um tempo pra mim, um tempo sem ninguém me tocando. Eu precisava de espaço.
Falei que não podia atender àquele seu desejo, mas que podia ficar junto, acolher de outras formas.
Ela se distraia um pouquinho, mas logo voltava.
Nem as brincadeiras com o pai deram jeito. Nem o almoço.
E então, depois de um tempo, aquela angústia aqui dentro, tantas dúvidas, tanta neblina, eu percebi.
Ela também estava sentindo.
Toda vez que eu preciso de espaço por não estar bem, ela cola em mim. Parece que tem uma anteninha que detecta meus medos. Deve ter mesmo, não duvido, não.
E aquela minha vontade de dizer não aos seus pedidos, será que era só isso mesmo? Ou eu também queria validar um desejo meu? Ou eu também precisava dessa autoafirmação, de que eu tenho vontades, tenho direitos, tenho meus tempos. E que exijo respeito. E colo, se possível for.
E quando eu me enxerguei fazendo isso, não foi somente a minha filha que eu vi aqui puxando minha blusa pedindo pra mamar. Foi um reflexo.
Eu me vi.
Estávamos fazendo a mesma coisa, ao mesmo tempo.
Duas pessoas precisando de atenção e colo. Duas pessoas que queriam ser validadas, amparadas, aceitas como são e com o que precisam.
Meus olhos se encheram de lágrimas.
Atendi seu pedido.
Não precisa ser uma guerra, afinal. Isso aqui não é disputa de quem pode mais ou manda mais.
Relação a gente constroi todo dia, nas pequenas escolhas.
E que bom que a gente pode escolher de novo, quando percebe que aquela outra não está mais cabendo.
Que bom que ela é tão generosa e paciente com os nossos  processos diários.
Que eu também não desista de mim.

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Algo está certo

Uma das partes mais difíceis em educar um filho é quando o assunto é educação emocional.

A gente tem que lidar com muita bagagem – a nossa, a do pai, a dos avós, da sociedade, etc etc etc. E ainda conseguir amparar uma pequena pessoa em plena formação e transformação (eles mudam o tempo todo!), sem projetar, mas também sem fingir que não está vendo.

Definitivamente, não é fácil.

E haja jogo de cintura. E uma corridinha no banheiro pra chorar e respirar fundo. Ou dar risada do que ouviu.

Alguns dias eu tenho certeza que tá tudo errado. Que esse negócio de educar ainda vai dar merda.

Fecho a cara, fico na minha, não respondo gracinhas.

E aí eu ouço:

-Papai, a mamãe tá bava. Putê você tá bava, mãe? Deixa eu te dá um abaço.

E vem me dar um abraço. E um beijo.

E ainda fala “ponto”. Pronto. Do mesmo jeito que o meu beijo no machucado faz parar de doer. Assim simples.

Aí o mundo dá reset e a gente começa de novo, né. Com mais fé que alguma coisa deve estar sendo feita do jeito certo, afinal de contas. Ainda bem.

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Da calma para as curvas inesperadas

Teve uns dias aí pra trás que a Agnes não queria comer fruta no café da manhã. Fazemos essa refeição juntos, nós três, e ela queria comer pão com manteiga ou requeijão, tal qual estávamos fazendo. Agora que ela não reage mais ao leite de vaca, tenho liberado algumas coisas, como um pouquinho de requeijão. Ela adora! Enfim. Ela queria isso e era isso que ela comia. Ignorava solenemente o mamão, a banana, a ameixa ou o que quer que estivesse na mesa, só tinha olhos pro pão com requeijão.

Nessas horas, meus pensamentos voam longe. “Lógico que ela não quer fruta, os pais dela não estão comendo fruta no café da manhã! Preciso mudar minha alimentação também. Céus, ela comia tão bem de manhã, nunca mais vai querer fruta, pão não é assim tão nutritivo, sou um péssimo exemplo…” e assim seguia por tempo indeterminado. Eu realmente acredito que a minha cabeça tem uma vida própria, à parte dos afazeres do dia, só assim pra explicar esses surtos de vozes sem fim, hahaha.

Não briguei com ela, nem disse nada sobre esse comportamento. Fiz o que costumamos fazer nessas horas, em relação à alimentação: deixei que ela seguisse tendo (alguma) autonomia, mas segui oferecendo frutas todos os dias no café da manhã. Mesmo já tendo certeza que ela iria querer o bendito pão todos os dias daqui até 98 anos de idade.

E então, uns dias depois, eu ainda estava colocando a mesa e perguntei a ela: Filha, o que você quer comer? Já esperando a tal resposta. E ela disse: Mamão. Eu téo (quero) mamão, mãe. Fui pra cozinha quase descrente, mas segui firme no pedido. Cortei o mamão, coloquei no pratinho e dei a ela. Ela sentou em sua cadeira e apenas comeu todos os pedacinhos, sem nem lembrar de pão (naquele dia, rs).

E aí eu penso. Por que a gente sofre tanto, né? Como se tudo fosse assim tão definitivo, tão certo. Por que não confiar e seguir vivendo um dia de cada vez? A gente acha que nunca mais vai dormir, que eles nunca vão comer, que vão comer tudo errado. É tanta coisa que a gente pensa e já vai tendo certeza, sem se dar conta de que eles, esses pequenos danadinhos, estão experimentando o mundo, não querem saber nada de futuro ou de certezas absolutas. Só querem experimentar e viver. É claro que precisamos seguir no caminho que escolhemos e que achamos melhor, mais saudável e possível para nós e nossa família, mas quando surgir uma curva inesperada, dias difíceis e fora do que consideramos ideal, não é preciso sair correndo desesperada em busca de solução. Não assim no primeiro segundo, pelo menos.

Tenho visto, na prática, que é muito mais proveitoso esperar um bocadinho, não sair falando aquelas “profecias auto-realizadoras” (meu filho não come! ela é terrível! fulana odeia dormir!) e apenas observar o que realmente nossos pequenos estão fazendo. Principalmente porque eles mudam muito, o tempo todo. Não dá mesmo pra ser muito definitivo nessa fase da vida. Além do mais, pode ser que sejam só uns dias fora da rotina. As vezes a gente precisa mesmo variar, não é?

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Momento instagram

O tempo fica curto por aqui, eu fico me sentindo mal (?) porque o blog fica abandonado, então vamos de repeteco do instagram porque o importante é fazer a roda-viva girar e deixar todo mundo feliz, né não? Venham comigo nas minhas últimas andanças por lá.

 

 Fast food

 retrato da artista quando jovem

 

 O que acontece quando a gente resolve seguir um sonho apesar de todas as “desculpas” que surgem para tentar atrasar as coisas? A verdade é que a muitas vezes a gente mesmo se sabota sem saber direito porque – e não raro nos sentimos numa bola de neve, enrolados em nossas próprias bagunças. Diante disso, escolhi seguir em frente mesmo sem saber, mesmo com receios e mesmo nas adversidades. O esquema é um passo de cada vez, todo dia. E ó, tem sido uma experiência muito bacana. Respondendo a pergunta do começo, acontece a felicidade e a descoberta de que, sim, podemos fazer qualquer coisa que quisermos. Basta ir. (E daqui 1 mês eu volto pra contar o que estou aprontando por aqui).

 “Filha, adoro o seu olhar. Desde sempre você olha fundo nos nossos olhos, sem medo, de um jeito muito forte. Já escutei isso em fila de banco, inclusive: “nossa, ela tem um olhar forte, né?”. É, você tem. E eu amo isso. Também gosto muito do fato de que, com você, tenho aprendido a olhar as coisas com mais leveza. Sabe, filha, tudo está em constante movimento no mundo e nossa casa não é diferente. Eu poderia vir aqui registrar a bagunça que está os nossos dias ultimamente e o quanto estamos buscando acertar os ponteiros. É a vida real acontecendo sem filtros. Mas também está acontecendo que eu parei um pouco de reclamar primeiro para fazer depois. Tenho gostado de pensar que essa bagunça faz parte do caminho, afinal. Nem todos os dias eu consigo me dedicar a você como antes, e mesmo assim nossos momentos tem sido gratificantes. É lindo ver o quanto você tem crescido. Estamos construindo nossa estrada com as nossas próprias mãos. Cansa pra caramba, mas tem sido bom demais. Obrigada pela companhia sempre. E pelo seu olhar, que constantemente melhora o meu. 

Com amor, mamãe”

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Lá no instagram

Como eu disse no outro post (aliás, super obrigada pelo carinho, suas lindas! Beijo babado da Agnes em todo mundo), às vezes escrevo umas notas curtinhas no instagram. Pensamentos, sentimentos do momento, essas coisas todas da nossa vida de mãe. Daí que resolvi colocar as que já escrevi aqui no blog, pra guardar e ficar o registro pra quem não me segue por lá. À medida que for juntando mais, vou trazendo pra cá.

Existiu um bebê antes da Agnes. Um bebê que só morou dentro de mim por 17 semanas, depois voltou pro céu dos anjos de luz. Eu aprendi muito com aquela gestação. Mesmo tendo sido breve, mesmo que o final não tenha sido o esperado. Me disseram que a dor ia diminuir com o passar do tempo e que quando eu engravidasse de novo ia ficar mais fácil, que o novo bebê ocuparia minha mente e meus dias. Não deixa de ser verdade, mas não é sempre assim. As vezes, ainda bate uma saudade – como tem sido nós últimos dias. Uma dor estranha, daquilo que não foi, mesmo tendo sido. O espaço que seria dela continua aqui. Em contrapartida, olho pra minha filha aqui do meu lado e sei, em algum lugar aqui dentro, que as coisas acontecem realmente como tem que acontecer. Tinha de ser a Agnes aqui agora, desse exato jeitinho. E isso traz uma espécie de calma pro meu caos. Um descanso. E então eu agradeço. Por tudo que aprendi e aprendo com as minhas filhas. Pelos mistérios da vida. E por me permitir viver o que vier. (7 de abril de 2015)

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8 meses e meio e estamos no auge do brincar no chão. Ela pede pra ir, quando está no colo. Engatinha a mil, se levanta no que estiver na frente, inclusive nas nossas pernas. Os dias estão muito animados por aqui – além de uma loucura e de nada no lugar, claro. To falando tudo isso só pra pontuar uma coisa: não existe essa de que colo estraga, que deixa mal acostumado. Se assim fosse, ela não estaria tão segura em busca da própria autonomia. Agnes ganha colo todas as vezes que pede, desde que nasceu. Passou o primeiro mês de vida quase todo nos meus braços. E agora ta aí, aumentando a bagagem do seu mundinho, cada dia aprendendo um tanto de coisas. E me ensinando mais. (31 de março de 2015)

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Ano passado, do alto das minhas 35 semanas de gestação, ele saiu do emprego fixo e decidimos, juntos, que ele trabalharia em casa para – entre outros motivos – estar perto da gente e estar mais ativo nos cuidados com a pequena. E olha, nem sempre é fácil. Tem os dias difíceis, tem a grana incerta, tem os olhares tortos pras nossas escolhas. Mas também tem os dias como hoje, em que eu vejo essa cena bem aqui na minha frente. Ele nina e ela dorme em 3 minutos, adora o colo do pai. Ver a relação deles sendo construída é lindo e são esses momentos que me lembram que vale a pena, sim, super. Por que ninguém disse que seria fácil, né?! Ainda bem que ninguém disse, aliás. Mas eu digo: vale a pena todos os dias. Muito. (9 de março de 2015)

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Depois de um dia cinzento – lá fora e aqui dentro – ela tinha dormido e eu aproveitei para tomar um banho relaxante. Marido preparando algo pra comer, eu já ia escolher um filme para vermos juntos, tudo se encaixando… Até eu ouvir alguém chamando no quarto e encontrar esse sorriso. Ontem esse plano funcionou, vimos “as vantagens de ser invisível” e foi ótimo; mas como todos sabem: nenhum dia é igual ao outro quando temos filhos, ta lá no contrato, a quem eu queria enganar? Então vamos para o plano B: desapegar de planos e curtir o que vier. Amém? (28 de fevereiro de 2015)

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Existem dias difíceis, dias bagunçados, dias furacão. E existe hoje, todos eles juntos num só. Não dormi direito, não almocei. Eu respirei? Mas vamo que vamo, que eu só sentei pra fazer a baby dormir. Enquanto ela descansa, tenho roupa pra estender, louça pra lavar, banheiro pra faxinar, janta pra pensar, e-mail pra responder, texto pra escrever e ainda recolher brinquedos e meias que os duendes espalham pela casa. Já chamei Caetano pra me ajudar. Vai dar tempo. Fui! (24 de fevereiro de 2015)

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nem sempre é assim, mas quando é a gente agradece

Levantei no horário de sempre, com a pequena me olhando e sorrindo – uma das coisas mais gostosas dos meus dias desde que ela chegou: seu sorriso quando acorda. Fui ao banheiro e a deixei com o pai, que estava semi-acordado – e chegamos a conclusão que não dá mais pra fazer isso, porque ela tem ficado cada dia mais rápida e tá quase conseguindo fugir pela “barricada” que eu faço pra ela não cair da cama, rs. Troquei sua fralda. Coloquei a roupa dela na máquina de lavar. Fiz o café, coloquei a mesa. Coloquei legumes pra cozinhar, já pensando no almoço. Ela comeu pêra, nós tomamos café. Marido foi trabalhar, aproveitou pra descer o lixo. Ela ficou brincando próximo a mim, enquanto eu lavava a louça. Daí quis mamar. Parei o que estava fazendo, nos sentamos no sofá e ela mamou bastante, depois dormiu. Coloquei-a na cama, ficou. Estendi a roupa no varal. Coloquei arroz no fogo, temperei e preparei a carne, fiz a salada. Arrumei a sala. A soneca durou mais de 1 hora. Acordou, ficou no colo um pouco. Cleber chegou pra almoçar. Preparei o prato dela – não comeu quase nada, de novo, mas a gente persiste, né?! Uma hora ela vai comer. Almoçamos juntos, conversamos, ele fez suco. Hora de trocar a fralda de novo. Opa! Marido foi-se embora de novo. Lavei a louça do almoço, limpei a comida que a Agnes jogou debaixo da mesa. Enquanto isso, ela achou uma garrafa com um pouco de água dentro e ficou brincando com ela. Casa arrumada, bebê limpa, barrigas cheias. Sentei no chão e brinquei com ela. Céus, ela já tá querendo ficar em pé, como pode? Achou os dvd’s do Pink Floyd do pai ali no rack e quer brincar com todos. Liguei o computador pra procurar uma receita de algum desses bolinhos-com-tudo-dentro pra ver se ela aceita melhor. Enquanto me distraí um segundo, ela se desequilibrou, caiu e chorou um monte. Todo bebê nessa fase cai bastante ou é só a minha? Peguei, ninei. Nossa, ela fica muito brava quando cai. Mamou. Dormiu.
Aí vim escrever. Precisava registrar esse avanço. Está tudo atipicamente tranquilo hoje. O dia está fluindo tão bem, como há muito não acontecia. Há uns dias atrás estava um caos essa casa. Bagunça, eu não conseguia cozinhar nem fazer nada, mesmo tentando fazer tudo, me frustrava, ela se irritava. Nós duas chorávamos. Parecia que estava tudo fora de ordem. E estava mesmo. Não quero nem questionar o que aconteceu para tal mudança. Se foram os astros, o tempo, eu mesma, ou sei lá mais o quê. Tô é curtindo esse dia, que é comum, mas nem tanto. Vou é tratar de aproveitar cada minutinho, que a gente nunca sabe até quando vai durar, né. Isso porque eu estou mega hiper gripada, só essa parte eu gostaria de mudar. E enquanto eu escrevia ela acordou tranquila (mini soneca dessa vez, rs) e minha mãe ligou e disse que está fazendo um bolo pra trazer aqui daqui a pouco. Que delícia de dia. Que bom se todo dia fosse sempre assim . . .

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