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Carta do dia: 3 anos de pura vida

Filha,

Hoje é 15 de julho e você já sabe o que isso significa. Faz tempo que você aprendeu que esse é o dia do seu aniversário. Esse ano, assim que a gente resolveu celebrar a sua vida numa festinha pros amigos mais chegados, você participou de tudo. Escolheu o tema de gatinhos e dizia para quem quisesse ouvir que ia ter bolo, suco de uva, suco de manga e suco de goiaba. E dizia que ia ser no “dia quinze de juio”. É hoje, filha! Hoje é dia 15 de julho. O dia em que você nasceu e trouxe muita vida, muita luz, muito amor, cor e desafios para a nossa vida. 

Eu tenho um orgulho danado de ser sua mãe, de estar com você nessa caminhada e nesse contato tão nosso que estamos construindo há três anos. Sou muito feliz sendo sua mãe – é um aprendizado diário de construção de desconstrução que estamos trilhando juntas. Muito obrigada pela paciência, pelo olhar, pelo abraço, pelo carinho e por tudo mais que somos juntas.

“Eu gosto de você do jeito que você é”. Você falou isso pra mim esses dias e meu coração ficou repleto de amor e felicidade. Eu falo isso pra você, geralmente antes de dormir, junto com todo o meu discurso de que você, o papai e eu somos uma família e que estaremos sempre juntos cuidando uns dos outros, que te amamos, e com algumas desculpas por algo que eu esteja achando que fiz de forma meio torta. E sempre digo que te amo do jeitinho que você é. Foi uma alegria descobrir que você entendeu e gravou essa frase a ponto de repeti-la pra mim, meu amor.

Você também diz que somos amigas, o que é verdade absoluta – você é uma parceirinha incrível que nós amamos ter por perto. 

Três anos, meu amor! Você cresceu nos últimos meses – tanto de tamanho quanto de desenvolvimento. Você já sabe que vai pra escola em breve (quando a mamãe finalmente decidir por alguma, rs). Começou a conversar mais com as crianças no parquinho, se apresentando e brincando junto, mesmo que ainda sinta um pouco de vergonha, mas tá lindo de ver você rompendo os próprios limites e indo até onde se sente confortável. Entende muito bem o que a gente fala. Muda de assunto quando leva bronca. Come bem, escolhe o café da manhã e o que vamos colocar no seu prato no restaurante. Quer me ajudar a limpar o banheiro, esfregar o chão e guardar as roupas nas gavetas. Tem uma memória incrível e sempre lembra onde guardou (ou escondeu) tudo. Empresta e divide os brinquedos e o lanche. Grita quando está muito cansada. Pega folhas pra fingir que é guardachuva. Leva a gatinha de pelúcia e a girafinha pra passear e ver a rua. Nossa, muita coisa. Não quero me esquecer dessas coisinhas que compõem esse nosso presente. É maravilhoso ir descobrindo o mundo com você.

Há três anos eu sou mãe, tô no começo da coisa ainda, mas é inacreditável o tanto que eu aprendi nesse tempo. Realmente, a potência da maternidade como ferramenta de transformação é muito grande e eu agradeço muito por ter embarcado nessa. 

Eu te desejo muita saúde pra brincar e correr e pular, muita alegria e dias de sol e céu azul.

Te amo muito, do jeitinho que você é.

 

com amor,
mamãe.

 

 

Fotos desse ensaio muito divertido feitas pela: família rz, amados que eu recomendo de olhos fechados, sempre ❤

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1 mês – fatos e foto!


Então faz 1 mês que a pequena Agnes chegou por essas bandas de cá. Um mês de intenso aprendizado e dias vividos um após o outro, bem naquele estilo que a gente faz quando vivemos algo grande.


E como hoje é seu primeiro mêsversario, vou aproveitar pra falar um pouco mais da minha fofolete. 
 
– Adora mamar. Isso é um ponto marcante dela. Mama bem, e bastante, desde sempre (amém!). Livre demanda rolando solta por aqui – e é muito bonitinho ela com a boquinha aberta, a cabecinha de lado, procurando o peito.
– Inclusive, muitas vezes, dorme abraçada com o meu seio – coisa mais linda de se ver!  
– Nasceu um pinguinho de gente, até compramos mais umas roupinhas Rn,
porque ela ficava meio perdida dentro das P. Agora ta tudo certinho e já tem alguns “pula brejo”, haha.
– Pesamos hoje: 4,132kg. 
– Apaixonada pelo pai. Fica olhando pra ele e presta super atenção quando ele fala, sem contar nas vezes em que se acalma no seu colo.
– Colo em livre demanda também. Aliás, ela está fazendo jus ao nome bebê DE COLO.
– Ja teve choros por gases, mas dei uma cortada no feijão e deu certo. 
– Semana passada chorou muito to-dos os dias pra dormir, tipo com raiva mesmo. Descobri que era briga com o sono (pelo menos parte do choro). Mudei a rotina e tem dando certo na maioria das vezes. 
– Dorme bem a noite… se for bem pertinho de mim.
– Tem sorrisos involuntários desde o primeiro dia. Há uns 3 dias eu acho que alguns não são mais involuntários.
– Puxou a mãe e não tem gostado de muita muvuca ou bagunça perto dela. Se acontece, pode esperar: ou ela vai chorar mais pra dormir, ou vai grudar no peito e ninguém chega perto.
– Já tem umas dobrinhas fofas e uma papadinha, nhoooin!!

Ai gente, tanta coisa…
Está sendo muito bom ir conhecendo o jeitinho dela, os sons, os resmungos, rs, a cada dia que passa parece que tem uma coisinha nova.
 
 
 

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Morfológico do 1º trimestre

Voltei, gente! \o/

Hoje foi o dia de encontrar, mais uma vez, meu baby-baby na telinha. E aquele frio na barriga de nervosinho que dá antes desses exames? Ontem à noite eu andava pra lá e pra cá, lavando louça onze da noite, hahaha. Mas nem era medo nem nada ruim, só uma coisinha boa mesmo, que fazia um tempo que eu não sentia.
Marido foi comigo, sempre bom a companhia dele.
O exame estava marcado para 11:30 e eu fui atendida uns 40 minutos depois. Pra que manter o horário, né, minha gente? Esses laboratórios me irritam, mas ok.

Entrei na sala, deitei e adivinhem só: senti minha barriga muito mais dura do que de costume. Tipo mais aparente, sabem? Não que ela não ficasse antes, não que eu não sentisse meu útero antes, sentia sim, sempre tive essa sensibilidade com meu corpo. Mas dessa vez foi diferente – e justamente numa sala de exame, rs. Eu nem precisava tocar nem olhar, sabia direitinho onde estava o útero, assim que deitei até comentei com marido. Coloquei a mão e foi muito louco, aquela parte durinha, toda aparente, dava mesmo pra ver abaixo do umbigo mais estufadinho. Foi tão gostoso, parecia que o bebê já estava esperando pelo exame, haha.

E dito e feito. O médico mal colocou o aparelho na pança e logo o baby apareceu na tela, todo lindo e grande. Como crescem, né gente? 81mm de pura gostosura, rs. Todo formadinho já, lindo de ver. Vimos tudo separadinho – e aquele monte de costelinhas, meu Deus? Como pode, né?! Coraçãozinho a todo vapor, TN normal (ao que tudo indica), medidas e circulação sanguínea também normais. Ele disse que minha placenta já está “bem formada”, pensa numa mãe que ficou se achando? haha. Tudo dentro do esperado e desejado, graças a Deus.

Pelas minhas contas (que são baseadas no primeiro ultrassom que fiz, com 5 semanas e 5 dias, visto que meus ciclos são maiores, ovulo “mais tarde” e, por isso, a idade gestacional não bate com a DUM), hoje estou com 13 semanas e 4 dias. Pelas medidas da anatomia do baby, o médico disse que são compatíveis com 14 semanas. Espichado que só vendo, rs. Continuo contando pelo primeiro ultra, porque a partir de agora cada bebê tem seu ritmo de crescimento e podem ocorrer pequenos erros mesmo.

Baby está sentado na barriga da mamãe, de boa na lagoa, e o médico não conseguiu pegar um bom ângulo para vermos um possível palpite do sexo. Eu perguntei, mas também não insisti. Engraçado que antes eu tava toda curiosa pra saber, agora nem tô mais, apesar de ainda pensar em quem será que me habita. Não sei se espero o próximo morfológico ou não, nem vou decidir isso pra já. Na outra gestação eu estava mesmo toda tranquilona, quase querendo esperar o nascimento, rs, mas nessa realmente não tô planejando, tô tranquila mesmo.
Muitos ultrassons podem mais agoniar do que tranquilizar, isso eu sei muito bem, por isso nem pretendo fazer milhões. Confio no meu corpo e na natureza. Conheço as evidências científicas sobre o assunto. E, também importante, confio na minha médica – que não vai me empurrar uma cesárea por bebê grande, circular de cordão ou qualquer baboseira que inventam toda hora. Se eu estiver nesse ritmo que estou hoje, toda calma e feliz, espero tranquilamente; se não, não. Vamos aguardar o próximo episódio…

Mas agora deixa eu postar uma foto do ultra, pra vocês comprovarem como eu ando comprometida com esse negócio de fabricar gente fofa.

e eu sempre acho que a imagem no papel é diferente da que vejo na telinha; o ao vivo é bem mais legal, né?! rsrs…


Ah, só para registrar: de ontem pra hoje tive um sonho muito delícia, com um bebê bochechudo e com dobrinhas todo grudado em mim. Não tem como não ficar toda bobinha, com um sorriso no rosto, né?!
Beijos e boa noite, gente linda. Nos falamos nos comentários o//

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Grande encontro

O encontro mais maravilhoso do ano aconteceu nesse último fim de semana: conheci, pessoalmente, a amada, salve-salve: Nana, a Louca do Bebê \o/
Gente, cêis num tem noção do quanto foi lindo, mágico, purpurinas por todos os lados. Quer dizer, vão ter noção, sim, agorinha mesmo, porque vamos contar tudinho (postando ao mesmo tempo, para não sermos influenciadas pelo texto uma da outra, né amiga? haha).

Das coisas que bolota me ensinou: a amizade transcende o mundo virtual.
Tudo isso aqui que a gente chama de blogosfera e redes sociais são muito reais, sim, e pode nos trazer surpresas deliciosas.
A Nana acompanha a minha história desde o começo, foi inspirada nela, inclusive, que criei esse puxadinho aqui. Nos aproximamos bastante, conversamos muito, nossos papos são sempre construtivos pra mim. Ela é uma boa amiga, daquelas que a gente pode contar sempre, na alegria e na tristeza, e eu confio muito nela. E então, lá em agosto, quando soube do ocorrido, ela me ligou e, dentre outras coisas, convidou Cleber e eu para irmos passar uns dias em sua casa. Gente, que coisa mais linda essa! Fiquei emocionada quando ela me fez o convite, de verdade. Um gesto tão lindo de amizade, de confiança, de tanta coisa. Na época, tudo o que eu queria, realmente, era viajar, espairecer, respirar outros ares, mas não dava para ser de imediato, pois meu repouso não permitiu – o que não me impediu de não só aceitar o convite, como ficar pensando sempre nisso. Depois de algum tempo, decidimos ir agora em outubro. Dia 28, segunda, foi dia do funcionário público (leia-se: ponto facultativo) e, apesar de não ser um efetivamente, marido trabalha prestando serviço pro Estado, então teria essa folguinha. Compramos as passagens de avião, acertamos tudo com ela, e aí foi só esperar o dia chegar. E vou contar uma coisa pra vocês: fazia um tempinho que eu não sentia uma ansiedade assim por uma viagem. Ficava pensando mil coisas, como seriam nossos dias e tal. E foi tudo melhor do que o imaginado, se me permitem dizer.

Chegamos em Salvador na sexta à noite, e ela estava lá, nos esperando no desembarque. “Ela existe mesmo!” foi a frase que saiu de nossas bocas assim que nos abraçamos. Pense numa pessoa feliz por estar ali? Eu! \o/ Comemos um cachorro quente delícia já em sua casa e ficamos, nós três (o marido dela está viajando) conversando até altas horas, já era madrugada quando fomos todos dormir.
Aqui devo dizer que a Nana é uma super mega blaster anfitriã. Nos recebeu muitíssimo bem, fez com que nos sentíssemos realmente em casa. E uma guia turística de primeira, também. Fizemos um roteiro intenso, digamos assim, conhecemos praticamente tudo nos 2 dias e meio que ficamos lá.
Por ordem cronológica: Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, com direito a rezar juntas e amarrar fitinhas na grade juntas. Almoço num lugar super gostosinho que esqueci o nome, com vista pro mar – ou, o dia em que comi moqueca de camarão pela primeira vez e amei. Sorvete da Ribeira – delicioso mesmo, preciso dizer. Mercado Modelo, que eu acabei nem voltando depois para falir o meu bolso comprando tudo que achasse pela frente fazer mais comprinhas; ou seja, mais um motivo pra voltar depois, hehe. Elevador Lacerda. Pelourinho, lindo, animado, colorido, com uma energia incrível. Fundação Casa de Jorge Amado – apenas amei esse lugar. Teve uma visita numa galeria de fotografia no Pelourinho também, bem linda. Pôr do Sol no Solar do Unhão, maravilhoso, com show de jazz depois, muuuito bom. Isso no primeiro dia. No domingo, Dique do Tororó, sentados na grama e depois indo atrás de um saco de pipoca, que eu não descansei enquanto não comi, haha. Depois andamos pela praia da Barra, lotada, almoçamos num outro restaurante com vista pro mar (pense como tava ficando chato? rs), fomos ao Museu Náutico que tem no Farol, muito legal, e também subimos lá em cima e assistimos um pôr do sol de aplaudir (literalmente) depois – ou, o dia em que eu morri de medo de descer aquela escadaria porque tenho medo de altura e os degraus são pequenos, haha. À noite, ida estratégica ao bairro Rio Vermelho para comer acarajé a abará, também pela primeira vez (e gostei mais de acarajé, a quem interessar possa, rs). Tudo isso com aulas de história e conhecimentos gerais, porque a baiana em questão sabe tudo, minha gente. Na segunda ela tinha que ir trabalhar, então marido e eu fomos à praia e almoçamos sozinhos. À tarde, aeroporto, e casa.

E eu não sei como, mas fizemos tudo isso sem correria, nem confusão. Simplesmente os dias foram fluindo. Deve ser efeito da Bahia, o tempo rende por lá. Porque nesses intervalos ainda teve cafés da manhã conversando tranquilamente – sobre parto, escolhas, empoderamento, rá! rs. Boas noites de sono. Filme, beijinho (que minha mãe fez e levei pra ela), abraços, histórias, músicas no carro, muitas risadas. Ai, tanta coisa. Foi tãããooo bom! Escrevendo esse texto e editando as fotos deu uma saudade danada.

E sim, gente, ela é real. Linda, elegante, inteligente, boa pessoa… Tá, falando assim parece que não é real, mas juro que é, haha. Fizemos fotos das nossas pernocas pra dividir especialmente com vocês (marido foi nosso fotógrafo oficial). Sabe tudo isso que ela é no blog, no face, no e-mail? Querida, atenciosa, bem humorada, e mais todas as coisas que a gente já sabe? Então. Existe mesmo, numa pessoa de carne, osso e dedicação. Resumindo muito resumidamente: é daquelas pessoas que a gente quer ter sempre por perto, sério mesmo. Não queria falar demais, pra não ficar puxando o saco, rs, mas é que realmente foi um presente conhecê-la “no mundo real”.

E só umas palavrinhas pra ela, antes das fotos…

Nana,
não tenho palavras para agradecer os dias lindos que você nos proporcionou aí em sua casa. Eu ainda não sei descrever (mas quando souber vai nascer outro texto, aguarde) o bem que essa viagem me fez. Sei que foi grande, que foi importante, que mudou alguma coisa de lugar aqui dentro – ou melhor, colocou alguma coisa em seu devido lugar aqui dentro. Você pode nem saber, mas aprendi muito nesses dias aí na Bahia. Poder te conhecer de pertinho me fez te admirar ainda mais, saiba disso (ainda mais que era fim de ciclo, e o jeito que você lidou com isso só me fez pensar que você está no caminho certo, já deu certo!, porque tudo isso é parte do caminho, e você o está trilhando lindamente). E me fez entender e gostar ainda mais dessa coisa de ser quem a gente é. Com controle, com entrega, com ansiedade, com sentimento – e tô falando de nós duas em todos os itens, cada uma à sua maneira. Não é fácil, mas vale a pena, ô se vale!
E em caso de incêndio ou ansiedade exacerbada, é só lembrar: continue a nadar, continue a nadar…

Obrigada, mais uma vez, por tudo. 
Nossa amizade agora está no mundo real, ainda bem.
Já estamos com saudade e queremos voltar em breve (o Cleber te adorou (quem não, né?), também amou tudo e está animado para uma próxima vez, rs).

Beijo e abraço apertado,
Má e Cleber

Igreja do Bonfim

Pernocas das moças

Amarrando fitinhas juntas

 Sorvete delícia da Ribeira

 Lá no alto do Elevador Lacerda
Comprinhas e outras coisas mais na Casa Jorge Amado 

Pôr do Sol no Solar do Unhão 

Andando no Dique do Tororó
nem tava cheia…

Lá no alto do Farol

Segunda linda na praia

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BC: "Como foi a suspeita e a descoberta da gravidez?"

Hoje é dia de blogagem coletiva, ieba!

Em janeiro desse ano, parei de usar meu anticoncepcional, que era um adesivo transdérmico
Desde o ano passado, sentia uma vontade imensa de começar as tentativas, mas sabia que não era a melhor hora ainda.  Janeiro também não era a hora ideal, mas não aguentei, eu simplesmente sabia que tinha que parar logo. Usei todos os três adesivos, que acabaram lá pro meio do mês, eu acho, e não coloquei mais. Em fevereiro, fui à médica que eu queria muito que me acompanhasse na gestação e parto. Fiz um papa, estava ótimo e fiquei de voltar quando recebesse o positivo.
Só que, conversando melhor com marido, vimos que seria melhor se esperássemos ainda mais um pouco, até maio, talvez, para começarmos a tentar efetivamente. Voltar pro adesivo eu não iria, até porque meus ciclos deram uma bagunçada básica, não queria me frustrar com isso de novo, nem confundir meu organismo. Ficamos usando camisinha todo esse tempo.

Minha última menstruação veio no fim de março. Depois disso, conversamos de novo, eu não queria esperar até maio. “Ninguém garante que vou engravidar de primeira, amor, vamos parar com a camisinha logo, pra eu não ficar tão ansiosa”, foi o que eu disse pra ele. Ele concordou, mas disse que tinha chances de eu engravidar de primeira, sim!  Pois bem.

Liberamos geral, mas eu não controlei nada. Meus ciclos estavam em mais de 30 dias, nem sabia direito que dia era fértil ou não, nem procurei saber. Não medi temperatura, não verifiquei muco, não fiz absolutamente nada além do que tem que ser feito, haha.
Em meados de abril, teve uma festa de despedida de um amigo meu, que estava indo passar uma temporada na Austrália. Minha amiga e eu fizemos brigadeiro para a ocasião. E quando eu comi um pouquinho de leite condensado, simplesmente senti gosto de QUEIJO, e não comi mais, nem na festa! Na hora acendeu uma luzinha na minha cabeça ” Bebê a bordo”, mas estava muito cedo pra fazer um exame. Na verdade, pelas contas, eu deveria estar grávida de 1 semana, ou até menos, rs. Depois disso, segui a vida normal, mas tinha aquela sensação de ter sido mesmo.
Uma semana depois, comecei a sentir uma espécie de sensação no corpo, aqui perto do estômago, que eu nunca tinha sentido antes. Veja, não era no útero ou no baixo ventre, não tinha na da a ver; era em cima mesmo, abaixo do peito. É muito confuso tentar explicar isso. Sabe sensação de frio na barriga e borboletas no estômago? Uma mistura das duas coisas. Eu sabia que não era uma coisa física, mas um sentimento. Muito real. Depois, percebi que era um pressentimento bom, novo. Só o que eu podia fazer era esperar.
(mais sobre o que eu senti antes aqui).

No dia 28 de abril, um domingo, eu não aguentei e fiz o teste que tinha comprado na quinta-feira. Eu sentia uma fome descomunal, salivava muito à noite, que só passava com água gelada. E uma vontade doida de comer canjica às 21:00. Alguma coisa estava acontecendo, isso era fato.
Fiz o teste à noite, porque pra quê esperar a primeira urina do dia quando a gente já tem certeza, né?
Poucos minutos depois, estava lá a segunda listrinha, não muito forte, mas o suficiente pra eu saber que era a minha Bolota. Fiquei tão feliz e emocionada que fiquei muda, haha. Saí do banheiro, mostrei o teste pro marido. Nos abraçamos, curtimos aquele momento intenso. A gente se olhava e sabia que a partir dali nossa vida iria mudar. Na segunda de manhã, fiz mais um teste, só pra confirmar mesmo. À tarde, a notícia começou a se espalhar. Foi tudo muito rápido. E muito gostoso também. Receber carinho da família é sempre bom, mas nessa hora parece que é ainda melhor, rs.

Minha DUM não serve como referência para contar as semanas, porque engravidei depois mesmo; realmente meus ciclos estavam doidões. Mas o que importa é que Bolota tá aqui, tá bem e tá crescendo!

E foi isso! Agora é só alegria!

ps: quem é mesmo que vai falar o próximo tema? tô muito perdida no tempo e em todo o resto, rs; muitos beijos pra quem souber e me avisar 😛

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O som mais lindo que já ouvi (a parte II)

(continuação desse post…)

Na sexta, dia 14 (ontem, rs), Cleber se arrumando pra ir trabalhar, resolvemos que seria bom ir ao médico, sim. Eu estava preocupada, queria ter certeza que estava tudo bem.

E então ele me levou em um hospital público (maternidade). Chegando lá, já odiei porque o Cleber não poderia subir comigo, nem na sala de espera!!! E bem, sentada ali com outras mães gestantes, pertinho da ala onde ficam as que já tiveram seus bebês, ouvindo chorinhos recém-nascidos, também ouvi muito absurdo (que rende um post à parte). E era um lugar quente.  E eu com fome. E pensando na banana que tinha na mochila, só que com o Cleber, lá embaixo. Ouvindo coisas ruins, dentro de um ambiente péssimo, minha pressão me deu um sinal de que, se eu ficasse ali mais uns minutos, ela iria cair. E eu sabia que se ela caísse, eles iam querem me jogar no soro. Levantei e desci, rumo a minha banana. Marido resolveu que iríamos em outro médico, já que não tinha nem sinal de que eu seria atendida nas próximas horas. Percebemos, porém, que minha carteirinha de gestante tinha ficado retida junto com a minha ficha, e sem ela eu não posso ficar. Como eu estava tomando um ar, ele foi ao resgate pra mim. A moça não quis dar a bendita carteirinha pra ele, que contou o que eu tinha tido (ninguém tinha perguntado, nem na triagem, pasmem), então ela disse que eu subisse que seria atendida imediatamente. Melhor que não tivesse subido. Quando eu entrei, sozinha, na sala do médico, já senti que não ia render boa coisa.
Segue o diálogo:

– Então, eu tive um sangramento ontem à noite, mas foi bem pouco e…
– Quantas semanas?
– pela DUM, 11. Pelo ultrassom, 9. Olha aqui o ultrassom.
– ah, você tá de 9 semanas (em tom de voz que não tinha ouvido o que eu havia acabado de falar)
– Tira a calcinha e deita ali.
como ele continuou escrevendo e nem sinal de levantar, permaneci sentada
– Por que será que aconteceu isso?
escrevendo… – Tira a calcinha e deita ali.
Lá vai eu pra trás do biombo, tiro a parte de baixo da roupa, descubro que não tem onde pendurar, e me deito segurando as calças.

Quando ele coloca as luvas, eu coloco meu pés naqueles estribos horríveis e vejo que quase na minha frente tem uma porta aberta. Ele coloca as luvas e enfia, sem a mínima cerimônia ou jeito, doi dedos bem dentro de mim. E gira. E dói. Bastante. Isso em pé mesmo. Tirou, viu que não tinha sangue algum, me mostrou os dedos e voltou pra sua mesa.
 – Não tem mais sangramento.
– Nossa, que bom! Mas por que será que aconteceu isso?
nenhuma resposta audível.
– Se sentir dor, toma paracetamol. Se voltar a ter sangramento, volta quando estiver acontecendo.
(Porra, paracetamol, cara? Cê tá de brincadeira comigo!!! Só faltou ele falar, próóximoo.) Lamentável!
Saí de lá com vontade de fazer um barraco naquele hospital de meia tigela. Mas marido me conteve. O foco era me manter calma.
Fomos a outro hospital, particular dessa vez. Depois de esperar pouco mais de uma hora pra ser atendida, finalmente chegou minha vez.
A médica me examinou direitinho e disse que realmente não tinha mais sangramento, mas que meu colo do útero estava bem sensível, quase como se tivesse um machucadinho. Até desenhou. Disse que não tinha vindo de dentro do útero, ou seja, não tinha comprometido o bebê. E que por isso eu não precisava fazer um ultrassom com urgência. Mas recomendou um super repouso. 
Gostei dela, foi satisfatória. Marido, que também estava preocupado, ouviu tudo junto comigo. 
Ele seguiu pro trabalho (já passava das 13:00) e eu vim pra casa. Fiquei pensando que eu queria, sim, ter feito um ultrassom, pra ver minha Bolotinha, ter certeza que estava tudo bem.
Então hoje nós dois tínhamos aula de yoga na Casa Angela. Era o que eu queria. Não a yoga, e sim a Casa.
Meu pai nos emprestou o carro e lá fomos nós a mais uma consulta (sem marcar). Cheguei, a minha EO não estava lá, então comecei a explicar o que aconteceu a outra, a Andreza, e não poderia ter sido melhor. Ela me explicou um monte de coisas, também desenhou pra mim. E me passou um pedido de ultrassom, para que eu ficasse calma, pra ter certeza que o baby estava mesmo bem e aproveitar pra confirmar de quantas semanas eu estava. 
Saímos de lá direto pra clínica. É uma clínica conveniada com a Casa (eu ia pagar menos, yes!), que não precisava marcar horário e estava funcionando hoje. Tudo que eu queria, de novo, rs.
Fiquei bem nervosa na ida, por causa do trânsito. Os carros decidiram que hoje era o dia de sijogar em cima de quem estivesse perto, daquele jeito horrível. Direção defensiva, nesse caso, nos salvou várias vezes.
Chegamos, enfim. Esperamos um pouquinho e fomos chamados.
Na espera, aquele medo de sempre. E se não tiver nada? (isso porque eu já tinha visto, vamos abafar essa parte). E se não tiver se desenvolvido? E se eu tiver feito mal pro bebê? Fui cortada de meus devaneios medísticos quando ouvi meu nome.
Falei que não sabia ao certo quantas eram as semanas, mas disse a DUM e contei do ultra das 4 semanas. Deitei, recebi gel gelado na pança. E esperamos. De repente, não mais que de repente, uma imagem tomou conta da sala – e de mim: a minha Bolota não é mais uma bolota, estava claro e nítido naquela imagem cinza. É agora uma pessoa. E a médica: “olha aqui o seu bebezinho”. E eu: “amor, olha como a Bolota cresceu”, e a médica achando que eu estava falando que era uma menina, haha. Explicamos e ela entendeu. “Vou colocar o som do coração”.
TUM TUM TUM TUM TUM TUM 
Xenti!!!
É o som mais lindo que eu já ouvi em toda minha vida! Música para os meus ouvidos.
E o meu sorriso já passando das orelhas.
A médica: – Olha aqui, duas perninhas, dois bracinhos. Tá vendo?
– Sim, tô vendo. E tá tudo bem com ele?
– Sim, tudo ótimo!
(quase dei um beijo nela)
E marido lá sentado, olhando pra tela, emocionado. Coisa mais linda.
– Vamos medir o tamanho do seu bebezinho, pra ver de quantas semanas está (pausa para medir). Sim, você está de 10 semanas (e 4 dias, tá escrito no laudo). Confirmado. E a data provável do parto então fica pra 11/01.

Oi, pessoal!, eu sou a Bolota! (a barriguinha é uma bolotinha sim ou com certeza?)
E aí depois de uns minutos, cabô exame. 
Esperamos a impressão do laudo. Os mais bobinhos da recepção. Marido até calado, de tanta emoção. E eu tagarela. Ambos de sorrisão no rosto. Os mais bobinhos, já falei?
Quando chegamos em casa, vi que tinha um pouquinho de nada de sangue, de novo. Medo. Mas alívio, porque tinha acabado de ver (e ouvir) que estava tudo bem com baby. E eu confirmei internamente: é o stress que faz isso comigo. Preciso, urgentemente, relaxar. A Andreza suspendeu a yoga, por enquanto. É repouso mesmo, nem namorar podemos. Estamos pensando aqui no que fazer para me manter em paz, calma. Eu queria viajar pra um lugar bem calmo, mas agora não dá mesmo. Tô pensando em fazer umas coisinhas pro baby. Para preencher mais meu tempo. Origami também. Só preciso que alguém compre as coisas pra mim, já que enfrentar a 25 de março não é uma opção. Ver filmes à tarde, relaxar mesmo. Eu vou conseguir. Conversando sempre com Bolota (não consigo arrumar outro nome, rs). Vou cantar pra ela, mostrar umas músicas que eu gosto e tal. Meditar em casa mesmo. 
O importante é que eu consiga.
E nós vamos conseguir 🙂

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Primeira consulta

Pergunta básica: como faz para encontrar cada uma que deixou comentário ou só leu e mandou energia boa no post passado? Vocês são umas lindas mesmo, meninas. MUITO OBRIGADO!!
Depois de tanto carinho, claro que eu fiquei mais tranquila, sim. Foi mesmo bom ter dividido isso com vocês. Abraço de urso em cada uma, viu?!

Então que hoje foi o dia mais esperado por mim. Dia da primeira consulta do pré-natal!! \o/
Na hora certinha, Cleber e eu estávamos lá, só esperando nossa vez.
Cheguei lá muito animada, haha. Peso ok, pressão arterial linda, pulso idem, temperatura também. Então vamos começar a conversa logo, rs. A enfermeira obstétrica, Camila, uma fofa, fez aquelas milhares de perguntas de praxe sobre o nosso histórico de saúde e da família e tudo mais. Contei tudo sobre a minha trajetória, a minha última experiência traumática dentro de hospital, que fez com que eu corresse atrás de informação sobre formas respeitosas à mãe e ao bebê, e o quanto isso fez com que eu entrasse de cabeça no mundo dos partos fisiológicos. Ela achou lindo que estamos nessa preparação “do coração” (como ela disse) há bastante tempo.

Pela data da minha última menstruação, estou de 6 semanas e 3 dias (own!). Tecnicamente, completo 40 semanas exatamente no dia 31 de dezembro, ó que beleza, hahaha. Ela passou aquela lista de exames nada básica pra eu fazer, e o que eu mais queria em toda minha vida: o pedido do ultrassom obstétrico do 1° trimestre. Muita emoção! Vou ver se consigo fazer o quanto antes, saí de lá meio tarde, então não consegui marcar ainda, mas amanhã cedo resolvo isso!
Falou que seria bom se eu fizesse um pré-natal também com um médico (lá só tem enfermeiras obstétricas), por toda aquela precaução que eles tem e tudo mais. Já marquei uma consulta com aquela médica que eu passei em fevereiro. O valor do parto está acima do que eu tenho hoje? Sim! Mas é a que eu confio. E depois de muito pensar, resolvi marcar pelo menos essa consulta com ela, pra ver o que vai ser. Até porque é só uma retaguarda, não é mesmo? E se, porventura, for preciso na hora H, eu quero que seja alguém que eu confie. E gente, o meu coração grita pelo nome dela quando eu penso no assunto. É melhor ouvir, né?! O que tiver de ser, vai ser. Amém.

Ela falou muito sobre a importância de ouvir o meu corpo. Que se estou sentindo cansaço, é porque é para descansar, sim. Se estou querendo tal comida, é para comer, sim, e por aí vai. Resumindo: adeus comandos externos, agora quem manda aqui é o meu corpinho. Falou do quanto é importante marido e eu estarmos em sintonia e com a nossa relação bem saudável, próxima, ativa, pois o bebê sente tudo isso, ele sabe que veio do nosso amor e que sentir isso ao longo da gestação só faz bem para todos nós!

Fez uma examinação geral: desde os olhos, atéé… bem, vocês sabem onde, hahaha.
Disse que ela está ótima. Ou melhor, pelo que deu pra ver no geral, tá tudo mais que certo. Disse que meu colo do útero está lindo! Sim, ela usou a palavra lindo, rs. Que o tampão já está lá, cumprindo sua função de bloquear a entrada para o mundinho do bebê. Nessa hora, se ainda existia alguma dúvida escondida dentro de mim, foi-se para o espaço. Ainda perguntei brincando “então estou grávida mesmo, né?!”, e ela “Sim, grávida MESMO!”.

Sabe um coração batendo tranquilo e muito feliz, animado, cheio de esperanças e sonhos? É o meu! ^^
Nem sei como expressar isso para vocês direito, mas acho que já sentiram aí, né?!

E dentro de alguns dias vai ser o primeiro encontro com a minha doula! Conto tudo depois que acontecer!
E óbvio que venho correndo contar do ultra também!

Beijo, gente!! (e me contem de vocês!)

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Contando a novidade (e como ela correu mais rápido do que o Papaléguas)

Oi, meninas, voltei! 🙂
Pensem numa pessoa MUITO feliz: essa que vos escreve!
Estou escrevendo tudo por partes porque é muita coisa mesmo.
Para vocês entenderem tudo que eu vou falar, sobre como foi dada a notícia pros meus pais (e como ela se espalhou), eu preciso contar um detalhe que até então não tinha mencionado aqui (e não por nenhum motivo específico, mas porque sempre iam surgindo outras coisas no meio do caminho mesmo).

O fato é: Cleber e eu moramos na mesma casa que os meus pais. Por N motivos. Mas o principal a ser dito aqui é que nós somos muito unidos. Eu sempre fui bem família, nunca fui de esconder nada dos meus pais; e eles, por sua vez, são os melhores do mundo: conversamos de tudo, deixaram eu trazer namorado pra dormir em casa, iam comigo pra balada (haha) e mais um monte de coisas. Família mineira é assim: unida. Aqui em casa cada um sempre teve o seu espaço, a privacidade é super mega blaster respeitada, mas gostamos de estar juntos. O Cleber chegou na família e super se adaptou ao nosso jeito, e a minha família também o adorou. Quando estávamos planejando o casório, meus pais iam com a gente visitar fornecedores, fazer degustação em buffet e todas essas coisas. Aliás, toda a decoração foi feita pelas nossas mãos. A gente brinca que onde vai um, vai todos, rs. E do mesmo jeito que marido e eu temos nossos momentos de casal, ou entre nossos amigos, meus pais também tem o deles. Mas almoço de domingo, por exemplo, todos juntos, e ainda com mais gente, se puder. E então nos casamos, nos mudamos para uma casa bem longe de tudo. E daí aconteceram muitas e muitas coisas não tão boas (outro dia eu conto, a história é bem longa e o nosso foco hoje é outro) e nós acabamos vindo pra cá. Pensamos sim em ter o nosso apê próprio muito em breve, mas é aqui que estamos agora, é aqui que tudo começou e somos todos bem felizes assim.

Dito isso, deixa eu retomar do ponto onde parei no post anterior. Vou contar de um gole só, assim como aconteceu, tá?!
Fui fazer o bendito exame e levei um livro pro banheiro, pra ajudar a espera dos intermináveis 5 minutos. Minha mãe estava no quarto dela, marido na sala e meu pai tinha saído. Esperei os minutos e quando olhei, vi aquela segunda listrinha mais clara que a primeira ali. Gente, cês não tem ideia da minha alegria. Eu sorria, olhava, sorria, me olhava no espelho, sorria, rezava agradecendo. Tava tremendo um pouquinho. Peguei o teste, saí do banheiro e vim até a sala e fiquei em pé ao lado do Cleber segurando o bendito. Eu não conseguia falar nada. Ele tirou os olhos da tela, olhou pro teste, olhou pra mim, voltou os olhos pra tela, como se estivesse super controlado (ele é o poço da calmaria). Perguntou “e aí?”, como se não soubesse do resultado, só pra me ouvir falar. Sinceramente, não me lembro exatamente o que balbuciei, só sei que depois nos abraçamos, sentamos no sofá bem pertinho, agarradinhos e ficamos assim… assimilando a novidade. Tipo conversando pelo olhar. Foi silencioso. Foi intenso. Depois começamos a já falar sobre algumas coisas, como a mudança do quarto (ansiedade, você veio pra ficar), sobre como veio rápido e sobre ele estar realizando meu maior sonho da vida toda.
Entrei na internet para mandar um e-mail para a minha médica e quando eu vejo… ela viajou no-mes-mo-mi-nu-to em que eu havia descoberto meu positivo. Ironias da vida, a gente vê por aqui. Ela só vai voltar dia 13 de maio, o que para mim é muito tempo (haha). Mas esperei o dia seguinte, porque seria o dia em que eu repetiria o exame com a primeira urina da manhã. Confesso que foi bem difícil dormir essa noite, queria logo que amanhecesse para eu confirmar (de novo). Super positivo, minha gente!! Eita felicidade!! Marido foi trabalhar, tentando fazer a ficha cair, mas muito feliz e eu fiquei o dia todo na companhia dessa novidade, sozinha, sem contar pra ninguém.

Mandei uma mensagem pra musa Ana Cristina Duarte, que sempre responde minhas dúvidas, e ela disse que se os testes haviam dado positivo, eu não precisaria de exame de sangue para confirmar. Disse também que não precisava de pressa para começar o pré-natal, pois o ultra, por exemplo, só será feito no fim desse mês. E também porque eu fiz exame preventivo e me consultei ainda esse ano, e já sabia que estava tudo bem. Por fim, me disse qual o nome e a quantidade do ácido fólico para eu comprar e já começar a tomar. Nessa parte fiquei mais calma, porque era mesmo o que eu queria fazer: começar a tomar o AF antes de qualquer coisa, para garantir mais saúde pro meu mini bebê 🙂

a notícia mais rápida do oeste


Minha mãe chegou do trabalho mais cedo, quase 16 horas, e eu já estava preparada para contar pra ela. Queria que ela fosse a primeira a saber (depois do marido, né!, haha). Eu a chamei no quarto e mostrei a mesma foto que postei aqui, do teste. E ela: “aahh! (tipo gritando), você tá grávida? (e daí me abraçando) parabéénss!!!”. A m.a.i.o.r alegria, a maior farra. Ela já sentou e começou a perguntar: e aí, como vamos mudar esse quarto?, mas e o parto? e infinitas perguntas. Uma linda! Me empolguei e liguei pro meu irmão, que vibrou de alegria (apesar de ter achado que eu estava tirando uma onda com a cara dele antes). Ainda comigo na linha ele ligou pra esposa e contou. Depois meu pai chegou e ela contou a novidade pra ele, daí ele veio me abraçar todo feliz e já queria ligar pra todo mundo na mesma hora. O clima na casa era de animação. De lá do trabalho, o Cleber ligou pra mãe dele contando, que contou pro irmão dele (que é o namorido da minha prima, somos muito família mesmo, haha). Ele viria aqui com um amigo trazer uns papeis do imposto de renda que meu pai ia fazer pra eles, então, antes que ele chegasse, liguei para minha prima e contei (eu ia contar pessoalmente no dia seguinte, mas eu sabia que se meu cunhado sabia, ia logo contar pra ela, daí tive que antecipar, rs). Ela tava no trem e começou a pular, rs. Meu pai, animado, ligou pra minha avó, que está no interior, e ela falou comigo, toda emocionada! Daí os meninos chegaram e acreditem, trouxeram um presentinho pro baby: um bodyzinho fofo, branco com um ursinho #todaschoradeemoção. Enquanto estava aquela farra de abraço-sorriso-abre presente, minha prima não aguentou e ligou pra mãe dela, que em seguida me ligou, óbvio. Mais farra. Enquanto isso, meu pai abriu um whisky pra tomar com os meninos. E eu atualizava o Cleber de toda farra que estava acontecendo. Daí só faltava avisar uma irmã do meu pai: mais felicitações. Ah, esqueci: depois que avisei meu irmão, contei para uma outra prima minha, lá de Minas. Ela não parava de gritar, rs. Quando ela chegou na casa dela, me ligou, daí também minha mãe falou com a mãe dela (são irmãs, e ela é minha madrinha). Depois, por fim, minha mãe ligou pra minha avó (a outra, rs), que também ficou toda emocionada. E também teve a parte que eu contei para vocês aqui no blog!

Ufa! Gente! Olha só como são as coisas: num momento, ninguém sabia, no outro, a família toda já estava informada da novidade. Eu até pensei em segurar a notícia por mais uns dias, mas tava tão bom ver a felicidade dos meus pais, a vontade deles em compartilhar com todo mundo, que os deixei serem felizes. E eu curti junto. Realmente foi uma felicidade só. E depois, por que não contar, né?! Foi tudo muito natural, sabem? Muito o nosso jeitinho mesmo. Não me arrependi, não.
Depois o Cleber chegou do trabalho, o irmão ainda estava o esperando aqui, minha mãe fez uns petiscos, comemos, rimos.
Tudo começou às 16:00 comigo contando pra minha mãe, e só acabou às 22:00!! Eu estava exausta, já me sentindo zonza. Mas valeu cada minuto.

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Volto já para contar sobre uma decisão que já tomei a respeito do parto.
Tô tentando seguir a ordem cronológica das coisas. Não quero esquecer de registrar nada aqui. E aconteceu tudo muito junto, então os posts vêm juntos também, rs. Vocês me esperam?
O que quiserem saber, vão perguntando que eu respondo 😉

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