Arquivo da categoria: gestante

Carta do dia: venha no seu tempo, mas venha

Filha,
há alguns dias tenho sentido meu corpo me enviando uns sinais. Pequenas cólicas, contrações ainda sem dor, mas já mais fortes. Pequenas ondas no pé da barriga que me lembram que você está perto.
Ainda não está nada ritmado, nem nada perto disso. Ainda não é trabalho de parto. Mas a sua chegada já começou a ser anunciada. O seu tempo é mesmo muito precioso, não é meu amor? E bem diferente do meu, devo dizer. Isso causa uma pequena confusão em mim algumas vezes, preciso dizer. Porque é o seu tempo dentro do meu corpo, assim, juntinho e muito misturado, então é natural que eu me confunda vez ou outra. Ainda estou aprendendo com você. E espero poder te ensinar também. 
Eu estou entregue ao que está por vir, meu bem. Já tive medo, já quis controlar, já chorei. Acho que superei. Estou tentando me entregar. Sentir você. O que me diz, o que espera de mim, o que está acontecendo aí. 

Me desculpe se eu choro demais, mas é que tudo o que acontece dentro de mim já está começando a transbordar. Ok, talvez esteja mais para um encanamento furado, eu confesso, e por isso te peço desculpas hoje. Não quero nunca que você pense que você causou isso de uma forma ruim. É só que ser sua casa mexeu demais com as minhas lembranças e histórias. Algumas coisas eu tive que mudar de lugar, outras jogar fora. Para outras, o que aconteceu foi a descoberta mesmo. O desvendar. Você está trazendo mais luz pra minha vida, filha. E tá iluminando tudo, a começar pelo meu coração, que eu pensava já conhecer. Imagina! Ainda tenho muito trabalho pela frente. 

Confesso que estou doida para sentir as dores. Estou desejando mesmo. Porque sei que não será em vão, não será ruim. São nossos corpos trabalhando em sintonia para que possamos nos dar a luz, ao mesmo tempo. Vou sorrir quando você disser que é pra valer, que já está a caminho. 
Estou sentindo vontade de ter aqui fora. É uma delícia sem precedentes te ter aqui dentro, um segredo só meu, só eu sei como é te ter aqui, parte de mim. Mas não posso te prender para sempre. A liberdade é uma das coisas mais belas do nosso mundo, quero que você venha aqui ver com seus próprios olhinhos. Quero que você veja tudo que a natureza é capaz de produzir, todo o segredo que guarda em cada feito, mas nos dá tudo de presente, para que possamos aproveitar do jeito que melhor nos for. Quero que você sinta o vento no rosto numa viagem de carro, e andando a cavalo, e correndo no parque, e pedalando uma bicicleta. Quero que respire profundamente diante de uma bela paisagem. Quero que escute o som do mar. Que ouça o silêncio do seu coração. Quero que sinta o gosto da vida aqui fora, linda e plena, que você construirá em cada passo. Que você seja capaz de enxergar as coisas boas do mundo, apesar do que nos dói. Que dance. Que suje. Que bagunce para depois arrumar (pode ser uma boa terapia). Que vá. Que volte. Que erre. Que gargalhe. Não deixe de chorar. Que cultive o frio na barriga. E que tenha em quem se aquecer. 
Quero aprender enquanto te ensino. E te ver construindo e inventando suas próprias verdades, enquanto eu refaço as minhas. Nós vamos viver muitas coisas juntas, filha. Mais do que já estamos vivendo – muito mais. O parto será apenas uma porta para o que nos espera. 
Seu pai e eu estamos te esperando. Pode vir no seu tempo, mas venha. Porque nós te amamos muito. E o amor não conta as horas, mas também tem pressa.


com muito amor,
mamãe.

                    


Anúncios

20 Comentários

Arquivado em amor, aprender, carta, espera, gestante, mistério, sentimento, sentindo, tempo, terceiro trimestre

E aqui estamos nós…

… 38 semanas e 3 dias depois, esperando a pequena Agnes dar o ar de sua graça nessas bandas de cá do mundo.

– arrumar todas as roupas: checked
– arrumar as malas (e desfazer e arrumar de novo – adoro arrumar malas!!): checked
– mudar os móveis do quarto de lugar 50 vezes até decidir como ficar: checked
– receber duas amigas em casa: checked
– entrar no meu casulo e ficar isolada do mundo todo: checked
– ir respirar na Praça do Por do Sol (um dos meus lugares favoritos nessa cidade): checked
– passar a manhã no parque: checked
– andar pela Vila Madalena conversando com o Cleber, depois de irmos numa sorveteria, como adoramos fazer: checked
– Show do Jeneci e show da Tulipa no sesc – com o combo de ter amigos por perto: checked
– arrumar as lembrancinhas para as visitas: checked
– namorar e aproveitar o marido: checked
– dormir tarde e acordar tarde durante a semana: checked
– comer pastel de feira delícia: checked
– ler algo que não seja sobre maternagem: checked
Ainda não fui ao cinema, mas acho que é porque não tô com muita paciência pros filmes que estão em cartaz. Então fico com os filminhos em casa mesmo.

E é isso. Acho que as coisas que me propus a fazer nessa reta final eu já fiz e/ou estou fazendo, na medida que a vontade vai surgindo e o tempo colaborando. O que não fiz foi porque simplesmente não estava a fim, simples assim.
Agora talvez esteja querendo aparecer uma pontinha de ansiedade. Na verdade é um sentimento meio doido porque, como eu já disse, realmente tô adorando essas prenhice toda, haha. Só que agora estamos a termo, né, então é aquela coisa “ah, sim, ela pode chegar até os primeiros dias de agosto, tem tempo ainda”. Pausa pra lembrar do outro lado da moeda. “Mas se ela quiser chegar agora, hoje, tudo bem também, pode vir”. Ou seja. É uma expectativa gostosa – até o momento, pelo menos. Eu prefiro usar o termo frio na barriga, que é mesmo o que tá rolando, porque falar ansiedade traz uma conotação quase ruim. Explico.

Hoje em dia, com todo esse papo de vizinha pitaqueira de que “passou da hora”, “conheço um  caso em que a mãe esperou demais e (…)” e tudo isso que a gente já conhece bem, temos que bater firme na tecla de estender a data provável, esperar todas as semanas possíveis, etc e tal. E preparar nossa cabeça pra isso também. Pode demorar, sim. Pode ser depois do esperado, sim. E tudo bem.
Eu me preparei pra esse momento, acho que por isso tô tranquila agora. Porque confio no meu corpo, no tempo da Agnes, na fisiologia do parto. Só que a coisa tá virando uma faca de dois gumes, porque se eu comento que estou sentindo uma colicazinha, ou que ela está mais baixa, já querem minar isso em mim, achando que estou ansiosamente louca pra chegar logo. Acho ótimo não apressarem as coisas, medicalizar tudo, claro que sim. Por outro lado, é quase como se só fosse aceitável um sintoma de pródromos depois das 40 semanas. Só que não, né. Se a gente fala tanto de respeitar o tempo da natureza, de que ela pode vir quando ela quiser… pode ser agora, sim, ora pois. Deixa a menina decidir sozinha, que coisa chata!
Confesso que, por uns dias, eu nem queria sentir nada, só pra não ouvir essas coisas.
Calma, gente! Tá tudo certo aqui.
Eu entendo que, em geral, as gestantes são muito ansiosas, ainda mais agora no final. E acho que não estão acostumados a encontrar alguém que fala em voz alta, assim como eu, que sim, tô gostando disso, tá legal, não tenho urgência. Mas poxa, é o meu momento; não é hora de falar o que querem ouvir, ou fazer cara de alface, ou algo do gênero. Eu nunca imaginei que estaria assim a essa altura do campeonato, não tem como programar. Mas é o que tá rolando.

E sim, “já” estou sentindo alguns sinais. Se compartilho isso é porque acho lindo esse funcionamento todo, porque estou conectada comigo e sinto meu corpo trabalhando. Não quer dizer que eu anunciei que estou parindo nos próximos 30 minutos. Aliás, recordando aqui, eu “senti” que iria engravidar antes mesmo de ovular. Se eu dissesse, lá no começo de outubro, que sentia que ia vir outro bebê, to-do mundo falaria que eu estava surtando e que tinha que controlar a ansiedade. Mas eu sentia. E esperei o tempo certo das coisas rolarem. Portanto, se eu digo hoje que eu sinto que a Agnes está perto de chegar, não quer dizer nem que tô marcando minha eletiva, nem que já tô no expulsivo. Só quer dizer que alguns sinais ela já me envia, mas o dia exato, como sempre, é ela que sabe. E tudo bem.
Eu quero que ela chegue, claro que quero – tô doida pra ver seu rostinho, sentir seu cheirinho e todos esses clichês super verdadeiros na vida de uma mãe. Estou aqui fazendo minha parte. Sentindo, achando lindo, curiosa. Demorou, mas eu aprendi a viver um dia de cada vez. Tô fazendo isso agora – e está sendo ótimo!

Solzinho de inverno na pança na nossa manhã no parque, semana passada.

7 Comentários

Arquivado em acontece comigo, espera, expectativas, gestante, sentindo, terceiro trimestre

37 semanas e a minha calma

“Do alto das minhas 36 semanas de gestação, enquanto todos perguntam (quase afirmando) se estou ansiosa pra ela chegar logo, enquanto muita gente diz que não vê a hora dela nascer, eu só penso que quero viver – mais do que nunca – um dia de cada vez, e que passe um pouco mais devagar, porque eu não estou com a mínima pressa. Não estou ansiosa para saber o dia, nem o horário, nem nada que só o tempo e a natureza decidirão. Eu só quero viver o presente.”

Escrevi isso no facebook semana passada e posso dizer que resume muito bem o momento atual em que estamos. 

Hoje completamos 37 semanas. 
37 semanas de barriga crescendo. De muito amor. De corpo trabalhando e produzindo pessoa nova lindamente. De dúvidas, enfrentamentos. De descobertas. De encontro com a minha sombra. De empoderamento. De muitos aprendizados. E de gente linda no meu caminho. 

A partir de hoje, se a Agnes quiser nascer, já não será considerada prematura. Estamos a termo. 

Semana passada, quando escrevi essas palavras que abrem o post, eu estava vivendo o presente exatamente como o nome diz: um presente. Eu não queria pensar que estamos chegando na reta final, nem que daqui a pouco meu corpo e ela irão trabalhar juntos para dar início a uma nova fase da nossas vidas, muito menos em como seria quando ela chegasse. Eu estava muito grávida e só queria saber disso. Queria só saber da barriga, dos movimentos dela, da nossa comunicação, de curtir o marido e tantas outras coisas. E me dei conta que estava nessa vibe quando percebi que estava todo mundo me perguntando como eu me sentia, se estava ansiosa, que não viam a hora dela nascer logo, que tava chegando etc e tal. Aí eu me pegava pensando: não estou com essa pressa toda, não, que estranho. Tá tão gostoso ela aqui dentro, por mim poderia continuar grávida por uns 3 meses, sem reclamar. Juro juradinho. Ela tá se preparando, sei que quando ela estiver pronta vai me dizer, então pra quê eu preciso de pressa? Hoje em dia é muito comum querer antecipar as coisas, viver lá na frente, pensar no próximo passo. Eu também sou assim em alguns momentos, aliás. Mas em relação a chegada dela, estou na paz. 
Eu sempre ouvi que a gravidez dura 9 meses e que o último mês dura 9 meses, de tanto que demora. Semana passada, então, eu devia estar de umas 4 semanas, porque só queria saber de curtir meu bebê aqui dentro. Como me acostumei a dizer nesses dias: tá todo mundo ansioso pra Agnes nascer logo… menos o Cleber e eu. Rs…

Mas eu entendo esse sentimento nas pessoas. Eu tenho a Agnes aqui comigo há meses, só eu e ela, ela e eu. O pai também presente, mas deu pra entender o espírito da coisa – aliás, vou sentir saudade dessa nossa vivência e sintonia depois, já tô sabendo. Natural que todo mundo queira que ela saia pro mundo, para interagirem e fazer parte de forma mais ativa da vidinha dela. Vendo por esse lado, deve ser também por isso (mas não só) que eu não tenho a mínima pressa: nunca mais seremos só nós duas. Nunca mais poderei protegê-la de tudo e de todos, assim do jeito que é agora. A mãe leoa parece já dar sinais que será bem ativa nesse sentido, rs.

A verdade é que eu estou calma. O que é um pouco estranho, pra quem me conhece de looonga data, mas é a mais pura verdade. Não posso dizer que não estou sentindo nada. Na verdade, o frio na barriga já tá dando as caras, mas é só porque essa coisa de “qualquer dia, qualquer hora” agora tá rolando pra valer. De hoje até agosto ela pode chegar na hora que der na telha, olha só que legal!! 

E devo estar assim nessa calma toda em relação ao parto porque fisicamente estou muito bem. Essa semana que comecei a sentir peso na barriga, mas só quando eu ando. Aí o pé da barriga doi, me canso mais rápido e hoje deu umas coliquinhas também, tanto que estava indo numa padaria mais longe e fiquei na mais perto mesmo, porque tava chatinho, não quis forçar. Sinto dor nas costas só se fico muito tempo sentada na mesma posição, ou se durmo a noite toda pro mesmo lado. Insônia só tive duas vezes, mas foram por motivos externos mesmo. No mais, tenho estado muito bem. Ainda consigo lavar os pés (#ostentação, kkkk), me abaixar. Só acordei de madrugada pra ir ao banheiro umas 2 vezes em toda gestação.
Até agora ganhei 8 quilos e uns quebrados, devo chegar aos 9 e pouco até o fim (sou péssima em contar as gramas, percebam), mas estou sendo otimista, porque tenho sentido mais fome (apesar de não caber mais tanta comida, rs) nesses dias, então se eu não chegar a 12 em poucas semanas tô no lucro, hahaha 😛 
Na consulta das 35 semanas, remarcaram a próxima pra quase 38, porque eu não tinha queixas ou coisa assim. 
Cheguei a 29,5cm no Epi-no, que vitória!!! \o/ Isso foi semana passada. Depois acabei não fazendo mais, por motivos meus mesmo, mas ele ainda tá aqui comigo, e tem outros exercícios pra fazer. Comprei uma bola de pilates há um tempo que tem sido muito parceira nessas semanas 🙂
No último ultrassom, que a Catia pediu que eu fizesse com 35 semanas, Agnes estava linda, cefálica, serelepe. 2,3 quilos e 43cm de gostosura. 

Sobre a parte prática, só falta arrumar as malinhas – isso será feito amanhã. O quarto tá pronto (e juro que venho mostrar num post específico, pre-ci-so lembrar de tirar fotos decentes pra ficar completo), roupas e fraldas lavadas, passadas e guardadas. Quer dizer, sempre tem uma coisinha aqui ou ali pra trocar de lugar ou que eu ainda invento fazer, mas do essencial, realmente necessário, já tá tudo pronto.
Em relação ao parto, plano A é Casa Angela e plano B é hospitalar com minha equipe linda de confiança. Plano de parto feito, editado por mim, aprovado e comentado por marido e revisado com a doula. 

Enfim, tudo se encaminhando direitinho. 

Estou feliz, estou calma com a chegada dela, estou curtindo muito esse presente.
Também estou num casulo, num momento de super introspecção, vivendo um monte de emoções e sentimentos… mas isso eu volto daqui a pouco pra contar, prometo 😉


37 semanas de mamãe-filhinha ❤

                           

6 Comentários

Arquivado em acontece comigo, casulo, gestante, terceiro trimestre

Tanto tempo

Considerando que já passamos da meia noite, podemos dizer que a 35º chegou.
35 semanas e me dei conta que faz tempo que não passo aqui pra atualizar os registros sobre a gravidez.
Tenho vários posts inacabados. E mais uns tantos aqui na caixola.
Tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo… Lá fora e aqui dentro.
Não digo só pelo desenvolvimento da Agnes – que está crescendo e se remexendo lindamente, me fazendo ficar cada dia mais apaixonada. Mas em mim mesmo, como pessoa inteira, muita coisa tem mudado – se reajustado, reformado, transmutado. A gravidez tem um papel importante nisso, mas não é só. É mais.
O slogan da minha vida está sendo: 2014, o ano da mudança.
E eu pretendo escrever sobre tudo isso, com toda certeza. Mas não pode ser planejado, nem de qualquer jeito. Uma hora a inspiração e o jeito certo chegam, com certeza.

Estou muito feliz, e foi isso eu fiz questão de vir aqui registrar. Com a barriga crescendo e as arrumações quase concluídas. Berço montado, cômoda reformada, quarto reestruturado. Roupas lavadas. Plano de parto feito, equipe definida – com plano A, B e quantos mais forem necessários. Mas acho que dona Agnes vai fazer do seu próprio jeito mesmo, como sempre é. Tenho estado super ultra mega sensível, chorando por qualquer coisa, até pensamentos. Tenho estado no meu casulinho, arrumando o ninho pra chegada da nova vida. O frio na barriga tá surgindo, apesar de ainda não ser ansiedade. É só o saber que ela está chegando pra valer, que finalmente vou vê-la aqui fora, na sua hora, nos meus braços, sentir seu cheirinho e apertar suas dobrinhas.

Daqui duas semanas, se ela resolver nascer, não será prematura. Isso porque eu conto pelo primeiro ultrassom, se fosse pela dum, já seria semana que vem. Mas ela sabe a hora dela, a minha parte eu estou fazendo aqui fora. E faremos ainda mais, juntas, quando ela me avisar que podemos começar.

Até lá, os planos são: descansar, terminar os penduricalhos que comecei e nunca consegui terminar, ir ao cinema, relaxar a mente, não ficar estressada com gente chata, ir a dois shows (ingressos já comprados), respirar e algumas coisinhas mais, que nunca é demais.
E, sim, eu volto pra contar.

34 semanas e 6 dias de dois corpos ocupando o mesmo lugar no espaço ❤




Obs: reli e achei que ficou com tom de despedida. Não, não é despedida, nem nada planejado – pelo menos por enquanto. É só que tudo tem acontecido tão rápido que eu mal tenho tempo e percepção para parar e registrar tudo. Só passei mesmo pra dar notícias, e pra dizer que meu sumiço tem prazo pra acabar – só não me contaram ainda qual é 😉

6 Comentários

Arquivado em acontece comigo, casulo, gestante, terceiro trimestre

Sobre o Epi-no

Então que estamos com 32 semanas e 4 dias e começamos ontem a usar o epi-no.

Para quem não conhece, ou tem dúvidas, o Epi-no é um dispositivo para exercícios da musculatura do assoalho pélvico. Indicado para as gestantes com o intuito de fortalecer e aumentar a flexibilidade da musculatura vaginal e do períneo. Também é usado no pós parto. 

“Características e Benefícios:
Epi-No consiste em um balão em silicone, conectado a um medidor de pressão através de um tubo em silicone, com bomba em elastômero termoplástico e válvula de liberação de ar. O medidor de pressão permite o monitoramento do desempenho do treinamento (biofeedback); 
– O Epi-No deve ser utilizado sob indicação de um médico;
– Desenvolvido com o auxílio de ginecologistas, fisioterapeutas e pacientes;
– Através do estiramento e do fortalecimento gradual da musculatura e tecidos, todo o assoalho pélvico se tornará mais forte e elástico. Isso reduz a chance de episiotomia (corte na região entre o ânus e a vagina) durante o parto.* 
– Como o períneo permanecerá ileso, a musculatura e tecidos podem recuperar-se mais facilmente após o parto;
– Auxilia na extensibilidade do períneo no pré-parto;
– Comodidade: a mulher escolhe o melhor horário, local e tipo de exercício a ser realizado, de acordo com sua rotina e disponibilidade;
– Parto menos estressante para a mãe e o bebê;
– Programa de treinamento pós parto.
fonte aqui.
* Retirei essas informações do site do aparelho, mas quero ressaltar que estou usando este dispositivo com o intuito de me preparar e me ajudar a prevenir uma laceração (quando a musculatura do períneo se rompe de forma natural, sem incisões) de qualquer grau, visto que a episiotomia é uma prática usada de rotina pela maioria dos médicos, sem a mínima necessidade – NUNCA é necessário, vale repetir exaustivamente, como diz a Melania Amorim, médica obstetra, professora, PhD (e muito mais, o currículo da mulher é imenso) que há 12 anos não realiza uma única episio sequer. A episio eu nego – e já registrei no meu plano de parto – e os profissionais que me assistirão no parto não a realizam.


Pois então. Começamos ontem a usar o dito cujo.
A minha obstetra disse que geralmente recomenda começar o uso com 34 semanas de gestação (no site do aparelho diz “3 semanas antes do parto”, mas como eu não sei que dia vai ser o parto, não dá pra seguir essa dica, rs). Até me passou o cartão de uma fisioterapeuta que aluga o aparelho e que dá todas as instruções pro uso. Porque sim, só pode ser feito depois de uma boa orientação e “treinamento” com um profissional, já que se trata de um aparelho sério, que você precisa colocar no local exato e usar do jeito exato também, para não se machucar. 
Como eu dizia, a Cátia recomenda começar com 34 semanas. Porém, a minha doula (tenho uma doula pré-parto, provavelmente não será ela que estará comigo no dia, mas essa é outra história) recomenda com 32 semanas. Ela é fera no assunto educação perineal, estuda sempre, está atualizada e super apta a dar esse treinamento. Ela me disse que recomenda o início com essa idade gestacional porque no começo a gente precisa mesmo de um tempo para se adaptar. Cada dia a gente vai adaptando um pouquinho, no tempo de cada um, até chegar num ponto confortável (leia-se: achar posição ideal sua e do marido, que tem que manter o braço firme por um tempo, melhor horário, etc) e aí sim a coisa fluir da forma como tem que ser. Esses ajustes podem durar uma semana, então quando chega 33/34 semanas, o casal já está no ponto de começar pra valer, digamos assim. Com isso, escolhi começar com 32 semanas mesmo e achei ótimo. 
Como o aparelho é caro para ser comprado aqui no Brasil, a maioria das gestantes aluga um. Ou com profissionais, ou com uma gestante/mamãe que tenha optado por comprar o seu e depois passa a alugar para terceiros. Ele é usado com preservativo (não lubrificado, igual aos que os médicos usam pra ultra transvaginal), super higiênico, sem risco de contaminação. Eu aluguei o meu. O da minha doula já estava alugado, mas consegui um com uma moça de um grupo do face.
Como eu mencionei ali em cima, é uma consulta que o marido precisa estar presente. É bem difícil fazer sozinha, até por conta da barriga grande e tudo mais. Vou contar em detalhes como foi a consulta, até para ajudar quem não conhece ou está buscando mais informações sobre isso (eu achei muito pouca coisa quando procurei).
Chegamos lá ontem prontos para aprender juntos mais essa novidade. Eu não criei grandes expectativas, pra não atrapalhar o processo, mas tinha receio de ser super dolorido e bem chato de fazer. Primeiro a gente conversou, demos risadas, relaxamos. Depois de uns bons minutos de papo, ela começou a nos explicar como o aparelho funciona, da massagem que é feita antes, etc e tal. Depois disso, deitei na cama, apoiada numa almofada retangular (que coisa ótima essa almofada, dá um bom suporte mesmo) e ela e o Cleber sentaram num nível mais baixo que a cama (sim, do mesmo jeito de quando você é examinada pelo gineco, rs). Fez a massagem perineal – usamos óleo de gergelim aquecido, que tem ações terapêuticas na musculatura, além, claro, de ajudar na lubrificação – ensinando passo-a-passo pra ele como se fazia, o tempo e tudo mais. Ainda ganhei elogio porque minha musculatura está ótima (dos elogios que a gente nunca achou que fosse receber, e ainda ficar feliz por ele, rs). Depois foi a vez do marido fazer, pra ver se tinha aprendido. Até aí tudo fácil, eu só precisava ficar lá deitada/apoiada e relaxar. A massagem não doeu nada em mim, mas ele disse que “dá uma forçada” nos dedos, rs. Quando acabou, era a hora de colocar o epi-no. Coloca-se o preservativo no “balão azul” e se introduz até um ponto específico (que eu não sei qual é porque não vi, rs). A função do marido é ficar segurando por essa mangueirinha pra ele não sair do lugar e desandar tudo – pois a medida que ele vai inflando, o períneo faz a pressão pra expulsar, por isso eu disse da firmeza no braço. A minha função é ir apertando a bombinha pra ele ir crescendo e crescendo. Eu apertava um pouco, via como era a sensação, daí apertava de novo e assim por diante. E posso falar? É uma sensação mutcho doida. Dá pra sentir a musculatura se abrindo mesmo, bem legal. Tem horas que a gente aperta e parece que chegou no limite, incomoda. Daí ela me lembrava de relaxar, respirar (do jeito que vou respirar no expulsivo, olha que treinamento legal!), visualizar a pequena nascendo, e depois eu apertava de novo e assim fomos. Chega um momento em que você sabe que realmente chegou no seu limite por aquele dia. Quando chega nesse ponto, conta-se 10 minutos, marido firme e forte lá segurando o aparelho, e você relaxando. Deu uma sensação de bastante ardor nessa hora, que ela disse que é a versão minimizada do círculo de fogo, rs. Só que isso foi passando devagar a medida em que eu ia respirando e me soltando. Aliás, a questão é justamente essa: conseguir relaxar os músculos mesmo com dor, e não tensionar ainda mais, como fazemos meio inconscientemente nessas horas. Com o músculo relaxado, dá pra inflar mais e você não sente dor. Ela disse que se eu quisesse podia apertar mais. Apertei pra ver qual era e vi que conseguia mais um pouquinho. Quando, por fim, acabou os 10 minutos, era hora da “expulsão”, que basicamente acontece sozinha, pois o músculo faz isso por você. Marido foi soltando a força bem devagar e suave, e o balão foi saindo. Eu sentia uma ardência, mas menos do que senti antes, uma sensação que deve mesmo ser parecida com um baby nascendo, rs. E fim.
Depois marido mediu a circunferência pra ver quanto tinha dado e anotamos num papel. A intenção é ir anotando dia-a-dia pra ver a evolução. O intuito é chegar a 30cm, tamanho médio da cabeça do bebê. 
A minha ontem deu 20cm, até que não fui tão mal assim na primeira vez, rs. 
Ah, eu tinha receio também de como seria o “depois”, se eu andaria feito uma pata me sentiria incomodada ou com dor para andar, ou algo assim. Pelo menos aqui não rolou isso, foi tranquilo, ainda bem.
Então, em resumo, o que eu posso dizer é: claro que incomoda um pouco, não quero romantizar e falar que é tão bom quanto comer brigadeiro. Ainda mais na primeira vez, porque é uma sensação completamente nova, você está alongando, trabalhando, sentindo músculos que até então não tinham sido estimulados dessa forma tão específica. Dor, dor mesmo eu não senti. Mas também fiz no meu ritmo, pra ver como era, sentindo tudo. Não dá pra ir inflando como se tivesse enchendo uma bexiga ou um colchão inflável, rs.
Achei ótimo ter essa oportunidade, adorei. A gente vai criando uma consciência corporal incrível, que eu considero muito importante, tanto pro parto, como pra vida. O corpo é nosso e conhecê-lo ainda melhor ajuda no nosso empoderamento, com certeza. Essa foi a impressão que eu tive, pelo menos. (E por falar em consciência corporal, recomendo fortemente a leitura do livro Quando o corpo consente. Perfeito!).
Agora é seguir fazendo todos os dias, até a pequena dar ponto de nascer.

7 Comentários

Arquivado em consulta, doula, epi-no, gestante, informação, parto natural, terceiro trimestre

É… esqueci!

– de tirar a carne do congelador a tempo;
– de responder os comentários das últimas postagens no blog;
– de responder o e-mail de uma amiga;
– de tirar foto do meu momento mais feliz do dia pro #100happydays, no instagram;
– do dia exato de uma consulta na Casa Angela (liguei remarcando o dia porque marido iria comigo. Pensei que a consulta fosse no dia seguinte, eu queria remarcar pra outra semana. O dia da consulta já tinha passado – e a louca aqui só percebeu depois que remarcou!!!);
– de guardar o cartão de crédito da minha mãe na carteira (sim, perdi o cartão da minha mãe!!!);
– de fazer os posts semanais da barriga;
– de tomar a vitamina na hora certa;
– de conferir se a carteirinha do convênio estava mesmo na carteira (e ter que voltar do meio do caminho quando descobri que não estava, atrasar 1 hora do horário marcado e ficar ainda mais tempo em jejum);
– de tirar alguma dúvida na consulta;
– de anotar a dúvida para não esquecer de perguntar na consulta;
– de mais coisas para citar nesse “pseudo-post” (sério, juro que tinha pensado mais coisas hoje de manhã e quando sentei aqui não lembrava mais);

Sem contar as inúmeras vezes em que alguém me diz uma coisa e NO SEGUNDO SEGUINTE não me lembro mais as palavras que ela usou.

Sério.
Eu não estou uma pessoa muito confiável ultimamente.
E dizem que não passa tão cedo, né?! Oh, God!

Brilho eterno de uma mente sem lembranças – esse cara sou eu!

20 Comentários

Arquivado em acontece comigo, como lidar?, gestante, terceiro trimestre

31 semanas!

Trinta e uma semanas de Agnes crescendo, linda e serelepe, aqui na pancinha. Ai que amor, gente!!
Tô num love total com a barriga, essa fase é muito gostosa.

Ontem tivemos consulta na Casa Angela e foi bem ótima. Tudo se encaminhando pro parto ser lá mesmo, se Deus quiser. Andei bem confusa quanto a isso, na verdade. Na consulta do mês passado, não curti muito o atendimento, o clima, sei lá, eu não estava na vibe deles. Cheguei a afirmar por semanas que não seria ali que a Agnes nasceria. Daí muita coisa aconteceu, tive uma boa conversa com a Cátia, depois com o Cleber, e por fim com a doula – sem contar todas as sessões de autoanálise que fiz – e fui tentar mais uma vez. Na verdade verdadeira, eu revi e relembrei alguns pontos que pra mim são fundamentais e mudei a perspectiva de alguns fatos. Ajustei a minha ideia de “ideal” com o que me é possível no momento. Deu trabalho, mas estamos caminhando, agora mais leves e mais decididos, ainda bem.
Mas então, como eu ia dizendo, a consulta foi bem legal. Marido estava comigo, fez mil perguntas, participou super. A EO esclareceu tudinho, se mostrou disponível. Enfim, saímos satisfeitos. Meu peso e minha pressão estão ok e Agnes fofinha está linda, cefálica e mexendo bem. Era a EO apalpando a barriga de cá e ela respondendo de lá, haha. Ah, e senti a cabecinha dela apalpando também, depois as costinhas e o bumbum. Pense numa mãe derretida? Fui eu! ❤
Agora as consultas lá serão quinzenais, ai que frio na barriga, rs.

Ah, estamos – marido e eu – trabalhando firme no nosso plano de parto, finalmente! Levaremos já na próxima consulta. Tenho passado várias informações pra ele, que quer estar por dentro de tudo, sabendo todos os limites, nomenclaturas, procedimentos e a coisa toda. Sábado agora começaremos a frequentar os encontros da Casa, cada sábado é um tema. Acho que vai ser bom pra ele também, se envolver nessa parte. Estamos bem unidos e sintonizados, e isso tem sido fundamental pra mim.

De incômodos, o que temos na conta são:
– A digestão a noite está mais lenta. Eu como a mesma quantidade no jantar e parece que comi uma panela de feijoada. O estômago pesa e daí eu fico andando pela casa, pra aliviar, rs. Agora tô aprendendo a comer menos, que é mais fácil, haha.
– O enjoo do café voltou um pouquinho. Tudo indica que café com leite não seja a bebida preferida da Agnes mesmo. Eu ainda tomo, mas bem pouquinho.
– O sono do primeiro trimestre voltou com tudo!! Céus! Eu preciso de uma soneca a tarde para sobreviver. Nem sempre é possível, claro, mas o sono é constante.
– Quando ando muito a barriga pesa, bem embaixo (o famoso “pé da barriga”, rs), junto com um incômodo na lombar. Quando acontece isso é que cai a ficha que realmente minha barriga está grande e que o terceiro trimestre chegou pra ficar, rs.
E é isso. Escrevendo pareceu muito, mas na verdade eu tenho me sentido muito bem. São só coisinhas que vão surgindo mesmo de vez em quando, mas dou um jeito de lidar bem com elas, não forçar, driblar e tudo mais.
Ainda não me sinto imensa, nem muito pesada, dormir também está sendo tranquilo, não estou inchada, nem com azia e, apesar de ir ao banheiro 200 vezes durante o dia, ainda não acordo de madrugada pra isso. Acho que não posso reclamar muito por enquanto, né? Rs…

Fiz o kit higiene dela \o/
Ok, ok. Falta comprar a garrafa térmica, mas isso é bem fácil de resolver, rs. O restante foi tudo reutilizado. Dois vidros de conserva ganharam roupa nova e viraram potinhos para algodão e cotonete, a bandeja eu já tinha, comprei pra minha festa de casamento, depois guardava uns papéis e agora tem outra função, rs.
Fiquei tão feliz. Não tenho foto do conjunto montado bonitinho, mas olha só como ficou o vidrinho de cotonete:

                                        
misturando estampas 

Tenho tido uma constante felicidade em estar grávida. Claro, desde o começo eu fiquei feliz. Mas a sensação (meio doida) que eu tenho, é que parece que vai ficando cada vez mais real com o passar do tempo. Agora que a pequena está maiorzinha, os movimentos mudam e os sinto de um jeito diferente também. Ela está mais presente, digamos assim. E é muito delícia acompanhar e viver isso *—*
Nós conversamos todo dia e está uma lindeza ver como ela curte a presença do pai também.

E claro, junto com isso vem um caso sério de amor pela pança propriamente dita. Na verdade, a minha barriga sempre foi uma das partes do meu corpo que eu mais gosto (as costas também) e agora, que ela está com uma forma redondamente diferente do que sempre foi, continuo in love com ela. Não tive ainda uma fase de me achar diva-linda-maravilhosa-a-mais-mais-de-todas nessa gravidez, mas estou em paz com meu corpo, o que é muito bom também! 😀

E amanhã é dia de registrar essa fase linda, yeees! Quando eu receber as fotos, com certeza venho aqui mostrar pra vocês \o/
Mas, enquanto as fotos profissionais não chegam, fiquemos com uma caseira mesmo 😛

                     
31 semanas de amor ❤

8 Comentários

Arquivado em acontece comigo, barriga, Casa Angela, conversando, foto, gestante, terceiro trimestre

Meu segundo dia das mães

Era pra eu ter vindo postar ontem, mas ontem nem o computador eu liguei, acompanhei pouca coisa pelo celular e só. Tive uma semana intensa – de pensamentos, reflexões, revisões e decisões – e tudo que eu queria era ficar na minha, curtindo minha barriga e meu marido, ficando na paz.

Ontem acordei com um abraço gostoso do Cleber, me desejando um feliz dia das mães. Foi uma delícia, como se ele estivesse falando também pela Agnes – e acredito que tenha sido também, porque a sintonia deles é bem bonita de ver. Do lado de dentro, ela dava seus chutinhos, soquinhos e remexidinhas, me lembrando que a vida está acontecendo dentro de mim há meses, ficando cada vez maior e que daqui a pouco passaremos para um outro estágio: a prática, a vivência.

Por enquanto, a experiência que tenho é outra. A teoria.
Esse é o segundo ano consecutivo em que estou grávida no dia das mães. Ano passado eu estava com poucas semanas, nem barriga tinha, era tudo muito teórico mesmo. Naquela época, obviamente, eu pensava que esse ano estaria com a bolota aqui do lado de fora da pancinha. Mas as coisas mudaram de rumo e, ao invés de vir aqui pra fora, ela foi ainda mais pra dentro de mim, num nível diferente. Com ela eu aprendi que o tempo é um senhor de barba branca que gosta de nos pregar umas peças, mas que sempre ajeita tudo também. Que não temos controle algum sobre a vida, nem ao que nos acontece. Isso é assustador, sim, mas facilita quando a gente aceita essa verdade de coração aberto. Com ela eu aprendi que eu não preciso ver o amor pra saber o seu tamanho. Que o meu corpo funciona maravilhosamente bem – ainda mais quando eu deixo as coisas fluírem de acordo com o meu instinto e a minha natureza. Me ensinou a me ouvir ainda mais. Me mostrou o quanto eu e o Cleber podemos nos unir. E o quanto a minha família faz por mim também. Me ensinou a chorar e tomar decisões importantes ao mesmo tempo. A respeitar o tempo da natureza. Ela me ensinou a ressignificar a dor, o sofrimento, a saudade. E eu fiz o meu possível para retribuir tudo que ela foi e fez pra mim.
Não foi nenhum ensinamento fácil de viver, mas hoje eles já estão em mim, mesmo quando a pressa da rotina me faz esquecê-los, ou não colocá-los em prática.

Hoje eu sei que ela veio me preparar.

Porque com a sincronia e a sapequice que só os irmãos tem entre si (ainda mais quando querem “pregar peças” nas mães, rs), dois meses depois de todo acontecido, a pequena Agnes chegou. Chegou chegando, aliás, que desde o início eu soube que ela estava aqui. São gestações absurdamente diferentes. São pessoas diferentes. Ela está se revelando aos poucos, no seu tempo. E ao mesmo tempo em que temos uma forte ligação, sei que ainda temos muito a construir juntas. Aqui fora.

                           
Ganhei flores do meu pai ❤

Nesse segundo dia das mães, junto da Agnes, já tenho na bagagem o frio na barriga da espera pelos ultrassons. A força adquirida diante de um exame de sangue. A encarar minha própria sombra, pra tentar ser uma pessoa melhor; por mim, por ela. A pensar e repensar mil vezes uma decisão, só porque ela também está envolvida, e eu não quero nada menos do que o melhor pra ela. Já tenho a felicidade sem tamanho de ver a barriga crescer, crescer… até que todo mundo saiba de longe que tá chegando uma grávida, rs. De sentir o amor crescer na mesma – ou até em maior – proporção. E de sentir a vida nadando e se comunicando comigo através de movimentos – vezes sutis, vezes totalmente descarados. A capacidade de conversar com a barriga e saber que está sendo entendida. A fazer malabarismo com as contas pra caber tudo que falta. E ao mesmo tempo achar que não falta nada, só que ela esteja aqui logo. Ficar com um sorriso bobo por ver seu corpinho perfeito no ultrassom 3D – e comemorar a existência de dois rins, bexiga e estômago funcionando lindamente, quarto câmaras no coração, face fechada sem fissuras. Mas também se derreter com uma boquinha perfeita, igual a do pai. Já tenho a satisfação de imaginar um corpinho pequeno dentro de cada roupinha que eu comprei pensando nela. E adorar fazer suas coisinhas com minhas próprias mãos. Também trouxe a tona um Cleber ainda mais especial, de um jeito que ainda não tinha rolado, apenas porque é o jeito do pai dela. E estou encantada por imaginar nós 3 como família, vivendo a vida real, daqui uns meses. Não vejo a hora. Mas ainda a quero aqui dentro mais um pouquinho, rs.

                           
E também ganhei uma foto da minha pequena Agnes. Absolutamente apaixonada, apenas ❤

É tanta coisa pra falar. É tanta coisa que tenho sentido.
O terceiro trimestre chegou e já estou me sentindo em clima de reta final. Ainda falta tempo, eu sei.  O restante de maio e junho inteiro. Boa parte de julho, ninguém sabe quanto. Não estou sentindo que cheguei ao fim, com um ar nostálgico. Estou sentindo que entrei agora na última etapa, rumo a uma vida nova.
Uma nova etapa com ainda mais experiências para compartilhar. Vivências. Prática. O que eu acho que estou esperando e o que eu nunca poderia imaginar que fosse acontecer. Ainda mais amor na bagagem. Carregando as duas filhas ao mesmo tempo. Uma no colo, outra no coração. Porque eu sou mãe – e sempre vou querê-las perto de mim.

6 Comentários

Arquivado em acontece comigo, amor, aprender, bolota, dia das mães, gestante, sentimento, ser mãe, ser pai

29 semanas, a ficha que cai… e outras coisinhas mais

Hoje é dia 04 de maio. Ou seja, temos o mês de maio todo pra viver. Depois todo o mês de junho.

Quando julho chegar, a pequena Agnes vai chegar também. Em qualquer dia do mês, no tempo dela.

2 meses para entrar “a termo”. DOIS meses.
O que eu falei nos últimos posts mesmo? Que o tempo tem voado, passado muito rápido, escorrido entre os dedos, como areia. Agora ninguém pode falar que eu estou exagerando.
Céus! O frio na barriga tá começando a aparecer por aqui. A ficha de que um bebê ~de verdade~ vai chegar demorou quase 30 semanas pra cair. Sim, lerdeza gravídica, eu sei, mas precisava de tanto? 
Estou mais introspectiva esses dias. Claro, ainda tem coisas a serem feitas, mas estou preferindo ficar mais na minha sempre que possível, curtindo a barriga e querendo guardar todas as sensações num potinho. É uma delícia estar grávida, estou amando, de verdade! Muito feliz em estar vivendo essa fase, do jeito que está sendo. A pequena mexendo, a barriga crescendo num ritmo tão perfeito, que é como se ela sempre estivesse aqui – tanto que até me assusto quando me vejo no espelho ou em fotos, rs. 
Hoje fui ao açougue com marido, caminhando. Coisa simples, mas não é do ladinho de casa, não, dá uns 15 minutos na ida e mais 15 na volta. Aí percebi que, por mais que eu ache que a barriga não esteja pesada, ela tá, sim. No meio do caminho comecei a sentir a diferença. Um leve incômodo na lombar, um pesinho no pé da barriga. Mas aguentei ir e voltar, normal, só decidimos que vamos sair logo pra comprar o que estiver faltando, coisas que eu estava deixando mais pro fim, mas como não quero forçar nada nem ir as compras me sentindo pesada, então que se resolva logo tudo. 
Também tenho sentido muito menos vontade de ir pros exercícios de gestante. Algo a ver com querer estar mais focada em mim e na Agnes, e não em “fazer social”, cara de alface e sorrir pros papos que rolam lá, duas vezes por semana, se é que me entendem. Tô pensando em comprar uma bola de pilates e seguir fazendo alguns exercícios e alongamentos aqui mesmo, além de caminhadas leves no condomínio. Coisa meio instintiva mesmo, sem grandes explicações de livros ou manuais, só mesmo intuição de mãe.
Só comecei a sentir as contrações de treinamento há poucas semanas. Ou sentia e não percebia, não sei. Só sei que agora elas aparecem por aqui, umas 2 ou 3 vezes por dia, dependendo do esforço que faço. Não consigo medir o tempo direito, acho que porque estão leves ainda, mas é curioso sentir isso, né?! A barriga endurece mas não dói nadinha de nada, rs. 
Ah, percebi que a Agnes tem mexido bem menos, hoje mesmo foi bem sutil, de vez em quando. Já tinha lido que seria normal a partir de agora, mas não deixei de me assustar. Fiquei meio encucada, mas acho que o espaço tá começando a ficar pequeno pra tanta animação que ela tinha.
A parte chatinha é que apareceu umas micro bolinhas na minha barriga, que coçam muito! Pensei que fosse sinal de que as estrias estivessem chegando, mas até agora nada. Depois percebi que tem no seio também, tipo umas manchas vermelhas (na barriga também fica vermelho), então tô achando que pode ser alergia de alguma coisa. Não comi nada de diferente esses dias e por via das dúvidas suspendi um creme anti-estrias que usava vez ou outra. No mais, tudo normal na rotina. Ainda não passou e de noite parece que coça mais, é péssimo. Mas tenho consulta com a Catia na próxima terça, daí vou ver com ela direitinho o que pode ser. Mas torcendo para não ser nada demais. 
Na prática, falta pouca coisa pra poder dizer que está tudo pronto pra chegada da pequena. Alguns poucos itens de enxoval dela e algumas coisas pra mim, que também tô nesse jogo né não?! Quase esqueci que também estava na lista, haha. Já compramos o bercinho estilo co-sleeper, mas ainda não chegou. Já comecei a fazer o enfeite de porta pra ela (aquele da nuvem com chuva colorida ❤ ). E estávamos prestes a sair pra comprar a cômoda, mas decidimos que vamos reformar, nós mesmos, uma que já temos em casa. Pais possuídos pelo espírito DYI, a gente vê por aqui, hahaha \o/. Nada muito elaborado, porque nunca fizemos isso, mas assim que ficar pronto eu mostro, com certeza. No mínimo, vai ser divertido, rs. 
Esse mês vai rolar um ensaio da pancinha, eeeee \o/ Se tudo der certo vai ser dia 17, tomara que esteja um dia bem bonito 🙂
E entrei em maio mudando o visual, cortei o cabelo curto de novo. Ele cresceu rápido e, como tenho bastante cabelo, estava pesado, sem corte. Resolvi isso ontem e agora me sinto bem melhor – adoro cortar a juba, hehe.
                               

E adivinhem com quem eu estive esse fim de semana? Sim, a Louca do Bebê mais querida da blogosfera! \o/ Eu já fui na Bahia, agora foi a vez dela vir em Sampa me ver, hahaha. Brincadeira, foi um encontro bem rápido dessa vez, mas valeu super pra matar a saudade, conversar e dar abraço barriga com barriga, rs. 
Adoro esses abraços, já rola sempre com a Dani, amiga amada, mas ainda não temos registros – vamos resolver isso em breve, né, Dani? – E agora foi com a Nana. Muito legal essa energia gravídica junta ❤
À propósito, ela está linda e Landinha está crescendo e aparecendo lindamente. 
Nana, amei te ver de novo, sempre muito bom conversar contigo. Certeza que no próximo encontro vamos slingar juntas, haha”
Barrigando em São Paulo
E é isso, meu povo. 
Essa semana tem doula, tem consulta, tem encontro com minha parceira de devaneios, conversas, equipe pré-natal e tudo mais, e com certeza deve ter mais alguma coisa que não estou lembrando, rs.
Passo aqui pra atualizar em breve.
Beijo e uma semana linda pra todo mundo o//

9 Comentários

Arquivado em barriga, bem estar, conversando, corpo, DYI, encontro, gestante, instinto, sentimento, sentindo, sintomas, tempo

Tabela de meses e a barriga que só cresce

Oi, gente! Olha eu aqui de novo…

Eu estava lendo o post da Nana, com aquela tabelinha básica que a gente sempre gosta de ter por perto, para converter as semanas em meses de gestação. E aí lembrei que a que eu “sigo” é um pouco diferente daquela, então resolvi compartilhar aqui, pra quem quiser saber.

Na verdade verdadeira, pra mim, Marina, mãe da Agnes (e da bolota), esse negócio de meses é mais para os outros do que pra mim. Como dizem, é só recreativo, pra sanar a curiosidade de quem pergunta. Eu conto só em semanas mesmo. Mas como a primeira pergunta que se ouve é “tá de quantos meses?”, procurei algum parâmetro pra não me perder, rs. Tem quem vai virando os meses na mesma data da DPP ou da DUM, mas como sou meio esquecida, a tabela ajuda a me localizar, rs.
Aqui está a que eu sigo. Quem me passou foi a Mari, do blog Clube da Papinha (beijo, Mari, querida!). Estamos num mesmo grupo de “Mães de Julho/Agosto” lá no face, e ela compartilhou por lá.

a única coisa é que, pra mim e só pra mim, já me sentirei com 9 meses com 38 semanas, porque a partir daí o baby pode chegar quando quiser, né, rs. (apesar que alguns já dão o sinal com 37 e alguma coisa, eu sei. E isso é coisa da minha cabeça mesmo, ninguém precisa saber exatamente o dia, rs). 

Existem várias tabelas; logo se vê que não é uma coisa bem precisa. Mas eu sigo essa porque: a maioria delas muda os meses de 4 em 4 semanas, pontualmente. Só que se todos os meses tivessem 4 semanas certinhas, eles teriam 28 dias, e não 30 ou 31. Marido foi fazendo as contas, de um jeito mais preciso, digamos assim, e super concordou com essa aí.
Outra coisa que pega pra mim é: os pitaqueiro tudo acha que bebê na barriga tem prazo de validade. Ainda mais quando vai chegando perto da reta final, se você está de 36 semanas e responde só que tá de 9 meses, já era. É um tal de “vai passar da hora”, “a vizinha da cunhada do meu tio-avô esperou demais e…” blablablá, zzZZzZZzz. Se você entrar em trabalho de parto só com 42 semanas ou mais, já pensou que saco ter que ficar aturando isso? Aliás, por falar em 42 semanas, a maioria dessas tabelinhas se encerra em 40. Acho meio limitado, levando em consideração que muuuuitos bebês só nascem depois da DPP. Sei lá, acho que vai virando uma coisa meio inconsciente, a gente vai olhando e se baseando nelas, será que a ansiedade não aumenta no final também por isso? Pensando nisso tudo, eu prefiro essa tabela, que vira os meses com mais semanas e, espero, me garanta uns dias a mais de paz no final da gravidez.
Ah, sem mencionar o fato de que eu já acho que o tempo tá passando tão rápido, se eu for considerar as outras, a gravidez acaba mais cedo ainda, haha. Tô gostando de prolongar a brincadeira, mesmo que só de faz de conta.

E por falar em tempo (só falo disso ultimamente, tô sabendo), ontem marido tirou uma foto minha antes de dormir e, quando eu vi, quase caí pra trás de susto. GENTE! Que tamanho de barriga é esse?
Confiram com seus próprios olhos:


Juro que acho que o meu celular distorceu tudo, hahaha. Fiquei pedindo pra ele tirar outras, porque não estava acreditando, rs.
Daqui do meu ponto de vista, ela está menor (e pra falar a verdade, coloquei esse filtro PB pra dar uma amenizada, haha). Claro que de noite sempre está maior (depois de todas as comilanças e retenções de líquido do dia), e se eu estivesse em pé e/ou ele em outro ângulo, o resultado seria outro, um pouco diferente desse. Mas mesmo assim, me achei super redondinha, haha. Não quero nem ver a balança na próxima consulta, acho que vou falar pra Catia que podemos pular essa parte super desnecessária, kkkkkkk.
Mas falando sério agora, estou totalmente in love com a barriga. Hoje completamos 28 semanas, dá pra acreditar? É muito delícia sentir os movimentos dela, que já estão ficando diferentes de novo, dá pra perceber que ela cresceu mesmo e talvez esteja de cabeça pra baixo, ou quase assim, porque ando sentindo umas coisinhas aqui perto do estômago que acho que são pézinhos, hehe. Conversamos bastante, papai, ela e eu, e é sempre uma festa, de ambos os lados, rs. Muito louco isso de saber que nossa família ganhará (já ganhou) mais uma integrante, e que a partir de julho o planejamento de tudo será feito pra três.
Tô adorando estar grávida, de verdade. Como bem disse a tia Ni: é um amor que enche a barriga! ❤ ❤

8 Comentários

Arquivado em acontece comigo, barriga, foto, gestante, tabela de meses