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1 mês

Pode ser um lapso do tempo

E a partir desse momento acabou-se solidão

Pinga gota a gota o sentimento
Que escorrega pela veia e vai bater no coração
Quando vê já foi pro pensamento
Já mexeu na sua vida, já varreu sua razão
Acelera a asa do sorriso
Muda o colorido, vira o ponto de visão

Cai o medo tolo, cai o rumo

Quando a terra sai do prumo eu estou perto de ti

Abre-se a comporta da represa
Desviando a natureza pra um lugar que eu nunca vi

Uma vida é pouco para tanto

Mas no meio desse encanto tempo deixa de existir

E é como tocar a eternidade
É como se hoje fosse o dia em que eu nasci

Livre, quando vem e leva

Lava a alma, leve e vai tranquila

E a pupila acessa do seu olho disse love

Bem, se não for amor eu cegue
Bem, se não for amor eu fico
Eu sigo, sigo, sigo, eu fico cego por ti


Porque hoje faz 1 mês que ela chegou. Numa manhã cinza e fria, como hoje.
E essa era a música que eu queria que tivesse tocado quando ela veio pros meus braços, mas eu estava tão extasiada que não conseguia pedir pra ninguém, só pensar. Cantei em pensamento mesmo, como fazia quando ela ainda estava na barriga. 
Depois disso ela já ouviu esses versos algumas vezes, e pareceu gostar.
Parabéns pelo seu primeiro mês de vida, filha!
Como diz uma outra música do Lenine: isso é só o começo . . .
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Arquivado em Agnes, amor, música

música-desejo

“Olhe sempre pros dois lados,
Antes de julgar, de se manifestar,
Ou pra cruzar a rua

Pense, antes de escolher alguém pra namorar,
Alguém para ficar,
Quem sabe a vida inteira

Por favor entenda se eu pedir pra você não voltar tão tarde
Isso aconteceu quando no seu lugar quem estava era eu
Isso não vai mudar até alguém encontrar outro jeito de amar

Veja, quem são os seus amigos, com quem tu vai andar,
Se dá pra confiar em todos os sentidos

Ame, quem você quiser, não vá se machucar
E não esqueça de avisar
Tudo isso aos seus filhos

Por favor entenda se eu disser
Pra você que ainda é cedo

Isso aconteceu quando no seu lugar quem estava era eu
Isso não vai mudar até alguém encontrar outro jeito de amar

Por isso olhe, pense, veja, ame
Olhe, pense, veja, ame”

Dança do Tempo, Nenhum de Nós.



– porque, depois de um longo tempo, hoje ouvi essa música novamente e fiquei pensando em algumas coisas – inclusive no fato de que esses desejos coincidem com muitos dos meus também;
– porque minha mãe também cantava Nenhum de Nós pra mim quando eu era bebê;
– porque essa banda me lembra muito o início do meu relacionamento com o Cleber, e tô nostálgica esses dias.

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Arquivado em acontece comigo, lembrança, música, terceiro trimestre

A versão que ela gosta mais. Ou, temos um bebê interagindo agora!

Desde segunda (ou domingo a noite, se for pra ser exata), a pequena Agnes está muito quietinha aqui dentro. Praticamente não mexeu. Tipo, quase nada mesmo, apenas leves ondinhas, muuito raramente – na segunda passei o dia todo sem sentir na-da, só no fim da tarde deu um oi de longe, tipo aceno de miss, e fim. Ela não é uma bebê possuída pelo ritmo ragatanga que se mexe dia e noite sem parar, mas dá seus chutes e cambalhotas muito dos perceptíveis em sua piscina exclusiva, com a frequência que eu já conhecia muito bem. E aí com esse sumiço, a mãe, que é bicho encucado por natureza, já fica pensando como andam as coisas do lado de dentro da barriga e querendo saber detalhes do dia-a-dia da pequena. Mas como ainda não tem telefone na casinha dela, a gente fica com a boa e velha intuição e observação mesmo, né?!

Ontem a tarde me deu um estalo e lembrei que fazia tempo que não ouvíamos música juntas, sem fazer mais nada, só curtindo o presente. Dei um play na música que eu sei que ela gosta, fechei todas as outras abas do computador, deitei, fechei os olhos, e em menos de 1 minuto de música… tum! Alguém se manifesta. Depois de novo, e depois mais forte. Depois parou, e de alguma forma muito louca eu senti que ela tinha mudado de posição (não a senti mexer, só soube pela forma da barriga mesmo), e aí nos entregamos ao momento. Ficamos ali por uns 30 minutos, talvez um pouco menos, depois o interfone tocou e tive que ir atender o técnico da Net que tinha chegado (oi, vida real).
Mas sim, voltando ao assunto…
A música Debaixo D’água é velha conhecida no meio materno. Existem algumas versões dela, e eu particularmente adoro a versão do Arnaldo Antunes (que foi quem compôs a música, inclusive), no Acústico Mtv. Gosto do toque do teclado, das luzinhas… 
Mas aí, depois de grávida, ouvi novamente essa versão da Maria Bethânia e a pequena adorou!! Uma das primeiras vezes que eu a senti mexer foi ouvindo essa música, aliás. Dava pra notar uma diferença. Mas não é qualquer versão, minhas caras, porque filha minha é exigente desde o ventre. Não é só dar play em qualquer uma e pronto. Tem que ser uma versão específica, mais precisamente essa (não consegui colocar este vídeo específico aqui no post, blogger me trollando). Mas enfim, ela adora os tum-tum do comecinho. E a interpretação de Agora sempre me deixa com lágrimas nos olhos. E também ver os músicos tocando. E só o pedacinho do poema, no final, quando todo mundo já aplaudiu, também apetece minha menina.
E aí a mãe, que é bicho babão por natureza, faz o que? Ouve sempre, né?!
Foi muito gostoso “conversar” com ela ontem através dessa música – e das outras que ouvimos depois dessa. Foi um momento super especial, me fez bem e acho que ela curtiu também.

À noite ela ficou mais quietinha de novo. E assim permaneceu – acho que deve ter ido dormir o sono da beleza.
Hoje de manhã, o papai estava conversando com ela, fazendo carinho – aquele momento deles, que eu sou sempre excluída só expectadora. Dois segundos depois que ele tirou a mão… opa! algo se mexeu aqui! Uma ondinha de leve. Ele recolocou a mão e nada. Rimos e falamos que os bebês sempre fazem o que querem só quando querem mesmo. Ele voltou a conversar com ela, chamou… e dessa vez foi atendido. Ela ficava “respondendo” ao que ele falava, e eu não me aguentava de alegria! Acho que foi a primeira vez que ela se manifestou assim, tipo interagindo mesmo (tirando o episódio de ontem, hoje foi bem mais evidente). Depois ele foi tomar banho, eu fiquei deitada mais um tempo e a festa rolou solta aqui dentro. Ela fazia uns movimentos que pareciam umas ondas, ou cambalhotas talvez, mais fortes, tava muito engraçado. Parecia uma dancinha, rs.
Me diz, tem forma melhor de começar o dia?

E a mãe, que é bicho coração-mole-toda-vida, ficou rindo a toa. E agora quer dividir essas alegrias com todo mundo.

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Arquivado em amor, barriga, coisa linda, gestante, música, segundo tri, sentindo

Envergo, mas não quebro

Então a pessoa vem aqui, chora, reclama das inconstâncias da vida… e some. Aí é ruim, né gente?!
Daí que eu quero escrever montes e montes de coisas, mas eu sempre perco o fio da meada diante de tanto assunto. Ou seja, vamos começar aos poucos.

– Ainda estou de repouso. As coisas foram muito bem semana passada, no fim de semana comecei a acreditar que ia chegar ao fim, mas hoje tive uma (ingrata) surpresa e o sangramento (meio forte) voltou de novo. Pode durar até 3 semanas, então tá dentro do esperado. Mas como sou sensível pra essas coisas, preciso colocar o pé no freio, porque fico mais molinha mesmo.

–  Emocionalmente, estou indo bem. Senti aquela tristeza na quinta, já na sexta estava praticamente uma bipolar: ora queria uma gravidez pra ontem, já!, outra hora ainda chorava e nem queria pensar no assunto.
Agora estou firme, eu acho. Digamos que está tudo indo pros seus devidos lugares, mas ainda no esquema “um dia de cada vez” – meu lema de vida, rs.

– Por falar em fim de semana, sábado foi aniversário da minha mãe (beijo, mãe!) e fomos ao shopping rapidinho, já que eu me sentia bem e estava há uma semana de molho. Andamos, compramos, tomamos um café básico pra esquentar, e depois voltamos, porque me cansei rápido. Mas foi ótimo!

 um capuccino e uns docinhos pra aquecer 

Sábado. Ele nunca olha pra foto. E eu já consigo sorrir!
(alguma olheira ainda e disfarçando qualquer vestígio de palidez com filtros do instagram – mas estamos assim)

– Decidi que vou criar calos nos dedos, se preciso for, mas vou botar tudo isso que tá aqui dentro na tela (ou no papel). Tenho vontade de fazer isso já há algum tempo e nunca soube muito bem por onde começar (ainda não sei, mas né? isso é só um detalhe), mas, diante do que aconteceu e dos (novos) pensamentos que isso me trouxe, preciso mesmo fazer alguma coisa.

– Ou seja. Provavelmente, ainda surgirão alguns textos “reflexivos – oi, autoconhecimento” sobre o que passou. Não tenho um plano traçado – e os rascunhos estão quase todos na minha cabeça ainda – mas à medida que pintar inspiração para outros assuntos, vou postando também.

– Ainda não sei quando vamos – marido e eu  – voltar às tentativas. Agosto já está quase chegando ao fim (céus! já?) e, pelo menos o pensamento de hoje, é “descansar” em setembro. Ou seja, antes de outubro não rola. Tudo vai acontecer no tempo certo e eu vou atualizando vocês, na medida do possível.

– Já consigo ouvir música normalmente, amém! Não sei se todas, porque também não vou ficar escolhendo justo as que mais mexem comigo, né? Mas se já ouço os mesmos artistas sem chorar, já é um avanço e tanto! Tanto que o nome do post é uma música do Lenine. Um pedacinho dela aqui:

” (…)
Eu sofro igual todo mundo
Eu apenas não me afundo
Em sofrimento infindo

Eu posso até ir ao fundo
De um poço de dor profundo
Mais volto depois sorrindo

Em tempos de tempestades
Diversas adversidades
Eu me equilibrio e requebro

É que eu sou tal qual a vara
Bamba de bambú-taquara
Eu envergo mas não quebro
(…)”

– Ontem estava aqui de bobeira e resolvi dar uma mexida no layout do blog (já que moedas pra contratar um profissional eu não tenho). Achei que esse céu tem tudo a ver com o nome do blog, hahaha #aloca. E desvinculei total do Google + (que eu nem tinha escolhido, veio automático quando criei), agora só perfil Blogguer mesmo e tá de bom tamanho.

E chega, né? Escrevi demais!
E vocês, como estão?
Beijo pra todo mundo e que tenhamos todos uma boa semana 🙂

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Arquivado em ajustando a vida, conversando, corpo, música, mudanças, tempo, um dia de cada vez

7 dias, um de cada vez…

Uma semana de dor, de ausência, de saudade.
Se ontem eu estava achando que estava lidando com isso até que bem (na medida do possível), hoje não tenho certeza de nada.
Uma tristeza…

Choro pensando nos sinais que não percebi – dor de cabeça, insônia: isso já indicava, no meu contexto, no meu ritmo de vida, que algo não ia bem.
No sinal que percebi, mas não dei bola – a mesma sensação física que senti no corpo, perto do estômago/coração quando ela estava chegando, senti nas costas, no mesmo lugar, quando estava indo – não posso dizer que não fui avisada, apesar de não ter entendido nada quando senti isso certa noite.
No que eu nunca vou entender.

Pelo ultrassom que fiz, já fazia três semanas que algo estava errado, que o desenvolvimento vinha caindo, parando. Mas eu ainda a sentia aqui, ainda conversava com ela, fazia massagem…
Hoje eu olho minha barriga, reta, e percebo que ela estava grandinha, sim, quando eu achava que não estava (e percebo que eu também tinha alguma razão em implicar com ela, que se recusava a ficar mais durinha). Meus seios também já mudaram. Mas o meu amor, não.
A pele pálida e as olheiras ainda estão aqui, apesar de mais discretas do que há uma semana.

Uma semana. Parece que foi ontem. Parece que foi há meses.
Coisa esquisita esse negócio de tempo, né?

Ao mesmo tempo em que venho tentando (re)significar o que aconteceu e olhar tudo por um prisma diferente, com um significado maior – e preciso dizer que é nisso que acredito e me apego a cada instante, como um bote salva-vidas – também sou tomada, às vezes, por pensamentos tristes, de vazio. Como hoje…

… que faz um dia frio em São Paulo, e eu não me importo com isso, até gosto. O que me faz pensar que era mesmo ela que não era muito fã dos dias cinzas. E eu aproveito a garoa e a chuva pra chorar, como um disfarce.

Faz dias que não consigo ouvir música. Era um momento nosso, ainda não consigo encarar certas melodias. Mas nesse contexto de hoje, me peguei pensando numa música, que eu não vou dar play, pra não inundar tudo de vez, mas vou colocar aqui.

“A chuva é a vontade do céu de tocar o mar
E a gente chove assim também quando perde alguém
Mas quando começa a chorar, começa a desentristecer
Assim se purifica o ar depois de chover”
A Chuva, Marcelo Jeneci

A música só tem uma estrofe e não está registrada em estúdio.
Ele (o Jeneci) diz que é uma letra inacabada, mas que gostou dela assim, e a canta em alguns shows.
Como um mantra. É sempre emocionante ouvir (e nesse show do link eu estava presente).
Então fico por aqui, repetindo meu mantra.
Porque como diz outra música dele: “quando chover, deixar molhar, pra receber o sol quando voltar”.
E eu espero que ele volte logo; e que a felicidade volte a ser “só questão de ser”.

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Arquivado em assunto delicado, chorar, luto, música, o fim, perda, um dia de cada vez

Música para ouvir*

Eu sou uma pessoa completa e absolutamente apaixonada por música. Sempre tenho uma (várias) música para embalar os meus dias. Quando estou muito nervosa, ligo o som alto e apenas ouço as batidas da música (daquelas coisas que se aprende com o irmão mais velho; o meu me ensinou isso na adolescência; “abstrai” é o nome que damos ao momento). Quando estou muito feliz, também preciso de música. Pra faxina, pra cozinhar, algumas vezes até pra escrever (e pra fazer exame de sangue também, haha). Viajando de carro, então, é lei. E música nacional me prende ainda mais. Na verdade, é mais de 90% do que eu ouço, com certeza. Temos muita gente boa fazendo música aqui (gente que já se foi, gente que tá aqui faz tempo e gente que acabou de chegar), apesar dos piores serem mais divulgados na grande mídia, blah! E eu adoro saber mais da pessoa por trás do palco; algumas vezes admiro ainda mais o trabalho por saber um pouquinho quem ela é; adoro um making of. Adoro um show, adoro cantar (com a música, ninguém merece ouvir minha voz cantando sozinha), adoro dançar! Acho mesmo que a música tem um poder de nos deixar mais leves, mais conectados, mais felizes. Ano passado, inclusive, fiz amigos maravilhosos através da música, e somos um grupo grande e bem unido hoje em dia.

Então óbvio que com a gravidez não seria diferente. Tenho tido momentos muito gostosos com Bolota, ouvindo música. Em dias como hoje, que acordei com uma saudade danada desse bebê que ainda não nasceu (oi, meu nome é Marina e sinto saudade do que ainda não aconteceu), com uma pontadinha de aperto no coração, sentindo tanta coisa sem saber direito o quê, simplesmente faço dos canais dos artistas que mais gosto no youtube, ou dos meus dvds de shows (adoro!), ou do rádio, meus melhores amigos e, depois de uma hora ou duas, já estou me sentindo bem melhor, organizando mentalmente o que estava bagunçado. E como tenho ouvido muita música nos últimos dias, e como algumas delas já me ligam imediatamente ao meu bebê, quero registrar aqui apenas algumas que fazem sentido agora na minha vida, porque esse blog também é pra isso: depósito de memórias afetivas

“Pode ser um lapso do tempo
e a partir desse momento acabou-se solidão

Pinga gota a gota o sentimento

Que escorrega pela veia e vai bater no coração

Quando vê já foi pro pensamento

Já mexeu na sua vida, já varreu sua razão

Acelera a asa do sorriso
Muda o colorido, vira o ponto de visão”
(Música: Se não for amor, eu cegue)

Capa do cd é uma foto do netinho do Lenine dormindo sobre seu peito, como não amar?


“Talvez pelo buraquinho, invadiu-me a casa
me acordou na cama
Tomou o meu coração e sentou
na minha mão”
(Acabou chorare, versão Arnaldo Antunes)

para dias de saudade do que ainda não veio


“A Casa é Sua”, Arnaldo Antunes
penso que vou ouvir muito essa nas vésperas de parir, rs

“Alegria, Alegria”
porque é Caetano. Fim.



Todo o dvd Música de Brinquedo, do Pato Fu – que não é só para crianças. 
Gosto muito!



Ok, eu poderia ficar aqui por horas só colocando músicas que fazem parte da minha vida e que tenho ouvido agora, mas não ia acabar tão cedo e nem ninguém teria paciência – até porque, ninguém é obrigado a ter contato com o que eu gosto. Isso não é nem 1% do que ouço, mas por enquanto tá bom; talvez eu escolha um dia da semana para arquivar uma música aqui 😉 Memória afetiva preservada para Bolota ver no futuro, e depois vou acrescentando mais. 
* “Música para ouvir” é o nome de uma música do Arnaldo Antunes (sim, sou fã e ele é figurinha carimbada aqui em casa)

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Arquivado em acontece comigo, amor, bolota, música, sentindo