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8 semanas

E então sexta-feira completei 8 semanas.
Pra já abrir com chave de ouro #soquenao, resolvi que aquele era um bom dia para realizar todos os infinitos exames de sangue que a médica havia passado. Eu já contei aqui que a médica havia proposto que eu fizesse uns exames investigativos e eu topei. Só não contei que, ao todo, contando os exames já do pré-natal AND investigativos eram 27 exames. Vin-te-e-se-te. Meu convênio encrencou com 3 e só fiz 24 (ainda bem que só 1 era dos especiais, os outros 2 eu já tinha feito da outra vez, depois pego outra guai com a médica). Mesmo assim, minha gente, 24 tipos diferentes de exame de sangue não é brincadeira, não (e sim, só contei quantos eram depois que tudo passou, ainda bem). Como sempre, marido entrou comigo e pedi pra colher deitada. Coloquei o fone (a enfermeira achou genial, haha), estiquei o braço, olhei pro outro lado e comecei a cantarolar, concentrada em me manter distante.
A música acabou, o exame não. Aí eu me toquei que a coisa era séria, porque nunca dura tudo isso. Mais metade da outra música, aí acabou – ou seja, foi uns 5 minutos diretão. Mas o Cleber teve que ficar pressionando meu braço por eternos 2 cronometrados minutos e eu não podia mexer o braço, por mais não sei quanto tempo. Ok, eu estava mesmo meio tonta, tudo que eu queria era ficar deitada. Nos deixaram sozinhos no quarto e fui melhorando. Lentamente me levantei e fui fazer o desjejum, pra depois ainda colher urina.
Posso falar? Tudo que eu queria naquela hora era a minha mãe. Mas, como não dava, fui pra casa da minha prima e passei o dia lá. Só que eu ainda estava meio lenta, meio zonza, fraca e nem consegui me alimentar do jeito que deveria, mas à noite o Cleber preparou uma janta delícia.
À tarde, minha prima saiu e fiquei sozinha lá na casa dela. Ainda estava me sentindo fraca.
De repente, comecei a pensar que, se eu estava mal daquele jeito era porque o bebê não estava bem, porque (vai vendo a neura), como eu já disse outras vezes, a gestação me deixa mais forte pra essas coisas e eu passo por elas com menos “traumas”. Liguei pro Cleber e desabafei minha maluquice meu medo. Aí ele disse:
– Amor, foi um exame mais demorado, você tirou muito sangue.
– Ah é, né, amor? Pensando assim, eu até que fui forte, porque nem deu sensação de desmaio e depois ainda consegui descer bem as escadas do laboratório.
– Pois é, claro que você foi forte.
– Mas eu ainda tenho medo.
– Amor, deixa eu te contar, porque você não viu: a enfermeira tirou OITO ampolas de sangue. Quatro daquelas grandes e quatro das de tamanho normal. Depois ela orientou que você não mexesse o braço e eu tinha mesmo que pressionar, porque senão ia vazar tudo; e a agulha foi maior também. Foi sério.
– Ah, então eu tô ótima, sou muito forte, a maioral, super hiper mãezona
hahahaha

Só que no sábado eu ainda não estava 100%, provavelmente porque precisava comer mais (sim, não me matem, isso já estava sendo resolvido) e, à tarde, tive uma diarreia. Fui a banheiro, comecei a sentir um calor, minha barriga começou a doer muito. Na hora me veio na cabeça só uma coisa: fudeu, tá acontecendo de novo. Fiquei arrasada, achando que tava perdendo o baby, que tinha dado tudo errado. Demorou pra eu voltar a mim e perceber que tinha sido só pela diarreia mesmo. Domingo eu ainda estava neurótica, querendo ir ao médico. Só que não fui porque pronto socorro em fim de semana é triste, e como não tive sangramento em nenhum momento, nem nada mais, fiquei por aqui mesmo.

Decidi que vou fazer um ultra antes de viajar (vou viajar pras festas de fim de ano na semana que vem), só pra ir desencanada e tranquila mesmo. Só o fato de não ter ido hoje mesmo fazer já indica que estou mais tranquila. Realmente, acordei bem melhor – tirando os gases que resolveram dar às caras.

Barriga segue crescendo aos pouquinhos, mas ainda não tá completamente dura, acho que é normal.
Enjoos melhoraram consideravelmente. Ainda tem sonolência. Meu cabelo tem oscilado entre muito vassoura ou muito comercial de shampoo. Sem fome exagerada.

Ah, os resultados dos exames já começaram a sair, aos poucos, e até onde eu vi, está tudo bem, graças a Deus. Quando souber de tudo, volto pra contar. E conto sobre o ultra também.

Por enquanto, é isso. Rumo a mais uma semana. Que seja mais tranquila do que o meu fim de semana 🙂

juro, às vezes parece estar menor, mas o baby é aparecido pra foto, só pode. 

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Sobre as primeiras semanas

Hoje completamos 7 semanas de gestação. \o/
E eu vou dizer uma coisa pra vocês, colegas, anota aí pra não esquecer: cada gravidez é diferente da outra. Deve existir, em algum lugar da galáxia, mulheres que gestam 7 vezes e todas são iguais – meus parabéns pra vocês. Mas, pelo menos comigo, não está sendo assim. Tá tudo diferente. Tudo. Quer dizer, pra não dizer que nada foi igual, a única coisa idêntica foi a descoberta do positivo super cedo, com pouco mais que 3 semanas. Mas dessa vez eu “já sabia” desde muuuito antes, o que não teve da outra vez. Vamos listar o que já me acontece nessas primeiras semanas:

Enjoos: surgiram aqui desde o comecinho e ainda reinam. Não tá fácil. Não cheguei a vomitar ainda (e espero que não aconteça), mas as náuseas estão presentes sempre, em alguns horários com muita intensidade mesmo. Um pouco antes do positivo eu já passei a não tomar café, porque não descia mesmo, e depois foi só piorando. Não posso nem sentir o cheiro, a coisa tá nesse nível. No café da manhã só suco natural que desce. Aliás, durante vários e intermináveis dias, o café da manhã era a refeição mais difícil pra mim. Muitas náuseas, falta de apetite… só comia mesmo porque preciso e porque quanto mais tempo sem comer, mais náuseas, mas era bem pouquinho. No começo desta semana mudou. O enjoo tá fazendo rodízio, rs. Nem senti muita coisa de manhã e fiquei feliz achando que estava passando, mas aí chegou a noite e vi que tinha mudado de horário. Agora o jantar é a refeição mais difícil do dia. Mas assim, não que nos outros horários eu passe ilesa, vez por outra vem uma “bolinho” na garganta, um gosto ruim na boca. Aliás, esses dias acordei de madrugada super enjoada, tive que levantar pra tomar água gelada e comer uma bolachinha salgada; fora outros episódios – não vou narrar tudo porque senão o post fica só sobre isso. Enfim, péssimo; porém, necessário, rs.

Sonolência e lerdeza: na parte da tarde eu sinto um soninho… mas nem sempre eu durmo. Na verdade, é bem raro isso acontecer, acho que só cochilei à tarde umas 2 vezes. Hoje eu me permiti acordar mais tarde, porque estava mais cansada. Que coisa maravilhosa! rs. E estou mais lerdinha também – até por isso os posts mais espaçados esses dias. Eu leio tudo, mas a concentração pra escrever está bem baixa.

Emoção e chatice: muito chorona. Essa semana deu uma minimizada, mas antes estava demais. Se eu estava com fome e não conseguia comer por causa do enjoo: chorava. Se eu sentia uma coisa e não conseguia interpretar: chorava. Se o vento soprasse pro leste, e não pro oeste: chorava. Um saco! Muito cansativo. Eu estava super sensível e me senti um recém nascido, sinceramente. Ainda bem que eu tenho um marido incrível que está super presente e paciente, porque às vezes nem eu tô dando conta, rs.

Barriguinha: temos! Eu sinto minha barriga diferente desde o começo, tipo mais durinha mesmo. E isso continua até hoje. Uns dias mais, outros menos, mas continua. Eu li esses dias, num desses textos informativos das semanas da gestação (que não estou lendo sempre, aliás), que ainda é cedo e que não há mudanças externas visíveis no corpo da gestante. Querem saber? Danem-se esses textos!! Não dou a mínima importância! Tenho barriga sim, e não é um texto pronto que vai me fazer mudar de ideia. Fim.

Ácido Fólico e Progesterona: desde antes de engravidar eu já tomava o ácido fólico, mas só 2 vezes na semana. Depois, quando meu sexto sentido apontou uma gestação adiante, passei a tomar todo dia, e assim estamos até hoje. Aí que lá no dia 12 de novembro eu andei muito e no dia seguinte acordei com uma dorzinha chata na virilha, como se fosse uma cólica fora de lugar. Medo, né gente? Qualquer dor estranha já me deixa tensa. Mandei e-mail pra médica e ela pediu pra eu ir usando Utrogestan até nos vermos, pelo menos (beijo pra médica que responde e-mail e ainda mais antes da consulta!). Já nos vimos e, pelo menos por enquanto, vamos prosseguir com ele.

Ultrassom: aí que eu só tinha consulta marcada pro dia 27/11 e já queria ver meu pinguinho de gente. Até pra confirmar a idade gestacional, porque eu já estava ciente que não ia bater com a DUM, como sempre, porque ovulo mais tarde mesmo. No dia 20, em pleno feriado, achei uma clínica que estava aberta e não exigia pedido médico (as ansiosa tudo pira, haha) e lá fomos nós, marido e eu, para a salinha escura. Quando o médico colocou a imagem na tela, aquele pontinho lindo piscando pra nós. Ah, que momento lindo! Estávamos com 5 semanas e 5 dias e já conseguimos ouvir o coraçãozinho do pinguinho de gente. Muito amor!

Consulta médica: nessa gestação eu escolhi a Dra Catia como minha obstetra, ao invés de continuar com a Betina. Porque na realidade eu já queria a Catia da outra vez, já tinha passado em consulta com ela em fevereiro, pra fazer preventivo e tudo, só não continuamos porque minha DPP seria nas férias dela. (aliás, eu adoro ter filho que possa nascer em férias escolares, hein?! antes era janeiro, agora julho, haha). Pois bem, marquei no início do mês e só tinha vaga pro dia 27/11, essa quarta que passou. Minha prima foi comigo, pois marido não podia se ausentar do trabalho. Gente, foi lindo. Conversamos um monte! Contei tudo pra ela sobre a perda e ela achou melhor eu fazer uns exames investigativos, para descartar qualquer coisa que possa estar oculta no meu organismo e, caso tenha (não vai ter, rezem pra mim!) para cuidarmos dessa gestação com mais cuidado. Geralmente esses exames só são feitos depois de 2 ou mais perdas, mas como a minha foi tardia, não muito comum, vamos antecipar isso. Ela propôs e eu aceitei. Muitos exames de sangue pela frente, mas tenho fé que dará tudo certo. No mais, estamos bem. Pressão ok, colo do útero ok, essas coisas todas. Não gostei muito do meu peso, mas não está totalmente acima do esperado, eu só queria que estivesse menos mesmo, rs. Mas isso também se deve ao inchaço por causa do intestino preso, super normal (o que também não tive da outra vez, inclusive). E por enquanto nada de exercícios físicos, vamos deixar isso para mais adiante. Ela ainda me passou dois remedinhos naturais que vou mandar manipular na Weleda: um para o enjoo, outro para acalmar o coração dessa mãe, que mesmo tentando ficar calma, ainda sente uns medos às vezes. E próxima consulta só em janeiro, depois do morfológico do 1º trimestre.

Ufa, tanto tempo sem atualizar que ficou enorme (ok, é sempre enorme, vocês já sabem, rs).
Vou tentar voltar com mais frequência agora :))

pelo ângulo parece um pouquinho maior, mas ela já está presente \o/

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Sei lá, coisa de mãe

(post escrito há mais ou menos uns 10 dias atrás)

Sinceramente, estou gostando de manter essa gestação mais resguardada agora no comecinho. Ainda não contamos para muita gente, praticamente a família inteira ainda não sabe, e só algumas poucas amigas já estão cientes. Não tive um motivo específico para isso. Até achei que seria bem difícil manter segredo por enquanto. Mas, passados os primeirinhos dias, gostei da coisa. Ainda nem fui ao médico, nem fiz um ultrassom, nada. Já está marcada a consulta, mas só pro fim do mês. Então decidi que só vou contar quando fizer o primeiro ultra. E vai ser aos poucos.

Esperar as 17 semanas para abrir o jogo não está em cogitação, não estou guardando isso pra mim por causa disso (só um pouquinho, talvez). Quero menos olhares, conversas, planos e expectativas em cima dessa gestação agora. Sei lá, coisa de mãe. Em contrapartida, não estou num casulo, como da primeira vez. Não é vontade de ficar quietinha no meu canto. Estou super bem disposta (apesar dos enjoos), querendo sair, caminhar, fazer coisas. Só estou deixando esse bebezinho chegar de mansinho, sem alarde, no tempo dele. Deixa ele conhecer e se entender com o lugar onde será sua casinha por umas 40 semanas, sem que depositemos nele uma ideia de perfeição que não existe. Não estou tentando entender como tudo será, tô deixando-o quietinho, mas amparado, cuidado, amado.

Talvez eu tenha aprendido a viver mesmo um dia de cada vez. Está sendo natural, uma coisa que simplesmente aconteceu. Mesmo com todos os sintomas que marcam presença em mim diariamente, não penso o tempo inteiro que estou grávida, que tem mesmo uma explosão de vida acontecendo aqui dentro, agora, literalmente. Não quero ficar controlando isso. Não estou nem lendo aqueles textos informativos sobre o que acontece em cada semana. Vai mudar o que? Se eu não me conectar comigo, respirar fundo, deixar as coisas acontecerem, de nada adiantará, não estaria colocando em prática o que entendi (ou que acho que entendi) depois de tudo. O milagre acontece em silêncio, sozinho. A minha parte já fiz e o que me cabe, agora, é pouco diante da grandeza do ato. Preciso de um pouco de humildade para entender que não está em minhas mãos. Preciso abrir o caminho para o que está por vir. O caminho, a mente e o coração.

Dizem que as maiores mudanças acontecem de dentro pra fora. Nunca acreditei tanto nisso. E quando acontecem dentro, inundam também o que está fora. Mas só se tivermos paciência de esperar o copo encher.


o caminho das pedras vai dar no mar . . .

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11 semanas e a alimentação

Pela contagem do ultrassom, ontem eu completei 11 semanas! Yeaaah! #todascomemora
O cansaço que eu sentia não existe mais, amém! Em contrapartida, agora tenho que ficar de repouso, ó céus! Porque o cansaço não veio agora, né?! Seria mais fácil, haha Mas estou vendo bastante filme, lendo  livros, relaxando, tudo certinho. Simplesmente consegui, de alguma forma que não faço a mínima ideia, não me estressar demais com qualquer coisa. Acho que ver o baby me fez tão bem que eu acabei desencanando de tudo e entrei no “mundo gestante” de uma vez por todas. E dele só pretendo sair para ir direto pro mundo “mãe-bebê”.

Na mini-consulta que tive sábado na Casa Angela, aproveitei para perguntar sobre o resultado do meu exame de glicose, ter uma segunda opinião e tal. A Andreza (EO) disse que o exame da curva glicêmica só é feito mais pra frente mesmo, e que antes se repetiria o de glicemia de jejum mais uma vez, pra tirar a dúvida, até me deu uma guia. E disse pra eu cumprir as 12 horas certinhas e não beber nem água (no outro eu bebi, disseram que podia). Disse para uns dias antes também evitar doce e carboidrato, principalmente à noite. Vamos ver se vai dar certo, tô torcendo por isso!
Então, diante desse fato, estou cuidando ainda mais da alimentação e pretendo fazer algumas adaptações no cardápio (ainda falta comprar umas coisas), para ficar mais saudável. E depois, se eu sentir muita necessidade, procuro um nutricionista (porque não tô podendo pagar um agora, rs).
Segundo os profissionais que já me atenderam, não engordei além do que deveria, mas me preocupo agora com a questão de controlar mais os carboidratos. Já me disseram (lá na Casa) para eu não encanar com a questão do peso e essas coisas, e sinceramente, não estou preocupada mesmo.
Eu sou a pessoa que nunca fez regime na vida. Sempre fui magra (não mega magra, assim eu só fui na infância até os 15, 16 anos, depois fiquei só magra mesmo, haha), mas mesmo há uns 3 anos atrás, quando tomei um AC que me inchou de-mais e as pessoas começaram a mandar umas indiretas, não me importei. Sinceramente, não tenho paciência alguma com isso. Ou seja, também nunca fui a pessoa que deixa de comer alguma coisa “porque vai engordar”. Eu comia, sim, o que eu quisesse; mas acho que a diferença é que eu sempre tive moderação, nunca fui de comer em excesso. E também nunca senti culpa. E como já disse em outro post, almoço e janta pra mim é comida mesmo. Com verdura, legume, etc. Suco é natural é feito na hora e, dependendo do sabor, sem açúcar. Depois de um tempo eu cortei totalmente o refrigerante, porque me fazia muito mal, uma dor sem fim na barriga, e não me faz falta alguma, ainda bem.

Mas confesso que, mesmo tendo essa consciência e sendo super bem resolvida, depois que vi o resultado do exame, entrei em parafuso, pensando que estava fazendo tudo errado e que tinha que mudar tudo. Ô drama! rs. Comecei a me achar gorda e toda errada. Marido fala “tá gorda nada, é a Bolota crescendo”, rs. E como eu disse ali em cima, na infância e começo da adolescência eu era mega magra mesmo. Mas o fato é que tenho a estrutura um pouco grande. Tenho 1,67 e quadril largo, bunda grande (haha, isso desde sempre) e essas coisas, sabem? Não dá pra eu querer pesar 50 e pouquinhos quilos (esse é o peso da minha mãe, pasmem, rs! Que é um pouco mais baixa que eu e beeem mais magra). É a minha estrutura corporal mesmo. Então tô tentando desencanar de novo, que nunca fez parte de mim e não tô gostando desses pensamentos.
E também tem o fato de, desde o começo até hoje, eu não senti um mísero enjoo, nem vomitei, nem tive náuseas, nem ânsias, nem absolutamente nada referente a isso. O que eu sinto é fome, rs. Agora menos, tá mais controlado, eu acho, mas no começo eu sentia mesmo muita fome, então acho que é inevitável que os quilos já comecem a dar dar às caras. Em toda consulta a Camila faz aquele gráfico de peso e medida (aquele do IMC, eu acho, rs), e eu estou super dentro do “normal”, então pronto. E eu li muito, textos de profissionais que eu confio, e fui ficando mais calma.

Para tirar a dúvida se eu estava mesmo fazendo “tudo errado”, escrevi as horas em que costumo comer. Até porque no fim da tarde eu me perdia um pouco na hora e estava achando bem bagunçado. Descobri que como, sim, a cada 3 horas (mas como todo mundo, às vezes acontece da fome vir um pouco antes, ou um pouco depois). Meu lanche da manhã é sempre fruta; e pela hora em que eu janto, à tarde preciso de 2 lanches pequenos (ou teria que fazer um depois da janta, se jantasse mais cedo, o que eu não quero). À tarde eu como outra fruta e depois mais alguma coisa, que pode ser bolacha com geléia natural, ou um pedaço de bolo, por exemplo. Mas tô pensando em trocar e colocar a fruta no segundo lanche, pra não comer nenhum carboidrato depois das 16:00. E a minha janta não é pesada. E nos intervalos de tudo, água!
Agora diminuiu muito a minha vontade de comer doce, chocolate; só como muuuito de vez em quando, e só um pouquinho. Pizza (que só consigo comer um pedaço), sanduíche (tipo x-salada, porque desses fast food não como há muito tempo), ou outras coisas desse tipo, tenho evitado; mas se como é só uma vez em algum fim de semana.  Sei lá, não acho que esteja tão ruim assim a minha alimentação. Ainda preciso de ajustes, comer mais salada, mais ingredientes integrais, e não sou radical com nada. Estamos no caminho, espero…

Gente! Não é pra seguir isso aqui, hein! Tudo da minha experiência. É o que funciona aqui e eu não sou profissional de nada de saúde, pelo amor de Deus, rs. Só coloquei mesmo pra eu não me esquecer que estou me alimentando direitinho e que não sou a monstra que pensei que eu fosse, haha.

E até hoje não comecei a fotografar a evolução da barriga, que vergonha! Justo eu, que sou tão apaixonada por fotografia. Mas enfim, já que fiz esse post, queria muito colocar uma fotinho pra vocês verem e palpitarem se minha pança condiz com 11 semanas, ou não. Peguei minha câmera e fiz um improviso, porque estava com preguiça de montar uma produção com tripé, luz melhor e tudo direitinho, então não ficou nada bom, mas prometo que as próximas serão melhores, com ajuda do meu super marido, rs.

               
de um lado e do outro e a bunda grande hahhaha

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O som mais lindo que já ouvi (a parte II)

(continuação desse post…)

Na sexta, dia 14 (ontem, rs), Cleber se arrumando pra ir trabalhar, resolvemos que seria bom ir ao médico, sim. Eu estava preocupada, queria ter certeza que estava tudo bem.

E então ele me levou em um hospital público (maternidade). Chegando lá, já odiei porque o Cleber não poderia subir comigo, nem na sala de espera!!! E bem, sentada ali com outras mães gestantes, pertinho da ala onde ficam as que já tiveram seus bebês, ouvindo chorinhos recém-nascidos, também ouvi muito absurdo (que rende um post à parte). E era um lugar quente.  E eu com fome. E pensando na banana que tinha na mochila, só que com o Cleber, lá embaixo. Ouvindo coisas ruins, dentro de um ambiente péssimo, minha pressão me deu um sinal de que, se eu ficasse ali mais uns minutos, ela iria cair. E eu sabia que se ela caísse, eles iam querem me jogar no soro. Levantei e desci, rumo a minha banana. Marido resolveu que iríamos em outro médico, já que não tinha nem sinal de que eu seria atendida nas próximas horas. Percebemos, porém, que minha carteirinha de gestante tinha ficado retida junto com a minha ficha, e sem ela eu não posso ficar. Como eu estava tomando um ar, ele foi ao resgate pra mim. A moça não quis dar a bendita carteirinha pra ele, que contou o que eu tinha tido (ninguém tinha perguntado, nem na triagem, pasmem), então ela disse que eu subisse que seria atendida imediatamente. Melhor que não tivesse subido. Quando eu entrei, sozinha, na sala do médico, já senti que não ia render boa coisa.
Segue o diálogo:

– Então, eu tive um sangramento ontem à noite, mas foi bem pouco e…
– Quantas semanas?
– pela DUM, 11. Pelo ultrassom, 9. Olha aqui o ultrassom.
– ah, você tá de 9 semanas (em tom de voz que não tinha ouvido o que eu havia acabado de falar)
– Tira a calcinha e deita ali.
como ele continuou escrevendo e nem sinal de levantar, permaneci sentada
– Por que será que aconteceu isso?
escrevendo… – Tira a calcinha e deita ali.
Lá vai eu pra trás do biombo, tiro a parte de baixo da roupa, descubro que não tem onde pendurar, e me deito segurando as calças.

Quando ele coloca as luvas, eu coloco meu pés naqueles estribos horríveis e vejo que quase na minha frente tem uma porta aberta. Ele coloca as luvas e enfia, sem a mínima cerimônia ou jeito, doi dedos bem dentro de mim. E gira. E dói. Bastante. Isso em pé mesmo. Tirou, viu que não tinha sangue algum, me mostrou os dedos e voltou pra sua mesa.
 – Não tem mais sangramento.
– Nossa, que bom! Mas por que será que aconteceu isso?
nenhuma resposta audível.
– Se sentir dor, toma paracetamol. Se voltar a ter sangramento, volta quando estiver acontecendo.
(Porra, paracetamol, cara? Cê tá de brincadeira comigo!!! Só faltou ele falar, próóximoo.) Lamentável!
Saí de lá com vontade de fazer um barraco naquele hospital de meia tigela. Mas marido me conteve. O foco era me manter calma.
Fomos a outro hospital, particular dessa vez. Depois de esperar pouco mais de uma hora pra ser atendida, finalmente chegou minha vez.
A médica me examinou direitinho e disse que realmente não tinha mais sangramento, mas que meu colo do útero estava bem sensível, quase como se tivesse um machucadinho. Até desenhou. Disse que não tinha vindo de dentro do útero, ou seja, não tinha comprometido o bebê. E que por isso eu não precisava fazer um ultrassom com urgência. Mas recomendou um super repouso. 
Gostei dela, foi satisfatória. Marido, que também estava preocupado, ouviu tudo junto comigo. 
Ele seguiu pro trabalho (já passava das 13:00) e eu vim pra casa. Fiquei pensando que eu queria, sim, ter feito um ultrassom, pra ver minha Bolotinha, ter certeza que estava tudo bem.
Então hoje nós dois tínhamos aula de yoga na Casa Angela. Era o que eu queria. Não a yoga, e sim a Casa.
Meu pai nos emprestou o carro e lá fomos nós a mais uma consulta (sem marcar). Cheguei, a minha EO não estava lá, então comecei a explicar o que aconteceu a outra, a Andreza, e não poderia ter sido melhor. Ela me explicou um monte de coisas, também desenhou pra mim. E me passou um pedido de ultrassom, para que eu ficasse calma, pra ter certeza que o baby estava mesmo bem e aproveitar pra confirmar de quantas semanas eu estava. 
Saímos de lá direto pra clínica. É uma clínica conveniada com a Casa (eu ia pagar menos, yes!), que não precisava marcar horário e estava funcionando hoje. Tudo que eu queria, de novo, rs.
Fiquei bem nervosa na ida, por causa do trânsito. Os carros decidiram que hoje era o dia de sijogar em cima de quem estivesse perto, daquele jeito horrível. Direção defensiva, nesse caso, nos salvou várias vezes.
Chegamos, enfim. Esperamos um pouquinho e fomos chamados.
Na espera, aquele medo de sempre. E se não tiver nada? (isso porque eu já tinha visto, vamos abafar essa parte). E se não tiver se desenvolvido? E se eu tiver feito mal pro bebê? Fui cortada de meus devaneios medísticos quando ouvi meu nome.
Falei que não sabia ao certo quantas eram as semanas, mas disse a DUM e contei do ultra das 4 semanas. Deitei, recebi gel gelado na pança. E esperamos. De repente, não mais que de repente, uma imagem tomou conta da sala – e de mim: a minha Bolota não é mais uma bolota, estava claro e nítido naquela imagem cinza. É agora uma pessoa. E a médica: “olha aqui o seu bebezinho”. E eu: “amor, olha como a Bolota cresceu”, e a médica achando que eu estava falando que era uma menina, haha. Explicamos e ela entendeu. “Vou colocar o som do coração”.
TUM TUM TUM TUM TUM TUM 
Xenti!!!
É o som mais lindo que eu já ouvi em toda minha vida! Música para os meus ouvidos.
E o meu sorriso já passando das orelhas.
A médica: – Olha aqui, duas perninhas, dois bracinhos. Tá vendo?
– Sim, tô vendo. E tá tudo bem com ele?
– Sim, tudo ótimo!
(quase dei um beijo nela)
E marido lá sentado, olhando pra tela, emocionado. Coisa mais linda.
– Vamos medir o tamanho do seu bebezinho, pra ver de quantas semanas está (pausa para medir). Sim, você está de 10 semanas (e 4 dias, tá escrito no laudo). Confirmado. E a data provável do parto então fica pra 11/01.

Oi, pessoal!, eu sou a Bolota! (a barriguinha é uma bolotinha sim ou com certeza?)
E aí depois de uns minutos, cabô exame. 
Esperamos a impressão do laudo. Os mais bobinhos da recepção. Marido até calado, de tanta emoção. E eu tagarela. Ambos de sorrisão no rosto. Os mais bobinhos, já falei?
Quando chegamos em casa, vi que tinha um pouquinho de nada de sangue, de novo. Medo. Mas alívio, porque tinha acabado de ver (e ouvir) que estava tudo bem com baby. E eu confirmei internamente: é o stress que faz isso comigo. Preciso, urgentemente, relaxar. A Andreza suspendeu a yoga, por enquanto. É repouso mesmo, nem namorar podemos. Estamos pensando aqui no que fazer para me manter em paz, calma. Eu queria viajar pra um lugar bem calmo, mas agora não dá mesmo. Tô pensando em fazer umas coisinhas pro baby. Para preencher mais meu tempo. Origami também. Só preciso que alguém compre as coisas pra mim, já que enfrentar a 25 de março não é uma opção. Ver filmes à tarde, relaxar mesmo. Eu vou conseguir. Conversando sempre com Bolota (não consigo arrumar outro nome, rs). Vou cantar pra ela, mostrar umas músicas que eu gosto e tal. Meditar em casa mesmo. 
O importante é que eu consiga.
E nós vamos conseguir 🙂

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A semana mais difícil (parte I)

Hoje é sábado, faz um dia cinza em São Paulo, e até um friozinho também.
Mas é um dia lindo, maravilhoso, tudo de bom. Não vou me esquecer dele tão cedo.

Corta!!
Vamos começar do começo.

Parte I – a montanha russa de sensações

Oficialmente, essa deve ter sido – se não a mais – uma das semanas mais estressantes da minha vida inteira. Não foi fácil, não foi divertido, não foi legal.
Porque não basta ser uma pessoa intensa, é preciso que essa intensidade seja possuída pelo ritmo ragatanga agora que estou em estado interessante e enlouqueça de vez. Meus hormônios decidiram, assim numa reunião de última hora e sem aviso prévio, que essa seria a semana ideal para surtar a mamãe aqui. Eles montaram uma montanha russa de responsa em algum lugar entre a minha cabeça e meus pés, e começaram a diversão (eu já contei que tenho medo e pavor de altura?)
E como eu disse no post de segunda, já estava pensando em muitas coisas novas, que ainda precisavam ser um pouquinho mais sentidas. E tudo indica, percebi, que as sombras (aquelas da Gutman) chegam antes do bebê nascer. Como um baby blues adiantado. E sabe do que mais? Até pensei que podia ser uma boa, porque melhor tomar consciência e elaborar tudo agora e deixar só um restinho, ou nada, para janeiro, do que ter que dividir tempo entre minha Bolota e a bendita sombra. Encarei como exercício de autoconhecimento mesmo – e estou em processo de reflexão e elaboração.
Pois bem. Somado a isso, temos problemas de cunho mais sociais, digamos. Estatuto do Nasciturno. Manifestações tomando proporções estratosféricas em São Paulo, e a polícia tendo lapsos de memória (oi, ironia) e tendo certeza absolta que voltamos uns anos no calendário e caímos direto na Ditadura Militar. Vocês não tem ideia do que sucedeu-se em mim: me tornei uma rede de eletricidade. Era muita energia. E muita raiva. E muita raiva. Não tava dando pra conversar muito tempo sobre esses assuntos sem que eu não me estressasse. E para não entrar em contato com nada disso? Só se eu fosse pra Marte. Mas se eu fosse, minhas sombras iam junto, gente linda. Não tinha pra onde correr, não.

E o que o ser gravídico faz quando muita coisa acontece, dentro e fora dela? Chora, minhas amigas.
Chora porque sentimentos antigos voltam à tona. Chora porque tem uns problemas acontecendo, com você, e só de pensar na pessoa você já tem vontade de chorar. Chora porque esse mundo tá todo errado e você está fabricando uma nova pessoa nesse exato instante, e tem medo do que pode acontecer. Porque quando você vira fábrica de pessoas, os problemas do mundo tendem a ganhar uma nova ótica, e você só se dá conta disso quando já está chorando pela coisa. E chora.
A Luíza, mãe da Bebê da Cabeça Quadrada e do Menino que não Sabia Chorar, escreveu lindamente aqui sobre isso.
(ok, essa é a parte que eu paro de falar porque já chorei, apesar de achar que faltaram algumas coisas, senão o post fica só sobre isso – e corre o risco d’eu chorar de novo. Sigamos)

Então. Quinta-feira, 13 de junho. Acordei não muito bem. E as horas foram passando e a minha animação acabando. Eu ainda não posso falar claramente aqui o porquê, desculpem, mas eu chorei. Sozinha em casa, sem ninguém pra ver, eu chorei muito. Sentia um peso no peito. Não tinha muito o que fazer. Foi o dia mais difícil de todos. Coincidentemente, ou não, foi o dia que o bicho pegou pra valer aqui em Sampa. Quer dizer, ainda ia pegar. Do-la-do de onde o Cleber trabalha. Ele trabalha na República, muito pertinho mesmo de onde o pessoal começou a se reunir. Graças a Deus eles foram liberados mais cedo, mas fiquei um pouco tensa mesmo assim. Aliás, na hora em que ele saiu do trabalho eu já estava mais calma, não estava mais chorando. Porque resolvi tomar um banho, para acalmar. Passar um óleo com calma, lavar os cabelos.
Não foi na quinta, foi na terça, mas cabe aqui então vou contar: tive uma conversa muito linda com a Bolota. Disse pra ela desculpar mamãe, que nada do que eu estava sentindo era sua culpa; expliquei o que era, contei mais umas coisas legais. Tudo fazendo massagem na barriga, no banho. Foi lindo e forte.
Na quinta eu rezei. Pedi à Deus e ao meu anjo da guarda que me acalmassem, porque podia fazer mal pro bebê. Pedi ajuda. Com muita fé e muita vontade. E quando o banho acabou, tudo tinha passado como num passe de mágica. A água levou embora as minhas dores.

Por volta das 16 e pouco, fui ao banheiro e vi que havia ali, no papel que tinha acabado de usar, um leve sangramento. O tempo deve ter parado, ou foi meu coração, não sei. Só sei que me assustei. Não era muito. Na verdade, era bem pouco, e eu não tinha dor alguma, então raciocinei que não devia ser algo de gravidade extrema. Fiquei esperando pra ver, sentadinha, descansando. No fim do dia não tinha mais nada, por isso decidi que não iria ao hospital, mesmo porque já era noite (e a coisa tava feia na cidade).


(continua…)

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Tanta coisa…

Tenho sentido uma intensidade diferente esses dias.
Quer dizer, intensa sempre fui. Sinto demais, penso demais, quero demais, sonho demais. Mesmo!
Mas tenho pensado algumas coisas novas. E mais, ando sentindo mesmo, além do pensar, algumas coisas que ainda não consigo explicar, nem colocar no papel. Ou seja, a coisa tá bruta ainda, preciso de mais um tempinho.

Quinta-feira foi a segunda consulta na Casa Angela. Chegamos lá, Cleber e eu, uns vinte minutos antes do horário marcado. Tinha uma moça e o marido, com o nenenzinho deles, de 26 dias. Coisa mais fofa, gente. Estavam lá porque ela tinha consulta pós-parto, e o bebê também (bebê que nasce na Casa Angela – ou que a mãe teve acompanhamento todo lá, mas não nasceu lá porque não dava mesmo – tem consultas pediátricas com eles até os 40 dias, ou até 1 ano, como a mãe preferir). Ele não nasceu lá, teve que ser cesárea mesmo, mas todos passavam bem. A mãe muito bem, animadíssima!!! Conversamos bastante. O pai também, super participativo. E eu pensando, depois: essa interação é que faz a diferença. A gente chega, tem uma mesa delícia com bolachinhas, frutas, suco, chá; ali mesmo, na espera, a interação entre as mães é muito natural. A mãe me dizendo que, no final da sua gravidez, tinha dias que passava o dia todo na Casa, só pela companhia e pelo astral; que fez todos os cursos (tem muita coisa disponível); muito legal mesmo. Até as enfermeiras entram na conversa. Rimos muito. Todo mundo gosta de estar ali. Não é aquela coisa fria, sem graça.
Pois bem. Chegou a nossa vez. Estamos muito bem, obrigado. A consulta foi ótima, conversamos bastante, como sempre. Exames todos feitos já, e tudo dentro do esperado. A não ser o de glicose, que não está alterado, mas porque sou gestante, o valor tinha que ter sido um pouquinho menor. Então a Camila (EO) já pediu aquele exame de curva glicêmica (e sim, já estou sofrendo-chorando-rezando três terços para conseguir sobreviver à ele). Apesar de depois eu ter lido que esse exame só é feito lá pelas 24 semanas, mas enfim.
E por falar em semanas, lembram da minha confusão pra contar o tempo, né?! Pela DUM, ontem eu completei 11 semanas. Pelo ultrassom (que eu não repeti depois, ficou só aquele mesmo), eu estaria completando 9 em algum momento dessa semana (e eu estava considerando essa idade). Mas a Camila disse que como não deu pra ver o bebê, ela ainda está considerando a DUM, porque é pelo tamanho do baby que calculamos a idade gestacional. Fiquei confusa de novo, rs.
Ela tentou ouvir o coração da Bolota, mas ainda não deu.

Sobre o exame que terei que fazer, só tenho a dizer que fiquei arrasada, me sentindo péssima e culpada. Muito. Fim. Em contrapartida, tenho total consciência de que a minha alimentação está boa, sim. Já faz bastante tempo que não exagero em nada (há mais tempo do que tenho de grávida, quero dizer). E agora com a gravidez, então, meu paladar mudou consideravelmente. Nem se eu quiser eu consigo comer muita coisa, além de frutas e coisas salgadas. Aliás, tenho sentido desejo de bolo (caseiro, comum, sem calda, só bolo), mas também não como uma quantidade grande, entendem como é? (e óbvio que não como todo dia também, haha). Definitivamente, não consigo ser radical em nada. Bom senso e moderação são meus aliados na alimentação, sempre foram. (mas depois vejo se faço um post à parte sobre alimentação).
Tem também meus exercícios. Próximo sábado começo a yoga na Casa Angela (junto com o Cleber, tudo lá o acompanhante está incluso). Tinha parado um pouco antes de ficar grávida, porque o local que eu fazia entrou em reforma e precisamos dar um pausa. Já a hidro, parei por conta própria, porque antes eu sentia muito cansaço; e depois veio aquela onda de gripe e São Paulo foi a cidade que mais registrou casos, e muito idoso junto, vestiário muito cheio, chão sempre molhado… eu senti mesmo que deveria dar um tempo. E dei. Mas daqui a pouco eu volto, numa unidade mais perto da minha casa, porque a que eu fazia era muito longe – e o ônibus muito cheio. Então o tempo que fiquei sem praticar alguma coisa não foi muito, estou tranquila mesmo. Mas com medo. Tudo junto.

Próximo ultrassom provavelmente na semana que vem, êêêê!!! Mas só se eu achar um laboratório que aceite o pedido do ultra com carimbo de enfermeira, porque o que tentei marcar só aceita o de médico.
Marquei consulta com a médica que, muito provavelmente, será meu plano B, caso, por algum motivo, não dê certo na Casa. Só consegui pro dia 01/07, mas já é um começo, rs.

Ontem dei uma surtadinha, querendo ver minha Bolota logo. Ainda tá passando.

E parece que ainda tenho um monte de coisa pra escrever, mas preciso sentir mais.

E vocês, como estão?
Boa semana pra nós 🙂

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Um passinho à frente…

Eu sei que já contei aqui sobre a minha sensibilidade a sangue. Que comigo não rola assistir filme de ação ou terror, que dirá passar por alguma situação que envolva o dito cujo. E a coisa tende a piorar consideravelmente quando preciso tomar soro, ou fazer exames. É um tormento mesmo! Eu sofro antes, durante e depois.

E então a pessoa fica grávida e precisa, obviamente, passar por uma bateria de exames de sangue… e pensa: pra que que fui inventar isso?
Me consultei na Casa de Parto no início do mês e ainda não havia feito os tais exames. Até hoje.
Claro que estava deixando pra depois. “Não precisa pressa mesmo, já que a próxima consulta é só mês que vem” (rs). Mas não ia dar para fugir pra sempre.

Breve flash back:
no final do ano passado, fiquei meio adoentada. Tudo indica que tenha sido stress e cansaço: estafei mesmo.
O médico pediu um exame de sangue para vermos se podia ser anemia – porque eu sentia muita fraqueza. Fui num laboratório que tem meio perto da minha casa. Lá, fiz como sempre faço: avisei à enfermeira pra não dizer nada sobre o procedimento e fiquei olhando pro outro lado, concentrada na parede. Como uma nova tática, peguei o celular e liguei pro Cleber, que estava trabalhando, afim de distrair minha mente. Mas não teve jeito. Quando terminou o exame, minha pressão foi caindo, caindo… e antes que eu caísse junto, me levaram pra outra sala, onde tinha uma maca. Fiquei lá uns minutos, com meu pai (nunca, em hipótese alguma, posso fazer esse exame desacompanhada). Então a moça disse: “da próxima vez, pode pedir pra colher deitada, não tem problema, assim você não passa mal”. Aahh, que linda! Adorei! (porque geralmente o que os profissionais fazem é: mas nem dói nada, blablabla #aiqueodioqueeufico). Pronto, já sabia: da próxima vez que tiver que sofrer  passar por isso de novo, será aqui.
Fim do flash back.

Pois bem. Ontem o Cleber foi até lá fazer um orçamento prévio pra mim. E aí “caiu minha ficha”: não tem jeito, vou ter que fazer. E, mesmo lembrando que fui bem tratada nesse laboratório, fiquei com medo. Porque gente, a coisa é difícil. É acordar sabendo que vou passar mal dali alguns instantes. E em jejum. E como sofrimento pouco é bobagem – e pegando carona na chuva de hormônios de que dominam – sabe o que eu fiz? Chorei. Muito. Ontem à noite, “sofrendo por antecipação”, como diz minha mãe, tive uma crise de choro. Depois passou, claro. Mas acho que foi até importante lavar o medo um dia antes, rs…
Meu marido lindo, maravilhoso e cheiroso pegou meu iphone e colocou umas músicas novas. Era a nova tática nascendo…

Comecei meu jejum ontem, para já ir logo cedo hoje. Estava bem cheio lá, e pela primeira vez, usufruí meu direito de atendimento preferencial!!! Uhuull!!! Graças a isso, não demorou tanto para eu ser atendida.
Várias crianças saindo de lá com aquele adesivinho-curativo no braço, super naturais, e eu sofrendo por eles, haha. E pensava: é agora que eu desmaio e essas crianças ainda vão rir de mim aqui, que vergonha, rs!
É engraçado como percebemos o mundo através das nossas experiências, né: não consigo mesmo compreender como as pessoas – crianças e adultos – passam por isso sem sentir nada demais, até olham a coisa toda acontecendo, acham natural – ou não acham nada!! Não sei o que é isso! Assim como essas pessoas não compreendem o que eu sinto. Divagações à parte, voltemos ao caso…
A enfermeira me chamou, marido entrou comigo e, por sorte, antes que pedisse, ela me levou para uma sala onde já tinha maca. Era a sala infantil (que fofo! haha), que estavam usando devido ao grande número de pessoas. Pedi pra colher deitada, ela arrumou tudo pra mim e deitei. Peguei o celular, coloquei o fone, aumentei o som. Estiquei o braço, fechei os olhos, cantarolando baixinho e dei a mão pro Cleber. E esperei… de olhos fechados e cantando. Mas claro que sentia e percebia o que estava acontecendo. A mão, super gelada, suava um pouco até! Senti quando começou e vou dizer… não foi indolor, não. Mas me mantive firme. De repente (que pra mim foi depois de 30 horas), ela soltou aquela mangueirinha que amarram no nosso braço, o Cleber ficou segurando o algodão e, quando percebi, fiimm!!, já tinha acabado! Perceberam que eu não relatei queda de pressão? Gen-te!! Não passei mal!!! Fiquei deitada mais uns breves minutinhos só para me certificar. Levantei (com o braço duro-esticado, isso ainda não superei – meu braço fica imóvel por pelo menos uns 30 ou 40 minutos depois que acaba). E fomos embora! Simples assim. Tinha levado algo para beliscar e quebrar o jejum e vim comendo no carro, até chegar em casa e comer algo decentemente.
Mal acreditei que passei por isso! Assim, a mão da enfermeira não era das mais leves – e posso dizer que ainda agora sinto uma leve dorzinha, mas nada grave. O que importa, e eu mal acredito ainda, por isso me permitam repetir: eu não passei mal!!! 

Estou orgulhosa de mim! Para mim, que sei o quanto isso é uma dificuldade, foi um passo importante. Pequeno, eu sei. Mas “só por hoje” minha pressão não caiu, à despeito da tensão que eu senti por ter percebido tudo que a enfermeira estava fazendo, do jejum que eu estava e tudo mais…

E sabem o que eu fiz, ainda lá deitada, quando percebi que tinha conseguido? Agradeci minha Bolota.
Falei pro Cleber: o bebê está me deixando mais forte!
E foi isso mesmo que senti. Porque foi só por saber que é extremamente importante cuidar de mim – para então cuidar e dar toda saúde que eu puder ao baby – que eu passei por isso.
Quando o Cleber e eu ficamos de mãos dadas na hora do exame, era bem em cima da minha barriga que elas estavam repousadas. A Bolota também estava na corrente para me passar força. E deu certo!
Um passinho à frente! E pra mim ele vale muito!

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Mais um capítulo da novela: "A vida de Bolota"

“No capítulo de hoje, a pequena Bolota decidiu que queria ensinar a mamãe algumas coisinhas desde já, para que ela esteja bem treinada acostumada quando a pequena resolver dar o ar de sua graça nesse mundão de meu Deus.

“Já que a mamãe fala tanto em empatia, que é importante se colocar no lugar no outro, acho que ela vai gostar de saber – ou melhor, relembrar – como é ser um recém-nascido”, foi o que decidiu a pequenina.
Começou aos pouquinhos, fazendo sua linda (cof, cof) mãe sentir fome fora de hora, só para bular os horários já estabelecidos (e mandar o “de 3 em 3 horas” às favas). Não era raro os dias em que a mulher podia ser encontrada saindo da cozinha com um prato de comida em mãos, antes de meio dia.
Depois, achou de bom tom lhe mostrar que, se ela achava que era chorona – e céus!, ela é sim! – isso ainda podia ser aumentado em alguns níveis. Porque uma coisa é chorar por qualquer motivo; outra, bem diferente, é chorar sem saber o motivo. E querer um colinho, um carinho, um aconchego nessas horas. Papai que o diga – ele também está incluso no treinamento da Bolota.

Mas hoje, 20 de maio, segunda-feira, foi o dia de aumentar a intensidade desse capítulo.
À noite, mamãe demorou bastante para dormir. De madrugada, acordou duas vezes – quase seguidas – para ir ao banheiro e, depois, beber água. (o primeiro, três horas depois de pesar o sono; a segunda vez, uma hora depois).
O relógio despertou no mesmo horário de sempre. 
Com um sono fora do comum, como se tivesse ficado as 24 horas direto na Virada Cultural (que ela nem foi), levantou – afinal, o café da manhã com papai é sagrado. 
Ele saiu. Ela ficou em casa, decidida a dormir mais. 
A cabeça doía. Mas não conseguiu voltar ao sono, estava tão cansada que até dormir estava difícil. De repente, começou a sentir uma dor horrível no estômago.”Só pode ser pelo suco que tomei no café da manhã”, pensou mamãe. E parece que era isso mesmo. Bolota odiou o suco e mandou seu recado.
A dor persistiu mesmo depois de copos d’água e bolachinhas de água e sal (ok, não era enjoo, mas mamãe acha que tudo se resolve assim). 
Deitou na cama, fingindo que ia ler um livro. A dor foi passando e a sono foi chegando. Conseguiu dormir. Durante o sono, sentiu uma proximidade muito grande com Bolota, uma presença mesmo. 
Acordou. Uma vontade incontrolável de ir ao banheiro. A soneca só durou 30 minutos.
A cabeça continuou doendo. O estômago idem. 
Resolveu almoçar. Passou.
Recebeu uma notícia que mudou todos os seus já poucos planos. Chorou. Ligou pro papai chorando. A voz do papai sempre a acalma.
Queria colo. Como não tinha, tomou sorvete (porque se a coisa não se resolve com água e bolachinha, resolve-se com sorvete, com certeza).
E estendeu-se a tarde. Mamãe comendo, querendo dormir, mas tendo que se levantar para ir ao banheiro. 
Desejando que papai chegue logo, e que a noite chegue logo, porque os benefícios da cama compartilhada ela já conhece bem.
E nesse looping sem fim – comer (em livre demanda), dormir, ir ao banheiro – mamãe relembrou, enfim, como é a vidinha de um recém-nascido. 

E dizem que com três meses passa.”

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Sobre o silêncio que veio junto com o positivo

Desde a semana que me descobri grávida, tenho sentido uma vontade muito grande de ficar quietinha, no meu canto. Uma fase de introspecção, eu acho.

Na primeira semana e numa parte da segunda, eu sentia muito cansaço. Era o meu único sintoma realmente aparente. Qualquer coisinha me deixava cansada, meu ritmo estava visivelmente mais lento. Óbvio que respeitei o pedido do meu corpo e não forcei nada. Com isso, a vontade de ficar no meu cantinho se instalou de vez. 
Então por isso o meu primeiro dia das mães com baby devidamente morando na barriga não foi totalmente animado. Foi delícia, sim, marido me encheu de beijos e chamegos logo cedinho. Dos meus pais, do meu irmão e até da minha afilhada de 4 anos recebi desejos animados de um feliz dia. O almoço estava marcado pra ser em família (do lado do meu pai – vó, tias, tio, primos, todo mundo) na casa de uma tia. Fomos, mas eu não queria muito aquela agitação, sabem? E aí fica chato, né?! Todo mundo ali feliz pra caramba (somos muito animados, rs), eu recebendo abraços de parabéns de quem eu ainda não havia visto pessoalmente, mas não me sentindo no meu maior ânimo para retribuir o que estava recebendo.

E uma coisa  a ser dita sobre mim: eu não sei fingir nada. Sou péssima nisso. Na verdade, nem me esforço muito, porque não me faz bem mesmo. Então forçar um sorrisão ali o dia inteiro não era uma opção, definitivamente. Eu só queria menos gente, só isso. O que nem sempre é entendido por todos, porque tem gente que prefere ver um problema ou um drama (ou achar que eu tenho um problema, sendo mais clara), quando na verdade é tudo muito simples.
O que eu fiz? Esperei a hora do almoço, comi e, depois de esperar mais um pouquinho, chamei o Cleber para sairmos, só nós dois.
Ahh, mas que coisa ótima! Fazia um tempinho que não tínhamos uma tarde inteira livre só pra nós dois. Sempre outros programas, ou dias que escolhíamos curtir a casa mesmo. Fomos ao shopping, conversamos,  namoramos, fomos ao cinema (sou apaixonada por cinema). Foi tão bom!! Me deu uma renovada, estava precisando!

Chameguinho bom…

O cansaço maior tinha passado há uns dias já. Ontem estive bem ocupada, de corpo e de mente, o dia inteirinho. Hoje o cansaço chegou como se nunca tivesse ido embora. Tirei o dia pra mim. Ainda nem consegui visitar todos os blogs que gostaria, estou atrasada nas leituras das amigas (mas já vou resolver isso, me aguardem, rs). Fiquei pensando se não era ruim querer tanto o meu cantinho – mas ó, preciso dizer que não é que eu esteja isolada do tudo e de todos, me recusando a viver em sociedade. É apenas um momento, onde estou priorizando o pedido do meu corpo e da minha mente.

O que acontece é que eu sempre fui extremamente conectada aos meus sentimentos, é da minha essência. Então acho que não é surpresa (pelo menos pra mim) que essa conexão esteja ainda mais apurada agora que estou grávida. Aconteceu naturalmente, como sempre é. E agora eu quero e busco esse cuidado com esse lado que sempre foi meu. É extremante importante para eu me conhecer ainda mais, importante para que eu (re)conheça tantas mudanças – físicas mas, sobretudo, emocionais e mentais – que meu corpo nunca tinha vivenciado antes. Afinal de contas, existe, nesse exato momento, uma outra pessoa crescendo dentro de mim, num ritmo mais frenético que a cidade de São Paulo. Se alimentando de todos os nutrientes que eu ingiro por nós dois. Sentindo as mesmas emoções que eu. Sendo oxigenado pelo ar que eu respiro. Uma outra pessoa que ainda é bem mini, mas será um indivíduo cheio de personalidade e quereres daqui a pouco.  Completo. E eu sou responsável por essa pessoa desde sempre. Meu corpo está completamente focado nessa função, por isso o cansaço. E eu não me importo, já sou mesmo toda dele*.

Mais do que nunca preciso ser fiel à minha intuição – ela sempre esteve do meu lado.
Então, se estou sentindo que devo ficar quieta agora, respeitarei o silêncio que está sendo pedido. Porque é preciso silêncio para melhor ouvir. E eu sempre vou querer ouvir o meu filho.

*ele ou ela, tanto faz, escolho um outro dependendo do ponto do texto, só para não perder o fio da meada mesmo.

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