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Me deixa

É complicado ser um boa mãe quando estou cansada. Com sono. De tpm. Considerando que na tpm eu fico cansada e com sono durante todo o tempo, posso dizer que é muito mais difícil ser uma boa mãe nesse período.

Por boa mãe, estou considerando estar com a cabeça mais arejada, sorrir mais, sentar pra brincar no chão, ter disposição de ir lá fora sem antes achar que é muito longe percorrer os 5 metros que nos separam da área externa do prédio, propor novas atividades, não deixar a tevê ligada por horas seguidas, levantar da cama de manhã com energia…

Ok, quase nunca sou uma boa mãe, então, confesso.

É só que na tpm isso se intensifica um bocado. E soma-se a isso o fato de eu precisar ficar sozinha e com vontades baixíssimas de interagir e ser sociável. Ai, que preguiça.

Mas, como nem tudo é só ruim, essa também é uma boa oportunidade de exercitar os ensinamentos sobre limites. Não que seja didático ou ilustrado com canetinhas hidrocor. É só que em alguns momentos eu realmente tenho que priorizar o meu descanso, para o bem geral desta família – e da minha sanidade mental. E aí eu falo que olha, agora a mamãe precisa descansar, você pode brincar com aquela boneca ou com as pecinhas de montar. Ou que, não, agora o mamá está muito cansado e precisa ficar aqui quietinho, mas pode sentar aqui no meu colo, se quiser. Ou então só sair da sala e entrar pra tomar um banho, sem falar nada pra ninguém, e deixar que a vida se resolva sozinha nos 10 minutos que me permiti ficar ali trancada deixando a água cair na minha cabeça.

Nem sempre é fácil ou bem aceito assim, logo de cara. Mas fácil nunca foi mesmo, nem ninguém me disse que seria. Então, se for pra ser desafiador, me deixa pelo menos comer meu chocolate e ficar sozinha por alguns minutos de vez em quando. Juro que depois de um tempo a aceitação passa a vir mais rápido.

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Mãe e estudante

Então que, aos 27, quando ninguém mais achava que isso fosse acontecer nesta vida, eu voltei a estudar (quando contei pros meus pais, por exemplo, eles demoraram para processar a informação, hahah). Acabei de voltar, na verdade, comecei agora no segundo semestre.

Não sei direito como se deu, só sei que em algum momento eu me vi pesquisando uma faculdade, um curso, uma grade curricular, uma data de prova e, fim, estava a dois passos de começar essa etapa da vida de novo. Comecei a fazer Letras, na modalidade EaD, ou seja, a distância.

Escolhi que fosse desse jeito por dois motivos. Primeiro, porque eu preciso de flexibilidade de tempo e de horários, ainda é inviável pra mim, com a pequena aos 2, me ausentar todos os dias, mesmo que seja meio período. Pela web eu consigo ler os livros durante algum intervalo do dia e estudo geralmente de noite ou de manhã, momentos em que está com o pai. Eu me tranco no quarto e só saio depois de 1 ou 2 horas. Pouco se fosse em sala de aula, mas tem sido suficiente, por enquanto.
E o outro motivo é que eu realmente não sei lidar com salas de aulas, vide as duas outras faculdades que eu já tranquei. É um assinto longo e exaustivo, deixemos para uma outra oportunidade, mas basta dizer que é uma coisa que acontece e ainda bem que encontrei uma forma de driblar isso.

Sei que estou só começando, ainda tenho alguns bons semestres pela frente, mas estou  realmente animada e acho que vai ser muito bom. Me desejem sorte!

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Tempo e maternidade

Desde que me tornei mãe, venho aprendendo que nem sempre é simples conciliar todas as demandas dentro de um mesmo dia. São os cuidados com o bebê, o trabalho, a casa, a vida social, nós mesmas. Várias coisas, muitos papeis, diversos afazeres. Por mais que exista o cuidado compartilhado com o pai, por exemplo, e mais o auxílio da boa e necessária rede de apoio – avós, tias, vizinhos etc – ainda parece que a conta não fecha. Não sei se é culpa do capitalismo, uma característica dos tempos atuais, de tantas distrações, da nossa geração ou se é o alinhamento planetário, o fato é que não é raro encontrar mães com dificuldade para lidar com todos os pratos que precisam e/ou queremos manter no ar.

Como conseguir ter tempo pra tudo?
Como conseguir conciliar a maternagem com as outras atividades do nosso dia-a-dia?

Muitas vezes me fiz essas perguntas. Muitas vezes deixei de fazer algumas coisas porque achava que não ia dar conta de mais uma tarefa. Aí então, quando a pequena fez 1 ano e o  (meu) puerpério foi chegando ao fim, fui olhando ao redor e percebendo que a nossa rotina precisava de uns ajustes. Eu digo que pra mim foi mais “complicado” me adaptar à vida assim mais dividida do que no pós parto imediato, porque naquela época tudo que eu precisava e queria fazer era me entregar e me conectar com a minha filha. Agora que já crescemos um pouquinho, temos necessidades diferentes e nem sempre consigo atender nós duas de forma totalmente satisfatória. Tive que aprender a conciliar mesmo. Ainda estou aprendendo.

Optamos por não colocá-la na escolinha por hora, o que significa que ela está com a gente o dia todo, todos os dias. Além do mais, agora meu marido tem mais compromissos profissionais fora de casa, o que quer dizer que ele só assume o comando durante poucas horas, comparado a antes. Meus pais trabalham o dia inteiro, só chegam a tardinha e, no mais, não tenho muita gente pertinho. Para chegar até minha prima ou minha sogra são uns 15km de casa, ou seja, não dá pra ser todo dia. Então eu me vi o dia todo com uma pequena pessoa em casa, querendo brincar o dia inteiro, e ainda tendo que cozinhar, manter a casa minimamente arrumada e com várias ideias para escrever e colocar em prática. E ai, como eu faço?

A primeira coisa que eu fiz foi observar nossos dias como estavam, pra ver o que podia ser melhorado, o que podia ser descartado e o que precisava ficar. Eu não funciono bem com rotinas fixas, então não temos uma, simples assim. É importante definir as prioridades. Não adianta querer abraçar tudo sozinha, porque é estafante demais, além de impossível. Nem sempre a casa vai estar linda, nem sempre vai ter variedade no almoço, nem sempre vamos brincar a tarde toda lá fora e nem sempre vou conseguir sentar pra escrever. Aceitar isso já tira um peso e tanto das costas.

Depois disso, passei a realmente fazer o que eu tinha e queria fazer sempre que possível – e fazer surgir esses momentos possíveis. Ou seja, quando ela dorme e quando está com os meus pais. Nesses momentos eu acabava me distraindo muito e ia procrastinando na internet, ou fazendo coisas em casa que podiam esperar e quando via, lá estava a pequena acordada ou me chamando, e eu ficava sem fazer o que tinha em mente. Decidi que a soneca da tarde é, em primeiro lugar, pra ler e estudar. Quando ela está brincando com os avós, eu escrevo e descanso um pouco. Dependendo da demanda, ela fica com o pai a noite para que eu escreva. E no sono da noite, é o nosso tempo de casal.

Quando passo o dia todo com ela sozinha, intercalo as atividades. Percebi que quando tentava fazer minhas coisas com ela acordada, ela se estressava pelo tempo que eu “me ausentava”. Só que se eu não faço nada, quem se estressa sou eu, rs. Então estamos fazendo assim. Depois do café da manhã a gente sai pra brincar lá fora. Voltamos, faço almoço, ela brinca por perto, comemos juntas; brincamos com algo em casa e depois ela dorme. Aí é o tempo pra mim. Quando ela acorda, lanchamos e eu tento seguir o que estava fazendo, geralmente ela está tranquila quando acorda e brinca sozinha. Depois dou atenção pra ela. E assim vamos, um pouquinho pra mim, um tanto pra ela.

Não tem fórmula mágica, sabe. Não tem dias perfeitos. Mas tem a gente seguindo juntas fazendo o melhor que podemos com o que temos no momento. E está tudo bem assim.

E por aí, como tem sido essa questão?

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12 coisas sobre ela…

… chega na Praça do Por do Sol e deita na grama;

… gosta de ficar debaixo do chuveiro;

… não sei como vai ser no futuro, mas por enquanto é ambidestra;

… “o céu tá bonito” e “linda a lua!” são coisas que ela fala constantemente;

… come uma coisa por vez no prato, não mistura a comida de jeito nenhum;

… adora feijão;

… fala o dia inteiro, principalmente de noite;

… agora gosta de presilhas, tiaras e outras coisas no cabelo;

… gosta que a gente cante pra ela;

… tem tido medo de barulhos;

… já consome lactose sem estragos #todascomemora!

… é muito carinhosa e não despensa um colinho.

Minha menina, minha pequena Agnes. Tem uma personalidade toda dela, adoro ver seu crescimento e desenvolvimento.

Hoje o post foi assim simples, porque ainda estamos em meio a caixas, comendo na casa da minha mãe, resolvendo coisas pelo telefone (mesmo domingo) e tudo mais. Mas ainda firme no propósito de escrever todos os dias durante o mês de agosto. Tô adorando a experiência, espero que vocês também.

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Carta do dia: 2 anos

Filha,

hoje faz 2 anos que você chegou. Dois anos de entrega, de amor, de cansaço, de sono diferente, de respirar fundo e de acolher o que estivesse acontecendo. Dois anos de amamentação, filha! Conseguimos! Chegamos até aqui e continuaremos até quando for a nossa hora de seguir por outros caminhos. 

Em dois anos aconteceu tanta coisa. Uma revolução aqui dentro de mim, em todas as esferas – como filha, como cidadã, como amiga, na minha relação com o seu pai. Foi só quando você chegou que eu me senti adulta de verdade. Não é nem de longe uma vida fácil, mas tenho pensado muito nesse conceito ultimamente (o das coisas fáceis) e já não sei se é isso que quero pra nós. Outra hora eu volto pra falar só desse assunto, prometo. O fato é que tem sido uma delícia. Te ver crescer e ir se tornando uma menina tão esperta, inteligente, linda, curiosa, carinhosa. É tão gostoso te ter aqui pertinho, passar os dias contigo, te ver criando laços e reforçando os vínculos com os seus avós, primos, tias e outras amigas. Você se preocupa quando vê outra pessoa chorando. Ouve com muita atenção o que a gente te diz – o diálogo já é fundamental na nossa relação, espero que isso perdure por toda nossa estrada.  

Você é uma pessoa incrível, filha. Eu tenho um baita orgulho de ser sua mãe e me sinto muito feliz quando penso no presente que é esse nosso encontro, essa nossa vida. É um amor tão forte que eu nem sei. Ou melhor, só sei, nem preciso explicar. 

Obrigada, meu amor. Obrigada por ser você e por ter vindo fazer sua estrada com a gente. 

Para esse seu novo ano, desejo um mar inteiro de saúde, muita alegria, muitas brincadeiras, uma chuva de novas experiências que te façam crescer bem e feliz. Estaremos juntas. 

um abraço bem apertado e um monte de beijos.

com amor,
mamãe.

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1 ano e meio! 

Ontem completamos 1 ano e meio de vida, não é lindo? 

Agnes está bem sapeca e ativa, não para quieta quase nunca. Tem uma curiosidade nata por tudo e por todos. É tímida no começo, quando chega num lugar novo ou quando vê alguém que não convive muito. Só aos poucos vai se soltando pra “conversar” e explorando o lugar. Quando alguém mexe com ela (na rua, no elevador, etc), sabe o que ela faz? Ou me belisca ou puxa meu cabelo. Não faço ideia do que uma coisa tem a ver com a outra, é como se ela não soubesse o que fazer e, na dúvida, sobra pra mim. 😒

Por falar em coisas que eu espero que passem logo, chegou a fase de deitar no chão quando contrariada. Céus! Parece uma mini adolescente, indignada com a vida e com o mundo injusto. E haja paciência e paz de espírito para lidar né. Em alguns momentos, quando ela está brava, eu falo “filha, respira fundo, fica calma”, e respiro fundo pra ela ver. Agora ela aprendeu e quando eu falo, ela franze o nariz e puxa o ar com mais força, hahahaha. Coisa mais FOFA! Outras vezes eu sento no chão e fico esperando/tentando mudar o foco/ou o que der na hora.  E assim vamos indo, um dia de cada vez. 

Não sei se é porque convive pouco com outras crianças, se é dela, se é fase, alinhamento planetário ou coisa que o valha, mas algumas vezes ela belisca ou puxa o cabelo de outras crianças, geralmente quando vai ficando cansada ou se a pessoinha em questão estiver pegando demais nela. Como aprendeu se nunca viu ninguém fazendo, só Deus sabe. O que eu sei é que preciso estar sempre de olho pra ela não sair beliscando todo mundo. Alguém na mesma fase? Alguém pra dizer que passa ou se é melhor colocar numa aula de karate pra canalizar essa energia? São questões 😛 

Por outro lado, também está super carinhosa. Aprendeu a dar beijo na nossa bochecha (antes ela só jogava de longe) e tem achado isso incrível. Abraça, faz carinho, até “penteia” meu cabelo. Nina as bonecas, anda agarrada, leva no carrinho.

Gosta que a gente sente junto com ela pra brincar em casa. Lá fora, o negócio dela é andar, correr, explorar. Até vai num balanço ou coisa assim, mas se puder ficar livre leve e solta, melhor. Brincadeiras com água também são sucesso. 

Está comendo bem, pero no mucho. Tem ignorado solenemente os legumes no prato (e eu continuo colocando todo dia, sim senhora). Come melhor quando ela mesma conduz; eu auxilio, mas ela quer autonomia. Continua apaixonada por arroz e feijão. E ovo! As vezes até pede “ovô!! Ovô!!”. Frutas continuam bem aceitas, amém! 

Tanta coisa… 

To adorando essa fase, muito gostoso de acompanhar uma pessoa se desenvolver. Mesmo sendo cansativo, também é muito bonito. 

e adora tirar selfie! ❤️

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Sobre autonomia e o que escolhemos ver

Então que hoje a Agnes tomou suco no copo, sozinha. Sem derramar. Fiquei toda boba, como sempre fico com essas pequenas conquistas dela. 1 ano e meio e já bebendo sozinha no copo, vê se eu aguento uma fofura dessas!!


Ela está numa fase de conquista pela autonomia total. Quer comer sozinha – com a mão ou com a colher, que ainda não consegue 100%, mas continua tentando. Quer beber no copo – que muitas vezes ela vira na roupa e no chão (ou na cabeça) depois do primeiro gole. Calçar meus sapatos e vestir minhas roupas, tudo sozinha.

E eu deixo, sabe.

Assim como eu tenho deixado riscar as paredes com giz de cera.

Queria era deixar mais coisas, na verdade. Mas pela falta de espaço ou condições, vamos no que dá, por enquanto.

Porque a vida é muita curta para não colorir as paredes brancas.Ou para derramar água no chão, ou para ficar sem fralda em dias quentes, sem pensar em desfralde ou coisas assim, só mesmo para ficar mais leve.

Sei lá. A gente pode focar nossa visão em tudo o que não podemos fazer. Ou em todas as possibilidades que temos. E sim, tem uma lista considerável de coisas que a pequena “não pode” fazer. Mas é tão mais legal voltar o olhar para tudo que podemos explorar juntas. Mão na terra, pés na água, bagunça, lambança, tudo que puder proporcionar mais liberdade. Inclusive subir e descer degraus e outras coisas que torcem o nariz e fazem cara de espanto quando percebem que a gente não só deixa, como incentiva e confia. Ficamos perto, orietamos, mostramos o jeito seguro. Mas deixamos que ela tente, que ela arrisque, que ela encontre seu próprio jeito.

Seguindo o exemplo de descer degraus, geralmente ela senta e aí desce. Ou se é mais baixo, procura algo pra se apoiar, seja uma parede ou a nossa mão. Quem não convive com a gente, quando a vê chegar perto de um desnível, já vai bradando “olha a queda! não vai! vai cair!”. Ela se assusta e aí é que pode despencar. Teve uma queda assim lá na roça, em Minas, que poderia muito bem ter sido evitada se a pessoa em questão não tivesse gritado e se assutado. Geralmente a gente explica que reagir assim só faz com que ela se assuste, reforça o lado ruim que pode vir a acontecer, e não o lado positivo dela estar conseguindo fazer algo por si mesma.

Muitas vezes a gente quer a praticidade pra nossa vida adulta. E aí, pensando apenas em conseguir realizar as nossas atividades, vamos soltando “nãos” aos montes, sendo que muitas vezes cabe um sim ali sem problema nenhum. E que esse sim pode, inclusive, render minutos pra gente fazer o que precisa, com o adicional plus de proporcionar mais momentos para os pequenos. Ou o adicional seria os minutos que temos pra lavar a louça ou checar os e-mails, porque o principal é o ganho que eles têm, tanto faz.

Na verdade, é tudo uma questão de ajustar o olhar. Escolher olhar o lado mais divertido e mais leve, ao invés de só pensar na bagunça. Nem sempre é fácil, nem sempre é automático, mas seguimos tentando. O caminho é longo e diário. O importante, pelo menos pra mim, é estar atento e presente. O resto vai se ajeitando no caminho.

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Sobre 2015, eu agradeço.

Chegamos ao último dia de 2015. Que ano, hein, minha gente? Ano intenso, ano estranho, ano doidão. Sabemos bem que não foi fácil, em nenhum aspecto. Mesmo com todos os apesares, não quero me prender e só ficar falando do que foi ruim. Até já elenquei minhas vitórias pessoais desses últimos 12 meses.

Não sei se é porque estou viajando, se é o clima de despedida que essa época traz, ou se simplesmente os ventos mudaram. Sei que estou começando a sentir uma animação e até uma esperança pelo que está por vir. Não faço ideia do que seja, na verdade. Estamos fazendo alguns poucos planos, como de costume, mas a graça está em justamente não definir nada de forma tão abrupta. Há espaço para surpresas e reviravoltas.

Meu maior aprendizado desse 2015, com certeza, foi exercer o ato de agradecer. Agradecer pelo que tenho, pelo que sou, pelos que estão ao meu lado. A gratidão opera milagres, constatei. Parar de só reclamar, de só olhar pro que vai mal, de só ouvir quem só sabe reclamar. É difícil e um exercício diário, mas tem valido muito a pena. Em algum momento desse ano tão cheio de perdas e caos, eu vislumbrei pequenas coisas que faziam parte da cena e que eram boas. Me apagava e elas e agradecia. Nada é só ruim. Mesmo quando as coisas davam um nó, sem mais nem menos, arranjávamos um jeito de seguir em frente. Mesmo que fosse preciso ajuda mútua e água gelada. E sabe o que aprendi também? Nem sempre a gente precisa entender tudo. Essa coisa de controle é de endoidecer mesmo. Se seguirmos com um passo de cada vez, devagar, e dando conta só do hoje, o amanhã acaba chegando. E ele pode surpreender.

Eu me surpreendi quando constatei que, mesmo tendo duvidado em tantos dias, encontrei minha tão sonhada leveza. A essa altura do campeonato todo mundo já deve saber que esse era o meu desejo para 2015. Só que teve um detalhe, que só percebi com algum atraso. Eu não havia pedido um ano leve. Eu havia pedido para saber ser leve. Então hoje, dia 31 de dezembro, olhando pra tudo que esse ano foi, não espanta que o que veio na sequência foram acontecimentos de muito peso. Teve muita dúvida, alguma angústia, lágrimas, brigas, perdas, vontade de fugir e outros pequenos desesperos. Eu não sei fazer diferente se for encarando e olhando bem lá no fundo dos olhos do quer que esteja me afligindo – e assim foi com esses fantasmas todos também. Olhei tanto que devo ter perdido o medo. Quando parei de lutar contra, absorvi algumas coisas e descartei outras muitas, ela veio. Eu senti. Estive leve. E foi incrível.

A grande sacada é mesmo saber deixar pelo caminho ou devolver a quem pertence os pesos que insistimos em carregar. Às vezes ainda não sei como consegui, só sei que está dando certo. Está dando, porque não acabou, né. Para uma pessoa que passou a maior parte da vida sendo esponja e pegando tanta energia, o exercício é diário, é contínuo, é sempre. Consegui começar essa busca, e o caminho é longo. Só sei que a maternidade tem papel fundamental na coisa toda, pra mim. A companhia da minha pequena e cuidar dela da forma como acredito me fazem ter coragem para enfrentar outros mundos. Talvez isso seja assunto para outras conversas, vou tentar escrever mais sobre esses meus processos. É um desejo de ano novo.

Por hora, vou continuar curtindo a viagem e a família. Sim, encaramos a viagem de carro pro nordeste e foi maravilhoso. Agora já estamos em Minas, com outros parentes. Quando eu voltar pra casa, conto a experiência toda.

Para 2016, eu desejo que consigamos estar presentes para viver o que o ano trouxer. E também para mudar o que não estiver fazendo sentido. Muita saúde, muito amor, muitos abraços, beijos, amigos, família, encontros, e disposição.

Sigamos juntos. ❤

 

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Aventura em família: os planos

Então é isso. Decidimos, não sei como, viajar de carro em família pro nordeste. Estamos indo, no fim da semana que vem, passar o Natal com o meu irmão e sua família. De São Paulo a Aracaju. Cinco pessoas dentro do mesmo carro, sendo uma bebê serelepe de 1 ano e 5 meses. Mais de dois mil quilômetros de convivência intensa e calor igualmente grande.

Não sei se é o espírito natalino ou algo que ainda não nomeei, só sei que nem estou tão apavorada assim, hahaha. Tenho meus receios, óbvio, mas estou até animada com essa aventura em família.

Na verdade, acho que sei. A coragem só surgiu porque as coisas melhoraram bastante desde que mudamos a cadeirinha do carro. Agora que ela anda virada pra frente, tudo está mais tranquilo. Eu demorei pra mudar, ficava sempre enrolando, até que um dia ela simplesmente não coube MESMO virada pra trás, então o jeito foi arrumar uma cadeirinha em tempo recorde (obrigada, prima, pela graça alcançada). No primeiro dia, estava apenas nós 3 (eu, ela e marido) e – pasmem! – fui no banco da frente com ele, e ela até dormiu atrás, sozinha. Explicando: sim, durante 1 ano e 3 meses eu andei no banco traseiro, mesmo não tendo ninguém no da frente. Ou seja, foi um milagre quando fizemos o trajeto daqui de casa até o shopping sem choro, com soninho e tudo. O tempo, amigas, ele passa. Claro que nem sempre é só essa calmaria, não se iludam. Ainda há reclamações e lágrimas algumas vezes. Mas melhorou muito e ficamos todos muito felizes com isso.

Com isso, decidimos arriscar a empreitada. Já fizemos essa viagem outras vezes, conhecemos o caminho. Normalmente, são quase 30 horas de viagem, mais ou menos. Não sei como será dessa vez, porque estamos nos preparando para um ritmo mais lento, por causa da pequena. Paradas mais longas, mais frequentes. Menos pressa. Mais estrutura. Sabemos que iremos fazer uma parada em alguma pousada para dormir, o que é ótimo pra todo mundo.

O que tem tomado conta dos meus planos são os lanches. Tô pensando em várias coisinhas pra levar, que sejam fáceis de transportar e não (muito) perecíveis. Ainda mais porque agora ela está com restrição a leite e derivados de novo, então preciso garantir. Sem contar que nunca sabemos direito o estado dos pontos de parada estrada afora, né. O que pensei até agora foi:

-Sucos naturais, que faremos aqui e levaremos congelados em bolsa térmica (já fizemos assim uma vez e foi sucesso);
-Bolo de banana com aveia e torta de frango (esses serão mais pro primeiro dia, porque depois podem estragar com o calor);
-Bolacha de arroz;
-Biscoito de polvilho;
-Algumas frutas (maçã, pêra…);
-cookies e bolachinhas salgadas de marca “limpa”.

Se alguém tiver mais alguma ideia ou sugestão, estou aceitando.

E uma amiga também me lembrou de preparar algumas atividades e brinquedinhos para distrair.

Ideias:
-Copo de requeijão com um furo na tampa + palitinho de pirulito para ela ir encaixando;
-Livrinhos;
-Garrafinhas sensoriais.
Além de músicas, claro.

Também aceito mais sugestões.

Com tudo isso, muita fé e vontade de fazer dar certo, com certeza teremos várias histórias para contar em janeiro. Torçam por nós!

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Tá tudo bem.

 

Oi, gente. Tudo bem com vocês? Por aqui está tudo bem.

Semana passada Cleber ficou muito gripado. Foi uma semana inteira com o corpo ruim, nariz ruim, garganta ruim, enfim, aquelas coisas de gripe mesmo. Deu até íngua no pescoço (e quase achamos que era cachumba, rs). Os dias foram passando e ele foi começando a melhorar.

Segunda-feira a Agnes teve retorno no pediatra. Rotina mesmo, tudo bem. Saindo de lá, passamos no posto de saúde para atualizar as vacinas, que já estavam há mais de 1 mês atrasadas. Teve aquela de tétano, que é péssima. A noite ela ficou com muita dor na perninha, mal conseguia andar. Chorou, chorou, chorou. Durante a noite, mal dormiu. Mal dormimos. Febre, dor e mais choro… Dia seguinte, mesma coisa. Teve febre o dia todo, tive que medicar, ficou prostradinha, sem comer. Nunca tinha ficado assim com nenhuma vacina.

Para completar, caí gripada também. E também não sei qual foi a última vez que me abati desse jeito. Na terça, já com os primeiros sintomas, segui cuidando da pequena normalmente, porque ela era prioridade absoluta, claro. Ontem ela acordou ótima, graças a Deus. A noite foi bem melhor, sem febres, brincando, que maravilha. Acho que quando meu corpo viu que ela estava bem, aproveitou a oportunidade e pediu arrego. Fiquei frava o dia todo, dor no corpo e não conseguia fixar a visão em nada direito. Até pra comer cansava.

A noite Agnes teve febre de novo. 39,2. Acordou bem hoje.
Eu estou um tico melhor, pelo menos estou conseguindo escrever aqui, já é um avanço. Agora Cleber saiu com ela pra eu descansar um pouquinho.

Semana que vem temos viagem em família pro nordeste, de carro. Ainda tenho coisas pra comprar e arrumar. Mas nisso eu só vou pensar depois que me restabelecer, agora preciso descansar.

Mas ó, tá tudo bem. Estamos bem. Né?

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