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4 meses de Liz

Segunda filha os posts de mêsversário vem um ‘cadim atrasados. Estamos na metade já, mas vamos que vamos que todo dia tem uma novidade com esses nenéns!

Quatro meses de baby Liz no mundão e eu sigo apaixonaaaada por ela.
Tá pesadinha, a pessoa. As consultas estão meio desencontradas de quando ela completa o mês, mas enfim. Com menos de 4 meses ela já estava com 7,235kg e 62cm. E já cresceu mai. Ou seja. Haja braço. E haja roupa, porque perde muitooo rápido. Essa é a hora em que agradeço não ter feito enxoval enorme até 1 ano. Comprei o básico do básico e vou adquirindo mais conforme precisa. Tem sido muito bom, porque não perde muita roupinha sem usar e o que tem está sendo muito bem aproveitado também.

A parte não tão boa foi que ela teve impetigo há umas duas semanas.
Começou com uma picadinha de mosquito, eu acho. E inflamou, cresceu. Pensei que ela tivesse alergia a picada, sei lá. Não fiz nada, só observei. Uns dois dias depois, outras bolinhas apareceram, como picadas também. Até que surgiu uma bolha no bracinho, perto do pulso. Aí eu soube que não era só picada, porque aquilo não era uma, definitivamente. Consegui encaixe no pediatra no mesmo dia, graças a Deus, e ele passou a receita do antibiótico e da pomada. Resolveu só com a pomada, ainda bem.

A parte linda demais é que ela aprendeu a virar de bruços e tem praticado com afinco desde então. De vez em quando já desvira, dependendo de como ela estiver. E se movimenta um pouco no estilo minhocando, como diz a Agnes, hahaha.
Pega tudo que vê, já tira meus óculos, agarra as coisas e se eu deixar ou der mole, lá está uma mãozinha redonda tentando colocar a mão dentro do nosso copo. E pula! A gente a segura em pé e ela meeexe essas perninhas, muito animada! – é tão bonitinho de ver, gente! Isso quer dizer que ela ainda é uma pessoinha bem tranquila, na maior parte do tempo, mas tem descoberto mais do mundo e está animada com isso, rs.
Se passamos o dia fora de casa, quando chega o fim da tarde/começo da noite, aí ela reclama. Choraminga, só quer o meu colo, as vezes chora. E é curioso, porque quando anoitece, ela não quer mais ficar sozinha. Prefere o colo, ou que fiquemos com ela muito perto. Durante o dia é mais de boas.

Mãozinha na boca o tempo inteiro também. Às vezes, só um dedo. Às vezes, todos, hahah. Já ri com barulhinho, mas ainda não é gargalhada. Coisa mais fofa dessa vida. E é apaixonaaada pela Agnes. Das coisas que eu mais amo: o carinho que ela faz quando a gente aproxima o rosto dela. Ela fica olhando, estica as mãozinhas e fica pegando, sentindo… não tem como não parar um pouquinho e só aproveitar esse momento, sabe? É bom demais.

Tem sido uma delícia ser mãe dela! Tô feliz que ela esteja aqui com a gente!

 

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5 ANOS!!!

São Paulo, 15 de julho de 2019

Agnes,

hoje você completa 5 anos de vida, meu amor. E você está radiante com isso. Falou dessa data por meses, eu acho. Contou nos dedos os dias que faltavam. Muito bonito de ver a alegria brilhando em seus olhinhos por estar comemorando 5 anos hoje.

Tem uma coisa fofa que eu descobri: você achava que aniversário era mais sobre o parabéns do que sobre o dia específico. Como tem sempre um bolinho, mesmo que seja comprado de padaria e sem nenhuma firula além do parabéns, você associou aniversário a cantar parabéns. Por isso, quando te contei, em junho, que dia 23 era o aniversário do vovô, você perguntou: eu posso ir, mamãe? Já sabendo que a reposta óbvia e clara seria sim, mas o prazer de ouvir era maior que tudo, rs. Aí te expliquei que aniversário é quando celebramos o dia em que a pessoa nasceu, mesmo que não tenha festa (rs). Esse ano, por exemplo, a sua festa será dia 21, já que o seu aniversário caiu numa segunda e eu não quis comemorar antes. Ficou pro domingo seguinte. Você entendeu e já amou esse conceito. Mas pediu café na cama no seu dia. Justo e atendido com muito amor. Tem sido incrível te ver sendo irmã mais velha, aliás. Preciso te dizer isso. Caramba, filha! Quanta mudança aconteceu em um ano! Na sua festa de 4 anos, a exatamente 1 ano atrás, eu descobria que estava grávida. De lá pra cá foi mudança atrás de mudança. Seu pai no emprego novo, nossa família sempre se reestruturando, sua formatura no CEI, início das aulas em um escola, depois troca de escola, nascimento da Liz, mudança de apartamento, um quarto só pra você, seu primeiro corte de cabelo. Sinceramente, não sei se lidei bem com todas elas, provavelmente não. Peço desculpas pelos possíveis transtornos, mas a essa altura da vida, enquanto lê essa carta, espero que você já saiba que o movimento de transformação é combustível importante pra mim, eu me jogo mesmo. Dá uma bagunçada geral na sala e na vida, mas é um processo que aprendi a amar, mesmo. Vale cada minuto de terapia que você faz, acredite, rs.

Você está linda, filha. É sabido que não devemos elogiar apenas a beleza das pessoas, mas a lindeza a qual me refiro a você é integral. Você é uma pessoa linda. Delicada e forte na mesma medida. Quer dizer, na verdade a delicadeza também é uma força, mas eu quis dizer mais sobre energia mesmo: de força de ação e de gestos sutis. Inteligente, generosa, acolhedora, esperta, criativa. Amo seu sorriso, seu cabelo, seu olhar. Amo suas carinhas, amo suas palhaçadas, seu carinho, seu cuidado e sua fala. Minha pequena artista, mestra do meu caminho que tenho uma honra imensa de ser mãe. Parir você naquela madrugada fria de 2014 foi a maior revolução da minha vida. É uma força absurda que me assustou no início, mas você é muito boa em me mostrar que ela é nossa. E mesmo assim isso é apenas uma parte da história, da sua história. Conto aqui o meu ponto de vista, mas ainda existe uma vastidão, filha. Nós somos imensos. Acesse quando quiser. Se aproprie do que é seu.

Você me diz coisas maravilhosas, e principalmente agora nos últimos dias… Eu ouço como se estivesse ouvindo uma lição importante do caminhar, porque é. Até anoto com data e contexto pra não esquecer. Gratidão por isso e por tanto mais que somos juntas.

Minha menina.

Hoje eu só agradeço, agradeço, agradeço.
Pela sua vida.
Por ser você.

Um beijo enorme,
mamãe.

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3 meses de Liz

Dá pra acreditar, gente?
Minha pituquinha fez 3 meses dia 29/06 e eu tô é boba com esse tempo e com o desenvolvimento dos bebês.

Mal nascem e já estão aí virando de lado, olhando as mãozinhas com curiosidade, tocando os pés, segurando coisinhas e “conversando” em suas próprias línguas. Não é impressionante?

Tá a coisa mais fofa dessa vida, somos apaixonados por ela.

Liz é tranquila.
É meio complicado de explicar. Não é tranquila o sentido de mansa, calminha. Ela tem uma puta energia, mas é tranquila. Será que dá pra entender? rs

Quando chora, chora alto; e se perde o timing, ou seja, se demoramos pra atender por algum motivo, aí chooora por mais tempo. Mas isso é de vez em quando. Em geral ela é tranquila mesmo. Sorri feliz pra gente, é vidrada na Agnes, se estica toda pra ver a gente passando, fica de boas na dela no carrinho, na cama, no colo. Aliás, as vezes ela quer cama ao invés de colo. E tem dormido bem no berço. Eu, hein, nunca pensei que ia falar isso de uma filha minha. Justo eu, que crio só no colo, colocando mal costume desde o primeiro dia, aí vem a pessoinha e PÁ!, curte ficar esparramada no colchão. Hahahahaha. Mas né, não sou eu que vou reclamar.

Está pesando 7,235 kg e medindo 62cm. Registro aqui porque o blog é quase um diário, gosto da ideia de voltar aqui depois e lembrar essas coisinhas.

No mais é isso.

Tenho mil posts pra escrever, mas não está rolando no meu tempo desejado, então esperemos, né, rs.

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Cama na sala

É isso mesmo. No feriado que teve semana passada, dia 20/06, dormimos todos na sala.
Cleber chegou do trabalho as onze da noite e colocou nosso colchão de casal na sala, ao lado do colchão de solteiro da Agnes, que já estava ali. Ela estava esperando por isso, animada. Quando arrumamos tudo, ela era pura felicidade. Corria pela casa, ria, dizia que estava muito feliz. “Eu tô tão feliz que a gente vai dormir na sala, mamãe! Eu tô tão feliiiz!!!” e corria, e ria mais.

“Esse era o meu sonho, mamãe. Meu sonho foi realizado”

Gente, que emoção. Juro que eu quase chorei. Que coisa mais bonita de ver uma pessoa genuinamente feliz. E foi tão simples, sabe. Dormimos na sala da nossa casa. Cleber, Agnes, Liz e eu. Não gastamos um centavo, não precisamos arquitetar nada. Estava tudo pronto e dado, a nós coube apenas acertar o ponto de vista e arrastar um pouco a mesa da sala. Lá estava. Nosso acampamento particular. Nossa diversão.

Ouvir a Agnes falando em sonho realizado foi um quentinho no coração muito gostoso. Quando é que ficamos tão felizes assim? Quando é que nos permitimos sair correndo de alegria comemorando algo que queríamos muito? Quando é que colocamos os sonhos tão longe de nós, que complicamos as coisas? Quero me lembrar disso. Quero aprender com ela. A pedir o que quero. A esperar pelo dia com entusiasmo e alguma ansiedade. A festejar a conquista. A querer o que o meu coração pede – e que tantas e tantas vezes é muito mais simples do que parece, mas que tem uma força imensa que acende o farol interno e ilumina tudo até chegar aos olhos.

Confesso que dormi melhor que muitas noites, acho que mudar o visual por uma noite ajudou a relaxar, foi ótimo. Além do mais, realizar sonhos me deu uma leveza danada. E sonho de filha é sonho de mãe também. Descobri esses dias.

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O fogo e a baleia

Meu primeiro puerpério foi punk.

Lembro de falar pro Cleber que eu não queria ter outro filho porque não queria passar por essa fase de novo. Forte.

Eram muitas sombras e as vozes da minha mente não me animavam muito. Apesar de eu estar realizando um sonho de uma vida, com uma bebê saudável e linda nos braços, tendo tido parto natural e estar tudo bem na amamentação, eu não estava muito bem. E era difícil admitir isso. Nem todo mundo quer ouvir sobre essas coisas.

Quatro longos anos se passaram e eu ainda não cogitava engravidar de novo. A Liz teve que esperar um bocado, e mesmo assim chegou de mansinho dentro de mim. Passei a gravidez sem saber direito como seria dar conta de duas, emocionalmente falando. Mas não fiz nenhum plano, eu teria que esperar pra ver.

E ela chegou.

Parece que junto dela nasceu um amor transcendental, de tão grande. Acho que não estava preparada pra isso, mas que bom que foi assim. A melhor surpresa da vida, sem dúvidas. E a melhor parte dessa história, se é que tem só uma: estou vivendo um puerpério muito mais leve. Todo o caminho percorrido até aqui, não ter jogado nada pra baixo do tapete mas sim descartado os excessos, ter buscado equilíbrio e serenidade foi maravilhoso.

Tem sido incrível olhar pra vida com mais amor com duas mestras tão generosas.

A Agnes é o fogo que iluminou e transmutou o caminho que me levou pro fundo do mar. A Liz é força profunda e tranquila de uma baleia que me diz que é seguro e muito bom viver nas profundezas. É o nosso lugar. E eu amo que seja exatamente assim.

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Irmã mais velha, uma construção

Esse post está iniciado nos rascunhos desde que a Liz completou 2 meses. Pois bem, já comemoramos o quarto mêsversário e ainda não escrevi, rs.

Talvez seja uma questão de título. Pensando melhor sobre o que eu ia dizer, cheguei a conclusão de que não é exatamente “Irmã mais velha, uma construção”, e sim: pais de duas, uma construção. Porque as questões que tem aparecido por aqui são muito mais desse âmbito do que da Agnes propriamente dita.

A pergunta que eu mais ouço é: e aí, Má, a Agnes está com muito ciúme?
E a minha resposta é uma só: ela sentiu a chegada da irmã, sim. Ficou mais sensível, sim. Mas isso está muito mais direcionado para o Cleber e pra mim do que para a Liz, exatamente.

Com a Liz ela é amor, brincadeira, encantamento. Apaixonada por essa neném que chegou. Quando ela chegou na Casa Angela para nos ver, umas cinco horas depois do nascimento da irmã, Cleber e eu estávamos preparados para dar colo pra ela, mimar, aconchegar. Estávamos com saudade da Agnes. E qual foi a cena que aconteceu? A Liz estava dormindo no bercinho. Ela entrou e mal olhou pra nossa cara, foi direto lá pra ver o “pacotinho de neném”, e ainda quis saber por que ela não estava no meu colo, quase que levei uma bronca, hahahaha. Naquele dia ela já segurou a irmãzinha, passou a tarde inteira lá com a gente, brincou, esteve junto, foi muito gostoso.

Logo ela assimilou que aquela pessoinha precisava de mais atenção para tudo. E quando eu ia trocar, dar banho, essas coisas operacionais, ela entendia. O que não fez muito sentido, por assim dizer, foi a questão: por que  mamãe não está mais ao meu lado todo o tempo? Isso na minha interpretação, né. Ela ficou mais chorosa, ainda me queria perto na hora de dormir e não aceitava o pai, quis vestir as roupas da bebê. Mas sempre carinhosa com a Liz, sempre conversando e dando beijinho. Até que um dia ela falou: eu acho que vocês dão mais atenção pra ela do que pra mim. E lá vamos nós explicar, de novo, pela centésima vez, que a atenção chega diferente pra elas por conta da idade, que ela também já foi desse tamanhozinho, que era uma fase. Depois tivemos os dias em que validei o sentimento dela: “filha, você está com ciúme? Tudo bem sentir isso, eu te entendo” e seguiam os discursos todos de novo.

Não é que tenha sido uma surpresa, sabe. Cleber e eu conhecemos bem a nossa filha. Sabíamos que essas coisas estavam por vir. Acho que está sendo até melhorzinho do que pensamos. Existe também o fato de que num período de 03 meses aconteceram muitas coisa: nos mudamos de apartamento, ela ganhou uma quarto só pra si (no anterior era um quarto só, dormíamos todos juntos, então ainda teve essa adaptação: dormir no próprio quarto. Sim, ela ainda vem ora nossa cama e isso é normal). Além disso, começou uma escola nova com muito mais alunos, e daí veio a greve e tinha aula alguns poucos dias da semana. Aí pedimos sua transferência para uma escola mais perto de casa achando que demoraria meses, por motivo de: escola pública fila imprevisível, e a vaga saiu bem rápido. Ela começou na escola nova, de novo, 2 dias antes da Liz nascer. E o Cleber trabalhando fora numa escala 12×36 (dia sim, dia não). Ou seja. Só de escrever isso aqui agora já cansei e tive vontade de chorar, imagina ela, né? Foi uma mudança substancial no modo como ela vivia, em pouquíssimo tempo. Muito natural que tenha choro, sensibilidade, vontade de grudar na mãe.

Por falar em grudar na mãe, me lembro que já no fim da gestação eu não deitava mais com ela pra dormir, por conta da minha barriga, preferia ficar sentada. Aí veio o pós parto e ais repouso. E a Liz no colo o tempo todo. Um dia eu consegui deixar a neném no carrinho e deitei com ela pra fazê-la dormir. E ela disse: mamããee, você já pode deitar comigo! Tô tão feliiz!! A gente se abraçou  e aproveitou esse momento.

Mas claro que eu também chorei.

Não é mesmo fácil. Durante o primeiro mês e parte do segundo eu a fiz dormir com a Liz no colo. Tinha dias que era eu entrar no quarto e a Liz chorava muito, não se acalmava de nenhum jeito. Aí eu precisava sair do quarto, acalmar, andar pela casa, ligar chuveiro, ficar na bola. Acalmava. Voltava pro quarto e tudo de novo. Bagunçou bastante o horário do sono da Agnes. Não rolou isso de “manter a rotina dela igual”. Pois se nada mais era igual, como querer que os horários ficassem, né? Só teve umas duas vezes que ela disse, nesses momentos de choro a noite “queria que a Liz voltasse pra sua barriga”, hahaha. Quase que eu respondo: eu também, filha. Tem que rir pra não desesperar. Mas é porque a Agnes não curte muito barulho mesmo. Com certeza a hora do sono foi a que mais sentimos aqui.

O desafio é continuar brincando com ela. Puerpério é caverninha. E por mais que este esteja mais suave e iluminado, ainda é tempo de conexão máxima com o recém nascido, né. Eu não tenho mais o mesmo pique e a mesma vontade de sentar no chão pra brincar, inventar historinhas, ser didática e lúdica o tempo todo. Por um lado é bom porque ela tem aprendido a brincar sozinha de faz de conta, com os bichinhos e bonecas. Por outro lado, sim, é claro que tem momentos  que ela quer brincar especificamente comigo e eu não tô a fim. Estamos aprendendo a ceder, a respeitar nossos limites, a lidar com esses desconfortos… um dia de cada vez, aquele lema máximo das fases mais complicadinhas.

Todo mundo fala que quando nasce um bebê o mais velho cresce e é muito verdade. Impressionante. A Agnes cresceu, literalmente. Perdeu roupas, o cabelo cresceu, até engordou um pouquinho. Ver isso diretamente de dentro do pós parto ampliou tudo. Mas aí a gente fica achando que na cabecinha deles o crescimento foi ainda maior e, bem, não é assim, haha. Ela continua sendo uma criança de cinco anos (quatro quando a irmã chegou), mas não raro eu preciso voltar a me lembrar disso e dizer a mim mesma que cinco não é oito, rs. Espero que não esteja sendo tão traumático pra ela, rs.

Agora, a Liz com quatro meses, tá muuuito bonitinho de ver as duas brincando. A Liz é enlouquecida pela Agnes. Ela passa e a Liz fica vidrada. As vezes já começa a rir, e a Agnes nem tinha falado com ela, hahaha. E faz umas semanas que a Agnes descobriu que quando a Liz chora no carrinho, por exemplo, se ela começa a pular, a Liz para pra ficar olhando. Isso virou a sensação, haha. E a mãe faz o que? Agradece, né, manas. Que é bom demais ver essa interação das duas? É sim. Mas ter alguém pra distrair a bebê com disposição é bãããããooo demais da conta. Hahahah. Ter uma mais velha dá uma outra leveza pra maternagem, tô achando surreal.

Existem os desafios, existe a fase de adaptação de todos nós, existe um desconforto natural que as mudanças trazem. Mas ainda continuo enxergando o saldo muito positivo. Amo olhar a gente na sala de casa numa manhã de sábado, todo mundo de preguiça. Ou indo pro parque andar na grama, ou até na correria pra chegar a tempo na escola. Essa fase é intensa mas está deixando boas lembranças. Vou gostar de ter essas memórias quando o tempo passar.

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Liz – 2 meses

Nossa amada Liz fez 2 meses no dia 29 de maio.

Eu confesso que estou abismada com o tanto de amor que cabe num coração de mãe.

Ok. Na verdade, eu não tinha tanto aquela dúvida de “será que dá pra amar os dois, ou o segundo filho como o primeiro?”. Sei lá, eu sentia que ia rolar, com certeza. Minha dúvida sempre foi em relação à minha relação com a Agnes, na verdade, como é que seria afetada com a chegada de um baby – e sobre isso tem post sendo preparado já, com as vivências desses primeiros momentos. Mas enfim. Voltando ao amor pela Liz. É enorme, gente. Muito, muito grande mesmo, daqueles que não dá muito pra explicar, sabe assim?

Ela está uma fofura só.
Dá sorrisinhos muuito lindos e tem uma covinha de um lado só, perto da boca.
É uma neném muito tranquila, de modo geral. Sossegada, não costuma chorar muito, fica de boas no carrinho e na cama. Algo impensável na minha primeira experiência, aliás. Mas né, cada um é cada um real oficial. Mas tem seus momentos de choro, claro. Geralmente a noite, quando passa do limite do cansaço do dia. Ou outra coisa, sei lá. Não tem um padrão específico, haha. Aí é colo, ninar, ruído branco, bola e o implacável barulho do chuveiro. Muitas vezes é só assim que ela se acalma.

Algumas vezes já dormiu sem mamar, outra surpresa dessa segundinha.

Ela ama olhar pra Agnes! Fica olhando com aqueles olhinhos de admiração, coisa mais linda de ver. E dá muitos sorrisos pra ela. Eu e Cleber também ganhamos vários sorrisos, aliás. Sei lá, é muito doido, porque quando eu vejo o jeito que ela olha pra gente, me vem muito forte uma sensação de que ela tá adorando ter chegado aqui, finalmente. Estou escrevendo para não esquecer, inclusive. Essas percepções são tão legais, e dizem tanto de nós. É bom poder registrar isso assim, livre, como tem vindo.

Baby Liz também adora tomar banho. Já foi nas 3 modalidades: banheira, balde e chuveiro – esse último acontece quase que dia-sim dia-não. E quando a viramos de costas na banheira ela já mexe tanto as pernas que parece impulso, vê se pode! Rs

Muito gostoso esse processo de ir conhecendo um bebê, né? Eu adoro.

Agora vamos de fotos, porque tá demais essa carinha fofilda!
(fotos “de trás pra frente”: a primeira é do dia seguinte aos 2 meses, a última era bem pertinho de 1)

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Só mais um dia

Segunda-feira, 29 de abril de 2019.

Hoje a Agnes não foi pra escola, simplesmente não deu para sairmos de casa. Não tinha almoço na hora certa, e nem depois disso. O macarrão já pronto que iria salvar a refeição estragou e não havia nada mais pronto pra comer, nem eu conseguia chegar perto da cozinha para improvisar qualquer coisa.

No dia em que completou um mês, Liz acordou com muita saudade da barriga, aparentemente. Só peito e colo dava jeito. E mesmo assim chorava. Quando não chorava, reclamava. Sono leve, irritada, sem muito espaço para fofuras. Demanda nível hard.

Eu só consegui fazer uma vitamina e cortar uma fruta quase quatro da tarde. Agnes, que tem pedido tanto pra faltar na escola, até disse que queria ter ido, por perceber que estava intenso por aqui. “Não deu, filha. Hoje a mamãe deixou você em casa porque a demanda mudou e, pra não sair correndo atrasada estressada, resolvi te deixar em casa pra gente ficar juntinha e entrar em outro ritmo, porque a Liz precisa de mais colo hoje”. Vimos muitos desenhos, fomos comendo quando dava e a bola de pilates me salvou de choros infinitos, mas quando chegou a noite eu não aguentava mais aquele balanço.

Quatro e meia minha mãe chegou. Liguei pedindo pra ela vir direto pra cá quando chegasse do trabalho. Deus abençoe as avós e toda rede de apoio que existe nesse mundo. Ela trouxe pão, fez janta, brincou com a Agnes, lavou a louça.

O cansaço físico é grande. O braço dói de segurar e ninar essa pequena bolinha o dia inteiro. Senti tontura de manhã, mas fui percebendo que estava começando a me estressar e relaxei. A melhor decisão foi ter ficado em casa mesmo. Suspende o dia e abre uma janela pra viver o “tempo fora do tempo”. É outro ritmo, outra vibe, totalmente. Aí relaxei. Ainda bem que consegui tomar banho numa pequenina brecha logo no início da tarde, isso também ajudou muito.

Hoje eu prefiro ser a mãe com a cabeça no lugar do que a mãe que quer dar conta de tudo.

Ninguém precisa dar conta de tudo.

Hoje foi assim. E quando chegou a noite, só nós três em casa de novo, mesmo com duas pra fazer dormir, ninar uma e fazer carinho na outra; balançar e contar história; deitar em silêncio e só esperar o sono chegar. Mesmo quando eu queria silêncio profundo e deitar sozinha na cama pra dormir por doze horas, eu sabia que ia passar. É só um dia em nossas vidas. Amanhã pode até ter choro e tudo de novo, mas é isso, vai ser outro dia. Fiquemos no hoje, por enquanto. Uma coisa de cada vez.

Não é preciso dar conta de sustentar tudo em funcionamento o tempo inteiro mesmo. Basta viver o que está sendo pedido, da forma que conseguir e puder. Não tem atalho nessa coisa de vida. Que eu me lembre disso pra seguir adiante, pois tudo é caminho e o andar importa mais que o destino.

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1 mês de Liz

1 mês que ela chegou.

Das profundezas do mar, com todo mistério, força e entrega que essa imagem representa e é, chegou a nossa amada baleia. Com uma presença linda, cheia de amor.

Foi mais de uma vez que Cleber e eu conversamos e compartilhamos do sentimento que veio igual pra nós dois: parece que faz muito tempo que ela chegou pra nós. A gente cuida dela com uma intimidade de anos. Ela se aninha em nosso colo e dorme, e olha em nossos olhos, como quem reconhece exatamente quem somos. Olha pra Agnes e é como ver um reencontro de almas – e ela se lembra.

Que coisa linda é contemplar a chegada dessas pessoinhas neste planeta. Eu só agradeço.

Essa foto aí em cima é de uns 10 dias atrás e é incrível como ela já mudou e cresceu. Todo dia os traços, os jeitinhos e as dobrinhas vão ganhando novas formas, rs.

Ela dá aqueles sorrisos involuntários de neném desde o primeiro dia. Hoje ela acordou e sorriu grande pra mim e eu achei que nem é mais tão involuntário assim. Coisa de mãe, né!

Edição: na consulta com o pediatra, com 1 mês e 3 dias, eis as medidas da pessoa. Tamanho: 55cm. Peso: 4,970kg. É uma baleinha muito da fofa, não podemos negar! 😍

Sei que tem sido dias de alegria, cansaço e reconhecimento. Esse puerpério está beeem diferente do primeiro e eu tô gostando de viver essa experiência. Mas isso eu conto melhor num texto a parte. Por enquanto, fica aqui alguns registros desse primeiro mês.

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A chegada da Liz – relato de parto

escrevi sobre o momento exato do nosso nascimento aqui, neste link.

escrevi sobre “o antes” aqui, neste link.

*

Quinta-feira, 28 de março de 2019

Eram quase nove da noite quando a Vanessa, doula, foi embora. Eu tinha vontade de ficar quieta, descansar. Estava com um sentimento diferente no peito. Eu sabia que estava muito perto da Liz chegar, mas ainda guardava isso comigo. Não sabia se podia ser na manhã seguinte ou dali uns dois dias, mas sabia que estava perto. Fiquei sozinha em casa com a Agnes. Coloquei um filminho pra gente ver deitada na minha cama, porque era a única forma que eu conseguiria dar atenção pra ela e talvez fazê-la dormir. Assistimos um pouco, mas as cólicas começaram a me incomodar. Não eram apenas coliquinhas, mais. Eram contrações mesmo, doloridas. Fiquei com ela o tanto que deu, e ela já havia notado que “a mamãe está com a dor que vem e vai”, mas em algum momento achei melhor começar a marcar as contrações no aplicativo. Mandei mensagem pro Cleber, que estava quase saindo do trabalho, e disse que o queria aqui, que estava começando. E adivinha só, ele me disse que viria rápido, sim, mas que tinha passado a tarde toda com mal estar e estava com dor de barriga. Eita nois. Lá fomos nós viver o TP com duas pessoas sentindo dor, rs.

Quando ele chegou, eu estava tomando banho de novo. Estava, inclusive, abaixada no chão e ele chegou na hora certinha para me ajudar a levantar, rs. Nos abraçamos e sabíamos que o caminho já estava sendo percorrido. “Parece que começou mesmo, né?”, ele disse. Sim, havia começado.
Ele realmente não estava legal, fisicamente, e eu estava de boas quando a contração passava, então deitamos todos para descansar. Devia ser por volta de meia noite. Agnes dormiu abraçada com ele, no nosso meio. Os dois dormiram e eu bem que tentei também, mas se consegui ficar meia hora deitada, foi muito.

Já era 29 de março. O dia exato da DPP.

Dor de barriga. Levantei, fui ao banheiro, voltei, duas vezes. Marquei mais algumas contrações. Eu tava tão em outro lugar já, que no meu entendimento elas não tinham regularidade direito. Estou olhando o aplicativo agora, enquanto escrevo, e percebo, meio atônita, que nenhuma delas estavam vindo com mais de 5 ou 6 minutos. A “irregularidade” variava entre 4 e 2 minutos. Partolândia, que brisa enorme viver você rsrs. Aquela dor que chega, cresce como uma onda e depois vai diminuindo até acabar. Algumas mais longas, outras mais curtinhas, mas super presentes. Entrei no banho de novo, o terceiro. Sentia a dor agindo, sentia meu corpo abrindo. Pensei na força que é ser mulher, no meu caminho até ali, rezei pra dar tudo certo, para que a Liz chegasse com saúde e bem. Eu me sentia bem sozinha, gostei que estivesse sendo daquele jeito, tanto que escolhi permanecer assim, somente Liz e eu no ritmo que nossos corpos pediam e pulsavam.
Mas aí, no chuveiro, com a dor incomodando um pouco mais, tão fincada no tempo presente que não conseguia pensar ou lembrar as próximas decisões sobre o tp, lembro claramente de pensar que eu queria companhia, agora eu queria. “Sinto a força de todas as mulheres aqui comigo, eu não estou sozinha. (pausa de alguns segundos). Nem preciso passar por isso sozinha”, foi o pensamento.

Mais do que companhia, eu queria tomar suco de limão, hahaha. Liguei pra minha mãe, que mora na ala ao lado, no mesmo prédio. Por ela, eu já iria naquele momento pra Casa Angela, mas eu só queria meu suco de limão, então ela veio fazer pra mim, rs. Era 1:50. Eu estava sentada no quarto da Agnes. Tomei o suco em meio as dores. Doía e eu vocalizava um pouco, do meu jeito. Minha mãe colocava a mão na minha lombar, que era onde doía mais, e isso ajudava. Depois fui pra sala e me ajeitei no sofá, ajoelhada na almofada e apoiada no encosto, depois consegui me recostar um pouco. Liguei pra Vanessa e minha mãe que falou, eu não queria falar nada, mas aí ela passou o telefone pra mim e eu não sabia responder se queria ir logo ou ficar mais em casa. Decidi esperá-la aqui. Quando ela chegou, eu estava de volta ao quarto da Agnes, Cleber já tinha levantado e estava ao meu lado, e minha mãe também.

Na minha cabeça tudo estava indo rápido. E desde que a Van chegou até sairmos não demorou mesmo. Mas deu tempo de ouvir algumas músicas que eu tinha escolhido na playlist, de xingar um pouco pelas dores e de ainda achar que “vai que tá cedo pra ir”, haha. Fiquei em casa o máximo que consegui, realmente. Antes de irmos, abrimos meu escudo de proteção, vi cada imagem ancorada ali e foi maravilhosa a força que veio. Saí de casa 04:20, chapada de ocitocina, dizendo que estava com medo, e o mais impressionante é que eu me lembro claramente de tudo – aquela frase saiu da minha boca “tô com medo” e eu estava feliz por dizer, por não guardar e empedrar isso lá dentro, e só de falar parece que liberou um outro espaço e nem era um medo tão grande ou assustador assim. Surreal de lindo. Quando terminei de descer os 3 andares de escada já estava falando que ia nascer, fui andando bem devagar até o carro. No céu, uma lua minguante maravilhosa me iluminando. Fui meio de quatro no banco de trás com a Vanessa ao meu lado. Cleber no banco da frente e meu pai dirigindo. Eu vocalizava, cantava, pedia pro meu pai não correr demais. E nos intervalos ainda falava que estava feliz e que sentia muito, muito amor. A energia do amor mesmo, ao meu redor.

Cheguei na Casa Angela por volta das 04:45. Do caminho, pedi pra ligarem avisando que estávamos indo e para irem enchendo a banheira, que eu queria muito. Saí do carro devagar, a Gisele, parteira, me esperava ali ao lado e me incentivava com carinho. Cheguei no consultório e ela apenas mediu minha pressão e fez o toque: 9 centímetros. Levantei da maca e fui descer pra sala de parto. No fim da rampa eu já sentia a força do expulsivo chegando. Entramos na sala, vi que uma enfermeira que estava lá, a Rose, também esteve no nascimento da Agnes, fiquei feliz de reencontrá-la. Tirei a roupa, entrei na banheira, a bolsa estourou e imediatamente a força chegou, se fazendo sozinha, meu corpo era apenas portal. Duas ou três, nasceu a cabeça. Eu gritava, segurava a mão do Cleber (também mordi, ele me contou depois, rs) e sentia uma energia imensa tomando conta de mim, não dava para controlar nada e menos ainda não “fazer força” entre uma contração e outra. Sei que vieram algumas e o corpinho ainda não tinha saído, eu pedi ajuda e a Gi, com muita leveza, ajudou e o corpinho saiu. Eu olhava pra cima, só senti seu corpinho escorregado de dentro de mim, não vi que antes de sair da água ela foi desenrolada das duas voltas de cordão que estavam no pescoço e na barriga. Foi questão de segundos mesmo, ela estava aninhada em mim. Era 05:09.

Pra mim, demorou um abismo de tempo. Ela ali no meu colo, roxinha, porque é mesmo assim que os nenéns nascem, não chorou logo que saiu da água e eu só respirei quando ouvi sua respiração em mim. “Ela tá respirando”, eu disse, e um mundo de frases saíram da minha boca, pra ela e também pra mim. Palavras de amor e de saudade. Palavras que a recebiam neste mundo e que era também a minha despedida, porque houve um renascimento forte ali pra mim – e isso significa, sim, que houve uma morte também. A impermanência é mesmo uma benção. Falei palavras de gratidão e de muito amor. E ela chorou. Aí eu soube que podia calar a boca, rs. Estava tudo bem. Ela não saiu do meu colo e eu sabia que isso era o melhor sinal de todos.

Tomei a injeção de ocitocina na perna e saí da banheira. Ficamos aninhadas por uns quarenta minutos até que vieram ver a saída da placenta, que ainda estava grudada. Fizeram massagem, rebozo e depois de um tempo ela saiu – confesso que não curto muito essa parte, mas né, o parto só acaba quando a placenta nasce.

Ela mamou bastante na primeira hora de vida. Já na cama, pertinho do meu peito, ela começou a balançar a cabecinha daquele jeito lindo que os recém nascidos fazem quando querem mamar, mas ainda com a mãozinha na frente, rs. Logo “se achou” ali e não desgrudou do mamá tão cedo.

Eu estava radiante! Ia falar que “não sei o que houve, eu parecia outra pessoa, de tanta animação e gratidão que eu sentia”. Mas eu sei, sim, o que houve. A Liz havia nascido. Eu havia parido. E, céus, como eu estava feliz! Muito! Eu olhava pro Cleber ali sentado na poltrona, olhava pra Liz no meu colo e depois no colo dele, olhava pro quarto, pra banheira, lembrava das cenas e sabia. Estava tudo onde deveria estar. Tudo tinha acontecido do exato jeito que era pra ser, e tinha sido do jeitinho que eu queria – e eu só descobri como eu queria quando acabou, rs.

Não tive nada de laceração, nem grande sangramento (obrigada lua minguante, rs). Tomamos café da manhã – e ali eu voltei a tomar chá, ao que tudo indica. Mamão com granola, chá de erva cidreira, pão com manteiga na chapa. Tomei banho e quando voltei Cleber e Liz dormiam. Deitei também, mas era tanto hormônio ainda que não havia sono, fiquei deitada descansando o corpo e repassando os detalhes daquele começo de vida intenso e maravilhoso.

O dia que nasceu Liz.
29/03/2019
pesando 3,555kg.
medindo 51cm
apgar 9/10
nasceu na água, numa passagem extremamente semelhante a da irmã, mas cada uma com a sua energia, obviamente.
Minha ariana guerreira, que parece ver tudo com seus olhinhos brilhantes. Muita gratidão pela sua chegada e pela sua presença aqui em nossas vidas.

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