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Carta do dia: 3 anos de pura vida

Filha,

Hoje é 15 de julho e você já sabe o que isso significa. Faz tempo que você aprendeu que esse é o dia do seu aniversário. Esse ano, assim que a gente resolveu celebrar a sua vida numa festinha pros amigos mais chegados, você participou de tudo. Escolheu o tema de gatinhos e dizia para quem quisesse ouvir que ia ter bolo, suco de uva, suco de manga e suco de goiaba. E dizia que ia ser no “dia quinze de juio”. É hoje, filha! Hoje é dia 15 de julho. O dia em que você nasceu e trouxe muita vida, muita luz, muito amor, cor e desafios para a nossa vida. 

Eu tenho um orgulho danado de ser sua mãe, de estar com você nessa caminhada e nesse contato tão nosso que estamos construindo há três anos. Sou muito feliz sendo sua mãe – é um aprendizado diário de construção de desconstrução que estamos trilhando juntas. Muito obrigada pela paciência, pelo olhar, pelo abraço, pelo carinho e por tudo mais que somos juntas.

“Eu gosto de você do jeito que você é”. Você falou isso pra mim esses dias e meu coração ficou repleto de amor e felicidade. Eu falo isso pra você, geralmente antes de dormir, junto com todo o meu discurso de que você, o papai e eu somos uma família e que estaremos sempre juntos cuidando uns dos outros, que te amamos, e com algumas desculpas por algo que eu esteja achando que fiz de forma meio torta. E sempre digo que te amo do jeitinho que você é. Foi uma alegria descobrir que você entendeu e gravou essa frase a ponto de repeti-la pra mim, meu amor.

Você também diz que somos amigas, o que é verdade absoluta – você é uma parceirinha incrível que nós amamos ter por perto. 

Três anos, meu amor! Você cresceu nos últimos meses – tanto de tamanho quanto de desenvolvimento. Você já sabe que vai pra escola em breve (quando a mamãe finalmente decidir por alguma, rs). Começou a conversar mais com as crianças no parquinho, se apresentando e brincando junto, mesmo que ainda sinta um pouco de vergonha, mas tá lindo de ver você rompendo os próprios limites e indo até onde se sente confortável. Entende muito bem o que a gente fala. Muda de assunto quando leva bronca. Come bem, escolhe o café da manhã e o que vamos colocar no seu prato no restaurante. Quer me ajudar a limpar o banheiro, esfregar o chão e guardar as roupas nas gavetas. Tem uma memória incrível e sempre lembra onde guardou (ou escondeu) tudo. Empresta e divide os brinquedos e o lanche. Grita quando está muito cansada. Pega folhas pra fingir que é guardachuva. Leva a gatinha de pelúcia e a girafinha pra passear e ver a rua. Nossa, muita coisa. Não quero me esquecer dessas coisinhas que compõem esse nosso presente. É maravilhoso ir descobrindo o mundo com você.

Há três anos eu sou mãe, tô no começo da coisa ainda, mas é inacreditável o tanto que eu aprendi nesse tempo. Realmente, a potência da maternidade como ferramenta de transformação é muito grande e eu agradeço muito por ter embarcado nessa. 

Eu te desejo muita saúde pra brincar e correr e pular, muita alegria e dias de sol e céu azul.

Te amo muito, do jeitinho que você é.

 

com amor,
mamãe.

 

 

Fotos desse ensaio muito divertido feitas pela: família rz, amados que eu recomendo de olhos fechados, sempre ❤

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A timidez, a sapequice e a criança que eu fui

Depois do post das belezas e do encantamento pelos 2 anos e meio, vieram dias de alguns paradoxos pro aqui. Ah, maternidade. Nada é, tudo está.

A pequena anda tímida. Quer dizer, pensando bem, ela nunca foi a mais sociável dos bebês, de ir em colos alheios de cara, numa boa. Só mesmo com quem ela conhece bem. Mas agora, quando chegamos em ambientes com mais gente, quando as pessoas vem falar com ela, cumprimentar, brincar, ela abaixa a cabeça e põe a mão na boca. Fica um tempo assim, caladinha, por vezes se encolhendo um pouco. Pra se soltar, só depois de algum tempo, mais do que nunca.

É fase, será? É genético? É a personalidade dela? São os astros?

Eu fui uma criança bem tímida. Ainda hoje eu sou, apesar de já saber – e conseguir – domar e agir de outras formas. Mas a criança tímida que eu fui ainda existe aqui em algum lugar, sei que sim. E podem até dizer que isso nela é um reflexo meu. Sombras, ou algo assim. Em relação a isso, eu observo mais o meu sentimento quando a vejo assim. O que reverbera aqui dentro pode ser mais exagerado, o que nasce quando a vejo colocando as mãos na boca e enterrando o rosto no meu pescoço pode fazer reviver um monstrinho que vivia comigo lá atrás. É a minha história. E aí, pra não projetar os medos todos, ou seja, para não agir com ela baseada no que eu sentia há mil anos atrás, e não pelo presente, há que se ter muita análise e algum tempo mesmo. Fico repetindo isso pra mim, prestando atenção. Somos pessoas diferentes, com histórias diferentes, sentimentos diferentes. Mesmo que algumas reações sejam parecidas, não quer dizer que ela está sentindo a MESMA coisa que eu. Essas coisas básicas de uma pessoa que faz autoanálise a maior parte do tempo. Tô acostumada, rs. Acaba que pra mim é até melhor, me faz bem. Mas a verdade é que na maioria das vezes, quando acontece, não sei direito o que fazer. Não a forço falar com ninguém, mas não sei se tô acolhendo o tanto que “deveria”. Sinceramente, não sei.

E aí, quando chega em casa (e na casa dos avós, que é uma extensão da nossa, só que com mais “coisas permitidas”, se é que me entendem), a pessoinha pega fogo. Sobe, desce, pula, canta, conversa. Muito. Começou esses dias a ter mais enfrentamento dos limites. A gente fala não e ela fica parada, meio olhando de lado, calada, com aquela carinha de “estou te ouvindo, mas tô fingindo que não”, sabe assim? E continua fazendo. Ou então grita. Eu desligo a televisão pra refeição ou alguma outra coisa, ela vai e liga de novo, olhando pra mim. Olha, não é fácil. Essas coisas também fazem nascer sentimentos antigos, né. Dá vontade de dá uns gritos, de fazer a pessoinha entender que não é assim, que não dá pra ser tudo no seu tempo, que é preciso respeitar. Tanta coisa. Vários conceitos a gente quer que eles entendam num olhar – como muitas vezes foi com a gente. “Minha mãe olhava pra mim e eu já sabia que tinha ido longe demais”. Muitas vezes, é com a criança que um dia fomos que nos relacionamos, não com nossos filhos.

Tenho andando cansada esses dias. Emocionalmente cansada. E com uma intuição de que preciso alterar algumas coisinhas aqui na nossa rotina. Estar mais perto, brincar mais lá fora. Ficar mais tempo só nós duas.

Nada é, tudo está, repito de novo. Daqui a pouco os dias passam, as fases mudam e essa página já estará virada. Que eu saiba o que registrar nela, então. Pelo menos na maioria das linhas.

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De quando eu me vi nela

Ela pedia pra mamar, mas eu não queria naquele momento.
Na verdade, estava pedindo muito, toda hora. Mamou muito durante a noite (mas também deve ser pelo calor que fez, eu sei).
O fato é que estávamos em momentos diferentes ali naquela tarde.
Ela queria. Pedia. Chorava. Ôta mamá! Ôta mamá! É como ela fala.
Eu queria um tempo pra mim, um tempo sem ninguém me tocando. Eu precisava de espaço.
Falei que não podia atender àquele seu desejo, mas que podia ficar junto, acolher de outras formas.
Ela se distraia um pouquinho, mas logo voltava.
Nem as brincadeiras com o pai deram jeito. Nem o almoço.
E então, depois de um tempo, aquela angústia aqui dentro, tantas dúvidas, tanta neblina, eu percebi.
Ela também estava sentindo.
Toda vez que eu preciso de espaço por não estar bem, ela cola em mim. Parece que tem uma anteninha que detecta meus medos. Deve ter mesmo, não duvido, não.
E aquela minha vontade de dizer não aos seus pedidos, será que era só isso mesmo? Ou eu também queria validar um desejo meu? Ou eu também precisava dessa autoafirmação, de que eu tenho vontades, tenho direitos, tenho meus tempos. E que exijo respeito. E colo, se possível for.
E quando eu me enxerguei fazendo isso, não foi somente a minha filha que eu vi aqui puxando minha blusa pedindo pra mamar. Foi um reflexo.
Eu me vi.
Estávamos fazendo a mesma coisa, ao mesmo tempo.
Duas pessoas precisando de atenção e colo. Duas pessoas que queriam ser validadas, amparadas, aceitas como são e com o que precisam.
Meus olhos se encheram de lágrimas.
Atendi seu pedido.
Não precisa ser uma guerra, afinal. Isso aqui não é disputa de quem pode mais ou manda mais.
Relação a gente constroi todo dia, nas pequenas escolhas.
E que bom que a gente pode escolher de novo, quando percebe que aquela outra não está mais cabendo.
Que bom que ela é tão generosa e paciente com os nossos  processos diários.
Que eu também não desista de mim.

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Carta do dia: vamos juntas

Filha,

estes dias você tem estado mais grudada em mim, principalmente quando estamos em casa. Quer dizer, você sempre foi o “meu grudinho”, mas foi ficando mais solta e mais tranquila com o passar dos meses. Agora parece que voltamos algumas casas. Você tem preferido meu colo, só dorme bem se estou por perto, fica ao meu lado quando faço as coisas da casa, senta no meu colo quando estou escrevendo. Você quer contato físico, proximidade, algo concreto pros seus olhinhos curiosos.

Algumas vezes é complicado, porque eu preciso de um tempo pra mim também. Conciliar nossas demandas, nesses dias em que você está assim, muitas vezes cansa. Hoje por exemplo, que era para eu ter conseguido escrever e fazer outras coisas, não fiz nada. São quase onze da noite e só agora conseguir sentar aqui sozinha. Você já dormiu e ficou lá na cama, mas já acordou uma vez me chamando, em menos de 1 hora (ontem não ficou, dormiu no meu colo e por aqui ficou por todo o tempo que estive acordada, inclusive jantando).

E eu te atendo, meu amor. Mesmo não sabendo exatamente o motivo, mesmo tendo medo de você sentir algo que é só meu, que você não precisa sentir. Mesmo precisando de espaço também. Eu te atendo. Você é tão bebê ainda. Está crescendo, está aprendendo a ser você, a lidar com o tanto que acontece dentro do seu corpinho. É natural que precise de mais amparo mesmo, eu sei. Completamente compreensível que precise de mim, de um corpo físico, de uma voz conhecida, de um cheiro, um ritmo e um cuidado que você conhece desde sempre, não é?

Ia me desculpar por me mostrar tão frágil pra você algumas vezes, mas acho que não vou. Porque esta sou eu, meu bem. Esta é a sua mãe. A pessoa que chora, que fica meio pra baixo as vezes, que também precisa de cuidados. Eu sou assim e você me conhece muito bem. Inclusive, eu não preciso entender com a razão o porquê você está assim. Não preciso porque, muitas vezes, eu não sei explicar nem o que eu mesma estou sentindo – e mesmo assim sei que preciso sentir e viver para entender e deixar passar, e dar mais um passo. Daqui a pouco já assimilamos tudo isso e estaremos andando em outro ritmo, você vai ver.

Obrigada por estar comigo nessa caminhada, filha. Aprendo muito com a sua presença, saiba disso.

com amor,
mamãe.

 

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Ela

Esses dias estive pensando na Agnes e o quanto ela representa nas nossas vidas, na minha vida.

Ela tem um entendimento das coisas, de pequenas coisas, que me faz acreditar em Deus com muita força. É muito forte o que eu sinto por ela, o que eu sinto com ela. Sabe uma sensação de pertencimento? Uma sensação de que estou em casa, de que estou segura, de que estou bem? Sou eu com ela.

Já aconteceu dela me ver chorar. E sabem o que ela fez? Me abraçou. A Agnes olhou bem nos meus olhos e me abraçou apertado, com aqueles bracinhos no meu pescoço, a sensação mais gostosa da minha vida. Eu esperei a vida inteira por esse abraço, e ele veio. Eu esperei a vida inteira por alguém que me olhasse com carinho quando eu não consigo dizer nada, só chorar, e então receber esse abraço, que é a verdadeira promessa de que tudo ficará bem daqui a pouco.

Durante um tempo eu pensei que não era bom assumir isso, nem pra mim mesma direito, que dirá escrever sobre o assunto. Tinha medo de ser uma projeção, de acabar esperando que ela se comportasse de uma determinada forma, que atingisse expectativas que não existem. Nunca quis esse peso para a minha filha, por isso nunca o dei, sou bem consciente nesse aspecto, penso muito a respeito. Acontece que não é uma projeção, percebi dia após dia na nossa convivência, é um sentimento. Um sentimento real, forte, que nos une desde antes dela vir morar na minha barriga.

Na primeira gestação, quando ainda discutíamos os possíveis nomes, um dia o Cleber chegou do trabalho falando em Agnes. Achei que não era um nome que combinasse com aquele bebê na minha barriga, mas não descartamos totalmente. A vida aconteceu e não era mesmo para ter sido. Assim que a Bolota se foi, achei que não conseguiria pensar em bebês tão cedo, já contei isso muitas vezes, aliás. Só que 1 mês depois da perda, logo no primeiro ciclo, eu já pensava que não devíamos evitar nada, porque eu sentia que tinha de ser daquele jeito. “Eu não quero planejar e tentar, mas também não quero fechar as portas”, foi o que disse. Eu simplesmente não conseguia me imaginar evitando uma gravidez naquele momento. E não evitamos. E ela veio. Com uma presença marcante desde o início. E agora, escrevendo esse texto e pensando em quando estava grávida, li essa carta que escrevi pra ela depois de um sonho lindo, e pude perceber o quanto todas aquelas palavras fizeram sentido e se encaixaram perfeitamente no que estava por vir. O parto foi transformador, daquelas experiências que nos dividem em antes e depois. Não foi rápido e fácil, foi como tinha de ser, para nós duas. E desde então, em cada vivência nossa, em cada passo que damos juntas nessa relação, eu sinto que fica mais forte, não sei como. Somos muito nossos – nós três aqui em casa.

Ela confia tanto em nós, é tão lindo de ver a sua entrega ao que dizemos e ao que fazemos com ela. Tenho repetido ultimamente que não quero perder isso. Quero estar atenta sempre, para que esse vínculo só nos leve além, nunca nos prenda, nem se desgaste. Sinto que ainda tem muita história para acontecer, muita vida para viver. Ela veio mesmo para mexer com a gente, nos pegar pela mão e sair andando por aí enquanto explora possibilidades e descobre novos caminhos e olhares. Que sorte a nossa. “Que bom que você veio, filha. Sou muito feliz com a sua presença. Obrigada por tudo.”

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sobre alergia e amor

Eu ando com muita vontade de comer chocolate. Muita mesmo. Não de sentir o sabor chocolate em algum bolo ou outra coisa, mas de comer bombom, brigadeiro, ou em barras. Ando com vontade de comer doces, em geral. Leite condensado. Doce de leite. Beijinho. Sempre gostei de doce, sou uma formiguinha nata. Não costumo comer grandes quantidades de uma vez, mas como. Um bombonzinho inofensivo depois do almoço. Um brigadeiro de colher numa tarde de domingo vendo tevê. Essas coisas simples da vida, corriqueiras. Já faz parte da minha rotina. Ou melhor dizendo, fazia parte.

Já estou na quarta semana sem ingerir leite de vaca e seus derivados.
Nunca pensei que um dia eu fosse conseguir tal feito. Eu sou daquelas que simplesmente não consegue seguir dieta alguma. Quando eu estava organizando meu casamento e, obviamente, ansiosa com o evento, comia bastante chocolate. Me diziam pra maneirar, para estar bem no vestido e eu ignorava essas palavras solenemente, afinal de contas, o vestido é tinha que caber em mim, não é mesmo? E contrariando às expectativas, até emagreci. Quando eu estava grávida, pensava melhor no que ingeria, claro, pois sabia que tudo ia pro bebê, mas nunca deixei de comer nada. Havendo moderação, eu seguia com minhas guloseimas sem peso na consciência. Por isso eu pensava que jamais conseguiria me manter longe disso tudo. Mas ta aí, tô conseguindo. Com muita vontade de atacar umas guloseimas no meio do caminho, mas estou.

E só estou por causa da pequena pessoa que dorme tranquilamente aqui no meu colo enquanto escrevo essas palavras. Minha filha. Eu pensava que nunca ia conseguir porque antes não existia um motivo.
Ela tem uma pele muuuito sensível, então começou a ter assadura muito cedo. Primeiro só uma vermelhidão na pele, depois ficou mais feio. Troquei a marca da fralda descartável (porque as de pano não cabiam nem de longe quando ela nasceu), mas logo ficava igual. Resumindo: durante mais de 1 mês, melhorava por 5 dias e depois voltava a ficar ruim a pele de novo. Ia e vinha. Isso porque eu a troco sempre, só uso algodão e água/chá de camomila para limpá-la, seco direitinho. Não sou adepta das pomadas em todas as trocas, gosto de deixar a pele dela respirar. Uso a da Weleda, para alguns casos, e a boa e velha maizena mesmo. Mas nunca ficava 100% o bumbum dela. Cismei que tava vendo um muco no cocô de vez em quando. E estava mesmo. Até que um dia, começo de setembro, vi um risquinho de sangue. Apavorei. Levei num outro pediatra, que nem me deu bola, disse que podia ser das assaduras mesmo. Mas e elas, por falar nisso, por que nunca saram? Fiquei sem resposta. Uns 12 dias depois apareceu de novo. Como ela estava visivelmente bem, não chorava demais, não tinha outros sintomas, fiquei observando, tentando não me desesperar. Eu tinha receio de começar a dieta, achava que não ia conseguir. Mas aí 10 dias depois apareceu de novo e pra mim foi suficiente. Chega! Não liguei pra pediatra nenhum, eu sou a mãe dela, estava presenciando alguma coisa rolar e já tinha chegado no meu limite. A partir daquele dia, 30 de setembro, eu iria iniciar a dieta sem leite para ver o que acontecia. Era só um teste, até para parar de pensar nisso se nada acontecesse. Mas o que aconteceu foi que tudo melhorou. O bumbum ficou bonito, como deve ser um bumbum de neném. Não teve mais muco e nem vestígio de sangue. Foi muito rápida a mudança, no segundo dia eu já percebia claramente a diferença, até a consistência mudou.

No primeiro dia eu passei mal, fiquei fraca, muita coisa na minha dieta tinha o leite como base, eu adorava comer iogurte natural com frutas no lanche da tarde. Mas aos poucos fui aprendendo que existe vida sem esse alimento. Está sendo bom também para variar o paladar, hehe.
Nesse quase 1 mês aprendi bastante coisa sobre a alergia da proteína do leite da vaca, mais conhecida como aplv. Nem falo muito que a Agnes tem isso, porque o sintoma dela é só mesmo esse intestinal e é até leve, se comparado a outros bebês que sofrem mais. Vou continuar na dieta mais um tempo e depois reintroduzir algo para ver como ela reage. Mas o fato é que ela melhorou muito depois que parei de consumir esses alimentos. E vê-la bem é a minha maior motivação para seguir adiante, com toda certeza. Ver que ela está mais saudável, feliz, ganhando peso lindamente… é muito bom! Como pode a gente conseguir mudar tanto por causa de uma pessoinha tão pequena, né? Tô encantada por viver o amor materno, ver como ele acontece, o jeito que ele age e nos faz tomar certas atitudes sem pensar duas vezes. Eu já imaginava (óbvio) que ele era poderoso, mas senti-lo está sendo demais! Nos faz mesmo pensar no outro, deixar um pouco o próprio umbigo de lado – pelo menos é o que eu tenho sentido aqui nesses poucos meses sendo mãe. Esses dias eu até comentei: nunca pensei que ficaria tão feliz por ver um bumbum lisinho. Hahaha E é bem isso mesmo, uma felicidade por saber que o que estou fazendo está fazendo bem pra ela, que mesmo ainda estabilizando os sintomas, estamos no caminho. E é isso que me faz ir além, mesmo sentindo mil vontades.

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Carta do dia: venha no seu tempo, mas venha

Filha,
há alguns dias tenho sentido meu corpo me enviando uns sinais. Pequenas cólicas, contrações ainda sem dor, mas já mais fortes. Pequenas ondas no pé da barriga que me lembram que você está perto.
Ainda não está nada ritmado, nem nada perto disso. Ainda não é trabalho de parto. Mas a sua chegada já começou a ser anunciada. O seu tempo é mesmo muito precioso, não é meu amor? E bem diferente do meu, devo dizer. Isso causa uma pequena confusão em mim algumas vezes, preciso dizer. Porque é o seu tempo dentro do meu corpo, assim, juntinho e muito misturado, então é natural que eu me confunda vez ou outra. Ainda estou aprendendo com você. E espero poder te ensinar também. 
Eu estou entregue ao que está por vir, meu bem. Já tive medo, já quis controlar, já chorei. Acho que superei. Estou tentando me entregar. Sentir você. O que me diz, o que espera de mim, o que está acontecendo aí. 

Me desculpe se eu choro demais, mas é que tudo o que acontece dentro de mim já está começando a transbordar. Ok, talvez esteja mais para um encanamento furado, eu confesso, e por isso te peço desculpas hoje. Não quero nunca que você pense que você causou isso de uma forma ruim. É só que ser sua casa mexeu demais com as minhas lembranças e histórias. Algumas coisas eu tive que mudar de lugar, outras jogar fora. Para outras, o que aconteceu foi a descoberta mesmo. O desvendar. Você está trazendo mais luz pra minha vida, filha. E tá iluminando tudo, a começar pelo meu coração, que eu pensava já conhecer. Imagina! Ainda tenho muito trabalho pela frente. 

Confesso que estou doida para sentir as dores. Estou desejando mesmo. Porque sei que não será em vão, não será ruim. São nossos corpos trabalhando em sintonia para que possamos nos dar a luz, ao mesmo tempo. Vou sorrir quando você disser que é pra valer, que já está a caminho. 
Estou sentindo vontade de ter aqui fora. É uma delícia sem precedentes te ter aqui dentro, um segredo só meu, só eu sei como é te ter aqui, parte de mim. Mas não posso te prender para sempre. A liberdade é uma das coisas mais belas do nosso mundo, quero que você venha aqui ver com seus próprios olhinhos. Quero que você veja tudo que a natureza é capaz de produzir, todo o segredo que guarda em cada feito, mas nos dá tudo de presente, para que possamos aproveitar do jeito que melhor nos for. Quero que você sinta o vento no rosto numa viagem de carro, e andando a cavalo, e correndo no parque, e pedalando uma bicicleta. Quero que respire profundamente diante de uma bela paisagem. Quero que escute o som do mar. Que ouça o silêncio do seu coração. Quero que sinta o gosto da vida aqui fora, linda e plena, que você construirá em cada passo. Que você seja capaz de enxergar as coisas boas do mundo, apesar do que nos dói. Que dance. Que suje. Que bagunce para depois arrumar (pode ser uma boa terapia). Que vá. Que volte. Que erre. Que gargalhe. Não deixe de chorar. Que cultive o frio na barriga. E que tenha em quem se aquecer. 
Quero aprender enquanto te ensino. E te ver construindo e inventando suas próprias verdades, enquanto eu refaço as minhas. Nós vamos viver muitas coisas juntas, filha. Mais do que já estamos vivendo – muito mais. O parto será apenas uma porta para o que nos espera. 
Seu pai e eu estamos te esperando. Pode vir no seu tempo, mas venha. Porque nós te amamos muito. E o amor não conta as horas, mas também tem pressa.


com muito amor,
mamãe.

                    


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Carta do dia: sobre a última noite

São Paulo, 04 de junho de 2014.

Agnes, 
essa noite eu sonhei com você. Sonhei com o momento do seu nascimento. 
Não foi um sonho longo, cheio de cenas, detalhes e pormenores. Foi simplesmente assim:

Eu estava no banheiro aqui de casa sentada num banquinho, que não sei de onde surgiu, de frente prum espelho grande, de origem igualmente desconhecida. Provavelmente eu estava em trabalho de parto, pois estava sem roupa. Me lembro que não estava com muitas dores, nem fazia muito tempo que estava daquele jeito. De repente, ali sentada, sozinha, senti que algo estava acontecendo, uma força, e quando olhei pelo espelho, vi que você estava saindo de mim. Você estava nascendo, filha, na nossa casa! Eu coloquei a mão pra te segurar e no momento seguinte você veio suave pra mim, de uma forma muito natural, ainda dentro da bolsa das águas. Nessa parte eu me emociono. Eu te segurei no colo, ainda dentro da bolsa, – me lembro de achar incrível conseguir te segurar e a bolsa continuar íntegra – sua vó chegou no banheiro pra ver o que estava acontecendo e nos viu ali – eu sem saber direito o que fazer, você toda emboladinha dentro da sua casinha. Eu te olhava e te achava tão pequenina. Parecia que a ficha ainda não tinha caído, eu não acreditava que você já tinha chegado. Rompi a bolsa e aí sim pude te ver melhor, maior, senti seu corpinho no meu, quente, molhado e cheio de vida. Eu não queria parar de te olhar, estava tão feliz e tão emocionada – e agora percebo que não ficou gravado todos os traços do seu rosto, que eu terei a vida toda para observar. Mas aquela sensação de te ter aqui, de uma forma tão natural, quase como se sempre tivesse estado entre nós… isso eu não esqueço. 

E foi simplesmente assim. O primeiro em quase oito meses de gestação. Não sonhei com você, nem com o parto, em nenhum outro momento dessas 33 semanas e 5 dias de nossa coexistência. 
Ele poderia ter acontecido em qualquer outra noite, em qualquer outro sono, mas foi nesse, e por isso eu fiquei ainda mais emocionada. Vou te contar porque.
Ontem à noite, eu estava praticando o epi-no com a ajuda do seu pai. Era uma noite muito fria, no começo eu tremia com o ar gelado, já passava das onze da noite. Mas persistimos. Seu pai tem sido um companheiro e tanto, depois te conto mais sobre isso. Eu estava com muito frio e muito cansada também, pelo dia que tive. Estava difícil relaxar e me entregar ao exercício, como deve ser feito, e você, danadinha desde já, mexia pra lá e pra cá, me fazendo ter vontade de ir ao banheiro antes da hora. Eu respirava fundo pra relaxar e me concentrar, e você se remexia a cada expiração minha, apertando minha bexiga. Me contraía por causa do frio e da vontade de ir banheiro. Apertava a bombinha do aparelho. Respirava fundo. Você se remexia (dava até pra ver). Resumindo, eu não aguentei do mesmo jeito que nas outras noites e comecei a contar logo o tempo pra acabar. Quando completou os 10 minutos e o balão começou a sair, eu só queria que acabasse logo. Sentia dor, vontade de fazer xixi, queimação. Aflição. Fui dormir chateada comigo por não ter sido melhor. Pensava se daria conta de um expulsivo natural e não conduzido, como eu desejo que aconteça. Pensava se minhas forças seriam suficientes para me fazer esperar o seu tempo de sair totalmente de mim, sem desejar que “acabem logo com isso que eu não aguento mais!”. Seu pai me abraçou e eu dormi. Já no fim da noite, quase amanhecendo, sonhei com você.

Foi muito emocionante, filha, de verdade. Um sopro quente de conforto e de força no meu coração.
Eu não estou achando que o seu parto vai ser rápido, fácil, indolor. Mas ter sonhado com você exatamente nesta noite, depois de tudo isso, foi quase como te ouvir me dizer que vai dar tudo certo, sim. Independente de como for e onde for. Que as coisas podem não acontecer exatamente como planejamos, mas podem ser ainda mais intensas, se nos permitirmos senti-las. 
Passei o dia com esse sentimento no peito, relembrando o sonho e o interpretando de mil maneiras. Mas não preciso detalhar tudo aqui. Quis registrar para nunca me esquecer, e para que você venha a saber, um dia, da nossa primeira vivência de sintonia. E o quanto essa vivência foi real.


com amor,
mamãe.

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Meu segundo dia das mães

Era pra eu ter vindo postar ontem, mas ontem nem o computador eu liguei, acompanhei pouca coisa pelo celular e só. Tive uma semana intensa – de pensamentos, reflexões, revisões e decisões – e tudo que eu queria era ficar na minha, curtindo minha barriga e meu marido, ficando na paz.

Ontem acordei com um abraço gostoso do Cleber, me desejando um feliz dia das mães. Foi uma delícia, como se ele estivesse falando também pela Agnes – e acredito que tenha sido também, porque a sintonia deles é bem bonita de ver. Do lado de dentro, ela dava seus chutinhos, soquinhos e remexidinhas, me lembrando que a vida está acontecendo dentro de mim há meses, ficando cada vez maior e que daqui a pouco passaremos para um outro estágio: a prática, a vivência.

Por enquanto, a experiência que tenho é outra. A teoria.
Esse é o segundo ano consecutivo em que estou grávida no dia das mães. Ano passado eu estava com poucas semanas, nem barriga tinha, era tudo muito teórico mesmo. Naquela época, obviamente, eu pensava que esse ano estaria com a bolota aqui do lado de fora da pancinha. Mas as coisas mudaram de rumo e, ao invés de vir aqui pra fora, ela foi ainda mais pra dentro de mim, num nível diferente. Com ela eu aprendi que o tempo é um senhor de barba branca que gosta de nos pregar umas peças, mas que sempre ajeita tudo também. Que não temos controle algum sobre a vida, nem ao que nos acontece. Isso é assustador, sim, mas facilita quando a gente aceita essa verdade de coração aberto. Com ela eu aprendi que eu não preciso ver o amor pra saber o seu tamanho. Que o meu corpo funciona maravilhosamente bem – ainda mais quando eu deixo as coisas fluírem de acordo com o meu instinto e a minha natureza. Me ensinou a me ouvir ainda mais. Me mostrou o quanto eu e o Cleber podemos nos unir. E o quanto a minha família faz por mim também. Me ensinou a chorar e tomar decisões importantes ao mesmo tempo. A respeitar o tempo da natureza. Ela me ensinou a ressignificar a dor, o sofrimento, a saudade. E eu fiz o meu possível para retribuir tudo que ela foi e fez pra mim.
Não foi nenhum ensinamento fácil de viver, mas hoje eles já estão em mim, mesmo quando a pressa da rotina me faz esquecê-los, ou não colocá-los em prática.

Hoje eu sei que ela veio me preparar.

Porque com a sincronia e a sapequice que só os irmãos tem entre si (ainda mais quando querem “pregar peças” nas mães, rs), dois meses depois de todo acontecido, a pequena Agnes chegou. Chegou chegando, aliás, que desde o início eu soube que ela estava aqui. São gestações absurdamente diferentes. São pessoas diferentes. Ela está se revelando aos poucos, no seu tempo. E ao mesmo tempo em que temos uma forte ligação, sei que ainda temos muito a construir juntas. Aqui fora.

                           
Ganhei flores do meu pai ❤

Nesse segundo dia das mães, junto da Agnes, já tenho na bagagem o frio na barriga da espera pelos ultrassons. A força adquirida diante de um exame de sangue. A encarar minha própria sombra, pra tentar ser uma pessoa melhor; por mim, por ela. A pensar e repensar mil vezes uma decisão, só porque ela também está envolvida, e eu não quero nada menos do que o melhor pra ela. Já tenho a felicidade sem tamanho de ver a barriga crescer, crescer… até que todo mundo saiba de longe que tá chegando uma grávida, rs. De sentir o amor crescer na mesma – ou até em maior – proporção. E de sentir a vida nadando e se comunicando comigo através de movimentos – vezes sutis, vezes totalmente descarados. A capacidade de conversar com a barriga e saber que está sendo entendida. A fazer malabarismo com as contas pra caber tudo que falta. E ao mesmo tempo achar que não falta nada, só que ela esteja aqui logo. Ficar com um sorriso bobo por ver seu corpinho perfeito no ultrassom 3D – e comemorar a existência de dois rins, bexiga e estômago funcionando lindamente, quarto câmaras no coração, face fechada sem fissuras. Mas também se derreter com uma boquinha perfeita, igual a do pai. Já tenho a satisfação de imaginar um corpinho pequeno dentro de cada roupinha que eu comprei pensando nela. E adorar fazer suas coisinhas com minhas próprias mãos. Também trouxe a tona um Cleber ainda mais especial, de um jeito que ainda não tinha rolado, apenas porque é o jeito do pai dela. E estou encantada por imaginar nós 3 como família, vivendo a vida real, daqui uns meses. Não vejo a hora. Mas ainda a quero aqui dentro mais um pouquinho, rs.

                           
E também ganhei uma foto da minha pequena Agnes. Absolutamente apaixonada, apenas ❤

É tanta coisa pra falar. É tanta coisa que tenho sentido.
O terceiro trimestre chegou e já estou me sentindo em clima de reta final. Ainda falta tempo, eu sei.  O restante de maio e junho inteiro. Boa parte de julho, ninguém sabe quanto. Não estou sentindo que cheguei ao fim, com um ar nostálgico. Estou sentindo que entrei agora na última etapa, rumo a uma vida nova.
Uma nova etapa com ainda mais experiências para compartilhar. Vivências. Prática. O que eu acho que estou esperando e o que eu nunca poderia imaginar que fosse acontecer. Ainda mais amor na bagagem. Carregando as duas filhas ao mesmo tempo. Uma no colo, outra no coração. Porque eu sou mãe – e sempre vou querê-las perto de mim.

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29 semanas, a ficha que cai… e outras coisinhas mais

Hoje é dia 04 de maio. Ou seja, temos o mês de maio todo pra viver. Depois todo o mês de junho.

Quando julho chegar, a pequena Agnes vai chegar também. Em qualquer dia do mês, no tempo dela.

2 meses para entrar “a termo”. DOIS meses.
O que eu falei nos últimos posts mesmo? Que o tempo tem voado, passado muito rápido, escorrido entre os dedos, como areia. Agora ninguém pode falar que eu estou exagerando.
Céus! O frio na barriga tá começando a aparecer por aqui. A ficha de que um bebê ~de verdade~ vai chegar demorou quase 30 semanas pra cair. Sim, lerdeza gravídica, eu sei, mas precisava de tanto? 
Estou mais introspectiva esses dias. Claro, ainda tem coisas a serem feitas, mas estou preferindo ficar mais na minha sempre que possível, curtindo a barriga e querendo guardar todas as sensações num potinho. É uma delícia estar grávida, estou amando, de verdade! Muito feliz em estar vivendo essa fase, do jeito que está sendo. A pequena mexendo, a barriga crescendo num ritmo tão perfeito, que é como se ela sempre estivesse aqui – tanto que até me assusto quando me vejo no espelho ou em fotos, rs. 
Hoje fui ao açougue com marido, caminhando. Coisa simples, mas não é do ladinho de casa, não, dá uns 15 minutos na ida e mais 15 na volta. Aí percebi que, por mais que eu ache que a barriga não esteja pesada, ela tá, sim. No meio do caminho comecei a sentir a diferença. Um leve incômodo na lombar, um pesinho no pé da barriga. Mas aguentei ir e voltar, normal, só decidimos que vamos sair logo pra comprar o que estiver faltando, coisas que eu estava deixando mais pro fim, mas como não quero forçar nada nem ir as compras me sentindo pesada, então que se resolva logo tudo. 
Também tenho sentido muito menos vontade de ir pros exercícios de gestante. Algo a ver com querer estar mais focada em mim e na Agnes, e não em “fazer social”, cara de alface e sorrir pros papos que rolam lá, duas vezes por semana, se é que me entendem. Tô pensando em comprar uma bola de pilates e seguir fazendo alguns exercícios e alongamentos aqui mesmo, além de caminhadas leves no condomínio. Coisa meio instintiva mesmo, sem grandes explicações de livros ou manuais, só mesmo intuição de mãe.
Só comecei a sentir as contrações de treinamento há poucas semanas. Ou sentia e não percebia, não sei. Só sei que agora elas aparecem por aqui, umas 2 ou 3 vezes por dia, dependendo do esforço que faço. Não consigo medir o tempo direito, acho que porque estão leves ainda, mas é curioso sentir isso, né?! A barriga endurece mas não dói nadinha de nada, rs. 
Ah, percebi que a Agnes tem mexido bem menos, hoje mesmo foi bem sutil, de vez em quando. Já tinha lido que seria normal a partir de agora, mas não deixei de me assustar. Fiquei meio encucada, mas acho que o espaço tá começando a ficar pequeno pra tanta animação que ela tinha.
A parte chatinha é que apareceu umas micro bolinhas na minha barriga, que coçam muito! Pensei que fosse sinal de que as estrias estivessem chegando, mas até agora nada. Depois percebi que tem no seio também, tipo umas manchas vermelhas (na barriga também fica vermelho), então tô achando que pode ser alergia de alguma coisa. Não comi nada de diferente esses dias e por via das dúvidas suspendi um creme anti-estrias que usava vez ou outra. No mais, tudo normal na rotina. Ainda não passou e de noite parece que coça mais, é péssimo. Mas tenho consulta com a Catia na próxima terça, daí vou ver com ela direitinho o que pode ser. Mas torcendo para não ser nada demais. 
Na prática, falta pouca coisa pra poder dizer que está tudo pronto pra chegada da pequena. Alguns poucos itens de enxoval dela e algumas coisas pra mim, que também tô nesse jogo né não?! Quase esqueci que também estava na lista, haha. Já compramos o bercinho estilo co-sleeper, mas ainda não chegou. Já comecei a fazer o enfeite de porta pra ela (aquele da nuvem com chuva colorida ❤ ). E estávamos prestes a sair pra comprar a cômoda, mas decidimos que vamos reformar, nós mesmos, uma que já temos em casa. Pais possuídos pelo espírito DYI, a gente vê por aqui, hahaha \o/. Nada muito elaborado, porque nunca fizemos isso, mas assim que ficar pronto eu mostro, com certeza. No mínimo, vai ser divertido, rs. 
Esse mês vai rolar um ensaio da pancinha, eeeee \o/ Se tudo der certo vai ser dia 17, tomara que esteja um dia bem bonito 🙂
E entrei em maio mudando o visual, cortei o cabelo curto de novo. Ele cresceu rápido e, como tenho bastante cabelo, estava pesado, sem corte. Resolvi isso ontem e agora me sinto bem melhor – adoro cortar a juba, hehe.
                               

E adivinhem com quem eu estive esse fim de semana? Sim, a Louca do Bebê mais querida da blogosfera! \o/ Eu já fui na Bahia, agora foi a vez dela vir em Sampa me ver, hahaha. Brincadeira, foi um encontro bem rápido dessa vez, mas valeu super pra matar a saudade, conversar e dar abraço barriga com barriga, rs. 
Adoro esses abraços, já rola sempre com a Dani, amiga amada, mas ainda não temos registros – vamos resolver isso em breve, né, Dani? – E agora foi com a Nana. Muito legal essa energia gravídica junta ❤
À propósito, ela está linda e Landinha está crescendo e aparecendo lindamente. 
Nana, amei te ver de novo, sempre muito bom conversar contigo. Certeza que no próximo encontro vamos slingar juntas, haha”
Barrigando em São Paulo
E é isso, meu povo. 
Essa semana tem doula, tem consulta, tem encontro com minha parceira de devaneios, conversas, equipe pré-natal e tudo mais, e com certeza deve ter mais alguma coisa que não estou lembrando, rs.
Passo aqui pra atualizar em breve.
Beijo e uma semana linda pra todo mundo o//

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