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Carta do dia: todo dia um tijolinho

Filha,

eu me lembro de quando você era recém nascida e não aceitava outro colo além do meu. Eu me lembro de você só dormir com o meu cheiro. E a cena de você na cama com a cabecinha virada pra mim, enquanto eu estava deitada de lado, apoiada no cotovelo, velando seu sono, ainda é muito viva aqui na minha memória. “Olha, ela quer mesmo dormir com você do lado”, minha mãe falou nesse dia e eu sorri feliz. Porque sim, você queria isso, e eu também.

É uma das coisas que me faz sentir mais poderosa na vida: te fazer ficar calma só por estar ao seu lado, abraçada com você. E eu sempre estarei, meu bem. Enquanto você quiser, enquanto eu puder, estaremos caminhando lado a lado. 

“Eu sou sua amiga e você é minha amiga também, mamãe”. Você sempre me diz e eu sempre agradeço por viver essa parceria maravilhosa que estamos construindo juntas. 

Sabe, filha, não é muito fácil ser mãe. Existem as barreiras do mundo, as minhas próprias barreiras e as suas também. Quando todas se encontram no mesmo dia, bem, vamos apenas dizer que não é a primeira fase mais fácil do video game. Ser mãe é aprender enquanto somos, porque não existe curso, não existe filme, não existe absolutamente nenhuma teoria que chegue perto de explicar o que é viver esse amor e esse cansaço todos os dias. Todos os dias. Eu não sei porque inventaram que as mães tudo sabem e tudo suportam, porque não é verdade. Nós somos muito humanas e não precisamos dar conta de tudo. Eu não dou. Temos a nossa rede de apoio, a nossa pequena vila que nos sustenta e ampara também todos os dias. 

Ser mãe é uma construção diária. Não tem um dia que a gente fale: agora eu sei. Porque estamos todos – eu, seu pai, você, o mundo – em constante movimento e evolução. Temos as fases de expansão e as fases de contração, assim como o universo – esse mesmo universo que a gente pensa que é só lá no céu, mas que está aqui em nós também. Ou seja, é sempre uma novidade e aquele frio na barriga das primeiras vezes (de emoção e pavor). Todos os dias a gente coloca um tijolinho nessa relação. Todo dia abrimos uma janela e olhamos lá pro céu. Todo dia abrimos a porta pra sentir o ar lá fora. Pequenas coisas que vão nos levando pra perto de ser quem verdadeiramente somos – e nos trazendo para o lugar que devemos estar: o momento presente. Essa é uma das coisas mais valiosas que você tem me ensinado, desde o primeiro instante em que saiu de mim. Estar no aqui e agora, respirando, vendo, sentindo com o corpo inteiro, porque é o único lugar onde as coisas acontecem.

E por mais cinza que tenha sido o dia e a mente esteja divagando em outros tempos, basta que a gente deite juntas abraçadas pra me fazer voltar e perceber: nós duas respirando juntas pra fazer ficar tudo bem.

Hoje é dia das mães e eu te agradeço por me fazer ser. 

Toda a minha gratidão e reverência pelo que estamos vivendo juntas.

com muito amor,
mamãe

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Seja você o limite do seu filho

Uma coisa que eu aprendi quando a Agnes tinha 1 ano, numa consulta de rotina com uma pediatra que, infelizmente, só vimos essa única vez, mas que me ajudou muito. Não sei se já falei disso aqui, mas acho que sempre vale o reforço, né.

Por volta de 1 ano começa aquela fase em que o bebê está mais do que disposto a explorar tudo, mexer em tudo, destruir tudo. Pode começar antes, verdade, desde que vão aprendendo a se locomver sozinhos, mas com 1 ano digamos que eles já ganharam um pouco mais confiança. E, quando a gente vê, está falando “não” o dia inteiro. Não pode mexer no lixo! Não pode ir pra escada! Não pode sentar na mesa! Não pode colocar o dedo na tomada! Não pode comer farelo do chão! Entre tantos outros exemplos inspirados em casos reais.

Se você é como eu, que lê muita coisa pela internet afora, certamente sabe que falar “não” o tempo todo não só não adianta como faz com que o feitiço se volte contra você num futuro breve, porque uma vez que eles aprendem a falar o não, tudo é negado nesta vida, até o que estão querendo, hahaha. Existem muitos textos que falam para não usarmos essa palavra, para usar outras que tem melhores efeitos e etc e tal. A bem da verdade, eu até concordo, mas não segui muito, quando via já estava soltando alguns nãos pelo caminho, simplesmente acontecia. Mesmo que eu tentasse usar outras formas de falar, não me sentia muito eficiente em passar a mensagem, digamos assim.

E então chegou a consulta de 1 ano e fomos lá conhecer essa pediatra bem legal. Em determinado momento, Agnes desce do meu colo e começa explorar o ambiente, que é o jeito bacana de dizer que ela começou a mexer nas coisas tudo. Inclusive abriu uma porta de armário que tinha vários frascos de remédio bem ali, a dois dedinhos de distância. Eu, mais do que depressa, falei que não podia mexer. Fiz o não com o dedo, ela repetiu o gesto, riu e continuou. Foi aí que a médica disse que, nesta idade, o cérebro da criança ainda não processa a palavra falada da mesma forma que a gente, que somos muito mais eficazes quando mostramos com o nosso corpo o que pode e o que não pode. Até 3 anos, mais ou menos, eles entendem pelos gestos, pelo contato. A pequena seguiu abrindo o armário e ela me mostrou um outro jeito de lidar com a situação:

Ela, que estava atrás da pequena, se inclinou na direção da Agnes, colocou o braço na frente do seu corpinho e impediu que ela prosseguisse com o que estava fazendo. Ela não disse nada, nem foi rude, nada. Ela apenas colocou o seu braço a frente do seu corpinho (de um jeito mais “vertical”, do ombrinho pra cintura, e não só pela barriga. Deu pra visualizar?). Ela disse que esses limites físicos são muito importantes para a formação deles como indivíduos, por dois motivos. Primeiro para ela entender que existe uma ordem a ser seguida no ambiente, que ela precisa respeitar aquele espaço. E segundo, se fosse uma coisa que ela quisesse muito fazer, ela poderia tentar mais, descobrir outros jeitos, o que incentiva a perseverança e também a ultrapassar esses limites, quando é possível (isso, do ponto de vista de tudo que ela ainda passará na vida, é um aprendizado e tanto, né).

Cara, isso foi um divisor de águas na minha vida.
Ela fez umas duas vezes pra me mostrar e aí a Agnes ficou brava com aquele impedimento, óbvio. Abaixou no chão, chorou, deu uns gritos. A médica disse que era isso mesmo que aconteceria. Que eu poderia então me abaixar e acolher o choro dela. E é o que eu tenho feito desde então. E vou falar uma coisa pra vocês: é muito eficiente esse método. Claro que eles seguem testando os limites e fazendo coisas que não podem, até porque são muito bebês ainda, né, é o esperado para a idade e para o desenvolvimento deles enquanto pessoas mesmo, mas as famigeradas birras diminuem exponencialmente quando a gente age assim.

Sem contar que assim a gente age com mais presença também, realmente entra em contato com eles, e não apenas solta umas ordens no meio da ação esperando que eles nos entendam e parem imediatamente o que estão fazendo. Somos nós que estamos auxiliando o crescimento deles, e não eles que têm que fazer o que queremos nesses momentos-chave. Gosto de pensar nisso quando a coisa aperta por aqui, rs.

Bom, acho que é isso. Me contem se testarem e gostarem.
E por aí, como foi esse momento?

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Eu mãe

Dia das Mães e a gente se pega pensando nessa coisa doida-linda que é a maternidade.
Eu, que sempre quis ser mãe. Que sempre ansiei por viver o que estou vivendo hoje. Que nunca cogitei ter outra vida, mesmo quando ainda não sabia o tanto de percalços, entraves e batalhas que é preciso travar todos os dias.

Mesmo com os desafios, com os choros, os medos, as angústias, as apreensões e tudo aquilo que tira o fôlego e faz a vontade de parar no meio do caminho bater na porta.

A verdade é que gosto.

Ser mãe é o que eu sou. É parte do que eu sou. Uma parte fundamental, que existe desde muito antes da presença física da minha filha.

Eu me reconheço como mãe. É um pertencimento. Como se a maternidade fosse um lugar. Me sinto em casa.

Em tantos momentos eu quero ficar sozinha, eu quero um tempo pra mim, só ficar sentada no sofá sem fazer nada. E mesmo assim ainda penso no quanto gosto dessa vida. Não trocaria por nada, com certeza. Não é nem questão de romantizar. Estou divagando na madrugada aqui mais pra mim mesma. Eu sei que não é só bonito, e como sei. Sei das sombras, dos fantasmas, dos bichos papões. É que ser mãe é algo tão importante e inato em mim que eu acabo sempre voltando meu olhar para o quanto isso me acrescenta e me faz bem.

Eu tenho muito a agradecer às minhas filhas. À bolota, que fez nascer em mim esse sentimento; me fez forte. À Agnes, pela prática diária e por tudo que tento exercer nos nossos dias. A presença. A leveza que me lembra de usar quando estou a ponto de surtar. A paciência, a escuta, o acolhimento, a praticidade, a compreensão, a simplicidade. E também a força, aquela que eu só descobri que tinha quando ela nasceu. A força de brigar pelo que acredito e defender a verdade que estamos descobrindo juntas.

Eu repito pra mim mesma que sou mãe e aceito de bom grado às felicitações que recebo. Não porque precisamos de um dia x blablablá. Só pra confirmar que é mesmo real essa vida que ando levando. Eu sou mãe! E não há quem me faça deixar de ser.

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sobre alergia e amor

Eu ando com muita vontade de comer chocolate. Muita mesmo. Não de sentir o sabor chocolate em algum bolo ou outra coisa, mas de comer bombom, brigadeiro, ou em barras. Ando com vontade de comer doces, em geral. Leite condensado. Doce de leite. Beijinho. Sempre gostei de doce, sou uma formiguinha nata. Não costumo comer grandes quantidades de uma vez, mas como. Um bombonzinho inofensivo depois do almoço. Um brigadeiro de colher numa tarde de domingo vendo tevê. Essas coisas simples da vida, corriqueiras. Já faz parte da minha rotina. Ou melhor dizendo, fazia parte.

Já estou na quarta semana sem ingerir leite de vaca e seus derivados.
Nunca pensei que um dia eu fosse conseguir tal feito. Eu sou daquelas que simplesmente não consegue seguir dieta alguma. Quando eu estava organizando meu casamento e, obviamente, ansiosa com o evento, comia bastante chocolate. Me diziam pra maneirar, para estar bem no vestido e eu ignorava essas palavras solenemente, afinal de contas, o vestido é tinha que caber em mim, não é mesmo? E contrariando às expectativas, até emagreci. Quando eu estava grávida, pensava melhor no que ingeria, claro, pois sabia que tudo ia pro bebê, mas nunca deixei de comer nada. Havendo moderação, eu seguia com minhas guloseimas sem peso na consciência. Por isso eu pensava que jamais conseguiria me manter longe disso tudo. Mas ta aí, tô conseguindo. Com muita vontade de atacar umas guloseimas no meio do caminho, mas estou.

E só estou por causa da pequena pessoa que dorme tranquilamente aqui no meu colo enquanto escrevo essas palavras. Minha filha. Eu pensava que nunca ia conseguir porque antes não existia um motivo.
Ela tem uma pele muuuito sensível, então começou a ter assadura muito cedo. Primeiro só uma vermelhidão na pele, depois ficou mais feio. Troquei a marca da fralda descartável (porque as de pano não cabiam nem de longe quando ela nasceu), mas logo ficava igual. Resumindo: durante mais de 1 mês, melhorava por 5 dias e depois voltava a ficar ruim a pele de novo. Ia e vinha. Isso porque eu a troco sempre, só uso algodão e água/chá de camomila para limpá-la, seco direitinho. Não sou adepta das pomadas em todas as trocas, gosto de deixar a pele dela respirar. Uso a da Weleda, para alguns casos, e a boa e velha maizena mesmo. Mas nunca ficava 100% o bumbum dela. Cismei que tava vendo um muco no cocô de vez em quando. E estava mesmo. Até que um dia, começo de setembro, vi um risquinho de sangue. Apavorei. Levei num outro pediatra, que nem me deu bola, disse que podia ser das assaduras mesmo. Mas e elas, por falar nisso, por que nunca saram? Fiquei sem resposta. Uns 12 dias depois apareceu de novo. Como ela estava visivelmente bem, não chorava demais, não tinha outros sintomas, fiquei observando, tentando não me desesperar. Eu tinha receio de começar a dieta, achava que não ia conseguir. Mas aí 10 dias depois apareceu de novo e pra mim foi suficiente. Chega! Não liguei pra pediatra nenhum, eu sou a mãe dela, estava presenciando alguma coisa rolar e já tinha chegado no meu limite. A partir daquele dia, 30 de setembro, eu iria iniciar a dieta sem leite para ver o que acontecia. Era só um teste, até para parar de pensar nisso se nada acontecesse. Mas o que aconteceu foi que tudo melhorou. O bumbum ficou bonito, como deve ser um bumbum de neném. Não teve mais muco e nem vestígio de sangue. Foi muito rápida a mudança, no segundo dia eu já percebia claramente a diferença, até a consistência mudou.

No primeiro dia eu passei mal, fiquei fraca, muita coisa na minha dieta tinha o leite como base, eu adorava comer iogurte natural com frutas no lanche da tarde. Mas aos poucos fui aprendendo que existe vida sem esse alimento. Está sendo bom também para variar o paladar, hehe.
Nesse quase 1 mês aprendi bastante coisa sobre a alergia da proteína do leite da vaca, mais conhecida como aplv. Nem falo muito que a Agnes tem isso, porque o sintoma dela é só mesmo esse intestinal e é até leve, se comparado a outros bebês que sofrem mais. Vou continuar na dieta mais um tempo e depois reintroduzir algo para ver como ela reage. Mas o fato é que ela melhorou muito depois que parei de consumir esses alimentos. E vê-la bem é a minha maior motivação para seguir adiante, com toda certeza. Ver que ela está mais saudável, feliz, ganhando peso lindamente… é muito bom! Como pode a gente conseguir mudar tanto por causa de uma pessoinha tão pequena, né? Tô encantada por viver o amor materno, ver como ele acontece, o jeito que ele age e nos faz tomar certas atitudes sem pensar duas vezes. Eu já imaginava (óbvio) que ele era poderoso, mas senti-lo está sendo demais! Nos faz mesmo pensar no outro, deixar um pouco o próprio umbigo de lado – pelo menos é o que eu tenho sentido aqui nesses poucos meses sendo mãe. Esses dias eu até comentei: nunca pensei que ficaria tão feliz por ver um bumbum lisinho. Hahaha E é bem isso mesmo, uma felicidade por saber que o que estou fazendo está fazendo bem pra ela, que mesmo ainda estabilizando os sintomas, estamos no caminho. E é isso que me faz ir além, mesmo sentindo mil vontades.

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Meu segundo dia das mães

Era pra eu ter vindo postar ontem, mas ontem nem o computador eu liguei, acompanhei pouca coisa pelo celular e só. Tive uma semana intensa – de pensamentos, reflexões, revisões e decisões – e tudo que eu queria era ficar na minha, curtindo minha barriga e meu marido, ficando na paz.

Ontem acordei com um abraço gostoso do Cleber, me desejando um feliz dia das mães. Foi uma delícia, como se ele estivesse falando também pela Agnes – e acredito que tenha sido também, porque a sintonia deles é bem bonita de ver. Do lado de dentro, ela dava seus chutinhos, soquinhos e remexidinhas, me lembrando que a vida está acontecendo dentro de mim há meses, ficando cada vez maior e que daqui a pouco passaremos para um outro estágio: a prática, a vivência.

Por enquanto, a experiência que tenho é outra. A teoria.
Esse é o segundo ano consecutivo em que estou grávida no dia das mães. Ano passado eu estava com poucas semanas, nem barriga tinha, era tudo muito teórico mesmo. Naquela época, obviamente, eu pensava que esse ano estaria com a bolota aqui do lado de fora da pancinha. Mas as coisas mudaram de rumo e, ao invés de vir aqui pra fora, ela foi ainda mais pra dentro de mim, num nível diferente. Com ela eu aprendi que o tempo é um senhor de barba branca que gosta de nos pregar umas peças, mas que sempre ajeita tudo também. Que não temos controle algum sobre a vida, nem ao que nos acontece. Isso é assustador, sim, mas facilita quando a gente aceita essa verdade de coração aberto. Com ela eu aprendi que eu não preciso ver o amor pra saber o seu tamanho. Que o meu corpo funciona maravilhosamente bem – ainda mais quando eu deixo as coisas fluírem de acordo com o meu instinto e a minha natureza. Me ensinou a me ouvir ainda mais. Me mostrou o quanto eu e o Cleber podemos nos unir. E o quanto a minha família faz por mim também. Me ensinou a chorar e tomar decisões importantes ao mesmo tempo. A respeitar o tempo da natureza. Ela me ensinou a ressignificar a dor, o sofrimento, a saudade. E eu fiz o meu possível para retribuir tudo que ela foi e fez pra mim.
Não foi nenhum ensinamento fácil de viver, mas hoje eles já estão em mim, mesmo quando a pressa da rotina me faz esquecê-los, ou não colocá-los em prática.

Hoje eu sei que ela veio me preparar.

Porque com a sincronia e a sapequice que só os irmãos tem entre si (ainda mais quando querem “pregar peças” nas mães, rs), dois meses depois de todo acontecido, a pequena Agnes chegou. Chegou chegando, aliás, que desde o início eu soube que ela estava aqui. São gestações absurdamente diferentes. São pessoas diferentes. Ela está se revelando aos poucos, no seu tempo. E ao mesmo tempo em que temos uma forte ligação, sei que ainda temos muito a construir juntas. Aqui fora.

                           
Ganhei flores do meu pai ❤

Nesse segundo dia das mães, junto da Agnes, já tenho na bagagem o frio na barriga da espera pelos ultrassons. A força adquirida diante de um exame de sangue. A encarar minha própria sombra, pra tentar ser uma pessoa melhor; por mim, por ela. A pensar e repensar mil vezes uma decisão, só porque ela também está envolvida, e eu não quero nada menos do que o melhor pra ela. Já tenho a felicidade sem tamanho de ver a barriga crescer, crescer… até que todo mundo saiba de longe que tá chegando uma grávida, rs. De sentir o amor crescer na mesma – ou até em maior – proporção. E de sentir a vida nadando e se comunicando comigo através de movimentos – vezes sutis, vezes totalmente descarados. A capacidade de conversar com a barriga e saber que está sendo entendida. A fazer malabarismo com as contas pra caber tudo que falta. E ao mesmo tempo achar que não falta nada, só que ela esteja aqui logo. Ficar com um sorriso bobo por ver seu corpinho perfeito no ultrassom 3D – e comemorar a existência de dois rins, bexiga e estômago funcionando lindamente, quarto câmaras no coração, face fechada sem fissuras. Mas também se derreter com uma boquinha perfeita, igual a do pai. Já tenho a satisfação de imaginar um corpinho pequeno dentro de cada roupinha que eu comprei pensando nela. E adorar fazer suas coisinhas com minhas próprias mãos. Também trouxe a tona um Cleber ainda mais especial, de um jeito que ainda não tinha rolado, apenas porque é o jeito do pai dela. E estou encantada por imaginar nós 3 como família, vivendo a vida real, daqui uns meses. Não vejo a hora. Mas ainda a quero aqui dentro mais um pouquinho, rs.

                           
E também ganhei uma foto da minha pequena Agnes. Absolutamente apaixonada, apenas ❤

É tanta coisa pra falar. É tanta coisa que tenho sentido.
O terceiro trimestre chegou e já estou me sentindo em clima de reta final. Ainda falta tempo, eu sei.  O restante de maio e junho inteiro. Boa parte de julho, ninguém sabe quanto. Não estou sentindo que cheguei ao fim, com um ar nostálgico. Estou sentindo que entrei agora na última etapa, rumo a uma vida nova.
Uma nova etapa com ainda mais experiências para compartilhar. Vivências. Prática. O que eu acho que estou esperando e o que eu nunca poderia imaginar que fosse acontecer. Ainda mais amor na bagagem. Carregando as duas filhas ao mesmo tempo. Uma no colo, outra no coração. Porque eu sou mãe – e sempre vou querê-las perto de mim.

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A base que construiremos juntos

Escrevi um texto sobre algumas escolhas que fiz e os motivos que me levaram a não realizar um chá de bebê. Na verdade, aquele era um texto mais sobre o chá de bebê, sobre um recorte do meu mundo, sobre o fato de eu conhecer os meus convidados e, por isso, optar por não fazer essa festinha, e menos – bem menos – sobre o meu poder de decisão de certas coisas na maternidade.
Simplesmente porque não podemos prever tudo. Ou quase nada.

Eu quero muito amamentar. Acho importantíssimo, em vários aspectos, e quero que faça parte da minha nova rotina logo após o nascimento da pequena. Quero me dedicar, me esforçar e me entregar, pois sei que não é fácil no começo. Por esse motivo, não quero estar aberta a ter estoques de substitutos ao meu seio na minha casa, desde já. Pode acontecer alguma coisa séria – fisiológica ou psicológica – que mude meus planos e me faça recorrer às fórmulas? Com certeza pode. Pode acontecer de um tudo. (Claro que vou chorar ou ficar chateada por precisar recorrer a algo que eu não queria, mas saberei que fiz e fui até onde pude). Diante disso, e depois de orientação dos profissionais competentes, faço as compras necessárias e adapto meus planos à nova realidade. Mas agora, não. Agora eu estou lendo muito, tanto a teoria quanto os mais diferentes relatos, exatamente pra ver que em cada casa – ou melhor, com cada filho – é diferente, e (tentar) preparar minha mente pra isso. Agora eu estou indo atrás de informações de onde tem bancos de leite próximos a mim e também pessoas capacitadas para me orientar diante de alguma dificuldade. E muito em breve passarei pro papel uma lista com alguns telefones, ou e-mails, de pessoas que sei que me darão real apoio (e não pitacos), que são a favor da amamentação e que me darão forças para seguir em frente. Agora estou me preparando ao máximo para bancar a minha escolha.

E esse foi só um exemplo. O mesmo pode-se aplicar para o não uso do berço, para as fraldas de pano e assim por diante. São escolhas iniciais, que eu fiz porque tenho valores semelhantes aos propostos, que tomei depois de um certo tempo pesquisando, pensando e conversando, e também por achar que vai facilitar meu dia-dia como mãe, por que não? 😉
Mas tudo isso ainda está no plano das ideias, eu só vou saber o que acontecerá de verdade em julho (ou agosto) e nos meses seguintes, depois que a Agnes nascer e eu ver como vai ficar a nossa rotina juntas. São apenas um norte, para que eu não me sinta perdida – e porque algumas decisões práticas, como o caso das fraldas, tem que ser resolvidas (compradas) desde já.
(obs: isso também não quer dizer que mudarei de ideia e de prática a cada manhã, vamos com calma. É só que eu entendo que existem surpresas no caminho, coisas que não esperávamos (não falo de algo específico, realmente não sei a que me refiro; é isso que caracteriza a surpresa), e que podem mudar um pouquinho os passos da dança).

Eu não sei como será minha vida depois que ela chegar. Nunca fui mãe, estou diante do desconhecido mesmo. Por mais que eu tenha alguma experiência prática com bebês, sei que é muito mais. Pressinto que vai me transformar numa pessoa nova – é o que dizem por aí. Imagino que não será muito fácil, mas que será absolutamente importante para todos nós; que será lindo, claro, dentre outras tantas coisas que ainda não parei pra pensar.

Estou muito aberta a aprender com tudo que vier. Viver a maternagem integralmente é uma espécie de sonho de consumo que estou realizando. Viver a maternagem integralmente, e não projetar um tipo desenhado de sucesso em cima dos pequeninos ombros da minha filha, que fique claro – disso eu quero passar longe.
Na minha visão é um ato valiosíssimo: gerar, gestar, parir, alimentar, amar, ensinar valores, cuidar, acalentar, mostrar limites, apresentar o mundo… aprender ou reaprender a voltar o nosso olhar para o belo, enxergar o mundo de uma maneira diferente, perceber novas nuances e emoções também está no pacote, porque toda relação é via de mão dupla e esses pequenos tem um tipo de saber que é só deles. E estou aqui, inteira, para viver cada um desses dias.

Hoje o Pedro Fonseca escreveu uma carta pro seu filho, sempre linda, que me fez pensar. Nisso e em outras coisas também.

Eu estou seguindo o meu coração e completamente ciente de que essa pessoa que hoje depende de mim para crescer e sobreviver, daqui a pouco vai estar aqui no mundão, no meu colo e segurando minha mão, até que possa dar seus próprios passos e trilhar seu próprio caminho. Um de cada vez, que é pra gente ir se acostumando. Uma conquista e uma escolha por vez, porque nada é pra já. Até lá, me esforçarei ao máximo para preservar sua essência e respeitar suas particularidades, fazendo as melhores escolhas que eu puder fazer por nós, mantendo o que nos é fundamental, como família e como pessoas, porque uma boa base é essencial para se construir o que quer que queiramos construir.
Então saiba, filha, que construiremos juntos a sua base. O caminho trilhado a partir daí será seu. Só seu.

Uma pessoa completamente nova – e paradoxalmente já pronta – entrará na minha vida em breve.
Para que eu possa cuidar e também para me ensinar. Para que eu possa levar, mas pronta para me mostrar a melhor direção.
Para fazer parte do meu caminho, para construir e trilhar o dela. Do jeito que melhor lhe parecer.
Não tem como não ser especial.
Não tem como ser muito planejado. Amém.

Mais uma vez, Steve Hanks ilustrando minhas palavras, só porque eu acho uma lindeza só.

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Pai e mãe em sintonia

Que há uns anos eu estou completamente imersa no mundo materno-bebezístico de forma muita ativa não é novidade pra ninguém, muito menos pra vocês. Aprendendo muito sobre diversas teorias e sobre mim também, o que acho fundamental: que todo aprendizado traga um pouquinho mais de autoconhecimento. E isso acontece há todo momento.

Mas e o pai, onde fica nessa história? Porque essa criança será criada pelos dois, certo? E as opiniões dele, onde entram, alguém já perguntou quais são?
Para mim, é muito importante que estejamos, marido e eu, em sintonia em algumas questões da educação e do cuidado com os pequenos. Obviamente, em alguns casos teremos opiniões divergentes, e isso é muito saudável, mas acho que em alguns princípios básicos, ou que atitudes tomaremos em determinadas situações, por exemplo, é bem legal que estejamos do mesmo lado.
E agora que Bolota tá aqui na barriga comecei a pensar nisso com mais frequência. Mas antes que eu decidisse conversar mais com ele a respeito disso, algumas coisas aconteceram, sem nenhum planejamento.

Uma manhã qualquer, no início de junho:

– Amor, tô achando meus peitos tão pequenos ainda. 
(aquelas que com 10 semanas já queria ter o peito cheio de leite)
– Tá nada, já tá crescendo.
– Mas eu tenho medo, às vezes…
– Mas o leite não desce quando o neném tá mamando? 
– … (cara de surpresa) co… como você…?… eu te disse isso já?
– Foi o que aquela sua amiga disse, não foi? Que peito é fábrica, não é depósito de leite.
– Que amiga, amor?
– Aquela do MamatracaAnne, eu acho.
– Mas eu nem te mandei a coluna dessa semana pra ler…
– …
– Você leu?
– Li, ué.

Na cena seguinte, temos uma mulher pulando no pescoço do seu – já atrasado – marido e o enchendo de beijos, achando lindo que ele tenha lido, no trabalho, algo sobre amamentação, sem que ela tivesse pedido.

Pausa para um adendo: marido chama todas as blogueiras que eu acompanho de “minhas amigas”. Mesmo que eu nunca as tenha visto na vida real, ou ao menos falado com elas. Mesmo que elas nem saibam da minha existência. Despausa.

E assim eu soube que ele também procura ler sobre assuntos relevantes. Sobre esse e outros temas que, agora mais do nunca, faz parte totalmente das nossas vidas. É interesse dele tanto quanto é meu.

Domingo passado tivemos uma longa conversa sobre outras questões que eu já vinha pensando a respeito, e queria saber a opinião dele. E eu nem precisei tocar no assunto, surgiu naturalmente mesmo, enquanto almoçávamos no shopping. Falamos muito sobre alimentação infantil, sobre como os hábitos alimentares são construídos na infância, o exemplo dos pais, como é importante comer comida mesmo (e não industrializados), que muita coisa hoje em dia é feito mais por preguiça dos adultos do que pela capacidade da criança, sobre o tempo de introduzir cada coisa, sobre como foi com a gente e o que achamos disso. 
Me senti tão bem por compartilhar meus pensamentos com ele e também ouvir os que ele têm. Foi uma troca muito positiva. E confesso que também senti um certo alívio, porque alimentação infantil é tema importante pra mim, e eu já sei que enfrentaremos certa  chatice implicância de alguns familiares em coisas específicas, então foi muito bom saber que ele está comigo nessa. E outra, às vezes, só lendo e lendo e vendo vídeos, a gente tem uma visão da coisa (qualquer que seja ela) e é bem fácil começar a idealizar e fantasiar, apesar que estou sempre atenta à isso, para não cair nessa armadilha, sempre tento trazer pra minha realidade e avaliar se é uma possibilidade, ou não; e quando eu ouvi, partindo dele, sem que eu falasse nada, coisas que eu também acredito e sempre leio a respeito, fiquei bem surpresa (porque não pensei que fossemos ter essa conversa agora) e bem feliz (por ver que são coisas possíveis, sim, dentro do nosso contexto e rotina).
Fora outras coisas que já percebi, em pequenas conversas ou atitudes, que temos a mesma linha de pensamento, dentro desse mundo fascinante que é a maternidade e a paternidade ativas. Sobre limites ou sobre escola, por exemplo. E toda vez eu fico com o coração tranquilo, preciso confessar.
Acho legal isso, porque na minha opinião de – ainda – leiga, é preciso coerência entre os cuidadores para educar uma pessoa, né?! Porque tarefa fácil a gente sabe que não é, então melhor que os pais estejam caminhando pelo mesmo caminho, mesmo que em alguns momentos os passos, ou a forma de chegar, seja um pouco diferente. Mas o caminho, acredito, é importante que seja o mesmo.

Nós dois, caminhando juntos, em Porto Seguro, BA.
créditos: Rodrigo Zapico (o link leva direto pra mais fotos do ensaio, no site dele)

O que vocês pensam sobre isso?
Com as que já tem seus pequenos, rola uma sintonia também, ou o pai não concorda muito com o seu ponto de vista – ou atitude – em alguma coisa? Como lidam com a questão?

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A ficha que caiu, gente que não entende e a solução para evitar a fadiga

Semana passada, depois de uma conversa casual com uma pessoa bem próxima a mim, percebi uma coisa: eu sou a única pessoa que eu conheço, dentro de um perímetro curto de espaço, ou seja, na roda mais chegada mesmo, que tem certos princípios e opiniões dentro do mundo materno. 99.9% das outras pessoas se não pensam exatamente o contrário, estão bem perto disso, e eu sempre me senti meio isolada. Eu ia falar 100%, mas achei meio radical. E também não são todas que me enchem a paciência com discursos tortos, então relevei isso (marido não incluso na porcentagem, óbvio).
A única pessoa que eu conheço na minha vida fora do blog, quero dizer. Na verdade, o caminho contrário é exatamente inverso: aqui, com vocês, eu encontro uma identificação absurda. São muito mais pessoas que dividem os mesmos princípios que os meus, do que o contrário. Bem mais mesmo. E no começo, quando eu ainda não tinha meu próprio espaço aqui na blogosfera, cheguei até a me “assustar” com isso. Do tipo: jura que eu não estou errada em pensar X, ao invés de Y? Uma sensação de alívio e pertencimento, juntos.

Não que eu quisesse um reconhecimento, ou uma salva de palmas pelas minhas ideias. 
Mas eu preciso confessar uma coisa: já cheguei a pensar que, pelo menos de vez em quando, as minhas ideias seriam encaradas – quando eu deixo algo no ar, como quem não quer nada – como escolhas pessoais, apenas. E quem sabe daí poderia surgir uma conversa, uma curiosidade boa. Uma troca. Pelo menos por enquanto, não é bem isso que eu encontro. E depois que a ficha caiu, agora eu seguro a minha língua perto de algumas pessoas. Depois da conversa que mencionei no início do texto, percebi que não vale a pena. E veja só, eu nem estou dizendo que eu sou a chata que só fala de maternidade, não. Algumas vezes, o assunto nem é diretamente comigo, aliás, mas se eu solto uma micro opinião, ou se apenas pergunto a visão da pessoa sobre determinado assunto, a coisa fica feia demais. Tem também a versão “não levem o que ela fala a sério, deixa o bebê nascer que a gente conversa”. 
Às vezes, eu fico tão empolgada com as coisas que aprendo, que quero sair falando pra todo mundo, feito criança quando aprende alguma coisa nova na escola. Mas, em geral, eu recebo umas respostas tão broxantes que já cheguei a ficar mal mesmo, arrependida de ter começado a falar.

Eu não acho que todas as pessoas devam dançar conforme a mesma música (eu, por exemplo, não me imagino sendo uma exímia dançarina de tango; e é melhor eu nem tentar mesmo, porque né…). Já até falei disso lá na pracinhaEnfim. Gosto de deixar isso claro porque, quando eu falo das minhas opiniões, é com tanta convicção que isso pode ser confundido com outra coisa. Mas não é mesmo. 
Eu só fico feliz por ter me encontrado. Eu não me sentia confortável dentro dos conceitos do senso comum. Sentia-me incomodada em pensar que teria que agir de determinada maneira, quando o coração já me dizia exatamente o oposto. E, dentro desse incômodo, saí da inércia e fui em busca de informações válidas. De repente, não mais que de repente, descubro que muita coisa que, em mim, é instinto em estado bruto, é respaldado pela ciência. E que muito mais gente aplica isso em suas vidas. E tá todo mundo bem, saudável, feliz! O caminho foi exatamente esse: encontrei fora, tanto na teoria como na prática de muitas famílias, atitudes que eu sentia pulsar dentro de mim há muito tempo. 
A teoria, um abraço de pelúcia e meu pé grande.
E agora estou assim: no meu canto, com minhas leituras e a companhia da blogosfera. E com o meu instinto, que é a única razão que eu sei usar. Conversando com quem está interessado numa troca bacana. Quando Bolota nascer, vamos descobrir o que dá certo e o que não dá para a nossa família recém-nascida. Mas isso não impede que eu já tenha os meus próprios posicionamentos dentro da maternagem. Não tenho pressa e não tenho nada definido. A gente aprende é mesmo na prática.

Mas logo depois daquele papo, me peguei pensando: nossa!, jogo duro esse de ser a diferente. Porque muita gente fala que respeita a decisão do outro, é um discurso realmente lindo. Mas, quando todo mundo à sua volta pensa – e age – mais ou menos da mesma forma, a prática diminui e só ficam as palavras. E puta merda!, como a coisa aumenta quando o assunto é maternidade!

É inevitável pensar: se quando eu deixo solto algum pensamento no ar e tenho que ouvir tanta coisa de volta, como vai ser quando me virem colocar tudo em prática com o meu bebê-bolota? Como vai ser quando perceberem que eu pautarei as minhas atitudes levando em maior conta que aquele pacotinho redondo e macio no meu colo é uma pessoa, veja só que surpresa, e não um boneco? Que eu estarei interessada em cuidar, criar e amar, e não em adestrar ter um centro de treinamento intensivo dentro de casa? Não penso sofrendo, não. Ando meio sem tempo pra isso até.
Chega a ser engraçado tudo isso, tenho procurado rir mais das situações, pra ficar mais leve. Não vou me preocupar com o que não vale a pena. Até porque, questões existentes no outro, não é assunto meu – mesmo que respingue em mim; isso eu já entendi e deixa tudo mais leve.

Pensei (eu só penso, o tempo todo, em tudo, haha) em todas as indiretas – e as diretas ainda mais – que vão chegar (serão tentativas frustradas, já aviso, porque se eu já sou osso duro de roer, vocês ainda não conhecem o pai dessa criança). Sobretudo, pensei que eu não quero perder o meu precioso tempo gastando saliva à toa. Tenho muita preguiça disso. Meu foco estará em outro lugar, se é que me entendem. 
Mas como eu sou uma pessoa que gosta de ajudar os outros, matutei bem e cheguei numa conclusão genial (cof, cof). Vou compartilhar com vocês, é o seguinte: aos desavisados que não sabem dos meus posicionamentos e vierem proferir alguma asneira coisa infundada, ao invés de ficar brava, darei como presente um incrível, original, incomparável… Tamagotchi!!!
Google Imagens
Com uma mensagem carinhosa, numa letra bem bonita: “Cuide do seu bichinho virtual, que eu cuido do meu filho. Um beijo, mamãe”. 
Marido até disse que a pessoa vai poder escolher a cor! Somos muito legais mesmo, podem dizer.
Assim, evito maiores frustrações e ainda ajudo a diminuir a ansiedade da pessoa em tomar alguma atitude. (ou resolvo o problema de falta do que fazer, que só isso justifica (só que não) intromissão na vida alheia). Quer exercer as suas vontades em cima de outro ser? Que seja num virtual, então.

E com vocês, como é: tem gente linda, elegante e sincera que compartilha pensamentos, dores e delícias na vida fora dos blogs? Ou querem ir comigo comprar o estoque de tamagotchi? Tô querendo mesmo desvirtualizar vocês :))

Tem que rir, que a vida é curta e passa rápido!

ps: Oi, meu nome é Marina e preciso confessar: eu não sei escrever pouco. Era só pra falar da minha ideia de lembrancinha, mas eu sou uma matraca quando escrevo. Continuem me amando. Obrigado!

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E agora?

Então é isso, gente. Resolvi, assim meio do nada, que já era de ter meu blog de assuntos mamãezísticos, já que o próprio bebê ainda não está a caminho. Pensei que só fosse criá-lo quando já estivesse grávida, mas não aguentei, rs.

Os dois últimos posts é sobre uma questãozinha que eu tenho e que foi foi o início da minha entrada nesse mundo de blogs. Por querer encontrar uma solução, me vi imersa por muitos blogs, que me ajudaram (e ainda ajudam) muito mesmo. Mas também me vi envolvida por todos os assuntos do meio, as rotinas, as dúvidas, as alegrias e as ansiedades, então leio de tudo, rs… essa rede de apoio e de troca é muito bacana mesmo. Se antes era uma forma de me encontrar, agora já me achei e não saí de mim nunca mais…

O baby ainda não foi encomendado por questão de finanças mesmo. Desde que eu percebi que não é tão simples assim ter um parto da forma como deve ser, resolvi esperar mais um pouquinho para conseguir pagar uma equipe bacana. Tem dias que eu quero jogar tudo pra cima e ter um filho logo, mas estou conseguindo segurar as pontas por enquanto, rs… acho que o maior período já passou, espero muito conseguir engravidar ainda esse ano.

Ainda não sei exatamente sobre o que vou postar até lá, mas eu invento (haha)
Talvez sobre algumas coisas que eu vejo acontecer e ainda não entendo completamente por simplesmente não tê-las vivido ainda. Sobre as minhas expectativas e novidades vocês saberão também, com certeza.

Vou deixar as coisas irem acontecendo por aqui pra ver o que sai, rs…

Sintam-se todas(os) muito bem-vindas(os) e devidamente abraçadas (porque eu adoro um abraço) ao meu cantinho virtual! Vai ser muito bom poder ter todo mundo aqui comigo e agora prometo comentar nos blogs que eu leio, porque até então eu era daquelas bem caladinhas, rs e assim a gente vai somando e se divertindo,  né?!  :))

Só pra não ficar um post sem foto (como os outros aí de baixo), fica uma minha e do marido, no escurinho do cinema ;))

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Começando do começo

Algumas pessoas sabem desde bem pequenas “o que vão ser quando crescer”. De médico à astronauta, os sonhos infantis não têm limites. Há quem siga esses sonhos. Outros acabam em caminhos distintos, seja por terem mudado de ideia, ou por qualquer outro motivo.

Eu já quis ser artista plástica, empresária, jornalista, oceanógrafa, psicóloga, fotógrafa e escritora. Podemos dizer que os dois últimos estão em andamento, e que mesmo que não virem profissão, vou fazê-los por prazer até quando Deus quiser. No entanto, do alto dos meus 23 anos – muito bem vividos, por sinal – não tenho uma profissão para chamar de minha, nem um diploma na parede. E não, isso não me preocupa mais (nem significa que eu viva à toa por aí, vagando pelas ruas ou pelo facebook sem rumo e sem limite, rs). 
Confesso que, depois de casada, busquei muito alguma coisa que preenchesse meu tempo e meu bolso de forma satisfatória. Me dediquei a algumas coisas, trabalhei, aprendi muito. E no final do dia (ou a qualquer hora dele), eu sempre estava pensando como seria minha vida quando eu tivesse um filho.
Esse é mesmo um sentimento inato em mim. Não sei explicar quando ou onde ele surgiu. Sei que é uma vontade muito forte, que só fez crescer depois que me casei – e para minha felicidade, o pai em questão é super a favor do assunto também. Além de todas as pesquisas que eu faço sobre assuntos mais sérios (que falarei no próximo post), ainda leio vários blogs maternos, muito conteúdo mais leve, digamos assim, mas não menos importante. Gosto muito de ler as experiências de cada uma. Também não me lembro por qual comecei, mas um foi me levando a outro e a outro e hoje esse é um assunto muito recorrente pra mim, já faz parte da minha rotina.
Ainda não sou nem tentante oficialmente, e achei que só fosse criar um blog quando estivesse grávida. Como podem ver, não aguentei, rs… Tanto pelo fato de querer registrar esse momento, mas também porque aqui sei que não estou sozinha. Eu nunca fui de comentar muito nos blogs, era daquelas leitoras caladinhas mesmo, mas comecei a me sentir muito fora dessa roda e resolvi entrar nessa dança também. 
A maternidade está presente nos meus planos desde sempre, eu acho. Puxando aqui pela memória, sempre afirmei que seria mãe. Brincar de boneca foi o que eu mais fiz durante a minha infância. Eu conversava tanto com as bonecas, que minha mãe dizia que esperava o dia em que elas fossem responder, rs.
É…pensando bem, eu também sei desde criança o que eu sempre quis ser quando crescesse. 

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