Arquivo da categoria: sintomas

29 semanas, a ficha que cai… e outras coisinhas mais

Hoje é dia 04 de maio. Ou seja, temos o mês de maio todo pra viver. Depois todo o mês de junho.

Quando julho chegar, a pequena Agnes vai chegar também. Em qualquer dia do mês, no tempo dela.

2 meses para entrar “a termo”. DOIS meses.
O que eu falei nos últimos posts mesmo? Que o tempo tem voado, passado muito rápido, escorrido entre os dedos, como areia. Agora ninguém pode falar que eu estou exagerando.
Céus! O frio na barriga tá começando a aparecer por aqui. A ficha de que um bebê ~de verdade~ vai chegar demorou quase 30 semanas pra cair. Sim, lerdeza gravídica, eu sei, mas precisava de tanto? 
Estou mais introspectiva esses dias. Claro, ainda tem coisas a serem feitas, mas estou preferindo ficar mais na minha sempre que possível, curtindo a barriga e querendo guardar todas as sensações num potinho. É uma delícia estar grávida, estou amando, de verdade! Muito feliz em estar vivendo essa fase, do jeito que está sendo. A pequena mexendo, a barriga crescendo num ritmo tão perfeito, que é como se ela sempre estivesse aqui – tanto que até me assusto quando me vejo no espelho ou em fotos, rs. 
Hoje fui ao açougue com marido, caminhando. Coisa simples, mas não é do ladinho de casa, não, dá uns 15 minutos na ida e mais 15 na volta. Aí percebi que, por mais que eu ache que a barriga não esteja pesada, ela tá, sim. No meio do caminho comecei a sentir a diferença. Um leve incômodo na lombar, um pesinho no pé da barriga. Mas aguentei ir e voltar, normal, só decidimos que vamos sair logo pra comprar o que estiver faltando, coisas que eu estava deixando mais pro fim, mas como não quero forçar nada nem ir as compras me sentindo pesada, então que se resolva logo tudo. 
Também tenho sentido muito menos vontade de ir pros exercícios de gestante. Algo a ver com querer estar mais focada em mim e na Agnes, e não em “fazer social”, cara de alface e sorrir pros papos que rolam lá, duas vezes por semana, se é que me entendem. Tô pensando em comprar uma bola de pilates e seguir fazendo alguns exercícios e alongamentos aqui mesmo, além de caminhadas leves no condomínio. Coisa meio instintiva mesmo, sem grandes explicações de livros ou manuais, só mesmo intuição de mãe.
Só comecei a sentir as contrações de treinamento há poucas semanas. Ou sentia e não percebia, não sei. Só sei que agora elas aparecem por aqui, umas 2 ou 3 vezes por dia, dependendo do esforço que faço. Não consigo medir o tempo direito, acho que porque estão leves ainda, mas é curioso sentir isso, né?! A barriga endurece mas não dói nadinha de nada, rs. 
Ah, percebi que a Agnes tem mexido bem menos, hoje mesmo foi bem sutil, de vez em quando. Já tinha lido que seria normal a partir de agora, mas não deixei de me assustar. Fiquei meio encucada, mas acho que o espaço tá começando a ficar pequeno pra tanta animação que ela tinha.
A parte chatinha é que apareceu umas micro bolinhas na minha barriga, que coçam muito! Pensei que fosse sinal de que as estrias estivessem chegando, mas até agora nada. Depois percebi que tem no seio também, tipo umas manchas vermelhas (na barriga também fica vermelho), então tô achando que pode ser alergia de alguma coisa. Não comi nada de diferente esses dias e por via das dúvidas suspendi um creme anti-estrias que usava vez ou outra. No mais, tudo normal na rotina. Ainda não passou e de noite parece que coça mais, é péssimo. Mas tenho consulta com a Catia na próxima terça, daí vou ver com ela direitinho o que pode ser. Mas torcendo para não ser nada demais. 
Na prática, falta pouca coisa pra poder dizer que está tudo pronto pra chegada da pequena. Alguns poucos itens de enxoval dela e algumas coisas pra mim, que também tô nesse jogo né não?! Quase esqueci que também estava na lista, haha. Já compramos o bercinho estilo co-sleeper, mas ainda não chegou. Já comecei a fazer o enfeite de porta pra ela (aquele da nuvem com chuva colorida ❤ ). E estávamos prestes a sair pra comprar a cômoda, mas decidimos que vamos reformar, nós mesmos, uma que já temos em casa. Pais possuídos pelo espírito DYI, a gente vê por aqui, hahaha \o/. Nada muito elaborado, porque nunca fizemos isso, mas assim que ficar pronto eu mostro, com certeza. No mínimo, vai ser divertido, rs. 
Esse mês vai rolar um ensaio da pancinha, eeeee \o/ Se tudo der certo vai ser dia 17, tomara que esteja um dia bem bonito 🙂
E entrei em maio mudando o visual, cortei o cabelo curto de novo. Ele cresceu rápido e, como tenho bastante cabelo, estava pesado, sem corte. Resolvi isso ontem e agora me sinto bem melhor – adoro cortar a juba, hehe.
                               

E adivinhem com quem eu estive esse fim de semana? Sim, a Louca do Bebê mais querida da blogosfera! \o/ Eu já fui na Bahia, agora foi a vez dela vir em Sampa me ver, hahaha. Brincadeira, foi um encontro bem rápido dessa vez, mas valeu super pra matar a saudade, conversar e dar abraço barriga com barriga, rs. 
Adoro esses abraços, já rola sempre com a Dani, amiga amada, mas ainda não temos registros – vamos resolver isso em breve, né, Dani? – E agora foi com a Nana. Muito legal essa energia gravídica junta ❤
À propósito, ela está linda e Landinha está crescendo e aparecendo lindamente. 
Nana, amei te ver de novo, sempre muito bom conversar contigo. Certeza que no próximo encontro vamos slingar juntas, haha”
Barrigando em São Paulo
E é isso, meu povo. 
Essa semana tem doula, tem consulta, tem encontro com minha parceira de devaneios, conversas, equipe pré-natal e tudo mais, e com certeza deve ter mais alguma coisa que não estou lembrando, rs.
Passo aqui pra atualizar em breve.
Beijo e uma semana linda pra todo mundo o//
Anúncios

9 Comentários

Arquivado em barriga, bem estar, conversando, corpo, DYI, encontro, gestante, instinto, sentimento, sentindo, sintomas, tempo

18 semanas e o meu bem-estar

Entramos hoje na 18° semana de gestação.
E isso significa o que, senhoras e senhores? Ultrapassamos o limite, o fantasma das 17 semanas e daqui pra frente é tudo, realmente, novidade \o/ Não que já não estivesse sendo, porque foi tudo muito diferente da outra gravidez, desde o comecinho do comecinho. Mas daqui pra frente é tudo completamente novo e eu tô animada para viver tudinho.

Nas semanas anteriores eu cheguei a pensar que ficaria ~meio assim~ quando chegasse a semana 17, uma tristezinha ou um medinho, sei lá. Adivinhem? Não aconteceu. Fiquei uns dois dias mais calada, introspectiva, cheguei a pensar no assunto, mas me dei conta de que não estava com medo, não era nada relacionado a esse bebê, era só uma brisa leve do que passou. Seguimos adiante e aqui estamos.

E como eu me sinto?
Ótima!!
Sem sintomas chatos, sem reclamações. A única coisa que tá pegando é o calor e, por conta disso, pés um pouquinho inchados no fim da tarde, mas não acho que esteja mais difícil pra mim do que pra todo mundo. Essa semana eu li dois textos sobre como é muito mais fácil reclamar da gravidez do que se sentir bem com ela. E é verdade. Sempre que alguém pergunta como estamos, a resposta esperada, muitas vezes, já é uma queixa, um desconforto. É claro que eles existem, são muitas mudanças ocorrendo de uma vez só, a gente não tá acostumada, às vezes enche o saco mesmo, mas não acho legal focar só nisso. E toda a mágica que estamos fazendo dentro de nós? Existe muita beleza na gravidez, literal e poeticamente, sempre achei isso e estou adorando vivenciar esse processo. Sim, eu sou a pessoa que sempre vai buscar um lado lindo em tudo, agora mais do que nunca, tanto que sempre tratei meus sintomas chatinhos com respeito e não apenas esbravejando o quanto eu os detestava. Sempre tentei entender o que eles queriam me dizer, a talvez diminuir me ritmo, ou rearrumar alguma coisa na rotina, ou aqui dentro. Tenho aprendido muito, essa é que é a verdade.
Além do mais, tenho me sentido muito bem comigo mesma. Não digo tanto pela aparência, mas sinto meu corpo trabalhando tão direitinho, tão em sintonia, que não tem como não me sentir bem.
E esses dias eu estava pensando em como é bom poder viver isso no meu ritmo, sem a pressão, todo dia, do que acontece lá fora, ou de um local externo de trabalho, por exemplo. Quando estou cansada eu respeito, quando a coisa agita eu vou junto. E isso não tem preço. Poder sentir e entender o que o meu corpo ou a minha mente estão me pedindo é fundamental pra mim.

Estou bem disposta, meus cabelos deram uma boa crescida, apesar de eu precisar dar um jeitinho nele, minhas unhas que quebram com uma super facilidade agora não quebram mais. Minha pele não está 100%, mas não ligo muito pra isso nesse momento. Minhas roupas decidiram que era uma boa hora para não servirem mais em mim, e tenho feito uns malabarismos para inventar novas combinações, muito legal essa parte, fico feliz quando um vestido não fecha mais, rsrs.

Tá uma delícia acompanhar a barriga crescer. Apesar de, às vezes, eu achar que ela deu uma boa crescida, outras vezes é como se ficasse estacionada  semaaanas no mesmo lugar.
Faço massagem com óleo todos os dias, e essa é uma das partes que eu mais gosto.
E agora as leves coisinhas que eu sentia (leia:se: pequenos movimentos tímidos da dona moça aqui dentro) estão se tornando movimentos mais perceptíveis. Todo dia já acontece, mais de uma vez por dia. E adivinhem? Ontem marido sentiu também!! Ain, que gostoso dividir isso com eles, né?! Eu estava deitada no sofá e senti, coloquei a mão dele em cima e, de repente, ele sentiu também, ficou todo bobo, rs.

Ou seja, as coisas estão indo muito bem do lado de cá, graças a Deus. Não perfeito, claro que tem umas coisinhas ainda para serem colocadas em seu devido lugar, mas não era sobre isso que eu queria falar hoje, e elas não tiram a graça, nem roubam a cena do que ando vivendo 🙂

E é isso.
Que venham mais e mais semanas de bem-estar.

Fica de registro duas fotos de ontem. A pança é do mesmo tamanho, juro, algumas roupas é que disfarçam mesmo, haha.

7 Comentários

Arquivado em acontece comigo, autoconhecimento, barriga, beleza, conversando, foto, segundo tri, sintomas

Sobre as primeiras semanas

Hoje completamos 7 semanas de gestação. \o/
E eu vou dizer uma coisa pra vocês, colegas, anota aí pra não esquecer: cada gravidez é diferente da outra. Deve existir, em algum lugar da galáxia, mulheres que gestam 7 vezes e todas são iguais – meus parabéns pra vocês. Mas, pelo menos comigo, não está sendo assim. Tá tudo diferente. Tudo. Quer dizer, pra não dizer que nada foi igual, a única coisa idêntica foi a descoberta do positivo super cedo, com pouco mais que 3 semanas. Mas dessa vez eu “já sabia” desde muuuito antes, o que não teve da outra vez. Vamos listar o que já me acontece nessas primeiras semanas:

Enjoos: surgiram aqui desde o comecinho e ainda reinam. Não tá fácil. Não cheguei a vomitar ainda (e espero que não aconteça), mas as náuseas estão presentes sempre, em alguns horários com muita intensidade mesmo. Um pouco antes do positivo eu já passei a não tomar café, porque não descia mesmo, e depois foi só piorando. Não posso nem sentir o cheiro, a coisa tá nesse nível. No café da manhã só suco natural que desce. Aliás, durante vários e intermináveis dias, o café da manhã era a refeição mais difícil pra mim. Muitas náuseas, falta de apetite… só comia mesmo porque preciso e porque quanto mais tempo sem comer, mais náuseas, mas era bem pouquinho. No começo desta semana mudou. O enjoo tá fazendo rodízio, rs. Nem senti muita coisa de manhã e fiquei feliz achando que estava passando, mas aí chegou a noite e vi que tinha mudado de horário. Agora o jantar é a refeição mais difícil do dia. Mas assim, não que nos outros horários eu passe ilesa, vez por outra vem uma “bolinho” na garganta, um gosto ruim na boca. Aliás, esses dias acordei de madrugada super enjoada, tive que levantar pra tomar água gelada e comer uma bolachinha salgada; fora outros episódios – não vou narrar tudo porque senão o post fica só sobre isso. Enfim, péssimo; porém, necessário, rs.

Sonolência e lerdeza: na parte da tarde eu sinto um soninho… mas nem sempre eu durmo. Na verdade, é bem raro isso acontecer, acho que só cochilei à tarde umas 2 vezes. Hoje eu me permiti acordar mais tarde, porque estava mais cansada. Que coisa maravilhosa! rs. E estou mais lerdinha também – até por isso os posts mais espaçados esses dias. Eu leio tudo, mas a concentração pra escrever está bem baixa.

Emoção e chatice: muito chorona. Essa semana deu uma minimizada, mas antes estava demais. Se eu estava com fome e não conseguia comer por causa do enjoo: chorava. Se eu sentia uma coisa e não conseguia interpretar: chorava. Se o vento soprasse pro leste, e não pro oeste: chorava. Um saco! Muito cansativo. Eu estava super sensível e me senti um recém nascido, sinceramente. Ainda bem que eu tenho um marido incrível que está super presente e paciente, porque às vezes nem eu tô dando conta, rs.

Barriguinha: temos! Eu sinto minha barriga diferente desde o começo, tipo mais durinha mesmo. E isso continua até hoje. Uns dias mais, outros menos, mas continua. Eu li esses dias, num desses textos informativos das semanas da gestação (que não estou lendo sempre, aliás), que ainda é cedo e que não há mudanças externas visíveis no corpo da gestante. Querem saber? Danem-se esses textos!! Não dou a mínima importância! Tenho barriga sim, e não é um texto pronto que vai me fazer mudar de ideia. Fim.

Ácido Fólico e Progesterona: desde antes de engravidar eu já tomava o ácido fólico, mas só 2 vezes na semana. Depois, quando meu sexto sentido apontou uma gestação adiante, passei a tomar todo dia, e assim estamos até hoje. Aí que lá no dia 12 de novembro eu andei muito e no dia seguinte acordei com uma dorzinha chata na virilha, como se fosse uma cólica fora de lugar. Medo, né gente? Qualquer dor estranha já me deixa tensa. Mandei e-mail pra médica e ela pediu pra eu ir usando Utrogestan até nos vermos, pelo menos (beijo pra médica que responde e-mail e ainda mais antes da consulta!). Já nos vimos e, pelo menos por enquanto, vamos prosseguir com ele.

Ultrassom: aí que eu só tinha consulta marcada pro dia 27/11 e já queria ver meu pinguinho de gente. Até pra confirmar a idade gestacional, porque eu já estava ciente que não ia bater com a DUM, como sempre, porque ovulo mais tarde mesmo. No dia 20, em pleno feriado, achei uma clínica que estava aberta e não exigia pedido médico (as ansiosa tudo pira, haha) e lá fomos nós, marido e eu, para a salinha escura. Quando o médico colocou a imagem na tela, aquele pontinho lindo piscando pra nós. Ah, que momento lindo! Estávamos com 5 semanas e 5 dias e já conseguimos ouvir o coraçãozinho do pinguinho de gente. Muito amor!

Consulta médica: nessa gestação eu escolhi a Dra Catia como minha obstetra, ao invés de continuar com a Betina. Porque na realidade eu já queria a Catia da outra vez, já tinha passado em consulta com ela em fevereiro, pra fazer preventivo e tudo, só não continuamos porque minha DPP seria nas férias dela. (aliás, eu adoro ter filho que possa nascer em férias escolares, hein?! antes era janeiro, agora julho, haha). Pois bem, marquei no início do mês e só tinha vaga pro dia 27/11, essa quarta que passou. Minha prima foi comigo, pois marido não podia se ausentar do trabalho. Gente, foi lindo. Conversamos um monte! Contei tudo pra ela sobre a perda e ela achou melhor eu fazer uns exames investigativos, para descartar qualquer coisa que possa estar oculta no meu organismo e, caso tenha (não vai ter, rezem pra mim!) para cuidarmos dessa gestação com mais cuidado. Geralmente esses exames só são feitos depois de 2 ou mais perdas, mas como a minha foi tardia, não muito comum, vamos antecipar isso. Ela propôs e eu aceitei. Muitos exames de sangue pela frente, mas tenho fé que dará tudo certo. No mais, estamos bem. Pressão ok, colo do útero ok, essas coisas todas. Não gostei muito do meu peso, mas não está totalmente acima do esperado, eu só queria que estivesse menos mesmo, rs. Mas isso também se deve ao inchaço por causa do intestino preso, super normal (o que também não tive da outra vez, inclusive). E por enquanto nada de exercícios físicos, vamos deixar isso para mais adiante. Ela ainda me passou dois remedinhos naturais que vou mandar manipular na Weleda: um para o enjoo, outro para acalmar o coração dessa mãe, que mesmo tentando ficar calma, ainda sente uns medos às vezes. E próxima consulta só em janeiro, depois do morfológico do 1º trimestre.

Ufa, tanto tempo sem atualizar que ficou enorme (ok, é sempre enorme, vocês já sabem, rs).
Vou tentar voltar com mais frequência agora :))

pelo ângulo parece um pouquinho maior, mas ela já está presente \o/

26 Comentários

Arquivado em acontece comigo, chorar, comecinho, como lidar?, consulta, conversando, enjoos, primeiro trimestre, sintomas

Desejos

Como já contei, até agora nada me fez virar a cara e ter vontade de colocar tudo pra fora. Nem perfumes, nem comidas. Nas vezes em que não gosto do cheiro de alguma comida, por exemplo, não tem relação nenhuma com a gestação, porque eu sempre tive isso, o que minha mãe chama carinhosamente de frescura, rs. Mas não, não reclamo disso, foi só uma observação mesmo.

O que eu sinto mesmo é fome. Fala sério, parece que o meu estômago se transformou num buraco negro, nunca chega o fundo do negócio, haha. Nem se eu quisesse eu ficaria mais de três horas sem comer, é uma tarefa impossível. E como não podia deixar de ser, os desejos já deram o ar de sua graça por aqui. E é quando todas as minhas tentativas de manter uma alimentação toda saudável vai pras cucuias.

Dias antes de eu saber do positivo, exatamente numa quinta-feira à noite (me lembro perfeitamente ainda), por volta de umas 21 e tanto, viro pra minha mãe e digo: quero comer canjica agora (e no nordeste é chamado de mungunzá, se eu não me engano; lá, canjica é outra coisa). Ela me olhou com aquela cara de “pronto, endoidou de vez” e não, não fez a canjica pra mim, até porque o processo demora, né, tem que  colocar o milho de molho e tal. Não a deixei em paz até o fim de semana. No domingo, ela finalmente fez a tal da canjica pra mim. Foi o dia em que teve um almoço de família aqui em casa (e o dia que eu fiz o primeiro teste de farmácia), e o plano era eu me esbaldar na delícia depois que todos fossem embora (egoísmo, a gente vê por aqui – que também é sinônimo do desejo: querer tudo só pra si). Pois não é que minha tia viu a panela cheia e, louca que é por canjica, levou metade da panela pra casa dela? Ok, repartiremos, então. Como eu digo quando como uma coisa boa e quero mais “não deu pro buraco do meu dente” o que sobrou aqui, ainda mais que não era só eu comendo, mas tudo bem. Depois ainda rolou canjica mais umas duas vezes, e então passou (mas sabe que agora, clima de festa junina, é uma boa pedida também? Vou providenciar isso, rs).

                                     

Também antes de saber que Bolota já tinha fixado residência em mim, me vi doida de vontade de tomar sorvete de creme. E esse nem é o meu sabor preferido, apesar de eu ser alucinada por sorvete. Mas não um simples sorvete de creme. Tinha que ser um sorvete de creme, com cobertura de caramelo e paçoquinha em cima, servido na taça. Se não fosse assim, não servia. Aconteceu duas vezes antes de eu saber que estava grávida, e mais umas duas ou três depois. Agora passou, mas era engraçado sair procurando lugares que serviam sorvete na taça, rs.

A foto é de um sorvete de banana, mas pensem só no visual, que parece o que eu queria. Foi o mais próximo que encontrei. Fonte: Gnt Receitas

Depois, foi a vez do bolo. Bolo caseiro, comum, sem recheio e sem calda.
Mas até que meus desejos não me fazem comer muito, enlouquecidamente. É assim, eu sinto uma vontade absurda de comer tal coisa, até posso vê-la na minha frente e preciso que seja realizado o mais rápido possível. Mas quando tá pronto, como um pedaço ou dois, e só. No dia seguinte posso comer de novo, mas assim, de uma vez, não como, não. Então eu queria bolo (o primeiro pedaço ainda quente, obrigado), e depois do primeiro pedaço passava. Mas depois de uns dias – uns dez ou quinze – eu sempre quero de novo. Como estou tentando evitar a farinha branca, comprei a integral. Ontem minha mãe fez um bolo de cenoura integral (farinha integral e açúcar demerara) com calda de brigadeiro mole que meu Deus do céu, divino!! Esse fugiu do meu desejo e teve calda (mas podemos só focar na parte integral? Grata, rs), mas não era exatamente um desejo genuíno, então tudo bem.

Foto da maravilha dos deuses, o bolo de cenoura integral com calda de brigadeiro mole.

Daí teve um dia que eu queria torta de frango, daquelas de liquidificador, na janta. Não tinha ovo e, tamanha era a minha vontade, fui comprar na hora, rs. Foi minha janta e meu almoço do dia seguinte. Delícia, delícia. Depois de um tempo, a Dani postou uma receita maravilhosa, um pouquinho diferente da torta da mami e não teve jeito, fiz a minha amada mãe fazer a torta pra mim no fim de semana seguinte. Porque eu queria ter certeza que daria certo, né, não me arriscaria a fazer, não. E foi sucesso absoluto aqui em casa. Beijo, Dani, sua linda!! Bolota, eu e o povo aqui de casa agradecemos.

A maravilhosa torta da Dani, feita pela minha mãe

Esses dias eu quis comer uma fatia de melancia, daquele jeito lindo que suja toda bochecha. Não servia cortadinha no prato. Mas foi uma coisa passageira, rs.

E acho que foram esses, por enquanto. O que eu acho até muito, considerando que amanhã eu faço 12 semanas.
E sim, a minha mãe faz todas as comidas e guloseimas que eu quero, porque ela é simplesmente a melhor cozinheira que eu conheço. Sem esse negócio de comida de mãe, todas as pessoas que provam, aprovam muito a comida da minha mami. Desde as coisinhas mais simples, arroz e feijão, até pratos bem elaborados e super chiques e difíceis, ela faz e arrasa sempre. Eu, em contrapartida, cozinho o necessário, haha. Não é exatamente a minha praia, apesar de eu achar lindo quem sabe mesmo cozinhar. Às vezes marido e eu assumimos o comando do fogão e cozinhamos juntos (leia-se: ele cozinha e eu auxilio, rs), mas ela gosta mesmo de fazer isso, de verdade, então a cozinha é todinha dela.

E eu ainda nem dei trabalho pro marido, querendo algo super exótico de madrugada. Estou muito legal com ele, sim ou com certeza? haha
Por falar em coisas exóticas, meu pai foi pra Minas sexta-feira e eu já encomendei pra minha vó, que mora lá e aqui, dependendo da época do ano, rs, para fazer pra mim doce de buriti. Eu amo esse doce, e parece que agora é época da frutinha, então tenho que aproveitar, rs. Pra quem não sabe, buriti é um fruto, predominante no norte e nordeste do país, mas também encontrado em Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Diz que tem aqui em São Paulo e no Rio, mas encontro muito pouco. Lá na nossa roça, em Minas, tem muitas árvores, então é mais especial ainda.

   
Buriti no pé e o fruto. O doce é feito com a parte amarela. E é de comer em pedaços, como se fosse rapadura.

E é isso! Chega de falar de comida. Vou partir pra ação. Hora do almoço e minha Bolota já tá manifestando sua insatisfação com a demora da comida (ela tá super na onda dos protestos, ó céus!).

E as gravidinhas de plantão, também já tiveram seus desejos? Conta pra mim!

9 Comentários

Arquivado em acontece comigo, conversando, desejos, fome, gestante, sintomas

Os (des)sintomas

Meninas, queria agradecer o carinho de vocês em cada comentário no post anterior. Vocês são muito queridas por mim, saibam disso.

Não sei se vocês se lembram: eu estava realmente calma quanto a receber ou não o meu positivo nesse ciclo. Claro que teve o dia em que eu não entendi nada do que estava sentindo, mas foi só compartilhar aqui com vocês que eu fiquei mais tranquila de novo. Eu até cheguei a mencionar em alguns comentários que eu achava que não tinha sido esse mês e tal. E eu comentei isso porque eu achava que estaria arrancando os cabelos de ansiedade para fazer logo o teste caso eu realmente acreditasse que já era positivo. E não foi isso que aconteceu. Mas nesse mesmo post, eu tinha dito que estava sentindo um tipo novo de pressentimento.

Resolvi organizar os pré-(des)sintomas que senti aqui nesse primeiro post. (des)sintomas porque não foi enjoo, não foi tontura, ou seios sensíveis. Nada do que eu achei que seria, rs. Vamos a eles:

Primeiro sintoma: sensação real no corpo, na região do estômago, desde a metade do ciclo. Não era no ventre, era mais em cima. Mas era real. E eu nunca havia sentido nada parecido, mas também não me assustei. Eu rezava pedindo discernimento pra entender, porque até então nem pressentimento eu sabia que era. E marido falava: calma que na hora certa você descobre o que é.
Segundo sintoma: leve sensação de inchaço. Com essa eu desencanei e realmente fiquei uns 3 ou 4 dias achando que ia descer a qualquer momento, e não só na semana seguinte, como eu estava prevendo. Mas não desceu.
Terceiro sintoma: mudança sutil nos seios. Eles não doíam, os mamilos não ficaram mais escuros; mas eu sabia que estavam mudando, principalmente porque somente os bicos ficaram um pouquinho maiores. E depois, já perto da “data limite” que estipulei (que foi quanto tinha durado o último ciclo), aí sim os seios ficaram um pouquinho maiores, mas sensíveis não. Eu tenho os seis murchos pequenos, então eles não ficaram enormes, mas mais “gordinhos”, hahaha. (diferente de quando era só inchaço de tpm).
Quarto sintoma: chorar por nada. Veja bem, eu demorei pra entender que isso era um sintoma, simplesmente porque eu sou uma pessoa de choro fácil mesmo. Mas certo dia, meio irritada com umas coisas, passei o braço rápido num pacote de bolacha maizena que tinha acabado de abrir e caiu tudo espatifado no chão. O que eu fiz? Peguei uma vassoura  pra limpar e salvar as que ainda restaram dentro do pacote? Não, minhas caras. Eu comecei a chorar a bolacha derramada.
Eu até comentei aqui que estava mais sensível e achando que era tpm, doce ilusão, rs.

Ok, tudo isso aí em cima ainda estava sutil e espaçado. Eu notava, mas deixava rolar. Não dava pra assimilar tudo ainda. Quando foi na quinta-feira, dia 25 de abril, eu tive uma reunião à tarde e fiquei muito tempo sem comer. Fui de lá direto pra hidroginástica e, no fim da aula, eu era só fome. Comi um pão de queijo para aguentar chegar em casa. Cheguei, jantei… e a fome não passou.
E aqui entram, juntos, mais três sintomas: fome sem fim, salivação e sede, tudo à noite. Eu queria comer mais, mas queria uma coisa diferente que nem eu sabia o que era. Quando percebi, estava salivando muito, o que, depois, me provocava uma mega sede que só passava (e até hoje está assim) com água gelada.
De repente, pedi para minha mãe uma coisa, que seria o próximo sintoma: desejo de comer canjica (detalhe: era mais de 21 horas). Ela não fez e eu fiquei frustrada. Na sexta (que seria o dia que eu esperava que descesse), foi a mesma coisa da noite anterior. Muita salivação, sede e vontade de comer canjica. Ainda sobre os desejos, também aconteceu, no sábado, de eu querer sorvete de creme, com calda de caramelo e paçoca, mas tinha que ser na taça. Ainda tenho esse desejo de vez em quando, rs.
A partir da quinta-feira eu já comecei a ter certeza desconfiar que algo estava acontecendo dentro de mim. Sábado eu comprei dois testes, mas coloquei na cabeça que só os faria na segunda.
Domingo recebemos visita e ficamos o dia todo ocupados. Quando todos foram embora, a vontade de fazer logo o teste foi me dominando aos poucos e eu perguntei pro marido: que dia você acha que eu faço o teste? E ele: quando você quiser… tipo agora, que você está com muita vontade. (hahaha ele me conhece bem sim ou com certeza?)

Aí criei coragem e fui ao banheiro…
mas isso eu conto no próximo post 😉

5 Comentários

Arquivado em coisa linda, comecinho, conversando, gestante, história, sintomas