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Fast food de viagem

Pronto, agora acho que encerro a fase monotemática de viagem, rs.

Como manter uma alimentação razoavelmente adequada numa viagem de carro com um bebê de 1 ano? Aqui fizemos assim.

Para a ida (São Paulo – Aracaju) estávamos bem abastecidos.

Preparamos em casa muitos sucos naturais, congelamos em garrafinhas e levamos numa bolsa térmica. Salvou completamente nossa vida, Agnes não consumiu nenhuma caixinha durante o trajeto, yeah!

Também fizemos bolo, que foi bem bom no começo, mas logicamente não durou muito.

Além disso, levamos frutas – banana, maçã, pêra, laranja.

E biscoito de polvilho e cookies também.

Em relação a comida, tivemos o cuidado de parar sempre um pouco antes do meio dia, que é quando a comida está fresquinha e os lugares mais vazios. Funcionou bem, apesar da pequena ter comido pouco nessas horas, já que ficava mais interessada em sair correndo para explorar o lugar e esticar as pernas, rs. E preciso dizer que tivemos boas surpresas nessa parte, cada comida boa que achamos, principalmente onde a gente percebia que era negócio familiar, sabem. Muito bom, hehe…

Na(s) volta(s) não tínhamos mais tanta coisa no carro, mas sempre dava certo de achar um biscoito sem leite na estrada, suco feito na hora, ou coisa parecida.

Ah, picolé estava liberado também, porque né, viagem de carro, nordeste, sol de lascar… algum alívio precisava ter, além do ar condicionado, hahaha.

Sinceramente, foi bem mais tranquilo do que eu imaginei. Nada como viver a experiência pra saber, né.

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O causo da polenta

Pode parecer um pouco estranho, mas acho que a Agnes comeu melhor durante os deslocamentos na viagem do que nos lugares que ficamos. É que ficamos em casa de parentes, outros horários, muita gente em volta. E essas coisas já são suficientes para mexer com o apetite dela. Ela comeu pouca comida nos 20 dias fora. E o que salva aqui em momentos como esse é a bendita da polenta.

Fubá, água, um tico de sal, orégano e um fio de azeite. Ou só fubá e água, em situações/lugares críticos. É muito fácil, muito prático e ela come feliz da vida (faz um tempo que não dou, na verdade, mas vamos focar que até agora deu certo, rs). Pois bem. Quando a coisa apertava lá em outras bandas, era pra polenta que eu corria. Porque não estava bancando ver a pequena gastar tanta energia sem comer direito. E não era hora de ficar pensando em valores nutricionais, variedade, se ela só ia querer comer isso for ever quando voltasse, etc. Nada disso. Eu só queria alimentar minha cria.

Já estava marcado desde antes da gente ir que depois do Natal iríamos, com uma turma de amigos do meu irmão, passar um dia (e uma noite) num lugar tipo camping que tem lá pertinho de Aracaju. A Lagoa dos Tambaquis é um lugar realmente lindo, tem uns chalezinhos simples para pernoitar, tem sombra e água fresca, tem um café da manhã delicioso e o lago em si é uma delícia, água cristalina, peixinhos, tudo de bom. Fizemos um churrasco, no almoço a pequena comeu arroz, salada e carne, de boas. A noite eu não quis dar a mesma coisa e, já sabendo disso de antemão, levei um pacotinho de fubá e uma mini panela da minha cunhada. Quando foi na hora da janta, tudo escuro, os faróis dos carro fazendo as vezes de iluminação onde tinha o fogo, num fogão totalmente improvisado, estávamos lá preparando a polenta salvadora de bebês esfomeados. Gente, foi TÃO legal! Totalmente a nossa cara, e cara dessa viagem, que teve tantos improvisos. Com certeza vamos lembrar da gente lá na beira do fogo queimando a panela por um bom tempo, haha.

Cheguei a ouvir, já em outros dias da viagem, que eu não alimentava minha filha direito, que isso estava errado, que não dava pra comer tanta polenta assim na vida. Só deu vontade de dizer: gente, seje menas!! Sabe, na vida – e principalmente na maternidade – temos que escolher nossas batalhas. Então eu oferecia comida para minha filha, sim, é óbvio que sim. Mas se eu percebia que o ambiente não estava propício para ela comer bem (porque bebês são seres inteiros, tudo ao redor influencia nos processos deles) (não adianta, ela não come com muita gente ao redor, olhando e comentando o que ela está fazendo), ou se não tinha algo na hora que ela queria, eu apelava pro que ela conhecia e aceita bem – como trazer algo do cotidiano dela pra um lugar onde já é tudo novo. E tudo bem. Viagem é pra gente relaxar, é pra sair da rotina, é pra sijogar no que aparecer. Ela teve tantas outras ~experiências gastronômicas~ nesses mesmos dias, tantas novidades. Deixa a menina comer o que quiser, eu hein! E deixa essa mãe aqui tentar ser leve, né.

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Viajar com bebê é tudo de bom

Esta semana estava lendo uma matéria com dicas da família Nalu sobre viajar com crianças. Eu adorava assistir ao programa uns anos atrás, ficava pensando como seria incrível viver viajando, levando criança junto e tudo mais. Eu gosto de estar em movimento, me identifico, em algumas partes, com pessoas nômades – apesar de não viajar quase nada, se comparadas a elas. Enfim. Li a matéria e lembrei da aventura que fizemos no final do ano passado, quando fomos até o nordeste de carro com uma bebê de 16 meses. Bateu uma super saudade e resolvi vir aqui escrever mais um ‘cadim sobre isso.

A verdade é que, se eu pudesse ($), viajaria sempre, todos os meses, para todos os cantos, principalmente aqui dentro do país mesmo, pois são muitos os lugares que ainda quero conhecer. Adoro viajar, adoro pensar na viagem, fazer listas, comprar coisinhas especiais para botar na mala, adoro fazer as malas. E viajar de carro é especialmente bom, uma experiência a mais. Talvez porque foi assim que viajei na maior parte da vida, mas não vejo problema em ir por vias terrestres para qualquer lugar – a primeira vez que viajei de avião eu tinha exatamente 19 anos, então carro e ônibus são super tranquilos pra mim.

E é claro que eu não deixaria de viajar com a minha pequena companheira de aventuras. Quer dizer, em algum momento devo ter pensado se os contras não seriam maiores que os prós, mas resolvi encarar, de qualquer modo. Incluir os filhos na vida que temos e tanto gostamos é parte fundamental da caminhada, não acham?

Mas assim, também não tinha como achar que, com essa história de incluir, as coisas seriam como eram antes. Nem pensar. Ajustar minhas expectativas foi a primeira coisa que fiz desde que engravidei. Não daria para querer percorrer os mesmos km na mesma quantidade de tempo com um bebê a bordo. Me preparei mentalmente para paradas maiores, para não ter pressa, para lidar com possíveis crises de choro, entre outros imprevistos que pudessem surgir pelo caminho.

Já tínhamos viajado uma longa distância de carro com antes, quando ela tinha 7 meses. Daquela vez confesso que fiquei mais apreensiva, mas acabou sendo mais tranquilo do que o esperado, ainda bem. Acho que por isso me animei a esticar o caminho e ir pra Aracaju no fim do ano, rs. Com a diferença de que, desta vez, ela já estaria comendo normalmente (da primeira era comecinho da introdução alimentar, ela praticamente só mamou mesmo), lembrando que ela não consome nada com leite ou derivados, então teria essa preocupação a mais. O que fizemos foi levar muitos petiscos e opções de lanche para não depender apenas do que encontrássemos na estrada – até porque em alguns lugares “opção” não é uma palavra muito ampla, sem contar os trechos em que não tem nada a não ser mato e montanhas e árvores e carros. Acho que depois faço um post só sobre como foi a alimentação, porque o assunto rende bastante.

No quesito distração dentro do carro (mais conhecido como: mantendo a quiança na cadeirinha sem muito choro), tínhamos música, livros, bichinhos de pelúcia, brinquedinhos novos, nós mesmos, os quitutes disponíveis, bolsa da vovó, óculos de sol que estivesse dando sopa por ali, mostrar as nuvens no céu, batom. Pois é, até o batom entrou na roda. Numa momento crítico, minha mãe entregou um batom na mão dela, com o intuito que ela ficasse só no “tampa-destampa”, mas aí ela abriu, gostou, botou o dedo, passou na perna (e nos pés, e na cadeirinha, e em nós) e ficou nisso por preciosos minutos de paz. Nada que os versáteis lencinhos umedecidos não resolvessem depois. Ou seja, em algum momento é preciso desapegar. Costuma render boas risadas, recomendo. Ah, outra coisa que foi a sensação do entretenimento: uma caixa de canudos. De última hora comprei uma caixa de canudinhos, pra facilitar na hora de tomar os muitos sucos que fizemos e levei do jeito que comprei mesmo, na caixa. Ainda brincamos que era exagero. Mas não é que a Agnes amou ficar tirando os canudos e depois encaixando de volta no buraquinho? Foi uma boa surpresa. A caixa acompanhou o percurso todo, tanto na ida quanto na volta – e ainda sobrou canudo, hehe.

E no fim eu só falei de coisas que nem são exclusivas de viagens longas. Essas são minhas dicas da vida prática mesmo, apenas adaptadas para o momento. É assim que tento ser no dia a dia. Sempre buscando ser mais leve, estar mais presente, lembrando de respirar e acolher o que vier.

A verdade é que não vale a pena focar só no stress que vai surgir. Porque vai, simplesmente vai. Tem cansaço, tem trânsito, tem vontade de ficar sozinha, tem um monte de coisas chatinhas, mas também tem uma porção de momentos que estão sendo construídos com risadas, empolgação e até mesmo alguma calma. Consegui ler e escrever alguns rascunhos no carro, nos momentos que ela dormia e eu estava disposta, a despeito de todas as dúvidas se isso seria mesmo possível. É muito mais proveitoso quando nos abrimos para viver o que vier, seja onde for. No fim, é tudo memória. Tenho lembranças muito boas dessa viagem e não vejo a hora de vir a próxima.

Ah sim, ainda volto para falar de mais causos que adorei ter vivido e sobre como foi a alimentação da pequena na estrada. Me aguardem.

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Do que aprendo com a minha filha

Uma viagem serve para muitas coisas, inclusive pra gente observar ainda mais de perto o comportamento das pessoas. Com alguma sorte a gente aprende também.

Durante o trajeto de carro que fizemos de São Paulo até Sergipe (e depois de Sergipe a Minas, e de lá pra Sampa novamente), muitas vezes a Agnes ficava estressada e começava a chorar. Era calor demais, muito tempo sentada, muito tempo na mesma posição, confinada dentro de um espaço muito pequeno e com pouquíssimas possibilidades de se mexer e se entreter. Super normal ela se zangar, nem a gente aguentava tudo sorrindo e achando lindo, não há motivos para cobrar isso dela.

Quando parávamos o carro, algo mágico acontecia. Qualquer choro ou reclamação que ela pudesse estar demonstrando cessava imediatamente. Adorava sair do carro e queria logo ir pro chão esticar as pernas, leia-se: correr por todo lado, explorar o lugar, andar de um lado pro outro como se não houvesse amanhã. Ela sorria, andava, corria, conversava, brincava com a gente, mexia com as pessoas, tentava pegar tudo ao seu alcance. Muitas vezes a gente queria entrar e comer logo alguma coisa, mas sempre ficávamos mais um pouquinho lá fora pra ela curtir, ou então nos revezávamos nos cuidados. Os lanches dela acabavam sendo melhor aproveitados nos carro mesmo, porque lá fora o negócio era andar.

Era lindo de ver. Uma entrega, um desprendimento. Ela realmente estava vivendo o presente, como sabe fazer tão bem.

Do outro lado, não era raro acontecer de nós, adultos, descermos do carro e emendarmos uma conversa (ou um comentário solto que fosse) sobre como estávamos cansados, ou sobre como o trânsito estava ruim, ou sobre o quanto já estaríamos adiantados se não fosse aquele trecho lá atrás, onde aconteceu isso, isso e mais aquilo outro. A gente não se desligava.

Por sorte – e eu digo sorte porque não sei que outra palavra usar – percebi isso em tempo e reprogramei minha mente. Consegui curtir a viagem em sua totalidade, aproveitando todos os momentos realmente em tempo real, enquanto eu estava ali. Não me foquei no que deixei pra trás, nem nos problemas, nem no que ainda estava por vir, nem na chegada aos nossos destinos. Não pensei muito nem nas pessoas que nos esperavam, pra ser sincera – só mesmo o suficiente para mandar notícias de vez em quando, claro. Posso dizer que foi uma experiência ótima, que me trouxe uma sensação total de leveza. Leveza no sentido de não carregar os pesos que já tinham passado, de não prolongar o stress de 2 horas atrás, de não tentar prever a próxima parada. Apenas viver o presente, com o que quer que ele me traga.

Consegui. Estou tentando me manter assim ainda, mesmo já tendo retornado há dias. Parecia mais fácil lá na estrada, não sei porque. Aqui eu preciso “me lembrar” mais de ser assim, lá foi algo natural. Talvez aqui eu tenha mais distrações, não sei. Mas fica a pergunta: por que é tão difícil viver o presente? Por que a gente se prende ao que aconteceu lá atrás, ou sofre por antecipação por algo que ainda nem chegou, e se esquece de apenas olhar realmente para o que estamos vivendo agora? Quando é que a gente perde essa essência de só sair correndo quando podemos, ao invés de lamentar pelo tempo que ficamos sentados?

Observar minha pequena moça nessa viagem foi um aprendizado e tanto. Que bom tê-la por perto, para me fazer lembrar do que realmente importa, seja onde for.

 

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A viagem

“Demoramos 3 dias inteiros, 2 noites, 9 horas parados no trânsito no meio da estrada, paradas em postos pra correr e esticar as pernas, chuva, 1 hotel, 1 pousada que na verdade era o puxadinho da casa do dono, frutas, sucos, bolo, comida, bolacha, sol quente, farol alto nos olhos, mamá, livrinhos, música, lágrimas, apoio, cansaço, satisfação. Chegamos ontem a noite, capotamos e estamos aqui agora curtindo a família. Foi uma experiência e tanto, adorei. Mas por enquanto não estou pensando na volta. Primeiro vou curtir o mar.”

No segundo dia, depois do almoço num lugarzinho muito legal, com uma comida de fogão de lenha delícia! 

Foi assim que eu resumi, lá no instagram, o fim da primeira parte da nossa viagem.

Gente,  foi épico! Eu pensei muito antes de encarar essa viagem com a Agnes. Por causa da distância, por causa do tempo, por causa do calor e essas coisas todas que uma pessoa sensata colocaria na balança e ponderaria mil vezes antes de embarcar – se é que embarcaria. Resolvi apenas seguir a minha louca vontade de encarar essa aventura, me preparando mentalmente pros momentos difíceis e fomos. Fé em Deus e pé na tábua, como dizem. Logo na saída, antes de sair do estado, encontramos um baita trânsito que foi parando, parando… até parar de vez e desligarmos o carro. Uma carreta havia tombado e derramado óleo na pista, bloquearam tudo e o resto vocês podem imaginar. Em algum momento, com a pequena já se estressando, meu pai conseguiu avançar um pouquinho só pelo acostamento (não pode, sabemos) onde havia uma entrada pra cidade (Atibaia), achamos um posto e paramos por lá mesmo. Agnes amou descer e poder correr pra todo lado. Ficamos 5 horas parados, dormimos num hotel em Belo Horizonte (o plano inicial era almoçar lá, olha que beleza). No dia seguinte seguimos viagem tranquilos, resolvemos pegar uma estrada diferente, com uma paisagem linda. Nesse segundo dia ela estava mais calma, acho que entendeu a dinâmica da coisa. Paramos pra dormir já na Bahia, num lugarzinho bem simples, mas muito acolhedor. E pensamos, ok chegaremos em Aracaju hoje a tarde. Doce engano. Estrada cheia de caminhões, sem chance de andar muito nem fazer grandes ultrapassagens (sim, estrada não duplicada) e adivinhem o que encontramos mais adiante? Mais trânsito! Dessa vez parados na estrada mesmo, sem jeito de achar outro lugar. Ainda bem que depois de um tempo a Agnes dormiu. Resumindo, chegamos na casa do meu irmão 23:30 do terceiro dia de viagem. E aí foi só alegria! Nos divertimos muito, curtimos a praia, fomos num lago maravilhoso nadar com os peixes, conhecemos um monte de gente legal, Agnes brincou com a prima, foi perdendo o receio de cachorro (que ela só gostava de ver de longe, quando chegava perto queria fugir, rs). No dia 27 pegamos estrada de novo. Paramos rapidinho em Salvador, só mesmo pra almoçar e molhar os pés naquele mar lindo-maravilhoso. E pensar que quando fui lá pela primeira vez a Agnes já existia. Temos um carinho muito especial por essa cidade. Enfim, dormimos na estrada de novo, como era de se esperar. E conseguimos chegar em Minas, na casa da minha avó, no horário mais ou menos esperado, graças a Deus não tivemos mais intercorrências. Nessa parte teve picolé, biscoito de polvilho, brincadeiras algum choro também, porque não dá pra ser tudo perfeito.

Em Minas ficamos curtindo a família. Agnes amou tomar banho de mangueira, ficar sem fralda, ter muito espaço livre pra andar e explorar. Eu já disse que quero um quintal pra chamar de meu? Agora quero ainda mais! Mas com o passar dos dias fui notando que a pequena parecia estar meio nervosa. Não sei se por ter muita gente, se por estar longe de casa há tantos dias, falta da nossa tranquilidade de noite em casa. O sono não foi o mesmo e tinha dias que ela acordava antes das 6, chamando o pai (que estava ao lado, dormimos juntos lá também) e despertando de vez. Mamou muito, comeu pouco. Fomos pra roça e ela se distraiu mais com os bichos, o espaço e até plantamos milho no quintal. Foi muito legal! Ah, e tivemos joelhos ralados também, que faz parte das férias, né, rs.

Voltamos essa semana. Nem eu sabia direito, mas num é que eu estava com saudade de casa? Agnes voltou rápido pra “rotina antiga”. Comeu melhor, dormiu bem, brincou com os brinquedos que aqui ficaram. Ficamos o dia seguinte todinho em casa, só matando a saudade do nosso canto. Enfim. Estamos de volta. E seguindo a ideia de roubar as legendas do inta pra resumir um pouquinho aqui, hoje eu postei:

“Já voltamos das férias e posso dizer que foi uma experiência incrível. Amo viajar de carro e levar a pequena nessa aventura foi demais! Foram quase 6 mil quilômetros em 20 dias e já to aqui querendo mais. Curtimos muito e aprendemos outro tanto enorme de coisas – sobre nós, sobre os nossos limites, sobre lugares e pessoas. Foram 20 dias livres, com muita brincadeira e novos horizontes. Mas confesso que chegar em casa também foi muito bom – vai entender a minha cabeça, que ama viajar mas também adora voltar pra casa. Agora estou aqui, cheia de caraminholas, pensando no que faço com o tanto de ideias que vieram junto na bagagem. Que venham os próximos capítulos.”

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Nossa viagem pra Minas

Voltamos de viagem!!
Que beleza chegar em casa, né?! É um paradoxo engraçado: amo viajar, mas amo chegar em casa também.

Saímos daqui de São Paulo no sábado passado, às 14:30 da tarde. Risos, muitos risos pra quem pensava que viajaria de madrugada ou a noite, hahaha. Mas estávamos bem tranquilos, sem pressa alguma. Arrumamos tudo com calma, fomos almoçar no shopping, meu pai ainda resolveu comprar mais umas coisinhas e só depois seguimos rumo à Fernão Dias. A Agnes dormiu sua soneca da tarde e quando pensamos que iríamos aumentar a velocidade, demos de cara com um trânsito, rs. Um caminhão de fraldas havia tombado na rodovia e parou tudo. Ainda bem que a pequena dormiu boa parte desse tempo em que estivemos parados. Enfim, depois de mais de 1 hora a coisa fluiu, mas já era fim de tarde. Rodamos mais um pouco, paramos pra esticar as pernas, trocar a fralda dela e tudo mais. Daí meu pai trocou de lugar com o Cleber, que assumiu a direção, rodamos mais umas 2 ou 3 horas, e paramos de novo. Já era bem tarde, entrando a madrugada, mas resolvemos seguir mais um pouco. Avançamos até às 3 da manhã e resolvemos parar numa pousada pra dormir e seguir quando amanhecesse. Até porque a pequena já estava cansada, não conseguia dormir direito, toda hora acordando e reclamando. Dormimos até às 8! Rs. Pensa num povo que não tinha pressa nenhuma, né?! rs. Ah, estávamos curtindo a viagem, foi legal! Tomamos café na pousada e seguimos. A Agnes dormiu de novo quando entrou no carro e aí meu pai correu mais um pouco. Quando ela acordou, mais de 1 hora depois, nem reclamou de estar no bebê conforto. Fizemos mais 1 parada até o destino, só. Deu quase 24 horas de viagem, mas só porque paramos mesmo pra dormir sossegados.

Chegando lá e a pequena ficou feliz a beça. Sorriu pras pessoas, foi no colo, uma lindeza sem fim. Nem ficou enjoada pela distância ou demonstrando dor no corpo.

No decorrer dos dias foi tudo de bom. Todo mundo ficou encantado com ela, com suas gracinhas e sorrisinhos. Ela aceitou bem outros colos, apesar de ainda não poder me perder muito de vista. Continuou dormindo bem a noite, comigo, e até seguiu relativamente bem  sua rotininha diária. Achei inclusive que passou a comer um pouco mais, aceitou melhor o almoço (todas comemora! \o/); e até experimentou umbu, e aprovou! Deixei tomar uns golinhos de suco e também gostou.
Conheceu muita gente, andou a cavalo comigo, tomou banho no tanque e na bacia. E adorou a rede. Caso de amor mesmo, rs. Eu a fazia dormir sempre lá, foi muito gostoso (e agora quero uma rede aqui em casa – só não sei onde vou colocar, se meu apê é do tamanho de uma caixa de fósforo, mas isso é outro assunto, rs).

Enfim, foi muito gostosa essa viagem.

Na volta pra casa, saímos de uma outra cidade, da casa de uma tia. Partimos às 4 da manhã e chegamos em casa 19:00. Fluiu super bem, nós achamos. Acho que porque a estrada estava vazia, então conseguimos andar bem, porque no quesito paradas foi maior, a pequena estava mais irritada, chorando mais, com certeza já cansada dos dias movimentados. Foi cansativo pra mim também, que não dormi em nenhum trecho do caminho, atenta a ela. Na hora do almoço eu já não aguentava mais, fiquei meio nervosa, querendo minha cama, mas fizemos uma parada mais longa e deu pra dar uma espairecida.

Ah, muito obrigada pelas dicas todas, foram bem úteis. Levei brinquedos (os já conhecidos e comprei 1 novo), frutas, água e isso ajudou muuuito a distraí-la em vários momentos. Comprei também daquelas almofadinhas de apoiar o pescoço, do tamanho certo pra ela (mini, muito fofa!), pra quando ela dormisse, e adorei, ela ficou mais aconchegada. Fui atrás com ela, sim, mas isso eu já faço desde que ela nasceu, mesmo quando o banco do passageiro na frente está vazio, hehe.

E foi isso. Aproveitamos muito, curtimos muito. Os momentos de caos absoluto choro e cansaço no carro fizeram parte da aventura, mas não foram unânimes. O saldo foi positivo, com certeza.

E que venham mais viagens!! \o/

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12 semanas e o encontro com a própria sombra

Ei, gente linda! Demorei, mas voltei o//
E aí, como vocês estão? As festas foram boas? Tudo certinho?
A minha viagem foi ótima, descansei um monte, super necessário. Foi bem legal a distribuição daquele mundo de presentes, e os das crianças lá da roça, muita emoção: elas amaram! E as meninas nem queriam abrir o pacote, achando lindo o embrulho. Valeu a pena meus dias dedicados a isso 🙂
Daí que marido e eu íamos voltar de Minas mesmo, mas num dia acordei e cismei que queria ir pra Aracaju também, ver meu irmão e tal. Entrei na internet e adivinhem? Achamos uma passagem que não valia um rim, iupii!! Isso mais as milhas do meu lindo pai, possibilitaram que subíssemos com eles de carro até Sergipe. Ficamos 3 dias lá. No dia 01, 01:30 da manhã (sim, logo depois da virada!! rs) voamos de volta pra casa.
Meus pais chegaram ontem (05/01) e minha afilhada linda veio junto, vai passar uns dias aqui com a gente.

Nosso paraíso familiar – e esse céu lidimais das Minas Gerais.

Mas agora vamos falar da gestação \o/
Pelo primeiro ultrassom que fiz (com 5 semanas e 5 dias), sexta-feira entramos na 12º semana! Uau, até que passou rápido, né?!
Os sintomas deram uma boa acentuada. Quer dizer, durante a viagem (a ida mesmo, de carro), não foi fácil comer em qualquer ponto de parada. Ainda bem que compramos bastante coisa pra ir comendo no caminho, foi o que me salvou.
E nessa semana até consegui passar o café, um verdadeiro milagre, visto que antes eu não podia nem sentir o cheiro de longe. Mas ainda não estou podendo pensar muito em sorvete da kibon (não falem o nome tablito, ainda mais o de massa – sim, é o meu preferido – porque meu estômago revira na hora. Não tá fácil ser eu, haha). Ainda é difícil comer carne todos os dias (a não ser peixe). No mais tá tudo bem.

Vacilei e não deixei marcado ainda em dezembro o ultrassom morfológico do 1º tri. Pense numa dificuldade pra encontrar vaga e/ou um lugar que não me arranque os olhos da cara? Meu convênio ainda não cobre o morfológico, só acaba a carência em fevereiro, e nos lugares que liguei perguntando custava uns 600,00! Eu não sei vocês, mas eu não pago 600,00 num exame nem aqui nem na China! Ou então, quando achava um que eu pudesse pagar, não tinham vagas para as datas que eu podia. Consegui, depois de muita labuta, uma vaguinha semana que vem, dia 14, já nas vésperas de fazer 14 semanas (ou seja, a data limite!).

Nesse primeiro trimestre, me senti um recém-nascido, completamente. Muitas sensações, o tempo todo. Muita incapacidade de transmitir ao mundo o tanto que se passa aqui dentro. Muito choro quando a coisa aperta e quando a coisa afrouxa também. Um pouco de dificuldade de lidar com a comida – e às vezes, sentir fome sem conseguir comer (e daí, então, fazer a única coisa que resta: chorar!). Ou seja, se é assim pra nós, adultas, imaginem pros bichinhos que acabaram de chegar nesse mundão? Tenhamos paciência com nossos recém-nascidos. Eles só precisam de amor e muita paciência – experiência própria!

E aí, quando a gente acha que está tudo bem, que está ficando tudo mais brando, já imaginando as alegrias do segundo trimestre, ela aparece pra me assombrar. Ela, a temida, a horrorosa, a coisa-ruim… a sombra! A nossa própria sombra. Aquela, que todas temos, e que só se revela quando estamos sensíveis e desprevenidas.
De vez em quando aquele medinho básico de passar pela mesma coisa duas vezes bate aqui na porta, mas eu vejo logo de quem se trata e ignoro; normal, fazia parte do script. Eu estava bem, levando numa boa essa gestação.
Mas nesses últimos dias a coisa pegou. Acho que ela entrou pela janela, enquanto eu dormia, só pode ter sido isso. Durante uns dois dias (sexta e sábado, eu acho), mais ou menos pela hora do almoço, a coisa começou a pegar e eu ficava com medo. Ontem não sei o que aconteceu, só sei que acordei com uma dor no corpo horrorosa, coisa péssima mesmo, do nada. E com a cabeça pesada. Achei que ia gripar, ou coisa parecida. Quando almocei, botei tudo pra fora imediatamente. Vomitei um monte e, estranhamente, me senti um pouco melhor, menos pesada. Mas o corpo doeu o dia todo, sem trégua. Consegui comer pouquíssimo. E junto com tudo isso o medão bateu. “E se tiver acontecendo alguma coisa errada?”, “e se já tiver acontecido?”, “não quero saber o que está acontecendo porque minha médica tá viajando e quero o apoio dela pra qualquer coisa”, “quero fazer um ultrassom imediatamente!”. Um inferno, minhas amigas! Não sei como marido me aguentou. Mas assim, não dura o tempo todo-todo minuto. É um intensivão e depois passa. E depois volta. E depois passa.

Conversando com marido, percebi que esse medo sempre vem na mesma hora. Adivinhem qual? A hora em que eu soube, pelo ultra, que bolota já tinha ido embora. Sombra, minhas caras, sombra. E também sei que tá chegando a “data-limite” que se instaurou na minha cabeça: 14 semanas (e não sei quantos dias). Porque foi quando as coisas começaram a parar de evoluir da outra vez.
Vejam bem, eu não acho que um raio caia duas vezes de maneira tão igual no mesmo lugar. Se fosse pra acontecer algo ruim (todas bate na madeira 50 vezes) teria que ser diferente, não é? Estou me agarrando nisso. Mas a minha insegurança se reside no fato de que, da outra vez, mesmo estando tão ligada na gravidez e me sentindo conectada com bolota, tudo aconteceu lentamente aqui dentro e eu não me dei conta. Não me culpo por isso, era pra acontecer, eu sabendo ou não. Mas e o medo de não sentir nada de novo? Entendem qual é exatamente o meu medo? Claro que, depois de passado o fato, eu puxei pela memória e percebi umas coisas que saíram dos trilhos, disfarçadamente, naqueles dias prévios. Mas assim, não foi nada que me fizesse ficar com a pulga atrás da orelha, eu estava toda zen naquela época, rs. Então, quando percebo, já estou procurando qualquer sinal de sintoma de que algo não vai bem. Durante a viagem, lá em Aracaju, senti umas dores de cabeça (que pode ter sido por fome alimentação fora de hora, ou sono, ou a falta do meu óculos de leitura que não uso há tempos, porque quebrou), mas já senti um frio na barriga. Hoje eu acordei achando que meus peitos diminuíram, que minha barriga tá pequena, que um monte de coisas (aqueles sintomas de ontem sumiram em algum estágio do meu sono, acordei bem!). Até chorei. Minha mãe achou que eu tinha que ir no médico, contar dessa angústia, mas médico de plantão em ps eu prefiro não arriscar. Nessas horas eu sinto falta da Casa Angela, que era um lugar que eu poderia correr nesses momentos (eu estava deixando pra ir lá, ou decidir se iria, mais pra frente). E assim, até tem aquela clínica que eu faço ultra sem precisar agendar, mas queria um lugar melhor, com uma imagem mais bacana, sabem? Por isso não fui lá fazer o morfológico. E não quero correr pra lá a cada medinho que eu venha a sentir, pra verificar se tá tudo certo. Não vou usar isso de muleta, não faz bem nem pra mim e muito menos pro baby. Estou ocupando minha mente, tomando meu homeopático para acalmar o coração (tinha deixado de lado nessas férias) e seguindo em frente. Agora à tarde já estou bem melhor, posso até dizer que já sem o mesmo medo de cedo. Vou tentar levar assim até terça que vem e caso a coisa aperte demais, eu vejo o que faço. Mas já entendi duas coisas: a primeira é que todos os sentimentos passam, sendo bons ou não. A segunda: medo não salva ninguém. Independente do que eu faça, o que tiver que acontecer, vai acontecer. Porque isso não está nas minhas mãos. E de alguma forma, isso me deixa mais calma.

“minha primeira vez na praia”

“mamãe colocou a mão na minha frente, mas estou ali ó, estão vendo?”

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