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Continue a nadar…

Nem sempre eu consigo ser a mãe que eu gostaria. Acho que acontece com todo mundo, né? Para vários papeis, aliás. Nem sempre conseguimos ser quem gostaríamos de ser. Como você lida com isso? Algumas vezes eu relaxo, algumas vezes eu choro, entro numa concha e só quero sair de lá quando tudo estiver resolvido. Como é que as coisas vão se resolver se eu não estou lá pra fazer isso? São questões. Ainda bem que logo eu me lembro disso e saio do limbo pra tentar me mexer, nem que seja um pouquinho.

Ficar pensando em tudo que gostaríamos que fosse nos tira do presente, que é o lugar onde tudo acontece. Essa manhã foi assim. Poxa, por que é tão difícil as vezes? Enquanto eu pensava nisso, minha casa continuava de cabeça pra baixo, a louça estava na pia, não tive paciência de ficar muito tempo brincando lá fora e ainda soltei uns dois gritos, que me fizeram chorar um pouco. Tudo isso porque eu não estava conseguindo fincar meus pés aqui nesse hoje e fazer o que eu pudesse para alterar o quadro.

Quando acontece isso, de eu perceber que estou numa espiral, deixo pra lá qualquer coisa que eu “tivesse” que fazer. Coloquei uma música e dancei e cantei com a pequena na sala. Não foi muito, sabe? Mas ajuda bastante a me dar um novo fôlego. Agora, sim, posso ir arrumar a zona, já tem um pouco mais de energia circulando pelo meu corpo, e não estagnada.

Existe os dias em que eu queria uma escola pra ela meio período, queria que ela dormisse, queria distância. Sim, é necessário, pra nós duas. Mas eu não posso me esquecer que a companhia dela me coloca em constante movimento, todo dia. Que as coisas que ela fala me fazem rir. Que o olhar que ela tem sobre a vida me traz uma leveza gostosa. Que foi por esse tempo presente que eu fiz muitas escolhas lá atrás. A realidade que tenho foi muito desejada. Não quero mudar tuuuudo, só alguns ajustes aqui ou acolá. E ter isso em mente me tranquiliza. Não é preciso mudar tudo, afinal.

Ufa.

Está tudo bem em rir da bagunça da minha casa. Tá tudo bem ficar no whats com o marido planejando uma mudança e deixando a filha mandar áudios pra ele. Tá tudo bem ir na página do meu próprio projeto ler umas mensagens que eu mesma escrevi, mas ao que tudo indica, já esqueci.  Ou fazer pipoca antes da faxina. E sentar pra ver desenho com a filha, mesmo que eu esteja na batalha pra diminuir a tevê. Nem sempre a maternidade vai fazer sentido. Mas aonde é que só existe isso? A gente pode mudar nossas próprias regras, nem que seja por um dia só. Na vida nada é, tudo está. As coisas não são tão definitivas quanto a gente pensa. Continuemos a nadar, e logo estaremos em outro lugar. Eu acredito nisso. Ser uma mãe possível é muito melhor do que viver sofrendo pelas expectativas não alcançadas. Sejamos.

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Arquivado em acontece comigo, ajustando a vida, buscando solução, eu mãe, maternagem, maternidade possível, vamos rir pra não chorar, vida real

O que eu aprendi ao não postar todos os dias em agosto

Eu queria ter conseguido postar aqui no blog todos os dias durante o mês de agosto. Queria fazer parte dessa brincadeira (BEDA), porque gosto muito de acompanhar também. Mas a verdade é que não rolou do jeito que eu pensei que fosse rolar.

E eu nem vou culpar a maternidade ou a falta de tempo. Tem tudo isso e mais, claro, mas não foi isso que percebi nesses dias que fiquei sem postar. O que eu percebi, ou melhor, confirmei, foi que a palavra escrita pra mim tem muita força. Eu escrevo para além de um passatempo, sabe? É uma espécie de caminho que eu escolhi trilhar. Então, mesmo tendo assuntos e sugestões e ideias (que eu tenho aqui anotado e ainda virarão texto, podem esperar), algumas vezes faltava uma espécie de vontade mesmo. Vontade para desenvolver aquele assunto, para falar da minha experiência, para falar com as pessoas sobre aquela coisa. E então eu não aparecia. Não quis preencher as lacunas com assuntos que não me interessavam no dia, ou que estivessem aqui só para dizer que postei. Eu quis ser leal ao que estava sentindo, entender mais, saber o que aquilo dizia a meu respeito.

Quer dizer, existe uma verdade no meio criativo/literário/algo do gênero, que diz que a gente não pode ficar esperando a inspiração chegar, que o hábito é o que realmente importa. Precisamos trabalhar todo dia, faça chuva ou faça sol, e é só então que a coisa flui com vontade e as coisas acontecem. Eu sei. Inclusive já comprovei isso outras vezes (muitas vezes). Mas, como eu disse ali em cima, a minha relação com a escrita é além de um trabalho. Por mais que exista o exercício e tudo mais, também existe um outro lado, o lado mais abstrato, que não obedece muitas regras. Que precisa transgredir algumas verdades para continuar respirando com tranquilidade. E tudo bem. Eu aprendi a aceitar essa dualidade, estou aprendendo.

Eu quero vir aqui compartilhar minhas histórias e ideias quando eu realmente tiver algo pra contar, e não para preencher um espaço com mais do mesmo. Precisa me fazer bem. Precisa fazer sentido do lugar de onde eu olho.

A vida acontece em várias frentes ao mesmo tempo e eu tenho tentado atender a tudo que consigo, mas um de cada vez. Tentando praticar mais o mindfulness e estar presente na vida. No fim das contas, meu computador queimou o HD, perdi absolutamente todas as minhas fotos, arquivos, programas e etc. Entendi que era preciso dar uma pausa mesmo. Que existiam outras prioridades. Hoje estou aqui escrevendo nele de novo, já reformado (e zerado), e é isso. Um passo de cada vez, vamos lá.

Estaremos juntas no caminho e eu prometo aparecer sempre. Sempre que tiver alguma coisa bem legal pra contar, pode deixar.

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Faz de conta que é 19

Então que hoje é dia 20 e eu tinha certeza absoluta que era dia 19.
Esse mês decidi postar dia-sim dia-não, o que acabou sendo em todos os dias ímpares, já que comecei dia 01, né. Estava toda feliz e satisfeita pensando no que escrever quando “descobri” que hoje era dia 20. Um dia inteiro se passou e eu nem me dei conta, pra vocês verem o tamanho do meu cansaço, ou da minha (falta de) atenção, como queiram.

Vamos fazer de conta que eu vim no dia certo, sim? Que tudo estava friamente calculado desde o começo, claro, como não.

E do que vamos falar hoje? Não faço ideia, minha gente!
Alguém tem alguma sugestão do que eu posso escrever nesse humilde espaço materno-reflexivo? O que vocês gostariam que eu contasse que, por acaso, eu ainda não tenha contado?

Está sendo muito legal escrever aqui com mais frequência. Mesmo que as vezes eu me veja completamente sem saber o que dizer, como hoje, é bom vir assim mesmo, naquele tom de conversa e bate papo que algumas vezes acaba ficando meio de lado, eu acho. Sem contar que continua sendo um exercício. Quanto mais eu escrevo, mais vai surgindo o que contar. Quando fico esperando muito pelo assunto ideal, pelo momento ideal, pela inspiração ideal obviamente não sai nem uma linha sequer, porque todos sabemos que o ideal não mora neste mundo. Ainda mais no mundo materno, né colegas.

Enfins. Post enchendo linguiça em pleno domingo, porque esse dia da semana é muito propício pra isso, afinal de contas.
Prometo que volto com mais qualidade amanhã, já que é o dia “certo” da postagem, né? hahaha

E sim, estou esperando sugestões, ideias, planos infalíveis ou o que vocês quiserem dizer, hehe.
Beijo nosso. E boa semana pra nós!

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Crise existencial… bloguística

Tenho pensado tanto no blog. Que eu queria estar escrevendo mais, compartilhando mais, inventando mais assuntos pra contar. Estar mais presente aqui, afinal. Eu podia culpar a falta de tempo, mas nem sempre essa desculpa cola. De vez em quando eu abro essa página, vejo o espaço em branco e penso em mil possibilidades, mas não consigo começar nada. Ou começo, mas não termino. Ai o telefone toca, a bebê chama, chora, puxa o fio do carregador, me puxa pra junto de si. Aí é hora de comer, de tomar banho, de cozinhar, de limpar… de (tentar) descansar. E o texto se perde no limbo dos rascunhos e dos pensamentos inacabados.

O fato é que eu tenho sentido falta e ando querendo mudar isso. Acho que todo mundo passa por isso vez ou outra, quando se tem um blog, né? Quase uma crise existencial bloguística, rs. A internet tem tanto conteúdo, tanta informação, será que não vou escrever mais do mesmo? Será que tô me expondo demais? Expondo minha filha mais do que o necessário? O quanto é necessário – acho que nem é essa a palavra adequada, mas enfim.

Quando a Agnes nasceu, mal ia no colo de outra pessoas. Até hoje é meio assim, mas já mudou bastante. Mas naquela época eu sentia que ela não queria muitos olhares pra si, muita gente, muita energia. Eu também não queria. Mal postei foto dela aqui, só comecei a colocar algumas depois de uns meses, porque não fazia sentido me recolher com as pessoas e mostrar tudo nas telas. No face diminuí muito também, muito. Só sobrou o instagram. Lá eu posto com mais frequência, mas obviamente que nem tudo e nem todo dia. Tenho até escrito algumas coisas curtinhas por lá recentemente, tem sido um bom exercício. A vontade de escrever sobre esse nosso mundo materno tem surgido de novo e escolhi começar por lá, que é mais rápido, eu acho.

Também tem o fato de que me vi meio afastada das teorias todas. Sem querer ler sobre o ter que fazer de tal ou qual jeito. Então acabei não escrevendo sobre os meus meios e escolhas também. Sobre isso sairia um texto inteiro, e vou escrever. Mas não era sobre os outros, sabem, sobre o “não sou #menasmais por isso, isso e isso outro”, justificativas e tudo mais; era mais sobre mim, mesmo. Uma ruptura entre a teoria e a prática, entre todos os textos que eu li e sobre a vida real aqui da minha casa. Eu precisava de tempo e espaço. E me dei isso. Sobretudo eu não queria que nada soasse como justificativa, explicações, talvez eu tenha lido em grupos e em outros lugares muita coisa nesse tom, ou reflexões sobre esse assunto, ou tenha sentido isso em algumas pessoas, ou de tudo um pouquinho. Só sei que preferi muitas vezes o silêncio do que a palavra. Na dúvida, achei melhor esperar.

Mas agora eu quero voltar. Escrever sempre foi a minha melhor ferramenta para lidar com o mundo. Sempre fez parte da minha vida e não quero perder isso agora. Eu poderia escrever em outro lugar, não publicar, achar outros jeitos, mas gosto muito daqui. Gosto do que construí, das pessoas que conheci através do blog, do carinho, da troca, de tudo. E isso me basta. Se tornou um lugar especial pra mim, que quero continuar cultivando.

E é isso. Vou tentar ir voltando aos poucos, no ritmo que as coisas forem acontecendo do lado de cá.

Beijo nosso

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