Arquivo da tag: sono

só mais 5 minutinhos

Ontem não postei nenhum texto aqui, pulei descaradamente um dia do desafio do BEDA. Eu poderia dizer muitas coisas sobre isso, mas a verdade é uma só: eu tenho sono.

Eu não sou o tipo de pessoa que passa a noite em claro e segue a vida normalmente na manhã seguinte. Estou muito longe de ser essa pessoa. Não fui uma adolescente que virava a noite na balada e ia pro cursinho direto. Ou aquelas pessoas que vão emendando uma atividade na outra, sem descanso, só tomando energético ou café ou qualquer coisa assim, cochilando em pé no metrô ou dormindo só três horas por noite. Eu preciso dormir. Eu preciso dormir uma quantidade de horas suficientes para repor minhas energias. Mesmo que não sejam 12 horas maravilhosas numa cama king size de hotel, com lençóis de 300 fios egípcios. Mas eu preciso dormir.

O que acontece quando eu não durmo é: dor de cabeça, tontura, fraqueza, raciocínio lento, irritação, corpo pesado, choro fácil, tristeza. Além daquela sensação básica de olhos cheios de areia e olheiras de panda, mais conhecida como sono mesmo.

Essa era uma das minhas principais preocupações antes da Agnes nascer. Como conseguir descansar com um recém nascido em casa, porque a falta de sono afeta direta e imediatamente o meu dia. Bem, devo dizer que não foi nada fácil no começo, mas foi melhor do que eu esperava. Fiquei 3 dias praticamente sem dormir, por conta do trabalho de parto, e quando ela nasceu, depois de algumas horas, eu tive 2 episódios de “apagão”: entrei num sono tão profundo que nada conseguia me acordar, nem o choro dela, nem o Cleber me chamando, nem colocando ela pra mamar. Nada. Acabou minha bateria. Capotei. Depois fui descobrindo que o corpo se adapta a novas realidades. Deve ser o instinto de sobrevivência, rs. O fato é que ganhei novos padrões. Eu dormia 2 horas seguidas e achava que estava super descansada, haha. O tempo foi passando e, pela graça das deusas, ela foi se apegando ao nosso ritmo de sono e eu passei a dormir muito melhor, e por mais horas. Cama compartilhada e amamentar deitada também me salvaram, devo dizer. Chegou um tempo que eu nem sabia quantas vezes ela acordava, ou se ela acordava, eu descansava e estava feliz da vida.

Mas é claro que existem os episódios atípicos, né. Febre, gripes, saltos de desenvolvimento mudam tudo por aqui. Essa semana foi o combo da mudança de casa, eu escrevendo de madrugada (até quase 2hr) e acordando cedinho (6 hrs) pra cumprir uns horários externos. Passei o dia ontem lenta, guardando as energias para não me estressar e descontar na pequena. Pra piorar, ela dormiu num horário impossível de eu deitar junto pra dar uma descansada também, bem na hora que chegou o moço que iria instalar o fogão, e ficamos sozinhas o dia todo. Além disso, ela está demandando muito, querendo minha presença física, muito colo, inclusive durante o sono, do mesmo jeito de quando era mais bebezinha,e de noite quer ficar colada em mim, o que me impede de descansar totalmente (agora, por exemplo, está dormindo no colo enquanto escrevo – a diferença da fase de bebê para esta é uma só: o peso. Meus braços que o digam, haha) . Está puxado. Não tive forças pra pensar em nada pra escrever ontem.

Hoje está um pouquinho melhor, apesar de ainda ter sono para colocar em dia. Mesmo assim recorri ao tema para desabafar um pouquinho. Também ajuda a aliviar. Agora deixa eu ir, porque pelo horário ainda consigo fechar os olhos uns minutos antes dela acordar. Tomara que dê certo.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em acontece comigo, desabafo, um dia de cada vez

Dorme bem, meu bem

Uma das coisas que mais gosto na prática diária da maternidade é fazer minha filha dormir.
Dar mamá, embalar, dançar, cantar… Olhar seus olhinhos, que também me olham. E de repente eles vão ficando longe, indo pra outro lugar e depois se fechando, entregando-se ao sono e relaxando o corpinho no meu colo.

Não raro sou invadida por um sentimento muito bom quando estamos assim, nesse processo. Uma espécie de plenitude. Mesmo nos dias mais bagunçados, não importa. Ajudá-la a pegar no sono é uma das melhores coisas pra mim, sempre gostei.

Já teve vezes dela, de noite, ir pro cantinho dela no colchão e ficar lá até dormir, sozinha. Acho que aconteceu uma ou duas vezes. Geralmente ela mama e depois, já dormindo, vira pro seu lado da cama. Esses dias ela mamava, daí ia e deitava mais longe de mim. Depois voltava, mamava mais, e assim por diante. Me peguei pensando que logo ela vai aprender a dormir sozinha. O que vejo é um movimento primitivo desse processo na cabecinha dela. Pode demorar anos ainda, eu sei. Mas vai acontecer.

A infância é muito curta. E também por isso muito rara. Logo a gente pisca e o tempo já passou, e eles já cresceram, e já têm seus próprios compromissos e a roda viva gira e estamos num outro patamar de relação. Pode até soar piegas, que seja. É assim que eu sinto. Até por isso não tenho metodologia nenhuma para ensiná-la a dormir. Temos nosso ritmo diário que nos leva, naturalmente, à hora do sono, tanto de dia quanto de noite. Pode ser que ela adormeça no colo e fique nele durante toda a soneca. Adoro, aliás, sempre tiro esse tempo para ler alguma coisa, escrever. Um momento só meu, e também atendendo uma necessidade dela, uma delícia. Pode ser que só vá dormir de noite quando eu e o pai dela também formos nos deitar. Tudo depende de como foi o dia, de como ela está. Mas ela já sabe dos pequenos rituais. Trocar a fralda, colocar o pijama e escovar os dentes significa que está na hora de relaxar. Talvez o papai leia uma história, talvez mamãe coloque música. De qualquer forma, a hora de dormir se aproxima. Bom, pensando bem, talvez essa seja a metodologia. Que não é rígida, nem sempre igual. Só o que fica é o acolhimento, o colo, o mamá, as palavras. Uma forma de ensinar mais ampla.

Quanto a mim, vou é tratar de aproveitar cada segundinho dela no meu colo enquanto pega no sono. Teremos novos laços, mas esse vai passar. E vai deixar saudade.

Deixe um comentário

Arquivado em Agnes, coisa linda